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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Dólar e Ibovespa operam em alta, com dados dos EUA e redução das tensões no Oriente Médio

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Na véspera, a moeda americana avançou 0,34%, cotada a R$ 5,0870. Já o principal índice da bolsa brasileira manteve os 178 mil pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 04 de Agosto de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar inverteu o sinal visto na primeira hora da manhã e passou a operar em alta nesta terça-feira (4), com um avanço de 0,29% perto da 11h30, cotado a R$ 5,1015. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,28% no mesmo horário, aos 178.504 pontos.

▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos é o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos.

▶️ O mercado também segue à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.

▶️ Além disso, o petróleo também continua na mira dos investidores. O Catar afirmou, hoje, que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre EUA e Irã, embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente americano, Donald Trump, de que as negociações já estavam em andamento.

  • Com o maior otimismo, os preços do petróleo voltaram a cair no mercado internacional. Perto das 11h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 4,70%, cotado a US$ 79,83. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,29% no mesmo horário, a US$ 76,09 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,34%;
  • Acumulado do mês: -0,34%;
  • Acumulado do ano: -7,32%.
📈Ibovespa

  • Acumulado do mês: 0%;
  • Acumulado do ano: +10,47%.
Maior otimismo com o petróleo

O Catar afirmou nesta terça-feira que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã , embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente Donald Trump de que as negociações já estejam em andamento.

Em meio à expectativa de que um acordo possa retomar tráfego pelo Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado, os preços do petróleo operavam em queda.

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com Teerã haviam começado e que o Irã enfrentava uma "última chance" para chegar a um acordo. Autoridades iranianas insistiram que não havia negociações em andamento com os Estados Unidos. O Irã afirma que suas únicas conversas são com Omã sobre o estreito e que nenhuma reunião importante estava planejada para esta semana.

"Elas estão acontecendo agora", disse Trump a repórteres em um evento no Salão Oval na segunda-feira, quando questionado sobre as negociações, acrescentando que as discussões estavam ocorrendo a pedido do Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. "Esta é a última chance para eles (Irã) assinarem um bom documento."

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os contatos diplomáticos atingiram "estágios muito avançados".

Ansari afirmou, ainda, que mediadores, incluindo representantes do Catar, Paquistão e Omã, estavam coordenando estreitamente para facilitar as negociações e a troca de propostas preliminares entre Washington e Teerã.

"Muita coisa está acontecendo nos bastidores. Estamos conversando com os dois lados. Nosso único objetivo neste momento é fazer com que ambas as partes pelo menos concordem em começar a dialogar", disse um alto funcionário da segurança paquistanesa à Reuters.

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices operavam em alta nesta terça-feira, após previsões mais fortes da Caterpillar e da Palantir tranquilizarem investidores quanto à demanda impulsionada pela inteligência artificial.

Perto das 11h30, o Dow Jones subia 1,04% e o S&P 500 tinha ganhos de 0,97%, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,53%.

O maior otimismo com a possibilidade de uma cordo de paz entre EUA e Irã trazia um dia positivo para os mercados europeus, que operavam em alta generalizada nesta terça-feira.

Perto das 11h30, o DAX, da Alemanha, tinha ganhos de 0,82% enquanto o CAC-40, da França, subia 0,43% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha ganhos de 0,28%.

Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Japão e EUA compram ienes para conter queda da moeda japonesa

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Japão pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões para sustentar sua moeda após o iene atingir o menor valor em cerca de 40 anos frente ao dólar.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 03 de Agosto de 2.026 às 12h10m
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Foto de uma nota de iene. — Foto: Thomas White/Reuters
Foto de uma nota de iene. — Foto: Thomas White/Reuters

O Japão e os Estados Unidos entraram juntos no mercado para comprar ienes e tentar frear a queda da moeda japonesa, que ia rumo ao menor nível em 40 anos. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os dois países não hesitarão em tomar novas medidas.

A medida, considerada incomum, foi feita na última sexta-feira (31), e aconteceu com o objetivo de evitar que a forte queda do iene e dos título públicos japoneses causassem repercussões globais.

Analistas afirmam que uma forte desvalorização do iene pode provocar instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento do governo dos Estados Unidos.

Essa foi a primeira ação coordenada entre Japão e Estados Unidos desde 2011, quando os dois países atuaram juntos após o terremoto e o tsunami que devastaram o leste japonês.

Dados divulgados pelo banco central do Japão indicam que o país pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões (R$ 185,7 bilhões) na compra de ienes durante a operação de sexta-feira.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o apoio ao iene é um gesto de amizade ao Japão e uma forma de contribuir para a estabilidade da economia mundial.

Analistas afirmam que a medida beneficia um aliado estratégico dos Estados Unidos na Ásia e também ajuda Washington a lidar com a forte desvalorização do iene. Isso porque uma moeda japonesa mais fraca torna os produtos do país mais competitivos no exterior, reduzindo parte do efeito das tarifas adotadas por Trump.

Em comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a operação realizada em conjunto com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ajudou a conter as fortes oscilações do iene registradas nos últimos meses.

"Não hesitaremos em realizar novas ações conjuntas, se necessário", afirmou a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, nesta segunda-feira (3).

Após o anúncio, o iene se valorizou mais de 1% e passou a ser negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A moeda se afastou da mínima de cerca de 40 anos registrada no mês passado, quando chegou perto de 164 ienes por dólar. Mesmo assim, investidores continuaram atentos à possibilidade de novas ações das autoridades.

Questionada sobre uma possível nova atuação do governo nesta segunda-feira, Katayama se recusou a comentar.

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sábado, 1 de agosto de 2026

Embraer vive 'oportunidade rara' para desafiar Airbus e Boeing, diz The Economist

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Artigo publicado pela revista britânica destaca que fabricante brasileira de aviões tem vivido "anos extraordinários", o que gera especulação que pode disputar no mercado de aviões maiores.
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TOPO
Por BBC

Postado em 01 de Agosto de 2.026 às 06h00m
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Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo — Foto: Divulgação/Embraer via BBC
Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo — Foto: Divulgação/Embraer via BBC

A Embraer — fabricante brasileira de aviões — vive um momento que pode representar sua melhor oportunidade em décadas para desafiar o domínio de Airbus e Boeing no mercado global de aviação comercial, avalia a revista britânica The Economist.

Em artigo publicado na quinta-feira (30/7), a revista afirma que, embora tenha apenas uma fração do tamanho das duas gigantes da aviação, a empresa brasileira "tem vivido alguns anos extraordinários" — o que tem levado analistas a especular que a fabricante possa disputar o mercado de aviões maiores.

"A demanda cresce não apenas por seus aviões comerciais de menor porte, mas também pelos jatos executivos e militares que fabrica", escreve a The Economist.

Números citados pela publicação mostram que a Embraer entregou 141 aeronaves em 2021 e pode chegar a 255 neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões.

Além disso, desde o início de 2021, as ações da companhia se valorizaram cerca de dez vezes, desempenho muito superior ao de Airbus e Boeing. E, segundo Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, ainda há espaço para "um crescimento substancial" nos próximos anos.

A Embraer é beneficiada por diversos "ventos favoráveis", afirma a revista. Entre eles estão os atrasos nas entregas de Airbus e Boeing — que acumulam cerca de 16 mil encomendas e prazos de espera de até dez anos para alguns modelos —, o aumento da procura por voos diretos entre aeroportos menores e a expansão do mercado de jatos executivos e militares.

Segundo a publicação, esse contexto abre caminho para um passo mais ambicioso: desenvolver um jato executivo de grande porte.

"Um passo ainda mais ousado — e arriscado — seria lançar um avião comercial maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, que devem apresentar substitutos para seus principais modelos de corredor único apenas no fim da década de 2030", acrescenta.

A revista observa que, como as aeronaves atuais continuam vendendo bem, as duas gigantes têm poucos incentivos para fazer grandes investimentos no curto prazo, o que poderia abrir uma oportunidade rara para a Embraer.

Nova versão do jato Phenom 300, da Embraer — Foto: Divulgação/Embraer
Nova versão do jato Phenom 300, da Embraer — Foto: Divulgação/Embraer

Ao mesmo tempo, pondera que "romper esse duopólio seria um desafio enorme".

O texto lembra a tentativa fracassada da canadense Bombardier e o fato de que o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já alertou a Embraer para "pensar duas vezes" antes de seguir esse caminho.

Em contrapartida, avalia que uma iniciativa desse tipo levaria a fabricante brasileira "a outro patamar".

"Talvez a empresa nunca mais tenha uma oportunidade tão favorável para aproveitar sua experiência no desenvolvimento e comercialização de aviões comerciais."

Apesar disso, a The Economist destaca que a decisão divide opiniões dentro da própria Embraer e exigiria parceiros para financiar um projeto estimado em cerca de US$ 10 bilhões.

Enquanto isso, Gomes Neto afirma que a companhia está "muito confortável com a situação que temos hoje".

A origem da Embraer

A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos.

Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países.

A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil.

Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país.

Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas — Foto: Getty images
Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas — Foto: Getty images

As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva.

O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968.

O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país.

Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente.

A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola.

Bandeirante é um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros — Foto: André Luís Rosa/TV Vanguarda
Bandeirante é um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros — Foto: André Luís Rosa/TV Vanguarda

Altos e baixos

Ao longo de sua trajetória, a Embraer enfrentou altos e baixos. A empresa quase chegou à falência em meio à crise financeira do final da década de 1980.

"Um período mais intenso de turbulência financeira marcou o início da década de 1990 e levou à privatização da Embraer em dezembro de 1994", lembrou a empresa no ano passado, ao comemorar seus 55 anos.

A Embraer foi privatizada no fim do governo do presidente Itamar Franco, depois de um longo processo, por R$ 154,1 milhões (em valores da época).

O acordo de privatização garantiu ao governo brasileiro a chamada golden share, ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário — e que permanece em vigor.

Entre os projetos que impulsionaram a recuperação após a reestruturação está o do ERJ-145, jato comercial para até 50 passageiros, além de outros modelos da mesma família.

Também teve papel importante o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de 70 a 120 assentos.

No início dos anos 2000, a Embraer estava entre os maiores exportadores do Brasil.

Modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026 — Foto: Embraer
Modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026 — Foto: Embraer

A empresa diz que a expansão global "acompanhou uma estratégia de diversificação" e destaca a criação da divisão de aviação executiva — com o lançamento dos jatos da família Legacy 600/650, Phenom 100, Phenom 300, Lineage 1000, e Legacy 450/500, além do EMB-314 Super Tucano na área de defesa.

O processo de internacionalização ganhou força a partir de 2010, incluindo atividades industriais nos EUA, em Portugal e no México. Também nessa década, foram lançados produtos como os E-Jets de segunda geração, os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600 e o C-390.

Em 2018, foi anunciada a aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing. Pelo acordo, seria criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer.

A americana pagaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões na época) pela compra. Com a parceria, a Boeing ganharia vantagens no segmento de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, no qual a Embraer é líder.

A empresa brasileira considerou a rescisão indevida e disse que a americana havia fabricado "falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos".

O fracasso da parceria com a Boeing ocorreu em meio à pandemia de covid-19 e ao subsequente encolhimento no mercado de aviões civis, com restrições e proibições de viagens.

*Com informações de Alessandra Corrêa.

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