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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Governo estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas dos EUA

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Cáculo considera tarifas anunciadas neste mês, de 25% e 12,5%, e sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo governo norte-americano. Segundo governo, 52,7% permanecem sem tarifas adicionais.
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Por Redação g1 — Brasília

Postado em 24 de Julho de 2.026 às 17h55m
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O governo federal estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cálculo considera as tarifas de 12,5%, anunciadas nesta quinta-feira (23), as de 25%, anunciadas na semana passada, e a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo o norte-americano.

Considerando apenas as novas taxas, o ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) estima que as novas medidas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras e que 52,7% permanecem sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil.

Segundo o governo:

  • 4,7% das exportações são alcançadas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, incluindo, por exemplo, obras de pedra, gesso e matérias semelhantes; minérios; óleos essenciais e produtos de perfumaria; e pescados;
  • 1,9% das exportações é alcançada exclusivamente pela sobretaxa de 25%, abrangendo, entre outros produtos, o açúcar; e
  • 16,5% das exportações são alcançadas simultaneamente pelas duas medidas e, portanto, sujeitam-se à sobretaxa acumulada de 37,5%, caso de produtos como máquinas e equipamentos; vários tipos de madeira; gorduras e óleos; calçados; móveis; confecções.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 12,5% entrou em vigor nesta sexta-feira (24).

Com isso, parte dos produtos do Brasil passam a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Novas tarifas de Donald Trump — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
Novas tarifas de Donald Trump — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). A taxa, que até então eram de 25%, passou a ser de 50%.

A aplicação dessas taxas atingiu diretamente o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como Canadá e México. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado.

O MDIC afirma ainda que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram queda no primeiro semestre, com redução de 12,8% na corrente de comércio bilateral.

"Esse movimento tem ocorrido em um ambiente de crescente incerteza quanto à política comercial norte-americana, caracterizado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários, pela adoção de medidas restritivas e indevidas e por frequentes revisões das condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos."

Em ao tarifaço anunciado neste mês, o governo brasileiro disse que a medida tem caráter completamente arbitrário e injustificadoe, por isso, o governo iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

No entanto, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não escalar a tensão com o governo de Donald Trump.

Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:

  • realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
  • determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;
  • somente depois, a sugestão das contramedidas.
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Rankings mostram os melhores do primeiro turno do Brasileirão 2026

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Artilheiros da Hora, Garçons, Anjos da Guarda e Homens de Ferro. Veja também as equipes que mais têm a bola e as mais eficientes do campeonato até agora
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Por Guilherme Maniaudet, José Victor Meirinho e Roberto Maleson — Rio de Janeiro

Postado em 24 de Julho de 2.026 às 12h50m
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Destaques do primeiro turno do Brasileiro 2026 — Foto: Infoesporte
Destaques do primeiro turno do Brasileiro 2026 — Foto: Infoesporte

Ao fim da 19ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026, a equipe do Gato Mestre* investigou quem foram os atletas e as equipes que mais se destacaram. Veja os jogadores com mais assistências, os que menos precisam de tempo para fazer gol, os que mais jogaram (em minutos) e os que mais bloquearam finalizações. Confira também os times com melhores números em posse de bola e os mais eficientes.

Aos 43 do 1º tempo - gol de Marlon Freitas para o Palmeiras
Aos 43 do 1º tempo - gol de Marlon Freitas para o Palmeiras

Peça fundamental no meio de campo do líder Palmeiras, Andreas Pereira é o jogador com mais assistências no Brasileirão, com nove passes para gols. Em segundo lugar está Josué, camisa 10 do Coritiba, com oito assistências. Matheus Pereira, do Cruzeiro, é o atleta com mais passes para finalizações, com 48, mas tem apenas duas assistências para gols no campeonato.

Garçons

Jogador Passes para finalizações Assistências para gols
Andreas Pereira (Palmeiras) 32 9
Josué (Coritiba) 39 8
Samuel Lino (Flamengo) 24 7
Garro (Corinthians) 35 6
Benavídez (Athletico-PR) 19 5
Alesson (Mirassol) 16 4
Cuiabano (Vasco) 15 4
Erick (Vitória) 25 4
Esquivel (Athletico-PR) 19 4
Everton Ribeiro (Bahia) 33 4
Lucho Acosta (Fluminense) 36 4
Pedro (Flamengo) 16 4
Puma Rodríguez (Vasco) 23 4
Aos 5 min do 2º tempo - gol de cabeça de Pedro do Flamengo contra o Fluminense
Aos 5 min do 2º tempo - gol de cabeça de Pedro do Flamengo contra o Fluminense

O artilheiro da hora do Brasileirão, aquele que menos precisa de tempo em campo para fazer gols, é justamente o artilheiro do campeonato: Pedro, do Flamengo. O atacante marcou 12 gols em 1.508 minutos. Ou seja, uma bola na rede a cada 125 minutos em campo.

Gabriel Barbosa, mesmo não estando entre os principais artilheiros da competição, é o segundo que menos precisa de tempo em campo para marcar. O atacante do Santos tem 884 minutos em campo e sete gols, o que lhe dá uma média de gol a cada 126 minutos.

Artilheiros da Hora

Jogador Minutos Gols Minutos por gol
Pedro (Flamengo) 1.508 12 125,7
Gabriel (Santos) 884 7 126,3
John Kennedy (Fluminense) 1.218 9 135,3
Breno Lopes (Coritiba) 1.135 8 141,9
Carlos Vinícius (Grêmio) 1.578 10 157,8
Viveros (Athletico-PR) 1.782 11 162
Renê (Vitória) 819 5 163,8
Danilo (Botafogo) 1.198 7 171,1
Luciano (São Paulo) 1.119 6 186,6
Everaldo (Bahia) 752 4 188,1
Fonte: Gato Mestre

Anjos da guarda

Esses são os jogadores que mais interceptaram finalizações no Brasileirão. No primeiro lugar, aparece o zagueiro João Victor, do Mirassol, com 26 intervenções. Willian Machado, companheiro de zaga de João Victor, também aparece nesse top 10. Capitão do líder Palmeiras, o paraguaio Gustavo Gómez é o segundo no ranking.

Anjos da Guarda

Jogador Intervenções
João Victor (Mirassol) 26
Gustavo Gómez (Palmeiras) 20
Jacy (Coritiba) 19
Santiago Mingo (Bahia) 19
Ruan (Atlético-MG) 18
Luan Peres (Santos) 17
Cacá (Vitória) 16
Léo Pereira (Flamengo) 16
Willian Machado (Mirassol) 16
Murilo (Palmeiras) 15
Tiago Cóser (Coritiba) 15

Estes são os atletas que se destacam por mais estar em campo. Dentre os jogadores de linha, o zagueiro Robert Renan, do Vasco, lidera, com 1.878 minutos. Até o momento, o defensor disputou todos os duelos do time carioca pelo Brasileiro 2026.

O segundo com mais minutos é o também zagueiro João Victor, do Mirassol, com 1.817 minutos. Além de destaque como sendo o principal Anjo da Guarda, o defensor também disputou todas as partidas do time paulista na competição.

Homens de Ferro (linha)

Jogador Minutos
Robert Renan (Vasco) 1.878
João Victor (Mirassol) 1.817
Marllon (Remo) 1.791
Fabrício Bruno (Cruzeiro) 1.790
Viveros (Athletico-PR) 1.782
Marlon Freitas (Palmeiras) 1.740
Renan Lodi (Atlético-MG) 1.738
Lucas Barbosa (Bragantino) 1.717
Arthur Dias (Athletico-PR) 1.713
Mendoza (Athletico-PR) 1.685
Aos 10 min do 2º tempo - chute de dentro da área defendido de Luciano do São Paulo contra o Athletico-PR
Aos 10 min do 2º tempo - chute de dentro da área defendido de Luciano do São Paulo contra o Athletico-PR

Santos, do Athletico-PR, lidera o ranking de minutos em campo dos goleiros no Brasileiro 2026, com 1.911 minutos em 19 jogos (100% de participação no total de minutos do time paranaense no campeonato). Fábio, do Fluminense, e Rafael, do São Paulo, completam o pódio.

Homens de Ferro (goleiros)

Jogador Minutos
Santos (Athletico-PR) 1.911
Fábio (Fluminense) 1.910
Rafael (São Paulo) 1.897
Léo Jardim (Vasco) 1.878
Everson (Atlético-MG) 1.869
Walter (Mirassol) 1.817
Carlos Miguel (Palmeiras) 1.795
Weverton (Grêmio) 1.793
Marcelo Rangel (Remo) 1.792
Rossi (Flamengo) 1.785
Aos 23 min do 1º tempo - gol de fora da área de Savarino do Fluminense contra o Santos
Aos 23 min do 1º tempo - gol de fora da área de Savarino do Fluminense contra o Santos

Quarto colocado, o Fluminense, de Luis Zubeldía, é o clube com a maior média de posse de bola por jogo: 57%. Atrás dele, aparece outro carioca: o Flamengo, de Leonardo Jardim, com 54%. Na outra ponta vem o Coritiba, lanterna no quesito, com apenas 42%. Porém, mesmo com um estilo de jogo de não ter tanto a posse, o Coxa faz boa campanha e, atualmente, ocupa a oitava colocação.

Médias de posse de bola

Time Média de posse por jogo
Fluminense 57%
Flamengo 54%
Bahia 53%
Corinthians 53%
Cruzeiro 53%
São Paulo 53%
Vasco 53%
Bragantino 51%
Mirassol 51%
Grêmio 50%
Palmeiras 50%
Atlético-MG 49%
Botafogo 49%
Internacional 49%
Athletico-PR 48%
Santos 48%
Vitória 47%
Chapecoense 44%
Remo 44%
Coritiba 42%

O time que menos precisa de finalizações para fazer gols é o Flamengo. O Rubro-Negro tem 35 gols - o ataque mais positivo do campeonato - em 245 finalizações, o que significa uma bola na rede a cada sete tentativas. O Botafogo é a segunda equipe mais eficiente até aqui. Com 33 gols marcados (1,73 por jogo), o Glorioso marcou a cada 7,18 finalizações.

O Vasco, que é a equipe que mais finaliza (16,58 tentativas por jogo), também é a mais ineficiente. O clube precisa de 14,32 arremates para balançar a rede, mais que o dobro do que o rival Flamengo.

Eficiência dos clubes

Time Finalizações Gols Finalizações por gol
Flamengo 245 35 7,00
Botafogo 237 33 7,18
Palmeiras 240 33 7,27
Coritiba 190 25 7,60
Santos 224 27 8,30
Athletico-PR 224 26 8,62
Vitória 202 22 9,18
Bahia 260 28 9,29
São Paulo 223 24 9,29
Cruzeiro 251 26 9,65
Grêmio 203 21 9,67
Fluminense 282 29 9,72
Remo 218 21 10,38
Corinthians 224 21 10,67
Atlético-MG 247 23 10,74
Bragantino 284 26 10,92
Mirassol 241 20 12,05
Internacional 278 22 12,64
Chapecoense 232 17 13,65
Vasco 315 22 14,32

Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Dólar sobe e fecha a R$ 5,08 com tensões entre EUA e Irã e alta do petróleo; Ibovespa cai

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A moeda americana avançou 0,65%, cotada a R$ 5,0839. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,46%, aos 176.724 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 23 de Julho de 2.024 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,65% nesta quinta-feira (23), cotado a R$ 5,0839. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,46%, aos 176.724 pontos.

▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio ficou no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques, a commodity voltou a se aproximar do patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a informação de que Omã mediava negociações entre a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

  • O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua alimentando temores de uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 6,13%, cotado a US$ 99,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 5,37%, a US$ 91,49 o barril.

▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também ficou no radar. Na véspera, entrou em vigor a taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, e a expectativa é que outra alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ A temporada de balanços corporativos também movimentou as bolsas globais nesta quinta-feira. As ações da Alphabet, por exemplo, recuaram 7,13% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,53%;
  • Acumulado do mês: -1,53%;
  • Acumulado do ano: -7,38%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,59%;
  • Acumulado do mês: +2,59%;
  • Acumulado do ano: +9,53%.
Nova taxa dos EUA deve ser anunciada em breve

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis.

A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países "justificam tarifas mais altas".

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira.

Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio.

Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga "ficará mais alto a cada noite" até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir.

" O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo... ou o quebram ou querem mudá-lo", disse ele. "Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas." 
Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em queda, após resultados corporativos recentes reacenderem as preocupações com inteligência artificial.

O Dow Jones caiu 0,97%, enquanto o S&P 500 recuou 1,22% e o Nasdaq Composite teve perdas de 2,15%.

O dia também foi negativo na Europa, em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo.

O índice DAX, da Alemanha, fechou em queda de 1,56% , enquanto o CAC-40, da França, recuou 1,64% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,73%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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