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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Dólar cai e fecha a R$ 4,98 com cenário político no Brasil e encontro Trump-Xi; Ibovespa sobe

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A moeda americana recuou 0,45%, cotada a R$ 4,9860. Já o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,72%, aos 178.366 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 14 de Maio de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em queda de 0,45% nesta quinta-feira (14), cotado a R$ 4,9860. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,72%, aos 178.366 pontos.

O mercado ainda digeria os desdobramentos da divulgação de áudios que associam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto acompanhava uma nova operação ligada ao caso Master e o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, na China.

▶️ Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro é visto por parte do mercado como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. A associação ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao escândalo envolvendo o caso Master, porém, pode representar um obstáculo em sua corrida eleitoral, aumentando as incertezas no cenário político doméstico.

  • 🔎 Entre investidores, a avaliação é de que o episódio pode reduzir as chances de alternância no governo, afetando as expectativas para o ajuste nas contas públicas. Com isso, ontem, o Ibovespa caiu 1,8%, enquanto o dólar subiu mais de 2%, voltando ao patamar de R$ 5. Hoje, porém, o mercado se acomodou após a forte reação da véspera, com recuperação moderada.

▶️ Ainda no caso Master, a Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira, Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

▶️ No exterior, os mercados acompanham o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos. Os dois trocaram elogios e indicaram disposição para ampliar a cooperação entre os países. Trump chamou Xi de amigo e o convidou para uma visita oficial aos EUA em setembro.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,88%;
  • Acumulado do mês: +0,69%;
  • Acumulado do ano: -9,16%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,12%;
  • Acumulado do mês: -4,78%;
  • Acumulado do ano: +10,70%.
Flávio cobrou dinheiro de Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filmeDark Horse, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

  • ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.
Encontro entre potências

A visita do presidente dos EUA, Donald Trump à China segue no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira.

O encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro bilateral entre os dois países desde 2017, é acompanhado de perto por investidores devido ao seu potencial de influenciar a relação entre as duas maiores economias do mundo e, consequentemente, os rumos do comércio global.

Durante a visita a Pequim, Trump adotou um discurso conciliador. O presidente americano afirmou enxergar umfuturo fantástico para a relação entre os dois países, disse ter uma relação fantástica com Xi e declarou que os laços entre EUA e China “serão melhores do que nunca”.

Ele também elogiou a recepção oficial, chamou o líder chinês de amigo e o convidou para uma visita oficial aos Estados Unidos em setembro.

Na avaliação do mercado, o tom amistoso é interpretado como um sinal positivo, pois ajuda a reduzir, ao menos no curto prazo, o temor de novos atritos entre Washington e Pequim.

Entre os principais temas em discussão estão a possível prorrogação da trégua na guerra tarifária, as tensões envolvendo o Irã, a questão de Taiwan e a disputa tecnológica em áreas como inteligência artificial e produção de semicondutores.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (14), impulsionadas principalmente pelo avanço das ações da Nvidia, que saltaram mais de 4% em meio à cúpula entre EUA e China.

Os papéis da empresa ganharam força após a agência Reuters informar que o governo americano autorizou cerca de dez empresas chinesas a comprarem o H200, o segundo chip mais poderoso da Nvidia.

O índice Dow Jones subiu 0,75%, aos 50.063,46 pontos. O S&P 500 avançou 0,77%, para 7.501,39 pontos, enquanto o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, teve alta de 0,88%, aos 26.635,22 pontos.

Na Europa, o desempenho também foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do continente, terminou em alta de 0,76%, AOS 616,04 pontos, após ter avançado 0,8% no pregão anterior.

Entre as principais bolsas europeias, o FTSE 100, de Londres, registrou alta de 0,46%, a 10.372,93 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 ganhou 0,93%, a 8.082,27 pontos. Já em Frankfurt (DAX), o avanço foi mais forte, de 1,32%, a 24.456,26 pontos.

Na Ásia, o dia foi de queda nos mercados chineses e no Japão. Em Xangai, o principal índice recuou 1,52%, aos 4.177 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 1,68%, para 4.914 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou praticamente estável, aos 26.389 pontos. Em Tóquio, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,98%, aos 62.654 pontos.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Putin se reúne com Dilma para encontro sobre o Brics em Moscou

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Ex-presidente do Brasil é a atual mandatária do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) criado pelo bloco
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Da Reuters
13/05/26 às 17:10 | Atualizado 13/05/26 às 17:15
Postado em 13 de Maio de 2.026 às 18h00m
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O presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com Dilma Rousseff, atual presidente do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) dos Brics  • RUSSIAN POOL

O presidente russo, Vladimir Putin, se reuniu nesta quarta-feira (13) no Kremlin com Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil e atual mandatária do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento), criado pelos países do Brics.

A reunião contou com a presença de Roman Serov, vice-presidente do NBD; Maxim Oreshkin, vice-chefe de gabinete da Presidência da Rússia; e Anton Siluanov, ministro das Finanças da Rússia.

O Brics foi fundado em 2009 como um clube informal para fornecer uma plataforma para que seus membros desafiassem uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais.

Leia mais
  1. Kremlin troca governadores em duas regiões vizinhas à Ucrânia
  1. Guerra no Irã pode virar foco de encontro dos chanceleres do Brics na Índia
  1. Netanyahu faz viagem secreta aos Emirados Árabes em meio à guerra com Irã

Sua criação foi iniciada pela Rússia. Em 2015, os membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estabeleceram o NBD.

Reuniões em Nova Délhi

Os ministros das Relações Exteriores do bloco devem se encontrar para reuniões em Nova Délhi, nesta quinta-feira (14), testando a capacidade de chegar a uma posição unificada e produzir uma declaração conjunta.

O grupo, que originalmente incluía Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se ao longo dos anos com a inclusão de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O Irã pediu à Índia, presidente do Brics em 2026, que use a plataforma do grupo para criar um consenso condenando as ações dos EUA e de Israel no conflito do Oriente Médio.

As principais diferenças surgiram entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, que estão em lados opostos da linha de frente em uma guerra lançada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, deve chegar no final desta quarta-feira (13) para participar do encontro, que será realizado de 14 a 15 de maio. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também deve participar da reunião. Não ficou claro quem representará os Emirados Árabes Unidos.

A mais recente rodada pode ser tensa após relatos de que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita realizaram ataques militares contra o Irã em retaliação aos ataques iranianos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, disse em março que alguns membros dos Brics estão envolvidos diretamente no conflito, o que dificulta "a formação de um consenso".

Outra autoridade do ministério disse à Reuters que a Índia está esperançosa de obter uma declaração conjunta após a última rodada de reuniões com os ministros das Relações Exteriores.

"Ainda bem que os ministros das Relações Exteriores de todos os países do Brics, com exceção da China, que está ocupada, estão chegando. Esse é um bom sinal dos esforços para construir uma coalizão do Brics em torno de uma questão de interesse das economias emergentes e do sul global", disse o ex-diplomata indiano Manjeev Singh Puri.

"É claro que soluções políticas são difíceis, mas o fato de que eles estão se reunindo é positivo e esperamos que isso leve a um caminho a seguir."

O aumento dos preços da energia causado pela guerra fez com que muitos países do Brics, incluindo a Índia, introduzissem medidas de emergência para proteger suas economias e consumidores.

Até o momento, a China assumiu uma posição nominalmente neutra, devido aos seus fortes laços com o Irã e com os Estados árabes de maioria sunita.

A China será representada por seu embaixador na Índia, Xu Feihong, para substituir o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, que provavelmente não viajará devido à visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim nesta semana.

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Dólar cai e renova menor patamar desde janeiro de 2024 com impasse entre EUA e Irã; Ibovespa recua

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A moeda americana caiu 0,06%, cotada a R$ 4,8913. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira recuou 1,19%, aos 181.909 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 11 de Maio de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em leve queda de 0,06% nesta segunda-feira (11), cotado a R$ 4,8913 — renovando o menor patamar desde 15 de janeiro de 2024 (R$ 4,8657). Na mínima do dia chegou a R$ 4,8857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um recuo de 1,19%, aos 181.909 pontos.

▶️ No exterior, os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (11), após indicações de que o presidente americano, Donald Trump, considera voltar a atacar o Irã. Segundo Trump, a resposta do país do Oriente Médio ao cessar-fogo é "totalmente inaceitável".

  • 🔎 Perto das 17h (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 2,80%, cotado a US$ 104,13. Já o WTI, referência nos EUA, avançava 2,71%, para US$ 98,01.

▶️ No Brasil, o destaque é o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. O relatório mostrou que os economistas elevaram pela nona semana a projeção para a inflação de 2026, de 4,89% para 4,91%.

▶️Já no noticiário corporativo, a Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, faz hoje sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na B3. É a primeira companhia a estrear na bolsa brasileira desde 2021.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,06%;
  • Acumulado do mês: -1,22%;
  • Acumulado do ano: -10,88%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,19%;
  • Acumulado do mês: -2,89%;
  • Acumulado do ano: +12,90%.
Novas projeções dos economistas

O mercado financeiro voltou a aumentar a previsão para a inflação no Brasil em 2026. Essa já é a nona alta seguida nas estimativas feitas por bancos e instituições financeiras.

A principal preocupação é a guerra no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo subir bastante nos últimos dias. Quando o petróleo fica mais caro, os combustíveis também podem subir, pressionando a inflação no Brasil.

Agora, a expectativa do mercado é que a inflação fique em 4,91% no ano que vem, acima da meta do Banco Central, que é de 3%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo assim, o mercado continua apostando em queda da taxa Selic nos próximos anos. Hoje, os juros básicos do país estão em 14,5% ao ano.

Os economistas também mantiveram a previsão de crescimento moderado da economia brasileira em 2026 e reduziram um pouco a estimativa para o dólar no fim do ano. (veja todas as projeções aqui)

Estreia na bolsa brasileira

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, estreia nesta segunda-feira na bolsa brasileira com o primeiro IPO da B3 desde 2021.

  • 🔎 IPO é a sigla para oferta pública inicial de ações — ou seja, quando uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa e abre espaço para investidores comprarem participação no negócio.

As ações da Compass são negociadas com o código PASS3. O preço foi definido em R$ 28 por ação, e a operação pode movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Após a estreia, o papel chegou a operar em alta no início do pregão, mas perdeu força ao longo da manhã. Por volta das 11h20, os papéis caíam 0,96%, cotados a R$ 27,73.

A empresa atua no setor de gás natural e energia, controlando negócios como a Comgás e operações de distribuição e infraestrutura de gás no Brasil.

Segundo analistas, a falta de IPOs nos últimos anos foi causada principalmente pelos juros altos no país, que tornaram investimentos em renda fixa mais atrativos e reduziram o interesse por ações.

EUA rejeitam proposta de paz do Irã

As negociações para encerrar a guerra entre EUA e Irã voltaram a travar depois que o presidente Donald Trump classificou como totalmente inaceitáveis as exigências apresentadas por Teerã.

O Irã quer o fim da guerra em todas as frentes, garantias de que não sofrerá novos ataques, suspensão de sanções econômicas, liberação de ativos congelados e reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

Teerã também aceita interromper temporariamente o enriquecimento de urânio, mas rejeita desmontar suas instalações nucleares.

Já os EUA querem limitar o programa nuclear iraniano, impedir que o país volte a ameaçar o Estreito de Ormuz e pressionam o Irã a interromper apoio a grupos armados da região, como Hezbollah e Hamas.

O novo impasse aumenta o risco de continuidade da guerra e já pressiona o preço do petróleo, que voltou a subir com o temor de impactos na oferta global de energia.

Mercados globais

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta, impulsionados pelos resultados corporativos de tecnologia.

Enquanto o Nasdaq subiu 0,10% na sessão, o S&P 500 e o Dow Jones avançaram 0,19% cada.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 612,79 pontos.

Entre as principais bolsas do velho continente, o índice FTSE 100, de Londres, avançou 0,36%, aos 10.269,43 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,05%, para 24.350,28 pontos. Já em Paris, o CAC 40 recuou 0,69%, aos 8.056,38 pontos.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta nesta segunda, puxadas pelas ações de tecnologia em meio ao otimismo com inteligência artificial (IA) e ao avanço das exportações do país.

O índice de Xangai subiu 1,08%, no maior nível em quase 11 anos, enquanto o CSI300 avançou 1,64%. Já o setor de semicondutores disparou 6,3%.

Em outros mercados da Ásia, a bolsa da Coreia do Sul saltou 4,32%, enquanto o Japão caiu 0,47% e Hong Kong teve leve alta de 0,05%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Dólar sobe e fecha a R$ 4,92 com leilão do BC e trégua no Oriente Médio; Ibovespa avança

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A moeda americana subiu 0,17%, cotada a R$ 4,9206. A bolsa de valores brasileira avançou 0,50%, aos 187.691 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Maio de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,9206. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,50%, aos 187.691 pontos.

O dia foi marcado pela intervenção do Banco Central, que realizou um leilão que funciona como uma espécie de compra de dólar no mercado futuro. Esse tipo de operação influencia a cotação da moeda e, em geral, tende a pressionar o dólar (leia mais abaixo). Além disso, investidores acompanharam o alívio no cenário da guerra no Oriente Médio.

▶️ Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira com a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Sinais de manutenção do cessar-fogo e declarações de Donald Trump sobre avanços nas negociações diminuíram o risco de um conflito maior entre os dois países.

  • 🔎 O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou 11%, cotado a US$ 98.

▶️Esse movimento acontece junto com a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial e um dos pontos centrais do atual coflito. Nesta manhã, autoridades do Irã afirmaram que a navegação voltou a ser segura após a suspensão de operações militares dos EUA na região.

▶️ Na agenda do dia, o destaque foi o setor de serviços no Brasil, que subiu de 50,1 em março para 52,3 em abril. Também saiu o fluxo cambial, de abril, indicador que mostra a entrada e saída de dólares no país, que ficou positivo em US$ 9,291 bilhões, revertendo a saída de US$ 6,350 bilhões registrada em março.

▶️ Ainda por aqui, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do programa Bom dia, Ministro e disse que o governo estuda incluir crédito para informais e ampliar o Desenrola para quem está em dia, mas paga juros altos, com possível lançamento nas próximas semanas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,63%;
  • Acumulado do mês: -0,63%;
  • Acumulado do ano: -10,35%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,20%;
  • Acumulado do mês: +0,20%;
  • Acumulado do ano: +16,49%.
Intervenção do BC faz dólar subir

Durante a manhã, o dólar abriu em queda, acompanhando um cenário externo mais tranquilo, e chegou a ser cotado na faixa de R$ 4,90. Ao longo do início do dia, porém, o movimento perdeu força e a moeda passou a oscilar sem uma direção clara, até fechar em alta.

Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, esse comportamento reflete a incerteza no cenário internacional, especialmente em relação à guerra no Irã. O dólar opera sem direção muito definida após o alívio da sessão de ontem, de olho nos desdobramentos da guerra no Irã, afirma.

Segundo a especialista, apesar de o ambiente externo indicar maior disposição ao risco neste momento, parte do movimento recente da moeda também está ligada à atuação do Banco Central. Nesse contexto, ela avalia que ajustes nas cotações ao longo do dia são esperados.

É natural alguma correção pontual, dado que o ambiente continua incerto.

Pouco antes das 9h30, a autarquia realizou um leilão de 10 mil contratos de swap reverso — uma operação no mercado futuro, onde são negociados contratos com base no preço do dólar —, com montante equivalente a US$ 500 milhões.

  • 🔎 Esse tipo de leilão funciona como se o BC estivesse comprando dólar nesse mercado futuro. Isso tende a puxar os preços desses contratos para cima.

Como esse mercado é o mais movimentado e serve de referência, o efeito acaba se espalhando e influencia também o dólar de verdade, negociado à vista, fazendo a cotação subir.

Outro ponto importante é que, desta vez, o BC não vendeu dólares no mercado à vista ao mesmo tempo — uma estratégia que costuma suavizar esse impacto. Ao atuar apenas no mercado futuro, o efeito de alta ficou mais evidente.

Mas por que o Banco Central faria isso? Em alguns momentos, a autoridade monetária pode ter interesse em evitar uma queda muito forte do dólar.

  • 💱 Isso porque uma moeda americana mais barata pode trazer efeitos indesejados, como desestimular exportações ou gerar movimentos bruscos no mercado financeiro.
  • 🏛️ Ao atuar, o BC busca reduzir oscilações mais intensas e manter um certo equilíbrio nas cotações.
Trégua no Oriente Médio

Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações.

Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas.

Entre os principais pontos em discussão estão:

  • suspensão temporária do programa nuclear iraniano;
  • redução das sanções impostas pelos EUA;
  • liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior;
  • diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço.

O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões.

Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem.

O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões.

  • 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços.

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito.

Mercados globais

Os índices em Wall Street atingiram máximas recordes nesta quarta-feira, ampliando os ganhos impulsionados pelo entusiasmo sustentado em torno da inteligência artificial e pela perspectiva de um acordo de paz entre os EUA e o Irã.

O Dow Jones subiu 1,24%, para 49.910,59 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,46%, a 7.365,03 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 2,03%, para 25.838,94 pontos.

Na Europa, o movimento também foi positivo. O índice STOXX 600 fechou em alta de 2,2%, a 623,25 pontos.

Entre as principais bolsas, o DAX, de Frankfurt, subiu 2,12%, a 24.918,69 pontos; o FTSE 100, de Londres, avançou 2,15%, a 10.438,66 pontos; e o CAC 40, de Paris, ganhou 2,94%, a 8.299,42 pontos.

Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

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