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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

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Queda foi puxada principalmente pela queda nos preços de energia elétrica. Deflação é a maior desde agosto de 2022, quando o índice caiu 0,36%.
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Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Setembro de 2.026 às 11h00m
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IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022
IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também reforça o movimento de desaceleração dos preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta foi de 0,16%

Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho.

  • 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
Energia elétrica. — Foto: Agência Brasil
Energia elétrica. — Foto: Agência Brasil

A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que recuou 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram deflação.

Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. — Foto: Arte/g1
Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. — Foto: Arte/g1

Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA

  • Alimentação e bebidas: -0,34%;
  • Habitação: -1,87%;
  • Artigos de residência: 0,64%;
  • Vestuário: 0,12%;
  • Transportes: -0,86%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
  • Despesas pessoais: 1,30%;
  • Educação: 0,47%;
  • Comunicação: -0,09%.
Conta de luz mais barata puxou a deflação

A queda no grupo de Habitação, a maior em mais de 30 anos, foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial. O movimento refletiu a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês passado.

"Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real", informou José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE.

  • 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz.

Em agosto, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, foram registrados reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC).

Ainda no grupo Habitação, o IBGE destaca a alta de 1,74% do gás encanado, influenciada pelos reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto também subiu, avançando 0,11%, refletindo um reajuste de 3,55% em Salvador.

Inflação acumulada em 12 meses até agosto. — Foto: Arte/g1
Inflação acumulada em 12 meses até agosto. — Foto: Arte/g1

Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também ficaram mais baratos

Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram deflação em agosto e ajudaram a puxar o índice para baixo.

Em Transportes (-0,86%), a deflação foi puxada principalmente pelo recuo de 13,17% nas passagens aéreas e pela queda de 0,91% nos combustíveis. Entre eles, recuaram os preços do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%.

Segundo o IBGE, o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato. Nesse caso, o resultado incorpora não apenas a variação observada em agosto, mas também parte dos efeitos registrados em julho.

Em Alimentação e bebidas (-0,34%), a deflação foi impulsionada pela queda de 0,61% nos preços da alimentação no domicílio. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EUA acusam empresas chinesas de usar IA americana para acelerar desenvolvimento; China rebate

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Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 10 de Setembro de 2.026 às 09h00m
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O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas.

Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de destilação para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês.

➡️ A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera. O processo pode reduzir o custo e o tempo necessários para desenvolver novos modelos.

Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma agressiva, maliciosa e direcionada, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas.

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente.

Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China.

A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial.

China rebate

O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem dois pesos e duas medidas para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA.

Segundo o ministério, a destilação é um método técnico neutro por naturezae é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos.

Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta, afirmou a pasta.

O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer acusações falsas e difamar o país.

Como grandes potências em inteligência artificial, China e EUA devem fortalecer a cooperação, disse um porta-voz do ministério.

A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China.

Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China.

A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país.

Com informações de Reuters e AP

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Petróleo sobe a US$ 97 e bate maior valor em seis semanas após escalada da guerra entre EUA e Irã

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Brent avançou 1,1% nesta segunda-feira, enquanto novos ataques entre os países aumentam a preocupação com a oferta de petróleo na região
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 07 de Setembro de 2.026 às 17h25m
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Volta dos ataques no Irã pressiona Trump
Volta dos ataques no Irã pressiona Trump

Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7) e atingiram o maior nível em seis semanas, após o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques dos Estados Unidos.

A escalada aumentou o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity.

O petróleo Brent, referência internacional, avançou US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. Durante o dia, chegou a US$ 98,06, maior cotação desde 24 de julho.

  • 🔎 Por que o petróleo importa? O petróleo é matéria-prima para combustíveis e diversos produtos, por isso sua cotação afeta a economia. Quando fica mais caro, pode elevar custos de transporte e produção e pressionar a inflação. No Brasil, a alta também aumenta a receita de empresas produtoras e do governo.
Evolução do preço do petróleo nos últimos dias — Foto: Investing.com
Evolução do preço do petróleo nos últimos dias — Foto: Investing.com

Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo WTI, referência no mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília).

O WTI chegou a US$ 93,29 durante a sessão, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA.

Escalada do conflito

A alta ocorre após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda que o país responderá caso seus ativos sejam atacados.

A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava indefesa.

Segundo a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica aumenta o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa afirmou que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir.

A guerra entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro, quando os dois países e Israel iniciaram uma série de ataques. A nova escalada já teve impacto sobre o abastecimento global da commodity.

Na semana passada, o Brent acumulou alta de quase 8%, enquanto o WTI subiu cerca de 10%.

Estoques em baixa

O mercado também acompanha os níveis de estoques de combustíveis nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor de petróleo do mundo.

Os estoques de gasolina e de combustíveis destilados estão abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado e também das médias sazonais dos últimos cinco anos, segundo analistas da PVM Energy.

Para a consultoria, o cenário atual é mais preocupante do que o observado algumas semanas atrás.

Petróleo pode passar de US$ 100

O aumento da tensão elevou as projeções para os preços da commodity. O Goldman Sachs avalia que o petróleo pode chegar a US$ 120 por barril caso os ataques contra navios comerciais se intensifiquem.

O risco está relacionado principalmente à possibilidade de novos problemas no transporte de petróleo e derivados pelo Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras de energia do mundo.

Os Emirados Árabes Unidos já trabalham na criação de rotas alternativas para suas exportações de energia e outras operações comerciais. Segundo Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados, a intenção é evitar que o país fique vulnerável aos efeitos da guerra entre EUA e Irã.

Opep+ mantém produção

Apesar da alta dos preços, a Opep+ manteve no domingo sua política de produção de petróleo para outubro.

O grupo, que reúne grandes produtores da commodity, informou em comunicado que não haverá mudança na estratégia de produção definida anteriormente.

*Contém informações da Agência Reuters

Opep

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sábado, 5 de setembro de 2026

Por que Brasil e EUA devem trilhões — e quem empresta esse dinheiro aos governos?

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No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso.
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Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Postado em 05 de Setembro de 2.026 às 97h40m
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Quanto custa a dívida de um país?
Quanto custa a dívida de um país?

Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas.

Em junho de 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81% do PIB. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto. Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas.

Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, maior saldo para o mês em 3 anos

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Na relação com os EUA, Brasil teve déficit de US$ 824 milhões em agosto e de US$ 3,2 bilhões no acumulado do ano. Informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento.
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Por Alexandro Martello, Rafaela Rosa, g1 — Brasília

Postado em 04 de Setembro de 2.026 às 16h00m
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A balança comercial registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4).

🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

  • O saldo positivo registrou alta de 23,8% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 5,97 bilhões.
  • Esse também foi o maior saldo positivo para meses de agosto desde 2023, quando foi registrado um superávit de US$ 9,63 bilhões.
💵 Segundo o governo, em agosto:

  • As exportações somaram U$ 33,15 bilhões com aumento de 12,2% pela média diária.
  • As importações somaram US$ 25,76 bilhões, com aumento de 9,2% pela média diária.
Entre os produtos exportados pelo país, se destacaram em agosto:

  • Óleos brutos de petróleo: US$ 4,82 bilhões, com alta de 18%;
  • Soja: US$ 4,41 bilhões, com aumento de 14%;
  • Minério de ferro: US$ 2,35 bilhões, com queda de 10,8%;
  • Café não torrado: US$ 1,1 bilhão, com alta de 24,1%;
  • Milho não moído: US$ 1 bilhão, com queda de 25,3%.

➡️Na relação comercial com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit em agosto deste ano, apesar de as exportações para a economia norte-americana terem subido 12% no mês passado (veja mais abaixo nessa reportagem).

Principais mercados consumidores em agosto

  1. China: queda de 10,9%, para US$ 8,34 bilhões;
  2. União Europeia: aumento de 46,4%, para US$ 5,8 bilhões;
  3. Estados Unidos: alta de 12,1%, para US$ 3,19 bilhões
  4. Mercosul: queda de 5,1%, para US$ 2,1 bilhões;
  5. Asean: recuo de 7,1%, para US$ 2,1 bilhões;
  6. África: alta de 20,5%, para US$ 1,67 bilhão;
  7. Oriente Médio: aumento de 12,6%, para US$ 1,4 bilhão;
  8. México: crescimento de 8%, para US$ 848 milhões.

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto, para US$ 5,8 bilhões, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (4). O bloco foi um dos principais destinos a contribuir para o aumento das vendas externas no mês.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em maio, pode ter contribuído para o crescimento de 46,4% das exportações brasileiras ao bloco em agosto, segundo o Diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

“Temos relatos de exportadores que estão se beneficiando, sim, do acordo já nesse período”, afirmou. Segundo ele, porém, ainda não é possível medir precisamente o impacto da redução tarifária nos dados de comércio. 
Acumulado do ano

➡️No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões, informou o governo.

Com isso, houve aumento 28,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 43,2 bilhões.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 250,85 bilhões – alta 10,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária.

Já as importações somaram US$ 195,53 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, com alta de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.

Estados Unidos

Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada
Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada

De acordo com dados do MDIC, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 824 milhões com os Estados Unidos em agosto.

No mês passado, as exportações para a economia norte-americana somaram US$ 3,19 bilhões, com aumento de 12,1%, enquanto as compras totalizaram US$ 4,01 bilhões – com alta de 1,1%.

  • No início de junho, os EUA impuseram uma sobretaxa de 25% sobre mercadorias brasileiras sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.
  • Também naquele mês foi anunciado um adicional sobre 60 países — entre eles o Brasil — que teriam falhado em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas sobretaxas, juntas, podem chegar a 37,5%.

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, de acordo com dados oficiais, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos somou US$ 3,21 bilhões.

Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior saldo para o mês em 3 anos — Foto: Sandro Menezes/governo do RN
Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior saldo para o mês em 3 anos — Foto: Sandro Menezes/governo do RN

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