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sábado, 26 de setembro de 2026

Tarifas, investimentos e terras raras: Trump e Xi Jinping chegam a acordos após encontro na ONU

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Presidentes dos EUA e da China também discutiram inteligência artificial, guerras e comércio internacional.
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Por Jornal Nacional

Postado em 26 de Setembro de 2.026 às 10h00m

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EUA e China anunciam acordo de redução de tarifas
EUA e China anunciam acordo de redução de tarifas

Um dia depois do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, a Casa Branca divulgou os resultados da reunião. Os dois países chegaram a um consenso sobre um tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em produtos não estratégicos de cada lado e criaram um conselho para discutir investimentos.

Segundo a Casa Branca, entre as exportações americanas beneficiadas estão produtos agrícolas, peixes e frutos do mar, madeira, cosméticos e dispositivos médicos. Entre os produtos chineses estão eletrônicos, brinquedos, decorações de festas e cadeirinhas infantis para carros.

EUA e China criam conselho de investimentos

Donald Trump e Xi Jinping. — Foto: Reprodução/TV Globo
Donald Trump e Xi Jinping. — Foto: Reprodução/TV Globo

Os dois países também estabeleceram um Conselho de Investimentos. O grupo terá como missão discutir possíveis oportunidades de investimento e obstáculos relacionados aos negócios entre os dois lados.

A proposta também cria um canal estruturado para que EUA e China tratem de questões relacionadas a investimentos consideradas relevantes para os dois países.

Os minerais críticos também entraram na pauta da reunião.

A China controla 70% da extração e 90% do processamento mundial de terras raras. No passado, o país usou essa posição para pressionar os Estados Unidos a recuarem na guerra comercial.

Segundo a Casa Branca, os dois lados continuarão trabalhando para resolver preocupações americanas relacionadas à falta de terras raras e outros minerais críticos. O objetivo é que as remessas chinesas voltem a níveis considerados adequados pelos Estados Unidos.

Inteligência artificial

Apesar de a inteligência artificial estar entre os principais assuntos da reunião, o avanço anunciado pelos dois países foi a criação de um diálogo sobre os riscos e benefícios da tecnologia.

EUA e China também concordaram em criar um canal específico para tratar de incidentes envolvendo inteligência artificial.

Nesta quinta-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos estão à frente da China no desenvolvimento da tecnologia e que não pretende desacelerar o ritmo.

“Os Estados Unidos não vão pisar no freio. Quando se está na liderança, não se abre o jogo para o outro”, disse Trump.

O presidente americano afirmou ainda que os Estados Unidos estão à frente da China por um ano, um ano e meio ou até dois anos, segundo diferentes estimativas.

A Casa Branca informou que Trump e Xi também discutiram as guerras na Ucrânia e no Irã.

Segundo o governo americano, os dois concordaram que o Irã jamais poderá ter armas nucleares e que nenhum país ou instituição poderá impor taxas em vias de navegação internacionais.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que a visita abriu um novo capítulo na relação entre China e Estados Unidos, preservou a estabilidade dos laços bilaterais e terá impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundiais.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Embraer entrega o primeiro avião C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão

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Aeronave é produzida em Gavião Peixoto (SP), onde ocorreu evento de entrega nesta sexta-feira (25). Uzbequistão se torna o primeiro operador do C-390 Millennium na Ásia Central.
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Por g1 São Carlos e Araraquara

 Postado em 25 de Setembro de 2.026 às 15h35m

.$.#  Postagem -  Nº     1.318 #.$. 

C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) — Foto: Embraer/Divulgação
C-390 Millennium é ntregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) — Foto: Embraer/Divulgação 

A Embraer entregou nesta sexta-feira (25) a primeira aeronave de transporte multimissão C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão durante uma cerimônia realizada nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

A entrega contou com a presença do Major-General Akhmad Jamolovich Burkhonov, Comandante da Força Aérea, e Olimkhon Bakiyevich Rustamov, diretor da empresa estatal "O‘ztextreyd", representando a República do Uzbequistão.

O contrato, assinado no final de 2024, também inclui um pacote de treinamento e suporte, além do fornecimento de peças de reposição.

O Uzbequistão se torna o primeiro operador do C-390 Millennium na Ásia Central, assinalando um marco importante nos esforços do país para modernizar e fortalecer capacidades de mobilidade aérea. 

Cargueiro militar da Embraer faz voo inaugural em Gavião Peixoto
Cargueiro militar da Embraer faz voo inaugural em Gavião Peixoto

"A entrega do primeiro C-390 Millennium representa um passo significativo para a modernização da Força Aérea do Uzbequistão. O desempenho excepcional, a versatilidade e as capacidades multimissão da aeronave nos permitirão executar uma ampla gama de missões com maior eficiência e prontidão. Estamos ansiosos para introduzir esta plataforma de última geração em serviço e fortalecer ainda mais nossas capacidades operacionais", disse o Major-General Akhmad Jamolovich Burkhonov, Comandante da Força Aérea do Uzbequistão.

"Estamos honrados em entregar o primeiro C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão e dar as boas-vindas ao Uzbequistão à crescente comunidade de operadores do C-390 no mundo todo", disse Bosco da Costa Júnior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. 

"A escolha do C-390 confirma seu status como a solução de mobilidade aérea mais avançada disponível atualmente. Essa entrega reforça nosso compromisso de apoiar o Uzbequistão com capacidade incomparável e flexibilidade operacional para as próximas décadas."

Com essa primeira entrega, o Uzbequistão se junta a um grupo crescente de nações que operam o C-390 Millennium, reforçando a posição da aeronave como o novo padrão no transporte aéreo tático de médio porte.

Avião C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) — Foto: Embraer/DivulgaçãoAvião C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) — Foto: Embraer/Divulgação

C-390 Millennium

O C-390 Millennium, construído e projetado no século 21, é a aeronave de transporte militar mais moderna de sua categoria.

  • Ele pode transportar mais carga útil (26 toneladas) do que outras aeronaves militares de transporte de médio porte, voando mais rápido (470 nós) e mais longe.
  • É capaz de executar uma ampla gama de missões, incluindo transporte de carga e tropas, lançamentos de equipamentos e pessoal, evacuação médica, busca e salvamento (SAR), combate a incêndios e missões humanitárias, operando a partir de pistas temporárias ou não pavimentadas.
  • Quando equipado com sistema de reabastecimento aéreo (AAR) de instalação rápida, pode atuar tanto como tanque, quanto como receptor.

Além da Força Aérea Brasileira, a aeronave multimissão de última geração foi selecionada pelas forças aéreas de Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, República do Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Colômbia e Lituânia.

O C-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas das forças aéreas em todo o mundo com interoperabilidade entre seus operadores. 

C-390 vai equipar a força aérea da Coreia do Sul
C-390 vai equipar a força aérea da Coreia do Sul 

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

OCDE cita ‘demanda interna resiliente’ e eleva previsão do PIB brasileiro em 2026

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Organização elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento do país neste ano, mas reduziu de 2,1% para 1,9% a estimativa para 2027.
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Setembro de 2.024 às 14h10m
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Crescimento das cidades impulsiona economia e traz novos desafios
Crescimento das cidades impulsiona economia e traz novos desafios

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026.

A entidade agora estima uma alta de 2%, contra 1,6% projetados em junho. Para 2027, porém, a previsão foi reduzida: passou de 2,1% para 1,9%.

O novo relatório, divulgado nesta quarta-feira (23), mostra que o Brasil está entre as economias emergentes do G20 que vêm conseguindo sustentar o crescimento apesar dos choques provocados pela guerra no Oriente Médio e pela alta dos preços de energia.

O que explica a revisão para o Brasil

Segundo a OCDE, o crescimento de países como Brasil, Índia e Indonésia tem sido sustentado por uma “demanda doméstica resiliente”.

Na prática, isso significa que a economia continuou girando mesmo diante dos choques externos, com consumo e investimentos mantendo força.

No caso brasileiro, a organização também cita políticas de Estado que ajudaram a amortecer o impacto dos preços mais altos da energia sobre famílias e empresas.

A OCDE destacou ainda o comportamento dos juros. O Brasil é uma exceção entre os países do G20: desde março, a taxa básica caiu mais de 1 ponto percentual, enquanto vários outros países elevaram seus juros no mesmo período.

Para os próximos meses, a entidade projeta novas reduções dos juros no Brasil, à medida que a inflação desacelera.

Tabela mostra crescimento do PIB de economias globais — Foto: g1
Tabela mostra crescimento do PIB de economias globais — Foto: g1

E o crescimento mundial?

Para a economia global, a OCDE também melhorou a previsão para 2026. A estimativa passou de 2,8% para 2,9%.

A entidade afirma que a economia mundial conseguiu absorver melhor do que o esperado os efeitos do conflito no Oriente Médio. Estoques de petróleo, aumento da oferta de energia fora da região do Golfo e medidas de apoio dos governos ajudaram a limitar o impacto do choque.

Outro fator citado foi o avanço dos investimentos relacionados à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, por exemplo, investimentos em data centers e equipamentos de tecnologia ajudaram o resultado do PIB no segundo trimestre. O aumento da produção desses equipamentos também beneficiou países como China, Japão e Coreia do Sul, que são importantes fornecedores de componentes tecnológicos.

Mas há riscos pela frente

Apesar da melhora na previsão para 2026, a organização vê riscos para o crescimento nos próximos meses.

A alta dos preços de energia deve continuar pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra das famílias. A OCDE também prevê que o crescimento mundial perca força no fim de 2026 e no início de 2027, antes de uma recuperação gradual caso o conflito no Oriente Médio seja resolvido.

No caso da inteligência artificial, a organização alerta que os investimentos atuais estão baseados em expectativas de ganhos elevados no futuro. Se esses retornos demorarem mais do que o esperado ou forem menores, o ritmo dos investimentos pode perder força.

Bandeira do Brasil hasteada em máquina agrícola na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1
Bandeira do Brasil hasteada em máquina agrícola na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1

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Formalização bate recorde, mas 65% dos empregadores e autônomos ainda não têm CNPJ, diz IBGE

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Pesquisa mostra diferenças por sexo, região, escolaridade e atividade econômica; Sul tem maior proporção de trabalhadores com CNPJ.
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Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Setembro de 2.026 às 10h25m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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O autônomo pode exercer atividade por conta própria, sem relação de trabalho com empresas. — Foto: Reprodução/Unsplash
O autônomo pode exercer atividade por conta própria, sem relação de trabalho com empresas. — Foto: Reprodução/Unsplash

A formalização entre empregadores e trabalhadores por conta própria atingiu recorde em 2025: 35% tinham empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ante 24% em 2012, primeiro ano da série histórica.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).

O avanço foi puxado principalmente pelos trabalhadores por conta própria. Nesse grupo, a cobertura de CNPJ passou de 15% em 2012 para 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica.

O levantamento mostra ainda que, pela primeira vez, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo possuía CNPJ.

Entre os empregadores, a taxa de formalização também cresceu, passando de 75,6% para 81,1% no mesmo período. Os dados revelam diferenças importantes por sexo, região, atividade econômica e nível de instrução. (veja os comparativos abaixo)

  • ➡️ Os comparativos históricos desconsideram 2020 e 2021, já que a pandemia de Covid-19 comprometeu a coleta e a divulgação dos dados nesses anos.
Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ — Foto: Arte g1
Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ — Foto: Arte g1

Mulheres têm maior cobertura de CNPJ que homens

Em 2025, 36,7% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria tinham CNPJ, contra 34,2% dos homens.

A diferença de 2,5 pontos percentuais aumentou em relação ao início da série. Em 2012, 24,4% das mulheres e 23,8% dos homens tinham empreendimento registrado, diferença de 0,6 ponto percentual.

A maior distância entre os sexos foi registrada em 2022, quando a cobertura chegou a 36,1% entre as mulheres e 33,1% entre os homens, diferença de 3 pontos percentuais.

Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ por sexo — Foto: Arte g1
Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ por sexo — Foto: Arte g1

Sul tem maior proporção de trabalhadores com CNPJ

A cobertura de CNPJ também varia entre as regiões do país. Em 2025, o Sul apresentou a maior taxa, de 46,7%, seguido por Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 41,6%. No Brasil, o percentual foi de 35%. As menores taxas foram registradas no Nordeste (20,1%) e no Norte (15,6%).

O Centro-Oeste teve o maior crescimento desde 2012: a proporção passou de 27,3% para 41,6%, alta de 14,3 pontos percentuais. No Sudeste e no Sul, o avanço foi de 11,2 pontos; no Nordeste, de 8,3 pontos; e no Norte, de 3,6 pontos.

  • ➡️Brasil: de 24,0% para 35,0% (+11,0 p.p.)
  • ➡️Centro-Oeste: de 27,3% para 41,6% (+14,3 p.p.), maior crescimento do período
  • ➡️Sul: de 35,5% para 46,7% (+11,2 p.p.), maior proporção do país em 2025
  • ➡️Sudeste: de 30,4% para 41,6% (+11,2 p.p.)
  • ➡️Nordeste: de 11,8% para 20,1% (+8,3 p.p.)
  • ➡️Norte: de 12,0% para 15,6% (+3,6 p.p.)

Comércio e serviços têm maiores taxas

Entre os trabalhadores por conta própria, a maior cobertura de CNPJ em 2025 foi registrada no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com 36,7%.

Na sequência aparecem os serviços (33,5%), a indústria geral (22,8%) e a construção (14,8%). A menor taxa foi registrada na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 6,5%.

A construção apresentou um dos maiores avanços no período. A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ passou de 3,9% em 2012 para 14,8% em 2025, alta de 10,9 pontos percentuais.

Trabalhadores por conta própria com CNPJ, por atividade (%)

Atividade 2012 (%) 2016 (%) 2019 (%) 2024 (%) 2025 (%)
Total 15 18,8 20,2 25,7 27,1
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 4,3 4,1 7,1 7,2 6,5
Indústria geral 13,8 17,1 18,1 23,4 22,8
Construção 3,9 7,4 10 15,2 14,8
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas 25,8 28,3 28,7 33,2 36,7
Serviços 21,4 26,8 25,1 31,5 33,5

Entre os empregadores, o comércio também apresentou a maior cobertura, de 88,2%, seguido por serviços (86,4%) e indústria (84,3%). Na construção, a taxa foi de 58,2%.

A agricultura teve novamente a menor proporção, com 32,7% dos empregadores registrados no CNPJ.

A construção foi o segmento que mais avançou entre os empregadores: passou de 36,4% em 2012 para 58,2% em 2025, alta de 21,8 pontos percentuais.

Empregadores com CNPJ, por atividade (%)

Atividade 2012 (%) 2016 (%) 2019 (%) 2024 (%) 2025 (%)
Total 75,6 82,1 80,5 80 81,1
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 28,1 35,5 35 32,1 32,7
Indústria geral 80,7 88,9 83,1 83,4 84,3
Construção 36,4 57,8 54 55,7 58,2
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas 88,9 89,5 89,7 88,9 88,2
Serviços 80,9 85,8 84,7 84,5 86,4

A cobertura também aumenta conforme o nível de instrução. Em 2025, 50,8% dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinham CNPJ, o maior percentual da série histórica e a primeira vez em que a taxa ultrapassou 50%.

Entre aqueles com ensino médio completo e superior incompleto, a proporção foi de 29,7%. Já entre os que tinham ensino fundamental completo e médio incompleto, ficou em 18,6%.

A menor taxa foi registrada entre trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto: 11,1%. A diferença entre os grupos de maior e menor escolaridade chegou a 39,7 pontos percentuais.

O crescimento também foi maior entre os trabalhadores com ensino superior. Em 2012, 42,5% desse grupo tinha CNPJ. Em 2025, eram 50,8%, avanço de 8,3 pontos percentuais.

Veja abaixo a evolução da formalização entre trabalhadores por conta própria, por escolaridade (2012-2025):

  • 🎓 Superior completo: de 42,5% para 50,8% (+8,3 p.p.), maior crescimento entre os níveis de instrução.
  • 📚 Ensino médio completo e superior incompleto: de 23,3% para 29,7% (+6,4 p.p.).
  • 🎒 Ensino fundamental completo e médio incompleto: de 13,2% para 18,6% (+5,4 p.p.).
  • ➡️ Sem instrução e fundamental incompleto: de 7,2% para 11,1% (+3,9 p.p.).

Trabalhadores por conta própria com CNPJ, por escolaridade (%)

Nível de instrução 2012 (%) 2019 (%) 2022 (%) 2024 (%) 2025 (%)
Total 15 20,2 26,2 25,7 27,1
Sem instrução e fundamental incompleto 7,2 9,9 12,9 11 11,1
Ensino fundamental completo e médio incompleto 13,2 15,8 19,5 18,9 18,6
Ensino médio completo e superior incompleto 23,3 24,8 30,8 29 29,7
Superior completo 42,5 42,3 49,3 48,4 50,8

Entre os empregadores, o padrão também aparece. Em 2025, 91,8% daqueles com ensino superior completo tinham CNPJ, contra 81,8% entre os que tinham ensino médio completo e superior incompleto.

A taxa foi de 70,7% entre empregadores com ensino fundamental completo e médio incompleto e de 52,7% entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.

Empregadores com CNPJ, por escolaridade (%)

Nível de instrução 2012 (%) 2019 (%) 2022 (%) 2024 (%) 2025 (%)
Total 75,6 80,5 80,8 80 81,1
Sem instrução e fundamental incompleto 49,4 56 56,8 51,9 52,7
Ensino fundamental completo e médio incompleto 69,1 75,7 73,3 69,2 70,7
Ensino médio completo e superior incompleto 80,5 83,1 82,4 81,9 81,8
Superior completo 90,5 90,4 90,8 90,2 91,8

Segundo William Kratochwill, analista de pesquisas do IBGE, a relação entre escolaridade e registro no CNPJ está ligada ao próprio processo de estruturação dos negócios.

“Quanto maior o nível de instrução, mais preparada a pessoa está para o mercado e mais ela entende as vantagens e as dificuldades de ter ou não ter um registro. Isso pode facilitar as operações, a compreensão dos custos, a precificação e o funcionamento do negócio.”

Para ele, a baixa cobertura entre trabalhadores por conta própria também reflete o perfil de parte desse grupo, formado por pessoas que estão começando um empreendimento ou que passaram a trabalhar por conta própria após perder uma ocupação.

“À medida que essas pessoas adquirem conhecimento e o negócio se estrutura, elas podem passar da condição de conta própria para a de empregador, contratando outras pessoas e mudando de patamar”, afirma.

Kratochwill ressalta que, apesar do avanço, a proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ ainda é baixa.

“É óbvio que 27,1% é um valor baixo. O que se espera são valores bastante elevados, porque há uma série de benefícios e contribuições para a economia que o registro pode trazer.”

O pesquisador também afirma que a PNAD Contínua não permite identificar se o avanço dos registros está relacionado ao fenômeno da pejotização.

Na PNAD ainda não temos informações sobre pejotização que possam dar subsídio para uma afirmação desse tipo. É possível que o registro seja uma forma utilizada pelas empresas para reduzir custos, mas não temos elementos, nesta pesquisa, para afirmar que isso está acontecendo.
— William Kratochwill, analista de pesquisas do IBGE

Os dados do IBGE mostram que o crescimento da cobertura de CNPJ foi mais expressivo entre os trabalhadores por conta própria.

Nesse grupo, a taxa aumentou 12,1 pontos percentuais, de 15% em 2012 para 27,1% em 2025. Ainda assim, 72,9% dos trabalhadores por conta própria não tinham CNPJ no ano passado.

Entre os empregadores, a cobertura já era elevada no início da série e avançou 5,5 pontos percentuais, passando de 75,6% para 81,1%.

Empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ (%) — Foto: Arte g1
Empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ (%) — Foto: Arte g1

Os números mostram que o registro no CNPJ se tornou mais comum entre diferentes grupos de trabalhadores ao longo dos últimos 13 anos, mas permanece desigual conforme a região, a atividade econômica, o sexo e o nível de escolaridade.

A pesquisa mostra, portanto, um avanço do registro no CNPJ entre trabalhadores por conta própria e empregadores, mas também revela que a cobertura ainda é bastante desigual entre os diferentes perfis de trabalhadores.

Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda 
Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda 

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