Setor vinha liderando recuperação e acumulava alta de 1.249,2% no período, mas caiu 7,2% em fevereiro; interrupções em março tendem a piorar quadro. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Valor Online Postado em 01 de abril de 2021 às 16h00m .*Post. N. =0.240*.
Fábrica da Honda, em São Paulo: 12 montadoras anunciaram suspensão das
atividades no final de março. — Foto: Gabrielle Chagas/G1
O setor automotivo, que vinha liderando a recuperação da indústria geral, teve sua primeira retração após nove altas seguidas. Em fevereiro, a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 7,2%.
Com a queda de fevereiro de 2021, o patamar da indústria volta a ficar
abaixo do período de antes da pandemia, inferior em 2,8%.
“A
produção automobilística foi a principal influência na queda de 0,7% da
indústria na passagem entre janeiro e fevereiro. Há um impacto do
recrudescimento da pandemia, que afeta a produção. O que se viu foi um
número maior de unidades produtivas com paralisações no trabalho, isso
afeta a produção”, afirma o gerente da pesquisa, André Macedo.
O setor é o que mais pesa na produção de bens duráveis, que caiu 4,6%
em fevereiro, frente a janeiro. A recuperação da indústria nos últimos
meses vinha impulsionada também pela base de comparação baixa, já que o
nível de produção foi praticamente a zero nos meses de março e abril.
Em março, muitas indústrias automotivas anunciaram interrupções de suas
linhas de montagens em função da piora da pandemia, o que tende a
afetar ainda mais a produção do setor no mês.
Falta de peças e avanço da Covid paralisa metade das montadoras do país
Informações foram divulgadas pelo Ministério da Economia nesta terça-feira (30). No primeiro bimestre, foram geradas 659.780 vagas com carteira assinada. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 30/03/2021 11h01 Atualizado há 4 horas Postado em 30 de março de 2021 às 15h05m .*Post. N. =0.239*.
O Brasil gerou 401.639 empregos com carteira assinada em fevereiro,
segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Economia.
Essa é a diferença entre as contratações, que somaram 1.694.604 no mês passado, e as demissões, que totalizaram 1.292.965.
De acordo com o Ministério da Economia, esse é o melhor resultado para fevereiro desde o início da série histórica, em 1992, ou seja, em 30 em anos.
Até então, o melhor resultado para meses de fevereiro, havia sido
registrada em 2011, quando foram criadas 280.779 vagas formais de
emprego.
Emprego Formal
para meses de fevereiro
Fonte: Ministério da Economia
O resultado positivo ocorre em meio à pandemia de Covid-19 e ao aumento
no número de contaminados e de mortes provocadas pela doença, que gerar
reflexos negativos na economia.
Primeiro bimestre
Nos dois primeiros meses deste ano, ainda de acordo com o Ministério da Economia, foram geradas 659.780 vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram abertos 277.517 empregos com carteira assinada.
Esse resultado do primeiro bimestre, informou o governo, engloba
declarações enviadas fora do prazo legal, em meses e anos anteriores. De
acordo com a série histórica atualizada pela área econômica., este é o
melhor resultado para primeiro bimestre desde 2010.
Com o resultado de fevereiro, o Brasil tinha saldo de 40.022.748 empregos com carteira assinada ao final do mês passado.
Isso representa um aumento na comparação com janeiro deste ano e,
também, com fevereiro de 2020 - quando o saldo estava, em ambos os
meses, em 39,6 milhões.
Setores da Economia
Saldo de empregos por setor da economia
Dados de fevereiro de 2021
Fonte: Caged
Regiões do país
Emprego em fevereiro, por região
Número de vagas
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia
Sem trabalhadores informais
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados
nesta terça-feira, consideram apenas os trabalhadores com carteira
assinada, ou seja, não inclui os informais.
Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor
privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são obtidos por meio de
pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.
Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado do emprego
formal em fevereiro e voltou a defender a vacinação em massa dos
brasileiros como forma de permitir um retorno seguro ao trabalho.
“Temos de vacinar em massa, para que o brasileiro informal, os 40
milhões de brasileiros invisíveis, não fiquem entre essa escolha cruel
de sair e ser abatido pelo vírus, ou ficar em casa e ser abatido pela
fome”, declarou.
Segundo ele, o governo já iniciou o protocolo de combate à essa segunda onda da pandemia, com o início da liberação do auxílioemergencial em abril, postergação no pagamento de tributos de pequenas e médias empresas.
Guedes informou, ainda, que o governo segue trabalhando para renovar o
programa de proteção ao emprego, que possibilitou suspensão e redução de
jornada com contrapartida do governo, mas que terminou em 2020. E que o
Pronampe (crédito às pequenas empresas) também será retomado.
Em relatório divulgado nesta segunda, instituição manteve previsão de crescimento de 3% do PIB brasileiro neste ano, enquanto previsão para América Latina passou para alta de 4,4%. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Jamile Racanicci, TV Globo — Brasília 29/03/2021 17h19 Atualizado há 1 hora Postado em 29 de março de 2021 às 18h25m .*Post. N. =0.238*.
OBanco Mundial informou nesta segunda-feira (29) que a previsão da instituição é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 3% em 2021, abaixo da média prevista para a América Latina, de 4,4%.
O Banco Mundial já havia divulgado a previsão de crescimento de 3% do PIB brasileiro em 2021, mas, na ocasião, a expectativa de alta para a América Latina era de 3,7%.
Conforme o relatório divulgado nesta segunda-feira, países vizinhos
devem ter desempenho percentual superior ao do Brasil, por exemplo:
Argentina: 6,4%;
Chile:5,5%;
Colômbia: 5%.
Para o Banco Mundial, a América Latina e o Caribe sofreram os maiores
danos na economia e na saúde durante a pandemia da Covid-19 (veja detalhes no vídeo mais abaixo). A queda do PIB da região foi de 6,7% em 2020.
O economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe,
Martín Rama, disse nesta segunda-feira que a pandemia transformou as
economias da região e que a desigualdade pode ser ampliada.
"A pandemia iniciou um processo de destruição criativa, que pode levar a
um crescimento mais rápido, mas ao mesmo tempo ampliar a desigualdade
dentro dos países na região e entre eles", disse.
Banco Mundial diz que América Latina é a região do mundo mais afetada pela pandemia
Auxílio emergencial
Durante a entrevista de apresentação do relatório, Martín Rama afirmou
também que a pobreza no Brasil praticamente não aumentou em 2020 em
razão de alguns fatores, entre os quais o auxílio emergencial. O
programa, avaliou Rama, funcionou "notavelmente" bem.
O programa pagou no ano passado parcelas de R$ 600 e, depois, de R$
300. Neste ano, será retomado com quatro parcelas de R$ 250.
"O negócio é começar correndo como se fosse um sprint [prova de cem
metros], e outra é ter que correr uma maratona. A essa altura é visível
que estamos correndo uma maratona, porque vivemos a segunda onda e a
vacinação vai lentamente", afirmou.
"O tema fiscal, em algum momento, precisa tomar o rumo de certa consolidação", acrescentou.
Para o economista, é difícil precisar qual é o momento ideal para
aumentar o rigor fiscal. "Por ora, as taxas de juros no mundo têm sido
muito baixas. Isso ajuda, mas é algo que se deve pensar efetivamente",
disse.
Levantamento realizado pelo Iedi mostra que os melhores desempenhos foram observados na Irlanda, Noruega e China. Na outra ponta, Itália, Luxemburgo e Alemanha apresentaram as quedas mais expressivas. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1 26/03/2021 06h00Atualizado há 5 horas Postado em 26 de março de 2021 às 11h30m .*Post. N. =0.237*.
A indústria brasileira encerrou o ano passado com o 21º melhor desempenho entre 42 economias, mostra um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
O ranking do Iedi usa como base o desempenho da indústria brasileira medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e faz a comparação com indicadores de outros países colhidos pela OCDE, pela Eurostat e pelo National Bureau of Statistics of China.
PIB encolhe 4,1% em 2020, o maior tombo em 25 anos
Segundo o levantamento do Iedi, o melhor desempenho industrial foi observado por Irlanda, segura por Noruega e China. Na lanterna, ficaram Itália, Luxemburgo e Alemanha.
Os 10 melhores países — Foto: Economia G1
"No fundo, a economia brasileira registrou metade da queda projetada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) projetava em junho, na virada do semestre", afirma Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi.
Os 10 piores países — Foto: Economia G1
Em julho, o FMI chegou a prever queda de 9,1% para a economia brasileira. Segundo Cagnin, o PIB registrou uma queda menos intensa por causa dos programas governamentais destinados para empresas e famílias.
"Com condições de câmbio e juros mais favoráveis e com o dinamismo doméstico sustentável pelas medidas emergenciais, o setor industrial reagiu na metade do ano, com destaque para o terceiro trimestre", afirma o economista-chefe do Iedi.
O que esperar
Para 2021, a expectativa do Iedi é que o Brasil caminhe para o final do ranking diante do descontrole da pandemia e da lenta vacinação no país.
No setor automotivo, por exemplo, várias montadoras já suspenderam a produção com o agravamento da doença, o que deve prejudicar o desempenho do setor industrial.
"A expectativa é que o Brasil caminhe para o final do ranking neste ano", diz o economista-chefe do Iedi. "Há uma piora da pandemia, sobretudo, a partir de março, e, ao mesmo tempo, houve o encerramento de todos os programas emergenciais.".
O governo planeja pagar um novo Auxílio Emergencial em abril, mas ele será bem mais modesto do que a versão do ano anterior. O benefício vai custar agora R$ 44 bilhões. Em 2020, o auxílio injetou R$ 300 bilhões na economia.
"Há ainda dois fatores que podem agravar a situação: a inflação, que corrói o orçamento das famílias, e a sinalização do Banco Central de uma elevação da taxa de juros", afirma Cagnin.
Neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano, e indicou mais aumentos pela frente– juros mais alto encarecem a tomada de crédito, afetando o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
É o maior resultado para um mês de março desde 2015. Em 12 meses, alta acumulada chega a 5,57%. Gasolina foi o item que mais pressionou a inflação no mês, com alta de 11,18%. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Darlan Alvarenga, G1 25/03/2021 09h01 Atualizado há 3 horas Postado em 25 de março de 2021 às 12h05m .*Post. N. =0.236*.
Gasolina foi o item que mais pressionou a inflação no mês de março, com alta de 11,18%. — Foto: Pilar Olivares/Reuters
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma
prévia da inflação oficial do país, saltou para 0,93% em março, segundo
divulgou nesta quinta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Trata-se do maior resultado para um mês de março desde 2015(1,24%) e da maior taxa mensal desde dezembro (1,06%).
IPCA-15: prévia da inflação oficial acelera para 0,93% em março
O indicador teve uma forte aceleração na comparação com fevereiro, quando ficou em 0,48%.
Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,57%, acima dos 4,57% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e da meta de inflação para 2021.
IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1
O resultado ficou levemente abaixo das projeções de analistasde
consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data,
que projetavam alta de 0,96% em março. O intervalo das estimativas era
de 0,83% a 1,06%.
A gasolina foi o item que mais pressionou a inflação no mês, com alta de 11,18%, representando sozinha um impacto de 0,56 ponto percentual no índice. Foi o nono mês consecutivo de alta.
Também houve alta nos outros combustíveis: etanol (16,38%), óleo diesel (10,66%) e gás veicular (0,39%).
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 8 tiveram alta em março. A maior taxa foi verificada em Transportes (3,79%), que aceleraram em relação a fevereiro (1,11%), sobretudo em decorrência do aumento nos preços dos combustíveis.
A segunda maior pressão no resultado do IPCA-15 de março veio do grupo Habitação, com alta de 0,71%. O destaque foi o gás de botijão, que aumentou 4,60% e registrou o 10º mês consecutivo de alta.
Em um ano, etanol teve alta maior que gasolina, segundo ANP
Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados:
Alimentação e bebidas: 0,12%
Habitação: 0,71%
Artigos de residência: 0,55%
Vestuário: 0,03%
Transportes: 3,79%
Saúde e cuidados pessoais: 0,24%
Despesas pessoais: 0,10%
Educação: -0,51%
Comunicação: 0,02%
Preço das carnes sobe 1,72%
Entre os alimentos, o destaque de alta foram as carnes (1,72%).
O grupo de alimentação e bebidas subiu 0,12% em março, desacelerando em
comparação com fevereiro (0,56%). Os alimentos para consumo no
domicílio caíram 0,03% após 7 meses consecutivos de alta, sobretudo por
conta das quedas nos preços do tomate (-17,50%), a batata-inglesa (-16,20%), o leite longa vida (-4,50%) e o arroz (-1,65%).
O custo da alimentação fora do domicílio também desacelerou em
comparação com o mês anterior, registrando 0,49% em março frente 0,56%
de fevereiro. O índice foi influenciado pelo lanche (0,64%) e pela
refeição (0,33%), itens que, em fevereiro, aumentaram 1,20% e 0,37%,
respectivamente.
Todas as regiões pesquisadas tiveram alta em março
Todas as regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta no mês. A
maior foi na região metropolitana de Belém (1,49%). A menor foi na
região metropolitana do Rio de Janeiro (0,52%).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 12
de fevereiro a 15 de março de 2021 e comparados com aqueles vigentes de
15 de janeiro a 11 de fevereiro de 2021. O indicador refere-se às
famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões
metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife,
São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do
município de Goiânia.
A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
Perspectivas e meta de inflação
A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o
intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. Para alcançá-la, o Banco
Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que
agora está em 2,75% ao ano.