Total de visualizações de página

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Por que o petróleo não dispara mesmo com ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Analistas estimam que excesso de oferta deve manter os preços controlados, entre US$ 60 e US$ 65 neste ano. Para o Brasil, patamar é bom para inflação, mas pode prejudicar as contas públicas.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 08 de Fevereiro de 2.026 às 10h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.172  #.$

Petróleo em 2026: excesso de oferta deve manter preços mais baixos
Petróleo em 2026: excesso de oferta deve manter preços mais baixos

As tensões envolvendo os Estados Unidos, o Irã e a Venezuela causaram preocupações no mercado de petróleo, mas não foram suficientes para mudar as expectativas para os preços do produto ao longo deste ano.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o mercado internacional de petróleo vive um momento de excesso de oferta nos países produtores, o que deve ajudar a manter os preços mais baixos nos próximos meses.

A previsão do mercado é que o preço do barril de petróleo fique entre US$ 60 e US$ 65 em 2026. Esse patamar está próximo do limite necessário para que os investimentos das empresas do setor sigam sendo viáveis, especialmente os projetos mais caros.

No Brasil, o petróleo mais barato costuma ajudar a segurar os preços da gasolina e do diesel, o que tende a aliviar a inflação. Por outro lado, também pode prejudicar as contas públicas, já que uma boa parte da arrecadação vem dos impostos das cadeias de combustíveis e exportação de petróleo. (entenda mais abaixo)

Efeito Trump?

Grande parte dos eventos geopolíticos que influenciaram o preço do petróleo está relacionada ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Nos primeiros dias de 2026, Trump ordenou um ataque contra a Venezuela, em uma ação que resultou na prisão do presidente do país, Nicolás Maduro. A operação abriu caminho para um maior acesso dos EUA ao petróleo venezuelano.

Ainda no fim de semana, Trump afirmou que os EUA passariam a administrar a Venezuela de forma temporária e assumiriam o controle das vendas de petróleo do país.

Houve impacto imediato nos mercados, mas o efeito durou pouco. Na segunda-feira, o barril do petróleo Brent — referência para o mercado — subiu 1,6%, para US$ 61,76. Na terça-feira, despencou 7%, para US$ 60,70. Os dados são da consultoria Elos Ayta.

No Irã, que enfrentava uma onda de protestos desde 28 de dezembro, as tensões também aumentaram depois que Trump sugeriu a possibilidade de atacar o país.

  • 🔎 O Irã é um dos países fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o 5º maior produtor de petróleo do mundo. Além disso, o país fica próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta.

Com a ameaça de Trump, investidores passaram a temer interrupções na produção iraniana e no tráfego pelo Estreito de Ormuz. O petróleo subiu mais de 4%, de US$ 63,87 para US$ 66,52. Mas os preços voltaram a cair após o recuo do presidente americano dois dias depois.


O vaivém do presidente americano é uma característica conhecida. Desde então, ele voltou a ameaçar o regime iraniano dos aiatolás e afirmou que o país deveria fechar um acordo para evitar um novo ataque. Agora, Trump diz querer negociar o programa nuclear iraniano.

Representantes dos dois países chegaram a se encontrar na última sexta-feira (6), em uma "atmosfera muito positiva", segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.

“Em um clima muito positivo, nossos argumentos foram trocados e os pontos de vista da outra parte nos foram apresentados”, disse Araqchi à TV estatal iraniana, acrescentando que as duas partes “concordaram em continuar as negociações, mas decidiremos posteriormente sobre as modalidades e o cronograma”.

Segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt, apesar de as incertezas geopolíticas terem provocado o sobe e desce no curto prazo, ainda não está claro se elas vão afetar a oferta de petróleo no futuro.

“O preço do petróleo já vinha em trajetória de baixa. Mas é normal que as notícias tragam oscilações”, diz.

Sem pânico

Apesar das tensões geopolíticas, analistas acreditam que a dinâmica de oferta e demanda ainda prevalece nas análises do mercado. E a oferta segue elevada.

“O mercado tem uma expectativa de baixa para os preços do petróleo. Há um consenso de que os balanços de oferta e demanda para 2026 indicam excesso de oferta”, diz o responsável pela cobertura de óleo e gás da XP, Régis Cardoso.

O especialista acrescenta que a situação envolvendo o Irã aumenta o risco para produtores que dependem do Estreito de Ormuz, mas ressalta que esse risco já está incorporado aos preços. Mesmo que algo aconteça, o impacto tende a ser limitado.

"Isso ainda é uma discussão sobre riscos futuros. O que aconteceu até o momento não teve efeito sobre os balanços de oferta e demanda do mercado", completa.

No caso da Venezuela, mesmo que os EUA passem a controlar as vendas de petróleo do país, os efeitos tendem a ser apenas de curto prazo. Como mostrou o g1, seriam necessários investimentos bilionários das petroleiras e um aumento consistente da produção para que houvesse mudanças duradouras.

Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), lembra ainda que o tipo de petróleo produzido na Venezuela é mais pesado e mais difícil de processar.

“Algumas refinarias conseguem processar, mas isso exige tecnologia e conhecimento técnico. E essa é uma capacidade que a Venezuela hoje não tem”, diz.

Segundo estudos do IBP, seriam necessários cerca de dois anos para iniciar projetos de retomada da produção no país e pelo menos oito anos para recuperar os níveis que a Venezuela já teve no passado — o país chegou a produzir mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia nos anos 1970.

E o Brasil?

Caso os preços do petróleo realmente fiquem entre US$ 60 e US$ 65 neste ano, o Brasil encara dois efeitos principais.

1️⃣ Por um lado, uma parte relevante das contas públicas depende do petróleo. Quando o preço cai, a arrecadação também diminui.

Isso afeta:

  • Royalties e participações especiais: quanto menor o preço do barril no mercado internacional, menor é a arrecadação para a União, os estados e os municípios produtores;
  • Dividendos da Petrobras: preços mais baixos reduzem os lucros da empresa e, consequentemente, os dividendos distribuídos. Isso afeta o governo, acionista controlador.

Além disso, preços mais baixos tendem a reduzir o número de projetos das petroleiras, já que o retorno deixa de compensar o volume de investimento necessário.

2️⃣ Em contrapartida, preços mais baixos ajudam a conter a inflação ao reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis.

  • 🤔 Mas, se os preços do petróleo estão mais baixos, por que a gasolina continua cara?

Segundo especialistas consultados pelo g1, parte da explicação está na política de preços da Petrobras.

“A Petrobras tem buscado reduzir a volatilidade nos preços da gasolina e do diesel, e por isso existe a impressão de que a queda dos preços não se reflete na bomba”, explica Cardoso, da XP.

Ele acrescenta que o preço final pago pelo consumidor depende de vários fatores, e não apenas do preço do petróleo. “De modo geral, os preços da Petrobras têm oscilado em torno da paridade com o preço internacional”, afirma.

No fim de janeiro, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,14 no preço médio da gasolina A, após três meses sem alterações. A última mudança havia sido anunciada em outubro de 2025.

Segundo a companhia, os preços praticados pela empresa representam apenas um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

Exploração de petróleo em Sergipe — Foto: Agência Sergipe
Exploração de petróleo em Sergipe — Foto: Agência Sergipe

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

PIX movimenta R$ 35,4 trilhões em 2025 e bate recorde; BC promete novidades para este ano

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Com mais de cinco anos de existência, ferramenta de transferência de recursos do Banco Central é reconhecida internacionalmente. PIX permitiu bancarização da população, novos modelos de negócios e promete novidades para os próximos anos.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Alexandro Martello, Janize Colaço, g1 — Brasília e São Paulo

Postado em 08 de Fevereiro de 2.026 às 09h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.171  #.$

Começam a valer novas regras do PIX para combater fraudesComeçam a valer novas regras do PIX para combater fraudes

O Banco Central (BC) registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025. Um recorde.

O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.

A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências.

O Banco Central também prevê novidades no principal meio de pagamento dos brasileiros para 2026 (veja mais abaixo nessa reportagem).

MOVIMENTAÇÕES DE RECURSOS PELO PIX
EM R$ TRILHÕES






Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.

"É essencialmente quase todo adulto no país", disse o diretor do BC, na ocasião.

Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do PIX pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro.

Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado. 
Evolução nos últimos anos

Reconhecido internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Entre elas:

  • 📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente.
  • 💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos.
  • 📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira.
  • 📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital.
  • 🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos.
  • 🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular.
Golpes, fraudes e a corrida pela segurança

A evolução do sistema de pagamentos também trouxe a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de segurança da ferramenta. Só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior.

Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX.

Uma das medidas mais recentes é a chamada coincidência cadastral, que exige que os dados das chaves coincidam com as informações da Receita Federal, reduzindo a abertura de contas com identidades falsas.

"O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento", afirmou o diretor do BC, Renato Gomes.

➡️Mais recentemente, o BC passou a exigir que os bancos sigam novas regras para viabilizar a restituição de recursos em casos de fraude e de falha operacional.

Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio.

Novidades em estudo

➡️O Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano.

  • Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano.
  • Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários.
  • Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.

➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central:

  • PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. A ideia é interligar sistemas de pagamento instantâneos.
  • PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A ideia é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX - possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.
  • PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.

➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.

💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.

— Foto: Divulgação
— Foto: Divulgação

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Por que bitcoin despencou ao menor nível desde que Trump assumiu o poder

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Preço da moeda digital desabou apesar do apoio público do presidente americano, Donald Trump.

 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por BBC

Postado em 06 de Fevereiro de 2.026 às 08h10
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.170  #.$

Bandeira dos EUA exibida na tela de um laptop e representação da criptomoeda Bitcoin em 6 de novembro de 2024. — Foto: Getty Image via BBC
Bandeira dos EUA exibida na tela de um laptop e representação da criptomoeda Bitcoin em 6 de novembro de 2024. — Foto: Getty Image via BBC

O preço do bitcoin caiu ao nível mais baixo em 15 meses, apesar do apoio pessoal dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às criptomoedas.

Um único bitcoin agora vale US$ 65 mil (ou cerca de R$ 342 mil), o menor valor desde outubro de 2024. A cotação já desabou 24% desde o início deste ano.

A queda ocorreu após meses de alta, que levaram a criptomoeda a atingir um recorde histórico de US$ 122 mil em outubro.

Bitcoin atinge menor patamar desde eleição de Trump
Bitcoin atinge menor patamar desde eleição de Trump

O envolvimento de Trump no setor, seu apoio declarado às criptomoedas e suas promessas de flexibilizar a legislação sobre o setor deram impulso ao ativo.

Uma das primeiras ações de Trump ao retornar à Casa Branca em janeiro de 2025 foi publicar uma ordem executiva com o objetivo de tornar os EUA a "capital mundial das criptomoedas".

Em seu primeiro ano de volta ao cargo, Trump lançou sua própria criptomoeda, com a maior parte dos lucros indo para suas empresas. E ele manteve seu envolvimento com a World Liberty Financial, um veículo de investimento para outros ativos cripto que pertence à família Trump.

Até o momento, seu governo sancionou uma lei para dar respaldo federal às criptomoedas e dissolveu uma equipe do Departamento de Justiça focada na aplicação da regulamentação de criptomoedas. A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) abandonou o trabalho de fiscalização e as investigações relacionadas às criptomoedas.

Em novembro, os democratas do Comitê Judiciário do Senado criticaram a "agenda pró-criptomoedas" de Trump, observando que o presidente acumulou participações em criptomoedas no valor de mais de US$ 11 bilhões e obteve uma renda pessoal de US$ 800 milhões com transações desde que assumiu o cargo.

Com a queda da cotação registrada na quinta-feira, o bitcoin acumula 32% de baixa nos últimos 12 meses, se aproximando de patamares registrados no início de 2024 e em 2021.

O bitcoin é a maior e mais conhecida criptomoeda — uma forma de dinheiro exclusivamente digital que não é controlada por uma instituição financeira centralizada.

Por que o Bitcoin perdeu valor?

A cotação do bitcoin tende a ser volátil, mas analistas do Deutsche Bank afirmaram em uma nota na quarta-feira que a queda mais recente foi "desencadeada" pela nomeação de Kevin Warsh por Trump como o novo presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA).

Alguns acreditam que ele adotará uma abordagem mais "agressiva", mantendo as taxas de juros mais altas, enquanto uma política monetária mais expansionista favoreceria o investimento em ativos como criptomoedas.

A cotação do bitcoin tem apresentado uma tendência de queda nos últimos quatro meses, observou o Deutsche Bank, com um crescente sentimento negativo em relação às criptomoedas de modo geral.

"Essa venda constante, em nossa opinião, sinaliza que os investidores tradicionais estão perdendo o interesse, e o pessimismo geral em relação às criptomoedas está crescendo", afirmou o banco.

O Deutsche Bank não acredita que as criptomoedas vão desaparecer, mas também não prevê que o bitcoin volte às altas impulsionadas por Trump.

O banco afirmou que a moeda digital está passando de um "ativo puramente especulativo" para uma fase mais realista, como um ativo que "precisa encontrar seu papel específico".

William Barhydt, diretor executivo da Abra Capital Management, uma empresa de investimentos focada em criptoativos, concordou que as criptomoedas estão amadurecendo, mas espera que os preços se recuperem.

"Eu não diria que elas precisam se recuperar, mas não consigo imaginar como isso não aconteceria", disse Barhydt, observando que esta não é a primeira vez que o bitcoin apresenta oscilações significativas de valor.

"A única maneira de isso não acontecer é se acabarmos em algum tipo de guerra", acrescentou Barhydt.

Outras criptomoedas populares são ethereum e solana. Seus preços caíram cerca de 37% até agora em 2026.

De acordo com a CoinGecko, que monitora o desempenho de milhares de criptomoedas, o mercado perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor apenas no último mês e US$ 2 trilhões desde que atingiu seu pico em outubro.

A Stifel, uma empresa de investimentos e pesquisa com sede nos EUA, afirmou em um comunicado aos investidores que os preços do bitcoin podem cair para até US$ 38 mil. A empresa apontou para uma nova tendência de criptomoedas seguirem mais de perto os preços do dólar americano.

Na semana passada, o dólar caiu para sua cotação mais baixa em quatro anos.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Ouro sobe mais de 6% e registra maior avanço diário desde 2008; prata dispara

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Os metais preciosos haviam recuado nos últimos dias após a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve, no lugar de Jerome Powell, que deixará o cargo em maio.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 03 de Fevereiro de 2.026 às 14h50m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.169  #.$

Incertezas geradas pela política externa de Trump voltam a pressionar o ouro
Incertezas geradas pela política externa de Trump voltam a pressionar o ouro

Após dois dias de fortes quedas, os preços do ouro e da prata voltaram a disparar nesta terça-feira (3). O metal dourado teve sua maior valorização diária desde novembro de 2008, à medida que investidores voltaram a aproveitar níveis de preço mais baixos.

O ouro à vista avançou mais de 6%, negociado a US$ 4.953,35 por onça.

O resultado representa uma recuperação em relação à mínima registrada na véspera, de US$ 4.403,24. Ainda assim, ficou abaixo do recorde histórico alcançado na semana passada, de US$ 5.594,82.

No mercado futuro, os contratos de ouro para entrega em abril subiam 6,8%, para US$ 4.968,70 por onça.

A alta foi ainda mais intensa no mercado de prata: o metal avançou 10,8%, cotado a US$ 85,33 por onça, depois de ter sofrido uma queda de 27% na sexta-feira e novo recuo de 6% na sessão de segunda-feira.

Para Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, as perdas recentes fazem parte de um ajuste dentro de uma tendência mais ampla. Segundo ele, os fatores que sustentaram a valorização do ouro nos últimos anos seguem presentes.

Grant avalia ainda que o mercado pode passar por um período de estabilização, com o patamar de US$ 4.400 funcionando como referência de suporte e a região próxima de US$ 5.100 como um possível limite de resistência.

Os metais preciosos haviam recuado nos últimos dias após a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), no lugar de Jerome Powell, que deixará o cargo em maio.

A expectativa do mercado é de que Warsh apoie cortes de juros, mas adote uma postura mais restritiva em relação ao tamanho do balanço do banco central americano.

Ativo de proteção aos investidores

Outro fator que pesou sobre os preços foi a decisão da CME Group de elevar as exigências de margem para contratos futuros de metais preciosos, o que tende a reduzir a alavancagem dos investidores.

Apesar da volatilidade recente, analistas seguem projetando a continuidade do movimento de alta no médio e longo prazo, com possibilidade de novos recordes ao longo do ano.

Jeffrey Christian, sócio-gerente da CPM Group, afirma que a expectativa é de retomada gradual da valorização, à medida que persistem as preocupações dos investidores com o cenário econômico e político.

  • 🪙 O ouro costuma ser visto como uma forma de proteção em momentos de incerteza e, historicamente, tende a se beneficiar de ambientes de juros mais baixos.

Em meio a isso, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos informou que o relatório de emprego de janeiro não será divulgado nesta sexta-feira, em razão da paralisação parcial do governo federal.

Entre outros metais, a platina à vista subiu 4,8%, negociada a US$ 2.227,85 por onça, enquanto o paládio avançou 2,9%, para US$ 1.755,00.

* Com informações da agência de notícias Reuters

Barras de ouro — Foto: Fábio Venâncio / Tv Globo
Barras de ouro — Foto: Fábio Venâncio / Tv Globo

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---