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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Dólar fecha em queda, após pesquisa eleitoral e de olho no varejo brasileiro; Ibovespa cai

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A moeda americana teve queda de 0,36%, cotado a R$ 5,2006. Já a bolsa brasileira recuou 0,09%, aos 166.784 pontos, na décima queda consecutiva.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (17), com um recuo de 0,36%, cotado a R$ 5,2006. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,09%, aos 166.784 pontos, na décima queda consecutiva.

O mercado segue em um ambiente de cautela diante das incertezas eleitorais e do cenário fiscal. A nova pesquisa Quaest reforçou a liderança de Lula, enquanto o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia colocou o varejo brasileiro no radar dos investidores. No exterior, as tensões no Oriente Médio também pressionam os mercados.

▶️ A nova pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada na última sexta-feira (14), está entre os destaques da sessão. As sondagens apontaram novamente para uma liderança do presidente Lula (PT), elevando as as preocupações com o rumo das contas públicas.

  • Com a aproximação das eleições, a expectativa é de que os planos dos candidatos para os gastos do governo e para a condução da economia ganhem cada vez mais espaço nas decisões de investimento.

▶️ Já no ambiente corporativo, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira, fazendo com que investidores olhem com cuidado para o varejo brasileiro. A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

  • Esse ambiente de cautela ocorre enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos.

▶️Na agenda de indicadores, investidores avaliaram novos dados de inflação no Brasil e a nova edição do Boletim Focus, do Banco Central. O IGP-10 registrou queda de 0,51% neste mês, após recuar 1,13% em julho. Já no Focus, o mercado manteve as projeções pra inflação, PIB, câmbio e Selic para este ano.

▶️ No exterior, as tensões no Oriente Médio seguiram no radar. Nesta segunda-feira (17), o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o país "se intrometa" no Estreito de Ormuz. Já no final de semana, o Irã anunciou uma recompensa de US$ 30 mil (R$ 156 mil) para quem capturar ou matar militares americanos e entregá-los às autoridades iranianas.

  • Em meio às tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência internacional, teve alta de 2,65%, cotado a US$ 90,87 , enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,55%, a US$ 84,50.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,36%;
  • Acumulado do mês: +2,58%;
  • Acumulado do ano: --5,25%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,06%;
  • Acumulado do mês: -6,05%;
  • Acumulado do ano: +3,79%.
Pesquisa eleitoral: Lula segue na liderança

A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na sexta-feira (14), apontou, mais uma vez, para a liderança do presidente Lula na corrida presidencial.

Segundo o levantamento, enquanto o petista aparece com 38% das intenções de voto no 1º turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31%. A terceira posição fica com Renan Santos (Missão), com 4%.

O cenário eleitoral volta a levantar preocupações no mercado financeiro sobre a situação da dívida pública, tema frequentemente comentado como ponto de atenção para o futuro da economia e dos juros.

Atenção para o varejo brasileiro

O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.

A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

  • 🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.

Essa não foi a primeira vez que a Casas Bahia busca reorganizar sua situação financeira. Em 2024, a companhia realizou uma recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.

A Casas Bahia também não foi a primeira varejista brasileira a demonstrar problemas. O grupo Toky, por exemplo, dona da Tok&Stok e da Mobly, que registrou um prejuízo de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre deste ano, já havia entrado com pedido de recuperação judicial em maio deste ano.

Entre outras empresas com dificuldade nas contas, enquanto a Magazine Luiza apresentou um prejuízo de mais de R$ 50 milhões no segundo trimestre deste ano, a Americanas quase triplicou as perdas no período, para R$ 274 milhões.

As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia.

Com a notícia de recuperação judicial da Casas Bahia, os papéis da companhia caíam mais de 30% no Ibovespa, contaminando outros papéis de varejo do índice. Perto das 15h45, a Lojas Renner recuava 1,07%, Raia Drogasil perdia 1,31% e C&A tinha queda de 1,88%.

Magazine Luiza, umas das principais rivais do grupo, ia na contramão e figurava entre os destaques da sessão, com alta de mais de 7% no mesmo horário.

Tensões no Oriente Médio seguem no radar

As tensões no Oriente Médio também seguem na mira dos mercados financeiros, conforme investidores avaliam eventuais riscos à oferta global de petróleo.

Nesta segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o governo do pais tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. As notícias são da rede de TV Fox News.

"Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total", disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV.

➡️ Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também é um dos que margeiam o Estreito de Ormuz, junto de Irã e Arábia Saudita.

Na entrevista, ainda de acordo com a Fox, Trump revelou ter um "canal secreto" de negociações para o fim da guerra com a Guarda Revolucionária do Irã.

Já o Irã, por sua vez, anunciou uma recompensa equivalente a US$ 30 mil dólares (cerca de R$ 156 mil) para quem capturar ou matar militares dos Estados Unidos e entregá-los às autoridades iranianas. Segundo relatos da imprensa iraniana, o valor será dobrado no caso de mulheres que participem da ação.

As tensões voltam a levantar preocupações com o Estreito de Ormuz e seus efeitos na inflação e na oferta de energia e petróleo pelo mundo.

Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices americanos caíram, conforme investidores avaliavam o cenário de tensões no Oriente Médio.

O S&P 500 perdeu 0,51%, fechando em 7.746,21 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,31%, para 26.652,29 pontos. O Dow Jones recuou 0,49%, para 53.469,20 pontos.

Na Europa, a maioria das bolsas locais fechou em queda, conforme o rali impulsionado por balanços corporativos perdeu força e o impasse contínuo entre os EUA e o Irã reduziu o apetite por risco. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,22%, aos 656,41 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, recuou 0,38%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,66% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,28%.

Na Ásia, as ações chinesas registraram alta nesta segunda-feira (17), impulsionadas pelos setores de tecnologia, com as fabricantes de chips apresentando forte avanço graças aos sólidos resultados financeiros.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 1,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,34% e o Nikkei,, do Japão, teve ganhos de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters
Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters

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domingo, 16 de agosto de 2026

Trilionário por 2 meses: a ‘marcha à ré’ da SpaceX que fez Elon Musk perder bilhões de dólares

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A receita da empresa quase dobrou em um ano, mas os investimentos dispararam. IA e Starship consomem bilhões, enquanto o Starlink, principal negócio lucrativo, enfrenta novos desafios.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 16 de Agosto de 2.026 às 07h00m
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Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon
Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

Dizem que foguete não dá ré, mas o da SpaceX dá — e a fortuna de Elon Musk também. O empresário, que já era o homem mais rico do mundo, tornou-se o primeiro trilionário da história graças, em grande parte, à valorização da empresa espacial.

Só que a marca durou pouco: em apenas dois meses, sua fortuna encolheu US$ 146,5 bilhões (R$ 764,65 bilhões), em meio à queda no valor da companhia.

As ações da empresa recuaram 31% desde a máxima de US$ 201,8 (R$ 1.053,27), alcançada em junho, e Musk é dono de 42% da SpaceX.

Por isso, quando o valor da companhia cai, a participação do empresário também passa a valer menos — e sua fortuna encolhe.

SpaceX cresce em ritmos diferentes

O primeiro balanço divulgado desde a abertura de capital mostra uma empresa em forte expansão, mas que é formada por negócios com características diferentes entre si.

A receita quase dobrou em um ano, mas a expansão também exigiu investimentos pesados: foram US$ 18,37 bilhões (R$ 95,9 bilhões) em apenas três meses, mais de seis vezes o valor registrado no mesmo período de 2025.

As três principais áreas da companhia crescem em ritmos distintos. A internet via satélite já é lucrativa, enquanto inteligência artificial e lançamentos espaciais ainda priorizam expansão e investimentos. (veja mais no infográfico abaixo)

É essa diferença que Andrew Menzies, diretor de operações da Openbook Analytics, considera central para entender as contas da SpaceX.

Em relatório, o especialista destaca que, em 2025, o segmento de conectividade gerou US$ 4,42 bilhões (R$ 23,07 bilhões) em lucro operacional. Já a área de IA acumulou prejuízo operacional de US$ 6,35 bilhões (R$ 33,14 bilhões).

Para Nicolas Owens, analista de ações da Morningstar, o resultado mostra uma empresa que está crescendo enquanto faz uma aposta pesada no futuro.

A maior gama de resultados potenciais do valor futuro da SpaceX reside em seus empreendimentos de inteligência artificial, afirma Owens.

Segundo ele, o mercado precisa decidir quanto está disposto a pagar hoje por negócios que ainda terão de provar seu potencial nos próximos anos.

Onde a SpaceX está colocando seus bilhões — Foto: Arte/g1
Onde a SpaceX está colocando seus bilhões — Foto: Arte/g1

IA e Starship: as apostas bilionárias

A maior parte dos investimentos da SpaceX no segundo trimestre foi direcionada à inteligência artificial. Entre os movimentos estão:

  • 🖥️ Ampliação da infraestrutura de computação em nuvem e de projetos como o Colossus II, os planos de usar chips da Nvidia em satélites voltados à inteligência artificial.
  • 🤝 Acordo de US$ 60 bilhões (R$ 313,16 bilhões) para adquirir a Cursor, ampliando a oferta de ferramentas de IA para empresas.

É esse movimento que Menzies resume como uma fase de reinvestimento agressivo.

A companhia está canalizando capital para o desenvolvimento do Starship, para a fabricação de satélites e infraestrutura de IA", diz o diretor da Openbook Analytics.

O desafio, segundo Owens, é fazer com que toda essa infraestrutura comece a gerar receita e justifique o dinheiro investido.

Mesmo com sua volatilidade acentuada desde o IPO, acreditamos que os investidores ainda estão considerando cenários mais otimistas para a reusabilidade do Starship e para a vantagem comercial de datacenters orbitais do que o que é mais provável neste momento.

Mas a inteligência artificial não é a única aposta de longo prazo da SpaceX. O desenvolvimento do Starship, principal projeto da área espacial, também consome bilhões.

  • 🚀 Em 2025, a empresa investiu mais de US$ 3 bilhões (R$ 15,66 bilhões) no projeto, além de outros US$ 930 milhões (R$ 4,85 bilhões) no primeiro trimestre deste ano.

Para o mercado, portanto, não basta que a SpaceX cresça. É preciso saber se os investimentos feitos agora serão capazes de criar negócios grandes o suficiente para justificar o dinheiro gasto.

A SpaceX desenvolveu um sistema que permite ao Starship voltar à base após o lançamento e ser recuperado na própria plataforma de onde partiu. — Foto: Reprodução

Starlink paga a conta — mas também enfrenta pressão

É nesse ponto que a importância do Starlink ganha mais destaque. O serviço de internet via satélite é hoje um dos principais negócios da SpaceX e ajuda a financiar a expansão das outras áreas.

A base de clientes dobrou em um ano, para 12 milhões, mas a receita média por usuário caiu de US$ 85 (R$ 443,65) para US$ 66 (R$ 344,48) entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período deste ano.

Segundo Menzies, a própria SpaceX espera que esse valor continue recuando à medida que avance para mercados de menor renda e ofereça preços mais competitivos.

Por enquanto, o crescimento do número de clientes compensa a queda da receita média por usuário. Mas, se o Starlink precisar crescer cada vez mais para sustentar os investimentos nas demais áreas, a evolução de sua rentabilidade passa a ser uma questão importante para o mercado.

"Uma queda contínua na receita por assinante, se não for compensada pelo crescimento do volume, comprimiria as margens do segmento de conectividade — a única parte do negócio que atualmente gera lucro operacional significativo."

Para os especialistas, a empresa ainda tem dinheiro para continuar investindo e expandindo seus negócios. O que mudou é a percepção do mercado sobre essas apostas: quanto elas vão valer — e quanto tempo vão levar para dar retorno?

A resposta pode determinar não apenas o valor da SpaceX, mas também o rumo da fortuna de Musk.

sábado, 15 de agosto de 2026

Os pedreiros que encontraram tesouro de R$ 54 milhões em moedas e barras de ouro em parede de casa na Bélgica

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Operários da construção civil encontraram o esconderijo nas paredes de um porão enquanto perfuravam o local para instalar tubulações de esgoto.
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TOPO
Por BBC

Postado em 15 de Agosto de 2.026 às 11h10m
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A polícia local divulgou imagens do acervo descoberto no início desta semana — Foto: CRÉDITO, POLÍCIA DE DENDERMONDE
A polícia local divulgou imagens do acervo descoberto no início desta semana — Foto: CRÉDITO, POLÍCIA DE DENDERMONDE

Operários que reformavam uma casa na Bélgica descobriram um estoque de ouro — avaliado em cerca de € 9 milhões de euros (R$ 54,3 milhões) — escondido nas paredes do porão.

Segundo a imprensa local, os trabalhadores se depararam com o tesouro oculto, composto por barras e moedas de ouro, enquanto perfuravam o solo para instalar novos canos de esgoto na propriedade, localizada na região de Flandres Oriental, no início desta semana.

A descoberta gerou curiosidade sobre quem ficará com o tesouro, já que tanto os operários quanto a instituição de caridade proprietária do imóvel podem reivindicá-lo.

Após iniciar uma investigação, a polícia alertou a população para que não fosse ao local em busca de mais tesouros, informando que a casa havia sido totalmente revirada e que todo o ouro já havia sido transferido para um local seguro.

Os operários — entre eles um jovem de 18 anos que trabalhava durante as férias de verão — encontraram o tesouro enquanto trabalhavam nas fundações da construção.

"Nossa primeira reação foi de descrença, de espanto", disse o estudante, chamado Kobe, à emissora pública belga VRT. "No começo, pensei que fossem moedas de € 1. Mas depois vimos também uma pepita de ouro ali. Foi aí que percebemos que se tratava de algo maior."

Os agentes transferiram o ouro para um local seguro — Foto: CRÉDITO, POLÍCIA DE DENDERMONDE
Os agentes transferiram o ouro para um local seguro — Foto: CRÉDITO, POLÍCIA DE DENDERMONDE

Logo depois, eles avisaram a polícia sobre a descoberta e explicaram que ficar com os itens não era uma opção.

"São tantas moedas e barras. Seria quase impossível", disse Mario, o gerente da obra, à VRT. "Além disso, isso seria roubo."

"€ 9 milhões. Simplesmente não dá para manter isso escondido", afirmou Kobe.

A propriedade pertence à CAW Oost-Vlaanderen, uma organização que presta assistência social em Dendermonde, uma comunidade flamenga de cerca de 47 mil habitantes, a cerca de 32 quilômetros de distância de Bruxelas.

O diretor da entidade, Geert Hillaert, disse que sua primeira reação foi de "surpresa e espanto", acrescentando que esperava que o tesouro pudesse, futuramente, ser usado para apoiar o trabalho da organização e suprir a "enorme necessidade" que eles dizem vivenciar.

A corporação — que atualizou sua foto de perfil no Facebook para a imagem de uma moeda de ouro — disse esperar que a descoberta vá parar no "lugar certo" e mude a vida das pessoas.

Pela legislação belga, o legítimo proprietário tem cinco anos para reivindicar o tesouro — embora o promotor local, que iniciou uma investigação, tenha afirmado que ainda não se sabe quem seria essa pessoa.

Caso ninguém se apresente, a legislação civil determina que um tesouro oculto encontrado na propriedade de outra pessoa seja dividido entre quem o achou e o proprietário do imóvel.

No entanto, isso só se aplica se ficar comprovado que o tesouro não tem ligação com atividades criminosas.

Tanto os operários quanto a instituição de caridade agora terão de esperar até 1.823 dias para ver se algum proprietário aparece. Se ninguém se manifestar para reivindicá-lo com sucesso, o silêncio valerá, de fato, ouro.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Desemprego cai em 13 estados brasileiros no 2º trimestre de 2026, diz IBGE

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Entre abril e maio, Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%, enquanto Santa Catarina registrou menor índice, de 2,1%.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 14 de Agosto de 2.026 às 09h30m
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Carteira de Trabalho Digital — Foto: Gil Leonardi/ImprensaMG
Carteira de Trabalho Digital — Foto: Gil Leonardi/ImprensaMG

A taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No país, o indicador ficou em 5,4% no período. O resultado representa uma queda em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026 e aos 5,8% do segundo trimestre de 2025.

As maiores taxas de desocupação no segundo trimestre foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

📈 As quedas mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), na Paraíba (-1,6 p.p.) e no Acre (-1,6 p.p.). Nos demais estados, as taxas permaneceram estáveis.

Taxa de desocupação por estados - segundo trimestre 2026 — Foto: Arte g1
Taxa de desocupação por estados - segundo trimestre 2026 — Foto: Arte g1

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças entre os estados ajudam a explicar a disparidade nas taxas de desocupação. Santa Catarina, por exemplo, registrou uma taxa de apenas 2,1%, enquanto Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%.

Esse resultado pode estar relacionado a fatores como o nível de industrialização, a escolaridade da população, o desenvolvimento econômico e o dinamismo da atividade econômica. Em estados com essas características, como Santa Catarina, a taxa de desocupação tende a ser menor do que em parte do Nordeste, afirma.

👉 Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.

Desigualdades de gênero, raça e escolaridade

De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação continua maior entre as mulheres (6,4%) do que entre os homens (4,6%), embora tenha recuado para ambos os sexos em relação ao primeiro trimestre.

Na comparação por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional (5,4%) entre os brancos (4,2%) e acima dela entre os pretos (6,9%) e os pardos (6,1%).

Em relação ao nível de escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto, com (9,0%). Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 5,6%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,0%).

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, alcançou 12,9% no segundo trimestre deste ano.

Piauí (26,6%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). As menores taxas foram em Santa Catarina (4,1%), Rondônia (6,0%) e Mato Grosso (6,1%).

Enquanto isso, o percentual de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego — foi de 2,1% da força de trabalho ampliada. Os maiores índices foram registrados no Maranhão (9,4%), em Alagoas (8,1%) e no Piauí (7,0%).

Formalidade x informalidade

Evolução da taxa de desemprego no Brasil — Foto: Arte/g1
Evolução da taxa de desemprego no Brasil — Foto: Arte/g1

No segundo trimestre, 74,4% dos empregados do setor privado no Brasil tinham carteira assinada. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%), enquanto os menores foram no Maranhão (53,6%), Piauí (54,2%) e Acre (55,1%).

No mesmo período, 25,3% da população ocupada trabalhava por conta própria. Essa participação foi mais elevada no Maranhão (33,8%), no Amapá (31,0%) e no Pará (30,3%). As menores proporções foram observadas no Acre (17,5%), Distrito Federal (18,0%) e Tocantins (18,9%).

A taxa de informalidade do país foi de 37,4% da população ocupada. Assim como no trimestre anterior, Maranhão liderou com 56,9%, seguido pelo Pará (55,9%) e pelo Amazonas (51,7%). Na outra ponta, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).

No segundo trimestre de 2026, o país tinha 1,1 milhão de pessoas que buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Já 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente caiu 2,4% ante o mesmo trimestre de 2025, quando 1,2 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.

IBGE