No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo Postado em 12 de Junho de 2.026 às 11h00m $.# Postagem - Nº 1.237#.$
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX
O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.
A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.
Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.
Toda semana, o g1 Explicasimplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
Modelo é fabricado no Brasil, não substituirá o HB20 e disputará clientes de SUVs de entrada, como Renault Kardian, Fiat Pulse e Volkswagen Tera. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por André Fogaça, g1 — Tuiuti (SP) 12/06/2026 09h30 Atualizado há uma hora Postado em 12 de Junho de 2.026 às 10h30m $.# Postagem - Nº 1.236#.$
Hyundai i20 chega como HB20 moderno e maior
A Hyundai apresentou nesta sexta-feira (12) seu principal lançamento de 2026: o hatch i20.
Em um momento em que a maior parte das montadoras aposta em SUVs de
diferentes tamanhos no mercado brasileiro, a marca coreana lança mais um
compacto para dividir espaço com um de seus campeões de vendas, o HB20.
O mercado, inclusive, chegou a especular que o i20 poderia substituir o
HB20. A Hyundai, porém, afirma que os dois modelos vão conviver em
harmonia, sem disputar o mesmo público. Para isso, o novo hatch aposta
em um visual mais moderno, acabamento interno mais refinado e preços que
vão de R$ 99.990 a R$ 139.990.
Fabricado em Piracicaba (SP) e exportado para outros mercados, o carro
tem linhas mais marcadas e adota a nova moda da faixa de LED que conecta
os faróis na dianteira. Na traseira, as lanternas também são
interligadas, mas tem um desenho geral mais parecido com o HB20.
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Hyundai i20 — Foto: divulgação/Hyundai
As rodas são de 17 polegadas, o que acompanha o estilo mais agressivo. O
i20 também é um pouco maior que o HB20: tem 12 centímetros a mais de
comprimento, seis de largura, dois de altura e cinco de entre-eixos.
Mas as diferenças mais importantes estão no interior. O novo volante
dispensa o tradicional "H" da marca. O i20 também traz um novo painel
digital, mais bonito e com mostradores fixos, além de uma central
multimídia bem aumentada, agora com 12,3 polegadas.
Mesmo que a pegada seja mais tecnológica que o HB20, os botões físicos
ainda predominam. Os comandos do ar-condicionado ganharam nova
disposição e formam uma espécie de torre, ligando o console central à
central multimídia.
Quem tem estatura mediana e se senta no banco traseiro dificilmente
encosta os joelhos no assento da frente. O porta-malas comporta 346
litros de bagagem, 46 litros a mais que o do HB20.
E aí terminam as diferenças. O i20 terá versões de motor 1.0 aspirado e
1.0 turbo, praticamente idênticas às possibilidades encontradas no
irmão menor. Agora, são 115 cv de potência, combinados a 17,5 kgfm de
torque.
A perda de 5 cv mantém a experiência ao conduzir já conhecida de quem
dirigiu um HB20. A posição ao volante também é praticamente a mesma,
mantendo uma das principais qualidades do modelo: a sensação de um hatch
leve e ágil.
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Hyundai i20 — Foto: divulgação/Hyundai
O ajuste da suspensão do i20 privilegia o conforto, uma tradição da Hyundai que vai dos modelos mais básicos aos SUVs.
Tanto nas ondulações do circuito fechado em Tuiuti (SP) quanto em
trechos de terra e cascalho, a suspensão do i20 absorveu melhor os
impactos do que a de rivais como Volkswagen Polo e Fiat Argo. Ao mesmo
tempo, mantém a firmeza esperada de um hatch em curvas mais fechadas.
A calibração do câmbio automático também é um acerto. Ao puxar com mais
força em uma subida, o i20 reduz rapidamente uma marcha para a retomada
e é preciso no momento de engatar a próxima marcha para soltar a
aceleração.
Além disso, o atraso entre o comando do acelerador e a resposta do
carro é pequeno e não chega a incomodar quem busca reações mais rápidas.
Por que apostar em um hatch?
O Brasil vive a era dos SUVs. Desde o ano passado, mais da metade dos
carros zero quilômetro vendidos no país pertence ao segmento, segundo a
Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Hyundai i20 — Foto: divulgação/Hyundai
Por isso, todos os lançamentos recentes e importantes do mercado automotivo foram SUVs.
As montadoras que apostaram em hatches nos últimos anos preferiram mudanças pontuais. A Chevrolet renovou o Onix sem grandes transformações, enquanto o Volkswagen Polo está há bastante tempo sem alterações relevantes.
Surge a pergunta: qual a estratégia da Hyundai? Ao g1,
Maurício Jordão, gerente de relações públicas e imprensa da montadora,
afirmou que o i20 deve disputar espaço com SUVs de entrada, e não com
outros hatches.
“Se
você pegar no line-up das outras marcas, você até tem essa proximidade
entre um SUV menor, um SUV compacto e aí depois você tem os SUVs
maiores. A Hyundai tem o HB20 e já tem o Creta. E é esse nicho do
Kardian, do Pulse, do Tera, que o [i20] aqui vai entrar”, afirma Jordão.
Sobre a proximidade do HB20, o executivo afirma que o espaço interno será um dos principais diferenciais do novo modelo.
"A Hyundai não costuma deixar as versões muito próximas para tirar o
mesmo preço. Então, se você olhar uma diferença de R$ 1.500 ou R$ 2.000,
pode ser que o consumidor escolha pelo pacote de equipamentos",
complementou.
Na sexta-feira, a moeda americana avançou 1,78%, cotada a R$ 5,1566, no maior patamar desde 2 de abril. Já a bolsa recuou 0,77% e fechou abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 08/06/2026 09h00 Atualizado há uma hora Postado em 08 de Junho de 2.026 às 10h00m $.# Postagem - Nº 1.235#.$
Dólar sobe após suspensão de ataques entre Irã e Israel
O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (8) em alta, com os investidores acompanhando os desdobramentos da trégua entre Israel e Irã. A moeda norte-americana subiu 0,45%, para R$ 5,1798.após atingir R$ 5,1951 na máxima do dia. Já o Ibovespacaiu 0,32%, aos 168.471 pontos.
▶️As tensões no Oriente Médio ficam mais uma vez no radar dos investidores nesta segunda-feira. No final de semana Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril. A sequência começou com uma ofensiva israelense a Beirute no final de semana. Teerã respondeu com mísseis e gerou novas retaliações. Os ataques só foram interrompidos após apelo do presidente americano, Donald Trump.
Em meio às tensões, os preços do petróleo no mercado internacional operam em alta. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,36%, cotado a US$ 94,36. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha alta de 0,92%, cotado a US$ 91,37o barril.
▶️ Na agenda de indicadores, os destaques da semana ficam com os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. A decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) também fica no radar.
Nesta segunda-feira, oBoletim Focus, do BC, registrou uma nova alta nas estimativas de inflação pelo mercado financeiro em 2026, na 13ª semana seguida de aumento. Os analistas também passaram a projetar um corte menor de jurosneste ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
Acumulado da semana: +0,45%;
Acumulado do mês: +2,72%;
Acumulado do ano:-5,63%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,32%;
Acumulado do mês:-3,06%;
Acumulado do ano: +4,56%.
Escalada das tensões no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio mergulhou em uma nova fase, após Irã e Israel trocarem ataques mútuos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. (acompanhe os principais acontecimentos)
A ofensiva começou no último domingo, após Irã ter lançado uma série de mísseis em direção a Israel no último domingo, em retaliação a um ataque israelense na capital do Líbano. Com isso, Israel realizou novos bombardeios a "alvos militares" no Irã — explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera.
"A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", disseram as forças de Israel, em suas redes sociais.
Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute.
Trump usou o seu perfil no Truth Social para mostrar sua insatisfação com a volta dos confrontos entre os dois países, mas afirmou que Irã e Israel "estão buscando" um acordo de cessar-fogo após os novos ataques.
Mercados globais
Com as novas tensões no Oriente Médio e em meio às expectativas pelos novos dados de inflação previstos para esta semana, os índices de Wall Streetfecharam sem direção única.
No final das negociações, o S&P 500 avançou 0,30%, aos 7.405,81 pontos, e o Nasdaq subiu 0,86%, aos 25.931,56 pontos. Já o Dow Jones destoou dos demais índices e recuou 0,15%, aos 50.791,17 pontos.
Já do outro lado do Atlântico, a maioria das bolsas europeias fechou em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,2%, aos 621,73 pontos, após atingir a mínima em duas semanas no início da sessão.
Já entre os principais índices da região, o alemão DAX caiu 0,58%, enquanto o francês CAC-40 perdeu 0,12%. O britânico FTSE 100, por sua vez, fechou em alta de 0,05%.
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram em seus níveis mais baixos em dois meses nesta segunda-feira, acompanhando uma queda global no setor de tecnologia.
O índice CSI300 caiu 2,4%, enquanto o Shangai Composite Index recuou 1,7% e o Hang Seng perdeu 1,2%.
Já no Japão, o Nikkei teve perdas de 3,85%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 8,29%.
Embora ambos permitam transferências rápidas, o PIX é um sistema público e amplamente integrado ao mercado brasileiro, enquanto o Zelle é uma rede privada e mais limitada em uso. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo 05/06/2026 05h05 Atualizado há uma hora Postado em 05 de Junho de 2.025 às 06h05m $.# Postagem - Nº 1.234#.$
PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos
O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputadoEduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC.
Mas afinal, qual é a diferença entre os dois sistemas?Veja abaixo:
PIX x Zelle — Foto: Reprodução/GloboNews
Público x privado
O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema.
Já o Zelle — cuja pronúncia é “Zell” — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos.
O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.
Integração limitada
Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais.
A principal diferença, portanto, está no grau de integração com o sistema financeiro.
Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema.
Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.
De acordo com informações do Banco Central, o PIX é usado por cerca de 80% da população brasileira, o que representa mais de 170 milhões de pessoas físicas do país.
O gráfico abaixo mostra a movimentação financeira em PIX nos últimos cinco anos.
MOVIMENTAÇÕES DE RECURSOS PELO PIX
EM R$ TRILHÕES
Fonte: BANCO CENTRAL
Uso no dia a dia
Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia.
Segundo o Banco Central, além de transferências entre pessoas, o PIX também pode ser usado para:
pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;
pagamentos entre empresas;
recolhimento de receitas públicas e contribuições; e
pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos.
Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo com uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, "quase todos" os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores.
Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário.
Dá pra cancelar um pagamento?
Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.
“Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site.
Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento.
“A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, diz o BC.
No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro.
O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.