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quarta-feira, 11 de março de 2026

Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial

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A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira e busca negociar e reorganizar suas dívidas bilionárias, além de débitos entre empresas do próprio grupo.
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 Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Março de 2.026 às 07h55m
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Raízen — Foto: Divulgação
Raízen — Foto: Divulgação

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial, em meio às negociações com credores para reestruturar sua dívida e reforçar o caixa da companhia.

Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Comarca da Capital de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários.

  • 🔎Os credores quirografários são aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não possuem garantias específicas, como imóveis, máquinas ou outros bens dados como garantia da dívida. Na prática, isso significa que eles ficam atrás de credores com garantias na ordem de pagamento em processos de renegociação ou recuperação. Entram nessa categoria bancos, investidores ou fornecedores que emprestaram dinheiro ou concederam crédito sem exigir um bem como garantia.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo.

Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial.

  • 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação.

O plano pode incluir injeção de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de dívidas por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos.

A Raízen afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui obrigações com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente.

A recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, disse a empresa em comunicado. 
Dívidas e pressão financeira

A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente.

Nos últimos dias, a controladora Cosan vinha indicando que uma solução para a situação da empresa poderia ser anunciada em breve, segundo a Reuters.

Em teleconferência com analistas, o CEO da companhia, Marcelo Martins, afirmou que as discussões estavam avançando com credores e acionistas.

Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen, disse Martins.

A Raízen já havia informado anteriormente que avaliava uma proposta de capitalização liderada pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões.

O plano previa um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto.

🔎 Na prática, esse dinheiro entraria na empresa como novo capital, fortalecendo o caixa e ajudando a equilibrar as finanças enquanto a companhia renegocia suas dívidas com credores.

Em comunicado divulgado no final de fevereiro, a companhia afirmou que também analisava a possibilidade de reestruturar seu endividamento por meio de uma recuperação extrajudicial.

De acordo com Martins, já havia “um engajamento bastante forte nas conversas envolvendo credores, a Shell e o próprio Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan.

A situação financeira da Raízen se deteriorou nos últimos anos em meio a altos investimentos, condições climáticas instáveis e juros elevados, fatores que pressionaram o caixa da companhia.

Saiba mais na reportagem abaixo.

Ainda segundo o CEO da Cosan, a holding não participará diretamente da capitalização em discussão, embora acompanhe as negociações como acionista.

Mas nós como acionistas e conselheiros temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia, afirmou, segundo a Reuters.

Cosan é controlada por Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários.

Já a Raízen tem controle compartilhado entre Cosan e Shell. A companhia foi criada em 2011 como uma joint venture entre as duas empresas, que dividem as decisões estratégicas do negócio.

No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan (CSAN3).

A operação tem como objetivo ajudar a reduzir a alavancagem do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia.

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terça-feira, 10 de março de 2026

Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas

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Topo da lista ficou com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Fortuna do empresário é de US$ 35,9 bilhões.

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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 10 de Março de 2.025 às 11h05m
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Com uma fortuna de US$ 35,9 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é atualmente o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes publicado nesta terça-feira (10).

Este é o terceiro ano consecutivo em que o empresário ocupa o topo da lista de bilionários brasileiros. Pelo ranking geral, ele é o 59º mais endinheirado do mundo.

1. Eduardo Saverin: US$ 35,9 bilhões

  • Idade: 43 anos
  • Onde mora: Singapura
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo

Saverin é paulista — nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. O brasileiro é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram quando estavam na faculdade.

Ele tem 43 anos e mora atualmente em Singapura, com sua esposa e seu filho. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação.

Em 2024, ele chegou a receber o título de brasileiro mais rico da história. Na época, sua fortuna ficou avaliada em US$ 155,9 bilhões, após as ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — terem uma forte valorização com a divulgação de resultados trimestrais da empresa.

Atualmente, Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital (aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte).

2. André Esteves: US$ 20,2 bilhões

  • Idade: 72 anos
  • Onde mora: Suíça
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce

O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição.

Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual.

Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa.

O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões.

A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição.

3. Jorge Paulo Lemann: US$ 19,8 bilhões

  • Idade: 85 anos
  • Onde mora: Suíça
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo

O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas.

Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard.

Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle.

No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões.

Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons.

4. Fernando Roberto Moreira Salles: US$ 9,9 bilhões

  • Idade: 79 anos
  • Onde mora: São Paulo

Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú.

5. Pedro Moreira Salles: US$ 9,1 bilhões

  • Idade: 66 anos
  • Onde mora: São Paulo

Pedro Moreira Salles é banqueiro e um dos principais acionistas do Itaú Unibanco. Filho do diplomata e fundador do Unibanco, Walther Moreira Salles, integra a família que controla o banco e também a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Ele já presidiu o conselho do Itaú Unibanco e segue como uma das figuras centrais na governança do grupo.

6. Jorge Moll Filho: US$ 7,5 bilhões

  • Idade: 59 anos
  • Onde mora: Rio de Janeiro

Jorge Moll Filho é um empresário brasileiro do setor de saúde, conhecido por ser fundador e presidente do conselho da Rede D'Or São Luiz, a maior rede privada de hospitais do Brasil.

Filho do médico Jorge Moll, ele ajudou a transformar o pequeno hospital criado pela família no Rio de Janeiro em um dos maiores grupos hospitalares da América Latina. Sob sua liderança, a Rede D'Or expandiu com aquisições de hospitais, laboratórios e operadoras de saúde.

Em 2020, a empresa realizou um dos maiores IPOs da história da bolsa brasileira, na B3, consolidando a companhia como uma das maiores do setor de saúde no país.

Veja abaixo brasileiros mais ricos, segundo a Forbes.

  1. Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões
  2. André Esteves — US$ 20,2 bilhões
  3. Jorge Paulo Lemann — US$ 19,8 bilhões
  4. Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões
  5. Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões
  6. Jorge Moll Filho — US$ 7,5 bilhões
  7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões
  8. Carlos Alberto Sicupira — US$ 6,9 bilhões
  9. Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões
  10. Alex Behring — US$ 5,8 bilhões
  11. Joesley Batista — US$ 5,4 bilhões
  12. Wesley Batista — US$ 5,4 bilhões
  13. João Moreira Salles — US$ 5,1 bilhões
  14. Walther Moreira Salles Jr. — US$ 5,1 bilhões
  15. Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões
  16. José João Abdalla Filho — US$ 4,2 bilhões
  17. Maurizio Billi — US$ 4,2 bilhões
  18. José Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
  19. João Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
  20. Alceu Elias Feldmann — US$ 3,7 bilhões
  21. Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhões
  22. Roberto Irineu Marinho — US$ 3,3 bilhões
  23. Mário Araripe — US$ 3,3 bilhões
  24. Marcel Herrmann Telles — US$ 2,8 bilhões
  25. Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 2,7 bilhões
  26. Lírio Parisotto — US$ 2,7 bilhões
  27. Jayme Garfinkel — US$ 2,7 bilhões
  28. Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela — US$ 2,5 bilhões
  29. Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,5 bilhões
  30. Julio Bozano — US$ 2,4 bilhões
  31. Rubens Menin — US$ 2,3 bilhões
  32. Luciano Hang — US$ 2,3 bilhões
  33. Guilherme Benchimol — US$ 2,1 bilhões
  34. Edir Macedo — US$ 2 bilhões
  35. Luiz Frias — US$ 2 bilhões
  36. Cristina Junqueira — US$ 1,9 bilhões
  37. Liu Ming Chung — US$ 1,9 bilhões
  38. Ilson Mateus — US$ 1,8 bilhões
  39. Sasson Dayan — US$ 1,7 bilhões
  40. Artur Grynbaum — US$ 1,7 bilhões
  41. Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões
  42. Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,7 bilhões
  43. Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões
  44. Carlos Sanchez — US$ 1,7 bilhões
  45. Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,7 bilhões
  46. José Isaac Peres — US$ 1,6 bilhões
  47. Daniel Feffer — US$ 1,5 bilhões
  48. David Feffer — US$ 1,5 bilhões
  49. Ruben Feffer — US$ 1,5 bilhões
  50. Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhões
  51. Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhões
  52. Jorge Feffer — US$ 1,4 bilhões
  53. José Ermírio de Moraes Neto — US$ 1,4 bilhões
  54. Neide Helena de Moraes — US$ 1,4 bilhões
  55. José Roberto Ermírio de Moraes — US$ 1,4 bilhões
  56. Itamar Locks — US$ 1,4 bilhões
  57. Dora Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhões
  58. Lívia Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhões
  59. Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhões
  60. Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhões
  61. Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhões
  62. Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhões
  63. Marciano Testa — US$ 1,2 bilhões
  64. Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhões
  65. Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhões
  66. Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  67. Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  68. Antonio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhões
  69. Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  70. Maria Frias — US$ 1,1 bilhões
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
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    sábado, 7 de março de 2026

    Guerra no Irã: petróleo sobe quase 30% na semana por conflito no Oriente Médio

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    Escalada do conflito envolvendo o Irã interrompe tráfego em rota vital para o petróleo mundial e impulsiona cotações. Especialistas alertam para risco de inflação global e impactos nos combustíveis e na economia.
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    Por Redação g1 — São Paulo

    Postado em 07 de Março de 2.026 às 06h00
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    Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã
    Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã

    A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma alta de quase 30% nos preços do petróleo nos mercados internacionais nesta semana.

    A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações.

    • O barril do Brent encerrou esta sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana.
    • Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90, avanço de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana.

    Em poucos dias, o preço do barril subiu mais de US$ 20, e desde o início do ano o aumento já supera US$ 30.

    Especialistas avaliam que a valorização reflete a combinação entre risco geopolítico elevado e impactos concretos no fluxo de energia.

    Escalada da guerra no Irã

    A tensão aumentou ainda mais nesta semana, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passou a exigir a rendição incondicional" do Irã.

    O país é um dos principais produtores globais de petróleo e o conflito acabou afetando diretamente a navegação no Golfo Pérsico.

    Segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra.

    Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições de segurança para seguir viagem.

    Ataques também atingiram navios que transportam petróleo.

    Em terra, o conflito também se intensificou.

    O Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo. A ofensiva ocorreu após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques americanos.

    No mesmo período, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos.

    Sistemas de defesa aérea da Otan também interceptaram um míssil iraniano lançado em direção à Turquia.

    Diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, alguns países produtores já começaram a reduzir suas atividades.

    O Iraque diminuiu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em meio a dificuldades de armazenamento e exportação.

    Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters
    Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters

    Rotas de petróleo entram em alerta

    Especialistas alertam que, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado internacional em poucos dias.

    Outros países também adotaram medidas emergenciais.

    A China pediu que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, apesar das sanções vigentes.

    O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas. Fontes do setor indicam que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.

    Para tentar reduzir os riscos à navegação, o governo americano afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios mercantes que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, embora analistas avaliem que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior ao início da guerra no curto prazo.

    Alta do petróleo pode pressionar combustíveis e inflação

    A alta do petróleo já começa a gerar preocupações sobre seus efeitos na economia global.

    Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, a interrupção na principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio tende a pressionar os preços da energia e gerar impactos em diversos setores.

    O conflito aumentou o risco de interrupção de petróleo no Oriente Médio, isso fez com que o preço do barril subisse de US$ 65 para US$ 90 nos últimos dias. Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, isso acaba impactando diretamente o Brasil, explica.

    De acordo com ele, o primeiro efeito costuma aparecer nos combustíveis, já que o país utiliza referências internacionais para definir preços, mesmo sendo produtor de petróleo.

    O diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final, afirma.

    Tonegutti acrescenta que o encarecimento da energia tende a pressionar a inflação e pode chegar ao bolso dos consumidores em poucas semanas.

    Não é um efeito imediato, mas costuma aparecer em algumas semanas, diz.

    Segundo ele, a evolução do conflito será determinante para o comportamento das cotações. Caso a tensão diminua, os preços podem recuar.

    Por outro lado, se a crise persistir na região, alguns analistas já projetam que o barril de petróleo pode se aproximar da marca de US$ 100.

    Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
    Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1

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