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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Putin se reúne com Dilma para encontro sobre o Brics em Moscou

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Ex-presidente do Brasil é a atual mandatária do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) criado pelo bloco
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Da Reuters
13/05/26 às 17:10 | Atualizado 13/05/26 às 17:15
Postado em 13 de Maio de 2.026 às 18h00m
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O presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com Dilma Rousseff, atual presidente do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) dos Brics  • RUSSIAN POOL

O presidente russo, Vladimir Putin, se reuniu nesta quarta-feira (13) no Kremlin com Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil e atual mandatária do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento), criado pelos países do Brics.

A reunião contou com a presença de Roman Serov, vice-presidente do NBD; Maxim Oreshkin, vice-chefe de gabinete da Presidência da Rússia; e Anton Siluanov, ministro das Finanças da Rússia.

O Brics foi fundado em 2009 como um clube informal para fornecer uma plataforma para que seus membros desafiassem uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais.

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Sua criação foi iniciada pela Rússia. Em 2015, os membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estabeleceram o NBD.

Reuniões em Nova Délhi

Os ministros das Relações Exteriores do bloco devem se encontrar para reuniões em Nova Délhi, nesta quinta-feira (14), testando a capacidade de chegar a uma posição unificada e produzir uma declaração conjunta.

O grupo, que originalmente incluía Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se ao longo dos anos com a inclusão de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O Irã pediu à Índia, presidente do Brics em 2026, que use a plataforma do grupo para criar um consenso condenando as ações dos EUA e de Israel no conflito do Oriente Médio.

As principais diferenças surgiram entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, que estão em lados opostos da linha de frente em uma guerra lançada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, deve chegar no final desta quarta-feira (13) para participar do encontro, que será realizado de 14 a 15 de maio. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também deve participar da reunião. Não ficou claro quem representará os Emirados Árabes Unidos.

A mais recente rodada pode ser tensa após relatos de que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita realizaram ataques militares contra o Irã em retaliação aos ataques iranianos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, disse em março que alguns membros dos Brics estão envolvidos diretamente no conflito, o que dificulta "a formação de um consenso".

Outra autoridade do ministério disse à Reuters que a Índia está esperançosa de obter uma declaração conjunta após a última rodada de reuniões com os ministros das Relações Exteriores.

"Ainda bem que os ministros das Relações Exteriores de todos os países do Brics, com exceção da China, que está ocupada, estão chegando. Esse é um bom sinal dos esforços para construir uma coalizão do Brics em torno de uma questão de interesse das economias emergentes e do sul global", disse o ex-diplomata indiano Manjeev Singh Puri.

"É claro que soluções políticas são difíceis, mas o fato de que eles estão se reunindo é positivo e esperamos que isso leve a um caminho a seguir."

O aumento dos preços da energia causado pela guerra fez com que muitos países do Brics, incluindo a Índia, introduzissem medidas de emergência para proteger suas economias e consumidores.

Até o momento, a China assumiu uma posição nominalmente neutra, devido aos seus fortes laços com o Irã e com os Estados árabes de maioria sunita.

A China será representada por seu embaixador na Índia, Xu Feihong, para substituir o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, que provavelmente não viajará devido à visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim nesta semana.

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Tópicos


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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Dólar cai e renova menor patamar desde janeiro de 2024 com impasse entre EUA e Irã; Ibovespa recua

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A moeda americana caiu 0,06%, cotada a R$ 4,8913. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira recuou 1,19%, aos 181.909 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 11 de Maio de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em leve queda de 0,06% nesta segunda-feira (11), cotado a R$ 4,8913 — renovando o menor patamar desde 15 de janeiro de 2024 (R$ 4,8657). Na mínima do dia chegou a R$ 4,8857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um recuo de 1,19%, aos 181.909 pontos.

▶️ No exterior, os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (11), após indicações de que o presidente americano, Donald Trump, considera voltar a atacar o Irã. Segundo Trump, a resposta do país do Oriente Médio ao cessar-fogo é "totalmente inaceitável".

  • 🔎 Perto das 17h (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 2,80%, cotado a US$ 104,13. Já o WTI, referência nos EUA, avançava 2,71%, para US$ 98,01.

▶️ No Brasil, o destaque é o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. O relatório mostrou que os economistas elevaram pela nona semana a projeção para a inflação de 2026, de 4,89% para 4,91%.

▶️Já no noticiário corporativo, a Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, faz hoje sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na B3. É a primeira companhia a estrear na bolsa brasileira desde 2021.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,06%;
  • Acumulado do mês: -1,22%;
  • Acumulado do ano: -10,88%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,19%;
  • Acumulado do mês: -2,89%;
  • Acumulado do ano: +12,90%.
Novas projeções dos economistas

O mercado financeiro voltou a aumentar a previsão para a inflação no Brasil em 2026. Essa já é a nona alta seguida nas estimativas feitas por bancos e instituições financeiras.

A principal preocupação é a guerra no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo subir bastante nos últimos dias. Quando o petróleo fica mais caro, os combustíveis também podem subir, pressionando a inflação no Brasil.

Agora, a expectativa do mercado é que a inflação fique em 4,91% no ano que vem, acima da meta do Banco Central, que é de 3%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo assim, o mercado continua apostando em queda da taxa Selic nos próximos anos. Hoje, os juros básicos do país estão em 14,5% ao ano.

Os economistas também mantiveram a previsão de crescimento moderado da economia brasileira em 2026 e reduziram um pouco a estimativa para o dólar no fim do ano. (veja todas as projeções aqui)

Estreia na bolsa brasileira

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, estreia nesta segunda-feira na bolsa brasileira com o primeiro IPO da B3 desde 2021.

  • 🔎 IPO é a sigla para oferta pública inicial de ações — ou seja, quando uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa e abre espaço para investidores comprarem participação no negócio.

As ações da Compass são negociadas com o código PASS3. O preço foi definido em R$ 28 por ação, e a operação pode movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Após a estreia, o papel chegou a operar em alta no início do pregão, mas perdeu força ao longo da manhã. Por volta das 11h20, os papéis caíam 0,96%, cotados a R$ 27,73.

A empresa atua no setor de gás natural e energia, controlando negócios como a Comgás e operações de distribuição e infraestrutura de gás no Brasil.

Segundo analistas, a falta de IPOs nos últimos anos foi causada principalmente pelos juros altos no país, que tornaram investimentos em renda fixa mais atrativos e reduziram o interesse por ações.

EUA rejeitam proposta de paz do Irã

As negociações para encerrar a guerra entre EUA e Irã voltaram a travar depois que o presidente Donald Trump classificou como totalmente inaceitáveis as exigências apresentadas por Teerã.

O Irã quer o fim da guerra em todas as frentes, garantias de que não sofrerá novos ataques, suspensão de sanções econômicas, liberação de ativos congelados e reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

Teerã também aceita interromper temporariamente o enriquecimento de urânio, mas rejeita desmontar suas instalações nucleares.

Já os EUA querem limitar o programa nuclear iraniano, impedir que o país volte a ameaçar o Estreito de Ormuz e pressionam o Irã a interromper apoio a grupos armados da região, como Hezbollah e Hamas.

O novo impasse aumenta o risco de continuidade da guerra e já pressiona o preço do petróleo, que voltou a subir com o temor de impactos na oferta global de energia.

Mercados globais

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta, impulsionados pelos resultados corporativos de tecnologia.

Enquanto o Nasdaq subiu 0,10% na sessão, o S&P 500 e o Dow Jones avançaram 0,19% cada.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 612,79 pontos.

Entre as principais bolsas do velho continente, o índice FTSE 100, de Londres, avançou 0,36%, aos 10.269,43 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,05%, para 24.350,28 pontos. Já em Paris, o CAC 40 recuou 0,69%, aos 8.056,38 pontos.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta nesta segunda, puxadas pelas ações de tecnologia em meio ao otimismo com inteligência artificial (IA) e ao avanço das exportações do país.

O índice de Xangai subiu 1,08%, no maior nível em quase 11 anos, enquanto o CSI300 avançou 1,64%. Já o setor de semicondutores disparou 6,3%.

Em outros mercados da Ásia, a bolsa da Coreia do Sul saltou 4,32%, enquanto o Japão caiu 0,47% e Hong Kong teve leve alta de 0,05%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Dólar sobe e fecha a R$ 4,92 com leilão do BC e trégua no Oriente Médio; Ibovespa avança

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A moeda americana subiu 0,17%, cotada a R$ 4,9206. A bolsa de valores brasileira avançou 0,50%, aos 187.691 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Maio de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,9206. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,50%, aos 187.691 pontos.

O dia foi marcado pela intervenção do Banco Central, que realizou um leilão que funciona como uma espécie de compra de dólar no mercado futuro. Esse tipo de operação influencia a cotação da moeda e, em geral, tende a pressionar o dólar (leia mais abaixo). Além disso, investidores acompanharam o alívio no cenário da guerra no Oriente Médio.

▶️ Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira com a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Sinais de manutenção do cessar-fogo e declarações de Donald Trump sobre avanços nas negociações diminuíram o risco de um conflito maior entre os dois países.

  • 🔎 O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou 11%, cotado a US$ 98.

▶️Esse movimento acontece junto com a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial e um dos pontos centrais do atual coflito. Nesta manhã, autoridades do Irã afirmaram que a navegação voltou a ser segura após a suspensão de operações militares dos EUA na região.

▶️ Na agenda do dia, o destaque foi o setor de serviços no Brasil, que subiu de 50,1 em março para 52,3 em abril. Também saiu o fluxo cambial, de abril, indicador que mostra a entrada e saída de dólares no país, que ficou positivo em US$ 9,291 bilhões, revertendo a saída de US$ 6,350 bilhões registrada em março.

▶️ Ainda por aqui, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do programa Bom dia, Ministro e disse que o governo estuda incluir crédito para informais e ampliar o Desenrola para quem está em dia, mas paga juros altos, com possível lançamento nas próximas semanas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,63%;
  • Acumulado do mês: -0,63%;
  • Acumulado do ano: -10,35%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,20%;
  • Acumulado do mês: +0,20%;
  • Acumulado do ano: +16,49%.
Intervenção do BC faz dólar subir

Durante a manhã, o dólar abriu em queda, acompanhando um cenário externo mais tranquilo, e chegou a ser cotado na faixa de R$ 4,90. Ao longo do início do dia, porém, o movimento perdeu força e a moeda passou a oscilar sem uma direção clara, até fechar em alta.

Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, esse comportamento reflete a incerteza no cenário internacional, especialmente em relação à guerra no Irã. O dólar opera sem direção muito definida após o alívio da sessão de ontem, de olho nos desdobramentos da guerra no Irã, afirma.

Segundo a especialista, apesar de o ambiente externo indicar maior disposição ao risco neste momento, parte do movimento recente da moeda também está ligada à atuação do Banco Central. Nesse contexto, ela avalia que ajustes nas cotações ao longo do dia são esperados.

É natural alguma correção pontual, dado que o ambiente continua incerto.

Pouco antes das 9h30, a autarquia realizou um leilão de 10 mil contratos de swap reverso — uma operação no mercado futuro, onde são negociados contratos com base no preço do dólar —, com montante equivalente a US$ 500 milhões.

  • 🔎 Esse tipo de leilão funciona como se o BC estivesse comprando dólar nesse mercado futuro. Isso tende a puxar os preços desses contratos para cima.

Como esse mercado é o mais movimentado e serve de referência, o efeito acaba se espalhando e influencia também o dólar de verdade, negociado à vista, fazendo a cotação subir.

Outro ponto importante é que, desta vez, o BC não vendeu dólares no mercado à vista ao mesmo tempo — uma estratégia que costuma suavizar esse impacto. Ao atuar apenas no mercado futuro, o efeito de alta ficou mais evidente.

Mas por que o Banco Central faria isso? Em alguns momentos, a autoridade monetária pode ter interesse em evitar uma queda muito forte do dólar.

  • 💱 Isso porque uma moeda americana mais barata pode trazer efeitos indesejados, como desestimular exportações ou gerar movimentos bruscos no mercado financeiro.
  • 🏛️ Ao atuar, o BC busca reduzir oscilações mais intensas e manter um certo equilíbrio nas cotações.
Trégua no Oriente Médio

Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações.

Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas.

Entre os principais pontos em discussão estão:

  • suspensão temporária do programa nuclear iraniano;
  • redução das sanções impostas pelos EUA;
  • liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior;
  • diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço.

O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões.

Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem.

O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões.

  • 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços.

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito.

Mercados globais

Os índices em Wall Street atingiram máximas recordes nesta quarta-feira, ampliando os ganhos impulsionados pelo entusiasmo sustentado em torno da inteligência artificial e pela perspectiva de um acordo de paz entre os EUA e o Irã.

O Dow Jones subiu 1,24%, para 49.910,59 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,46%, a 7.365,03 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 2,03%, para 25.838,94 pontos.

Na Europa, o movimento também foi positivo. O índice STOXX 600 fechou em alta de 2,2%, a 623,25 pontos.

Entre as principais bolsas, o DAX, de Frankfurt, subiu 2,12%, a 24.918,69 pontos; o FTSE 100, de Londres, avançou 2,15%, a 10.438,66 pontos; e o CAC 40, de Paris, ganhou 2,94%, a 8.299,42 pontos.

Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Dólar cai a R$ 4,91 e tem menor valor em mais de dois anos, com ata do Copom e conflito no Irã

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Moeda americana caiu 1,12%, cotada a R$ 4,9121. A bolsa encerrou em alta de 0,62%, aos 186.754 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 05 de Maio de 2.026 às 11h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar caiu 1,12% nesta terça-feira (5), cotado a R$ 4,9121, o menor valor desde 26 de janeiro de 2024 (R$ 4,9105). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 0,62%, aos 186.754 pontos.

▶️ O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que detalha a decisão de reduzir a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano. Segundo o BC, a guerra no Oriente Médio elevou as projeções de inflação para o ano, mas não deve interromper a trajetória de queda dos juros.

▶️ O mercado também avalia o impasse entre Estados Unidos e Irã, que mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz e pressiona os preços do petróleo. Por volta das 17h, o barril Brent (referência internacional) caía 3,74%, cotado a US$ 110,16.

▶️ Na bolsa, o destaque foi a Ambev, com alta de mais de 15% — segunda maior alta em um dia desde a criação da companhia em 1999. A empresa reportou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo Carnaval no Brasil.

Além disso, o presidente-executivo da empresa, Carlos Lisboa, afirmou que o ano deve ser positivo para o setor, impulsionado pela sequência de feriados prolongados e pela Copa do Mundo.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,80%;
  • Acumulado do mês: -0,80%;
  • Acumulado do ano: -10,51%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,30%;
  • Acumulado do mês: -0,30%;
  • Acumulado do ano: +15,91%.
Resultado da Ambev

A Ambev divulgou mais cedo lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre, além da distribuição de cerca de R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio, a serem pagos até dezembro.

Analistas do Itaú BBA afirmaram mais cedo que a Copa pode sustentar o momento positivo da Ambev e que a melhora dos fundamentos neste ano pode destravar o potencial de valorização das ações da companhia.

O desempenho da companhia nos três primeiros meses de 2026 ocorre após a empresa ter citado, no fim do ano passado, problemas com o clima desfavorável ao consumo de cerveja como um dos principais fatores de preocupação.

Lisboa afirmou nesta terça-feira, durante conferência com analistas sobre os resultados, que a companhia espera um arrefecimento de custos a partir do segundo trimestre e que está confiante no cumprimento das estimativas para as operações de cerveja no Brasil ao longo deste ano.

A Ambev projeta crescimento do custo dos produtos vendidos por hectolitro da operação de cerveja no Brasil entre 4,5% e 7,5% em 2026, excluindo depreciação, amortização e o marketplace do grupo.

Tensão no Oriente Médio

A frágil trégua na guerra no Oriente Médio está ameaçada nesta terça-feira (5), um dia após Estados Unidos e Irã trocarem agressões no Golfo Pérsico, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira que as violações do cessar-fogo de quatro semanas pelos EUA "e seus aliados" colocaram em risco o transporte marítimo e o fluxo de energia pela hidrovia.

Apesar da declaração, foi Teerã quem fechou o Estreito de Ormuz e atacou navios comerciais durante a guerra.

"Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", afirmou Qalibaf.

As Forças Armadas dos EUA informaram na segunda-feira que destruíram seis pequenos barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, após o presidente Donald Trump enviar a Marinha para escoltar navios-tanque retidos no estreito, em uma operação chamada de "Projeto Liberdade".

A tensão no mar e nas declarações continuou na tarde desta terça-feira, quando Trump fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA. A fala foi dada em entrevista à emissora americana Fox News.

O republicano também afirmou, na Truth Social, que o Irã atacou embarcações de países não relacionados à operação militar liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano.

Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão, escreveu Trump ao comentar o episódio.

Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que passaram pelo estreito até o momento.

Mercados globais

Os mercados globais operavam alta nesta terça-feira, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,73%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq tinha ganho de 1,03%.

Na Europa, o movimento também foi de recuperação. O Stoxx 600 fechou em alta de 0,7%, após registrar, na véspera, sua maior queda em um mês.

Entre as principais bolsas, o CAC 40, de Paris, avançou 1,08% e o DAX, de Frankfurt, teve alta de 1,71%, enquanto o FTSE 100, de Londres, seguiu na contramão, e fechou em queda de 1,40%.

Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região.

Dólar opera em baixa — Foto: Freepik
Dólar opera em baixa — Foto: Freepik

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