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terça-feira, 15 de setembro de 2026

XI Jinping promete criar IA com código aberto para os países do Brics

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Líder chinês dominou segundo dia de discussões na cúpula do bloco; primeiro-ministro da Índia pediu que países deixem de usar tecnologia e minerais críticos como armas nas relações globais
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Américo Martins, da CNN Brasil, em Nova Délhi, Índia
13/09/26 às 10:40 | Atualizado 13/09/26 às 10:40
Postado em 15 de Setembro de 2.026 às 08h00m
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Xi Jinping e Narendra Modi se cumprimentam durante a Cúpula do Brics em Nova Délhi, na Índia
Xi Jinping e Narendra Modi se cumprimentam durante a Cúpula do Brics em Nova Délhi, na Índia  • HOST BROADCASTER via Reuters

O presidente da China, Xi Jinping, prometeu criar um sistema de inteligência artificial com código aberto para o uso e desenvolvimento conjunto de todos os países do Brics.

A promessa foi feita no segundo e último dia da cúpula do bloco, que acabou neste domingo (13) em Nova Délhi, na Índia. Além dos integrantes plenos do grupo, também participaram das discussões os países parceiros, como Cuba, Malásia e Tailândia.

Xi Jinping afirmou que a China vaicriar uma comunidade de IA de código aberto do Brics, apoiará a cooperação no desenvolvimento e na aplicação de grandes modelos de linguagem, realizará seminários especializados e cursos de treinamento em IA e construirá um ecossistema aberto para a IA para ajudar no desenvolvimento de todos os países do grupo, inclusive os parceiros.

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No momento, a China participa de uma disputa com os Estados Unidos para o desenvolvimento ampliado das tecnologias de inteligência artificial, mas adotando modelos distintos.

Xi Jinping também disse que os chineses pretendem criar uma plataforma em nuvem de ecossistema digital do Brics e oferecer intercâmbio tecnológico e alinhamento industrial para viabilizar uma economia digital mais robusta dentro do bloco.

O líder chinês ressaltou que o sucesso de um Brics ampliado depende do estabelecimento de uma base sólida para uma cooperação pragmática e que os países devem cooperar ainda mais, mantendo a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos.

Ele também propôs uma parceria para Zonas Econômicas Especiais entre as nações do grupo.

O discurso do presidente da China foi uma indicação clara de que as discussões sobre tecnologia devem dominar a Presidência do país no Brics em 2027.

Quase todo o seu discurso foi baseado em ideais de desenvolvimento tecnológico, inclusive com a ideia de incentivar e facilitar, utilizando ferramentas digitais, o comércio intrabloco.

Os outros líderes dos países do Brics e os parceiros também abordaram assuntos relacionados à tecnologia.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anfitrião da cúpula, criticou nações que tentam transformar tecnologia e minerais críticos em armas comerciais e diplomáticas, o que poderia, segundo ele, acabar com o progresso e prosperidade dos países.

Modi não se referiu a nenhum país pelo nome, mas os Estados Unidos e a China estão envolvidos diretamente numa disputa por acesso a minerais críticos que são essenciais para muitas tecnologias de ponta.

A China tem praticamente o monopólio do desenvolvimento desse tipo de mineral, e Pequim e Washington já tomaram várias medidas para limitar a transferência de tecnologia de um país para o outro.

A preocupação de Modi é que esse tipo de disputa acabe impedindo também que outros países tenham mais acesso a tecnologia de ponta.

O presidente russo, Vladimir Putin, outro dos líderes mais importantes presentes ao encontro, reforçou um dos pontos principais para o Brics, a mudança na governança global.

O russo disse que os países do bloco precisam encontrar formas de combinar as vantagens competitivas de suas economias individuais.

Ele defendeu uma reforma na governança do mundo e pediu mais integração dentro do Brics. Essa postura reflete também as pressões sobre o Kremlin, submetido a muitas sanções das economias ocidentais.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

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Queda foi puxada principalmente pela queda nos preços de energia elétrica. Deflação é a maior desde agosto de 2022, quando o índice caiu 0,36%.
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Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Setembro de 2.026 às 11h00m
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IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022
IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também reforça o movimento de desaceleração dos preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta foi de 0,16%

Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho.

  • 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
Energia elétrica. — Foto: Agência Brasil
Energia elétrica. — Foto: Agência Brasil

A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que recuou 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram deflação.

Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. — Foto: Arte/g1
Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. — Foto: Arte/g1

Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA

  • Alimentação e bebidas: -0,34%;
  • Habitação: -1,87%;
  • Artigos de residência: 0,64%;
  • Vestuário: 0,12%;
  • Transportes: -0,86%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
  • Despesas pessoais: 1,30%;
  • Educação: 0,47%;
  • Comunicação: -0,09%.
Conta de luz mais barata puxou a deflação

A queda no grupo de Habitação, a maior em mais de 30 anos, foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial. O movimento refletiu a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês passado.

"Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real", informou José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE.

  • 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz.

Em agosto, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, foram registrados reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC).

Ainda no grupo Habitação, o IBGE destaca a alta de 1,74% do gás encanado, influenciada pelos reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto também subiu, avançando 0,11%, refletindo um reajuste de 3,55% em Salvador.

Inflação acumulada em 12 meses até agosto. — Foto: Arte/g1
Inflação acumulada em 12 meses até agosto. — Foto: Arte/g1

Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também ficaram mais baratos

Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram deflação em agosto e ajudaram a puxar o índice para baixo.

Em Transportes (-0,86%), a deflação foi puxada principalmente pelo recuo de 13,17% nas passagens aéreas e pela queda de 0,91% nos combustíveis. Entre eles, recuaram os preços do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%.

Segundo o IBGE, o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato. Nesse caso, o resultado incorpora não apenas a variação observada em agosto, mas também parte dos efeitos registrados em julho.

Em Alimentação e bebidas (-0,34%), a deflação foi impulsionada pela queda de 0,61% nos preços da alimentação no domicílio. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EUA acusam empresas chinesas de usar IA americana para acelerar desenvolvimento; China rebate

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Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 10 de Setembro de 2.026 às 09h00m
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O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas.

Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de destilação para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês.

➡️ A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera. O processo pode reduzir o custo e o tempo necessários para desenvolver novos modelos.

Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma agressiva, maliciosa e direcionada, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas.

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente.

Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China.

A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial.

China rebate

O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem dois pesos e duas medidas para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA.

Segundo o ministério, a destilação é um método técnico neutro por naturezae é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos.

Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta, afirmou a pasta.

O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer acusações falsas e difamar o país.

Como grandes potências em inteligência artificial, China e EUA devem fortalecer a cooperação, disse um porta-voz do ministério.

A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China.

Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China.

A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país.

Com informações de Reuters e AP

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Petróleo sobe a US$ 97 e bate maior valor em seis semanas após escalada da guerra entre EUA e Irã

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Brent avançou 1,1% nesta segunda-feira, enquanto novos ataques entre os países aumentam a preocupação com a oferta de petróleo na região
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 07 de Setembro de 2.026 às 17h25m
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Volta dos ataques no Irã pressiona Trump
Volta dos ataques no Irã pressiona Trump

Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7) e atingiram o maior nível em seis semanas, após o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques dos Estados Unidos.

A escalada aumentou o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity.

O petróleo Brent, referência internacional, avançou US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. Durante o dia, chegou a US$ 98,06, maior cotação desde 24 de julho.

  • 🔎 Por que o petróleo importa? O petróleo é matéria-prima para combustíveis e diversos produtos, por isso sua cotação afeta a economia. Quando fica mais caro, pode elevar custos de transporte e produção e pressionar a inflação. No Brasil, a alta também aumenta a receita de empresas produtoras e do governo.
Evolução do preço do petróleo nos últimos dias — Foto: Investing.com
Evolução do preço do petróleo nos últimos dias — Foto: Investing.com

Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo WTI, referência no mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília).

O WTI chegou a US$ 93,29 durante a sessão, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA.

Escalada do conflito

A alta ocorre após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda que o país responderá caso seus ativos sejam atacados.

A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava indefesa.

Segundo a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica aumenta o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa afirmou que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir.

A guerra entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro, quando os dois países e Israel iniciaram uma série de ataques. A nova escalada já teve impacto sobre o abastecimento global da commodity.

Na semana passada, o Brent acumulou alta de quase 8%, enquanto o WTI subiu cerca de 10%.

Estoques em baixa

O mercado também acompanha os níveis de estoques de combustíveis nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor de petróleo do mundo.

Os estoques de gasolina e de combustíveis destilados estão abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado e também das médias sazonais dos últimos cinco anos, segundo analistas da PVM Energy.

Para a consultoria, o cenário atual é mais preocupante do que o observado algumas semanas atrás.

Petróleo pode passar de US$ 100

O aumento da tensão elevou as projeções para os preços da commodity. O Goldman Sachs avalia que o petróleo pode chegar a US$ 120 por barril caso os ataques contra navios comerciais se intensifiquem.

O risco está relacionado principalmente à possibilidade de novos problemas no transporte de petróleo e derivados pelo Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras de energia do mundo.

Os Emirados Árabes Unidos já trabalham na criação de rotas alternativas para suas exportações de energia e outras operações comerciais. Segundo Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados, a intenção é evitar que o país fique vulnerável aos efeitos da guerra entre EUA e Irã.

Opep+ mantém produção

Apesar da alta dos preços, a Opep+ manteve no domingo sua política de produção de petróleo para outubro.

O grupo, que reúne grandes produtores da commodity, informou em comunicado que não haverá mudança na estratégia de produção definida anteriormente.

*Contém informações da Agência Reuters

Opep

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sábado, 5 de setembro de 2026

Por que Brasil e EUA devem trilhões — e quem empresta esse dinheiro aos governos?

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No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso.
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Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Postado em 05 de Setembro de 2.026 às 97h40m
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Quanto custa a dívida de um país?
Quanto custa a dívida de um país?

Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas.

Em junho de 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81% do PIB. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto. Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas.

Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, maior saldo para o mês em 3 anos

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Na relação com os EUA, Brasil teve déficit de US$ 824 milhões em agosto e de US$ 3,2 bilhões no acumulado do ano. Informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento.
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Por Alexandro Martello, Rafaela Rosa, g1 — Brasília

Postado em 04 de Setembro de 2.026 às 16h00m
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A balança comercial registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4).

🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

  • O saldo positivo registrou alta de 23,8% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 5,97 bilhões.
  • Esse também foi o maior saldo positivo para meses de agosto desde 2023, quando foi registrado um superávit de US$ 9,63 bilhões.
💵 Segundo o governo, em agosto:

  • As exportações somaram U$ 33,15 bilhões com aumento de 12,2% pela média diária.
  • As importações somaram US$ 25,76 bilhões, com aumento de 9,2% pela média diária.
Entre os produtos exportados pelo país, se destacaram em agosto:

  • Óleos brutos de petróleo: US$ 4,82 bilhões, com alta de 18%;
  • Soja: US$ 4,41 bilhões, com aumento de 14%;
  • Minério de ferro: US$ 2,35 bilhões, com queda de 10,8%;
  • Café não torrado: US$ 1,1 bilhão, com alta de 24,1%;
  • Milho não moído: US$ 1 bilhão, com queda de 25,3%.

➡️Na relação comercial com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit em agosto deste ano, apesar de as exportações para a economia norte-americana terem subido 12% no mês passado (veja mais abaixo nessa reportagem).

Principais mercados consumidores em agosto

  1. China: queda de 10,9%, para US$ 8,34 bilhões;
  2. União Europeia: aumento de 46,4%, para US$ 5,8 bilhões;
  3. Estados Unidos: alta de 12,1%, para US$ 3,19 bilhões
  4. Mercosul: queda de 5,1%, para US$ 2,1 bilhões;
  5. Asean: recuo de 7,1%, para US$ 2,1 bilhões;
  6. África: alta de 20,5%, para US$ 1,67 bilhão;
  7. Oriente Médio: aumento de 12,6%, para US$ 1,4 bilhão;
  8. México: crescimento de 8%, para US$ 848 milhões.

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto, para US$ 5,8 bilhões, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (4). O bloco foi um dos principais destinos a contribuir para o aumento das vendas externas no mês.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em maio, pode ter contribuído para o crescimento de 46,4% das exportações brasileiras ao bloco em agosto, segundo o Diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

“Temos relatos de exportadores que estão se beneficiando, sim, do acordo já nesse período”, afirmou. Segundo ele, porém, ainda não é possível medir precisamente o impacto da redução tarifária nos dados de comércio. 
Acumulado do ano

➡️No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões, informou o governo.

Com isso, houve aumento 28,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 43,2 bilhões.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 250,85 bilhões – alta 10,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária.

Já as importações somaram US$ 195,53 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, com alta de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.

Estados Unidos

Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada
Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada

De acordo com dados do MDIC, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 824 milhões com os Estados Unidos em agosto.

No mês passado, as exportações para a economia norte-americana somaram US$ 3,19 bilhões, com aumento de 12,1%, enquanto as compras totalizaram US$ 4,01 bilhões – com alta de 1,1%.

  • No início de junho, os EUA impuseram uma sobretaxa de 25% sobre mercadorias brasileiras sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.
  • Também naquele mês foi anunciado um adicional sobre 60 países — entre eles o Brasil — que teriam falhado em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas sobretaxas, juntas, podem chegar a 37,5%.

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, de acordo com dados oficiais, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos somou US$ 3,21 bilhões.

Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior saldo para o mês em 3 anos — Foto: Sandro Menezes/governo do RN
Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior saldo para o mês em 3 anos — Foto: Sandro Menezes/governo do RN

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