Mercado esperava que novo teste do foguete impulsionasse os papéis da empresa, mas tentativa foi cancelada após falha no acionamento de motores; bilionário segue como a pessoa mais rica do mundo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo Postado em 17 de Julho de 2.026 às 15h10m .$.# Postagem - Nº 1.262#.$.
Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da
oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade
de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon
O voo da Starship não saiu do papel — nem da plataforma de lançamento —
na última quinta-feira (16), mas o adiamento da missão já teve reflexos
no mercado financeiro.
A reação do mercado ampliou as perdas acumuladas desde a abertura de capital da companhia. Os papéis, que estrearam cotados a US$ 160,95, encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 131,11, acumulando desvalorização de cerca de 18,5%.
Com o recuo das ações, a fortuna do fundador da SpaceX, Elon Musk, encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia, segundo estimativas da "Forbes".
Mesmo após a perda, o empresário continua na liderança do ranking das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 792,8 bilhões.
O adiamento da missão frustrou a expectativa de investidores, que
esperavam que um teste bem-sucedido da Starship impulsionasse as ações
da SpaceX.
Na véspera da tentativa de lançamento, analistas do banco UBS afirmaram
que a queda recente dos papéis da empresa poderia representar uma
oportunidade de compra justamente porque o voo tinha potencial para aumentar o valor de mercado da companhia.
Na avaliação do banco, o teste serviria para comprovar avanços
importantes no desenvolvimento do foguete, incluindo melhorias em
sistemas que serão usados nas próximas missões e no lançamento de
satélites da rede Starlink.
Poucas horas antes da decolagem prevista, porém, Musk informou que
parte dos motores não entrou em funcionamento, o que levou ao adiamento
da missão.
Mais tarde, em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou
que uma nova tentativa deverá ocorrer "no começo da próxima semana".
Foguete é peça-chave dos planos da SpaceX
A Starship é considerada o principal projeto da SpaceX para transportar cargas e pessoas à Lua e, futuramente, a Marte.
Com cerca de 120 metros de altura, o veículo é apontado pela empresa
como o maior foguete já construído e ocupa posição central na estratégia
de crescimento apresentada aos investidores durante a abertura de
capital da companhia.
O histórico de testes, no entanto, inclui uma série de contratempos.
Em maio, por exemplo, outro voo terminou sem que o propulsor principal
conseguisse realizar um pouso controlado após falhas no religamento dos
motores. Em testes anteriores, algumas missões também terminaram em
explosões.
Peça usada pelo Rei na decisão contra a Suécia tornou-se o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e a segunda camisa de futebol mais cara da história. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1 17/07/2026 06h02 Atualizado há 02 horas Postado em 17 de Julho de 2.026 às 08h00m .$.# Postagem - Nº 1.261#.$.
Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão
Enquanto a Copa do Mundo movimenta os torcedores, uma relíquia da
história do futebol brasileiro acaba de ganhar destaque fora dos
gramados.
A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o
Brasil conquistou seu primeiro título mundial, foi vendida em um leilão
realizado em Nova York por quase US$ 5 milhões — o equivalente a cerca
de R$ 25 milhões.
O uniforme se tornou o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e
também a segunda camisa de futebol mais cara da história.
O recorde segue com a camisa usada por Diego Maradona na partida da
"Mão de Deus", na Copa do Mundo de 1986, arrematada por cerca de US$ 9
milhões em 2022.
Na véspera, a moeda americana teve variação positiva de 0,01%, cotada a R$ 5,0780. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,36%, aos 176.011 pontos. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 16/07/2026 09h00 Atualizado há uma hora Postado em 16 de Julho de 2.026 às 10h00m .$.# Postagem - Nº 1.260#.$.
Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (16), com um avanço de 0,45% perto das 10h50, cotado a R$ 5,1004. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda de 1,15%no mesmo horário, aos 173.980 pontos.
▶️ OsEstados Unidosconfirmaram a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros na noite de ontem. A
decisão é resultado de uma investigação comercial do Escritório do
Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) com base na
Seção 301 da Lei de Comércio americana e foi publicada junto a uma
extensa lista de itens isentos. (entenda mais abaixo)
▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o
conflito no Oriente Médio. Os EUA lançaram novos ataques contra o Irã.
Os dois países continuam a disputar pelo Estreito de Ormuz e na véspera,
o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que o governo iraniano quer "chegar a um acordo desesperadamente".
O aumento do conflito na região continua a trazer volatilidade para o
mercado internacional de petróleo. Perto das 10h10, o barril do Brent,
referência internacional, subia 1,15%, cotado a US$ 85,93. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha um avanço de1,17%, cotado a US$ 80,53por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
Acumulado da semana:-0,60%;
Acumulado do mês: -1,64%;
Acumulado do ano:-7,48%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana:-1,04%;
Acumulado do mês: +2,32%;
Acumulado do ano: +9,24%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Tarifaço de Trump
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na
sigla em inglês) confirmou na noite desta quarta-feira (15) a aplicação
de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma
extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de umainvestigação comercial do USTR
que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974,
mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis
barreiras comerciais em outros países.
No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota
práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas
como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o
desmatamento ilegal e a pirataria.
Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina,
aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui
produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo
potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica
suficiente.
Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo
do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que
considera injustas.
No Brasil, o governo prevê um impacto macroeconômico reduzido com as
novas taxas, reiterando que as exportações mostraram resiliência mesmo
após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde
novembro.
"Como
o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações
brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e
o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte
relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e
tende a continuar desta forma", afirma análise da Secretaria de Política
Econômica (SPE), publicada no "Boletim MacroFiscal".
Segundo a Fazenda, as exceções para diversos produtos previstas pela medida tende a manter o impacto agregado modesto.
Escalada das tensões no Oriente Médio
O Irã acusou nesta quinta-feira (16) os Estados Unidos de realizarem um
“ataque bárbaro” depois que um hospital oncológico no sudoeste do Irã
foi forçado a evacuar seus pacientes devido a ataques nas proximidades.
“Este ataque bárbaro, que remete às atrocidades de Israel contra
instalações de saúde, causou intenso sofrimento e ansiedade nas crianças
hospitalizadas”, publicou no X o porta-voz do Ministério das Relações
Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmando que “211 pacientes em tratamento
de quimioterapia” foram evacuados.
Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que
concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de
centros de comando, a ofensiva também mirou posições de defesa aérea,
capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira
iranianas.
Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo
reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que
transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas
para o transporte global de petróleo.
As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de
precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas.
A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer
preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por
conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz.
Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha"
inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a
infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura
na região do Golfo.
Com o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, dados do setor de
transporte marítimo já mostraram que menos navios conseguiram atravessar
o estreito. Não foram avistados petroleiros de grande porte nem
navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL).
Bolsas globais
Em Wall Street,
os índices operavam mistos nesta quinta-feira (16), em meio ao
enfraquecimento das ações de chips e enquanto os investidores analisavam
novos dados econômicos em busca de pistas sobre a saúde da economia.
Perto das 10h50, o Dow Jones tinha alta de 0,14%, enquanto o S&P 500 subia 0,38% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,04%.
Já na Europa, o dia era majoritariamente negativo, em meio aos temores sobre o conflito no Oriente Médio.
O DAX, da Alemanha, caía 0,91% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, tinha queda de 0,79% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,50%.
Na Ásia, a maioria das ações da região fechou em queda, puxadas pelo fraco desempenho dos papéis de fabricantes de semicondutores.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,85%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 2,03%.
Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,33%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,79% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 6,37%.
Além da escalada das tensões no Oriente Médio, a proposta dos EUA de cobrar uma taxa de 20% sobre navios que cruzam a principal rota de petróleo do mundo aumenta temores sobre a oferta global e a inflação. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 14/07/2026 07h39 Atualizado há uma hora Postado em 14 de Julho de 2.026 às 08h40m .$.# Postagem - Nº 1.259#.$.
Guga: Proposta de pedágio dos EUA em Ormuz é ilegal, desastrosa e abre brecha para o Irã
Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira (14) e atingiram o maior nível em cerca de quatro semanas, depois que a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar.
O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.
Por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 4,33%, para US$ 86,91. Já o WTI, referência nos EUA, avançava 3,17%, para US$ 80,62.
Com isso, o Brent atingiu o maior nível desde 12 de junho, enquanto o WTI alcançava o maior patamar desde 16 de junho, antes de EUA e Irã assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento para encerrar o conflito.
O aumento no preço do petróleo acontece após o governo do presidente Donald Trump restabelecer um bloqueio naval ao Irã e intensificar os ataques militares contra o país, apesar de um memorando de entendimento assinado em junho que previa o fim das hostilidades.
Segundo analistas, o mercado passou a incorporar o risco de que o acordo entre os dois países não se sustente.
Por que o petróleo está subindo?
O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.
Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores:
dois navios-tanque dos Emirados Árabes foram atingidos por mísseis iranianos, deixando um tripulante morto e oito feridos;
o número de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz caiu ao menor nível em dois meses.
Na avaliação de analistas do ANZ, se as interrupções continuarem, o petróleo pode permanecer entre US$ 85 e US$ 90 por barril nas próximas semanas.
Quando o petróleo sobe, aumentam os custos de combustíveis e de transporte em vários países. Isso pode encarecer produtos e serviços, pressionando a inflação.
Nos EUA, essa preocupação ganhou força justamente no dia em que investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação de junho. O receio é que uma nova alta da energia dificulte o trabalho do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, no controle dos preços.
Além disso, declarações recentes de dirigentes do Fed reforçaram a possibilidade de os juros permanecerem elevados — ou até voltarem a subir — caso a inflação continue acima da meta.
Bolsas asiáticas sobem; futuros dos EUA operam sem direção única
A alta do petróleo também influenciou o desempenho dos mercados financeiros nesta terça-feira.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. Na China, o índice de Xangai avançou 1,36%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 2,15%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,52%.
No Japão, o índice Nikkei fechou em alta de 0,74%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,73%. Em Cingapura, o Straits Times subiu 0,43%. Já em Taiwan, o Taiex caiu 1,42%, e a bolsa australiana encerrou o pregão praticamente estável.
Na China, o bom humor dos investidores também foi impulsionado pelo avanço de 27% das exportações em junho, na comparação anual em dólares, favorecidas pela forte demanda global por chips e equipamentos voltados à inteligência artificial.
As ações do setor de energia tiveram destaque, acompanhando a valorização do petróleo.
Na Europa, o clima foi de cautela. Em Londres, o índice FTSE 100 recuava 0,3%, enquanto o FTSE 250 caía 0,7%. As perdas foram puxadas principalmente pelas ações dos setores financeiro e de viagens, que compensaram os ganhos das empresas de energia, beneficiadas pela alta do petróleo.
As ações da petroleira BP avançavam após a empresa sediada no Reino Unido afirmar que a alta do petróleo e o melhor desempenho de suas refinarias devem impulsionar o lucro do segundo trimestre.
No mercado de câmbio, o dólar permaneceu próximo das máximas em 13 meses com a expectativa de que a alta do petróleo volte a pressionar a inflação nos EUA e mantenha os juros elevados:
o euro subia 0,2%, para US$ 1,1399,
a libra esterlina avançava 0,2%, para US$ 1,337.
o iene japonês era negociado a 162,27 por dólar, perto do menor nível em cerca de 40 anos.
Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas operavam sem direção única. Os futuros do Dow Jones recuavam cerca de 0,2%, os do S&P 500 estavam próximos da estabilidade e os do Nasdaq avançavam cerca de 0,5%.
*Com informações da Reuters
Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã — Foto: Reuters