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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,50% para 14,25% ao ano

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Maior parte do mercado financeiro projetava a redução. Queda do preço do petróleo atenuou a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.
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Por Mariana Assis, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília

Postado em 17 de Junho de 2.026 às 20h00m
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime pelo comitê.

"O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz a nota do BC.

A maior parte dos analistas do mercado financeiro já projetava, na semana passada, um novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta.

"Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura", afirmou o Copom.Após o anúncio do fechamento de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, na noite de domingo (14), a expectativa de uma nova redução da taxa básica da economia se consolidou.

A maioria do mercado projetou um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano – o que se confirmou. É a terceira redução seguida no juro.

"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", disse a nota do Copom.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

➡️Após a diminuição das tensões no Oriente Médio, com desobstrução do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já teve queda no início desta semana, o que atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.

➡️O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril. O Copom indicou que vai calibrar a Selic à medida que a inflação passe a convergir com a meta.

EUA e Irã chegam a acordo de paz, dizem Trump e primeiro-ministro do Paquistão
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Como as decisões são tomadas

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

  • Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
  • Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
  • Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
  • Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.
  • Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,10%, ou seja, acima da meta central de 3%.

➡️Na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, o BC informou que o aumento das expectativas de inflação do mercado não impediram o último corte de juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, naquele momento.

— Foto: Adriano Machado/ Reuters
— Foto: Adriano Machado/ Reuters

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terça-feira, 16 de junho de 2026

CAOA Changan lança CS75; SUV custa R$ 199.990 e será fabricado no Brasil

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Novidade conta com trio de telas integradas de 37,2 polegadas, pacote de assistências ao motorista e motor 1.5 turbo flex de 180 cv. Utilitário esportivo será fabricado em Anápolis (GO).
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Por Redação g1

Postado em 16 de Junho de 2.026 às 17h00m
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CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan
CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

A CAOA Changan anunciou nesta terça-feira (16) o lançamento do SUV CS75 no mercado brasileiro. O modelo será produzido na fábrica da montadora em Anápolis (GO) e chega inicialmente em versão única, a Infinity, com preço promocional de lançamento de R$ 199.990, válido por tempo limitado.

O utilitário esportivo é equipado com motor 1.5 TGDi turbo flex que desenvolve 180 cv de potência e 29,2 kgf.m de torque. O conjunto mecânico traz transmissão automática com oito marchas e suspensão Multilink no eixo traseiro. As rodas são de 20 polegadas.

Nas dimensões, o veículo tem 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,70 m de altura e tem 2,80 m de entre-eixos. Medidas mais generosas do que as do Jeep Commander e GWM Haval H6.

O compartimento de bagagem tem capacidade para 725 litros na medição até o teto. A medida aumenta para 1.620 litros com os assentos traseiros rebatidos. O modelo conta ainda com teto solar panorâmico e maçanetas externas retráteis.

Muitas telas

A cabine do CS75 possui um painel digital integrado com três telas e área total de 37,2 polegadas. Essa superfície une o quadro de instrumentos de 10,3 polegadas, a central multimídia de 14,6 polegadas e uma tela de 12,3 polegadas voltada para o passageiro do banco dianteiro.

O sistema de entretenimento oferece conectividade sem fio para os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos por voz e som com 14 alto-falantes.

Interior do CAOA Changan CS75  tem três telas — Foto: Divulgação / CAOA Changan
Interior do CAOA Changan CS75 tem três telas — Foto: Divulgação / CAOA Changan

O assento do passageiro dianteiro oferece 14 regulagens elétricas, suporte para pernas, aquecimento, ventilação e funções de massagem. O banco do condutor dispõe de ajustes elétricos e memória, aquecimento e ventilação.

Na segunda fileira, os bancos têm inclinação ajustável, aquecimento e saídas de ventilação. O interior inclui ar-condicionado de duas zonas, console central com refrigeração e iluminação ambiente configurável em até 256 cores.

Segurança

O pacote de assistência ao motorista inclui controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo, alerta de saída e permanência em faixa, assistente de congestionamento (que leva o SUV no anda e para), aviso de colisão frontal e frenagem automática de emergência. O carro vem equipado também com controle de estabilidade, controle de tração e airbags frontais, laterais e de cortina.

CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan
CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

O SUV traz um sistema de câmeras de 540 graus com visualização em alta definição e função de chassi transparente. Essa tecnologia reproduz na tela do multimídia o entorno do veículo e projeta uma imagem 3D translúcida do CS75.

Há também um recurso para movimentar o carro em linha reta à distância usando a chave. Ideal para tirar o modelo de vagas estreitas.

O sistema de iluminação do veículo é composto inteiramente por lâmpadas de LED. A grade frontal tem abertura controlada eletronicamente para dosar a entrada de ar.

O fabricante oferece garantia de sete anos ou 150 mil quilômetros para o modelo.

Galerias Relacionadas

Cabine do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Bancos dianteiros do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Painel do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Bancos traseiros do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan
Cabine do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Cabine do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Bancos dianteiros do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Painel do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

Bancos traseiros do CAOA Changan CS75 — Foto: Divulgação / CAOA Changan

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Bolsas mundiais sobem e petróleo cai após anúncio de possível acordo entre EUA e Irã

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Entendimento preliminar prevê fim de guerra e reabertura do Estreito de Ormuz; preços do petróleo recuam mais de US$ 4 por barril no mercado internacional.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 18h30m
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Paquistão anuncia acordo de paz na guerra entre Estados Unidos e Irã
Paquistão anuncia acordo de paz na guerra entre Estados Unidos e Irã

As bolsas de valores ao redor do mundo subiram nesta segunda-feira (15) depois que Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

A notícia reduziu a preocupação dos investidores e também provocou uma forte queda no preço do petróleo. Na Ásia, as bolsas fecharam em forte alta, e o clima de otimismo também impulsionou a abertura dos mercados na Europa.

Veja como reagiram os principais mercados:

🛢️ Petróleo

  • O barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 83,24, em queda de 4,68% perto das 14h40.
  • No mesmo horário, o WTI, referência nos EUA, recuava 5,10%, para US$ 80,55.

Ambos os contratos caíram para seus níveis mais baixos desde 10 de março nesta segunda, após uma queda de mais de 3% na sexta-feira (12).

📉 Bolsas da Europa:

  • DAX, da Alemanha, fechou em alta de 1,05%
  • FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,39%
  • O CAC 40, da França, teve alta de 0,40%
💵Dólar, Ibovespa e Wall Street

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham ganhos. Perto das 14h40, o Dow Jones avançava 1,36%, o S&P 500 tinha alta de 1,91% e o Nasdaq Composite subia 3,05%.

Já o dólar havia apagado as perdas vistas pela manhã e operava com alta de 0,05% no mesmo horário, cotado a R$ 5,0642.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 0,01%, aos 171.150 pontos, acompanhando o otimismo dos mercados internacionais. (Veja mais detalhes do dia no mercado)

📉 Fechamento das principais bolsas asiáticas:

  • Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,6%
  • Nikkei 225, do Japão, subiu 5%
  • Kospi, da Coreia do Sul, subiu 5,2%
  • Sensex, da Índia, subiu 1,2%
  • Taiex, de Taiwan, subiu 2,8%
Entenda o acordo entre EUA e Irã

Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz para encerrar quase quatro meses de conflito.

O entendimento foi confirmado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e por autoridades iranianas.

Segundo o anúncio, as partes concordaram com um cessar-fogo e com a reabertura do Estreito de Ormuz.

Trump também informou que autorizou o fim do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos e defendeu a retomada do fluxo de petróleo pela região.

A assinatura oficial do acordo está prevista para sexta-feira (19), na Suíça. Até lá, o governo iraniano afirma que começará a aplicar o cessar-fogo, mas a implementação completa do pacto dependerá da formalização do documento.

Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, informações divulgadas por autoridades e pela imprensa indicam que o acordo deve incluir a suspensão gradual de algumas sanções contra o Irã e o compromisso de manter negociações sobre o programa nuclear iraniano.

As discussões sobre esse tema devem continuar pelos próximos 60 dias.

Operadores de câmbio observam monitores na sala de negociações de moedas estrangeiras na sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul. — Foto: Ahn Young-joon / AP
Operadores de câmbio observam monitores na sala de negociações de moedas estrangeiras na sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul. — Foto: Ahn Young-joon / AP

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Justiça aprova pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok e da Mobly

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Empresa entrou com o pedido em maio, citando dívida superior a R$ 1 bilhão e dificuldades no setor de móveis, como juros altos e crédito mais restrito.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 17h45m
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Mobly faz acordo para comprar controle da Tok&Stok. — Foto: Reprodução/ Mobly / Tok&Stok
Mobly faz acordo para comprar controle da Tok&Stok. — Foto: Reprodução/ Mobly / Tok&Stok

O Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, afirmou nesta segunda-feira (15) que a Justiça aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia e de suas subsidiárias.

🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando.

A empresa entrou com o pedido de recuperação judicial em maio deste ano, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, citando uma dívida superior a R$ 1 bilhão.

Na ocasião, a companhia informou que a decisão foi tomada após dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito.

Segundo a empresa, esse cenário reduziu as vendas e afetou o caixa do grupo. A Toky também afirmou que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.

A companhia afirmou que o objetivo do pedido é preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar as obrigações financeiras.

'Risco de dano irreparável'

No pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o Grupo Toky solicitou medidas urgentes para evitar o colapso das operações e garantir a continuidade das atividades, citando "risco de dano irreparável" nas operações da companhia.

  • Um dos principais pedidos da empresa é a liberação imediata de cerca de R$ 77 milhões em valores de vendas feitas no cartão de crédito que estão retidos pela SRM Bank.
  • Segundo o grupo, o bloqueio desses valores afetou o caixa da empresa e colocou em risco pagamentos básicos, como salários de mais de 2 mil funcionários.
  • A companhia também pediu à Justiça a suspensão, por 180 dias, de cobranças e ações por dívidas enquanto tenta renegociar os débitos com credores (o chamadostay period).

Outro ponto do pedido é a manutenção de contratos e serviços considerados essenciais para o funcionamento da empresa.

O grupo quer impedir interrupções em operações de logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, energia elétrica e abastecimento de água.

O que é o Grupo Toky

O Grupo Toky foi criado em 2024 após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil.

A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.

A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco em vendas online de móveis e itens de decoração.

A empresa recebeu investimentos da Rocket Internet e expandiu sua atuação para lojas físicas, contando atualmente com 11 unidades entre megastores, outlets e lojas compactas.

Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis, acompanhando o crescimento da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país.

O grupo também reúne a marca Guldi, voltada ao segmento de colchões.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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Fox compra Roku por US$ 22 bilhões

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Empresa resultante da fusão terá um dos maiores negócios de streaming dos Estados Unidos, incluindo Tubi e The Roku Channel.

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Por Redação g1 — São Paulo
15/06/2026 09h39 
Postado em 15 de Junho de 2.026 às 16h40m
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Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. — Foto: Mike Blake/Reuters
Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. — Foto: Mike Blake/Reuters

A Fox Corporation anunciou nesta segunda-feira (15) que firmou um acordo para a compra da Roku, plataforma e sistema operacional de televisões, voltada a facilitar o acesso a serviços de streaming.

A aquisição será feita por meio de uma combinação de dinheiro e ações ordinárias (com direito a voto), em um negócio de aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 111,8 bilhões). O preço pago por ação será de US$ 160 (R$ 813,23).

A transação combina o conteúdo de esportes, notícias e entretenimento da Fox e o serviço Tubi com a plataforma de streaming, o The Roku Channel, dados primários da companhia e relacionamento direto com mais de 100 milhões de lares.

A empresa resultante da fusão se tornará a terceira maior do setor de televisão dos EUA em termos de participação de audiência, informaram as empresas.

"Juntas, Fox e Roku criarão uma empresa de mídia e tecnologia de última geração em grande escala, posicionada na interseção de duas das forças mais importantes que estão remodelando o consumo de vídeo: a primazia duradoura dos esportes e notícias ao vivo e o crescimento contínuo do streaming", afirmou a empresa em comunicado feito ao mercado.

A Roku é uma das primeiras empresas a levar plataformas de streaming como Netflix e YouTube para a televisão por meio de dispositivos conectados e smart TVs.

Seus negócios são impulsionados principalmente pela receita de publicidade e assinaturas de aplicativos de streaming em sua plataforma. A publicidade é o maior componente, com receita de US$ 613 milhões (R$ 3,1 bilhões) no primeiro trimestre — um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Após a conclusão, os atuais acionistas da Fox deverão deter cerca de 73% da empresa resultante da fusão e os acionistas da Roku, cerca de 27%. A expectativa é que o negócio seja concluído no primeiro semestre de 2027.

Segundo o presidente-executivo e diretor-executivo da Fox Corporation, Lachlan Murdoch, a combinação "transformará o escopo" da empresa e deve trazer uma mudança "significativano perfil de crescimento.

"Executamos essa aquisição a partir de uma posição de solidez financeira — mantendo nosso balanço patrimonial com grau de investimento, enquanto oferecemos aos nossos acionistas um programa ininterrupto de retorno de capital na forma de recompra de ações e dividendos", afirmou em nota.

Ainda de acordo com a empresa, a expectativa é que a transação acelere a estratégia digital da Fox, contribua para o aumento do fluxo de caixa. A empresa espera economizar cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhõespor ano com redução de custos, além de ter a chance de aumentar suas receitas.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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