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domingo, 5 de julho de 2026

EUA e China lideram corrida global inédita por fusão nuclear

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Investimentos globais chegam a US$ 13 bilhões, com salto de 30% no segundo semestre do ano passado. Alemanha mira tecnologia, mas ainda está atrás de outras potências.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 05 de Julho de 2.026 às 14h10m
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Crise do clima: a nova corrida dos EUA por energia nuclear
Crise do clima: a nova corrida dos EUA por energia nuclear

O mundo vive uma corrida pela liderança tecnológica da fusão nuclear, defendida por alguns como potencial fonte de energia massiva e livre de gases de efeito estufa. Embora a viabilidade econômica de uma eventual usina seja incerta, cada vez mais bilhões de dólares vêm sendo aplicados por governos, empresas e investidores privados.

No segundo semestre de 2025, os investimentos privados no setor cresceram num ritmo sem precedentes, com 85% do financiamento concentrado na China e nos Estados Unidos. O aumento global foi de 30%, alcançando US$ 13 bilhões (R$ 67 bilhões), segundo relatório da organização Fusion for Energy (F4E), da União Europeia (UE).

 Energia nuclear  — Foto: GloboNews
Energia nuclear — Foto: GloboNews

Até 2050, o setor de energia de fusão poderia atingir um volume de mais de US$ 350 bilhões, estima a Agência Internacional de Energia (IEA). A demanda por energia cresce continuamente — impulsionada, entre outros fatores, pela eletrificação da economia. E os centros de dados necessários para a inteligência artificial (IA) aumentaram significativamente esse apetite.

  • O princípio por trás da tecnologia é: núcleos atômicos leves se fundem, formando novos elementos e liberando energia na forma de calor. Esse calor pode ser utilizado para gerar eletricidade, de forma independente do clima, com segurança no fornecimento, sem combustíveis fósseis e sem emissão de gases de efeito estufa.

Ao contrário da energia nuclear convencional, na qual a energia é obtida pela fissão de núcleos atômicos, o risco de acidente na fusão é mais baixo. Os resíduos radioativos apresentam risco menor para a saúde humana e o meio ambiente.

Parte dos especialistas argumenta que mesmo um desenvolvimento tecnológico bem-sucedido não seria veloz o bastante para que a Europa alcance suas metas para proteger o clima.

EUA anunciam avanço na produção de energia limpa baseada na fusão nuclear — Foto: Reprodução/ Lawrence Livermore National Laboratory
EUA anunciam avanço na produção de energia limpa baseada na fusão nuclear — Foto: Reprodução/ Lawrence Livermore National Laboratory

Startups apostam na fusão

Durante décadas, o foco no tema da fusão nuclear esteve principalmente em grandes projetos financiados pelo Estado, como o ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor). Neste projeto, 35 países participam da construção de um reator experimental no sul da França, incluindo os países da UE, os Estados Unidos, a Rússia e a China.

Desde o início das obras em 2007, os custos aumentaram enormemente, enquanto a conclusão foi repetidamente adiada. Atualmente, a entrada em operação está prevista para o período entre 2034 e 2036.

Em todo o mundo, também foram fundadas muitas empresas que buscam avançar na construção de reatores de fusão nuclear. Atualmente, 77 companhias trabalham para levar a fusão nuclear à maturidade de mercado, segundo a F4E.

A maioria (42) está nos Estados Unidos, contra 8 na China e 6 no Reino Unido. Também na Alemanha 4 startups se posicionam no mercado.

Investimentos concentrados em EUA e China

A fusão nuclear não só exige muita pesquisa, como também a injeção de recursos. Excluindo os fundos públicos, cerca de € 13 bilhões foram investidos até o fim de 2025 na pesquisa privada em fusão.

A maior parte (53%) vai para empresas dos EUA e cerca de um terço para empresas chinesas. "De fato, nesses dois mercados já existem alguns 'unicórnios' com avaliações superiores a um bilhão de dólares", afirma a F4E. O restante, pouco mais de € 700 milhões, vai para oito empresas europeias.

Enquanto na China o Estado investe fortemente na fusão nuclear, nos Estados Unidos o setor é impulsionado principalmente por investidores privados, inclusive das grandes empresas de tecnologia. Por exemplo, o Google apoia a empresa americana TAE Technologies há mais de dez anos, não apenas com centenas de milhões de dólares, mas também com engenheiros da própria empresa trabalhando diretamente no desenvolvimento tecnológico.

Além disso, o Google investiu na maior empresa de fusão dos EUA, a Commonwealth Fusion Systems (CFS), e assinou um contrato para compra de eletricidade. Já a empresa americana Helion Energy é apoiada por Sam Altman, CEO da OpenAI. A Microsoft também firmou um contrato de compra de eletricidade com a Helion Energy.

Alemanha mira mesmo objetivo

Para Markus Roth, professor da TU Darmstadt que fundou em 2021 a startup Focused Energy, a Alemanha tem um ecossistema competitivo para o desenvolvimento da fusão nuclear, em razão da ampla presença de instituições de pesquisa, startups e empresas industriais.

Ao contrário da maioria dos concorrentes, a sua startup aposta em tecnologia a laser. A viabilidade do método foi demonstrada em 2022, quando pesquisadores nos Estados Unidos conseguiram, pela primeira vez, obter mais energia de uma reação de fusão em escala de laboratório do que foi necessário para iniciá-la.

Mas um dos grandes obstáculos no caminho para um reator de fusão é o rápido desenvolvimento de cadeias de fornecimento, ele aponta. "Precisamos aprender, na Alemanha, a construir sistemas a laser como construímos carros — em linha de produção, mas com alta precisão."

O governo alemão também vê grande potencial na fusão nuclear e a define como uma das seis tecnologias-chave para o futuro da Alemanha. Mais de dois bilhões de euros em investimentos públicos foram prometidos para a fusão nuclear nesta legislatura.

No entanto, ainda levará tempo até a geração efetiva de eletricidade, e as startups afirmam que estão longe de ter os recursos necessários para o longo prazo.

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sábado, 4 de julho de 2026

Economia do paradoxo: Noruega ficou rica com o petróleo e hoje lidera a transição para a energia limpa

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Enquanto lidera a adoção de carros elétricos e amplia metas para reduzir emissões, a Noruega continua entre os maiores exportadores de petróleo e gás do mundo, transformando a riqueza fóssil em investimentos para o futuro.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 04 de Julho de 2.026 às 06h00m
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Bandeira da Noruega — Foto: Maarten Heerlien/@Maarten1979/Reprodução
Bandeira da Noruega — Foto: Maarten Heerlien/@Maarten1979/Reprodução

O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026 também desperta interesse por um motivo que vai além do futebol. A Noruega é um dos países mais avançados na adoção de energia limpa, mas continua tendo no petróleo e no gás uma importante fonte de riqueza.

À primeira vista, essas duas realidades parecem difíceis de conciliar. Mas elas fazem parte da estratégia adotada pela Noruega para avançar rumo a uma economia de baixo carbono sem abrir mão, ao menos por enquanto, de um dos principais motores de sua economia.

O caso norueguês alimenta um debate que vai além de suas fronteiras: como conciliar metas climáticas, segurança energética e crescimento econômico em um mundo que busca reduzir a dependência dos combustíveis fósseis?

Petróleo na estratégia norueguesa

Embora seja reconhecida internacionalmente pelos avanços em energia limpa, a Noruega continua sendo uma potência do setor.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o país está entre os maiores produtores mundiais de petróleo e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de gás natural.

  • ⛽ Dados da Comissão Europeia mostram que a Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás natural da União Europeia, respondendo por cerca de 31% das importações do bloco em 2025.
  • 🌱 Em 2023, Noruega e União Europeia também firmaram uma Aliança Verde para ampliar a cooperação em energia limpa, transição industrial e proteção ambiental.

É nesse contexto que o governo norueguês argumenta que a manutenção da produção de petróleo e gás não é incompatível com seus objetivos climáticos.

Segundo o Ministério da Energia e a Diretoria Norueguesa de Offshore, o setor continua sendo o principal em valor de exportações e arrecadação pública, mas também pode contribuir para reduzir as emissões em outros países.

Em comunicações oficiais, o governo afirma que substituir usinas movidas a carvão por usinas a gás pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade, além de melhorar a qualidade do ar.

Também sustenta que o gás complementa fontes renováveis, como a solar e a eólica, cuja geração depende das condições climáticas.

"À medida que a Europa incorpora cada vez mais fontes renováveis intermitentes, aumenta a necessidade da flexibilidade que o gás pode oferecer para equilibrar as oscilações no fornecimento de energia e garantir um abastecimento confiável aos consumidores", afirma o governo norueguês.

Essa iniciativa, no entanto, também desperta questionamentos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que as receitas provenientes de recursos naturais representam uma "espada de dois gumes": podem impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também criar desafios para a gestão das contas públicas e para o crescimento de longo prazo.

No caso da Noruega, o organismo considera que o país conseguiu construir um planejamento robusto para administrar essa riqueza ao longo das últimas décadas.

Ainda assim, ressalta que a abundância de recursos naturais pode levar países a concentrar esforços na captura dessas receitas, reduzindo o foco em reformas estruturais e na produtividade, o que pode desacelerar o crescimento de atividades fora do setor de petróleo.

Adversário do Brasil: Noruega tem participação na fundação do 1º time de futebol de NY
Adversário do Brasil: Noruega tem participação na fundação do 1º time de futebol de NY

Financiando a transição com a riqueza do petróleo

Uma das principais ferramentas criadas pela Noruega para administrar a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás foi o Government Pension Fund Global (GPFG), fundo soberano que transforma essa renda em ativos financeiros para as próximas gerações.

Segundo o próprio GPFG, o objetivo é proteger a economia das oscilações do mercado de petróleo e preservar essa riqueza no longo prazo.

No fim de 2025, o fundo administrava cerca de 21,3 trilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) — um patrimônio equivalente a cerca de 3,8 milhões de coroas (R$ 2 milhões) por habitante.

Além de investir em milhares de empresas ao redor do mundo, a instituição adota diretrizes ambientais e sociais para orientar suas aplicações e amplia gradualmente os investimentos em infraestrutura de energia renovável.

A transição também foi facilitada por uma característica da matriz elétrica do país. Segundo a IEA, cerca de 89% da eletricidade produzida na Noruega vem de hidrelétricas, o que favoreceu a eletrificação de residências, da indústria e, mais recentemente, dos transportes.

O resultado mais visível dessa estratégia está no mercado de automóveis. Após décadas de incentivos, a Noruega passou a liderar a adoção de veículos elétricos.

  • 🚗 O governo estabeleceu como meta que todas as vendas de carros novos sejam de modelos sem emissões, apoiando essa mudança por meio de benefícios tributários, expansão da infraestrutura de recarga e regras estáveis ao longo do tempo.

Com o avanço da frota elétrica, parte desses incentivos vem sendo reduzida gradualmente para preservar a arrecadação pública.

Segundo o relatório Global EV Outlook 2025, da IEA, essa transformação já produz efeitos no consumo de combustíveis. Desde 2021, o uso de petróleo no transporte rodoviário caiu cerca de 12%, reflexo da substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis por modelos elétricos.

Além da eletrificação dos automóveis, a legislação norueguesa estabelece metas obrigatórias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os municípios também receberam instrumentos para criar zonas de emissão zero, exigir critérios ambientais em obras públicas e ampliar políticas de gestão de resíduos.

E a própria indústria petrolífera passou a incorporar iniciativas para reduzir suas emissões: projetos como o Hywind Tampen — considerado o maior parque eólico flutuante do mundo — foram desenvolvidos para fornecer eletricidade renovável às plataformas de petróleo e gás no Mar do Norte, reduzindo as emissões da própria produção.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba

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Montadora encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30); modelo sedã passará a ser montado em Sorocaba.
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Por g1 Campinas e região

Postado em 01 de Julho de 2.026 às 06h00m
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Planta da Toyota do Brasil em Indaiatuba — Foto: Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal
Planta da Toyota do Brasil em Indaiatuba — Foto: Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal

Após 28 anos em atividade e com cerca de 1,5 milhão de Corollas produzidos, a montadora da Toyota em Indaiatuba (SP) encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30). A planta atendia todo o mercado brasileiro.

Com o fechamento da unidade, o modelo passará a ser montado em Sorocaba (SP). A previsão é que a nova fábrica sejá inaugurada em novembro deste ano, de acordo com a Toyota, e fique responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida.

➡ O último Corolla montado em Indaiatuba foi apresentado aos funcionários em uma cerimônia de despedida, no dia 20 de junho, com direito a desfile automotivo em um tapete vermelho - veja no vídeo abaixo.

Toyota produz último Corolla em fábrica de Indaiatuba após 28 anos
Toyota produz último Corolla em fábrica de Indaiatuba após 28 anos

Unidade em Indaiatuba

Em 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegou a um acordo com a montadora para a transferência de colaboradores ou adesão ao plano de demissão voluntária. A planta chegou a reunir 1,5 mil funcionários.

A fábrica de Indaiatuba foi a segunda da Toyota no Brasil, instalada em 1998 e responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla.

Segundo a montadora, na planta foram produzidos os primeiros modelos híbridos flex do mundo.

Nova fábrica

A inauguração da nova fábrica em Sorocaba faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2 mil empregos.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

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País encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão, mas ocupa a 4ª posição no ranking global de concentração de riqueza.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Junho de 2.026 às 10h10m
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Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes
Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes

O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS.

O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina. Cerca de 43 mil brasileiros têm patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, segundo o UBS.

O estudo estima a riqueza em 56 países com base em modelos estatísticos e dados de instituições como Fundo Monetário Internacional (FMI)Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

  • 💰 A riqueza é definida como o total de bens e investimentos das pessoas (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os valores são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para permitir comparações entre países.

Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo.

O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade.

Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38)a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população.

  • 🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada.

O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global.

Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários.

Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados.

Isso indica que uma fatia relevante do patrimônio dos brasileiros está comprometida com dívidas, reduzindo o valor efetivamente disponível das famílias.

Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros.

O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada.

Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação.

Riqueza global cresce

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay
No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros.

Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento.

O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%.

Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio.

O banco também aponta que as variações cambiais tiveram impacto relevante nos resultados.

A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro, por exemplo, fez com que a riqueza parecesse maior em alguns países quando convertida para a moeda americana, especialmente na Europa, mesmo sem necessariamente refletir um crescimento equivalente na economia local.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Petróleo fecha em queda e atinge menor nível desde início da guerra entre Irã e Israel

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Alívio nos temores sobre a oferta global, retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz e aumento da produção de países do Golfo pressionaram as cotações do Brent e do WTI nesta quarta-feira.
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Por Redação g1

Postado em 24 de Junho de 2.026 às 18h10m
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O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (24) e atingiu os menores níveis desde antes do início da guerra entre Irã e Israel. O movimento reflete a redução dos temores de interrupções no fornecimento global da commodity, à medida que o fluxo de navios petroleiros na região começa a se normalizar.

O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,3%, para US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência dos Estados Unidos, recuou 3,9%, encerrando o dia a US$ 70,34.

Ao longo do pregão, o Brent chegou a ser negociado a US$ 73,12, o menor valor desde 27 de fevereiro. O WTI, por sua vez, ficou abaixo de US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2 de março.

A principal razão para a queda foi a retomada do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa da produção mundial da commodity.

Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito.Durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu.

Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia.

O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo.

Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.

*Com informações da agência de notícias Reuters

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters
Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters

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