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A moeda americana recuou 0,45%, cotada a R$ 4,9860. Já o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,72%, aos 178.366 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo
Postado em 14 de Maio de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,45% nesta quinta-feira (14), cotado a R$ 4,9860. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,72%, aos 178.366 pontos.
O mercado ainda digeria os desdobramentos da divulgação de áudios que associam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto acompanhava uma nova operação ligada ao caso Master e o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, na China.
▶️ Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro é visto por parte do mercado como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. A associação ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao escândalo envolvendo o caso Master, porém, pode representar um obstáculo em sua corrida eleitoral, aumentando as incertezas no cenário político doméstico.
- 🔎 Entre investidores, a avaliação é de que o episódio pode reduzir as chances de alternância no governo, afetando as expectativas para o ajuste nas contas públicas. Com isso, ontem, o Ibovespa caiu 1,8%, enquanto o dólar subiu mais de 2%, voltando ao patamar de R$ 5. Hoje, porém, o mercado se acomodou após a forte reação da véspera, com recuperação moderada.
▶️ Ainda no caso Master, a Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira, Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
▶️ No exterior, os mercados acompanham o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos. Os dois trocaram elogios e indicaram disposição para ampliar a cooperação entre os países. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos EUA em setembro.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +1,88%;
- Acumulado do mês: +0,69%;
- Acumulado do ano: -9,16%.
- Acumulado da semana: -3,12%;
- Acumulado do mês: -4,78%;
- Acumulado do ano: +10,70%.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- 🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.
O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.
A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.
Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.
A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.
- ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.
A visita do presidente dos EUA, Donald Trump à China segue no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira.
O encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro bilateral entre os dois países desde 2017, é acompanhado de perto por investidores devido ao seu potencial de influenciar a relação entre as duas maiores economias do mundo e, consequentemente, os rumos do comércio global.
Durante a visita a Pequim, Trump adotou um discurso conciliador. O presidente americano afirmou enxergar um “futuro fantástico” para a relação entre os dois países, disse ter uma “relação fantástica” com Xi e declarou que os laços entre EUA e China “serão melhores do que nunca”.
Ele também elogiou a recepção oficial, chamou o líder chinês de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos Estados Unidos em setembro.
Na avaliação do mercado, o tom amistoso é interpretado como um sinal positivo, pois ajuda a reduzir, ao menos no curto prazo, o temor de novos atritos entre Washington e Pequim.
Entre os principais temas em discussão estão a possível prorrogação da trégua na guerra tarifária, as tensões envolvendo o Irã, a questão de Taiwan e a disputa tecnológica em áreas como inteligência artificial e produção de semicondutores.
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (14), impulsionadas principalmente pelo avanço das ações da Nvidia, que saltaram mais de 4% em meio à cúpula entre EUA e China.
Os papéis da empresa ganharam força após a agência Reuters informar que o governo americano autorizou cerca de dez empresas chinesas a comprarem o H200, o segundo chip mais poderoso da Nvidia.
O índice Dow Jones subiu 0,75%, aos 50.063,46 pontos. O S&P 500 avançou 0,77%, para 7.501,39 pontos, enquanto o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, teve alta de 0,88%, aos 26.635,22 pontos.
Na Europa, o desempenho também foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do continente, terminou em alta de 0,76%, AOS 616,04 pontos, após ter avançado 0,8% no pregão anterior.
Entre as principais bolsas europeias, o FTSE 100, de Londres, registrou alta de 0,46%, a 10.372,93 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 ganhou 0,93%, a 8.082,27 pontos. Já em Frankfurt (DAX), o avanço foi mais forte, de 1,32%, a 24.456,26 pontos.
Na Ásia, o dia foi de queda nos mercados chineses e no Japão. Em Xangai, o principal índice recuou 1,52%, aos 4.177 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 1,68%, para 4.914 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou praticamente estável, aos 26.389 pontos. Em Tóquio, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,98%, aos 62.654 pontos.
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Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo




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