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Alta do combustível já afeta companhias da Europa, Ásia e Oceania. Preço mais que dobrou desde janeiro.
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Por Redação g1
Postado em 17 de Março de 2.026 às 18h00m
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Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo
Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas.
A escandinava SAS cancelou centenas de voos nesta semana e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca.
"Dada a situação atual no Oriente Médio, incluindo o aumento acentuado e repentino nos preços globais de combustível, estamos adotando medidas para fortalecer nossa resiliência", declarou a SAS em comunicado à AFP.
Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas.
O movimento pode impactar diretamente os brasileiros, que usam com frequência companhias europeias em voos internacionais.
Na Ásia-Pacífico, empresas seguem na mesma direção. A australiana Qantas anunciou reajustes nas passagens, com alta média de cerca de 5% nos voos internacionais, segundo a imprensa local.
A Thai Airways também estuda aumentos entre 10% e 15%, dependendo da evolução dos preços.
Já a Air India informou que vai ampliar a cobrança de sobretaxas de combustível em voos domésticos e internacionais. A taxa chegará a US$ 125 em rotas para a Europa e a US$ 200 para a América do Norte.
Além dos preços mais altos, companhias também reduziram operações no Oriente Médio por razões de segurança.
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Um Boeing 787 Dreamliner da Air India com matrícula VT-ANB sobrevoa Tóquio, Japão, em 27 de abril de 2025 — Foto: Koki Takagi via REUTERS
O avanço dos preços do querosene explica a pressão. O combustível, que representa cerca de 40% dos custos das aéreas, dobrou de valor desde o início do ano.
Na segunda-feira, o preço médio global chegou a US$ 173,91 por barril, segundo o índice Platts — mais que o dobro do registrado em janeiro.
A alta é mais intensa do que a do petróleo bruto porque o querosene depende de refino e tem menor prioridade que gasolina e diesel, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
O barril de Brent, referência global do petróleo, gira em torno de US$ 100 após a escalada do conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, agravou a crise de oferta.
As companhias afirmam que os reajustes são necessários para evitar prejuízos. A Air India, por exemplo, declarou que sem a aplicação de sobretaxas, alguns voos não cobririam os custos operacionais e teriam de ser cancelados.
*Com RFI e AFP.
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