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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Tráfego no Mar Vermelho diminui após ataque dos Houthis à Arábia Saudita

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Fluxo de embarcações por Bab el-Mandeb atinge o menor nível em meses, enquanto Ormuz segue com movimento reduzido
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Da Reuters
27/07/26 às 03:49 | Atualizado 27/07/26 às 03:49
Postado em 27 de Julho de 2.026 às 05h00m
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Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho
Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho  • MItz

O tráfego de navios pelo estreito de Bab el-Mandeb caiu no domingo (26) após os rebeldes Houthis, do Iêmen, atacarem instalações petrolíferas da Arábia Saudita na costa do Mar Vermelho. Já a passagem pelo Estreito de Ormuz permaneceu em níveis baixos durante o fim de semana, segundo dados da empresa de inteligência marítima Kpler divulgados nesta segunda-feira (27).

De acordo com os dados, 11 embarcações de transporte de commodities atravessaram o estreito de Bab el-Mandeb no domingo, o menor número registrado em meses.

A navegação no Mar Vermelho vem sendo afetada desde a semana passada pelos Houthis, grupo alinhado ao Irã, que busca bloquear as exportações sauditas, ampliando o conflito entre Estados Unidos e Irã, que já comprometeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

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A interrupção no transporte marítimo fez os preços das cargas físicas de petróleo bruto no Oriente Médio, Europa e África atingirem os maiores níveis em dois meses na semana passada.

Dos sete navios-tanque que passaram por Bab el-Mandeb no domingo, três entraram no Mar Vermelho. Dois deles são superpetroleiros do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), com destino ao porto saudita de Yanbu para carregar petróleo. O terceiro é uma embarcação ligada à Rússia, segundo os dados.

As quatro embarcações que deixaram o Mar Vermelho no domingo incluíam o superpetroleiro New Explorer, de bandeira de Hong Kong, transportando 2 milhões de barris de petróleo saudita e dos Emirados Árabes Unidos para o porto de Ningbo, no leste da China. Também estavam entre elas um navio levando 1 milhão de barris de petróleo russo para a China e outro transportando cerca de 750 mil barris de petróleo saudita para o Paquistão.

Outro superpetroleiro de bandeira de Hong Kong, o New Pearl, carregando 2 milhões de barris de petróleo saudita, também deixava o Mar Vermelho pelo estreito de Bab el-Mandeb com destino ao porto chinês de Zhoushan. Trata-se do quarto superpetroleiro chinês a deixar a região desde que os Houthis anunciaram um bloqueio naval.

A empresa Associated Maritime Hong Kong, responsável pela gestão dos navios New Explorer e New Pearl, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito fora do horário comercial.

O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atacou, no sábado (25), instalações da estatal petrolífera saudita Aramco nas cidades de Jizan e Yanbu.

Estreito de Ormuz

Menos de 10 embarcações de transporte de commodities atravessaram diariamente o Estreito de Ormuz durante o fim de semana, apesar da pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, segundo os dados da Kpler.

No domingo, apenas sete navios passaram pela região, incluindo três petroleiros ligados ao Irã que deixaram o estreito.

No sábado, somente três embarcações fizeram a travessia com seus transponders desligados. Entre elas estavam um superpetroleiro a caminho do Catar para carregar petróleo, um navio de transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) com destino ao porto de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, e um petroleiro transportando nafta do Catar rumo ao Japão.

Na sexta-feira (24), sete embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz, a maioria deixando o Golfo Pérsico, incluindo dois superpetroleiros carregados com petróleo do Iraque e dos Emirados Árabes Unidos, além de um navio transportando óleo combustível.

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domingo, 26 de julho de 2026

Arroz, café, trigo e mais: como a crise dos fertilizantes — em ano de El Niño — pode pressionar preços

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Guerra no Oriente Médio, encarecimento dos insumos e problemas de logística podem levar produtores a reduzir a adubação das lavouras nesta safra.
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Por Vivian Souza, g1

Postado em 26 de Julho de 2.026 às 07h00m
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Com guerra, Brasil importa menos fertilizante e paga mais caro
Com guerra, Brasil importa menos fertilizante e paga mais caro

A alta dos preços dos fertilizantes e a dificuldade de transporte podem levar agricultores a reduzirem a adubação nesta safra, afetando a produção de alimentos importantes para a cesta de consumo do brasileiro, como arroz, laranja, café e trigo, apontam especialistas entrevistados pelo g1.

O Oriente Médio é o quarto maior fornecedor do Brasil, depois da Europa, Ásia e África. A região tem um papel central no mercado de fertilizantes por causa do Estreito de Ormuz, que tem fluxo de transporte instável desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.

Além de rota fundamental para o mercado de petróleo, essa é a rota por onde passa cerca de um terço do comércio marítimo de fertilizantes, segundo dados da Consultoria Agro do Itaú BBA. Ela responde por mais de 40% das exportações globais de ureia, além de uma parcela relevante da amônia, cerca de metade do enxofre.

Como consequência dos períodos em que a rota ficou fechada durante a guerra, os preços dispararam e o acesso dos produtores ficou mais difícil. A dificuldade de acesso ao petróleo também tem gerado escassez de enxofre no mundo. O insumo é usado na produção de fertilizantes fosfatados, dos quais o Brasil importa 80% do que consome.

Resultado é que, entre janeiro e maio, o país importou cerca de 45% menos do produto que no mesmo período do ano passado.

Diante desse cenário, indústrias de fertilizantes no Brasil têm reduzido a produção, caso da Mosaic, uma das maiores empresas globais do setor.

  • 🔎 Mas por que ter menos fertilizante é ruim? As lavouras que não recebem a adubação adequada podem ter uma queda na produtividade, afetando a quantidade disponível no mercado, a qualidade dos produtos e, consequentemente, os preços, explica Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro.

A falta de fertilizante por si só pode não causar um impacto tão grande, mas é mais um problema que se soma ao cenário no campo e que se torna preocupante, aponta o pesquisador.

Além da adubação, o agronegócio deve enfrentar um forte El Niño neste ano.

  • 🔎 O fenômeno é marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que altera os padrões do clima no mundo. Nas regiões produtoras, ele pode causar secas e chuvas fora de hora, prejudicando a plantação.

"É difícil saber qual que vai ser a contribuição de cada um desses choques para uma possível alta no preço de alimentos", explica Serigati.

Confirmados os problemas, o impacto nos preços deve aparecer apenas no ano que vem, já que os efeitos atingirão a safra que será plantada neste semestre.

Para o analista de insumos do Rabobank Bruno Fonseca, um dos principais efeitos da alta dos fertilizantes é o aumento do custo de produção, em um momento em que os agricultores já enfrentam endividamento.

"Temos produtores que não tiveram condição de acessar o crédito, de comprar fertilizantes e vão tender a reduzir o uso do adubo, afirma o analista.

Segundo Fonseca, o único adubo que poderia ser retirado totalmente da lavoura nesses casos seria o fósforo, já que existe um estoque do elemento no solo. Mas, neste ano, isso não deve acontecer. Parte desse estoque no solo já vem sendo consumido nos últimos anos, não vai ser possível reduzir muito, explica.

Para ele, todas as culturas podem ser afetadas pela escassez de fertilizantes e pela alta dos preços. E as compras do produto pelos agricultores já estão atrasadas para as safras de verão, aponta.

Já para Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, os grandes produtores não devem ser muito impactados. Muitos deles contam com tecnologia em níveis altos e ideais de aplicação por um tempo. Então, isso cria um certo resíduo do solo, principalmente para nutrientes, explica.

Além disso, eles ainda têm acesso ao crédito e melhor planejamento de compras, o que reduz os impactos da guerra. Por outro lado, ele concorda que agricultores menores, que dependem do mercado local para comprar insumos e não têm acesso fácil nem suficiente ao crédito devem reduzir a aplicação.

Ele também acredita que isso deve ocorrer entre produtores de culturas com menor rentabilidade, como trigo, café, laranja e arroz.

Além disso, Serigati, da FGV, pontua que o fertilizante pode não chegar a tempo para agricultores que estão mais longe dos portos que recebem esses produtos, caso de Rondônia. Segundo ele, a entrada do adubo costuma ocorrer principalmente por portos do Sul do país.

Para os especialistas, apesar da redução do uso de fertilizantes, os impactos podem ser menores se as chuvas ocorrerem nos períodos adequados para o desenvolvimento das lavouras. Mas, em ano de El Niño, isso pode não acontecer.

O Brasil é altamente dependente das importações para suprir a demanda de fertilizantes: o país compra do exterior 85% do que consome.

Até maio deste ano, foi importado 1,5% a menos do que no mesmo período de 2025, segundo dados do Itaú BBA. Só de ureia, a queda foi de 27%.

Segundo Fonseca, logo depois do início do conflito, em fevereiro, os preços dos fertilizantes começaram a subir em todo o mundo. Somente nas três primeiras semanas da guerra, o preço da ureia subiu 46%, segundo levantamento do Rabobank.

Em junho, com a rota aberta, houve alívio nos preços. A ureia voltou aos patamares anteriores ao conflito, aponta o Itaú BBA. Mas, com o novo fechamento da rota, os preços voltaram a subir.

Em meio à insegurança sobre o acesso aos fertilizantes, fornecedores importantes decidiram restringir a exportação e priorizar no mercado interno. A China, responsável por 26% de tudo o que o Brasil comprou em 2025, foi um desses casos.

A Rússia, origem de 23% das importações brasileiras, também. Além de buscar garantir o abastecimento interno, o país enfrenta uma escalada da guerra com a Ucrânia no Mar Negro, o que limita o transporte, afirma Serigati, da FGV.

De forma geral, 45% dos fertilizantes importados pelo Brasil vêm de países com alta propensão à instabilidade política ou violência motivada por fatores geopolíticos, aponta um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios, elaborado por Carlos Cogo.

Para Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, essa dependência deve continuar, principalmente por causa da queda de produtividade das fabricantes diante da escassez de insumos como o enxofre.

Ele afirma que há investimentos em plantas de nitrogênio no Brasil para ampliar a oferta no país, mas essa é uma solução sem efeito imediato.

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sábado, 25 de julho de 2026

Carteira de pedidos da Embraer soma 34,5 bilhões de dólares no 2º trimestre de 2026

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De acordo com a empresa, é o sétimo recorde trimestral consecutivo da companhia.
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Por g1 Vale do Paraíba e região

Postado em 25 de Julho de 2.026 às 13h45m
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Carteira de pedidos da Embraer soma US$ 34,5 bilhões no 2º trimestre de 2026
Carteira de pedidos da Embraer soma US$ 34,5 bilhões no 2º trimestre de 2026

A carteira de pedidos da Embraer foi de 34,5 bilhões de dólares no segundo trimestre deste ano. De acordo com a empresa, é o sétimo recorde trimestral consecutivo da companhia.

O resultado é 7% maior que no trimestre passado, em que foram 32,1 bilhões de dólares em pedidos. Se comparado com abril, maio e junho de 2025, quando a carteira totalizou 29,7 bilhões de dólares, o aumento foi de 16%. 

Embraer — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Embraer — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A Embraer entregou 65 aviões no segundo trimestre deste ano. A maior parte foi para a aviação executiva, com 45 unidades. A estimativa da empresa é entregar entre 240 e 255 aviões até o fim de 2026.

Veja mais sobre o Vale do Paraíba e região bragantina


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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Governo estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas dos EUA

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Cáculo considera tarifas anunciadas neste mês, de 25% e 12,5%, e sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo governo norte-americano. Segundo governo, 52,7% permanecem sem tarifas adicionais.
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Por Redação g1 — Brasília

Postado em 24 de Julho de 2.026 às 17h55m
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O governo federal estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cálculo considera as tarifas de 12,5%, anunciadas nesta quinta-feira (23), as de 25%, anunciadas na semana passada, e a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo o norte-americano.

Considerando apenas as novas taxas, o ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) estima que as novas medidas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras e que 52,7% permanecem sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil.

Segundo o governo:

  • 4,7% das exportações são alcançadas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, incluindo, por exemplo, obras de pedra, gesso e matérias semelhantes; minérios; óleos essenciais e produtos de perfumaria; e pescados;
  • 1,9% das exportações é alcançada exclusivamente pela sobretaxa de 25%, abrangendo, entre outros produtos, o açúcar; e
  • 16,5% das exportações são alcançadas simultaneamente pelas duas medidas e, portanto, sujeitam-se à sobretaxa acumulada de 37,5%, caso de produtos como máquinas e equipamentos; vários tipos de madeira; gorduras e óleos; calçados; móveis; confecções.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 12,5% entrou em vigor nesta sexta-feira (24).

Com isso, parte dos produtos do Brasil passam a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Novas tarifas de Donald Trump — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
Novas tarifas de Donald Trump — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). A taxa, que até então eram de 25%, passou a ser de 50%.

A aplicação dessas taxas atingiu diretamente o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como Canadá e México. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado.

O MDIC afirma ainda que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram queda no primeiro semestre, com redução de 12,8% na corrente de comércio bilateral.

"Esse movimento tem ocorrido em um ambiente de crescente incerteza quanto à política comercial norte-americana, caracterizado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários, pela adoção de medidas restritivas e indevidas e por frequentes revisões das condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos."

Em ao tarifaço anunciado neste mês, o governo brasileiro disse que a medida tem caráter completamente arbitrário e injustificadoe, por isso, o governo iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

No entanto, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não escalar a tensão com o governo de Donald Trump.

Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:

  • realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
  • determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;
  • somente depois, a sugestão das contramedidas.
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Rankings mostram os melhores do primeiro turno do Brasileirão 2026

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Artilheiros da Hora, Garçons, Anjos da Guarda e Homens de Ferro. Veja também as equipes que mais têm a bola e as mais eficientes do campeonato até agora
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Por Guilherme Maniaudet, José Victor Meirinho e Roberto Maleson — Rio de Janeiro

Postado em 24 de Julho de 2.026 às 12h50m
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Destaques do primeiro turno do Brasileiro 2026 — Foto: Infoesporte
Destaques do primeiro turno do Brasileiro 2026 — Foto: Infoesporte

Ao fim da 19ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026, a equipe do Gato Mestre* investigou quem foram os atletas e as equipes que mais se destacaram. Veja os jogadores com mais assistências, os que menos precisam de tempo para fazer gol, os que mais jogaram (em minutos) e os que mais bloquearam finalizações. Confira também os times com melhores números em posse de bola e os mais eficientes.

Aos 43 do 1º tempo - gol de Marlon Freitas para o Palmeiras
Aos 43 do 1º tempo - gol de Marlon Freitas para o Palmeiras

Peça fundamental no meio de campo do líder Palmeiras, Andreas Pereira é o jogador com mais assistências no Brasileirão, com nove passes para gols. Em segundo lugar está Josué, camisa 10 do Coritiba, com oito assistências. Matheus Pereira, do Cruzeiro, é o atleta com mais passes para finalizações, com 48, mas tem apenas duas assistências para gols no campeonato.

Garçons

Jogador Passes para finalizações Assistências para gols
Andreas Pereira (Palmeiras) 32 9
Josué (Coritiba) 39 8
Samuel Lino (Flamengo) 24 7
Garro (Corinthians) 35 6
Benavídez (Athletico-PR) 19 5
Alesson (Mirassol) 16 4
Cuiabano (Vasco) 15 4
Erick (Vitória) 25 4
Esquivel (Athletico-PR) 19 4
Everton Ribeiro (Bahia) 33 4
Lucho Acosta (Fluminense) 36 4
Pedro (Flamengo) 16 4
Puma Rodríguez (Vasco) 23 4
Aos 5 min do 2º tempo - gol de cabeça de Pedro do Flamengo contra o Fluminense
Aos 5 min do 2º tempo - gol de cabeça de Pedro do Flamengo contra o Fluminense

O artilheiro da hora do Brasileirão, aquele que menos precisa de tempo em campo para fazer gols, é justamente o artilheiro do campeonato: Pedro, do Flamengo. O atacante marcou 12 gols em 1.508 minutos. Ou seja, uma bola na rede a cada 125 minutos em campo.

Gabriel Barbosa, mesmo não estando entre os principais artilheiros da competição, é o segundo que menos precisa de tempo em campo para marcar. O atacante do Santos tem 884 minutos em campo e sete gols, o que lhe dá uma média de gol a cada 126 minutos.

Artilheiros da Hora

Jogador Minutos Gols Minutos por gol
Pedro (Flamengo) 1.508 12 125,7
Gabriel (Santos) 884 7 126,3
John Kennedy (Fluminense) 1.218 9 135,3
Breno Lopes (Coritiba) 1.135 8 141,9
Carlos Vinícius (Grêmio) 1.578 10 157,8
Viveros (Athletico-PR) 1.782 11 162
Renê (Vitória) 819 5 163,8
Danilo (Botafogo) 1.198 7 171,1
Luciano (São Paulo) 1.119 6 186,6
Everaldo (Bahia) 752 4 188,1
Fonte: Gato Mestre

Anjos da guarda

Esses são os jogadores que mais interceptaram finalizações no Brasileirão. No primeiro lugar, aparece o zagueiro João Victor, do Mirassol, com 26 intervenções. Willian Machado, companheiro de zaga de João Victor, também aparece nesse top 10. Capitão do líder Palmeiras, o paraguaio Gustavo Gómez é o segundo no ranking.

Anjos da Guarda

Jogador Intervenções
João Victor (Mirassol) 26
Gustavo Gómez (Palmeiras) 20
Jacy (Coritiba) 19
Santiago Mingo (Bahia) 19
Ruan (Atlético-MG) 18
Luan Peres (Santos) 17
Cacá (Vitória) 16
Léo Pereira (Flamengo) 16
Willian Machado (Mirassol) 16
Murilo (Palmeiras) 15
Tiago Cóser (Coritiba) 15

Estes são os atletas que se destacam por mais estar em campo. Dentre os jogadores de linha, o zagueiro Robert Renan, do Vasco, lidera, com 1.878 minutos. Até o momento, o defensor disputou todos os duelos do time carioca pelo Brasileiro 2026.

O segundo com mais minutos é o também zagueiro João Victor, do Mirassol, com 1.817 minutos. Além de destaque como sendo o principal Anjo da Guarda, o defensor também disputou todas as partidas do time paulista na competição.

Homens de Ferro (linha)

Jogador Minutos
Robert Renan (Vasco) 1.878
João Victor (Mirassol) 1.817
Marllon (Remo) 1.791
Fabrício Bruno (Cruzeiro) 1.790
Viveros (Athletico-PR) 1.782
Marlon Freitas (Palmeiras) 1.740
Renan Lodi (Atlético-MG) 1.738
Lucas Barbosa (Bragantino) 1.717
Arthur Dias (Athletico-PR) 1.713
Mendoza (Athletico-PR) 1.685
Aos 10 min do 2º tempo - chute de dentro da área defendido de Luciano do São Paulo contra o Athletico-PR
Aos 10 min do 2º tempo - chute de dentro da área defendido de Luciano do São Paulo contra o Athletico-PR

Santos, do Athletico-PR, lidera o ranking de minutos em campo dos goleiros no Brasileiro 2026, com 1.911 minutos em 19 jogos (100% de participação no total de minutos do time paranaense no campeonato). Fábio, do Fluminense, e Rafael, do São Paulo, completam o pódio.

Homens de Ferro (goleiros)

Jogador Minutos
Santos (Athletico-PR) 1.911
Fábio (Fluminense) 1.910
Rafael (São Paulo) 1.897
Léo Jardim (Vasco) 1.878
Everson (Atlético-MG) 1.869
Walter (Mirassol) 1.817
Carlos Miguel (Palmeiras) 1.795
Weverton (Grêmio) 1.793
Marcelo Rangel (Remo) 1.792
Rossi (Flamengo) 1.785
Aos 23 min do 1º tempo - gol de fora da área de Savarino do Fluminense contra o Santos
Aos 23 min do 1º tempo - gol de fora da área de Savarino do Fluminense contra o Santos

Quarto colocado, o Fluminense, de Luis Zubeldía, é o clube com a maior média de posse de bola por jogo: 57%. Atrás dele, aparece outro carioca: o Flamengo, de Leonardo Jardim, com 54%. Na outra ponta vem o Coritiba, lanterna no quesito, com apenas 42%. Porém, mesmo com um estilo de jogo de não ter tanto a posse, o Coxa faz boa campanha e, atualmente, ocupa a oitava colocação.

Médias de posse de bola

Time Média de posse por jogo
Fluminense 57%
Flamengo 54%
Bahia 53%
Corinthians 53%
Cruzeiro 53%
São Paulo 53%
Vasco 53%
Bragantino 51%
Mirassol 51%
Grêmio 50%
Palmeiras 50%
Atlético-MG 49%
Botafogo 49%
Internacional 49%
Athletico-PR 48%
Santos 48%
Vitória 47%
Chapecoense 44%
Remo 44%
Coritiba 42%

O time que menos precisa de finalizações para fazer gols é o Flamengo. O Rubro-Negro tem 35 gols - o ataque mais positivo do campeonato - em 245 finalizações, o que significa uma bola na rede a cada sete tentativas. O Botafogo é a segunda equipe mais eficiente até aqui. Com 33 gols marcados (1,73 por jogo), o Glorioso marcou a cada 7,18 finalizações.

O Vasco, que é a equipe que mais finaliza (16,58 tentativas por jogo), também é a mais ineficiente. O clube precisa de 14,32 arremates para balançar a rede, mais que o dobro do que o rival Flamengo.

Eficiência dos clubes

Time Finalizações Gols Finalizações por gol
Flamengo 245 35 7,00
Botafogo 237 33 7,18
Palmeiras 240 33 7,27
Coritiba 190 25 7,60
Santos 224 27 8,30
Athletico-PR 224 26 8,62
Vitória 202 22 9,18
Bahia 260 28 9,29
São Paulo 223 24 9,29
Cruzeiro 251 26 9,65
Grêmio 203 21 9,67
Fluminense 282 29 9,72
Remo 218 21 10,38
Corinthians 224 21 10,67
Atlético-MG 247 23 10,74
Bragantino 284 26 10,92
Mirassol 241 20 12,05
Internacional 278 22 12,64
Chapecoense 232 17 13,65
Vasco 315 22 14,32

Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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