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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Fortuna do dono da Nvidia ultrapassa US$ 200 bilhões após ações da empresa baterem recorde

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Alta das ações foi impulsionada pelo otimismo do mercado com o Muse AI, novo agente de inteligência artificial da Meta, informou a Bloomberg.
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Por Redação g1

Postado em 02 de Outubro de 2.026 às 15h40m
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O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

A fortuna de Jensen Huang, cofundador e presidente-executivo da Nvidia, ultrapassou US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão), segundo estimativas da Forbes. Huang se tornou o 7º da lista dos maiores bilionários do mundo.

O marco foi alcançado nesta sexta-feira (2), após as ações da fabricante de chips atingirem uma nova máxima histórica na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, impulsionadas pelo otimismo dos investidores com o mercado de inteligência artificial (IA).

Com a valorização, o valor de mercado da Nvidia se aproximou de US$ 6 trilhões (cerca de R$ 31,4 trilhões, na conversão direta).

Em maio, a Nvidia registrou lucro de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 26 de abril. O resultado, informado pela própria empresa, representou uma alta de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a Bloomberg, a recente valorização das ações também ocorre em meio ao otimismo do mercado com o Muse AI, novo agente de inteligência artificial da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresenta a RTX Spark GPU. — Foto: REUTERS/Ann Wang
CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresenta a RTX Spark GPU. — Foto: REUTERS/Ann Wang

Lançado no início de setembro, o Muse é um assistente de inteligência artificial projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo.

A Bloomberg lembra que o bom desempenho do agente da Meta elevou o ânimo do mercado, fazendo com que muitos investidores buscassem empresas que produzem data centers, CPUs e outros componentes para o desenvolvimento da IA.

O que faz a Nvidia?

A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial, como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify.

A companhia controla cerca de 80% do mercado de chips de inteligência artificial de ponta, segundo a Reuters.

Seus principais produtos neste setor são as unidades de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês) H100 e A100. A empresa também já lançou o Blackwell (B100), a geração mais avançada, com maior capacidade, desempenho e eficiência, projetada para superar a H100.

Chips da Nvidia estão no centro do ecossistema de IA — Foto: Ina Fassbender/AFP/Getty Images
Chips da Nvidia estão no centro do ecossistema de IA — Foto: Ina Fassbender/AFP/Getty Images

A fabricação de chips vai além da inteligência artificial: a Nvidia produz versões para computadores pessoais desses componentes, importantes especialmente para o funcionamento de games. Foi nesse setor, inclusive, que a empresa ficou mundialmente conhecida.

Principal produto da Nvidia, o H100, é de longe o chip mais demandado do setor e custa dezenas de milhares de dólares por unidade. Segundo a empresa especializada TrendForce, o ChatGPT requer cerca de 30 mil GPUs (chips) para funcionar.

"Os GPUs são mais difíceis de encontrar do que drogas", ironizou Elon Musk, em um evento organizado pelo "Wall Street Journal" em 2023.

A Nvidia concebe seus processadores, mas não os fabrica em um local próprio, assim como fazem a AMD ou a Apple. A maior parte de seus produtos é fabricada pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, ou TSMC, referência mundial nesse setor.

E a infraestrutura da IA não seria possível sem centenas de empresas taiwanesas, grandes e pequenas, que fornecem os componentes e o know-how de fabricação necessários para produção dos complexos sistemas de IA da Nvidia.

Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação
Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Brasil bate recorde de produção de petróleo pelo 3º mês seguido em agosto

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Volume chegou a 4,615 milhões de barris por dia, com alta de 2,6% em relação a julho e de 18,4% na comparação anual, segundo a ANP.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de Outubro de 2.026 às 12h05m
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Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A produção de petróleo do Brasil atingiu o recorde de 4,615 milhões de barris por dia (bpd) em agosto, alta de 2,6% em relação a julho e de 18,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta quinta-feira (1º) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O resultado superou o recorde anterior, de 4,498 milhões de bpd, registrado em julho. O avanço da produção tem sido impulsionado pelos grandes campos do pré-sal, especialmente Búzios e Mero, na Bacia de Santos.

Já a produção de gás natural atingiu 220,55 milhões de metros cúbicos por dia em agosto, alta de 2,6% em relação a julho e de 16,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Preço do petróleo no mercado internacional

Os preços do petróleo vêm registrando forte volatilidade nos últimos meses, influenciados principalmente pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz por um período prolongado, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, já que responde por cerca de 20% do comércio mundial da commodity.

Em meio aos temores sobre a oferta global, o petróleo chegou a superar os US$ 100 por barril. Posteriormente, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociação entre os países envolvidos.

Na quarta-feira (30), o Irã informou que recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para restabelecer o cessar-fogo no Golfo Pérsico.

Segundo o Irã, seu plano visava restaurar um acordo provisório que fracassou semanas após ter sido assinado por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em junho. A proposta também incluia a suspensão do bloqueio aos portos iranianos por parte de Washington e a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias pelo Irã.

Na semana passada, mediadores do Catar transitaram entre os enviados dos EUA e do Irã em Nova York, à margem de uma reunião das Nações Unidas -- as primeiras negociações indiretas entre as partes em conflito desde que o cessar-fogo foi rompido.

Uma autoridade a par das negociações afirmou à Reuters que as partes concordam amplamente sobre as medidas necessárias, mas ainda discordam sobre a ordem em que devem ser tomadas.

O Irã quer que um eventual acordo lhe conceda o controle sobre o Estreito de Ormuz, a rota de transporte de petróleo mais importante do mundo, que passa ao largo de sua costa.

Dias atrás, no entanto, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que havia rejeitado o plano apresentado pelo Irã. As informações foram divulgadas pelo jornal "The Wall Street Journal".