Prejuízo bilionário incluiria resultados da xAI, startup de IA de Elon Musk incorporada à SpaceX, segundo site; empresa se prepara para abrir capital --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Reuters Postado em 10 de Abril de 2.026 às 10h35m $.# Postagem - Nº 1.204#.$
Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 — Foto: Divulgação/SpaceX
A SpaceX, de Elon Musk,
que se prepara para abrir um IPO, registrou um prejuízo de quase US$ 5
bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões) em 2025, com receita superior a US$
18,5 bilhões, informou o site The Information na quinta-feira (9),
citando fontes.
🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa,
quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar
recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir
dívidas.
Segundo a reportagem, oprejuízo inclui os resultados da xAI,adquirida pela empresa em fevereiro. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da IA e da exploração espacial.
Procurada pela Reuters, a SpaceX não retornou aos contatos da agência
de notícias para comentar a informação do The Information.
A empresa entrou de forma confidencial com pedido de abertura de
capital nos Estados Unidos em março. No ano passado, teve lucro de cerca
de US$ 8 bilhões, com receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões,
segundo a Reuters.
A SpaceX busca uma listagem pública que pode avaliar a empresa em mais de US$ 1,75 trilhão.
Hoje ela é a empresa de lançamentos mais ativa do mundo e tem como
objetivo tornar viáveis as viagens interplanetárias. A companhia também
planeja implantar centros de dados de inteligência artificial em órbita.
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A moeda americana recuou 1,01%, negociada a R$ 5,1028. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 2,09%, aos 192.201 pontos. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 08/04/2026 09h00 Atualizado há 02 horas Postado em 08 de Abril de 2.026 às 11h00m $.# Postagem - Nº 1.203#.$
EUA e Irã acertam cessar-fogo de duas semanas com mediação do Paquistão
O dólar fechou em queda de 1,01% nesta quarta-feira (8), cotado a R$ 5,1028 — menor valor em dois anos. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0654. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 2,09%, aos 192.201 pontos, atingindo um novo recorde.
O movimento reflete o ânimo dos investidores após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos
e Irã. Apesar da fragilidade do acordo, a medida ajudou a reduzir parte
das tensões e influenciou o comportamento dos preços no mercado
internacional.
▶️
Um dos pontos centrais é que o cessar-fogo incluiu a reabertura do
Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo global. Isso gerou efeito imediato no preço da commodity, que despencou na noite de terça-feira.
🔎 Por volta das 16h desta quarta, o barril tipo Brent, referência global, recuava 11,06%, para US$ 97,18. Já o WTI, usado como referência nos EUA, caía14,25%, para US$ 96,86.
▶️ O cessar‑fogo temporário foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo governo do Irãe pelo primeiro‑ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador do acordo.
▶️
EUA e Irã foram convidados para negociações em Islamabad, capital do
Paquistão, na próxima sexta‑feira (10), em uma tentativa de avançar para
um acordo definitivo de paz. O formato final das conversas ainda depende da manutenção do cessar‑fogo.
▶️ A trégua previa que, durante duas semanas, EUA e Israel suspendessem ataques ao território iraniano.
Com os novos episódios, Ormuz voltou a ser fechado, e o Irã passou a
afirmar que o cessar-fogo foi rompido. Ainda assim, o dólar manteve a
queda e a bolsa seguiu em alta.
▶️ Além da questão geopolítica, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) indicou que parte dos dirigentes do banco central americano considera a possibilidade de elevar os juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que resolveu suspender temporariamente as ações militares após um pedido de autoridades do Paquistão, que atuam como mediadoras nas conversas entre os dois países.
De acordo com autoridades da Casa Branca, o acordo de trégua envolve
Israel. Veículos da imprensa israelense afirmaram ainda que o
cessar-fogo incluiria o Líbano.
Na noite de terça, Irã também confirmou o cessar-fogo temporário e indicou que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz.
Na manhã desta quarta-feira, porém, foram registrados ataques no
Líbano, em ilhas iranianas e em países do Golfo Pérsico. Com isso, o
Estreito de Ormuz, que havia sido liberado, voltou a ser fechado, e o
país passou a afirmar que o cessar-fogo foi rompido.
A ata da reunião de 17 e 18 de março do Federal Reserve (Fed) mostra
que parte dos dirigentes do banco central passou a considerar a
possibilidade de elevar os juros caso a inflação continue acima da meta
de 2%.
Segundo o documento, isso poderia ocorrer sobretudo se o conflito no
Oriente Médio mantiver os preços do petróleo pressionados.
“Alguns participantes julgaram haver um forte argumento”, diz a ata,
para indicar na comunicação oficial que “ajustes para cima na faixa da
meta para a taxa dos fundos federais podem ser apropriados se a inflação
permanecer em níveis acima da meta”.
Ao mesmo tempo, o documento aponta que a maioria dos dirigentes ainda
vê espaço para cortes de juros no cenário básico. Isso porque um
conflito prolongado poderia reduzir o crescimento econômico e
enfraquecer o mercado de trabalho.
“A
maioria dos participantes levantou a preocupação de que um conflito
prolongado no Oriente Médio poderia levar a um abrandamento ainda maior
nas condições do mercado de trabalho”, segundo o documento, indicando o
que poderia justificar reduções adicionais nos juros.
A ata também aponta que os técnicos do banco central passaram a ver
maior risco de crescimento mais fraco e inflação mais alta do que o
previsto anteriormente.
Entre os fatores citados estão os efeitos econômicos da guerra no
Oriente Médio, mudanças em políticas governamentais e o avanço da
inteligência artificial.
Mercados globais
Os principais índices deWall Street dispararam em meio à queda do preço do petróleo.
O Dow Jonessubiu 2,85%, aos 47.910,79 pontos, o S&P 500 avançou 2,51%, aos 6.782,96 pontos, e oNasdaq teve alta de 2,80%, aos 22.635,00 pontos.
Na Europa, os mercados fecharam com ganhos expressivos. O índice pan-europeuSTOXX 600 subiu 3,7%, para 612,32 pontos, registrando seu maior ganho diário em um ano.
As bolsas regionais também registraram alta, com o DAXda Alemanha subindo 4,7%, enquanto oCAC 40 da França ganhou 4,5%.
NaÁsia, os mercados também fecharam em alta. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 3,1%, para 25.893,02 pontos, enquanto o ShanghaiComposite, da China, avançou 2,7%, para 3.995,00 pontos.
O Nikkei 225, do Japão, terminou o pregão com alta de 5,4%, aos 56.308,42 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou ganho de 6,9%, aos 5.872,34 pontos.
A imagem de refúgio seguro para ricos e de paraíso das compras de luxo que Dubai havia construído levou um duro golpe quando mísseis e drones iranianos atingiram o país. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por France Presse 05/04/2026 03h00 Atualizado há 03 horas Postado em 05 de Abril de 2.026 às 06h00m $.# Postagem - Nº 1.202#.$
Shopping pouco baixo movimento em Dubai — Foto: Reprodução/TV Globo
Louis Vuitton, Dior, Louboutin... No 'Mall of the Emirates', em Dubai,
as lojas de luxo estão alinhadas umas ao lado das outras, quase
idênticas. Mas, após um mês de guerra no Oriente Médio, seus corredores
estão longe da agitação habitual e seus vendedores passam as horas quase
sem clientes.
"Não
se deve vir para Dubai neste momento. É perigoso, estamos em guerra.
Para mim é diferente, eu sou daqui; se eu morrer, morro com minha
família", diz uma das poucas clientes da Chanel, que prefere não se
identificar.
Os vendedores, impecavelmente vestidos com ternos, garantem que
receberam a ordem de não falar. Ainda assim, um deles descreve
brevemente o ambiente geral. "Claro que há menos clientes, mas isso se
nota sobretudo nos turistas; os locais continuam vindo. E, por sorte,
temos muita clientela local, aqui ninguém está em pânico".
A imagem de refúgio seguro para ricos expatriados e de paraíso das
compras de luxo que Dubai havia construído levou um duro golpe quando
mísseis e drones iranianos atingiram alguns de seus locais mais
emblemáticos no início do conflito desencadeado pela ofensiva dos
Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Os turistas fugiram, mas a indústria do luxo tenta se manter positiva.
"O sentimento predominante", passado o "espanto" dos últimos dias, "é de
que a situação é temporária, de que tudo será resolvido rapidamente",
afirma um agente do setor sob condição de anonimato.
Veja o momento em que hotel de luxo de Dubai é atingido por retaliação iraniana
Queda nas vendas
Entre 6% e 8% do faturamento mundial das grandes marcas de luxo vem do
Oriente Médio, segundo analistas da consultoria Bernstein.
Os especialistas estimam que as vendas de artigos de luxo em março
podem cair pela metade nesta região, sobretudo devido ao colapso do
turismo, tanto o de visitantes quanto o de passageiros em trânsito, com
os grandes aeroportos de Dubai, Doha e Abu Dhabi fechados ou operando de
forma reduzida.
Mais da metade das boutiques de luxo da região está localizada na
Arábia Saudita e nos Emirados. Entre elas, as que registram as melhores
vendas estão concentradas no Dubai Mall, outro gigantesco centro
comercial da cidade.
Com suas cascatas internas, seu aquário gigante, 1.200 lojas e mais de
110 milhões de visitantes por ano, este colosso da opulência ostenta o
título de lugar mais frequentado do planeta. Mas, em plena guerra, o
local perdeu seu ritmo frequente. Não se veem grupos de turistas, mas os
clientes habituais continuam ali.
Para não "gerar preocupações inúteis" ou prejudicar a "reputação" dos
Emirados, a incorporadora imobiliária Emaar proibiu as lojas de fechar
ou reduzir os horários de funcionamento.
Segundo analistas da Bernstein, os níveis de visitação "despencaram" e
várias marcas realocaram seus vendedores para tarefas de prospecção
on-line, uma estratégia que se mostrou eficaz, garantem, um cenário
semelhante como "durante a pandemia de Covid".
De acordo com um profissional do setor, o pior cenário seria que o
conflito se prolongasse com ataques esporádicos no Golfo, algo que
poderia comprometer de forma duradoura a atratividade de Dubai.
Cerca de 20 milhões de turistas visitaram Dubai no ano passado – uma
das principais atrações do emirado é o Burj Khalifa, edifício mais alto
do mundo — Foto: David Davies/empics/PA Wire/picture alliance via DW
Um ano após os anúncios do "Dia da Libertação", os fluxos de transações pelo planeta não são os mesmos. Dados comerciais mostram quais países ganharam, quais perderam — e quem está pagando a conta. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Deutsche Welle 04/04/2026 04h01 Atualizado há 02 horas Postado em 04 de Março de 2.026 às 06h00m $.# Postagem - Nº 1.201#.$
Trump durante anúncio do tarifaço em abril de 2025 — Foto: Carlos Barria/Reuters
Em 2 de abril de 2025, Donald Trump surpreendeu o mundo ao anunciar a "independência econômica" dos Estados Unidos, com a imposição de tarifas de importação a todos os países.
Desde então, o presidente americano tem se mostrado disposto a manter a
medida, mesmo com a Suprema Corte questionando a legalidade do
tarifaço.
A DW analisou dados comerciais sobre a origem das importações dos EUA
ao longo do último ano para entender os efeitos das tarifas de Trump.
Como o mundo vem se ajustando a essa nova ordem econômica? E quem está se beneficiando dessas mudanças?
2 de abril de 2025: Casa Branca anuncia as tarifas do "Dia da Libertação"
No anúncio do tarifaço, no chamado "Dia da Libertação", a Casa Branca
informou que todos os países — com algumas exceções devido a sanções e
acordos comerciais pré-existentes — seriam submetidos a uma sobretaxa
básica de 10% sobre todas as importações.
Além disso, 85 países que exportam mais para os EUA do que importam seriam alvo de tarifas mais altas, que chegavam a até 50%.
"Não acho que as pessoas esperavam que o governo dos EUA basicamente
declarasse uma guerra comercial contra o mundo inteiro", afirma Haishi
Li, economista da Universidade de Hong Kong, cuja pesquisa se concentra
em como tarifas e sanções afetam o comércio global.
O impacto foi imediato, e os mercados financeiros globais despencaram.
Enquanto Trump insistia publicamente que "as grandes empresas não estão
preocupadas com tarifas", o governo americano decidiu, em 9 de abril,
fazer uma pausa de 90 dias em todas as tarifas acima da taxa básica de
10%.
Durante essa suspensão, diversos parceiros comerciais, como União
Europeia, Vietnã e Reino Unido, correram para negociar acordos
comerciais na tentativa de reduzir as tarifas anunciadas. As negociações
com a China permaneceram tumultuadas nos meses seguintes, com rodadas
de ameaças de tarifas recíprocas que chegaram a até 125%.
Após múltiplas extensões de última hora da pausa de 90 dias, as tarifas
específicas por país entraram em vigor em 7 de agosto de 2025.
O Brasil acabou sendo penalizado com uma tarifa adicional de 40%. Isso
elevou para 50% a alíquota extra imposta às exportações brasileiras a
partir de 6 de agosto. A sobretaxa, porém, foi revertida por decisão do
próprio Trump no fim de novembro.
Início de 2025: importadores dos EUA fazem estoques prevendo tarifas
Mesmo antes de abril, já era claro que mudanças estavam a caminho. "As
tarifas vão nos deixar ricos pra caramba", declarou Trump ao iniciar seu
segundo mandato, em janeiro de 2025.
As empresas americanas entenderam o recado. Em uma corrida para encher
armazéns antes do aumento de custos, ampliaram drasticamente os pedidos e
trouxeram para o país, entre janeiro e março, um volume de bens 20%
maior do que a média de 2022 a 2024 — um salto equivalente a cerca de
184 bilhões de dólares (R$ 949 milhões).
Prevendo tarifas mais altas sobre barras de ouro, por exemplo, os EUA
importaram cerca de 50 vezes o volume habitual no início de 2025,
totalizando aproximadamente 72 bilhões de dólares (R$ 371 bilhões) —
principalmente da Suíça, mas também de fornecedores menos tradicionais,
como Uzbequistão, Filipinas e Zimbábue.
Grandes fabricantes em toda a Ásia também registraram fortes altas, com
Taiwan, Vietnã e Índia exportando volumes acima do normal para os Estados Unidos nesse período.
Abril a julho de 2025: empresas americanas migram para países com tarifas mais baixas
O período de suspensão implementado em 9 de abril deu aos importadores
americanos uma janela de três meses para se adaptar à nova situação.
Um estudo de Haishi Li e colegas constatou que as empresas tentaram
deslocar suas cadeias de suprimentos para países com menor risco
tarifário. "As importações se comportaram como a água, fluindo de países
com tarifas altas para países com tarifas baixas", disse Li à DW.
Nenhum país sofreu uma redução maior do que a China, que enfrentou as
ameaças tarifárias mais altas e voláteis. Entre abril e julho de 2025,
os EUA importaram 66 bilhões de dólares a menos da China do que nos anos
anteriores.
O Canadá, que enfrentou ameaças de tarifas de 25%, também registrou uma
queda significativa de 24 bilhões de dólares. No entanto, o país parece
ter compensado essa redução ao ajustar seu comércio com outros
parceiros: no total, as exportações canadenses em 2025 ficaram apenas
1,6 bilhão abaixo das de 2024.
"Os países que mais se beneficiaram do tarifaço foram os 'países dos
10%', como Austrália e várias nações da América Latina", aponta Haishi
Li.
Mas algumas nações sujeitas a taxas elevadas também registraram forte
aumento nas exportações para os EUA: Vietnã, Tailândia e Taiwan
enfrentaram algumas das chamadas "tarifas recíprocas" mais altas — 46%,
36% e 34%, respectivamente — e, ainda assim, os EUA registraram um
acréscimo de 34 bilhões de dólares em importações de Taiwan apenas entre
abril e julho.
"Os importadores americanos buscaram países que pudessem servir como
substitutos para a China", explica o economista da Universidade de Hong
Kong.
Muitos fabricantes em Taiwan e no Vietnã já mantinham laços fortes com
empresas dos EUA, reforçados durante a disputa comercial com a China no
primeiro mandato de Trump, o que já havia deslocado parte da produção e
das cadeias de suprimentos para essas e outras economias asiáticas.
Americanos arcam com maior parte dos custos
Até agora, a medida não trouxe a produção de volta para os Estados Unidos,
afirma Alex Durante, economista-sênior do think tank americano Tax
Foundation, que analisou o impacto doméstico do tarifaço de Trump.
"O último ano foi bastante ruim para a indústria e para o emprego", diz
ele à DW. "Os setores que estão crescendo tendem a ser aqueles
relativamente protegidos das tarifas, devido a isenções como as
concedidas a computadores e produtos ligados à inteligência artificial."
Mesmo com a mudança na origem das compras, o valor total das
importações voltou ao normal pouco depois do anúncio do "Dia da
Libertação", em 2 de abril.
Um dos números que mais cresceram foi a arrecadação alfandegária dos
EUA. Em 2025, o Tesouro americano recolheu 287 bilhões de dólares em
tarifas e impostos, aproximadamente o triplo do registrado em anos
anteriores. Dados preliminares indicam que 2026 deve ultrapassar esse
total.
Essa arrecadação representou cerca de 5% de todos os impostos coletados nos Estados Unidos
em 2025. Estudos mostram que as tarifas mais altas têm sido pagas quase
integralmente pelos importadores americanos, e não por exportadores
estrangeiros.
Como resultado, os consumidores dos EUA acabaram arcando com a maior parte dos custos.
"Estimamos que as tarifas custaram, na prática, cerca de mil dólares
por domicílio americano em 2025", afirma Alex Durante, da Tax
Foundation. "Esse é o efeito cumulativo de as empresas aumentarem
preços, reduzirem investimentos, cortarem empregos ou diminuírem
salários para se ajustar às tarifas."
Incerteza assombra exportadores
No cenário internacional, os meses desde agosto de 2025 têm sido
marcados por acordos comerciais fechados às pressas — e desfeitos com a
mesma rapidez —, além de novas rodadas de ameaças tarifárias
direcionadas a países ou grupos específicos de produtos.
O comércio global, afirma Haishi Li, tornou-se muito mais incerto. "Se
você perguntar a acadêmicos, formuladores de políticas nos EUA ou a
qualquer pessoa o que vai acontecer neste ano, acredito que ninguém
saiba responder", diz o economista.
O choque mais recente nesse equilíbrio já frágil do sistema tarifário
dos EUA veio com a decisão da Suprema Corte, em fevereiro, que derrubou a
base legal das tarifas do "Dia da Libertação".
Com uma nova alíquota geral de 15% em vigor e o governo americano
aparentemente determinado a encontrar outras formas de aplicar tarifas
mais altas, exportadores e importadores tentam prever o que os próximos
meses trarão.
Para se adaptar a essa incerteza, diz Haishi Li, os governos podem
priorizar o apoio a empresas que busquem novos mercados fora dos EUA.
"Se conseguirem diversificar suas cadeias de suprimentos, isso as
tornará mais resilientes — o que pode ser um ponto positivo em meio a
esse cenário", finaliza.