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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

BC amplia uso do PIX em contas-salário e reforça regras de segurança e combate a fraudes

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Outra novidade é a regulamentação da chamada cobrança híbrida, que reúne boleto bancário e QR Code do Pix em um mesmo documento.
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Por Mariana Assis, g1 — Brasília

Postado em 18 de Setembro de 2.026 às 09h50m
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O Banco Central (BC) informou, nesta sexta-feira (18), que aprovou uma série de mudanças na regulamentação do Pix para ampliar o uso da ferramenta e reforçar mecanismos de segurança.

Entre as principais novidades estão a autorização para o uso do Pix Automático em contas-salário e a criação de ras específicas para a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto bancário e QR Code do Pix em um mesmo documento.

As medidas também endurecem regras para instituições participantes do sistema, aceleram a exclusão de empresas punidas e ampliam as obrigações de bancos e fintechs no combate a fraudes.

🔎Pix Automático é uma modalidade para pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas. O cliente autoriza uma vez e as cobranças seguintes são pagas automaticamente, sem precisar confirmar cada operação.

O g1 reuniu as principais mudanças. Veja abaixo:

Senado aprova proposta que cria o PIX automático para pagamento de Pensão Alimentícia
Senado aprova proposta que cria o PIX automático para pagamento de Pensão Alimentícia

Pix Automático em contas-salário

Uma das atualizações permite a realização de pagamentos por meio do Pix Automático a partir de contas-salário.

Na prática, trabalhadores poderão autorizar pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas de consumo, usando os recursos depositados nesse tipo de conta.

Segundo o Banco Central, a mudança adequa as regras do Pix às normas mais recentes sobre débitos automáticos interbancários e amplia as possibilidades de uso das contas-salário.

O BC ressalta que o Pix Automático será a única modalidade de envio de Pix permitida para essas contas.

Continua proibido o recebimento de outras transferências via Pix, exceto devoluções e pagamentos realizados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Quando entra em vigor: 1º de julho de 2027.

Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo
Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo

Cobrança híbrida

O Banco Central também regulamentou a chamada cobrança híbrida, prática já utilizada por parte do mercado e que permite ao consumidor escolher entre pagar uma cobrança por boleto ou por Pix.

Nesse modelo, um mesmo documento reúne:

  • o código de barras do boleto;
  • o QR Code do Pix Cobrança.

Segundo a autoridade monetária, a regulamentação busca reduzir riscos operacionais e evitar pagamentos indevidos ou em duplicidade.

As novas regras determinam que:

  • a modalidade só poderá ser usada em cobranças Pix com vencimento;
  • será permitida apenas para boletos comuns e boletos dinâmicos sem vínculo com ativos financeiros;
  • boletos de proposta não poderão utilizar a cobrança híbrida;
  • boletos de depósito e de aporte também ficam excluídos da modalidade;
  • o Pix Cobrança deverá ser automaticamente cancelado quando o boleto for pago;
  • instituições financeiras deverão bloquear pagamentos quando identificarem que o boleto já foi quitado.

Caso uma falha operacional permita uma cobrança indevida, a instituição responsável terá de corrigir a situação com recursos próprios, sem prejuízo para o pagador ou para o recebedor.

Quando entra em vigor: 1º de fevereiro de 2027.

Participação no Pix poderá deixar de ser obrigatória em alguns casos

O BC também vai dispensar a participação obrigatória no Pix para determinadas instituições financeiras.

A medida vale para empresas com mais de 500 mil contas transacionais ativas quando as características de seus clientes ou de seu modelo de negócios não justificarem o acesso à infraestrutura do sistema.

Quando entra em vigor: imediatamente.

Regras mais rígidas para entrada e permanência de instituições

Regras mais rígidas para adesão e permanência de instituições financeiras no arranjo do Pix também foram aprovadas.

Entre as mudanças estão:

  • possibilidade de anulação de aprovações obtidas com informações falsas ou omissões relevantes;
  • suspensão imediata de instituições submetidas à liquidação extrajudicial;
  • criação de mecanismos de saída ordenada para proteger os clientes dessas instituições;
  • ajustes nas regras de cancelamento ou cassação de autorização de funcionamento.

Segundo o Banco Central, as alterações buscam aumentar a segurança do sistema e reduzir riscos para os usuários em situações de deterioração financeira das participantes.

Quando entra em vigor: imediatamente.

Exclusão de participantes passa a valer imediatamente

Outra mudança reduz o prazo para retirada de instituições punidas do sistema.

Atualmente, participantes excluídos por descumprimento de regras permanecem no Pix por até 30 dias após a decisão definitiva.

Com a nova regra, a exclusão passará a produzir efeitos imediatamente depois da comunicação da penalidade.

Quando entra em vigor: imediatamente.

Novas regras para suspeitas de fraude

Por fim, a autoridade monetária alterou as regras relacionadas às marcações de fundada suspeita de fraude no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base que reúne as chaves Pix.

A regulamentação deixa mais claras as responsabilidades das instituições financeiras pelo registro e eventual cancelamento dessas marcações.

Entre as novidades estão:

  • obrigação de informar o cliente sempre que houver uma marcação de suspeita de fraude;
  • comunicação da data do registro e da possibilidade de contestação;
  • disponibilização de canais para esclarecimentos e pedidos de revisão;
  • prazo máximo de sete dias para resposta ao usuário;
  • obrigação de cancelar a marcação quando não houver mais elementos que sustentem a suspeita.

Quando entra em vigor: 1º de fevereiro de 2027 para a obrigação de comunicação aos usuários e imediata para as demais disposições.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Conhecida como 'capital do agro', Sorriso (MT) perde posto de cidade mais rica do setor após 6 anos; conheça a nova líder

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Município mato-grossense liderava o ranking desde 2019, mas terminou 2025 em 3º lugar, atrás de duas cidades que avançaram na produção agrícola. 
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 17 de Setembro de 2.026 às 11h00m
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Sorriso, em Mato Grosso, conhecida como a capital do agro, não é mais o município brasileiro com o maior valor de produção agrícola. Depois de seis anos no topo, a cidade terminou 2025 na 3ª posição, atrás da nova líder, Sapezal (MT), e de São Desidério (BA).

Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17). O levantamento mostra o valor gerado pelas principais lavouras de cada município ao longo do ano.

🔍 A Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) é o levantamento anual do IBGE que mapeia o desempenho do campo em todos os municípios do país, acompanhando indicadores de área plantada, volume colhido (em toneladas), produtividade e faturamento. Para definir o ranking geral das cidades mais ricas do setor, o instituto multiplica a quantidade colhida pelo preço médio pago aos agricultores, chegando ao valor da produção agrícola.

Em Sapezal, o resultado foi puxado principalmente pelo algodão, que sozinho respondeu por quase 60% de todo o valor produzido no município. Em Sorriso, a soja foi o principal motor. Já em São Desidério, algodão e soja tiveram forte peso na composição do valor agrícola.

Veja abaixo o ranking por valor da produção:

PAM 2025 — Foto: g1
PAM 2025 — Foto: g1

Por que Sorriso saiu do topo?

A mudança no topo do agro nacional não significa que Sorriso tenha deixado de ser uma potência agrícola. O que mudou foi a combinação entre o desempenho das lavouras e uma alteração no território considerado no cálculo dos dados agrícolas do município.

Uma das principais mudanças ocorreu com a criação de uma nova cidade: Boa Esperança do Norte (MT), que passou a ser contabilizada como município separado nas estatísticas do IBGE a partir de 2025.

O novo município foi formado por áreas que antes pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã. Do território de Boa Esperança do Norte, 20% vieram de Sorriso e 80% de Nova Ubiratã.

A mudança alterou a área agrícola atribuída aos municípios. Em Sorriso, a área plantada total caiu 9,3% em 2025. A área de soja recuou 8,3%, a de milho, 10%, e a de algodão, 19,7%.

Isso não significa, porém, que a produção agrícola de Sorriso tenha despencado. O valor da produção de soja cresceu 21,6%, para R$ 4,05 bilhões, e o município continuou na liderança nacional em valor da produção de milho. No algodão, houve queda de 1,6% no valor da produção e de 12,8% na quantidade colhida.

A nova capital do agro: Sapezal

Sapezal no Mato Grosso — Foto: Divulgação (Prefeitura de Sapezal)
Sapezal no Mato Grosso — Foto: Divulgação (Prefeitura de Sapezal)

Localizada no oeste do estado, a cerca de 520 quilômetros de Cuiabá, Sapezal tem pouco mais de 32 mil habitantes e uma economia fortemente ligada à produção agrícola.

A ocupação da região ganhou força a partir das décadas de 1970 e 1980, durante a expansão da fronteira agrícola de Mato Grosso. Muitos dos produtores que chegaram ao município vieram da Região Sul do país.

O núcleo urbano de Sapezal começou a se consolidar no fim dos anos 1980, com a abertura da MT-235 e um projeto de colonização ligado ao empresário André Antônio Maggi, da família que deu origem ao Grupo Amaggi.

O município foi criado oficialmente em 1994, quando se emancipou de Campo Novo do Parecis. Dois anos depois, Maggi foi eleito o primeiro prefeito da cidade.

Desde então, Sapezal se consolidou como um dos principais polos agrícolas do país, especialmente na produção de soja, milho e algodão.

O 'combo' que levou Sapezal ao topo

O resultado de 2025 veio principalmente do desempenho destas três culturas:

  • O algodão herbáceo foi o principal produto, com R$ 5,12 bilhões em valor de produção, alta de 42,8% em um ano. A cidade colheu cerca de 1,2 milhão de toneladas.
  • A soja apareceu em seguida, com R$ 2,80 bilhões, avanço de 51,4%.
  • Já o milho gerou R$ 656,9 milhões, alta de 58,1%.

A combinação de grandes áreas cultivadas, produção em escala e forte presença de máquinas no campo ajuda a explicar o peso da agricultura na economia local.

O algodão, em particular, é uma das marcas da agricultura de Sapezal. O município aparece há anos entre os maiores produtores brasileiros e já foi apontado pelo IBGE como o maior produtor nacional de algodão herbáceo.

A mudança no mapa também mexeu com outros municípios

A criação de Boa Esperança do Norte também alterou o desempenho de outros municípios no ranking.

Boa Esperança do Norte já aparece em 25º lugar entre os municípios brasileiros em valor da produção agrícola, com R$ 1,7 bilhão apenas em soja, além de R$ 952,8 milhões em milho e R$ 295,2 milhões em algodão.

Já Nova Ubiratã perdeu uma parcela significativa de seu território agrícola. Como cerca de 80% da área de Boa Esperança do Norte veio do município, sua área plantada caiu 42,9%.

A área destinada à soja e ao milho recuou 43,9%, e Nova Ubiratã passou da 8ª para a 20ª posição no ranking nacional.

Raio X da produção agrícola brasileira em 2025

  • 💰 Faturamento recorde: o valor total da produção agrícola do Brasil atingiu R$ 927,2 bilhões, um avanço de 18,4% em relação a 2024.
  • 🌾 Safra histórica de grãos: o país colheu 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas (+18,2%), o maior volume já registrado na série histórica do IBGE.
  • 🚜 Área cultivada: a área colhida total no país chegou a 101,3 milhões de hectares (+4,2%).
  • 🫘 Soja (líder nacional): a colheita somou 165,3 milhões de toneladas, gerando R$ 315,2 bilhões (34% de toda a receita agrícola do país).
  • 🌽 Milho (recorde de volume): a produção alcançou 141,2 milhões de toneladas (+23,1%), movimentando R$ 122,1 bilhões no campo. Juntos, soja e milho responderam por 88,7% de toda a produção de grãos do Brasil.
  • 🏆 Estado campeão (Mato Grosso): gerou sozinho R$ 165,6 bilhões (+37,1%), concentrando 17,9% de toda a riqueza agrícola nacional.
  • 🗺️ Região líder (Centro-Oeste): movimentou R$ 288,0 bilhões (+31,8%), assumindo o 1º lugar do país e ultrapassando o Sudeste (R$ 271,0 bilhões).
  • 📍 Peso do top 10: as 10 maiores cidades agrícolas somam juntas R$ 65,9 bilhões, o equivalente a 7,1% de todo o faturamento do setor.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Aumento do preço dos combustíveis gera protestos ao redor do mundo

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Guerra entre Estados Unidos e Irã, que começou em 28 de fevereiro, elevou o custo do petróleo
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Lauren Kent e Hira Humayun, da CNN
16/09/26 às 11:43 | Atualizado 16/09/26 às 11:43
Postado em 16 de Setembro de 2.026 às 12h00m
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Em 13 de setembro, manifestantes na província de Idlib queimaram pneus e outros detritos para bloquear uma rodovia, em meio aos protestos contra o aumento do preço dos combustíveis que se espalharam pela Síria  • Ahmed Albam/AP via CNN Newsource

Manifestantes estão indo às ruas em todo o mundo para expressar indignação com o aumento dos preços dos combustíveis e os apagões frequentes, à medida que a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que já dura meses, eleva o custo da energia globalmente.

Os preços do petróleo voltaram a subir acima da marca de US$ 100 por barril na semana passada, após novos ataques dos EUA contra petroleiros iranianos no Golfo e a retomada dos combates no Iêmen, que ameaçam a navegação no Estreito de Bab el-Mandab.

Para os Estados Unidos, isso significou preços elevados da gasolina e alertas severos para as famílias que dependem de óleo de aquecimento para se manterem aquecidas no inverno, já que analistas preveem um aumento de 30% nos preços em meio à guerra com o Irã.

Para as nações menos ricas, o impacto nas finanças nacionais – e nos bolsos das pessoas – tem sido ainda mais severo, com a paciência muitas vezes se esgotando.

Com o aumento do preço dos combustíveis, cresce também a raiva das pessoas que já não conseguem pagar a gasolina, ir trabalhar, manter seus negócios em funcionamento ou mesmo prestar serviços essenciais.

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Na Síria, manifestantes queimaram pneus em uma rodovia movimentada. Na Guatemala, bloquearam estradas para exigir uma ação imediata do governo. E em Portugal, líderes empresariais e trabalhadores locais marcharam até a residência do primeiro-ministro.

Aqui está uma análise mais detalhada dos protestos e dos impactos globais dos custos exorbitantes de energia:

Síria

A forte alta nos preços dos combustíveis durante o fim de semana desencadeou protestos em toda a Síria, marcando as maiores manifestações no país desde a queda do regime de Assad, há dois anos.

Segundo a agência de notícias síria SANA, o governo do país aumentou temporariamente o preço do diesel para 175 libras sírias (US$ 1,43) por litro – um aumento de aproximadamente 40%. O preço da gasolina também foi aumentado em mais de 25%.

O Ministério da Energia da Síria afirmou que os aumentos acentuados nos preços se devem à alta dos preços globais dos combustíveis e à manutenção em curso na maior refinaria do país, Baniyas, o que aumentou sua dependência de importações, informou a agência de notícias SANA.

Embora dezenas de protestos tenham sido pacíficos, no domingo (13) manifestantes bloquearam a rodovia Hasaka-Deir ez-Zor, onde queimaram pneus e impediram a passagem de caminhões-tanque, segundo a ACLED, uma organização global de monitoramento de conflitos.

A disponibilidade de combustível, o aumento dos preços, a queda do poder de compra e os serviços precários são alguns dos motivos que contribuíram para o crescente descontentamento público, embora as reivindicações também estejam se voltando para a reversão de decisões e a destituição de autoridades, incluindo o ministro da Energia, o que demonstra que as queixas econômicas estão se transformando em queixas contra o governo, afirmou Muaz Al Abdullah, analista da ACLED para a Síria.

Um vídeo gravado pela agência de notícias Reuters no local de um protesto em Aleppo, no domingo, mostra pessoas queimando pneus e gritando palavras de ordem criticando a decisão do governo de aumentar o preço dos combustíveis.

Todos os presentes aqui querem uma redução nos preços do diesel. Não queremos salários mais altos, queremos combustível mais barato, disse à Reuters um manifestante sírio, Yasser Salim.

Outro manifestante, Bassam al-Ali, disse:Não queremos rotatórias, todos os dias eles (o governo) constroem uma nova rotatória que custa um milhão de dólares, e shoppings e sei lá mais o quê… Seu povo esteve com vocês, ainda está com vocês agora e continuará com vocês – mas isso vai fazer as coisas explodirem.

Guatemala

Na semana passada, na Guatemala, grupos de caminhoneiros organizados e outros manifestantes bloquearam rodovias e causaram danos em várias partes do país em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis, segundo a Associated Press.

Outros vídeos captados pela mídia local mostram pessoas marchando pacificamente pela Cidade da Guatemala para exigir uma ação imediata do governo.

O Congresso do país está trabalhando para lidar com o descontentamento generalizado por meio de um projeto de lei que limitaria os preços até o final do ano, mas o projeto ainda está tramitando no legislativo, segundo a agência de notícias nacional da Guatemala, AGN. Se aprovado, o projeto significaria o pagamento de um subsídio governamental aos importadores de combustível caso os preços ultrapassem o teto estabelecido, de acordo com a AP.

Esta é uma questão que precisa ser resolvida em todo o país. O Executivo, o Legislativo e todos os demais envolvidos devem resolvê-la. As pessoas não podem arcar com esses preços sem sentir o impacto em suas finanças, disse o presidente do Congresso, Luis Contreras Colindres, em um pronunciamento na segunda-feira (14).

O diesel é o motor que impulsiona a economia deste país, disse Contreras, de acordo com a AGN.

Portugal

No sábado (12), ocorreram protestos na cidade costeira de Espinho, em Portugal, contra o aumento dos preços do gás e o custo de vida exorbitante.

Cerca de 80 pessoas participaram da manifestação, organizada por líderes empresariais locais com o objetivo de pressionar o governo a encontrar soluções, segundo a agência de notícias portuguesa Lusa. Os manifestantes marcharam até chegarem à residência do primeiro-ministro Luís Montenegro, em Espinho.

Entretanto, a LPB (Liga Portuguesa dos Bombeiros) alertou para o fato de o aumento acentuado dos preços dos combustíveis se estar a tornar insustentável para os bombeiros e a sobrecarregar as organizações de voluntários com custos que estas não conseguem suportar.

Na segunda-feira, o governo do país anunciou um novo pacote de medidas destinadas a aliviar a crise dos preços dos combustíveis, segundo a Lusa. Essas medidas incluem apoio a transportadores de mercadorias, taxistas, bombeiros e ao setor social, informou a agência de notícias.

França

Na terça-feira (15), cerca de 50 pescadores bloquearam um importante depósito de combustível na cidade costeira de Fos-sur-Mer, no sul da França, em parte para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis, segundo a afiliada da CNN, BFMTV.

O bloqueio durou várias horas e os manifestantes entraram em breve confronto com a polícia, informou a BFMTV.

O prefeito Philippe Maurizot afirmou que a indústria pesqueira da cidade enfrenta uma crise profunda que exige uma resposta urgente e enérgica do Estado e disse que a indignação dos manifestantes precisa ser ouvida.

O aumento dos custos, a alta dos preços dos combustíveis, o crescente número de restrições, a insuficiência de rendimentos e a falta de visibilidade estão a colocar alguns profissionais numa situação insustentável, afirmou na carta dirigida ao primeiro-ministro francês.

Filipinas

Os trabalhadores do grupo de transportes filipino Manibela entraram em greve na segunda-feira para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis, exigindo subsídios governamentais e a eliminação dos impostos sobre os combustíveis.

A notícia surge após as companhias petrolíferas do país anunciarem mais uma rodada de aumentos nos preços dos combustíveis, que entraram em vigor na terça-feira, impactando os motoristas com um acréscimo de 5,68 pesos (0,01) por litro de gasolina, segundo a Agência de Notícias das Filipinas (PNA). Os preços do diesel e do querosene também foram reajustados novamente esta semana, de acordo com a PNA.

Sabemos que cada aumento no preço dos combustíveis afeta mais do que o custo de abastecer um veículo. Afeta o orçamento diário das famílias, o sustento dos nossos motoristas e os custos operacionais das empresas, disse a Secretária de Energia, Sharon S. Garin, ao anunciar na terça-feira que o governo havia superado um obstáculo para uma possível redução dos impostos sobre produtos petrolíferos.

Motoristas de ônibus e de carro vêm enfrentando dificuldades há meses em meio ao aumento dos custos, que dispararam drasticamente em março e ainda permanecem elevados em comparação com os preços anteriores à guerra.

Em março, no auge da crise de combustíveis do país – cerca de um mês após o início da guerra com o Irã – a população de Manila marchou em direção ao palácio presidencial para expressar seu descontentamento com o aumento acentuado dos preços da energia.

As Filipinas devem se levantar e exigir o fim da agressão dos EUA contra o Irã. O impacto da interrupção no fornecimento de petróleo afeta a todos nós. Podemos não ter sido atingidos por bombas, mas estamos sendo atingidos pela pobreza e pela fome devido ao aumento dos preços do petróleo, disse o líder sindical Jerome Adonis no final de março.

Os grêmios estudantis também se uniram aos protestos generalizados em vários momentos deste ano, denunciando a crescente crise do custo de vida nas Filipinas.

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

XI Jinping promete criar IA com código aberto para os países do Brics

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Líder chinês dominou segundo dia de discussões na cúpula do bloco; primeiro-ministro da Índia pediu que países deixem de usar tecnologia e minerais críticos como armas nas relações globais
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Américo Martins, da CNN Brasil, em Nova Délhi, Índia
13/09/26 às 10:40 | Atualizado 13/09/26 às 10:40
Postado em 15 de Setembro de 2.026 às 08h00m
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Xi Jinping e Narendra Modi se cumprimentam durante a Cúpula do Brics em Nova Délhi, na Índia
Xi Jinping e Narendra Modi se cumprimentam durante a Cúpula do Brics em Nova Délhi, na Índia  • HOST BROADCASTER via Reuters

O presidente da China, Xi Jinping, prometeu criar um sistema de inteligência artificial com código aberto para o uso e desenvolvimento conjunto de todos os países do Brics.

A promessa foi feita no segundo e último dia da cúpula do bloco, que acabou neste domingo (13) em Nova Délhi, na Índia. Além dos integrantes plenos do grupo, também participaram das discussões os países parceiros, como Cuba, Malásia e Tailândia.

Xi Jinping afirmou que a China vaicriar uma comunidade de IA de código aberto do Brics, apoiará a cooperação no desenvolvimento e na aplicação de grandes modelos de linguagem, realizará seminários especializados e cursos de treinamento em IA e construirá um ecossistema aberto para a IA para ajudar no desenvolvimento de todos os países do grupo, inclusive os parceiros.

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No momento, a China participa de uma disputa com os Estados Unidos para o desenvolvimento ampliado das tecnologias de inteligência artificial, mas adotando modelos distintos.

Xi Jinping também disse que os chineses pretendem criar uma plataforma em nuvem de ecossistema digital do Brics e oferecer intercâmbio tecnológico e alinhamento industrial para viabilizar uma economia digital mais robusta dentro do bloco.

O líder chinês ressaltou que o sucesso de um Brics ampliado depende do estabelecimento de uma base sólida para uma cooperação pragmática e que os países devem cooperar ainda mais, mantendo a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos.

Ele também propôs uma parceria para Zonas Econômicas Especiais entre as nações do grupo.

O discurso do presidente da China foi uma indicação clara de que as discussões sobre tecnologia devem dominar a Presidência do país no Brics em 2027.

Quase todo o seu discurso foi baseado em ideais de desenvolvimento tecnológico, inclusive com a ideia de incentivar e facilitar, utilizando ferramentas digitais, o comércio intrabloco.

Os outros líderes dos países do Brics e os parceiros também abordaram assuntos relacionados à tecnologia.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anfitrião da cúpula, criticou nações que tentam transformar tecnologia e minerais críticos em armas comerciais e diplomáticas, o que poderia, segundo ele, acabar com o progresso e prosperidade dos países.

Modi não se referiu a nenhum país pelo nome, mas os Estados Unidos e a China estão envolvidos diretamente numa disputa por acesso a minerais críticos que são essenciais para muitas tecnologias de ponta.

A China tem praticamente o monopólio do desenvolvimento desse tipo de mineral, e Pequim e Washington já tomaram várias medidas para limitar a transferência de tecnologia de um país para o outro.

A preocupação de Modi é que esse tipo de disputa acabe impedindo também que outros países tenham mais acesso a tecnologia de ponta.

O presidente russo, Vladimir Putin, outro dos líderes mais importantes presentes ao encontro, reforçou um dos pontos principais para o Brics, a mudança na governança global.

O russo disse que os países do bloco precisam encontrar formas de combinar as vantagens competitivas de suas economias individuais.

Ele defendeu uma reforma na governança do mundo e pediu mais integração dentro do Brics. Essa postura reflete também as pressões sobre o Kremlin, submetido a muitas sanções das economias ocidentais.

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