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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Dólar cai e fecha a R$ 4,98 com reabertura de Ormuz e cessar-fogo no Líbano; Ibovespa recua

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A moeda americana recuou 0,19%, a R$ 4,9833, menor valor desde março de 2024. O principal índice da bolsa de valores caiu 0,55%, aos 195.734 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Abril de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar encerrou em queda de 0,19% nesta sexta-feira (17), cotado a R$ 4,9833, após tocar a mínima de R$ 4,9502 ao longo do dia. É o menor valor de fechamento desde março de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,55%, aos 195.734 pontos.

A valorização do real frente ao dólar reflete o maior otimismo do mercado com os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O movimento ganhou força após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo com os Estados Unidos.

  • ▶️ A notícia derrubou o preço do petróleo em mais de 10%, pressionando as ações da Petrobras. Com forte peso no Ibovespa, a estatal é diretamente afetada pela commodity e, assim, influencia o desempenho do índice. Os papéis da companhia caíram mais de 5%.

  • 🛢️ Por volta das 16h, o petróleo tipo Brent (referência internacional) recuava 11,05%, cotado a US$ 84,23 o barril.

▶️ Israel e Líbano iniciaram, na quinta-feira, um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua abre espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso.

▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais” e afirmou que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,56%;
  • Acumulado do mês: -3,77%;
  • Acumulado do ano: -9,21%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,81%;
  • Acumulado do mês: +4,41%;
  • Acumulado do ano: +21,48%.
Reabertura de Ormuz

O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países.

Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo despencou.

"A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.

Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada.

Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda-feira (13).

Negociações no Oriente Médio

As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária.

O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países.

A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações.

No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”.

Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado.

Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente.

Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito.

Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global.

Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.

Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”.

Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”.

Mercados globais

Em Wall Street, os índices fecharam em alta nesta sexta-feira. O S&P 500 avançou 1,19%, aos 7.125,36 pontos. O Dow Jones subiu 1,79%, aos 49.447,92 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,52%, aos 24.468,48 pontos.

Na Europa, o fechamento das bolsas foi positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve alta de 1,56%, aos 626,58 pontos.

O FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,73%, aos 10.667,63 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subiu 2,27%, aos 24.702,24 pontos. O CAC 40, de Paris, teve ganho de 1,97%, aos 8.425,13 pontos.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou o dia em baixa.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%.

No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%.

Dólar — Foto: freepik
Dólar — Foto: freepik

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

No 5º mês seguido de crescimento, 'prévia do PIB' do Banco Central tem alta de 0,6% em fevereiro

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Entretanto, houve desaceleração na comparação com janeiro, quando o aumento foi de 0,86%. Números mostram que indústria puxou crescimento da atividade em fevereiro.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 16 de Abril de 2.026 às 11h10m
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O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quinta-feira (16), mostrou expansão de 0,6% em fevereiro, na comparação com o mês anterior.

O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes.

  • Essa foi a quinta alta mensal seguida do indicador, segundo dados revisados.
  • Houve desaceleração na comparação com janeiro, quando o aumento foi de 0,86%.

EVOLUÇÃO DO IBC-Br
Resultados na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal)


Fonte: Banco Central

Veja abaixo o desempenho setor por setor em fevereiro:

  • agropecuária: 0,2%;
  • indústria: 1,2%;
  • serviços: 0,3%.

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou retração de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na parcial do ano, o indicador avançou 0,4% e, em 12 meses até fevereiro, teve aumento de 1,9%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

Indústria se destacou em fevereiro, mostram dados do BC — Foto: Divulgação/SEBRAE
Indústria se destacou em fevereiro, mostram dados do BC — Foto: Divulgação/SEBRAE

Desaceleração da atividade

A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 14,75% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,85% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)".

▶️Na ata da última reunião do Copom, realizada em março, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu

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Segundo o Tesouro Nacional, a operação registrou demanda acima do esperado.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 21h45m
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Ministro da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (15) que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma emissão de títulos públicos no mercado europeu.

Segundo o órgão, a operação registrou demanda acima do esperado e marcou a maior emissão de títulos internacionais da história do país.

🔎 A emissão de títulos no exterior é uma forma de o governo captar recursos no mercado internacional. Na prática, funciona como um empréstimo: o país paga juros ao investidor e devolve o valor no vencimento, podendo usar os recursos para financiar despesas ou refinanciar dívidas.

Mais cedo nesta quarta-feira, o Tesouro Nacional havia anunciado a emissão de títulos denominados em euros e destacado que se tratava de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década sem operações nesse segmento.

"Conseguimos uma captação histórica", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em Washington.

"Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano", acrescentou.

Os novos títulos têm vencimentos de 4 anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), em operação liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.

De acordo com o Tesouro, a emissão do título de quatro anos somou 2 bilhões de euros, com retorno final ao investidor de 4,240% ao ano.

Notas de euro. — Foto: Reuters
Notas de euro. — Foto: Reuters

O papel de sete anos totalizou 1,5 bilhão de euros emitidos e retorno de 5,031% ao ano. O título de dez anos também teve emissão de 1,5 bilhão de euros, com retorno de 5,627% ao ano.

Segundo o Tesouro, a demanda para os títulos superou em mais de três vezes o volume emitido, com expressiva participação de investidores não residentes. Cerca de 69% das operações vieram da Europa e 9% da Ásia. Outros 13% vieram da América Latina, incluindo o Brasil, e o restante da América do Norte.

"Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira", disse o Tesouro.

O Tesouro havia informado na terça-feira (14) o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a "diversificação cambial" da dívida pública.

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domingo, 12 de abril de 2026

Petróleo sobe acima de US$ 100 após fracasso nas negociações e ameaça de Trump sobre Ormuz

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 Presidente dos EUA voltou a elevar o tom contra o Irã e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total a uma das principais rotas globais do petróleo.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de Abril de 22.026 às 20h20m
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Preços do petróleo sobem acima de US$ 100 neste domingo — Foto: Gregory Bull, File/AP
Preços do petróleo sobem acima de US$ 100 neste domingo — Foto: Gregory Bull, File/AP

O preço do petróleo no mercado internacional subiu neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz.

O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27.

Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com Donald Trump e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

Trump, por sua vez, se pronunciou nas redes sociais. Ele fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo.

Segundo ele, os EUA vão buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou "pedágios" ao governo do Irã para navegar na região.

🔎 Na prática, a medida busca interromper os cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraniano que ainda passam pelo estreito, como forma de pressionar a economia do país, segundo a Bloomberg.

A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito.

Fluxo de navios

O movimento de navios no Estreito de Ormuz continuou baixo neste domingo por causa do controle do Irã, já que a maioria das empresas evita operar na região.

Segundo a Bloomberg, houve alguns sinais de melhora no fluxo nos últimos dias, especialmente após três superpetroleiros não iranianos atravessarem a área.

O tráfego, porém, segue em níveis baixos, mesmo após o frágil cessar-fogo firmado entre EUA e Irã na última semana, que chegou a permitir um fluxo maior por alguns dias. Agora, o cenário volta a se deteriorar com o fracasso das negociações por um acordo permanente neste fim de semana.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o número de navios que cruzam a região tem ficado na casa de um dígito na maioria dos dias. Em tempos normais, eram cerca de 135 travessias diárias, segundo a Bloomberg.

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sábado, 11 de abril de 2026

IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

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A projeção de economistas era de alta de 0,7% no mês e inflação de 4% em 12 meses. Mesmo com o resultado acima do esperado, o indicador permanece dentro da faixa de tolerância da meta de 3% fixada pelo CMN.
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 Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Abril de 2.026 às 09h00m
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Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis
Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%.

A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

  • 🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Em março, os principais destaques do índice foi o grupo Transportes, com variação de 1,64%, puxado pela alta dos combustíveis (+4,59%). Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, destaca que a alta foi influenciada pelo conflito no Irã, que afetou o comércio global de petróleo.

Gonçalves também lembrou que, nas últimas semanas, houve reajustes nos preços praticados pela Petrobras.

"A combinação entre restrições de oferta no mercado internacional e repasses domésticos acabou se refletindo nos preços ao consumidor e já aparece nos dados de inflação de março."

De acordo com o técnico do IBGE, sem a alta da gasolina o IPCA de março teria ficado em 0,68%. Se todos os combustíveis fossem desconsiderados do cálculo, a inflação do mês teria sido de 0,64%.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebida: 1,56%;
  • Habitação: 0,22%;
  • Artigos de residência: 0,51%;
  • Vestuário: 0,46%;
  • Transportes: 1,64%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,42%;
  • Despesas pessoais: 0,65%;
  • Educação: 0,02%;
  • Comunicação: 0,19%.
Combustíveis puxam inflação de março

Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período.

E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA.

O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%.

Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março.

As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados.

Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%.

Outras variações

O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte.

Grande parte desse avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior.

Entre os produtos que mais encareceram estão:

  • 🍅 Tomate: 20,31%
  • 🧅 Cebola: 17,25%
  • 🥔 Batata-inglesa: 12,17%

Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos:

  • 🍎 Maçã: -5,79%
  • ☕ Café moído: -1,28%

Outro grupo que apresentou alta relevante foi o de Despesas pessoais, com avanço de 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 3,95% após o fim da chamada Semana do Cinema, realizada em fevereiro.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para o aumento nos planos de saúde, que tiveram alta de 0,49%.

Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW
Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW

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