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domingo, 28 de novembro de 2021

Black Friday 2021: faturamento no comércio eletrônico foi de R$ 5,4 bilhões

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Em relação ao ano passado, crescimento foi de 5,8%; número de pedidos teve queda de 0,5%.
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Por g1

Postado em 28 de novembro de 2021 às 12h35m

Post. N. =  0.379

Black Friday em Salvador, 2021 — Foto: Itana Alencar/g1
Black Friday em Salvador, 2021 — Foto: Itana Alencar/g1

A Black Friday 2021 teve faturamento total de R$ 5,419 bilhões, crescimento de 5,8% em faturamento na comparação com o ano passado, de acordo com levantamento realizado pela Neotrust a partir do número total de compras realizadas via e-commerce, capturados desde a 0h de quinta-feira (25) até as 23h59 de sexta-feira (26).

A edição 2021 da Black Friday encerrou as 48 horas monitoradas com um volume de 7,6 milhões de pedidos, 0,5% abaixo do registrado na quinta-feira e sexta-feira de 2020. Já o tíquete médio nacional das compras foi de R$ 711,38 - 6,4% superior a 2020.

De acordo com projeção da ClearSale, empresa antifraude, o valor de fraudes evitadas até 23h da sexta-feira foi de R$ 66,3 milhões.

Esse faturamento foi abaixo do que estávamos projetando. Teve performance abaixo do que foi a quinta-feira, que teve crescimento de 10%. Em número de pedidos, na sexta-feira, tivemos 5,2 milhões de pedidos. Isso representa 2,4% abaixo do que tivemos em 2020. O pico de vendas ocorreu entre 10h e 14h de sexta-feira, comenta a head de Inteligência da Neotrust, Paulina Gonçalves Dias.

 

Em 2021, assim como em outros anos, o cartão de crédito manteve-se como a principal forma de pagamento.

Já o boleto bancário teve perda de participação de 4 pontos percentuais como forma de pagamento, enquanto PIX e carteiras digitais ganharam espaço.

O PIX, entretanto, não teve a performance esperada, segundo Paulina, o que pode estar relacionado à data da Black Friday no final do mês, o que tem um impacto no bolso do consumidor para compras à vista.

Valor do frete tem redução

O valor do frete médio teve redução de 12% em relação ao ano passado. Já a participação do frete grátis nos pedidos teve aumento de 0.6 pontos percentuais, o que leva à conclusão de que o varejista arcou com uma parte desse frete para atrair consumidores.

Categorias mais vendidas

Entre as categorias mais vendidas, o destaque foi a entrada do item eletroportáteis entre os cinco primeiros no ranking, puxado pelas compras de fritadeiras e aspirador de pó.

Na categoria Moda e Acessórios, o maior desconto foi dado no segmento de calçados femininos, e o menor desconto foi para moda masculina.

Na categoria Beleza e Perfumaria, o maior desconto ocorreu em itens para o corpo e o menor em itens de barbearia.

Categorias de produtos com maior número de pedidos

  1. Moda e Acessórios
  2. Beleza e Perfumaria
  3. Telefonia
  4. Eletroportáteis
  5. Eletrodomésticos

Categorias de produtos com maior faturamento

  1. Telefonia
  2. Eletrodomésticos
  3. Eletrônicos
  4. Informática
  5. Móveis

Performance do e-commerce por faixa etária

  • 26 e 35 anos – 35%
  • 36 a 50 anos – 34%
  • Até 25 anos – 17%
  • Mais de 51 anos – 14%

Participação do e-commerce nas 5 regiões do país

  • Sudeste – 61%
  • Nordeste – 16%
  • Sul – 14%
  • Centro-Oeste – 6%
  • Norte – 2%
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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Bovespa tem forte queda acompanhando nervosismo dos mercados globais

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Na quinta-feira, Ibovespa fechou em alta de 1,24%, aos 105.811 pontos.
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Por g1

Postado em 26 de novembro de 2021 às 10h40m

Post. N. =  0.378

Painel da B3 - Bovespa — Foto: Nelson Almeida/ AFP
Painel da B3 - Bovespa — Foto: Nelson Almeida/ AFP 

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em forte queda nesta sexta-feira (26), acompanhando o nervosismo no mercado internacional com a descoberta de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas.

Às 16h55, o Ibovespa caía 3,55%, a 102.054 pontos. Mais cedo, chegou a recuar mais de 4%. Veja mais cotações.

As ações das companhias aéreas Gol e Azul despencavam cerca de 12%, junto com os papéis da operadora de turismo CVC e da fabricante de aviões Embraer, em meio à multiplicação de casos da nova variante no exterior.

Na quinta-feira, a bolsa fechou em alta de 1,24%, aos 105.811 pontos. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular alta de 2,23% em novembro. Em 2021, no entanto, o tombo ainda é de 11,10%.

Nova variante: países europeus e asiáticos restringem entrada de pessoas do sul da ÁfricaNova variante: países europeus e asiáticos restringem entrada de pessoas do sul da África

Cenário

Na cena externa, o dia era de estresse os mercados, com a notícia de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas provocando temores de novo impacto à economia global e provocando fuga de ativos arriscados.

As principais bolsas internacionais operavam em queda e os preços do barril de petróleo tinham baixa de mais de 5%.

Por aqui, a FGV divulgou que o índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou em novembro pelo 4º mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2021.

Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e no xadrez político que se desenha conforme o noticiário eleitoral para 2022 esquenta.

Enquanto a votação da PEC dos Precatórios é esperada apenas para semana que vem em comissão no Senado, na véspera foi aprovada na Câmara dos Deputados o texto principal da MP que cria o Auxílio Brasil, programa social montado pelo governo em substituição ao Bolsa Família.

A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o programa. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação). O governo afirma que, se aprovada, a PEC abrirá espaço de R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022.

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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Petrobras prevê investimento de US$ 68 bilhões entre 2022 e 2026

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No plano estratégico anterior, divulgado no ano passado, a Petrobras havia projetado US$ 55 bilhões entre 2021 e 2025.
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Por g1

Postado em 25 de novembro de 2021 às 17h00m

Post. N. =  0.377

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Sergio Moraes/Reuters
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Sergio Moraes/Reuters

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (24) o seu plano estratégico e informou que prevê investir US$ 68 bilhões entre 2022 e 2026, o que representa um aumento de 23,6% em relação ao plano de negócios plurianual anterior, anunciado no ano passado.

Para o período de 2021 a 2025, a Petrobras projetava US$ 55 bilhões de investimentos, uma queda de 27%. Na época, a redução foi motivada pelos impactos provocados pela pandemia de coronavírus.

No plano estratégico, a companhia destacou que 84% (ou US$ 57 bilhões) do investimento previsto para o período de 2022 e 2026 será alocado na exploração e produção de petróleo e gás natural. Dos US$ 57 bilhões, cerca de 67% serão destinados para ativos do pré-sal.

"Esta alocação está aderente ao foco estratégico da companhia, concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos, produzindo óleo de melhor qualidade e com menores emissões de gases de efeito estufa", informou a companhia em comunicado. 
Produção revisada

A Petrobras também anunciou que revisou a produção de petróleo para o ano que vem a 2,1 milhões de barris de óleo por dia em média, considerando uma variação de 4% para mais ou para menos. No plano anterior, a estatal havia previsto produção média de 2,3 milhões de barris de petróleo por dia entre 2022 e 2025, destaca a agência Reuters.

A previsão da companhia é a de que a produção de petróleo aumente gradativamente ao longo dos próximos anos. Em 2023, deve chegar a 2,2 milhões de barris por dia, subindo a 2,4 milhões barris em 2024, a 2,5 milhões de barris em 2025 e a 2,6 milhões em 2026.

"A Petrobras mantém sua estratégia consistente de focar em projetos com pleno potencial de gerar recursos e contribuições para a sociedade brasileira", afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna em fato relevante divulgado nesta quarta. "Priorizamos transformar recursos em riquezas para o país ao mesmo tempo em que trilhamos o caminho sustentável para a transição energética", acrescentou.

Já a meta de produção total para 2022, incluindo petróleo e gás natural, é de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

A estimativa da Petrobras para a produção prevê a entrada de 15 projetos com novas plataformas, sendo nove afretadas e seis próprias.

Evolução do preço do barril de petróleo
Valor médio do Brent, em US$
68,9968,9976,6576,6573,1373,1380,4780,4765,1765,1756,4656,4664,1364,1371,271,2646462,3362,3365,965,955,755,732,9832,9823,2423,2439,939,944,344,343,2243,2254,5554,5565,1965,1970,7570,7574,674,683,6583,65jan/18mar/18mai/18jul/18set/18nov/18jan19mar/19mai/19jul/19set/19nov/19jan/20mar/2020mai/2020jul/2020set/2020nov/2020jan/21mar/21mai/21jul/21set/21020406080100
Fonte: Tendências Consultoria

Desinvestimentos

A Petrobras também destacou que pretende realizar desinvestimentos entre entre US$ 15 bilhões e US$ 25 bilhões no período, "o que contribuirá para melhorar a eficiência operacional". Parte das refinarias da companhia deverá ser vendida.

A empresa disse que a métrica de dívida bruta presente no último plano estratégico foi excluída, devido ao atingimento antecipado do objetivo de US$ 60 bilhões de dólares no último trimestre.

"No entanto, visando manter os incentivos para uma boa gestão da alavancagem, será considerada como gatilho da métrica... a manutenção da dívida bruta abaixo de 65 bilhões de dólares", disse a companhia.

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Inflação nos EUA tem alta de 5% em 12 meses em outubro, a maior em 31 anos

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Dados mostram que os preços da energia subiram 30,2%, enquanto os dos alimentos avançaram 4,8%.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 25 de novembro de 2021 às 16h00m

Post. N. =  0.376

Taxa de inflação nos EUA chegou a 6,2% no acumulado dos últimos 12 meses. — Foto: Getty Images via BBC
Taxa de inflação nos EUA chegou a 6,2% no acumulado dos últimos 12 meses. — Foto: Getty Images via BBC

Os preços do consumo continuaram subindo em outubro nos Estados Unidos, impulsionados pela energia, e registraram um aumento de 5% em 12 meses, o maior aumento anual desde 1990, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (24).

De acordo com o índice PCE do Departamento de Comércio, a inflação mensal foi de 0,6% entre setembro e outubro. Além disso, as receitas e despesas das residências cresceram bem mais que o esperado em relação a setembro, 0,5% e 1,3%, respectivamente.

O aumento anual do índice PCE, que mede o aumento dos preços com base no consumo pessoal, é o maior desde novembro de 1990 e estava bem acima dos 4,4% em 12 meses de setembro passado.

O relatório indica que os norte-americanos continuam comprando de mãos dadas com rendas mais altas, embora a inflação alcance números recordes. Os dados mostram que os preços da energia subiram 30,2% desde outubro de 2020, enquanto os preços dos alimentos subiram 4,8%.

A renda dos americanos também aumentou com salários e aluguéis mais altos, de acordo com dados oficiais.

Os consumidores direcionaram suas despesas tanto para bens quanto para serviços.

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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Endividamento das famílias brasileiras atinge o maior nível em 11 anos

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Estudo nacional feito pela Federação do Comércio de São Paulo mostra que, antes da pandemia, 64% das famílias brasileiras estavam endividadas. Hoje, são 71%.
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Por Jornal Nacional

Postado em 23 de novembro de 2021 às 22h05m

Post. N. =  0.375

Endividamento das famílias brasileiras atinge o maior nível em 11 anos
Endividamento das famílias brasileiras atinge o maior nível em 11 anos

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível em 11 anos. Foi a consequência do uso de crédito para compensar a queda de renda.

A pandemia deixou uma conta que nem todo mundo pode pagar; R$ 2 mil no cartão de crédito, no caso da dona Fátima Costa Silva, que fazia faxina antes da pandemia.

A patroa não quis mais, ninguém quis mais, mandou todo mundo embora e eu fui.

O aposentado Antonio José da Silva parou de fazer bicos, por causa de problema de saúde, e a dívida cresceu.

Vai pagar um aluguel, pagar uma luz e a água, e aí o salário mínimo não dá para nada.

O país tem o maior número de famílias com dívidas dos últimos 11 anos, segundo um estudo nacional feito pela Federação do Comércio de São Paulo.

Hoje você paga uma e daqui dois, 10 dias, paga outra, afirma o autônomo Marcio Frutuoso.

Cortando dali, cortando acolá, economizando os gastos, mas superando, né? Todo dia a gente supera uma barreira, conta o técnico de refrigeração Manoel de Oliveira.

Manoel e Márcio moram em Rio Branco, a capital com mais famílias endividadas, seguida por Curitiba e Natal, bem acima da média histórica, que é de 61,8%. Antes da pandemia, 64% das famílias brasileiras estavam endividadas. Hoje, são muito mais: 71%.

Endividamento de famílias no Brasil em 2021 — Foto: Reprodução/TV Globo
Endividamento de famílias no Brasil em 2021 — Foto: Reprodução/TV Globo

O endividamento em si não é uma coisa negativa, mas as circunstâncias da capacidade de pagar as dívidas sim. O que a gente tem que avaliar é: se essas famílias terão condições, no futuro, de arcar com esses compromissos. Aí nós temos alguns desafios pela frente. Primeiro: a taxa de desemprego extremamente elevada, que ameaça a massa de rendimento das famílias; e, o fator mais importante: a inflação, que corrói, diariamente, o poder de compra, explica Altamiro Carvalho, assessor econômico da FecomercioSP.

As famílias brasileiras empobreceram. Em 16 das 27 capitais do país, a renda ainda não voltou ao que era antes da pandemia. Na média, o recuo foi 0,7%. Mas em algumas cidades, como em Vitória, Boa Vista e Fortaleza, o orçamento das famílias encolheu muito mais.

Os economistas dizem que esse raio X das contas das famílias ajuda a explicar porque a economia segue travada. Com o orçamento cada vez mais apertado por causa das dívidas e dos preços subindo, sobra menos para gastar. E sobra menos ainda para tomar crédito, que é um oxigênio da economia. O estudo mostra que é preciso aliviar a pressão sobre as contas do consumidor, para que ele volte a comprar, e a indústria, o varejo e os serviços reajam.

Você tendo seu nome limpo, você mesmo vai lá, faz a compra que você quer, afirma o funcionário público Reinaldo Augusto

O crédito é fundamental para qualquer tipo de economia. Ao se elevar e ficar caro, esse crédito cria o risco da inadimplência. O que seria ruim para todos os segmentos: seja para o governo, seja para as empresas, seja para as famílias, diz Altamiro Carvalho.

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