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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Como o Irã pode retaliar caso sofra um ataque dos Estados Unidos?

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Fechamento do Estreito de Ormuz é a principal ameaça, o que pode fazer com que o preço do petróleo dispare e cause uma recessão mundial
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Mostafa Salem, da CNN
21/02/26 às 12:40 | Atualizado 21/02/26 às 12:40
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 13h40m
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Pessoas caminham por Teerã, no Irã  • 02/01/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Por quase meio século, o Irã se preparou para uma guerra com os Estados Unidos. Incapaz de igualar o poderio militar americano, Teerã concentrou-se em maneiras de impor custos elevados que poderiam abalar o Oriente Médio e a economia global.

Mesmo com as negociações com o Irã em andamento, os militares dos EUA estão prosseguindo com um significativo aumento de recursos aéreos e navais no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, insinuou uma mudança de regime e alertou que poderia atacar o Irã, alimentando temores de uma guerra mais ampla.

Apesar de ter sido significativamente enfraquecido pelos ataques israelenses e americanos no ano passado e pela crescente agitação interna recente, o regime iraniano mantém uma série de opções de retaliação, segundo especialistas.

Dentre elas, o país considera desde atacar interesses dos EUA e de Israel até mobilizar grupos aliados e buscar perturbações econômicas que poderiam desencadear uma crise global.

A forma como Teerã escolherá usar as ferramentas à sua disposição dependerá do nível de ameaça que perceber estar enfrentando.

O regime tem muitas capacidades para usar se encarar isso como uma guerra existencial, disse Farzin Nadimi, pesquisador sênior do Washington Institute especializado em segurança e defesa do Irã.

"Se eles encararem isso como uma guerra final, poderão usar todos os seus recursos", completou.

Leia Mais

Acredita-se que o Irã possua milhares de mísseis e drones ao alcance das tropas americanas estacionadas em diversos países do Oriente Médio e ameaçou atacá-las, assim como Israel.

Em junho do ano passado, após Israel lançar um ataque surpresa contra o Irã, a República Islâmica retaliou disparando onda após onda de mísseis balísticos e drones contra o país, causando danos ao contornar as sofisticadas defesas aéreas israelenses.

Autoridades iranianas afirmam que grande parte dos estoques usados ​​naquela guerra foi reabastecida, e autoridades americanas acreditam que essas armas testadas em combate, assim como os antigos caças russos e americanos, continuam a representar uma ameaça.

O drone suicida Shahed do Irã, por exemplo, provou ser uma ferramenta destrutiva na guerra da Rússia na Ucrânia. O regime iraniano também desenvolveu, testou ou implantou mais de 20 tipos de mísseis balísticos, incluindo sistemas de curto, médio e longo alcance capazes de atingir alvos até mesmo no sul da Europa.

Drones de ataque Shahed em um caminhão sem identificação em uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024 • Fred Pleitgen/CNN
Drones de ataque Shahed em um caminhão sem identificação em uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024 • Fred Pleitgen/CNN

Temos de 30 a 40 mil soldados americanos estacionados em oito ou nove instalações naquela região, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, no mês passado. Todos estão ao alcance de uma série de milhares de drones iranianos e mísseis balísticos iranianos (de curto alcance) que ameaçam nossa presença militar.

Dois oficiais americanos disseram à CNN que as capacidades militares de Teerã, mesmo que em número muito inferior e muito mais antigas do que os modernos sistemas americanos, tornam um ataque decisivo dos EUA contra o país muito mais difícil.

Teerã tem repetidamente alertado que retaliaria contra os aliados dos EUA na região caso fosse atacada.

Quando bombardeiros americanos atacaram instalações nucleares iranianas no verão, o Irã lançou um ataque com mísseis sem precedentes no Catar, visando a Base Aérea de Al-Udeid, a maior instalação militar americana no Oriente Médio.

Mobilizando grupos de apoio

Nos últimos dois anos, Israel tem atacado a rede regional de grupos apoiados pelo Irã, reduzindo significativamente a capacidade do regime de projetar poder além das fronteiras.

Ainda assim, esses grupos juraram defender a República Islâmica. Grupos iraquianos como o Kataeb Hezbollah e o Harakat al-Nujaba — milícias que já atacaram forças americanas no passado —, bem como o libanês Hezbollah, afirmaram que prestarão auxílio ao Irã caso seja atacado.

No mês passado, Abu Hussein al-Hamidawi, comandante do Kataeb Hezbollah, convocou os lealistas do Irã em todo o mundo… a se prepararem para uma guerra total em apoio à República Islâmica.

Apesar das ameaças, os grupos apoiados pelo Irã enfrentam limitações. No Líbano, o outrora formidável Hezbollah foi significativamente enfraquecido após 13 meses de conflito com Israel e agora enfrenta uma campanha interna de desarmamento.

No Iraque, as milícias apoiadas pelo Irã são poderosas, mas também enfrentam obstáculos impostos por um governo central que sofre crescente pressão dos EUA para conter a influência iraniana.

Os Houthis no Iêmen tem sido alvo tanto de Israel quanto dos EUA, mas continua sendo um dos representantes mais destrutivos do Irã e já indicou que defenderá seu patrono.

No final de janeiro, os Houthis divulgaram um vídeo mostrando imagens de um navio em chamas, acompanhado da simples legenda: "Em breve".

Com o apoio iraniano nos últimos anos, o grupo atacou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Israel, bem como navios americanos no Mar Vermelho.

Guerra econômica

O Irã alertou repetidamente que uma guerra contra ele não se limitaria ao Oriente Médio, mas enviaria ondas de choque por todo o mundo. Embora militarmente inferior, Teerã tem vantagem em sua capacidade de perturbar os mercados de energia e o comércio global a partir de uma das regiões mais estrategicamente sensíveis do mundo.

O Irã, um dos maiores produtores de energia do mundo, está situado no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima por onde fluem mais de um quinto do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito.

Estreito de Ormuz - Irã • Arte: CNN Brasil
Estreito de Ormuz - Irã • Arte: CNN Brasil

O regime ameaçou fechá-lo caso seja atacado — uma perspectiva que, segundo especialistas, poderia fazer os preços dos combustíveis dispararem muito além das fronteiras do Irã e desencadear uma recessão econômica global.

Especialistas afirmam que atacar a economia global através do estreito pode ser uma das opções mais eficazes do Irã. É também a mais perigosa devido ao seu amplo impacto.

Um fechamento prolongado do estreito representaria um cenário perigoso, disse Umud Shokri, estrategista de energia baseado em Washington, D.C. e pesquisador visitante sênior da Universidade George Mason.

Mesmo interrupções parciais poderiam provocar aumentos acentuados nos preços, interromper as cadeias de suprimentos e amplificar a inflação mundial. Em tal cenário, uma recessão global seria um risco real", acrescentou Shokri.

Tal medida provavelmente seria o último recurso do Irã, pois prejudicaria gravemente o próprio comércio e o de países árabes vizinhos, muitos dos quais pressionaram Trump contra um ataque e prometeram não permitir que Washington acesse seu território para um ataque iraniano.

O Irã afirma ter bases navais subterrâneas ao longo da costa do país, com dezenas de lanchas de ataque rápidas prontas para serem mobilizadas nas águas do Golfo Pérsico.

As forças armadas passaram três décadas construindo sua própria frota de navios e submarinos, com a produção intensificada nos últimos anos em antecipação a um possível confronto naval.

O vice-almirante aposentado Robert Harward, ex-SEAL da Marinha dos EUA e vice-comandante do Comando Central dos EUA, afirmou que as capacidades navais iranianas e seus aliados representam um desafio para a navegação no Estreito de Ormuz, quepode ser resolvido muito rapidamente.

Mas ferramentas assimétricas, como minas, drones e outras táticas, podem representar um desafio para a navegação e o fluxo de petróleo, disse ele.

A capacidade do Irã de interromper o transporte marítimo global e abalar a economia mundial tem precedentes históricos.

No final de uma longa guerra com o Iraque, na década de 1980, o Irã instalou minas marítimas no Golfo Pérsico, inclusive perto do estreito, uma das quais quase afundou o navio USS Samuel B. Roberts em 1988, enquanto este escoltava petroleiros kuwaitianos durante o que ficou conhecido como a "Guerra dos Petroleiros".

Em 2019, vários petroleiros foram atingidos no Golfo de Omã durante o aumento das tensões entre o Irã e as nações árabes do Golfo, após a retirada de Trump do acordo nuclear com o Irã. Acredita-se amplamente que o Irã tenha sido o responsável.

Mais recentemente, durante a guerra entre Israel e Hamas, os houthis interromperam o transporte marítimo comercial no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, por onde passa cerca de 10% do comércio marítimo mundial.

Juntamente com a capacidade do Irã de ameaçar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, Teerã exerce um poder desproporcional para infligir prejuízos econômicos globais.

A próxima guerra pode começar não no centro de Teerã, mas no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico, disse Nadimi, do Instituto de Washington.


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

'Prévia do PIB' do BC indica que Brasil cresceu 2,5% em 2025 e mostra perda de fôlego da economia

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Número não é o PIB oficial, que só será divulgado em março pelo IBGE. Indicador mostra desaquecimento da economia frente a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%, diante de um cenário de juros altos para conter a inflaçã
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 19 de Fevereiro de 2.026 às 09h35m
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'Prévia do PIB' do BC mostra perda de fôlego da economia, apesar de crescimento de 2,5% em 2025
'Prévia do PIB' do BC mostra perda de fôlego da economia, apesar de crescimento de 2,5% em 2025

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 2,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, informou a instituição nesta quinta-feira (19).

  • Com o crescimento registrado no último ano, o indicador do BC mostra desaceleração da economia em relação a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%.
  • Essa também foi o pior desempenho do indicador desde 2020, ou seja, em cinco anos. Naquele momento, a economia sentia os efeitos do isolamento social — decorrente da fase mais aguda da pandemia da Covid-19.

'Prévia' do PIB do Banco Central
% sem ajuste sazonal


Fonte: Banco Central

Veja abaixo o desempenho setor por setor em 2025:

  • Agropecuária: 13,1%;
  • Indústria: 1,5%;
  • Serviços: 2,1%.
Agropecuária impulsionou a economia no ano passado, segundo o BC — Foto: Sebrae/divulgação
Agropecuária impulsionou a economia no ano passado, segundo o BC — Foto: Sebrae/divulgação

"No caso do agro, a forte expansão da produção de grãos da safra 2024/25 foi favorecida pelas condições climáticas e pelo aumento das exportações. Já o setor de serviços exibiu crescimento robusto, puxado sobretudo por serviços empresariais, transportes e comércio. Esse desempenho refletiu o avanço da renda das famílias — em grande medida devido ao mercado de trabalho aquecido — e a maior digitalização da economia", avaliou Rafael Perez, economista da Suno Research.

PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

O IBC-Br, indicador do BC, tem um cálculo diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

O resultado oficial do PIB de 2025 será divulgado somente em 3 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Em 2024, o PIB registrou um crescimento de 3,4%.

Dados mensais também mostram queda do indicador no fim do ano passado. Em dezembro, houve uma retração de 0,2% na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal).

EVOLUÇÃO DO IBC-Br
Resultados na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal)


Fonte: Banco Central

Desaceleração esperada da atividade

A desaceleração da atividade econômica neste ano já era esperada tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.

A instituição sinalizou que deve começar a cortar os juros em março deste ano, e o mercado estima uma redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]".

▶️No comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em dezembro, o BC informou que o chamado "hiato do produtosegue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Arnaldo Lima, economista e líder da área de relações institucionais da gestora Polo Capital, observou que a evidência de desaceleração da atividade ocorre em um contexto em que o Banco Central tem enfatizado postura dependente de dados na condução da política monetária (definição de juros) acompanhando de perto o processo de moderação do crescimento e de convergência gradual da inflação à meta. 
PIB x IBC-Br

Criado em 2010, o IBC-BR funciona como um termômetro da atividade econômica ao reunir informações de diversos setores.

O índice é acompanhado pelo mercado por oferecer sinais sobre o desempenho econômico ao longo do ano.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o número do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juro.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

FGC diz que Banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias

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Banco Pleno e Pleno DTVM faziam parte do conglomerado do Master, mas foram vendidas no ano passado. Instituições tiveram liquidação extrajudicial decretada nesta quarta pelo BC. Informações sobre pagamento da garantia estão no site do FGC.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 18 de Fevereiro de 2.026 às 10h55m
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Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro
Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que o Banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões.

O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, junto com a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

  • 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master. Assim, o liquidante irá apurar os valores a serem garantidos até o limite previsto na regulamentação.

"Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado", acrescentou o fundo.

O Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do BC indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões. Isso equivale a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

De acordo com o FGC, informações completas sobre o pagamento da garantia ordinária, limitada a R$ 250 mil, estão disponíveis no site da entidade.

  • O fundo orientou que os credores utilizem o aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento das garantias de forma totalmente online.
  • O aplicativo do FGC está disponível nas lojas Apple Store e Google Play, e os credores já podem realizar o cadastro básico.
  • Em etapa posterior, assim que o FGC receber a relação dos credores do liquidante, será possível solicitar a garantia, com a identificação do beneficiário e a indicação de uma conta de sua titularidade, onde o valor será depositado.
  • Depositantes e investidores devem acompanhar o processo pelas redes sociais e pelo site do FGC, onde serão divulgadas todas as informações e atualizações.
Banco Pleno — Foto: Banco Pleno/Divulgação
Banco Pleno — Foto: Banco Pleno/Divulgação

Liquidação do Banco Pleno

Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia.

O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."

O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.

Saiba mais na reportagem abaixo.


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Brasil reavalia postura e abre espaço para negociações entre Mercosul e China

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Mesmo sem acordo amplo à vista, integrantes do governo avaliam que um pacto parcial entre Mercosul e China pode avançar no longo prazo, diante das tarifas dos EUA, que vêm redesenhando o comércio global e alianças econômicas.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 10h00m
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Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso
Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso

O Brasil avalia, pela primeira vez, promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, segundo altos funcionários do governo brasileiro. A iniciativa representaria uma mudança relevante na postura da maior economia da América Latina.

Historicamente, o país vetou negociações formais com Pequim para proteger a indústria nacional do avanço das importações chinesas.

No entanto, diante da busca da China por laços comerciais mais profundos e das sucessivas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a reavaliar essa posição.

Uma declaração conjunta divulgada durante a visita do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, a Pequim, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que ambos esperam que as negociações de livre comércio entre China e Mercosul possam começar o mais rápido possível.

  • 👉 O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia prestes a se tornar membro pleno do bloco.

Embora um acordo comercial amplo ainda esteja distante, dois integrantes do governo brasileiro afirmaram que um pacto parcial entre Mercosul e China passou a ser visto como uma possibilidade de longo prazo.

A avaliação leva em conta as tarifas impostas pelos EUA a parceiros comerciais, que têm afetado o comércio global e alterado alianças econômicas.

Os ministérios das Relações Exteriores e do Comércio da China não responderam imediatamente a pedidos de comentário.

A mudança de postura do Brasil reflete o que um dos funcionários, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema, classificou como um novo cenário global.

Precisamos diversificar nossos parceiros, afirmou o funcionário. Segundo ele, a China oferece a possibilidade de um acordo parcial, restrito a algumas faixas tarifárias.

Outro representante do governo brasileiro, envolvido diretamente nas negociações internas do Mercosul, disse que o bloco poderia avançar em temas como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias e de segurança.

Esses pontos, segundo ele, já abririam espaço relevante no mercado chinês.

O mesmo funcionário afirmou que ainda é cedo para indicar quais setores poderiam ser incluídos nas negociações, classificando o tema como “altamente complexo.

Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC
Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC

"Nova dinâmica na região"

O Brasil tem demonstrado cautela em relação a um acordo mais amplo, por receio de que a grande capacidade industrial da China prejudique os fabricantes nacionais.

Apesar disso, os investimentos chineses na produção brasileira cresceram nos últimos anos, movimento que o governo brasileiro tem interesse em preservar.

Segundo Ignacio Bartesaghi, especialista em política externa da Universidade Católica do Uruguai, as políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump — que incluíram pressão sobre países latino-americanos para reduzir laços com a China — podem estar incentivando Pequim a buscar novos acordos comerciais na região.

Há uma nova dinâmica regional no comércio, impulsionada principalmente por Trump, afirmou Bartesaghi.

Ideias que antes pareciam completamente travadas agora podem avançar, acrescentou.

Ainda assim, qualquer acordo no âmbito do Mercosul exige consenso entre todos os membros, o que impõe desafios relevantes.

O Paraguai é um dos poucos países no mundo que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, reivindicada pela China. Esse fator, segundo autoridades brasileiras, dificulta — embora não inviabilize — um acordo com Pequim.

Em 2025, o Paraguai importou US$ 6,12 bilhões em mercadorias da China e participou das discussões entre Mercosul e China, indicando que o diálogo segue aberto.

O presidente paraguaio, Santiago Peña, afirmou que não se opõe a um acordo, desde que seja respeitado o direito do país de manter relações diplomáticas com Taiwan.

Se existe hoje um bloco capaz de negociar com qualquer país ou grupo, esse bloco é o Mercosul, disse Peña em entrevista concedida em julho à imprensa argentina.

A Argentina, terceira maior economia da América Latina, também pode dificultar o consenso. Desde a posse do presidente Javier Milei, em 2023, o país se aproximou de Washington.

Milei priorizou o fortalecimento dos laços com os EUA, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro americano.

Apesar disso, a China segue como um importante credor e um dos principais compradores das exportações agrícolas argentinas.

Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. — Foto: EVARISTO SA/AFP
Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. — Foto: EVARISTO SA/AFP

Ainda assim, especialistas como Bartesaghi avaliam que Buenos Aires pode resistir, ao menos no curto prazo, a apoiar negociações lideradas pela China dentro do Mercosul, sobretudo se isso comprometer os esforços do governo Milei para obter apoio dos EUA a reformas econômicas e financiamento.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que não comentaria hipóteses ao ser questionado sobre as negociações entre Mercosul e China.

A Argentina mantém relações cordiais com a China — elas apenas não são muito visíveis, disse Florencia Rubiolo, diretora do centro de estudos argentino Insight 21.

Segundo ela, um acordo envolvendo todo o Mercosul tornaria essa relação mais evidente.

Se a questão for um gesto diplomático, parece improvável que o governo apoie esse tipo de acordo, concluiu.

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