Resolução do Conselho do Plano Brasil Soberano foi publicada nesta segunda. Fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do BNDES. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por g1 — Brasília Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 13h50m .$.# Postagem - Nº 1.296#.$.
O governo publicou, no "Diário Oficial da União" (DOU) desta segunda-feira (24) uma resolução que aprova a aplicação deR$ 13,5 bilhões emlinhas de financiamento para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e por conflitos internacionais.
Do montante total de R$ 13,5 bilhões, a maior fatia, de R$ 5 bilhões, será
destinada especificamente ao apoio de exportadores e de cadeias de
fornecimento afetados pelo aumento das alíquotas de tarifas aplicadas
pelo governo norte-americano.
OutrosR$ 3,5 bilhões serão alocados para companhias e fornecedores que comercializam com
países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amortecer os reflexos
econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Lula diz a Trump que alegações para o tarifaço são infundadas
Em relação aos demais recursos:
R$ 2 bilhões
vão para projetos industriais e tecnológicos nas etapas de lavra
associadas a beneficiamento, refino ou transformação de minerais;
R$ 2 bilhõesserão direcionados à produção e fabricação de fertilizantes ou de intermediários para o setor;
R$ 1 bilhão vai para setores industriais de relevância para a balança comercial brasileira.
Poderão ter acesso às linhas de crédito do Brasil Soberano:
empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, bem como seus respectivos fornecedores
produtores e exportadores de produtos da agricultura, pecuária e pesca
empresas e fornecedores ligados à exportação de recursos minerais
Os beneficiários poderão utilizar os recursos para aquisição de
máquinas, reforço do capital de giro, inovação tecnológica, entre outras
finalidades.
A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O banco deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial
do Plano Brasil Soberano, detalhando o volume de propostas aprovadas,
contratos firmados e valores efetivamente desembolsados.
Empresas exportadoras de São Carlos (SP) temem impacto do tarifaço de Trump — Foto: Reprodução/EPTV
Marca criada por uma empreendedora paulistana transforma referências da ancestralidade africana em acessórios usados por artistas e personagens de uma novela da TV Globo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por PEGN 24/08/2026 02h00 Atualizado há 03 horas Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 05h00m .$.# Postagem - Nº 1.295#.$.
Ela começou com R$ 300 e levou suas joias para uma novela
Os búzios são muito mais do que elementos decorativos para a
empreendedora Aline Neumann. Presentes em praticamente todas as suas
criações, eles representam ancestralidade, espiritualidade e conexão com as raízes africanas.
Foi a partir desse símbolo queela construiu uma marca de afrojoias que hoje conquista clientes em todo o Brasile ganhou destaque em uma novela da TV Globo.
Formada em Moda, Aline sempre desenvolveu projetos inspirados na
cultura afro-brasileira. Apesar do reconhecimento acadêmico, ouviu de um
professor que deveria abandonar a ideia porque "moda afro não dava dinheiro".
O comentário, em vez de desanimá-la, serviu como combustível para
seguir em frente. A trajetória empreendedora começou de forma simples.
Cominvestimento inicial de apenas R$ 300, ela produziu os primeiros brincos e passou a vendê-los na Avenida Paulista, em São Paulo.
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN
O dinheiro arrecadado foi reinvestido na produção até que surgiu a
oportunidade de participar da Feira Preta, considerado um dos maiores
eventos de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. Lá,
vendeu todas as peças que levou.
No início, os acessórios eram feitos com materiais simples, mas
carregavam uma identidade visual forte. A receptividade dos clientes e
os elogios de personalidades conhecidas ajudaram a consolidar a
confiança da empreendedora no potencial do negócio.
Com o tempo, ela aprendeu sozinha a confeccionar peças com búzios e
ampliou o catálogo para incluir colares, pulseiras e anéis.
Hoje, os brincos da marca custam, em média, R$ 150, enquanto os colares são vendidos por cerca de R$ 250.
Parte dos materiais utilizados é importada de países africanos, e
algumas peças em latão são produzidas por um artesão do Quênia.
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN
Para profissionalizar a empresa, Aline buscou cursos e mentorias
voltados à gestão, finanças e marketing. O aprendizado ajudou a
estruturar a operação e preparar a marca para novos desafios.
O reconhecimento ganhou ainda mais força quando as joias passaram a
integrar o figurino da novela "A Nobreza do Amor". As peças são usadas
pelos personagens do núcleo africano da trama, reforçando elementos de identidade, realeza e ancestralidade presentes na história.
Além da novela, as criações da empreendedora também já foram usadas por artistas como Taís Araújo, Lázaro Ramos e IZA.
Para clientes como a historiadora e influenciadora Preta Rara, os acessórios representam mais do que estilo: simbolizam pertencimento, autoestima e valorização da cultura negra.
Agora, a empreendedora planeja ampliar suas referências por meio de
viagens ao continente africano, em busca de novas inspirações para as
próximas coleções.
Para ela, o sucesso da marca é resultado da combinação entre coragem, propósito e fidelidade às próprias raízes.
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN
Pesquisa com 321 ocupações nos EUA encontrou crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor entre profissionais mais expostos à tecnologia, mas não identificou efeito significativo sobre o emprego. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo 23/08/2026 04h02 Atualizado há 02 horas Postado em 23 de Agosto de 2.024 às 06h00m .$.# Postagem - Nº 1.294#.$.
Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
O receio mais comum sobre a inteligência artificial é que ela elimine empregos. Mas um novo estudo sugere que o primeiro grande impacto da tecnologia pode estar acontecendo de forma mais discreta:os trabalhadores continuam empregados, mas seus salários passam a crescer mais devagar.
A conclusão é de uma pesquisa da gestora americana Apollo Global Management. O estudo analisou dados de salários, emprego e uso real de inteligência artificial em 321 ocupações dos Estados Unidos.
Segundo os pesquisadores, profissionais de áreas mais expostas à IA tiveram crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de ocupações menos expostas após a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude.
O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de destruição de empregos nas ocupações mais expostas. O impacto aparece, até agora, na evolução dos salários e é ainda mais forte entre os trabalhadores de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa no crescimento salarial chegou a 10,7%.
🔎 O estudo não afirma que os salários dessas profissões necessariamente diminuíram. O que os pesquisadores identificaram foi que eles passaram a crescer em ritmo menor do que os salários observados em ocupações menos expostas à inteligência artificial.
Essas não são necessariamente as profissões que mais perderam vagas, mas aquelas em que a inteligência artificial já é usada para executar uma parcela relevante das tarefas do dia a dia. Ou seja: são ocupações nas quais a IA já passou a fazer parte da rotina de trabalho.
A pesquisa identificou 11 ocupações com índice de exposição igual ou superior a 0,5, patamar considerado de alta exposição pelos pesquisadores.
São elas:
Programadores (0,75)
Atendentes de customer service (0,70)
Digitadores e profissionais de entrada de dados (data entry) (0,67)
Especialistas em prontuários médicos (0,67)
Analistas de mercado e marketing (0,65)
Transcritores médicos (0,64)
Representantes de vendas não técnicas (0,63)
Arquitetos de banco de dados (0,58)
Analistas financeiros e de investimentos (0,57)
Analistas e testadores de qualidade de software (QA) (0,52)
Assistentes estatísticos (0,51)
📎 A exposição foi calculada a partir do Anthropic Economic Index, indicador criado com base em milhões de interações reais de usuários com o Claude, modelo de IA desenvolvido pela Anthropic. Quanto maior a pontuação, maior a proporção de tarefas daquela profissão que já aparece sendo realizada com auxílio da tecnologia.
O ranking revela um padrão claro: quase todas essas ocupações trabalham predominantemente com informações, documentos, textos, análise de dados, atendimento ou produção de conhecimento. São atividades nas quais ferramentas de IA conseguem auxiliar diretamente na execução das tarefas.
Isso ajuda a explicar por que ocupações baseadas em processamento de informação aparecem muito acima de profissões ligadas a atividades físicas, como construção civil, indústria, manutenção ou serviços manuais.
Exposição não significa perda de emprego
Embora as ocupações acima liderem o ranking de exposição, isso não significa que sejam as mais prejudicadas pelo avanço da inteligência artificial.
O desempenho do emprego e dos salários depende de uma combinação muito mais ampla de fatores, como produtividade, demanda por trabalhadores, escassez de mão de obra, crescimento do setor e qualificação exigida.
Entre as ocupações mais expostas, algumas registraram aumento de emprego, outras perderam trabalhadores. Algumas tiveram crescimento salarial e outras apresentaram queda.
Os analistas financeiros e de investimentos, por exemplo, aparecem entre as profissões mais expostas à IA, mas tiveram crescimento de 16,9% no emprego entre 2022 e 2024.
Já os programadores lideram o ranking de exposição e registraram queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no período.
Quando a análise passa dos níveis de exposição para os salários efetivamente observados, o ranking muda completamente.
As maiores perdas salariais registradas entre 2022 e 2024 foram:
Locutores de rádio e DJs (-52,1%)
Técnicos de radiodifusão (-29,5%)
Diretores musicais e compositores (-17,8%)
Técnicos de instrumentos de precisão (-15,0%)
Árbitros e mediadores (-14,1%)
Artesãos (-14,1%)
Psicólogos organizacionais (-13,4%)
Juízes e magistrados (-13,3%)
Escritores e autores (-12,7%)
Legisladores (-11,7%)
É importante destacar que esses números não significam que a IA foi responsável pelas perdas salariais. A queda pode ter sido influenciada por fatores específicos de cada setor, mudanças econômicas, transformações tecnológicas ou alterações na demanda por profissionais.
O mesmo acontece quando a análise considera apenas a variação no emprego.
As maiores reduções observadas foram:
Vendedores porta a porta e jornaleiros (-46,9%)
Fabricantes de moldes em madeira (-45,5%)
Artistas de efeitos especiais e animadores (-40,9%)
Legisladores (-38,2%)
Técnicos de instrumentos de precisão (-37,8%)
Coreógrafos (-36,5%)
Técnicos de radiodifusão (-36,2%)
Operadores de telemarketing (-31,2%)
Entrevistadores de crédito (-28,7%)
Astrônomos (-27,8%)
Então o que a pesquisa conclui, de fato?
A principal conclusão dos autores não veio da análise individual de cada profissão, mas de um modelo estatístico que comparou grupos de ocupações mais e menos expostas antes e depois da popularização da IA generativa.
Foi nessa comparação que os pesquisadores encontraram evidências de que ocupações altamente expostas apresentaram crescimento salarial mais fraco do que o restante do mercado de trabalho.
O efeito foi particularmente intenso nas ocupações de menor remuneração, enquanto trabalhadores do topo da distribuição salarial não apresentaram resultado estatisticamente significativo. Já para emprego, não foi identificado efeito significativo associado à exposição à IA.
Por isso, os autores argumentam que o primeiro impacto mensurável da inteligência artificial pode estar sendo a chamada "compressão salarial" — situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia não se traduzem necessariamente em aumentos equivalentes para os trabalhadores.
Apesar dos resultados, os próprios autores fazem uma série de ressalvas.
A medida de exposição foi construída com base nos dados da Anthropic, e não inclui necessariamente todo o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou sistemas corporativos próprios.
Além disso, apenas 321 ocupações puderam ser cruzadas entre as bases utilizadas, e o período analisado após o surgimento da IA generativa ainda é relativamente curto.
programador de sistemas — Foto: Sora Shimazaki/Pexels
Estudo do CIEE mostra que 54% dos jovens consideram a possibilidade de crescer na carreira o principal fator para escolher onde trabalhar --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo 22/08/2026 04h02 Atualizado há 03 horas Postado em 22 de Agosto de 2.026 às 07h00m .$.# Postagem - Nº 1.293#.$.
Pesquisa do CIEE e Instituto Locomotiva revela que jovens priorizam
crescimento profissional ao escolher empresas para trabalhar — Foto: g1
Para os jovens brasileiros, o emprego dos sonhos vai além do salário. A
oportunidade de crescer na carreira é o principal critério na escolha
de uma empresa, e grandes marcas estão entre os lugares em que essa
geração mais deseja trabalhar.
É o que aponta um levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola
(CIEE), realizado em parceria com o Instituto Locomotiva. O estudo ouviu
8.881 jovens de 14 a 24 anos de todas as regiões do país.
Na categoria "Meu Match Perfeito", os primeiros colocados aparecem em
situação de empate técnico. O ranking indica que a preferência da nova
geração se concentra em grandes marcas e empresas já consolidadas no
mercado.
1º lugar (empate técnico)
Google
Banco do Brasil
Itaú
Petrobras
2º lugar (empate técnico)
Coca-Cola
Bradesco
Caixa Econômica Federal
Sicoob
Microsoft
Mercado Livre
Como se identifica o adoecimento mental no trabalho
A preferência por grandes empresas está alinhada a outro resultado da
pesquisa: na hora de escolher onde trabalhar, os jovens valorizam mais
as oportunidades de crescimento profissional do que a remuneração.
Salário e benefícios aparecem em segundo lugar entre os critérios mais
mencionados.
Os principais fatores citados foram:
54%: oportunidade de crescimento profissional;
43%: boa remuneração e benefícios;
31%: ambiente de trabalho agradável;
24%: empresa tradicional ou renomada;
20%: flexibilidade de trabalho;
20%: localização próxima de casa;
19%: estabilidade e segurança no emprego;
18%: identificação com valores e cultura organizacional;
18%: admiração pela marca ou pelos produtos.
O resultado mostra que o salário continua sendo importante, mas,
sozinho, não é suficiente para definir onde os jovens desejam trabalhar.
A possibilidade de aprender, se desenvolver e crescer profissionalmente
surge como uma prioridade ainda maior.
Essa expectativa também aparece quando os entrevistados falam sobre o
que esperam das empresas. Segundo a pesquisa, 98% consideram importante
trabalhar em organizações que incentivem o crescimento profissional. O
mesmo percentual afirma que é importante que os profissionais mais
jovens sejam reconhecidos e valorizados.
A identificação com a empresa também influencia essa escolha. Cerca de
sete em cada 10 jovens afirmam que não trabalhariam em organizações
cujos valores e princípios sejam diferentes dos seus. O dado reforça a
importância de aspectos como propósito, responsabilidade social e
ambiente de trabalho na relação com o empregador.
Segundo a pesquisa, 98% consideram muito importante trabalhar em
empresas que valorizem a saúde mental dos funcionários. A expectativa,
portanto, envolve não apenas crescimento profissional, mas também
qualidade de vida e boas condições de trabalho.
Ao mesmo tempo, o porte da empresa continua associado à segurança.
Segundo a pesquisa, 90% dos entrevistados acreditam que trabalhar em uma
grande companhia oferece mais estabilidade.
Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Espírito Santo — Foto: Divulgação/CIEE
Quem mais contratou jovens em 2026
A pesquisa também revela outro aspecto da relação dos jovens com o
mercado de trabalho: quais empresas mais abriram oportunidades para esse
público no primeiro trimestre de 2026.
Os dados foram obtidos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e
incluem contratações pelo regime da CLT, vagas de aprendizagem e
oportunidades de estágio.
Na contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Mercado Livre ficou na primeira posição do ranking nacional.
Ranking de contratação CLT
Mercado Livre
AEC Centro de Contatos S/A
Almaviva
Vulcabras
Atento Brasil S/A
Teleperformance CRM S.A
Concentrix Brasil
Hospital Israelita Albert Einstein
Grendene S.A
Lar Cooperativa Agroindustrial
Na modalidade de aprendizagem, a liderança ficou com a Sendas Distribuidora S/A, responsável pelo Assaí Atacadista.
Ranking nacional de contratação de aprendizes
Sendas Distribuidora S/A (Assaí Atacadista)
Arcos Dourados (McDonald's)
AEC Centro de Contatos S/A
Seara Alimentos Ltda
MBRF S.A
Supermercados BH Comércio de Alimentos S/A
Correios
Raia Drogasil S/A
Vale S.A
SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina)
Já no estágio, o setor público aparece com força. Tribunais de Justiça e
órgãos governamentais ocupam boa parte das primeiras posições.
Ranking nacional de contratação de estagiários
Tribunal de Justiça de São Paulo
Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Itaú Unibanco
Prefeitura do Recife
Tribunal de Justiça do Paraná
Prefeitura de Curitiba
Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná
A bolsa brasileira avançou 1,84%, aos 171.015 pontos. Já a moeda americana recuou 0,93%, cotada a R$ 5,1443. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 21/08/2026 09h00 Atualizado há uma hora Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 10h00m .$.# Postagem - Nº 1.292#.$.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta nesta sexta-feira (21), com um avanço de 1,84%, aos 171.015 pontos. Já o dólar teve queda de 0,93%, cotado a R$ 5,1443.
A melhora do cenário externo ajudou a bolsa brasileira nesta sexta-feira. A queda dos juros dos títulos do governo dosEstados Unidos aumentou a disposição dos investidores para colocar dinheiro em ativos
de maior risco, como ações. No Brasil, a expectativa de que o Banco
Central reduza novamente a taxa básica de juros, a Selic, em setembro
também favorece a bolsa. (veja mais abaixo)
▶️ Por aqui, com a agenda econômica esvaziada, as atenções ficaram com o quadro eleitoral. Nesta
sexta-feira, o Datafolha divulga a primeira pesquisa com intenções de
voto da eleição presidencial após o início das campanhas. A expectativa é
que a divulgação aconteça após o fechamento dos mercados.
▶️ No exterior, a guerra econômica anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, ao Irã, ficou no centro das atenções. Nesta
semana, o republicano anunciou que intensificaria a pressão sobre o
país do Oriente Médio e ameaçou países que ofereçam "qualquer tipo de
apoio ao Irã". A expectativa é que novas sanções sejam anunciadas nos
próximos dias.
Sem avanços diplomáticos, permanecem as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,51%,cotado a US$ 94,26, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve alta de 0,09%, a US$ 86,91.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
Acumulado da semana:-1,44%;
Acumulado do mês: +1,47%;
Acumulado do ano: --6,27%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,45%;
Acumulado do mês:-3,92%;
Acumulado do ano: +6,14%.
Ibovespa se recupera após sequência de quedas
A alta do Ibovespa nesta sexta-feira (21) foi puxada principalmente
pela melhora do cenário externo e pela queda dos juros dos títulos de
longo prazo dos Estados Unidos, segundo Otávio Araújo, consultor sênior
da ZERO Markets Brasil.
O movimento aumentou a disposição dos investidores para comprar ações e
outros ativos considerados mais arriscados, permitindo que a bolsa
brasileira acompanhasse a recuperação dos mercados americanos.
Para Araújo, a reação também foi favorecida pela redução dos juros
futuros no Brasil — taxas que indicam as expectativas do mercado para os
juros nos próximos meses.
"A
expectativa por novo corte da Selic em setembro, sustentada pela
desaceleração da atividade econômica, seguiu dando suporte às ações mais
sensíveis ao ciclo doméstico, especialmente os bancos, que figuraram
entre os principais altas do dia."
A recuperação desta semana, porém, ocorre depois de um período de forte
queda. Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, afirma que o
Ibovespa chegou a acumular 11 pregões consecutivos de baixa, pressionado
pela saída de investidores estrangeiros, pelas incertezas eleitorais e
pela alta do petróleo.
"Até
o dia 19, os saques somavam cerca de R$ 22 bilhões no mês, refletindo
tanto a rotação global para ativos de tecnologia quanto o aumento da
sensibilidade ao risco eleitoral e fiscal doméstico. Já a recuperação
dos últimos pregões foi um movimento mais técnico."
Sene avalia que a alta dos últimos pregões representa principalmente
uma recuperação após a sequência de quedas, e não uma mudança definitiva
no cenário.
Segundo ela, o movimento também foi favorecido pelo vencimento de
contratos que dão aos investidores o direito de comprar ou vender ações
por um preço determinado, além da melhora do ambiente internacional.
Trump anuncia guerra econômica ao Irã
Nos últimos dias, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que
intensificaria a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções
previstas para a próxima semana. Além disso, o republicano também
ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana
funcionando.
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a
"operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país".
Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de
isolamento do Irã em uma escala sem precedentes.
"QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas,
aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao
Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou.
"Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro,
casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso
precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são."
🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã.
Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana".
O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta
de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a
interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso
nas conversas provocou uma guerra.
Na quarta-feira, o porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente
Médio para atuar na guerra contra o Irã, pouco menos de uma semana após
ter saído de sua base no Japão, onde geralmente fica estacionado.
As afirmações voltam a trazer preocupações para o mercado internacional
de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz
continuará interrompido.
O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio
global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços
de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global.
Em Wall Street,
os três principais índices americanos fecharam em alta, recuperando
parte das perdas da sessão anterior. Os mercados, no entanto, ainda
caminham para fechar a semana em queda.
O Dow Jones subiu 0,98%, enquanto o S&P 500 avançou 0,43% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,43%.
O dia também foi positivo na Europa, onde os mercados operavam em alta generalizada. O DAX, da Alemanha, subiu 0,59%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,37% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,56%.
Na Ásia,
os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira, conforme investidores
avaliavam a possibilidade de apoio fiscal em Hong Kong e avaliavam a
recente onda de vendas de títulos globais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, fechou praticamente estável. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,21% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,88%.