No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo Postado em 05 de Setembro de 2.026 às 97h40m .$.# Postagem - Nº 1.306#.$.
Quanto custa a dívida de um país?
Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas.
Em junho de 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81% do PIB. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto. Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas.
Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional.
Toda semana, o g1 Explicasimplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
Na relação com os EUA, Brasil teve déficit de US$ 824 milhões em agosto e de US$ 3,2 bilhões no acumulado do ano. Informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Alexandro Martello, Rafaela Rosa, g1 — Brasília 04/09/2026 15h00 Atualizado há uma hora Postado em 04 de Setembro de 2.026 às 16h00m .$.# Postagem - Nº 1.305#.$.
A balança comercial registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4).
🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.
O saldo positivo registrou alta de 23,8% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 5,97 bilhões.
Esse também foi o maior saldo positivo para meses de agosto desde 2023, quando foi registrado um superávit de US$ 9,63 bilhões.
💵 Segundo o governo, em agosto:
As exportações somaram U$ 33,15 bilhões com aumento de 12,2% pela média diária.
As importações somaram US$ 25,76 bilhões, com aumento de 9,2% pela média diária.
Entre os produtos exportados pelo país, se destacaram em agosto:
Óleos brutos de petróleo: US$ 4,82 bilhões, com alta de 18%;
Soja: US$ 4,41 bilhões, com aumento de 14%;
Minério de ferro: US$ 2,35 bilhões, com queda de 10,8%;
Café não torrado: US$ 1,1 bilhão, com alta de 24,1%;
Milho não moído: US$ 1 bilhão, com queda de 25,3%.
➡️Na relação comercial com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit em agosto deste ano, apesar de as exportações para a economia norte-americana terem subido 12% no mês passado (veja mais abaixo nessa reportagem).
Principais mercados consumidores em agosto
China: queda de 10,9%, para US$ 8,34 bilhões;
União Europeia: aumento de 46,4%, para US$ 5,8 bilhões;
Estados Unidos: alta de 12,1%, para US$ 3,19 bilhões
Mercosul: queda de 5,1%, para US$ 2,1 bilhões;
Asean: recuo de 7,1%, para US$ 2,1 bilhões;
África: alta de 20,5%, para US$ 1,67 bilhão;
Oriente Médio: aumento de 12,6%, para US$ 1,4 bilhão;
México: crescimento de 8%, para US$ 848 milhões.
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto, para US$ 5,8 bilhões, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (4). O bloco foi um dos principais destinos a contribuir para o aumento das vendas externas no mês.
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em maio, pode ter contribuído para o crescimento de 46,4% das exportações brasileiras ao bloco em agosto, segundo o Diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.
“Temos relatos de exportadores que estão se beneficiando, sim, do acordo já nesse período”, afirmou. Segundo ele, porém, ainda não é possível medir precisamente o impacto da redução tarifária nos dados de comércio.
Acumulado do ano
➡️No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões, informou o governo.
Com isso, houve aumento 28,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 43,2 bilhões.
No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 250,85 bilhões – alta 10,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária.
Já as importações somaram US$ 195,53 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, com alta de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.
Estados Unidos
Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada
De acordo com dados do MDIC, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 824 milhões com os Estados Unidos em agosto.
No mês passado, as exportações para a economia norte-americana somaram US$ 3,19 bilhões, com aumento de 12,1%, enquanto as compras totalizaram US$ 4,01 bilhões – com alta de 1,1%.
No início de junho, os EUA impuseram uma sobretaxa de 25% sobre mercadorias brasileiras sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.
Noacumulado dos oito primeiros meses deste ano, de acordo com dados oficiais, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos somou US$ 3,21 bilhões.
Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior saldo para o mês em 3 anos — Foto: Sandro Menezes/governo do RN
Banco Central holandês afirma que precisa estar melhor preparado para crises. Reservas também foram retiradas do Canadá e transferidas para o Banco da Inglaterra. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Deutsche Welle 03/09/2026 17h39 Atualizado há 02 horas Postado em 03 de Setembro de 2.026 às 19h40m .$.# Postagem - Nº 1.304#.$.
O Banco Central da Holanda (DNB) informou na quarta-feira (2) que transferiu uma grande parte de reservas de ouro da América do Norte para Londres ao longo dos últimos seis meses. O objetivo é estar mais bem preparado para uma eventual crise.
A transferência envolveu aproximadamente 86 toneladas métricas, equivalentes a 27,5% do ouro que o DNB mantinha anteriormente em Nova York, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá, para os cofres do Banco da Inglaterra.
Isso significa que a maior parte das reservas de ouro do país agora está armazenada nos cofres do Banco da Inglaterra, em Londres. A operação não alterou o volume total das reservas de ouro holandesas, que permanecem em 612,4 toneladas.
"Tendo em vista a crescente instabilidade geopolítica, o DNB está reforçando seu plano de contingência para crises", afirmou o banco.
"O ouro mantido no Banco da Inglaterra é considerado o ouro mais facilmente negociável do mundo e, portanto, será o mais prontamente disponível em uma situação de crise", acrescentou.
Até então, pouco mais de 31% das reservas de ouro da Holanda estavam armazenadas em Nova York. Esse percentual caiu agora para 18,5%. No Canadá, a participação das reservas diminuiu apenas ligeiramente, de 19,7% para 18,5%.
Já o Banco da Inglaterra passou de custodiar 18,1% para 32,1% do ouro holandês, superando os 30,8% que permanecem armazenados nos próprios Países Baixos.
Diversificação de riscos
Barras de ouro na Hatton Garden Metals em Londres, Grã-Bretanha, 10 de junho de 2026 — Foto: Toby Shepheard/Reuters
O DNB argumentou que, com essa transferência, realizada entre março e agosto, será possível mobilizar as reservas com maior rapidez, uma vez que o ouro armazenado no Banco da Inglaterra, em Londres, é considerado o mais negociável do mundo.
Em contrapartida, o ouro mantido em Nova York e Ottawa é menos acessível para uso imediato.
Ao mesmo tempo, acrescentou o banco, "uma distribuição mais equilibrada das reservas de ouro entre a América do Norte, o Reino Unido e os Países Baixos ajuda a diversificar os riscos".
"Ainda que esperemos nunca precisar utilizar esse ouro, é essencial fortalecer nossa resiliência e nossa preparação", afirmou o presidente do DNB, Olaf Sleijpen.
França armazenou barras em Paris
Barras de ouro — Foto: Reuters
A iniciativa do DNB ocorre poucos meses após o Banco da França modernizar 129 toneladas de ouro mantidas em Nova York, cerca de 5% das reservas totais de ouro da França.
A medida foi feita por meio da venda de barras antigas e da compra de barras que atendem aos padrões internacionais, entre julho de 2025 e janeiro de 2026.
A França decidiu armazenar essas novas barras em Paris, em vez de mantê-las em Nova York. O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, declarou em março que a decisão não teve motivação política.
A transferência holandesa foi realizada por meio da venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova York e da compra, em Londres, de ouro que atende aos padrões de mercado exigidos pelo Banco da Inglaterra.
Além disso, 27 toneladas de ouro foram fisicamente transportadas da América do Norte para os Países Baixos, enquanto uma quantidade equivalente de ouro compatível com os padrões do Banco da Inglaterra foi transferida do cofre holandês de Zeist para Londres.
Segundo o DNB, essa etapa final evitou a necessidade de fundir e refabricar barras de ouro.
Economia brasileira avançou 0,5% no 2º trimestre e ficou à frente de países como China. Em outro ranking, Brasil é hoje a 10ª maior economia do mundo em 2027, segundo projeções. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Micaela Santos, g1 — São Paulo 01/09/2026 12h07 Atualizado há uma hora Postado em 01 de Setembro de 2.026 às 13h00m .$.# Postagem - Nº 1.303#.$.
PIB desacelera, mas cresce 0,5% no 2º trimestre, puxado pela agropecuária, diz IBGE
Apesar da desaceleração, o Brasil ficou na 5ª posição no ranking mundial de crescimento trimestral, segundo levantamento da Austin Rating.
O resultado ocorreu em um cenário de desaceleração de várias economias emergentes, afetadas pelos efeitos do conflito no Oriente Médio. O país ficou à frente de grandes economias e de outros integrantes do Brics, como a China, que apareceu na 19ª posição.
Veja o ranking de crescimento real do PIB no 2º trimestre de 2026:
Apesar da desaceleração, o país alcançou a quinta posição no ranking mundial de crescimento trimestral elaborado pela Austin Rating — Foto: Arte g1
Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a quinta posição representa um desempenho positivo para o Brasil no trimestre. Segundo ele, o resultado coloca o país entre os destaques de um ranking formado principalmente por países emergentes, especialmente da Ásia.
O economista ressalta, no entanto, que o segundo trimestre foi marcado também por uma desaceleração do crescimento em diversas economias.
"É possível observar uma desaceleração generalizada em relação ao primeiro trimestre, quando as taxas de crescimento eram mais elevadas. Grande parte das economias emergentes foi afetada pelos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio", afirma.
Nesse cenário, Agostini avalia que o Brasil teve desempenho melhor que o de outros países emergentes.
Ele ressalta, porém, que o resultado também reflete fatores internos. "O crescimento tem sido impulsionado pela expansão dos gastos públicos, o que contribui para a manutenção de juros elevados e de uma inflação ainda pressionada", diz.
Para economistas ouvidos pelo g1, os dados do PIB também mostram sinais de enfraquecimento do consumo das famílias e de setores ligados ao mercado interno. (leia aqui a análise completa)
Brasil pode subir para a 9ª maior economia do mundo em 2027
PIB - Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, na tarde deste sábado, 26 de novembro de 2022. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO
No ranking das maiores economias do mundo, elaborado com base nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano, o Brasil aparece na 10ª posição, com PIB nominal estimado em US$ 2,64 trilhões.
À frente do Brasil estão Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia.
Segundo a Austin Rating, o Brasil deve reduzir a diferença para a Rússia ainda neste ano e poderá assumir a 9ª posição no ranking mundial em 2027, caso as projeções se confirmem.
Projeções de crescimento até 2027 — Foto: Arte g1
🔎 O PIB nominalmede o valor de tudo o que um país produz usando os preços do período, sem descontar a inflação. É esse indicador que costuma ser usado para comparar o tamanho das economias.
A consultoria estima que o PIB nominal brasileiro alcanceUS$ 2,77 trilhões(R$ 14,2 trilhões) no próximo ano, superando o da Rússia, projetado em US$ 2,53 trilhões (R$ 13 trilhões).
Com isso, o Brasil passaria a ocupar a 9ª posição, logo atrás da Itália, cuja economia é estimada em US$ 2,81 trilhões (R$ 14,4 trilhões).
As projeções do FMI indicam ainda que o PIB nominal mundial deve somar US$ 126,3 trilhões em 2026.
Desse total, cerca de US$ 93,9 trilhões estarão concentrados nas 15 maiores economias do mundo.
Informações foram divulgadas nesta sexta pelo Banco Central. Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas, foi lançado pelo governo federal no começo de maio. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Alexandro Martello, g1 — Brasília 28/08/2026 10h44 Atualizado há um dia Postado em 29 de Agosto de 2.026 às 07h35m .$.# Postagem - Nº 1.302#.$.
A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas
operações de crédito subiu de 4,6% para 4,9% de junho para julho,
informou nesta sexta-feira (28) o Banco Central (BC).
O valor atingiu, assim, o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011.
O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações
com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das
empresas.
No caso das pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,4%, em junho, para 5,8% em julho, o maior patamar da série histórica.
Já para as empresas, a inadimplência subiu de 3,2% para 3,3% em no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%).
Desenrola 2.0
O recorde foi atingido no mês seguinte ao lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio.
Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22
bilhões e foram feitas cerca de 3,6 milhões de renegociações até o
final de junho. Com isso, a dívida recuou de R$ 22 bilhões para cerca de
R$ 4 bilhões.
Dívidas com cartões têm tirado sono de aposentada — Foto: Reprodução/EPTV
Endividamento
De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento
também continuaram em patamar elevado no mês de maio, apesar de uma
queda marginal — o último disponível nesse indicador.
A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses ficou estável em 49,8% em junho.
💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7
bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou
seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo
lançado nesta semana.