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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Exportações do Brasil aos EUA caem 12,2% no ano e atingem menor nível em 3 anos para o período

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Vendas de produtos sujeitos às maiores sobretaxas caíram 31,5% entre janeiro e julho
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 Por Ismael Jales, g1 — São paulo

Postado em 11 de Agosto de 2.026 às 12h15m
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Tarifaço americano: Brasil calcula que medida atinge 18% das exportações pros EUA
Tarifaço americano: Brasil calcula que medida atinge 18% das exportações pros EUA

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 21 bilhões entre janeiro e julho de 2026, queda de 12,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O recuo representa cerca de US$ 2,9 bilhões a menos em vendas e levou os embarques para o mercado americano ao menor nível para o período em três anos.

Os dados são do Monitor do Comércio Brasil Estados Unidos, elaborado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) com base em informações do Comexstat.

A queda foi ainda maior entre os produtos sujeitos às maiores sobretaxas, atualmente entre 25% e 37,5%. As exportações desses itens recuaram 31,5% no acumulado do ano, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões.

A retração nesse grupo de produtos mais taxados foi puxada principalmente pela madeira de coníferas, cujas vendas para os EUA desabaram 59,4% de janeiro a julho na comparação com o mesmo período do ano passado.

O tombo no faturamento do setor atingiu em cheio outros itens da pauta, com quedas expressivas no sebo bovino, ovino ou caprino (-42,5%), nos granitos trabalhados (-42,1%), no fumo não manufaturado (-37,7%) e na exportação de portas e caixilhos (-35,3%) — um retrato de como o tarifaço americano vem encolhendo os ganhos da indústria e do setor extrativo brasileiro no ano.

Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. 
Exportações caem em julho

Somente em julho, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,6 bilhões, queda de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

O resultado interrompeu a recuperação registrada em junho, quando as vendas para o mercado americano haviam crescido pela primeira vez desde agosto do ano passado, período em que as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas.

Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos — Foto: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance
Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos — Foto: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance

Assim como na comparação Janeiro a Julho, entre os produtos sujeitos às maiores sobretaxas, a queda foi ainda mais forte em julho, de 25,7%.

Na direção contrária, os produtos alcançados pela Seção 232 tiveram crescimento de 21,5%, impulsionado principalmente pelas exportações de aço e alumínio.

Entre os produtos que registraram as maiores quedas no acumulado do ano estão sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, madeira de coníferas, granito, torneiras e sucos de frutas. Semimanufaturados de ferro e aço também tiveram retração.

Relembre como funcionam as sobretaxas impostas pelos EUA:

  • Sobretaxas de 25% a 37,5% (Seção 301 - Tarifas mais altas):Atingem produtos como sebo bovino, fumo, madeira de coníferas e portas. Essa alíquota é a mais pesada porque combina duas punições comerciais cumulativas aplicadas pelos EUA sobre o mercado brasileiro. Foi essa categoria que liderou as maiores quedas em valor no ano (-31,5%).
  • Sobretaxas de 12,5% (Seção 301 - Tarifa base): É a taxa de retaliação comercial padrão aplicada a itens como minério de ferro aglomerado, pedras de cantaria e outros silícios.
  • "Seção 232" (Segurança Nacional): Agrupa bens industriais e estratégicos — como aço, alumínio, transformadores e maquinário pesado (tratores e pás carregadoras). Em vez de uma porcentagem fixa única, esses produtos seguem uma lei americana voltada à "segurança nacional", com regras setoriais específicas que variam de acordo com o tipo e a composição do bem. :
Vendas aos EUA caem enquanto exportações ao mundo crescem

O desempenho das exportações para os Estados Unidos ficou abaixo do registrado pelo Brasil nos demais mercados.

Enquanto as vendas para os EUA recuaram 12,2% entre janeiro e julho, as exportações totais brasileiras cresceram 10,5% no mesmo período.

Mesmo com a queda, os Estados Unidos continuam como o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

Entre os dez principais produtos vendidos pelo Brasil aos Estados Unidos, quatro tiveram queda nas exportações para o mercado americano ao mesmo tempo em que registraram crescimento nas vendas para o restante do mundo.

É o caso do petróleo bruto, cujas exportações para os EUA caíram 25,5%, dos semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 11,1%, do ferro-gusa, que recuou 7,9%, e da celulose, com baixa de 5,3%.

Entre os principais produtos sujeitos às sobretaxas, cinco dos dez itens mais exportados aos Estados Unidos tiveram queda nas vendas no acumulado do ano. No restante do mundo, todos esses produtos registraram crescimento.

Brasil tem déficit com os Estados Unidos

As importações brasileiras de produtos americanos somaram US$ 23,2 bilhões entre janeiro e julho, queda de 10,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Com as exportações em queda, o Brasil acumulou déficit de US$ 2,3 bilhões no comércio com os Estados Unidos nos primeiros sete meses do ano. O valor representa uma alta de 122,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

  • 🔍Déficit comercial: quando um país compra mais de outro do que vende.

Somente em julho, as compras brasileiras de produtos americanos cresceram 0,6%, para US$ 4,3 bilhões, após sete meses consecutivos de retração.

Com isso, o Brasil registrou déficit de US$ 639 milhões no comércio com os Estados Unidos no mês.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Embraer tem receita recorde de R$ 11,3 bilhões no 2º trimestre de 2026 e entrega 65 aviões

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Empresa registrou alta de 10% na receita em relação ao mesmo período de 2025; carteira de pedidos também atingiu recorde no trimestre.
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Por Alice Aires, g1 Vale do Paraíba e Região

Postado em 10 de Agosto de 2.026 às 10h50m
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Embraer entrega 65 aviões no segundo trimestre de 2026 e aumenta receita em relação a 2025
Embraer entrega 65 aviões no segundo trimestre de 2026 e aumenta receita em relação a 2025

A Embraer, fabricante brasileira de aviões com sede em São José dos Campos (SP), divulgou nesta segunda-feira (10) que registrou receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, o maior valor já alcançado pela empresa em um trimestre de abril a junho. O resultado recorde representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o balanço financeiro divulgado pela empresa, de abril a junho a Embraer entregou 65 aviões, sete a mais do que no segundo trimestre de 2025. É o melhor resultado da Embraer para esse período em 16 anos.

A maior parte das entregas foi de aviões executivos. Foram 45 aeronaves desse segmento, que representa cerca de 69% do total. A empresa também entregou 20 aeronaves comerciais e de defesa.

Com esse resultado, no primeiro semestre a Embraer chegou a 109 aeronaves entregues, contra 91 nos seis primeiros meses de 2025, um crescimento de aproximadamente 20% em 2026.

Embraer divulgou balanço de segundo trimestre nesta segunda. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Embraer divulgou balanço de segundo trimestre nesta segunda. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Além do aumento da receita e das entregas, a Embraer terminou o segundo trimestre com uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, o maior valor já registrado pela companhia. O número representa crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025 e é o sétimo recorde consecutivo da carteira de pedidos.

A carteira reúne aeronaves que já foram encomendadas pelos clientes, mas ainda não foram entregues.

Novos contratos

O resultado ocorre após uma série de acordos anunciados pela Embraer nas últimas semanas. Durante o Farnborough International Airshow, uma das principais feiras da indústria aeronáutica do mundo que foi realizada em julho na Inglaterra, o grupo Abra, que reúne empresas como Avianca e Gol, anunciou um acordo para comprar 20 E195-E2, além de opções e direitos de compra que podem levar o negócio a até 45 aeronaves.

A empresa também anunciou um acordo com a Azorra para até 30 E-Freighters, versão de aeronaves da família E-Jets adaptada para o transporte de cargas. O contrato prevê 20 pedidos firmes e direitos de compra para outros 10 aviões.

E-175 da Embraer — Foto: Divulgação
E-175 da Embraer — Foto: Divulgação

Na área de defesa, Embraer e Saab anunciaram um acordo para a possível produção de 20 novos caças Gripen no complexo industrial de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

Também em julho, a empresa anunciou novos pedidos de aeronaves E2 pela Binter e pela Luxair, além de outros acordos comerciais durante o evento no Reino Unido.

Modelos mais produzidos

A aviação executiva, responsável por 45 das 65 aeronaves entregues no segundo trimestre de 2026, teve receita de R$ 3,7 bilhões, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2025. A área reúne os jatos usados principalmente em viagens particulares e corporativas.

A divisão de Defesa e Segurança também apresentou crescimento. A receita foi de R$ 1,5 bilhão, 22% acima da registrada um ano antes. Segundo a empresa, o resultado foi influenciado principalmente pelo avanço da produção e das entregas do KC-390 Millennium.

Em Serviços e Suporte, a receita chegou a R$ 2,9 bilhões, crescimento de 11%. Já a aviação comercial teve receita de R$ 3,2 bilhões, uma queda de 2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Segundo a Embraer, o resultado foi afetado principalmente pela valorização do real em relação ao dólar.

Embraer. — Foto: Divulgação/Embraer
Embraer. — Foto: Divulgação/Embraer

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sábado, 8 de agosto de 2026

Selic a 14%: o que muda na sua prestação, no seu cartão e no seu dinheiro guardado?

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Entenda No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso.
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Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Postado em 08 de Agosto de 2.026 às 10h00m

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Como a Selic mexe com tudo na sua vida
Como a Selic mexe com tudo na sua vida 

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. A sigla significaSistema Especial de Liquidação e de Custódia, mas, na prática, representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor.

Nesta quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano, quarto corte consecutivo.

Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro. Isso reduz empréstimos, investimentos e contratações, esfria o consumo e ajuda a conter a inflação. Quando ela cai, o crédito fica mais barato e estimula investimentos, contratações e o consumo.

Neste vídeo, você vai entender como a Selic afeta a sua vida — e, às vezes, você nem percebe. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

JBS anuncia investimento de US$ 5 bilhões para expandir negócios na Ásia

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Acordo prevê venda de 25% das operações da companhia na Austrália e Nova Zelândia por US$ 2,5 bilhões e pode levantar mais US$ 2,5 bilhões para financiar aquisições e novos projetos.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 07 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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JBS inaugura centro de pesquisa e desenvolvimento no Sapiens Parque
JBS inaugura centro de pesquisa e desenvolvimento no Sapiens Parque

A JBS anunciou nesta sexta-feira (7) uma parceria estratégica com o Danantara Investment Management, unidade do fundo soberano da Indonésia, para acelerar sua expansão na Ásia e Oceania.

A operação poderá movimentar até US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões, na cotação atual), que serão destinados a aquisições e investimentos na Indonésia, Austrália, Nova Zelândia e outros mercados do Sudeste Asiático.

Venda de participação

Pelo acordo, o veículo de investimentos da Indonésia comprará 25% de participação nas operações da JBS na Austrália e na Nova Zelândia por US$ 2,5 bilhões.

Atualmente, a empresa produz na Austrália carne bovina, suína e ovina, além de pescado e alimentos preparados.

Joesley Batista dono da JBS — Foto: Joesley Batista dono da JBS
Joesley Batista dono da JBS — Foto: Joesley Batista dono da JBS

Recursos para expansão

A nova empresa que será formada pela JBS e pelo fundo soberano da Indonésia também pretende levantar até US$ 2,5 bilhões em empréstimos no mercado internacional. Com isso, os recursos para financiar a expansão poderão alcançar US$ 5 bilhões.

Segundo a JBS, o dinheiro será destinado ao financiamento de aquisições, projetos greenfield (construídos do zero) e outras oportunidades de crescimento na Indonésia, Austrália, Nova Zelândia e demais mercados do Sudeste Asiático.

IPO está nos planos

As empresas também acertaram um período de cinco anos de lock-up, durante o qual manterão suas participações na joint venture.

Além disso, manifestaram a intenção de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) do veículo criado para a parceria.

A conclusão da operação ainda depende das aprovações regulatórias na Austrália e do cumprimento das condições usuais para esse tipo de transação, informou a JBS

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Dólar e Ibovespa fecham em queda após Copom reduzir juros ao menor patamar desde março de 2025

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A moeda americana caiu 0,06%, cotada a R$ 5,1281. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,09%, aos 177.726 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Agosto de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Dólar encerrou esta quinta-feira (6) em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,1070. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também fechou em baixa, de 1,22%, aos 175.555 pontos.

▶️ Investidores repercutem nesta quinta-feira a nova decisão e juros do Banco Central do Brasil (BC). Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu fazer o quarto corte seguido na taxa básica de juros nesta quarta, levando a Selic para 14% ao ano — menor patamar desde março de 2025.

▶️ No exterior, as negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no radar. Na véspera, Teerã afirmou que teria chegado a um acordo com Omã sobre a divisão e a administração do Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região. Segundo o presidente americano, Donald Trump, um acordo pode sair nos próximos dias.

  • O barril do Brent, referência internacional, teve alta de 1,76%, cotado a US$ 80,29. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 0,88%, a US$ 75,88 o barril.

▶️Na agenda econômica, investidores avaliam indicadores econômicos e balanços corporativos. Nos EUA, as atenções ficam voltadas para os dados de pedidos de seguro-desemprego e de produtividade. Já no Brasil, o foco fica com a balança comercial de julho e com a divulgação de resultados da Petrobras e de outras empresas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,15%;
  • Acumulado do mês: +1,15%;
  • Acumulado do ano: -6,57%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,15%;
  • Acumulado do mês: -0,15%;
  • Acumulado do ano: +10,30%.
Copom leva Selic ao menor patamar em mais de um ano

O Copom decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo da taxa. A decisão foi unânime.

No comunicado, o Copom afirmou que a decisão está alinhada ao objetivo de trazer a inflação de volta para perto da meta. Segundo o comitê, a medida também ajuda a reduzir oscilações na atividade econômica e a estimular a geração de empregos.

O Copom disse ainda que o cenário internacional continua incerto, em meio aos conflitos no Oriente Médio e às dúvidas sobre os próximos passos dos bancos centrais de países desenvolvidos. Para o comitê, esse ambiente exige cautela dos países emergentes.

O colegiado também reforçou que as próximas decisões sobre os juros dependerão da evolução da economia e do comportamento da inflação. Segundo o BC, o tamanho total dos ajustes na taxa básica será definido com base nos dados que forem divulgados daqui para frente, para garantir que a inflação volte à meta.

A decisão vem apenas uma semana após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter as taxas básicas americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%, e já era esperada pelo mercado financeiro. A projeção é de que a Selic encerre o ano em 13,75% ao ano, o que pressupõe mais um corte na reunião de novembro.

Acordo entre EUA e Irã pode estar próximo

O Irã disse, nesta quarta-feira (5), que chegou a um acordo com o Omã sobre a divisão e administração do Estreito de Ormuz e a rota de passagem de navios. Segundo o ministério de Relações Exteriores do país, os negociadores das duas partes estão finalizando os detalhes da administração conjunta da passagem e do controle do tráfego de embarcações.

"As coordenadas geográficas da rota proposta pelos dois países já foram definidas. Se não houver interferência de terceiros, a declaração conjunta, que reunirá os principais pontos de consenso e as considerações acordadas, também está em fase final de revisão e redação", disse o porta-voz Esmaeil Baqaei.

Baghaei acrescentou, porém, que um eventual acordo entre Irã e Omã não seria suficiente, por si só, para garantir a segurança na passagem marítima. O impasse segue ligado ao bloqueio americano a portos iranianos e à oposição dos Estados Unidos a pedágios ou autorizações iranianas.

A proposta prevê um novo arranjo para o trânsito de navios, diferente das rotas usadas antes da guerra. As embarcações vão entrar no Golfo Pérsico por uma rota sob controle iraniano para, depois, sair por uma passagem controlada por Omã.

O Omã também propôs um mecanismo regional de gestão conjunta, com contribuições voluntárias de empresas de navegação para cobrir segurança, proteção ambiental e serviços de resgate.

Na mesma fala, o chanceler também negou que o Irã tivesse sessões de negociação com os Estados Unidos. A fala contraria as declarações mais recentes do governo de Donald Trump, que na última terça-feira (4) disse que há avanços nas tratativas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mas ainda não há acordo fechado.

Em meio às incertezas, o petróleo operava em alta nesta quinta-feira.

Bolsas globais

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta quinta-feira, conforme preços mais altos do ouro impulsionaram ações relacionadas ao metal e compensaram a retração nos papéis do setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,6%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,5% e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 4,58%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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