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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Desemprego cai em 13 estados brasileiros no 2º trimestre de 2026, diz IBGE

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Entre abril e maio, Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%, enquanto Santa Catarina registrou menor índice, de 2,1%.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 14 de Agosto de 2.026 às 09h30m
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Carteira de Trabalho Digital — Foto: Gil Leonardi/ImprensaMG
Carteira de Trabalho Digital — Foto: Gil Leonardi/ImprensaMG

A taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No país, o indicador ficou em 5,4% no período. O resultado representa uma queda em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026 e aos 5,8% do segundo trimestre de 2025.

As maiores taxas de desocupação no segundo trimestre foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

📈 As quedas mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), na Paraíba (-1,6 p.p.) e no Acre (-1,6 p.p.). Nos demais estados, as taxas permaneceram estáveis.

Taxa de desocupação por estados - segundo trimestre 2026 — Foto: Arte g1
Taxa de desocupação por estados - segundo trimestre 2026 — Foto: Arte g1

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças entre os estados ajudam a explicar a disparidade nas taxas de desocupação. Santa Catarina, por exemplo, registrou uma taxa de apenas 2,1%, enquanto Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%.

Esse resultado pode estar relacionado a fatores como o nível de industrialização, a escolaridade da população, o desenvolvimento econômico e o dinamismo da atividade econômica. Em estados com essas características, como Santa Catarina, a taxa de desocupação tende a ser menor do que em parte do Nordeste, afirma.

👉 Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.

Desigualdades de gênero, raça e escolaridade

De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação continua maior entre as mulheres (6,4%) do que entre os homens (4,6%), embora tenha recuado para ambos os sexos em relação ao primeiro trimestre.

Na comparação por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional (5,4%) entre os brancos (4,2%) e acima dela entre os pretos (6,9%) e os pardos (6,1%).

Em relação ao nível de escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto, com (9,0%). Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 5,6%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,0%).

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, alcançou 12,9% no segundo trimestre deste ano.

Piauí (26,6%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). As menores taxas foram em Santa Catarina (4,1%), Rondônia (6,0%) e Mato Grosso (6,1%).

Enquanto isso, o percentual de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego — foi de 2,1% da força de trabalho ampliada. Os maiores índices foram registrados no Maranhão (9,4%), em Alagoas (8,1%) e no Piauí (7,0%).

Formalidade x informalidade

Evolução da taxa de desemprego no Brasil — Foto: Arte/g1
Evolução da taxa de desemprego no Brasil — Foto: Arte/g1

No segundo trimestre, 74,4% dos empregados do setor privado no Brasil tinham carteira assinada. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%), enquanto os menores foram no Maranhão (53,6%), Piauí (54,2%) e Acre (55,1%).

No mesmo período, 25,3% da população ocupada trabalhava por conta própria. Essa participação foi mais elevada no Maranhão (33,8%), no Amapá (31,0%) e no Pará (30,3%). As menores proporções foram observadas no Acre (17,5%), Distrito Federal (18,0%) e Tocantins (18,9%).

A taxa de informalidade do país foi de 37,4% da população ocupada. Assim como no trimestre anterior, Maranhão liderou com 56,9%, seguido pelo Pará (55,9%) e pelo Amazonas (51,7%). Na outra ponta, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).

No segundo trimestre de 2026, o país tinha 1,1 milhão de pessoas que buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Já 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente caiu 2,4% ante o mesmo trimestre de 2025, quando 1,2 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.

IBGE

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Dólar sobe e Ibovespa oscila, após inflação fraca nos EUA e bons dados do varejo brasileiro

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Na véspera, a moeda americana teve alta de 0,36%, cotada a R$ 5,1793. Já a bolsa brasileira recuou 0,22%, aos 167.507 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 13 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar ganhou força no final da manhã desta quinta-feira (13) e subia 0,23% perto das 11h30, cotado a R$ 5,1914. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, seguia volátil, com queda de 0,04% no mesmo horário, aos 167.432 pontos.

▶️ Na agenda econômica, o IBGE divulga uma nova estimativa da safra de grãos de 2026, com expectativa de produção de 347,4 milhões de toneladas, levemente acima de 2025. As vendas no varejo, que subiram 0,5% em junho na comparação mensal, também ficam no radar, assim como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que segue em nível de pessimismo há 19 meses consecutivos . 

 ▶️Entre os balanços corporativos do dia, destaque para a Americanas, que quase triplicou o prejuízo no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025, para R$ 274 milhões. Uma série de outros resultados também ficam no radar, como Cogna, Minerva, Ultrapar, Positivo, Rede D'Or, CVC, Azzas, Hapvida, Banco do Brasil, entre outros.

▶️No exterior, os EUA divulgam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, um indicador que mede a variação dos preços cobrados pelos produtores antes de os produtos chegarem ao consumidor. Os preços ao produtor nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho com queda nos preços dos bens, embora um aumento no custo dos serviços sugira que a inflação pode permanecer elevada.

  • O resultado é acompanhado de perto pelos mercados porque ajuda a avaliar a trajetória da inflação e pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros.

▶️ O Irã afirmou que continua controlando o Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo do mundo, contrariando declarações dos Estados Unidos de que teriam controle sobre a região. A disputa reforça as tensões entre os dois países e mantém a atenção do mercado voltada para possíveis impactos no comércio internacional de petróleo e na segurança da navegação.

  • Mesmo com o impasse, os preços do petróleo caíam nesta quinta-feira. Por volta das 11h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 2,82%, cotado a US$ 86,47. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 3,17%, a US$ 80,63 o barril.

▶️ A Agência Internacional de Energia (AIE) também revisou para baixo sua estimativa de consumo de petróleo, indicando que a atividade econômica mundial deve utilizar menos combustível do que o previsto anteriormente.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,88%;
  • Acumulado do mês: +2,16%;
  • Acumulado do ano: -5,64%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,06%;
  • Acumulado do mês: -6,05%;
  • Acumulado do ano: +3,79%.
EUA e Irã em impasse sobre o controle de Ormuz

Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional.

Nesta quinta-feira (13), o Irã voltou a contradizer o presidente americano, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity, está sob seu controle.

Na véspera, Trump havia escrito em sua rede social Truth Social que os EUA tinham "controle total" da hidrovia estratégica.

Nas últimas semanas, o regime iraniano também contrariou Trump em outras alegações do líder norte-americano, como quando negou ter pedido para os EUA cancelarem novos ataques contra o país e também quando negou estar em negociações com o rival.

Na quarta, Trump reafirmou sua narrativa de que o Irã está dizimado e chamou o país de "valentão do Oriente Médio". Mais cedo, autoridade iraniana falou a agência que "não houve nenhum progresso" nas negociações entre os dois países.

Trump falou ainda em "muro de aço" ao se referir ao bloqueio naval que os EUA mantêm na entrada de Ormuz a navios iranianos ou que comercializem em portos do Irã.

Com as negociações para o fim da guerra sem avanço, no entanto, o tráfego em Ormuz voltou a ficar comprometido. Desde então, o Irã e o Omã se aproximaram de um acordo para administrar o fluxo de navios pela via marítima, que excluiria o acesso a navios dos EUA e de Israel.

Bolsas globais

Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo bom desempenho do setor de tecnologia e conforme investidores repercutiam os novos dados da inflação ao produtos nos EUA.

Perto das 11h30, o Dow Jones tinha alta de 0,39%, enquanto o S&P 500 subia 0,75% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,05%.

Já na Europa, os mercados estavam mistos. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,08%, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,18% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,50%.

Na Ásia, os mercados chineses recuaram nesta quinta-feira, puxados pelas perdas nas ações do setor de metais.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,56%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,16%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Dólar sobe a R$ 5,17, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco; Ibovespa cai

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A moeda americana teve alta de 0,36%, cotada a R$ 5,1793. Já a bolsa brasileira recuou 0,22%, aos 167.507 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,35% nesta quarta-feira (12), cotado a R$ 5,1793. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,22%, aos 167.507 pontos.

Investidores repercutiram os novos dados de inflação dos Estados Unidos e acompanharam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. No Brasil, o cenário eleitoral e as dúvidas sobre o rumo dos juros também pesaram, após o JPMorgan citar os dois fatores em um relatório divulgado na véspera.

▶️ Os novos dados de inflação dos EUA foram o destaque da sessão. O índice subiu 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, houve uma desaceleração de 3,5% para 3,4%. Os dados vieram em linha com o esperado pelo mercado e ajudam a dar sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros americanos. (leia mais abaixo)

▶️ Ainda no exterior, o conflito no Oriente Médio seguiu no radar. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio de petróleo na região. O Irã, no entanto, continua a fazer ataques a navios que transitam pelo canal.

  • As divergências entre os dois países voltam a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 0,11%, cotado a US$ 88,81. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 0,26%, a US$ 82,98 o barril.

▶️ No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) ficou no centro das atenções. O volume do setor ficou estável em junho em relação a maior e teve uma alta de 2% em comparação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE e vieram mais fracos do que o esperado pelo mercado.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,88%;
  • Acumulado do mês: +2,16%;
  • Acumulado do ano: --5,64%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,06%;
  • Acumulado do mês: -6,05%;
  • Acumulado do ano: +3,79%.
Trump reivindica controle de Ormuz

Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity.

A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região.

Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados.

Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse.

No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.

Entre as exigências estão:

  • a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
  • a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
  • o pagamento de indenizações de guerra;
  • a liberação de ativos iranianos congelados;
  • o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
  • o encerramento das ameaças contra o país.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito.

"Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos."

Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Inflação dos EUA em linha com expectativas

A inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,2% em julho, enquanto o núcleo do índice, que exclui preços mais voláteis, avançou 0,1%. Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado e mostraram uma inflação mais próxima do comportamento habitual após a queda dos preços de energia ter ajudado o índice em junho.

Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, os dados representam uma normalização da inflação americana.

Segundo ele, os preços dos aluguéis responderam por cerca de dois terços da alta registrada em julho, um fator relevante porque essa categoria tende a demorar mais para refletir mudanças nos preços.

O núcleo da inflação, que ainda está acima da meta de 2% do Fed, desacelerou de 2,6% para 2,5% em 12 meses. Na avaliação de Flores, como o resultado ficou muito próximo do esperado, o próximo dado de inflação antes da reunião do Fed, em setembro, deverá ter mais peso na decisão sobre os juros.

"Com os dados atuais, a expectativa para a próxima decisão do Fed não deve mudar, com a probabilidade mais alta sendo a de manter as taxas de juros sem alteração", afirmou.

Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do governo americano, conhecidos como Treasuries, e o índice que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas tiveram queda.

Bolsas globais

Em Wall Street, os principais índices acionários americanos fecharam sem uma direção única nesta quarta-feira, enquanto investidores avaliavam os novos dados de inflação americana e repercutiam os resultados de empresas.

O Dow Jones caiu 0,06%, enquanto o S&P 500 subiu 0,26% e o Nasdaq Composite avançou 0,55%.

Na Europa, as bolsas de valores fecharam em queda, conforme investidores analisavam os balanços corporativos e os desdobramentos no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,16%, aos 659,48 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,23%, enquanto o CAC-40, da França, teve queda de 0,46% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,10%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelos ganhos nos setores de tecnologia e mobiliário, enquanto investidores aguardavam os novos dados de inflação dos EUA.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,3%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,68%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,83%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Exportações do Brasil aos EUA caem 12,2% no ano e atingem menor nível em 3 anos para o período

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Vendas de produtos sujeitos às maiores sobretaxas caíram 31,5% entre janeiro e julho
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 Por Ismael Jales, g1 — São paulo

Postado em 11 de Agosto de 2.026 às 12h15m
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Tarifaço americano: Brasil calcula que medida atinge 18% das exportações pros EUA
Tarifaço americano: Brasil calcula que medida atinge 18% das exportações pros EUA

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 21 bilhões entre janeiro e julho de 2026, queda de 12,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O recuo representa cerca de US$ 2,9 bilhões a menos em vendas e levou os embarques para o mercado americano ao menor nível para o período em três anos.

Os dados são do Monitor do Comércio Brasil Estados Unidos, elaborado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) com base em informações do Comexstat.

A queda foi ainda maior entre os produtos sujeitos às maiores sobretaxas, atualmente entre 25% e 37,5%. As exportações desses itens recuaram 31,5% no acumulado do ano, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões.

A retração nesse grupo de produtos mais taxados foi puxada principalmente pela madeira de coníferas, cujas vendas para os EUA desabaram 59,4% de janeiro a julho na comparação com o mesmo período do ano passado.

O tombo no faturamento do setor atingiu em cheio outros itens da pauta, com quedas expressivas no sebo bovino, ovino ou caprino (-42,5%), nos granitos trabalhados (-42,1%), no fumo não manufaturado (-37,7%) e na exportação de portas e caixilhos (-35,3%) — um retrato de como o tarifaço americano vem encolhendo os ganhos da indústria e do setor extrativo brasileiro no ano.

Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. 
Exportações caem em julho

Somente em julho, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,6 bilhões, queda de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

O resultado interrompeu a recuperação registrada em junho, quando as vendas para o mercado americano haviam crescido pela primeira vez desde agosto do ano passado, período em que as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas.

Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos — Foto: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance
Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos — Foto: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance

Assim como na comparação Janeiro a Julho, entre os produtos sujeitos às maiores sobretaxas, a queda foi ainda mais forte em julho, de 25,7%.

Na direção contrária, os produtos alcançados pela Seção 232 tiveram crescimento de 21,5%, impulsionado principalmente pelas exportações de aço e alumínio.

Entre os produtos que registraram as maiores quedas no acumulado do ano estão sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, madeira de coníferas, granito, torneiras e sucos de frutas. Semimanufaturados de ferro e aço também tiveram retração.

Relembre como funcionam as sobretaxas impostas pelos EUA:

  • Sobretaxas de 25% a 37,5% (Seção 301 - Tarifas mais altas):Atingem produtos como sebo bovino, fumo, madeira de coníferas e portas. Essa alíquota é a mais pesada porque combina duas punições comerciais cumulativas aplicadas pelos EUA sobre o mercado brasileiro. Foi essa categoria que liderou as maiores quedas em valor no ano (-31,5%).
  • Sobretaxas de 12,5% (Seção 301 - Tarifa base): É a taxa de retaliação comercial padrão aplicada a itens como minério de ferro aglomerado, pedras de cantaria e outros silícios.
  • "Seção 232" (Segurança Nacional): Agrupa bens industriais e estratégicos — como aço, alumínio, transformadores e maquinário pesado (tratores e pás carregadoras). Em vez de uma porcentagem fixa única, esses produtos seguem uma lei americana voltada à "segurança nacional", com regras setoriais específicas que variam de acordo com o tipo e a composição do bem. :
Vendas aos EUA caem enquanto exportações ao mundo crescem

O desempenho das exportações para os Estados Unidos ficou abaixo do registrado pelo Brasil nos demais mercados.

Enquanto as vendas para os EUA recuaram 12,2% entre janeiro e julho, as exportações totais brasileiras cresceram 10,5% no mesmo período.

Mesmo com a queda, os Estados Unidos continuam como o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

Entre os dez principais produtos vendidos pelo Brasil aos Estados Unidos, quatro tiveram queda nas exportações para o mercado americano ao mesmo tempo em que registraram crescimento nas vendas para o restante do mundo.

É o caso do petróleo bruto, cujas exportações para os EUA caíram 25,5%, dos semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 11,1%, do ferro-gusa, que recuou 7,9%, e da celulose, com baixa de 5,3%.

Entre os principais produtos sujeitos às sobretaxas, cinco dos dez itens mais exportados aos Estados Unidos tiveram queda nas vendas no acumulado do ano. No restante do mundo, todos esses produtos registraram crescimento.

Brasil tem déficit com os Estados Unidos

As importações brasileiras de produtos americanos somaram US$ 23,2 bilhões entre janeiro e julho, queda de 10,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Com as exportações em queda, o Brasil acumulou déficit de US$ 2,3 bilhões no comércio com os Estados Unidos nos primeiros sete meses do ano. O valor representa uma alta de 122,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

  • 🔍Déficit comercial: quando um país compra mais de outro do que vende.

Somente em julho, as compras brasileiras de produtos americanos cresceram 0,6%, para US$ 4,3 bilhões, após sete meses consecutivos de retração.

Com isso, o Brasil registrou déficit de US$ 639 milhões no comércio com os Estados Unidos no mês.

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