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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA

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Empresa espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro. Estratégia foca em escalonamento, em vez de tornar transistores menores.
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TOPO
Por Che Pan, Eduardo Baptista, Casey Hall

Postado em 25 de Maio de 2.026 às 08h00m
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Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura
Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores.

He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado Novo Caminho dos Semicondutores na Prática, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai.

Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.

Lei de Escalonamento

A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados.

A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho.

A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial.

Sanções dos EUA

A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.

Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores.

A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções - a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.

Resultados financeiros

De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.

A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.

O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e aumenta tensão nos mercados

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Mercado acompanha guerra no Oriente Médio e impactos sobre o petróleo, enquanto investidores também monitoram cenário político nos Estados Unidos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 22 de Maio de 2.026 às 09h25m
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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira (22) diante da falta de avanços nas negociações para encerrar a guerra envolvendo o Irã. O mercado segue em alerta principalmente por causa das tensões no Estreito de Ormuz, enquanto as conversas entre Washington e Teerã continuam sem acordo.

Por volta das 7h15 (de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 2,8%, para US$ 105,48 por barril. Antes da guerra, em fevereiro, a commodity era negociada perto de US$ 70. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 2,3%, para US$ 98,58 por barril.

Na avaliação dos estrategistas de commodities Warren Patterson e Ewa Manthey, do ING, os investidores seguem atentos às negociações entre Washington e Teerã.

Os mercados ainda buscam sinais de progresso em um possível acordo entre os EUA e o Irã, escreveram em relatório divulgado nesta sexta-feira. Embora existam sinais de otimismo, a incerteza prevalece.

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Nos EUA, o cenário político também adicionou cautela aos mercados. Parlamentares republicanos adiaram para junho a votação de propostas que poderiam pressionar o presidente Donald Trump a retirar o país da guerra.

A Câmara dos Deputados previa analisar uma resolução apresentada por democratas para limitar a campanha militar americana, mas líderes republicanos decidiram não levar o texto à votação após avaliarem que não teriam apoio suficiente para barrar a medida.

Bolsas europeias e asiáticas avançam

Mesmo com as incertezas, as bolsas globais operavam em alta.

Na Europa, por volta da manhã desta sexta-feira, o índice FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,4%, enquanto o CAC 40, da França, avançava 0,5%. Na Alemanha, o DAX registrava alta de 0,7%.

Na Ásia, o principal destaque foi o Japão. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, saltou 2,7% e fechou em nível recorde, impulsionado também por dados que mostraram desaceleração da inflação no país. Em abril, a inflação ficou em 1,4%, o menor patamar em quatro anos, apesar da alta nos preços de petróleo e gás causada pela guerra.

Outros mercados asiáticos também fecharam em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,9%, mesmo percentual de ganho do índice de Xangai. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,4%, enquanto o principal índice da Austrália também avançou 0,4%.

Wall Street caminha para um dia em alta

Em Wall Street, os índices futuros indicavam abertura positiva. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 e do Dow Jones avançavam mais de 0,3%.

Na véspera, as bolsas americanas já haviam fechado em alta moderada. O S&P 500 subiu 0,2%, o Dow Jones avançou 0,6% e o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, teve leve alta de 0,1%.

Entre os destaques corporativos, as ações da Nvidia caíram 1,8%, apesar de resultados trimestrais acima do esperado impulsionados pela demanda ligada à inteligência artificial.

Já companhias aéreas como Southwest Airlines e American Airlines avançaram após um alívio temporário nos preços do petróleo antes da nova alta desta sexta-feira.

*Com informações da Associated Press

Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos
Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Brasil pode ser o próximo fornecedor global de terras raras?

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País possui a segunda maior reserva mundial, mas enfrenta desafios tecnológicos e industriais para explorar esses minerais estratégicos.
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TOPO
Por Juan Sebastian Serrano

Postado em 20 de Maio de 2.026 às 12h15m
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Amostra de argila com compostos de terras raras retiradas na caldeira vulcânica de Poços de Caldas, MG — Foto: Viridis/Divulgação
Amostra de argila com compostos de terras raras retiradas na caldeira vulcânica de Poços de Caldas, MG — Foto: Viridis/Divulgação

Escondidos sob o solo brasileiro, milhões de toneladas de terras raras despertam o interesse global, com os Estados Unidos na vanguarda. No entanto, embora representem o novo ouro brasileiro para alguns, o boom parece distante.

Essenciais para fabricar desde carros elétricos a mísseis, esses 17 elementos são abundantes na terra — mas a China detém as maiores reservas e a tecnologia para processá-los.

Hoje, a produção brasileira é insignificante, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta incentivar seu desenvolvimento e manter o controle sobre essa fonte de renda inesperada.

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O Brasil pode se tornar um novo fornecedor global de terras raras? Aqui estão algumas respostas importantes.

Qual é o tamanho do tesouro?

O Brasil possui mais de 20 milhões de toneladas de elementos de terras raras, segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). É a segunda maior reserva mundial, atrás da China e muito à frente da terceira maior: a Índia, com 6,9 milhões de toneladas.

Mas as exportações são marginais. O país exportou 20 toneladas em 2024, uma fração ínfima da produção global estimada naquele ano em 390 mil toneladas pelo USGS.

A China responde por cerca de dois terços do total.

Elementos de terras raras, como o neodímio e o praseodímio, aparecem em areias, argilas e rochas, juntamente com dezenas de outros compostos, e precisam ser separados por meio de um processo custoso.

"Na transição entre o que a gente tira da terra e o óxido (de terras raras), por exemplo, que seria 99,9999% de pureza, você tem pelo menos 400 processos industriais", explicou Pablo Cesario, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor.

"A gente consegue fazer isso em escala laboratorial. O que nós não temos e quase ninguém no mundo tem é essa tecnologia de processamento em escala industrial", detalhou Cesario em uma coletiva de imprensa virtual.

Portanto, são necessárias "infraestrutura""pesquisa tecnológica" e um fornecimento de energia mais barato e abundante, antecipou Julio Nery, diretor de assuntos de mineração do Ibram.

Quem corre atrás das terras raras?

Os Estados Unidos encontraram no Brasil uma oportunidade para desafiar a posição dominante da China no mercado de terras raras.

"A gente está olhando para o Brasil como um lugar que tem potencial de bilhões em investimentos dos Estados Unidos. A gente já está neste caminho com mais de US$ 600 milhões investidos (cerca de R$ 3 bilhões)", disse um porta-voz da embaixada dos EUA, sob condição de anonimato, à imprensa durante um evento para investidores em março.

Durante o encontro, Washington assinou um memorando de entendimento com o estado de Goiás para incentivar a mineração de terras raras.

Em abril, a empresa americana USA Rare Earth adquiriu a Serra Verde, empresa que opera a única mina em produção no Brasil, localizada em Goiás, por aproximadamente US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões).

A Austrália também está presente no Brasil por meio da empresa Foxfire Metals, enquanto a China possui participação em um projeto na Amazônia, segundo o Ibram.

Qual é o papel do governo?

O presidente Lula expressou sua disposição de "fazer acordos com todos os países", mas enfatizou que "ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza".

Esta semana, Lula estendeu a mão ao presidente americano, Donald Trump, convidando-o a se "associar" com o Brasil na exploração de terras raras, dias após se reunir com o americano na Casa Branca. A relação entre os dois tem sido marcada por altos e baixos.

Enquanto isso, a Câmara dos Deputados aprovou neste mês um projeto de lei que oferece incentivos fiscais ao setor privado para explorar esse setor, ao mesmo tempo em que reforça o controle estatal.

O texto concede ao Executivo poder de veto sobre acordos com empresas estrangeiras por razões de "segurança econômica ou geopolítica", uma medida que irritou o setor privado.

"O que está escrito ali é que o governo tem a última palavra em tudo. E isso é uma preocupação", disse Pablo Cesario.

"A expectativa é que esse texto mude lá no Senado", onde será debatido em data ainda a ser definida, acrescentou.

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Presidente do BC nega rivalidade entre PIX e cartão de crédito e diz que sistema ampliou uso de crédito

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Em julho de 2025, sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta a pedido do presidente Donald Trump.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 19 de Maio de 2.026 às 11h40m
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que não há rivalidade entre o PIX, sistema de pagamentos em tempo real da autoridade monetária, e os cartões de crédito.

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele afirmou que a ferramenta do BC aumentou a chamada "bancarização" da população brasileira.

🔎Isso significa dizer que o uso do sistema acabou contribuindo para que o número de pessoas clientes de bancos crescesse, o que estimulou o volume de empréstimos via cartão de crédito.

"O PIX incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter cartão de crédito. Pessoas imaginam que tem rivalidade entre o PIX e o cartão de crédito, mas a gente observa que não. Que o cartão de crédito cresceu com a bancarização", declarou Galípolo.

"O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders [partes interessadas] dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas", diz o documento do governo dos EUA.

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Menção indireta

No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a serviços de comércio digital e pagamento eletrônico, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro.

"O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época.

- Esta reportagem está em atualização

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Petróleo atinge maior nível em dez dias após reunião entre Trump e Xi

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Apesar do tom conciliador adotado por Donald Trump e Xi Jinping durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e Estados Unidos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Maio de 2.026 às 11h30m
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Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

  • 🔎 Por volta das 6h45 de Brasília, o barril do Brent acelerou e atingiu US$ 109,64, uma alta de 3,71% em relação ao fechamento de quinta-feira (14), alcançando o maior patamar em dez dias. O pico mais recente havia sido registrado em 5 de abril, quando a commodity chegou a US$ 114,44.

Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,44%, para US$ 104,65. Por volta das 11h23, o Brent era cotado a US$ 108,45, em alta de 2,58%.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e Estados Unidos.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à ChinaPequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Trump afirmou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o estreito aberto.

Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

Irã deveria aceitar um acordo, adverte Trump

Os últimos dias foram marcados por novas tensões e negociações envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e Líbano no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã para aceitar um acordo com os americanos. Em entrevista à Fox News, ele afirmou que não terá muita paciência e disse que o governo iraniano deveria negociar enquanto o cessar-fogo ainda está em vigor.

Trump também sugeriu que deseja obter o urânio enriquecido do Irã, tema central da guerra recente envolvendo Israel e o programa nuclear iraniano. Segundo ele, isso teria mais importância política e simbólica do que militar.

Ao mesmo tempo, houve avanço nas conversas entre Israel e Líbano sobre a manutenção do cessar-fogo na fronteira entre os dois países. Autoridades americanas classificaram a primeira rodada de negociações como positiva e disseram que novas reuniões devem acontecer.

Apesar disso, os confrontos continuam. Nesta sexta-feira (15), Israel pediu a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano e voltou a bombardear posições do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O governo israelense afirma que o Hezbollah violou o acordo de trégua.

O cenário mantém a preocupação internacional sobre uma possível escalada do conflito na região e seus impactos na economia global, especialmente no mercado de petróleo.

*Com informações da agência Reuters e France Press
Trump se despede de Xi antes de partir rumo a Washington — Foto: Evan Vucci / Pool / Reuters
Trump se despede de Xi antes de partir rumo a Washington — Foto: Evan Vucci / Pool / Reuters

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