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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu

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Segundo o Tesouro Nacional, a operação registrou demanda acima do esperado.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 21h45m
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Ministro da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (15) que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma emissão de títulos públicos no mercado europeu.

Segundo o órgão, a operação registrou demanda acima do esperado e marcou a maior emissão de títulos internacionais da história do país.

🔎 A emissão de títulos no exterior é uma forma de o governo captar recursos no mercado internacional. Na prática, funciona como um empréstimo: o país paga juros ao investidor e devolve o valor no vencimento, podendo usar os recursos para financiar despesas ou refinanciar dívidas.

Mais cedo nesta quarta-feira, o Tesouro Nacional havia anunciado a emissão de títulos denominados em euros e destacado que se tratava de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década sem operações nesse segmento.

"Conseguimos uma captação histórica", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em Washington.

"Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano", acrescentou.

Os novos títulos têm vencimentos de 4 anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), em operação liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.

De acordo com o Tesouro, a emissão do título de quatro anos somou 2 bilhões de euros, com retorno final ao investidor de 4,240% ao ano.

Notas de euro. — Foto: Reuters
Notas de euro. — Foto: Reuters

O papel de sete anos totalizou 1,5 bilhão de euros emitidos e retorno de 5,031% ao ano. O título de dez anos também teve emissão de 1,5 bilhão de euros, com retorno de 5,627% ao ano.

Segundo o Tesouro, a demanda para os títulos superou em mais de três vezes o volume emitido, com expressiva participação de investidores não residentes. Cerca de 69% das operações vieram da Europa e 9% da Ásia. Outros 13% vieram da América Latina, incluindo o Brasil, e o restante da América do Norte.

"Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira", disse o Tesouro.

O Tesouro havia informado na terça-feira (14) o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a "diversificação cambial" da dívida pública.

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