Os prejudicados pelas sobretaxas procuraram outros parceiros e adotaram a estratégia do 'quanto mais, melhor' para diminuir a dependência de um único país. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Jornal Nacional Postado em 21 de Julho de 2.026 às 11h20m .$.# Postagem - Nº 1.264#.$.
Setores atingidos pela política comercial americana buscam mercados alternativos
Os setores atingidos pela política comercial americana têm buscado mercados alternativos- o que vem redesenhando o mapa das exportações brasileiras.
O embarque já estava até programado. Aí veio o primeiro tarifaço, em
abril de 2025, e a empresa brasileira que vende galpões de armazenagem
deu adeus à clientela americana, que respondia por 10% do faturamento.
“A
gente acabou tendo contratos rescindidos. Essa parcela acabou se
extinguindo de um dia para a noite”, conta Gustavo Yogi, presidente da
empresa.
A empresa se adaptou. Passou a vender galpões para companhias que
também foram atingidas pelo tarifaço e precisaram de espaço para guardar
os estoques. Mas ainda não conseguiu retomar os clientes americanos.
“É
bem complicado você trabalhar com um mercado que é imprevisível. O
cliente americano não sabe se vai pagar um preço no meu produto quando
ele fecha, ou se ele vai pagar uma vez e meia, o que seja, no final da
conta”, diz Gustavo Yogi.
Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O tarifaço mudou o mapa do comércio. Enquanto as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, as vendas para a China bateram recorde: cresceram 21,9%. E, para a Europa, o crescimento foi de 12,8%.
Os economistas explicam que se trata de um efeito colateral da política tarifária do presidente Trump. Os
prejudicados pelas sobretaxas procuraram outros parceiros e adotaram a
estratégia do “quanto mais, melhor” para diminuir a dependência de um
único país.
“A pulverização aconteceu. O Brasil
teve ali uma busca ativa por outros mercados. Mas a recíproca também é
verdadeira. Ou seja, o Brasil também foi procurado por outros mercados
que dependiam muito especificamente de alguns produtos dos Estados
Unidos”, afirma o economista Hugo Garbe.
Mas o resultado não é tão simples quanto os números sugerem. O aumento
das exportações para outros mercados compensou parte das perdas, mas o
balanço varia de setor para setor. Os
Estados Unidos continuam sendo o segundo maior parceiro comercial do
Brasil e compram uma variedade maior de produtos do que a maioria dos
outros mercados.
“Há
uma diferença fundamental entre o que nós vendemos prioritariamente
para o resto do mundo e o que vendemos para os Estados Unidos. Para o
mundo inteiro, nós vendemos produtos primários. Nós vendemos de soja,
café... Sai da terra, nós tratamos e vendemos. Para os Estados Unidos,
nós vendemos aquilo que, para linguagem geral, se chama de produto
manufaturado. Sabe qual é a diferença? Emprego e renda. Aqueles produtos
de commodity geram muito trabalho, geram muita renda, mas não geram a
quantidade de emprego que o produto manufaturado gera. Aí é que está o
problema”, explica Leonardo Trevisan, professor de Relações
Internacionais da ESPM.GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
Com preço até R$ 90 mil menor, mais equipamentos e visual robusto, o chinês já supera o japonês em alguns meses de 2026 e encostou no líder do segmento. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo 19/07/2026 04h01 Atualizado há um dia Postado em 20 de Julho de 2.024 às 08h00m .$.# Postagem - Nº 1.263#.$.
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
É raro ver um ícone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios.
A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais deR$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir deR$ 422 mil.
Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço.
O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria.
A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os
carros híbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos
apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas.
E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura
de carroceria sobre chassi. Difícil imaginar que ele faria sucesso.
E é justamente o H9 que vem cutucando o líder SW4 em 2026.
O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e
maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades
vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades.
Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9.
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GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Abismo no preço
Ao analisar a tabela, é impossível desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4.
E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem
próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de
seminovos.
O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil.
Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas
escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do
GWM.
O Toyota tem preço inicial deR$ 417.590na
versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares.
Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que
custa R$ 424.590.
Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem
cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km,
enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km.
Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e
já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª
revisão. Detalhe que ambos oferecem
garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com
disciplina, dentro da rede de concessionárias.
O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo.
No modelo chinês, a tela do multimídia é maior e a lógica do software é
mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os
do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem
resfriamento.
O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade.
Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de
permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta.
Ambos têm câmeras ao redor do veículo, mas o Haval consegue criar um efeito de “transparência” e entrega um visual melhor.
A função Auto-Hold e o Stop&Go,
que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o
controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possível acompanhar o
engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio
constantemente.
Porte de jipão
Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi
sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse
valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa
sensação visualmente.
Pela ficha técnica, é possível perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado.
Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção
(ainda que psicológica) é de que o comprador está levando “mais” ao
optar pelo modelo da GWM.
No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um
caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros
modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6.
A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o
Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria
de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de
faróis e grade dianteira de presença marcante.
O
resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário
com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e
seja usado apenas para ir ao shopping.
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Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota
Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos
últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o
SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos
aparência de um veículo voltado ao fora de estrada.
Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difíceis.
Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do
design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo,
enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão,
característica que tem apelo junto aos consumidores.
Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho.
Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade
máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e
ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito.
Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado
por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do
g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento.
É verdade que conduzir um veículo desse tamanho entre faixas e
motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um
carro difícil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de
São Paulo.
A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o
contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade
agrada e cumpre bem sua proposta.
Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está
acostumado a dirigir veículos desse tipo encontrará uma receita bem
executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV
preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com
facilidade pela selva de pedra.
Cabine com novidades
Ao
entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos
provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também
poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta
conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer
diferença para o público desse segmento.
Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que
oferece uma central multimídia maior, painel de instrumentos totalmente
digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem
renunciar às características esperadas de um utilitário desse porte,
como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida.
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não
exigem um período de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a
dia.
Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se
reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções
básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse
não é o caso.
A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM.
A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço
dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o líder em
diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domínio
absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.
Mercado esperava que novo teste do foguete impulsionasse os papéis da empresa, mas tentativa foi cancelada após falha no acionamento de motores; bilionário segue como a pessoa mais rica do mundo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 17/07/2026 13h11 Atualizado há 02 horas Postado em 17 de Julho de 2.026 às 15h10m .$.# Postagem - Nº 1.262#.$.
Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da
oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade
de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon
O voo da Starship não saiu do papel — nem da plataforma de lançamento —
na última quinta-feira (16), mas o adiamento da missão já teve reflexos
no mercado financeiro.
A reação do mercado ampliou as perdas acumuladas desde a abertura de capital da companhia. Os papéis, que estrearam cotados a US$ 160,95, encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 131,11, acumulando desvalorização de cerca de 18,5%.
Com o recuo das ações, a fortuna do fundador da SpaceX, Elon Musk, encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia, segundo estimativas da "Forbes".
Mesmo após a perda, o empresário continua na liderança do ranking das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 792,8 bilhões.
O adiamento da missão frustrou a expectativa de investidores, que
esperavam que um teste bem-sucedido da Starship impulsionasse as ações
da SpaceX.
Na véspera da tentativa de lançamento, analistas do banco UBS afirmaram
que a queda recente dos papéis da empresa poderia representar uma
oportunidade de compra justamente porque o voo tinha potencial para aumentar o valor de mercado da companhia.
Na avaliação do banco, o teste serviria para comprovar avanços
importantes no desenvolvimento do foguete, incluindo melhorias em
sistemas que serão usados nas próximas missões e no lançamento de
satélites da rede Starlink.
Poucas horas antes da decolagem prevista, porém, Musk informou que
parte dos motores não entrou em funcionamento, o que levou ao adiamento
da missão.
Mais tarde, em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou
que uma nova tentativa deverá ocorrer "no começo da próxima semana".
Foguete é peça-chave dos planos da SpaceX
A Starship é considerada o principal projeto da SpaceX para transportar cargas e pessoas à Lua e, futuramente, a Marte.
Com cerca de 120 metros de altura, o veículo é apontado pela empresa
como o maior foguete já construído e ocupa posição central na estratégia
de crescimento apresentada aos investidores durante a abertura de
capital da companhia.
O histórico de testes, no entanto, inclui uma série de contratempos.
Em maio, por exemplo, outro voo terminou sem que o propulsor principal
conseguisse realizar um pouso controlado após falhas no religamento dos
motores. Em testes anteriores, algumas missões também terminaram em
explosões.
Peça usada pelo Rei na decisão contra a Suécia tornou-se o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e a segunda camisa de futebol mais cara da história. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1 17/07/2026 06h02 Atualizado há 02 horas Postado em 17 de Julho de 2.026 às 08h00m .$.# Postagem - Nº 1.261#.$.
Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão
Enquanto a Copa do Mundo movimenta os torcedores, uma relíquia da
história do futebol brasileiro acaba de ganhar destaque fora dos
gramados.
A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o
Brasil conquistou seu primeiro título mundial, foi vendida em um leilão
realizado em Nova York por quase US$ 5 milhões — o equivalente a cerca
de R$ 25 milhões.
O uniforme se tornou o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e
também a segunda camisa de futebol mais cara da história.
O recorde segue com a camisa usada por Diego Maradona na partida da
"Mão de Deus", na Copa do Mundo de 1986, arrematada por cerca de US$ 9
milhões em 2022.