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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Dólar sobe e fecha a R$ 4,92 com leilão do BC e trégua no Oriente Médio; Ibovespa avança

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A moeda americana subiu 0,17%, cotada a R$ 4,9206. A bolsa de valores brasileira avançou 0,50%, aos 187.691 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Maio de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,9206. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,50%, aos 187.691 pontos.

O dia foi marcado pela intervenção do Banco Central, que realizou um leilão que funciona como uma espécie de compra de dólar no mercado futuro. Esse tipo de operação influencia a cotação da moeda e, em geral, tende a pressionar o dólar (leia mais abaixo). Além disso, investidores acompanharam o alívio no cenário da guerra no Oriente Médio.

▶️ Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira com a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Sinais de manutenção do cessar-fogo e declarações de Donald Trump sobre avanços nas negociações diminuíram o risco de um conflito maior entre os dois países.

  • 🔎 O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou 11%, cotado a US$ 98.

▶️Esse movimento acontece junto com a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial e um dos pontos centrais do atual coflito. Nesta manhã, autoridades do Irã afirmaram que a navegação voltou a ser segura após a suspensão de operações militares dos EUA na região.

▶️ Na agenda do dia, o destaque foi o setor de serviços no Brasil, que subiu de 50,1 em março para 52,3 em abril. Também saiu o fluxo cambial, de abril, indicador que mostra a entrada e saída de dólares no país, que ficou positivo em US$ 9,291 bilhões, revertendo a saída de US$ 6,350 bilhões registrada em março.

▶️ Ainda por aqui, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do programa Bom dia, Ministro e disse que o governo estuda incluir crédito para informais e ampliar o Desenrola para quem está em dia, mas paga juros altos, com possível lançamento nas próximas semanas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,63%;
  • Acumulado do mês: -0,63%;
  • Acumulado do ano: -10,35%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,20%;
  • Acumulado do mês: +0,20%;
  • Acumulado do ano: +16,49%.
Intervenção do BC faz dólar subir

Durante a manhã, o dólar abriu em queda, acompanhando um cenário externo mais tranquilo, e chegou a ser cotado na faixa de R$ 4,90. Ao longo do início do dia, porém, o movimento perdeu força e a moeda passou a oscilar sem uma direção clara, até fechar em alta.

Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, esse comportamento reflete a incerteza no cenário internacional, especialmente em relação à guerra no Irã. O dólar opera sem direção muito definida após o alívio da sessão de ontem, de olho nos desdobramentos da guerra no Irã, afirma.

Segundo a especialista, apesar de o ambiente externo indicar maior disposição ao risco neste momento, parte do movimento recente da moeda também está ligada à atuação do Banco Central. Nesse contexto, ela avalia que ajustes nas cotações ao longo do dia são esperados.

É natural alguma correção pontual, dado que o ambiente continua incerto.

Pouco antes das 9h30, a autarquia realizou um leilão de 10 mil contratos de swap reverso — uma operação no mercado futuro, onde são negociados contratos com base no preço do dólar —, com montante equivalente a US$ 500 milhões.

  • 🔎 Esse tipo de leilão funciona como se o BC estivesse comprando dólar nesse mercado futuro. Isso tende a puxar os preços desses contratos para cima.

Como esse mercado é o mais movimentado e serve de referência, o efeito acaba se espalhando e influencia também o dólar de verdade, negociado à vista, fazendo a cotação subir.

Outro ponto importante é que, desta vez, o BC não vendeu dólares no mercado à vista ao mesmo tempo — uma estratégia que costuma suavizar esse impacto. Ao atuar apenas no mercado futuro, o efeito de alta ficou mais evidente.

Mas por que o Banco Central faria isso? Em alguns momentos, a autoridade monetária pode ter interesse em evitar uma queda muito forte do dólar.

  • 💱 Isso porque uma moeda americana mais barata pode trazer efeitos indesejados, como desestimular exportações ou gerar movimentos bruscos no mercado financeiro.
  • 🏛️ Ao atuar, o BC busca reduzir oscilações mais intensas e manter um certo equilíbrio nas cotações.
Trégua no Oriente Médio

Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações.

Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas.

Entre os principais pontos em discussão estão:

  • suspensão temporária do programa nuclear iraniano;
  • redução das sanções impostas pelos EUA;
  • liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior;
  • diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço.

O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões.

Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem.

O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões.

  • 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços.

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito.

Mercados globais

Os índices em Wall Street atingiram máximas recordes nesta quarta-feira, ampliando os ganhos impulsionados pelo entusiasmo sustentado em torno da inteligência artificial e pela perspectiva de um acordo de paz entre os EUA e o Irã.

O Dow Jones subiu 1,24%, para 49.910,59 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,46%, a 7.365,03 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 2,03%, para 25.838,94 pontos.

Na Europa, o movimento também foi positivo. O índice STOXX 600 fechou em alta de 2,2%, a 623,25 pontos.

Entre as principais bolsas, o DAX, de Frankfurt, subiu 2,12%, a 24.918,69 pontos; o FTSE 100, de Londres, avançou 2,15%, a 10.438,66 pontos; e o CAC 40, de Paris, ganhou 2,94%, a 8.299,42 pontos.

Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Dólar cai a R$ 4,91 e tem menor valor em mais de dois anos, com ata do Copom e conflito no Irã

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Moeda americana caiu 1,12%, cotada a R$ 4,9121. A bolsa encerrou em alta de 0,62%, aos 186.754 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 05 de Maio de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar caiu 1,12% nesta terça-feira (5), cotado a R$ 4,9121, o menor valor desde 26 de janeiro de 2024 (R$ 4,9105). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 0,62%, aos 186.754 pontos.

▶️ O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que detalha a decisão de reduzir a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano. Segundo o BC, a guerra no Oriente Médio elevou as projeções de inflação para o ano, mas não deve interromper a trajetória de queda dos juros.

▶️ O mercado também avalia o impasse entre Estados Unidos e Irã, que mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz e pressiona os preços do petróleo. Por volta das 17h, o barril Brent (referência internacional) caía 3,74%, cotado a US$ 110,16.

▶️ Na bolsa, o destaque foi a Ambev, com alta de mais de 15% — segunda maior alta em um dia desde a criação da companhia em 1999. A empresa reportou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo Carnaval no Brasil.

Além disso, o presidente-executivo da empresa, Carlos Lisboa, afirmou que o ano deve ser positivo para o setor, impulsionado pela sequência de feriados prolongados e pela Copa do Mundo.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,80%;
  • Acumulado do mês: -0,80%;
  • Acumulado do ano: -10,51%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,30%;
  • Acumulado do mês: -0,30%;
  • Acumulado do ano: +15,91%.
Resultado da Ambev

A Ambev divulgou mais cedo lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre, além da distribuição de cerca de R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio, a serem pagos até dezembro.

Analistas do Itaú BBA afirmaram mais cedo que a Copa pode sustentar o momento positivo da Ambev e que a melhora dos fundamentos neste ano pode destravar o potencial de valorização das ações da companhia.

O desempenho da companhia nos três primeiros meses de 2026 ocorre após a empresa ter citado, no fim do ano passado, problemas com o clima desfavorável ao consumo de cerveja como um dos principais fatores de preocupação.

Lisboa afirmou nesta terça-feira, durante conferência com analistas sobre os resultados, que a companhia espera um arrefecimento de custos a partir do segundo trimestre e que está confiante no cumprimento das estimativas para as operações de cerveja no Brasil ao longo deste ano.

A Ambev projeta crescimento do custo dos produtos vendidos por hectolitro da operação de cerveja no Brasil entre 4,5% e 7,5% em 2026, excluindo depreciação, amortização e o marketplace do grupo.

Tensão no Oriente Médio

A frágil trégua na guerra no Oriente Médio está ameaçada nesta terça-feira (5), um dia após Estados Unidos e Irã trocarem agressões no Golfo Pérsico, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira que as violações do cessar-fogo de quatro semanas pelos EUA "e seus aliados" colocaram em risco o transporte marítimo e o fluxo de energia pela hidrovia.

Apesar da declaração, foi Teerã quem fechou o Estreito de Ormuz e atacou navios comerciais durante a guerra.

"Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", afirmou Qalibaf.

As Forças Armadas dos EUA informaram na segunda-feira que destruíram seis pequenos barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, após o presidente Donald Trump enviar a Marinha para escoltar navios-tanque retidos no estreito, em uma operação chamada de "Projeto Liberdade".

A tensão no mar e nas declarações continuou na tarde desta terça-feira, quando Trump fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA. A fala foi dada em entrevista à emissora americana Fox News.

O republicano também afirmou, na Truth Social, que o Irã atacou embarcações de países não relacionados à operação militar liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano.

Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão, escreveu Trump ao comentar o episódio.

Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que passaram pelo estreito até o momento.

Mercados globais

Os mercados globais operavam alta nesta terça-feira, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,73%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq tinha ganho de 1,03%.

Na Europa, o movimento também foi de recuperação. O Stoxx 600 fechou em alta de 0,7%, após registrar, na véspera, sua maior queda em um mês.

Entre as principais bolsas, o CAC 40, de Paris, avançou 1,08% e o DAX, de Frankfurt, teve alta de 1,71%, enquanto o FTSE 100, de Londres, seguiu na contramão, e fechou em queda de 1,40%.

Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região.

Dólar opera em baixa — Foto: Freepik
Dólar opera em baixa — Foto: Freepik

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Salão de Pequim: conheça o GAC Aion UT, lançamento confirmado para o Brasil

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Modelo é hatch 100% elétrico que chega ao país já nas próximas semanas, com objetivo de rivalizar com o BYD Dolphin GS.
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Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

Postado em 04 de Maio de 2.026 às 07h00m
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GAC Aion UT — Foto: divulgação/GAC
GAC Aion UT — Foto: divulgação/GAC

A GAC revelou ao g1, durante o Salão do Automóvel de Pequim, que o próximo veículo a ser lançado no Brasil será o Aion UT. O modelo é um hatchback totalmente elétrico e deve ser anunciado oficialmente no país nas próximas semanas.

O Aion UT chega com a missão de disputar espaço com o BYD Dolphin, atualmente o segundo carro elétrico mais vendido do Brasil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

No ranking da ABVE, o modelo teve 4.577 unidades emplacadas no primeiro trimestre de 2026. A liderança é do Dolphin Mini, com 14.767 registros no mesmo período.

Na comparação com o Dolphin GS — e não com a versão Plus —, o modelo da GAC é 15 centímetros mais comprido, com 4,27 metros de comprimento, ante 4,12 metros do concorrente. A distância entre os eixos, que influencia diretamente no espaço interno, também é 5 centímetros maior.

GAC Aion UT com adesivos e acessórios vendidos na China — Foto: André Fogaça/g1
GAC Aion UT com adesivos e acessórios vendidos na China — Foto: André Fogaça/g1

(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)

Com isso, o Aion UT oferece mais espaço para os passageiros e para a bagagem: são 440 litros de porta-malas, contra 250 litros do Dolphin GS.

A GAC ainda não informou quais serão o motor e as versões do Aion UT no Brasil. A fabricante adiantou apenas que o modelo passará por adaptações para o mercado nacional, como já aconteceu com o GS3, que recebeu uma central multimídia maior por aqui em relação à versão vendida na China.

Na China, o Aion UT é oferecido com duas opções de motor. A mais potente entrega 204 cv, enquanto a segunda é mais simples, com 136 cv. Ainda assim, mesmo a versão menos potente supera os 95 cv do Dolphin GS.

A configuração mais potente do Aion UT, portanto, fica no mesmo nível dos 204 cv do Dolphin Plus, versão topo de linha da BYD.

Em relação à bateria, também há duas opções para o mercado chinês. A versão menor tem 44,1 kWh, enquanto a maior chega a 60 kWh. O Aion UT conta ainda com a tecnologia V2L, que permite usar a energia do carro para alimentar outros equipamentos, como uma TV, um ventilador, iluminação ou até um videogame.

No interior, o Aion UT segue a tendência dos carros chineses ao oferecer uma lista generosa de equipamentos. Entre os destaques estão a central multimídia de 14,6 polegadas, o painel de instrumentos digital de 8 polegadas e o uso de materiais macios ao toque, que reduzem a presença de plástico rígido.

GAC Aion UT — Foto: André Fogaça/g1
GAC Aion UT — Foto: André Fogaça/g1

O modelo também traz sistemas de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e carregador de celular por indução. Por outro lado, repete um ponto negativo comum em carros chineses: a concentração de muitos comandos na central multimídia e a ausência de alguns botões físicos no volante.

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domingo, 3 de maio de 2026

'Visto de Ouro' de Trump para atrair estrangeiros ricos é um fracasso

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Programa que prevê residência nos EUA para quem pagar US$ 1 milhão só atraiu 338 interessados – e só uma pessoa pagou o valor até o momento. Ao lançar programa em 2025, Casa Branca esperava arrecadar US$ 1 trilhão.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 03 de Maio de 2.026 às 16h30m
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O presidente dos EUA, Donald Trump,  participa de um evento na Flórida, EUA, em 1º de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de um evento na Flórida, EUA, em 1º de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Nathan Howard

O número de candidatos ao visto "Gold Card" (Cartão de Ouro), lançado pelo presidente Donald Trump para atrair milionários para os EUA, tem ficado muito aquém das expectativas do governo americano. Muito aquém mesmo.

Anunciado em fevereiro de 2025 e colocado em prática em setembro, o programa prevê que estrangeiros desembolsem US$ 1 milhão para assegurar uma permissão de residência acelerada nos EUA.

No entanto, sete meses depois da implementação, o programa só atraiu 338 interessados.

E, entre essas 338 pessoas, segundo números do governo dos EUA, apenas 165 pagaram a taxa inicial de processamento de US$ 15 mil. Destas, 59 avançaram para uma etapa subsequente de preenchimento de dados e análise do formulário pelo governo.

E, no final de abril, só uma pessoa havia efetivamente desembolsado US$ 1 milhão e sido aprovada para o "visto de ouro".

Isso foi admitido no fim de abril pelo secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, durante uma sabatina no Congresso.

A realidade exposta na sabatina contrastou com declarações anteriores de Lutnick. No início do ano passado, o secretário chegou a alardear um potencial de venda de 200 mil vistos. Posteriormente, em junho, ele afirmou que o programa já havia atraído "70 mil interessados".

Há um ano, Lutnick também afirmou que o Gold Card poderia arrecadar US$ 1 trilhão em receita e que ajudaria a "equilibrar o Orçamento" dos EUA. A dívida pública do país é de US$ 31,3 trilhões.

Mesmo diante de números muito distantes dos propagandeados no lançamento do programa, Lutnick tentou demonstrar satisfação com os resultados do programa durante a sabatina no Congresso. Embora apenas uma pessoa tenha sido aprovada, "há centenas na fila que estão sendo analisadas", disse Lutnick.

"Desbloqueie a vida na América"

O Gold Card visa substituir o EB-5, um programa que existia há décadas e que oferecia vistos americanos para pessoas que investissem cerca de US$ 1 milhão em uma empresa com pelo menos 10 funcionários. O programa de Trump também prevê que empresas paguem US$ 2 milhões para garantir a residência de um funcionário estrangeiro, juntamente com uma taxa de manutenção anual de 1%.

O site governamental do programa exibe o slogan "Desbloqueie a vida na América" e passa longe do princípio da impessoalidade: logo no topo há uma imagem de um cartão dourado que mostra o semblante de Trump, ao lado de uma águia, a Estátua da Liberdade e a assinatura do presidente.

O site também anuncia os planos de um futuro "Cartão Platina Trump" no valor US$ 5 milhões, que prevê que seu titular possa "passar até 270 dias nos EUA sem estar sujeito a impostos americanos sobre renda obtida fora dos EUA".

Não há ricos suficientes no mundo para o Gold Card

Embora Trump tenha focado sua campanha presidencial na promessa de deportação de imigrantes sem status legal, o republicano se mostrou mais favorável à imigração de pessoas de alta renda para os EUA, algo que o programa do visto dourado poderia facilitar. "Pessoas ricas virão para o nosso país comprando este cartão", disse Trump no ano passado. "Serão pessoas ricas e bem-sucedidas, que gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muitas pessoas."

No entanto, uma reportagem de abril da revista americana Fortune, apontou que mesmo antes da implementação do programa já existiam dúvidas sobre sua viabilidade e as projeções mirabolantes de arrecadação simplesmente porque não existem tantos ricos no mundo interessados em viver nos EUA.

A reportagem cita dados da consultoria Knight Frank, que estima que existam cerca de 713 mil pessoas no mundo classificadas como indivíduos com patrimônio líquido ultra-elevado (UHNWIs, na sigla em inglês), ou pessoas com patrimônio superior a US$ 30 milhões, o público-alvo do programa de visto dourado de Trump. Só que destas, mais de 40% já vivem na América do Norte.

Imagem 'cartão ouro' da imigração americana, uma versão do 'green card' que custa um milhão de dólares. — Foto: Reprodução/trumpcard.gov
Imagem 'cartão ouro' da imigração americana, uma versão do 'green card' que custa um milhão de dólares. — Foto: Reprodução/trumpcard.gov 

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