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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Dólar fecha em queda, após pesquisa eleitoral e de olho no varejo brasileiro; Ibovespa cai

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A moeda americana teve queda de 0,36%, cotado a R$ 5,2006. Já a bolsa brasileira recuou 0,09%, aos 166.784 pontos, na décima queda consecutiva.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (17), com um recuo de 0,36%, cotado a R$ 5,2006. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,09%, aos 166.784 pontos, na décima queda consecutiva.

O mercado segue em um ambiente de cautela diante das incertezas eleitorais e do cenário fiscal. A nova pesquisa Quaest reforçou a liderança de Lula, enquanto o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia colocou o varejo brasileiro no radar dos investidores. No exterior, as tensões no Oriente Médio também pressionam os mercados.

▶️ A nova pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada na última sexta-feira (14), está entre os destaques da sessão. As sondagens apontaram novamente para uma liderança do presidente Lula (PT), elevando as as preocupações com o rumo das contas públicas.

  • Com a aproximação das eleições, a expectativa é de que os planos dos candidatos para os gastos do governo e para a condução da economia ganhem cada vez mais espaço nas decisões de investimento.

▶️ Já no ambiente corporativo, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira, fazendo com que investidores olhem com cuidado para o varejo brasileiro. A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

  • Esse ambiente de cautela ocorre enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos.

▶️Na agenda de indicadores, investidores avaliaram novos dados de inflação no Brasil e a nova edição do Boletim Focus, do Banco Central. O IGP-10 registrou queda de 0,51% neste mês, após recuar 1,13% em julho. Já no Focus, o mercado manteve as projeções pra inflação, PIB, câmbio e Selic para este ano.

▶️ No exterior, as tensões no Oriente Médio seguiram no radar. Nesta segunda-feira (17), o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o país "se intrometa" no Estreito de Ormuz. Já no final de semana, o Irã anunciou uma recompensa de US$ 30 mil (R$ 156 mil) para quem capturar ou matar militares americanos e entregá-los às autoridades iranianas.

  • Em meio às tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência internacional, teve alta de 2,65%, cotado a US$ 90,87 , enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,55%, a US$ 84,50.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,36%;
  • Acumulado do mês: +2,58%;
  • Acumulado do ano: --5,25%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,06%;
  • Acumulado do mês: -6,05%;
  • Acumulado do ano: +3,79%.
Pesquisa eleitoral: Lula segue na liderança

A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na sexta-feira (14), apontou, mais uma vez, para a liderança do presidente Lula na corrida presidencial.

Segundo o levantamento, enquanto o petista aparece com 38% das intenções de voto no 1º turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31%. A terceira posição fica com Renan Santos (Missão), com 4%.

O cenário eleitoral volta a levantar preocupações no mercado financeiro sobre a situação da dívida pública, tema frequentemente comentado como ponto de atenção para o futuro da economia e dos juros.

Atenção para o varejo brasileiro

O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.

A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

  • 🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.

Essa não foi a primeira vez que a Casas Bahia busca reorganizar sua situação financeira. Em 2024, a companhia realizou uma recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.

A Casas Bahia também não foi a primeira varejista brasileira a demonstrar problemas. O grupo Toky, por exemplo, dona da Tok&Stok e da Mobly, que registrou um prejuízo de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre deste ano, já havia entrado com pedido de recuperação judicial em maio deste ano.

Entre outras empresas com dificuldade nas contas, enquanto a Magazine Luiza apresentou um prejuízo de mais de R$ 50 milhões no segundo trimestre deste ano, a Americanas quase triplicou as perdas no período, para R$ 274 milhões.

As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia.

Com a notícia de recuperação judicial da Casas Bahia, os papéis da companhia caíam mais de 30% no Ibovespa, contaminando outros papéis de varejo do índice. Perto das 15h45, a Lojas Renner recuava 1,07%, Raia Drogasil perdia 1,31% e C&A tinha queda de 1,88%.

Magazine Luiza, umas das principais rivais do grupo, ia na contramão e figurava entre os destaques da sessão, com alta de mais de 7% no mesmo horário.

Tensões no Oriente Médio seguem no radar

As tensões no Oriente Médio também seguem na mira dos mercados financeiros, conforme investidores avaliam eventuais riscos à oferta global de petróleo.

Nesta segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o governo do pais tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. As notícias são da rede de TV Fox News.

"Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total", disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV.

➡️ Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também é um dos que margeiam o Estreito de Ormuz, junto de Irã e Arábia Saudita.

Na entrevista, ainda de acordo com a Fox, Trump revelou ter um "canal secreto" de negociações para o fim da guerra com a Guarda Revolucionária do Irã.

Já o Irã, por sua vez, anunciou uma recompensa equivalente a US$ 30 mil dólares (cerca de R$ 156 mil) para quem capturar ou matar militares dos Estados Unidos e entregá-los às autoridades iranianas. Segundo relatos da imprensa iraniana, o valor será dobrado no caso de mulheres que participem da ação.

As tensões voltam a levantar preocupações com o Estreito de Ormuz e seus efeitos na inflação e na oferta de energia e petróleo pelo mundo.

Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices americanos caíram, conforme investidores avaliavam o cenário de tensões no Oriente Médio.

O S&P 500 perdeu 0,51%, fechando em 7.746,21 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,31%, para 26.652,29 pontos. O Dow Jones recuou 0,49%, para 53.469,20 pontos.

Na Europa, a maioria das bolsas locais fechou em queda, conforme o rali impulsionado por balanços corporativos perdeu força e o impasse contínuo entre os EUA e o Irã reduziu o apetite por risco. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,22%, aos 656,41 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, recuou 0,38%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,66% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,28%.

Na Ásia, as ações chinesas registraram alta nesta segunda-feira (17), impulsionadas pelos setores de tecnologia, com as fabricantes de chips apresentando forte avanço graças aos sólidos resultados financeiros.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 1,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,34% e o Nikkei,, do Japão, teve ganhos de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters
Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters

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