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sábado, 3 de outubro de 2026

Países já liberaram 325 milhões de barris de petróleo para conter alta dos preços, diz IEA .

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Volume corresponde a mais de 80% dos 400 milhões de barris prometidos em março; G7 anunciou nova liberação de petróleo e diesel para tentar conter alta dos preços
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 03 de Outubro de 2.026  às 10h00m
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As reservas estratégicas são estoques de petróleo mantidos pelos países para serem usados em situações de emergência, como interrupções no fornecimento de energia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
As reservas estratégicas são estoques de petróleo mantidos pelos países para serem usados em situações de emergência, como interrupções no fornecimento de energia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Os países-membros da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) já liberaram cerca de 325 milhões de barris de petróleo e produtos derivados de suas reservas estratégicas desde março, informou a entidade neste sábado (3).

O volume corresponde a 80% dos 400 milhões de barris que os países haviam prometido disponibilizar em março, em uma ação coordenada para aumentar a oferta de petróleo e derivados no mercado.

➡️ As reservas estratégicas são estoques de petróleo mantidos pelos países para serem usados em situações de emergência, como interrupções repentinas no fornecimento de energia.

A atualização foi divulgada um dia depois de os países do G7 anunciarem a liberação imediata de mais 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel, em conjunto com a AIE. A medida é uma tentativa de aumentar a oferta no mercado e conter a alta dos preços dos combustíveis.

Por que o preço do diesel subiu

A pressão sobre o mercado de diesel está relacionada à redução do fluxo de petróleo e derivados no comércio internacional.

De um lado, as exportações de petróleo e outros combustíveis dos países do Golfo foram afetadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em meio ao conflito com os Estados Unidos e Israel. O estreito é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e derivados.

De outro, instalações de energia da Rússia passaram a ser alvo de ataques da Ucrânia, em uma tentativa de Kiev de dificultar as operações militares de Moscou.

Mesmo com refinarias de outras regiões operando em plena capacidade, os preços dos combustíveis subiram fortemente em diversos mercados, incluindo o dos EUA, que é exportador líquido de petróleo e derivados.

O impacto já chegou aos postos de combustíveis. No Reino Unido, o preço do diesel subiu 40% desde o início da guerra entre EUA e Irã e atingiu nesta sexta-feira (2) o equivalente a duas libras por litro, cerca de R$ 14.

A alta não afeta apenas motoristas. O diesel é usado no transporte de cargas e na produção agrícola, por exemplo, e o aumento do custo pode ser repassado para outros produtos e serviços.

G7 decide liberar reservas

O G7, grupo que reúne Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, convocou uma reunião de emergência para discutir a crise no mercado de energia.

Os países decidiram liberar, de forma coordenada e com apoio da AIE, 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de suas reservas estratégicas.

Segundo o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, a liberação será imediata, com uma quantidade maior sendo disponibilizada nos primeiros 20 dias. A medida deve durar quatro meses.

O anúncio ocorreu em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que países europeus também liberassem parte de suas reservas. Trump vinha ameaçando reduzir as exportações americanas caso os aliados não aumentassem sua contribuição para ampliar a oferta de combustíveis.

A União Europeia criticou a possibilidade de redução das exportações americanas. Segundo o bloco, uma medida desse tipo poderia prejudicar o mercado internacional.

Trump comemorou nas redes sociais o anúncio do G7.

Os 100 milhões de barris são adicionais?

O G7 não informou se os 100 milhões de barris anunciados na sexta-feira (2) incluem os 75 milhões que ainda faltavam para cumprir o compromisso de 400 milhões de barris assumido em março ou se representam um volume adicional.

A dúvida é relevante porque, até agora, os países já liberaram cerca de 325 milhões de barris, segundo a AIE.

Se os 100 milhões de barris forem adicionais ao compromisso anterior, o volume total disponibilizado poderá chegar a 500 milhões de barris. Se eles incluírem os 75 milhões que ainda faltavam, o total ficará em 400 milhões de barris, conforme o compromisso anunciado em março.

Em março, a AIE informou que seus países-membros tinham mais de 1,2 bilhão de barris em reservas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris armazenados pela indústria para cumprir exigências dos governos.

As reservas estratégicas existem desde 1974, após a crise energética provocada pela Guerra do Yom Kippur, e têm como objetivo permitir uma resposta a interrupções repentinas no abastecimento de petróleo.

* Com informações da AFP

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Fortuna do dono da Nvidia ultrapassa US$ 200 bilhões após ações da empresa baterem recorde

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Alta das ações foi impulsionada pelo otimismo do mercado com o Muse AI, novo agente de inteligência artificial da Meta, informou a Bloomberg.
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Por Redação g1

Postado em 02 de Outubro de 2.026 às 15h40m
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O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

A fortuna de Jensen Huang, cofundador e presidente-executivo da Nvidia, ultrapassou US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão), segundo estimativas da Forbes. Huang se tornou o 7º da lista dos maiores bilionários do mundo.

O marco foi alcançado nesta sexta-feira (2), após as ações da fabricante de chips atingirem uma nova máxima histórica na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, impulsionadas pelo otimismo dos investidores com o mercado de inteligência artificial (IA).

Com a valorização, o valor de mercado da Nvidia se aproximou de US$ 6 trilhões (cerca de R$ 31,4 trilhões, na conversão direta).

Em maio, a Nvidia registrou lucro de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 26 de abril. O resultado, informado pela própria empresa, representou uma alta de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a Bloomberg, a recente valorização das ações também ocorre em meio ao otimismo do mercado com o Muse AI, novo agente de inteligência artificial da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresenta a RTX Spark GPU. — Foto: REUTERS/Ann Wang
CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresenta a RTX Spark GPU. — Foto: REUTERS/Ann Wang

Lançado no início de setembro, o Muse é um assistente de inteligência artificial projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo.

A Bloomberg lembra que o bom desempenho do agente da Meta elevou o ânimo do mercado, fazendo com que muitos investidores buscassem empresas que produzem data centers, CPUs e outros componentes para o desenvolvimento da IA.

O que faz a Nvidia?

A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial, como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify.

A companhia controla cerca de 80% do mercado de chips de inteligência artificial de ponta, segundo a Reuters.

Seus principais produtos neste setor são as unidades de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês) H100 e A100. A empresa também já lançou o Blackwell (B100), a geração mais avançada, com maior capacidade, desempenho e eficiência, projetada para superar a H100.

Chips da Nvidia estão no centro do ecossistema de IA — Foto: Ina Fassbender/AFP/Getty Images
Chips da Nvidia estão no centro do ecossistema de IA — Foto: Ina Fassbender/AFP/Getty Images

A fabricação de chips vai além da inteligência artificial: a Nvidia produz versões para computadores pessoais desses componentes, importantes especialmente para o funcionamento de games. Foi nesse setor, inclusive, que a empresa ficou mundialmente conhecida.

Principal produto da Nvidia, o H100, é de longe o chip mais demandado do setor e custa dezenas de milhares de dólares por unidade. Segundo a empresa especializada TrendForce, o ChatGPT requer cerca de 30 mil GPUs (chips) para funcionar.

"Os GPUs são mais difíceis de encontrar do que drogas", ironizou Elon Musk, em um evento organizado pelo "Wall Street Journal" em 2023.

A Nvidia concebe seus processadores, mas não os fabrica em um local próprio, assim como fazem a AMD ou a Apple. A maior parte de seus produtos é fabricada pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, ou TSMC, referência mundial nesse setor.

E a infraestrutura da IA não seria possível sem centenas de empresas taiwanesas, grandes e pequenas, que fornecem os componentes e o know-how de fabricação necessários para produção dos complexos sistemas de IA da Nvidia.

Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação
Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Brasil bate recorde de produção de petróleo pelo 3º mês seguido em agosto

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Volume chegou a 4,615 milhões de barris por dia, com alta de 2,6% em relação a julho e de 18,4% na comparação anual, segundo a ANP.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de Outubro de 2.026 às 12h05m
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Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A produção de petróleo do Brasil atingiu o recorde de 4,615 milhões de barris por dia (bpd) em agosto, alta de 2,6% em relação a julho e de 18,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta quinta-feira (1º) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O resultado superou o recorde anterior, de 4,498 milhões de bpd, registrado em julho. O avanço da produção tem sido impulsionado pelos grandes campos do pré-sal, especialmente Búzios e Mero, na Bacia de Santos.

Já a produção de gás natural atingiu 220,55 milhões de metros cúbicos por dia em agosto, alta de 2,6% em relação a julho e de 16,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Preço do petróleo no mercado internacional

Os preços do petróleo vêm registrando forte volatilidade nos últimos meses, influenciados principalmente pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz por um período prolongado, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, já que responde por cerca de 20% do comércio mundial da commodity.

Em meio aos temores sobre a oferta global, o petróleo chegou a superar os US$ 100 por barril. Posteriormente, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociação entre os países envolvidos.

Na quarta-feira (30), o Irã informou que recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para restabelecer o cessar-fogo no Golfo Pérsico.

Segundo o Irã, seu plano visava restaurar um acordo provisório que fracassou semanas após ter sido assinado por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em junho. A proposta também incluia a suspensão do bloqueio aos portos iranianos por parte de Washington e a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias pelo Irã.

Na semana passada, mediadores do Catar transitaram entre os enviados dos EUA e do Irã em Nova York, à margem de uma reunião das Nações Unidas -- as primeiras negociações indiretas entre as partes em conflito desde que o cessar-fogo foi rompido.

Uma autoridade a par das negociações afirmou à Reuters que as partes concordam amplamente sobre as medidas necessárias, mas ainda discordam sobre a ordem em que devem ser tomadas.

O Irã quer que um eventual acordo lhe conceda o controle sobre o Estreito de Ormuz, a rota de transporte de petróleo mais importante do mundo, que passa ao largo de sua costa.

Dias atrás, no entanto, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que havia rejeitado o plano apresentado pelo Irã. As informações foram divulgadas pelo jornal "The Wall Street Journal".

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Contas públicas têm déficit de R$ 10 bilhões em agosto; dívida sobe para 82,9% do PIB, maior nível desde 2021

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No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 11,2 pontos percentuais.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 30 de Setembro de 2.026 às 09h35m
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 As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, informou o Banco Central (BC) nesta quarta-feira (30).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎 O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com agosto do ano passado, houve melhora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 17,3 bilhões naquele mês.

➡️ Com o novo déficit nas contas públicas em agosto, o endividamento continuou subindo e atingiu, no mês passado, 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) — veja mais abaixo nessa reportagem.

Veja abaixo o desempenho das contas em agosto deste ano:

  • governo federal registrou saldo negativo de R$ 14,7 bilhões;
  • estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 2,7 bilhões;
  • empresas estatais apresentaram superávit de R$ 2 bilhões.
Parcial do ano

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas públicas registraram um déficit primário de R$ 88,9 bilhões — o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 61,8 bilhões (0,74% do PIB).

No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 97,1 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$ 84,6 bilhões nos oito primeiros meses de 2025.

  • Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
  • De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
  • Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
  • O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).
Após despesas com juros

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 116 bilhões nas contas do setor público em agosto.

➡️ No acumulado em 12 meses até agosto, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,26 trilhão, ou 9,48% do PIB.

🔎 Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,18 trilhão (8,86% do PIB) em doze meses até agosto deste ano.

Dívida pública

Em agosto, segundo números do Banco Central, a dívida do setor público consolidado subiu 0,3 ponto percentual, para 82,9% do PIB — o equivalente a R$ 11,05 trilhões.

➡️ Este é o maior nível para a dívida pública desde março de 2021, quando somava 85,1% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais cinco anos.

➡️ No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 11,2 pontos percentuais.

🔎 A alta na dívida no governo Lula está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, que gera mais despesas com juros — um ciclo vicioso que se retroalimenta.

Dívida Bruta
% em relação ao PIB (conceito brasileiro)


Fonte: Banco Central

➡️ Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), que utiliza de um conceito internacional — englobando os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em agosto: 94,5% do PIB.

🔎 A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente.

➡️ Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI).

DÍVIDA POR BLOCOS ECONÔMICOS NO FIM DE 2025
% DO PIB (CONCEITO DO FMI)




Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos.

  • A norma prevê crescimento das despesas abaixo das receitas, e um limite para gastos. Entretanto, despesas excluídas desse limite continuam pressionando para cima o endividamento.
  • Analistas pedem um corte robusto de gastos para conter a dívida e proporcionar queda do juro básico.
Contagem de cédulas — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Contagem de cédulas — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Ataque hacker vaza dados de milhares funcionários do FBI

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Vazamento foi uma das maiores violações de dados da agência em anos; grupo responsável exige que o órgão altere comunicado que os ofendeu
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Sean Lyngaas e Evan Perez, da CNN
28/09/26 às 20:40 | Atualizado 28/09/26 às 20:44
Postado em 28 de Setembro de 2.026 às 2055m
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O logotipo do FBI é visto em seu edifício-sede, em Washington
O logotipo do FBI é visto em seu edifício-sede, em Washington  • 28/11/2025REUTERS/Nathan Howard

Uma semana após um grupo hacker afirmar ter roubado dados pessoais sensíveis de milhares de funcionários atuais e antigos do FBI, a agência ainda avalia a extensão dos danos enquanto enfrenta críticas internas sobre a forma como está lidando com o ocorrido.

Trata-se de uma das mais graves violações de dados da agência em anos, mas alguns funcionários do FBI se sentem sem informações sobre se foram afetados e insatisfeitos com os recursos de segurança oferecidos às vítimas, segundo autoridades atuais e antigas.

"A direção está perdida", disse à CNN um ex-agente do FBI que mantém contato com antigos colegas.

Leia Mais:

A CNN solicitou um posicionamento do FBI sobre sua resposta à invasão.

O problema começou há uma semana, quando hackers invadiram um portal online que armazenava informações sobre candidatos a vagas no FBI. Números de Seguro Social, informações de contato de emergência e endereços pessoais estavam entre os dados roubados.

Os hackers exigiram que o FBI alterasse um comunicado anterior emitido sobre o grupo, alegando terem se sentido "ofendidos" pela forma como a agência descreveu suas supostas táticas de extorsão contra organizações vítimas.

Muitos no FBI e no setor de cibersegurança interpretaram a exigência como uma ameaça implícita de que os hackers vazariam os dados roubados. O grupo cibercriminoso agora afirma que nunca planejou publicar nenhum dos dados roubados, mas eles têm um histórico de fazer isso com outras vítimas.

Os hackers responsáveis, conhecidos como ShinyHunters, já haviam atacado "grandes empresas dos setores de tecnologia, finanças e varejo, frequentemente roubando milhões de registros de clientes de uma só vez", segundo o comunicado do FBI sobre o grupo.

Neste caso, os dados roubados incluem informações sobre pessoal do FBI que trabalha em unidades sensíveis focadas na China e na Rússia, entre outros temas, de acordo com fontes que tiveram acesso aos dados.

A notícia foi alarmante para os agentes do FBI que dependem de relativo anonimato para atuar na linha de frente do combate à contrainteligência, ao terrorismo e ao cibercrime. Alguns agentes estão preocupados com a possibilidade de seus endereços residenciais se tornarem públicos, o que poderia representar um risco de segurança para suas famílias enquanto viajam, segundo fontes a par do assunto.

A grande extensão da violação também gerou sérias preocupações de contrainteligência. Autoridades temem que dados pessoais detalhados, roubados pelos hackers, possam ser usados ​​em conjunto com outras informações comprometidas em violações anteriores para identificar agentes que ocupam cargos sensíveis, segundo várias pessoas informadas sobre a investigação.

Governos estrangeiros hostis ou cartéis de drogas poderiam usar essas informações — caso as obtivessem — para tentar identificar agentes que atuam infiltrados ou que desempenham funções específicas de interesse deles. O FBI terá de tentar mitigar os riscos de segurança para esses funcionários, afirmam as fontes.

Adversários já utilizaram dados do FBI como arma anteriormente. Um cartel de drogas mexicano contratou um hacker para monitorar os movimentos de um alto funcionário do FBI na Cidade do México, por volta de 2018, coletando informações do sistema de câmeras da cidade que permitiram ao cartel matar possíveis informantes do FBI, de acordo com um relatório do inspetor-geral do Departamento de Justiça divulgado no ano passado.

Na sexta-feira (25), o FBI enviou um e-mail aos funcionários sobre o ocorrido, enfatizando o compromisso do órgão com a segurança dos colaboradores e de suas famílias, segundo pessoas a par da mensagem.

O texto incentivava os funcionários a relatar quaisquer preocupações de segurança à equipe responsável por essa área no FBI. A mensagem informava que o órgão trabalha com a premissa de que os hackers roubaram dados de todos os funcionários do FBI.

Trata-se de um duro golpe para uma das principais organizações do país no combate a crimes cibernéticos, frequentemente acionada para ajudar a solucionar invasões sofridas por empresas da lista Fortune 500.

As divisões de cibercrime, segurança e assistência a vítimas do FBI estão todas envolvidas na resposta à invasão, segundo pessoas a par do assunto. O objetivo é fornecer a cada funcionário os recursos necessários para lidar com eventuais ameaças dos hackers.

No entanto, pelo menos inicialmente, alguns funcionários sentiram que não tinham acesso a esses recursos. Agentes do FBI recorreram aos rumores internos da agência para tentar encontrar respostas sobre a violação que a chefia não forneceu, disse uma fonte.

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