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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Petróleo dispara e Brent chega a US$ 110 pela 1ª vez desde maio; veja o que pressiona os preços

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Escalada das tensões no Oriente Médio, ataques a instalações de petróleo na Rússia e incertezas sobre a oferta de diesel aumentam a pressão sobre o mercado global de combustíveis.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 16 de Outubro de 2.026 às 19h15m
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Miriam Leitão: Petróleo impacta crescimento global da economia
Miriam Leitão: Petróleo impacta crescimento global da economia

O petróleo Brent atingiu US$ 110 por barril pela primeira vez desde maio, diante do temor de que o aumento das tensões no Oriente Médio restrinja ainda mais a oferta global.

Os contratos futuros do Brent, referência internacional para os preços do petróleo, fecharam nesta sexta-feira (16) em alta de US$ 3,94, ou 3,7%, a US$ 109,86 por barril, o maior valor desde 19 de maio.

Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiram US$ 3,44, ou 3,5%, e encerraram o dia a US$ 101,41 por barril, no maior patamar desde 17 de setembro.

Na semana, até o momento, o Brent acumula alta de 4,9%, enquanto o WTI avançou 10,4%.

Segundo a consultoria Energy Aspects, consultada pela Reuters, os preços voltaram a subir após uma queda anterior, em meio ao temor de uma escalada do conflito e a relatos de possíveis ataques à infraestrutura de energia da Arábia Saudita.

Relatos da imprensa israelense indicaram que o Irã poderia estar preparando um ataque preventivo, após serviços de inteligência ocidentais identificarem movimentações militares incomuns.

Embora não tenham sido confirmadas, essas informações reforçaram a preocupação com novos confrontos e possíveis interrupções no fornecimento de petróleo, segundo a consultoria.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado em direção a Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho.

  • 🔎 O porto é estratégico para o país porque permite escoar petróleo para o mercado internacional por uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz, passagem marítima importante para o transporte global da commodity.

De acordo com a consultoria Rapidan Energy Group, também ouvida pela Reuters, as primeiras informações indicavam que não houve danos à infraestrutura de Yanbu.

Ataques a refinarias na Rússia

A oferta de combustíveis também é motivo de preocupação por causa dos ataques ucranianos a instalações de petróleo russas.

Na quinta-feira (15), a Ucrânia atacou uma refinaria na Rússia, depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, anunciou que Kiev abandonaria a trégua que abrangia instalações de energia.

O cessar-fogo havia sido anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Zelenskiy também criticou a disposição de Trump de negociar acordos com Moscou.

Zelensky critica acordo entre Trump e Putin sobre diesel russo: 'Investimento na guerra'
Zelensky critica acordo entre Trump e Putin sobre diesel russo: 'Investimento na guerra'

A refinaria de Ryazan, na Rússia, interrompeu as operações em uma unidade de destilação primária de petróleo após um ataque com drones na região, na quinta-feira, segundo duas fontes do setor ouvidas pela Reuters.

A destilação primária é uma etapa inicial do refino em que o petróleo é aquecido e separado em diferentes componentes, que podem ser usados na produção de combustíveis, como diesel e gasolina.

Para Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial, entrevistado pela Reuters, a combinação das tensões no Oriente Médio com as dúvidas sobre a capacidade russa de fornecer diesel tem incentivado os investidores a comprar petróleo.

Na tentativa de ampliar a oferta, a Agência Internacional de Energia (AIE) concordou, na quinta-feira, em liberar mais de 20 milhões de barris de combustíveis no mercado.

Os Estados Unidos também abriram, na sexta-feira (16), uma chamada para propostas de troca de até 17 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo do país, segundo o Departamento de Energia americano.

A reserva é um estoque mantido pelo governo para ajudar a enfrentar situações de interrupção no abastecimento.

petróleo — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
petróleo — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro

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Produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre, aumentando o excedente disponível para exportação. Mas diferenças no consumo ajudam a explicar por que o país continua comprando grandes volumes de carne brasileira.
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 12 de Outubro de 2.026 às 06h00m
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Brasil tem recorde nas exportações de frango no 1º semestre do ano
Brasil tem recorde nas exportações de frango no 1º semestre do ano

A China está aumentando a produção de carne de frango e ampliando as exportações, o que pode transformar o país em um novo concorrente no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador mundial da proteína.

A produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a menor procura por alguns cortes dentro da China aumentou o volume disponível para exportação.

Mesmo ampliando suas vendas para o exterior, a China continuou sendo um dos principais destinos do frango brasileiro em 2026, liderando as compras da proteína em fevereiro, abril, maio, junho, julho e agosto. Em setembro, embora tenha caído para a terceira posição, com 40,9 mil toneladas, a China permaneceu entre os principais destinos do frango brasileiro, atrás dos Emirados Árabes Unidos (45,9 mil toneladas) e da União Europeia (43,5 mil toneladas).

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou cerca de 420,4 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando uma receita de US$ 1,15 bilhão (cerca de R$ 5,73 bilhões). (veja mais números abaixo)

Exportações brasileiras de frango para a China

  • Jan: 33,4 mil toneladas
  • Fev: 49,4 mil toneladas
  • Mar: 51,7 mil toneladas
  • Abr: 52,3 mil toneladas
  • Mai: 48,2 mil toneladas
  • Jun: 50,1 mil toneladas
  • Jul: 43,5 mil toneladas
  • Ago: 51,0 mil toneladas
  • Set: 40,9 mil toneladas

🤔 Por que, então, a China continua comprando frango do Brasil se produz cada vez mais e já tem excedente para exportar?

A resposta está no prato de brasileiros e chineses: os consumidores dos dois países preferem cortes diferentes do frango.

  • Na China, pés e asas têm forte demanda.
  • No Brasil, a preferência é por peito, coxa e sobrecoxa.
China produz mais frango

Um ponto importante é que a produção de carne de frango na China vem crescendo mais rápido que o consumo no próprio país. De acordo com o Rabobank, banco especializado em agronegócio, a produção avançou mais de 9% neste ano, depois de já ter crescido cerca de 7% em 2025.

Com mais carne disponível, a China, que já exportava principalmente produtos processados, passou a ampliar também os embarques de carne in natura.

É o caso do peito de frango, menos procurado pelos consumidores chineses e que já representa a maior parcela das exportações de frango do país.

De janeiro a maio de 2026, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, o equivalente a 63,3% do volume vendido pelo país ao exterior no período, segundo dados da alfândega chinesa. Os embarques desse corte cresceram 59,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.

Ao todo, a China exportou 546 mil toneladas de carne de frango neste período, 51% a mais que um ano antes, segundo o USDA. Em todo o ano de 2025, foram pouco mais de 1 milhão de toneladas, volume que colocou a China na quinta posição entre os maiores exportadores mundiais.

O Brasil, líder mundial, exportou cerca de 5,3 milhões de toneladas no ano passado — mais de cinco vezes o volume chinês.

Segundo Chenjun Pan, especialista em proteínas animais do Rabobank, os números mostram que a China pode se tornar uma concorrente relevante do Brasil no mercado internacional. A disputa tende a ser maior no Oriente Médio, na Ásia e na África.

Já Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), avalia que o avanço chinês não deve tirar espaço dos exportadores brasileiros.

“O Brasil continua sendo o país mais competitivo no comércio global. Segundo a FAO, dois terços do aumento global do consumo de proteínas devem vir da carne de frango, o que cria espaço para novos participantes e contribui para a segurança alimentar mundial.”

Apesar do avanço chinês, a carne produzida no país ainda enfrenta restrições para entrar em alguns mercados. União Europeia, Japão e Coreia do Sul têm regras e protocolos sanitários específicos para a importação de carne de aves, que podem limitar as compras de países ou regiões afetados pela gripe aviária.

Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA — Foto: g1
Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA — Foto: g1
Pé de galinha virou 'negócio da China'

Pé de galinha virou 'negócio da China'

Os chineses continuam precisando importar cortes muito procurados no mercado interno, mas que não são o principal foco da produção local. Nesse caso, o que é visto como uma parte pouco valorizada do frango no Brasil tem outro status do outro lado do mundo.

Na China, o pé de frango é consumido como petisco e pode ser vendido temperado e embalado em porções individuais. É encontrado em lojas e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers.

O produto também é usado em sopas e caldos, aos quais dá uma textura mais gelatinosa.

Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais. — Foto: Sachin Banasode/Reprodução
Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais. — Foto: Sachin Banasode/Reprodução

“São questões culturais, de acordo com cada país. Os japoneses, por exemplo, gostam de pernas de frango e até de cartilagens. Os brasileiros têm uma preferência mais ampla. Os africanos preferem pernas. Os europeus consomem mais peito”, afirma Santin, da ABPA.

Esse hábito ajuda a explicar a importância desse mercado para o Brasil. Em 2025, as exportações brasileiras de pés de frango para a China renderam US$ 221 milhões. O país asiático foi o principal comprador.

Segundo Santin, a China paga cerca de US$ 3 mil por tonelada pelo produto, dependendo do padrão de qualidade.

Assim, as diferentes preferências dos consumidores ajudam Brasil e China a ocupar espaços distintos no mercado internacional de frango.

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domingo, 11 de outubro de 2026

Mais de 32 mil empresas fecharam durante o governo Javier Milei na Argentina

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Número de empregadores cadastrados em sistema de governo argentino caiu 6,3% entre novembro de 2023 e julho deste ano. Consumo fraco e custos elevados pressionam empresas do país.
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Por Redação g1

Postado em 11 de Outubro de 2.026 às 18h30m
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O presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião da coalizão política e de segurança multinacional "Escudo das Américas", à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026 — Foto: Charly Triballeau/Pool via REUTERS
O presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião da coalizão política e de segurança multinacional "Escudo das Américas", à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026 — Foto: Charly Triballeau/Pool via REUTERS

A Argentina passou a ter 32.290 empresas a menos desde que Javier Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023. Os dados, divulgados no sábado (10), são da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino.

O total de empregadores no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023, mês anterior à posse de Milei, para 480.067 em julho deste ano — uma queda de 6,3%.

A queda de 6,3% corresponde à 18ª redução mensal consecutiva, mas não permite afirmar que todas as unidades tenham encerrado definitivamente suas atividades.

➡️ Sair do cadastro não significa, necessariamente, fechar as portas. A SRT contabiliza empregadores com pelo menos um trabalhador registrado no sistema de seguro contra acidentes de trabalho. Uma empresa pode deixar de aparecer nessa lista porque encerrou suas atividades, mas também porque ficou sem funcionários registrados ou passou por uma reorganização ou mudança cadastral.

Somente em julho, o país registrou 948 empregadores a menos do que em junho. Foi o 18º mês consecutivo de queda na série. No mesmo mês, o total de postos de trabalho formais recuou em 3.485.

A redução no número de empresas ocorre em um cenário de consumo enfraquecido, custos elevados e maior concorrência de produtos importados, segundo avaliações de entidades empresariais e do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), entidade não governamental de estudos econômicos.

De acordo com a Confederação Argentina da Média Empresa (CAME), o aumento das contas de serviços e o endividamento das famílias deixam menos dinheiro disponível para outras compras. Com o orçamento apertado, os consumidores têm priorizado gastos essenciais.

Ao mesmo tempo, as empresas enfrentam dificuldades para pagar suas despesas e conseguir crédito. A União Industrial Argentina (UIA) aponta os custos de energia, a carga tributária e as condições de financiamento entre os principais obstáculos para as pequenas e médias indústrias. Com vendas fracas, esses gastos comprometem uma parcela maior do faturamento.

Outro fator de pressão é a maior concorrência de produtos estrangeiros após a redução de barreiras às importações. Segundo o CEPA, as compras de bens de consumo do exterior cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023. Nesse intervalo, a produção industrial argentina recuou 12%.

Esse cenário acompanha o forte corte de gastos públicos adotado pelo governo Milei para combater a inflação. Os efeitos sobre a atividade, porém, variam entre os setores: em julho, comércio e indústria encolheram na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto a mineração cresceu.

Milei e Espriella parabenizam Flávio Bolsonaro após liderança no 1º turno
Milei e Espriella parabenizam Flávio Bolsonaro após liderança no 1º turno

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sábado, 10 de outubro de 2026

Marte na Terra? Lago na Turquia tem águas 'de outro mundo'

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O lago Salda, na Turquia, parece as Maldivas, mas seus minerais são iguais aos de um antigo lago em Marte.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 10 de Outubro de 2.026 às 07h00m

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Lago na Turquia tem minerais iguais aos de antigo lago em Marte
Lago na Turquia tem minerais iguais aos de antigo lago em Marte

O lago Salda é famoso por suas águas azul-turquesa e suas praias de areia branca.

Sua margem é rica em hidromagnesita, um mineral claro que dá ao lugar esse visual tropical.

Mas a história não para por aí: o lago Salda é praticamente uma ponte entre mundos!

Isso porque ele é o equivalente natural mais próximo, na Terra, da Cratera Jezero, em Marte, onde o rover Perseverance da Nasa pousou em 2021.

Mas como isso pode acontecer?!

Bem, os cientistas acreditam que Jezero também já foi um lago.

Uma ilustração mostra a Cratera Jezero, como ela teria sido há bilhões de anos atrás, se tivesse sido um lago — Foto: NASA/JPL-CALTECH
Uma ilustração mostra a Cratera Jezero, como ela teria sido há bilhões de anos atrás, se tivesse sido um lago — Foto: NASA/JPL-CALTECH

Isso porque sua antiga linha costeira e suas formações semelhantes a deltas são surpreendentemente parecidas com as encontradas em Salda.

E fica ainda mais interessante: tanto Salda quanto Jezero contêm o mesmo tipo de carbonatos ricos em magnésio.

Além disso, Salda possui estruturas parecidas com rochas, construídas por microrganismos, chamadas microbialitos.

Os cientistas se interessam por elas porque estruturas semelhantes em Marte podem ser nossa melhor chance de encontrar vestígios de vida passada, caso ela tenha existido em Jezero.

Rover Perseverance trabalha em torno de um afloramento rochoso chamado "Skinner Ridge", na cratera Jezero de Marte. — Foto: Nasa/Divulgação
Rover Perseverance trabalha em torno de um afloramento rochoso chamado "Skinner Ridge", na cratera Jezero de Marte. — Foto: Nasa/Divulgação

É por isso que cientistas da Nasa estudaram esse lago turco antes mesmo de o rover chegar a Marte.

Então, sim: a beleza de Salda é literalmente de outro mundo!

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Brasil tem 11 empresas entre os melhores empregadores do mundo; veja a lista

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Ranking da Forbes com a Statista avaliou 900 empresas de 52 países com base em critérios como salário, crescimento, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e reputação.
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Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Postado em 10 de Outubro de 2.026 às 06h00m
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O Brasil emplacou 11 empresas na edição de 2026 do ranking World's Best Employers ("Melhores Empregadores do Mundo", em português), elaborado pela revista Forbes em parceria com a consultoria Statista. A Petrobras foi a empresa brasileira mais bem colocada.

O estudo reuniu 900 empresas de 52 países e avaliou fatores como salário, oportunidades de crescimento, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e reputação corporativa. Além da Petrobras, aparecem na lista nomes como Embraer, Vale, Natura&Co., Banco do Brasil, Nubank, Bradesco e Suzano.

As 11 representantes do Brasil — Foto: g1
As 11 representantes do Brasil — Foto: g1

No topo do ranking global está a Microsoft. 

Para identificar os melhores empregadores do mundo, a Forbes e a Statista entrevistaram mais de 300 mil trabalhadores.

A pesquisa foi realizada online e de forma independente, garantindo o anonimato dos participantes. Os entrevistados avaliaram seus empregadores atuais, antigos empregadores dos últimos dois anos e empresas que conheciam por experiência profissional ou por indicação de amigos e familiares.

Somente empresas com mais de 1 mil funcionários e atuação internacional puderam entrar no ranking. As respostas foram combinadas com dados acumulados dos três anos anteriores. As avaliações mais recentes e as opiniões dos funcionários atuais tiveram peso maior na nota final.

Top 10 Empregadores Globais — Foto: G1
Top 10 Empregadores Globais — Foto: G1

Petrobras no top 100

A Petrobras foi a brasileira mais bem colocada no ranking, na 74ª posição mundial. A estatal brasileira ficou à frente de empresas como Netflix, Amazon, Heineken, Mercedes-Benz Group e Mastercard.

Atrás da Petrobras aparece a Embraer, na 132ª posição. A fabricante brasileira de aeronaves é seguida pela Metalúrgica Gerdau, na 274ª colocação, e pela Vale, em 278º lugar.

O que as melhores empresas para trabalhar têm em comum?

O ranking chega em um momento em que a satisfação dos trabalhadores é um desafio para empresas de todo o mundo.

Segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, produzido pela Gallup, apenas 20% dos profissionais afirmam estar engajados no trabalho. Ao mesmo tempo, 40% relatam níveis elevados de estresse diariamente.

Nesse contexto, organizações que oferecem um ambiente saudável, oportunidades de crescimento e boas condições de trabalho tendem a se destacar. Embora atuem em segmentos distintos, as organizações mais bem avaliadas compartilham algumas características.

Entre elas estão:

  • Investimento em treinamento e qualificação;
  • Planos de carreira estruturados;
  • Benefícios competitivos;
  • Incentivos ao bem-estar físico e mental;
  • Equilíbrio entre vida profissional e pessoal;
  • Cultura organizacional forte;
  • Ambientes que estimulam inovação e desenvolvimento.