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segunda-feira, 20 de julho de 2026

GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês

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Com preço até R$ 90 mil menor, mais equipamentos e visual robusto, o chinês já supera o japonês em alguns meses de 2026 e encostou no líder do segmento.
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Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Postado em 20 de Julho de 2.024 às 08h00m
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GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

É raro ver um ícone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios.

A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais de R$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir de R$ 422 mil.

Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço.

O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria.

A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os carros híbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas.

E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura de carroceria sobre chassi. Difícil imaginar que ele faria sucesso.

E é justamente o H9 que vem cutucando o líder SW4 em 2026. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades.

Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9.

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GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Abismo no preço

Ao analisar a tabela, é impossível desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4. E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de seminovos.

O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil. Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do GWM.

O Toyota tem preço inicial de R$ 417.590 na versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares. Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que custa R$ 424.590.

Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km, enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km.

Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª revisão. Detalhe que ambos oferecem garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com disciplina, dentro da rede de concessionárias.

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Cabine do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Cluster de instrumentos do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Tela de multimídia do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Console central do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Cabine do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Bem recheado

O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo.

No modelo chinês, a tela do multimídia é maior e a lógica do software é mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem resfriamento.

O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade.

Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta.

Ambos têm câmeras ao redor do veículo, mas o Haval consegue criar um efeito de transparência e entrega um visual melhor.

A função Auto-Hold e o Stop&Go, que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possível acompanhar o engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio constantemente.

Porte de jipão

Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa sensação visualmente.

Pela ficha técnica, é possível perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado.

Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção (ainda que psicológica) é de que o comprador está levando mais ao optar pelo modelo da GWM.

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Bancos dianteiros do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Segunda fileira de bancos do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Terceira fileira de bancos do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Porta-malas do GWM Haval H9 Exclusive chega a 791 litros de capacidade com 3a fileira rebatida — Foto: Divulgação / GWM

Teto solar panorâmico do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Bancos dianteiros do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6.

A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de faróis e grade dianteira de presença marcante.

O resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e seja usado apenas para ir ao shopping. 
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Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Interior do Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota
Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos aparência de um veículo voltado ao fora de estrada.

Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difíceis. Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo, enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão, característica que tem apelo junto aos consumidores.

Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho. Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito.

Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento.

É verdade que conduzir um veículo desse tamanho entre faixas e motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um carro difícil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de São Paulo.

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Faról do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Rodas de 19 polegadas do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Retrovisor do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Caixa na tampa do porta-malas do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Faról do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade agrada e cumpre bem sua proposta.

Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está acostumado a dirigir veículos desse tipo encontrará uma receita bem executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com facilidade pela selva de pedra.

Cabine com novidades

Ao entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer diferença para o público desse segmento.

Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que oferece uma central multimídia maior, painel de instrumentos totalmente digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem renunciar às características esperadas de um utilitário desse porte, como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida.

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não exigem um período de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a dia.

Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse não é o caso.

A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM.

A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o líder em diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domínio absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Starship não decola, ações da SpaceX caem e fortuna de Musk encolhe

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Mercado esperava que novo teste do foguete impulsionasse os papéis da empresa, mas tentativa foi cancelada após falha no acionamento de motores; bilionário segue como a pessoa mais rica do mundo.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Julho de 2.026 às 15h10m
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Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon
Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

O voo da Starship não saiu do papel — nem da plataforma de lançamento — na última quinta-feira (16), mas o adiamento da missão já teve reflexos no mercado financeiro.

Nesta sexta-feira (17), por volta das 13h, as ações da SpaceX caíam cerca de 5% na Bolsa de Nova York, depois que a empresa cancelou a 13ª tentativa de lançamento do foguete devido a uma falha no funcionamento de parte dos motores.

A reação do mercado ampliou as perdas acumuladas desde a abertura de capital da companhia. Os papéis, que estrearam cotados a US$ 160,95, encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 131,11, acumulando desvalorização de cerca de 18,5%.

Com o recuo das ações, a fortuna do fundador da SpaceX, Elon Musk, encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia, segundo estimativas da "Forbes".

Mesmo após a perda, o empresário continua na liderança do ranking das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 792,8 bilhões.

O adiamento da missão frustrou a expectativa de investidores, que esperavam que um teste bem-sucedido da Starship impulsionasse as ações da SpaceX.

Na véspera da tentativa de lançamento, analistas do banco UBS afirmaram que a queda recente dos papéis da empresa poderia representar uma oportunidade de compra justamente porque o voo tinha potencial para aumentar o valor de mercado da companhia.

Na avaliação do banco, o teste serviria para comprovar avanços importantes no desenvolvimento do foguete, incluindo melhorias em sistemas que serão usados nas próximas missões e no lançamento de satélites da rede Starlink.

Poucas horas antes da decolagem prevista, porém, Musk informou que parte dos motores não entrou em funcionamento, o que levou ao adiamento da missão.

Mais tarde, em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou que uma nova tentativa deverá ocorrer "no começo da próxima semana".


Foguete é peça-chave dos planos da SpaceX

A Starship é considerada o principal projeto da SpaceX para transportar cargas e pessoas à Lua e, futuramente, a Marte.

Com cerca de 120 metros de altura, o veículo é apontado pela empresa como o maior foguete já construído e ocupa posição central na estratégia de crescimento apresentada aos investidores durante a abertura de capital da companhia.

O histórico de testes, no entanto, inclui uma série de contratempos.

Em maio, por exemplo, outro voo terminou sem que o propulsor principal conseguisse realizar um pouso controlado após falhas no religamento dos motores. Em testes anteriores, algumas missões também terminaram em explosões.

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Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão

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Peça usada pelo Rei na decisão contra a Suécia tornou-se o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e a segunda camisa de futebol mais cara da história.
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Por Redação g1

Postado em 17 de Julho de 2.026 às 08h00m
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Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão
Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão

Enquanto a Copa do Mundo movimenta os torcedores, uma relíquia da história do futebol brasileiro acaba de ganhar destaque fora dos gramados.

A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, foi vendida em um leilão realizado em Nova York por quase US$ 5 milhões — o equivalente a cerca de R$ 25 milhões.

O uniforme se tornou o item de Pelé mais valioso já vendido em leilão e também a segunda camisa de futebol mais cara da história.

O recorde segue com a camisa usada por Diego Maradona na partida da "Mão de Deus", na Copa do Mundo de 1986, arrematada por cerca de US$ 9 milhões em 2022.

Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão — Foto: Reprodução/TV Globo
Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão — Foto: Reprodução/TV Globo

Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão — Foto: Reprodução/TV Globo
Relíquia da Seleção Brasileira: Camisa de Pelé da final da Copa de 1958 é vendida por R$ 25 milhões em leilão — Foto: Reprodução/TV Globo

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Dólar opera em alta e bate R$ 5,10, de olho em tarifas dos EUA e guerra no Irã; Ibovespa cai

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Na véspera, a moeda americana teve variação positiva de 0,01%, cotada a R$ 5,0780. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,36%, aos 176.011 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 16 de Julho de 2.026 às 10h00m
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Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros
Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (16), com um avanço de 0,45% perto das 10h50, cotado a R$ 5,1004. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda de 1,15% no mesmo horário, aos 173.980 pontos.

▶️ Os Estados Unidos confirmaram a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros na noite de ontem. A decisão é resultado de uma investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e foi publicada junto a uma extensa lista de itens isentos. (entenda mais abaixo)

▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. Os EUA lançaram novos ataques contra o Irã. Os dois países continuam a disputar pelo Estreito de Ormuz e na véspera, o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que o governo iraniano quer "chegar a um acordo desesperadamente".

  • O aumento do conflito na região continua a trazer volatilidade para o mercado internacional de petróleo. Perto das 10h10, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,15%, cotado a US$ 85,93. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha um avanço de 1,17%, cotado a US$ 80,53 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,60%;
  • Acumulado do mês: -1,64%;
  • Acumulado do ano: -7,48%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,04%;
  • Acumulado do mês: +2,32%;
  • Acumulado do ano: +9,24%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Tarifaço de Trump

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas.

No Brasil, o governo prevê um impacto macroeconômico reduzido com as novas taxas, reiterando que as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.

"Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma", afirma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicada no "Boletim MacroFiscal".

Segundo a Fazenda, as exceções para diversos produtos previstas pela medida tende a manter o impacto agregado modesto.

Escalada das tensões no Oriente Médio

O Irã acusou nesta quinta-feira (16) os Estados Unidos de realizarem um ataque bárbarodepois que um hospital oncológico no sudoeste do Irã foi forçado a evacuar seus pacientes devido a ataques nas proximidades.

Este ataque bárbaro, que remete às atrocidades de Israel contra instalações de saúde, causou intenso sofrimento e ansiedade nas crianças hospitalizadas, publicou no X o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmando que 211 pacientes em tratamento de quimioterapia foram evacuados.

Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiva também mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira iranianas.

Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas.

A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz.

Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo.

Com o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, dados do setor de transporte marítimo já mostraram que menos navios conseguiram atravessar o estreito. Não foram avistados petroleiros de grande porte nem navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL).

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices operavam mistos nesta quinta-feira (16), em meio ao enfraquecimento das ações de chips e enquanto os investidores analisavam novos dados econômicos em busca de pistas sobre a saúde da economia.

Perto das 10h50, o Dow Jones tinha alta de 0,14%, enquanto o S&P 500 subia 0,38% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,04%.

Já na Europa, o dia era majoritariamente negativo, em meio aos temores sobre o conflito no Oriente Médio.

O DAX, da Alemanha, caía 0,91% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, tinha queda de 0,79% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,50%.

Na Ásia, a maioria das ações da região fechou em queda, puxadas pelo fraco desempenho dos papéis de fabricantes de semicondutores.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,85%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 2,03%.

Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,33%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,79% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 6,37%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: freepik
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