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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Automação deve acabar com 85 milhões de empregos nos próximos 5 anos, diz relatório do Fórum Econômico Mundial

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Por outro lado, 97 milhões de empregos surgirão em áreas como cuidados com saúde, tecnologias da quarta revolução industrial e criação de conteúdo.  
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Por Marta Cavallini, G1  
21/10/2020 11h38 Atualizado há 05 horas
Postado em 21 de outubro de 2020 às 16h45m


 .*  Post. N. = 0.111  *. 
Automação deve destruir 85 milhões de empregos — Foto: Divulgação
Automação deve destruir 85 milhões de empregos — Foto: Divulgação

Relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial prevê que, até 2025, a automação e a divisão do trabalho entre humanos e máquinas fecharão 85 milhões de empregos no mundo em empresas de médio e grande porte em 15 setores e 26 economias, incluindo o Brasil.

Funções em áreas como processamento de dados, contabilidade e suporte administrativo são as que mais devem perder empregos à medida que a automação e a digitalização no local de trabalho aumentam.

Mais de 80% dos executivos estão acelerando os planos para digitalizar processos de trabalho e implantar novas tecnologias, e 50% dos empregadores pretendem acelerar a automação de algumas funções. Em contraste com os anos anteriores, a criação de empregos está diminuindo, enquanto o fechamento de vagas está acelerando.

A Covid-19 acelerou a chegada do futuro do trabalho, disse Saadia Zahidi, diretora-executiva do Fórum Econômico Mundial.

Segundo ela, a aceleração da automação e as consequências da recessão trazida pela pandemia aprofundaram as desigualdades existentes nos mercados de trabalho e reverteram o cenário de abertura de vagas após a crise financeira global de 2008. Empresas, governos e trabalhadores devem trabalhar juntos urgentemente para implementar uma nova visão para a força de trabalho global, alerta.

Cerca de 43% das empresas pesquisadas disseram que vão reduzir sua força de trabalho devido à tecnologia, 41% planejam expandir a contratação dentro de funções especializadas e 34% pretendem aumentar a força de trabalho por causa da integração trazida pela tecnologia.

Até 2025, os empregadores irão dividir igualmente o trabalho com as máquinas. As funções que potencializam as habilidades humanas serão mais demandadas. O uso de máquinas será focado principalmente no processamento de dados, tarefas administrativas e trabalhos manuais de rotina. 

O levantamento é baseado em previsões de executivos de recursos humanos e estratégia de 300 empresas globais, que empregam 8 milhões de trabalhadores, além de dados do LinkedIn, Coursera, ADP Research Institute e FutureFit.AI.

Áreas que terão demanda

Por outro lado, 97 milhões de empregos devem surgir nas seguintes áreas:

  • cuidados com saúde
  • tecnologias da quarta revolução industrial
  • dados e inteligência artificial
  • criação de conteúdo
  • novas funções em engenharia
  • computação em nuvem
  • desenvolvimento de produtos.

Tarefas que demandem gerenciamento, aconselhamento, tomada de decisão, raciocínio, comunicação e interação terão grande demanda, aponta o relatório.

No Brasil, as áreas com maior demanda devem ser as seguintes:

  1. Especialista em inteligência artificial
  2. Analista e cientista de dados
  3. Especialista em internet das coisas
  4. Especialista em transformação digital
  5. Especialista em Big Data
  6. Analista de gestão e organização
  7. Especialista em marketing digital e estratégia
  8. Gerente de projeto
  9. Especialista em automação de processos
  10. Gerente administrativo e de serviços comerciais

Já a maior retração deve ocorrer nas seguintes áreas:

  1. Contabilidade, escrituração e folha de pagamento
  2. Processamento de dados
  3. Trabalhadores de montagem de fábrica
  4. Secretários administrativos e executivos
  5. Reparadores mecânicos e de máquinas
  6. Registro de materiais e manutenção de estoque
  7. Atendimento ao cliente
  8. Caixas e funcionários de banco
  9. Contadores e auditores
  10. Gerentes administrativos e de serviços comerciais
Requalificação

O relatório mostra que quase 50% dos trabalhadores que permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos precisarão de requalificação.

A maioria dos empregadores reconhece o valor de requalificar sua força de trabalho - 66% esperam retorno sobre o investimento na qualificação e requalificação dos funcionários dentro de um ano. E também preveem realocar 46% dos trabalhadores em sua própria organização.

No futuro, veremos que as empresas mais competitivas serão aquelas que investiram pesadamente em seu capital humano, nas habilidades e competências de seus funcionários, disse Zahidi.

Os mais afetados pelas mudanças trazidas pela Covid-19 são aqueles que já estavam em desvantagem. E a desigualdade será intensificada pelo duplo impacto da tecnologia e recessão.

Nos Estados Unidos, a pandemia tirou o emprego principalmente das mulheres, mais jovens e com salários mais baixos. Na comparação com a crise financeira global de 2008, o relatório mostra que o impacto hoje é muito mais significativo e tem maior probabilidade de aprofundar as desigualdades existentes.

A pandemia afetou desproporcionalmente milhões de trabalhadores pouco qualificados, disse Jeff Maggioncalda, CEO da Coursera.

Para ele, deve haver um esforço de requalificação por parte das instituições privadas e governamentais para que os profissionais tenham aprendizado relevante para retornar ao mercado de trabalho.

Trabalho remoto veio para ficar

Cerca de 84% dos empregadores devem digitalizar os processos de trabalho, incluindo uma expansão significativa do trabalho remoto. Os empregadores dizem que há potencial para colocar 44% de sua força de trabalho no home office.

No Brasil, 92% dos entrevistados preveem acelerar a digitalização, implantando ferramentas digitais e videoconferência. Outros 88% pretendem oferecer mais oportunidades de trabalhar remotamente.

De acordo com o relatório, 78% dos líderes empresariais globais esperam algum impacto negativo na produtividade do trabalhador.

Isso sugere que algumas indústrias e empresas estão lutando para se adaptar com rapidez à mudança para o trabalho remoto causada pela pandemia.

Para lidar com as questões de produtividade e bem-estar, cerca de um terço dos empregadores disseram que tomarão medidas para criar senso de comunidade, conexão e pertencimento entre seus funcionários. 

Mudança de carreira

A pesquisa também indicou um número crescente de pessoas mudando de carreira, principalmente para a área de dados, inteligência artificial,  vendas, criação de conteúdo e produção, mídias sociais e engenharia.

O relatório mostra ainda que as habilidades como pensamento crítico, análise e resolução de problemas já são as mais valorizadas. E entraram na lista as habilidades de autogestão, como resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade.

No Brasil, as habilidades mais demandadas serão as seguintes:

  • Capacidade de aprendizagem
  • Pensamento analítico e inovação
  • Criatividade, originalidade e iniciativa
  • Liderança e influência social
  • Inteligência emocional
  • Pensamento crítico e analítico
  • Resolução de problemas
  • Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade
  • Uso, monitoramento e controle de tecnologia
  • Análise e avaliação de sistemas
  • Persuasão e negociação

O levantamento aponta ainda um aumento substancial no número de pessoas que buscam oportunidades de aprendizagem online por iniciativa própria e por meio de programas governamentais e também no número de empregadores que oferecem qualificação online para seus trabalhadores.

Quem está empregado está dando maior ênfase aos cursos de desenvolvimento pessoal. Já os desempregados priorizam o aprendizado de habilidades digitais, como análise de dados, ciência da computação e tecnologia da informação.

Hamoon Ekhtiari, CEO da FutureFit AI, prevê o aumento das transições de carreira, especialmente para profissionais mais vulneráveis e marginalizados.

"A pandemia acelerou muitas das tendências em torno do futuro do trabalho, reduzindo drasticamente a janela de oportunidade para requalificar e fazer a transição dos trabalhadores para empregos adequados para o futuro", afirma.

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Pandemia faz triplicar número de brasileiros que compram produtos domésticos pela internet, diz Serasa

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Entre março e julho, passou de 11% para 31% o número de brasileiros fazem compras domésticas online. Pesquisa mostrou, ainda, que um em cada quatro brasileiros diz ter cortado gastos desnecessários.  
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  
20/10/2020 10h30 Atualizado há 4 horas
Postado em 20 de outubro de 2020 às 14h35m


 .*  Post. N. = 0.110  *. 
Número de brasileiros que compram pela internet cresceu durante a pandemia
Número de brasileiros que compram pela internet cresceu durante a pandemia

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (20) pela Serasa Experian mostrou que, diante da pandemia, quase triplicou o número de brasileiros que usam a internet para comprar produtos domésticos.

Segundo o levantamento, em março, quando tiveram início as medidas de distanciamento social para conter a disseminação do novo coronavírus no Brasil, 11% dos consumidores faziam compras online de itens domésticos, excluindo produtos alimentícios. Em julho, essa proporção saltou para 31%.

A compra de alimentos pela internet também aumentou no período. Segundo a Serasa, passou de 60% para 71% a proporção de consumidores comprando online alimentos para consumo em casa, seja produtos in natura ou refeições prontas.

O cuidado com a saúde trouxe à população uma mudança de hábito que privilegia as compras e interações no ambiente virtual e essa tendência deve continuar após o isolamento social, avaliou a diretora de Decision Analytics da Serasa Experian, Beatriz Raulino.

Segundo a Serasa, a expectativa é que as compras online aumentem 53% em até seis meses. A mesma pesquisa mostrou que 71% dos brasileiros afirmaram ter expectativa alta na entrega de uma experiência digital online.

A mudança de comportamento trouxe maior conscientização para consumidores e empresários sobre o ambiente virtual. As pessoas estão mais atentas aos cuidados que devem ter ao realizarem compras ou transações nesse ambiente. As empresas perceberam que precisam de processos seguros e um atendimento eficiente para garantirem o retorno do cliente, apontou Beatriz. 

O levantamento mostrou, também, que os consumidores brasileiros apontaram maior confiança em fornecedores serviços de streaming (60%), seguido de fornecedores de tecnologia (56%) e sistemas de pagamento (55%).

Brasil lidera comércio eletrônico de produtos domésticos

A Serasa ouviu 3 mil pessoas em dez países para realizar o estudo sobre as mudanças nos hábitos de consumo diante da pandemia. Segundo a empresa, o Brasil lidera o maior crescimento de compras online de produtos domésticos.

Enquanto no Brasil o crescimento foi de 20 pontos percentuais (p.p.) entre março e julho, nos Estados Unidos foi de apenas 9 p.p., o segundo maior crescimento observado. Nos países da Ásia e Pacífico (Apac) e no Reino Unido, a alta foi de 5 p.p., enquanto nos países da Europa, Oriente Médio e África (Emea), de 4 p.p.

Os brasileiros se mostraram ainda mais adeptos às compras online de alimentos que os consumidores dos demais países pesquisados. Enquanto no Brasil 71% usam a internet para comprar comida em julho, nos Estados Unidos esse percentual era de 58%, no Reino Unido e Apac, 53%, e no Emea apenas 33%.

Economia na pandemia

A Serasa Experian enfatizou que a pesquisa apontou para uma mudança na relação dos consumidores brasileiros com o dinheiro. Um em cada quatro disse ter cortado gastos supérfluos.

Entre os entrevistados no país, 24% afirmaram que estão reduzindo gastos desnecessários e 21% estão economizando mais em fundos de emergência.

Os momentos difíceis também podem ser boas oportunidades para reavaliar os hábitos de consumo. A educação financeira é muito importante para ajudar o consumidor a lidar com os seus recursos, principalmente em momentos adversos, enfatizou a diretora da da Serasa Experian.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Moody's rebaixa nota do Reino Unido por riscos do Brexit

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Agência também vê economia britânica prejudicada pelos impactos do coronavírus. 
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TOPO
Por France Presse  
16/10/2020 20h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 16 de outubro de 2020 às 22h00m


 .*  Post. N. = 0.109  *. 

A agência de classificação Moody's rebaixou a classificação de crédito do Reino Unido de Aa2 para Aa3 nesta sexta-feira (16), citando um crescimento econômico mais fraco do que o esperado e os riscos apresentados pelo Brexit.

"A força econômica do Reino Unido diminuiu desde que rebaixamos para Aa2 em setembro de 2017", explicou a Moody's em um comunicado.

"O crescimento tem sido significativamente mais fraco do que o esperado e é provável que continue assim no futuro", comportamento "agravado pela decisão de deixar a União Europeia (UE) e pela subsequente incapacidade do Reino Unido de chegar a um acordo. comércio com a UE", disse.

Brexit: cúpula entre líderes da União Europeia continua nesta sexta (16), em Bruxelas
Brexit: cúpula entre líderes da União Europeia continua nesta sexta (16), em Bruxelas

A economia britânica também será "prejudicada pelas cicatrizes que provavelmente serão o legado da pandemia do coronavírus, que afetou gravemente" o país, acrescentou.

A perspectiva da dívida mudou de negativa para estável e a agência também rebaixou o Banco da Inglaterra para Aa3 com uma perspectiva negativa.

As negociações pós-Brexit entre Londres e Bruxelas, atualmente paralisadas, abrem a possibilidade de que o divórcio previsto para 31 de dezembro termine de forma amarga.

A agência de classificação disse que mesmo um acordo comercial com a UE até o final do ano "provavelmente terá um escopo limitado e, portanto, a saída do Reino Unido da UE, na opinião da Moody's, continuará a reduzir o investimento. crescimento privado e econômico".

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Setor de serviços cresce pelo 3º mês seguido, mas ainda não elimina perdas com pandemia

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Apesar do avanço de 2,9% em agosto, setor segue 9,8% abaixo do patamar de fevereiro e mostra recuperação mais lenta do que a observada no comércio e indústria.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel SIlveira, G1  
14/10/2020 09h00 Atualizado há 4 horas
Postado em 14 de outubro de 2020 às 13h00m


 .*  Post. N. = 0.108  *. 
Setor de serviços tem 3º aumento seguido em agosto
Setor de serviços tem 3º aumento seguido em agosto

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 2,9% em agosto, na comparação com julho, segundo divulgou nesta quarta-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de engatar a terceira alta seguida, o setor ainda não conseguiu eliminar as perdas com a pandemia e passou a acumular queda recorde em 12 meses.

Em 3 meses, o setor acumulou crescimento de 11,2%. O resultado, porém, ainda não foi suficiente para recuperar o tombo de 19,8% entre fevereiro e maio.

Segundo o IBGE, o volume de serviços segue 9,8% abaixo do patamar de fevereiro, mês que antecedeu o início das medidas de isolamento para contenção do coronavírus.

Na comparação com agosto de 2019, o volume de serviços recuou 10%, a sexta taxa negativa seguida nessa base de análise.

Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1
Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1

O desempenho do setor veio um pouco melhor do que as expectativas de analistas que apontavam para uma alta mensal de 2,3% e um recuo anual de 10,7%, segundo pesquisa Reuters.

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, para retomar o patamar pré-pandemia o setor de serviços ainda precisa avançar 10,8%. Ele destacou ainda que nenhum dos 5 segmentos pesquisados recuperou totalmente as perdas da pandemia.

Nenhum [dos 5 segmentos do setor] voltou ao patamar pré-pandemia e mesmo com o acúmulo de taxas positivas torna mais difícil a recuperação porque a base de comparação está mais elevada. Então, as próximas taxas talvez percam um pouco de fôlego. A recuperação ainda vai levar algum tempo. Acho difícil que ocorra ainda esse ano. Em 2020, talvez a gente não veja isso, avaliou. 
Perda de 9% no acumulado no ano e queda recorde em 12 meses

No acumulado no ano, setor ainda tem queda de 9% frente ao mesmo período do ano passado, registrando expansão em apenas 25,3% dos 166 tipos de serviços investigados.

Em 12 meses até agosto, a perda acelerou para a taxa negativa recorde de -5,3%, vindo de -4,5% em julho, evidenciando as dificuldades de recuperação das atividades ligadas à prestação de serviços.

"A taxa dos últimos 12 meses recuou 5,3% em agosto de 2020, mantendo a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2020 e chegando ao resultado negativo mais intenso da série deste indicador, iniciada em dezembro de 2012", informou o IBGE

Segundo o IBGE, o volume de serviços no país está 19,8% abaixo do pico da série histórica da pesquisa, registrado em novembro de 2014.

Restaurantes e hotéis são destaques de alta

Setorialmente, 4 das 5 atividades mostraram avanço no volume de serviços em agosto, com destaque para serviços prestados às famílias (33,3%), impulsionados pela reabertura de restaurantes e hotéis.

Variação do volume de serviços em agosto, por atividade e subgrupos:

  • Serviços prestados às famílias: 33,3%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 37,9%
  • Outros serviços prestados às famílias: 9,1%
  • Serviços de informação e comunicação: -1,4%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -1,6%
  • Telecomunicações: 0,2%
  • Serviços de tecnologia da informação: -4,1%
  • Serviços audiovisuais: 3,3%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1%
  • Serviços técnico-profissionais: 0,9%
  • Serviços administrativos e complementares: 0,8%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 3,9%
  • Transporte terrestre: 4,3%
  • Transporte aquaviário: -1,9%
  • Transporte aéreo: 14,6%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 2%
  • Outros serviços: 0,8%

Segundo o IBGE, a alta nos serviços prestados às famílias foi a maior da série histórica, mas o segmento ainda está distante de recuperar as perdas de março e abril, tamanha a queda. "Para que os serviços prestados às famílias voltem ao patamar de fevereiro, ainda precisam crescer 72,2%, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Outro destaque foi o avanço dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (3,9%). A atividade acumulou ganho de 18,8% em quatro meses, mas também não recuperou as perdas de março e abril (-25,2%).

Os demais avanços do setor vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1%) e outros serviços (0,8%). O único resultado negativo ficou com os serviços de informação e comunicação (-1,4%).

Dentre os segmentos e subgrupos que estão mais distantes do patamar pré-pandemia, destacam-se o de serviços prestados às famílias, o de transportes aéreo e os serviços audiovisuais. Veja gráfico abaixo:

Setor de serviços ainda eliminou perdas com pandemia — Foto: Economia G1
Setor de serviços ainda eliminou perdas com pandemia — Foto: Economia G1

O segmento de outros serviços é o que está mais próximo de eliminar as perdas com a pandemia, precisando avançar mais 1,1% para recuperar o patamar de fevereiro. Lobo explicou que o principal destaque são os serviços relacionados às atividades financeiras, sobretudo administração de bolsas de valores e corretoras de títulos imobiliários.

Regionalmente, 21 das 27 unidades a federação apresentaram expansão em agosto, com destaque para São Paulo (2,5%), Minas Gerais (5,8%), Rio de Janeiro e (1,9%) e Santa Catarina (3,4%). Já as principais pressões vieram do Mato Grosso (-2,7%) e de Tocantins (-5,5%).

Setor de serviços foi um dos mais atingidos nessa pandemia; Miriam Leitão comenta
Setor de serviços foi um dos mais atingidos nessa pandemia; Miriam Leitão comenta

Recuperação de serviços é a mais lenta

O setor de serviços tem sido um dos mais abalados pela pandemia de coronavírus e tem apresentado uma recuperação mais lenta do que a observada no comércio e na indústria, sobretudo nas atividades que envolvem atendimento presencial.

Os serviços prestados às famílias, que incluem restaurantes, hotéis, academias de ginástica e salões de beleza foram os que mais sentiram os efeitos adversos da pandemia. Com a retomada das atividades, algumas empresas abriram, mas com capacidade de atendimento limitada. Essas empresas mostram alguma recuperação, mas com um teto de retomada, já que não têm plena capacidade de atendimento, comparada ao período pré-pandemia. Isso piora com o receio de algumas famílias de consumir esses serviços, como ir a restaurantes ou viajar, explicou o gerente da pesquisa.

O pesquisador destaca ainda um impacto mais limitado do auxílio emergencial no setor de serviços. As pessoas que o recebem, geralmente, o direcionam para consumo mais essencial, como supermercados, por exemplo. Pouco desse recurso é direcionado para consumo em restaurantes ou viagens, destacou.

Após o tombo recorde no 1º semestre, a economia tem mostrado uma reação no 3º trimestre. A recuperação, porém, tem se mostrado desigual entre os setores.

Na semana passada, o IBGE mostrou que as vendas do comércio cresceram 3,4% em agosto. Com o resultado, o setor atingiu o maior patamar de vendas em 20 anos, superando em 8,9% o patamar pré-pandemia.

Já a indústria avançou 3,2% em agosto, engatando a 4ª alta seguida, mas ainda permanece 2,6% abaixo do nível visto em fevereiro, antes das paralisações e restrições para conter a pandemia.

A estimativa atual do mercado é de um tombo de 5,03% do PIB em 2020 e alta de 3,5% em 2021, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um tombo de 5,8% da economia brasileira em neste ano.

Analistas apontam que o desemprego elevado, a perspectiva de término dos programas de auxílio e as incertezas sobre a saúde das contas públicas e andamento da agenda de reformas são os principais desafios para a manutenção do ritmo de recuperação da economia.

Atividade turística avança pelo 4º mês seguido

O índice de atividades turísticas também apontou expansão de 19,3% em agosto, acumulando crescimento de 63,4% em 4 meses. O indicador, porém, também não eliminou ainda as perdas de 68%, registradas entre os meses de março e abril, quando diversas empresas, principalmente de transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis interromperam as atividades devido à pandemia.

Frente a agosto de 2019, o volume de atividades turísticas caiu 44,5%, sexta taxa negativa seguida.

Trabalhadores autônomos são os que mais perdem renda na pandemia
Trabalhadores autônomos são os que mais perdem renda na pandemia

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

FMI revisa estimativas do PIB em 2020 e vê tombo global menor; economia brasileira deve 'encolher' 5,8%

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Em junho, previsão era de que a economia brasileira tivesse contração recorde de 9,1% este ano. Estimativa para desemprego subiu.  
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Por Laura Naime e Patrícia Basilio, G1  
13/10/2020 09h30 Atualizado há 4 horas
Postado em 13 de outubro de 2020 às 13h35m

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou nesta terça-feira (13) suas estimativas para a economia mundial. Em se relatório 'World Economic Outlook', o fundo projetou um tombo de 4,4% para a economia global este ano - uma melhora em relação à estimativa de junho, que via uma queda de 4,9%.

Houve melhora também nas estimativas para o Brasil: o FMI agora vê uma queda de 5,8% no PIB brasileiro este ano. Em junho, a estimativa era de um tombo de 9,1%, o maior em 120 anos. A entidade, no entanto, já havia apontado esta previsão para a economia nacional em um relatório específico sobre o país.

Ao mesmo tempo, foram revisadas para baixo as previsões de crescimento em 2021: a estimativa é de uma expansão global de 5,2%, enquanto o Brasil deve crescer 2,8% - em junho, essas previsões era de 5,4% e 3,6%, respectivamente.

Estimativas para o PIB brasileiro em 2020 e 2021 — Foto: Economia G1Estimativas para o PIB brasileiro em 2020 e 2021 — Foto: Economia G1

Os Estados Unidos aparecem como destaque positivo nesta revisão: a estimativa de junho, de queda de 8%, foi substancialmente melhorada, para uma queda de 4,3%.

Emergentes e em desenvolvimento

O Fundo alerta que, mesmo com a retomada de atividades durante a pandemia, as perspectivas econômicas dos mercados emergentes e em desenvolvimento, com exceção da China (cuja economia deve crescer 1,9% este ano, na única expansão entre os países discriminados no relatório), continuam "precárias".

Segundo o documento, a contínua transmissão do coronavírus, a sobrecarga dos sistemas públicos de saúde e a dependência de financiamento externo, incluindo remessas, são fatores que refletem na atividade econômica de um país.

"Todas as regiões de mercados emergentes e de economias em desenvolvimento devem contrair este ano, incluindo notavelmente a Ásia, onde grandes economias, como Índia e Indonésia, continuam tentando controlar a pandemia", informou o relatório.

O FMI mostra uma situação especialmente alarmante na Índia, onde o PIB sofreu uma contração muito acima da esperada no segundo trimestre. Como consequência, a estimativa para o desempenho da economia do país este ano passou de uma queda de 4,5% para um tombo de 10,3%. Para o próximo ano, foi estimado um crescimento de 8,8%.

Com isso, a previsão para a Ásia emergente e em desenvolvimento passou de -0,8% para -1,7%.

Sobre o Brasil, a organização destacou a recuperação da atividade industrial em julho e agosto, em relação aos meses anteriores, mas ponderou que o setor de serviços ainda enfrenta dificuldades para se recuperar por conta do alto número de infectados.

Previsões para 2020 — Foto: Economia G1Previsões para 2020 — Foto: Economia G1

Desemprego deve crescer ainda mais

No Brasil, assim como em grande parte das economias emergentes, a taxa de desemprego deve crescer ainda mais até o final do ano — aumentando o nível de pobreza e a desigualdade social nos estados, prevê o FMI.

Por aqui, a estimativa é que o desemprego feche o ano em 13,4%, e suba ainda mais em 2021, para 14,1%.

"A pandemia vai reverter o progresso feito desde a década de 1990 na redução da pobreza global. Pessoas que dependem do trabalho assalariado diário e estão fora do mercado formal enfrentaram perdas repentinas de receita quando as restrições de mobilidade foram impostas", disse o fundo, no relatório. 

De acordo com a organização, a economia mundial só deve se restabelecer por completo quando os riscos da pandemia forem mitigados, haja visto que o isolamento social só deve acabar quando toda população for vacinada e se sentir segura.

"Essas descobertas sugerem que, enquanto os riscos para a saúde persistirem, a atividade econômica deve permanecer subjugada. Portanto, os formuladores de políticas devem evitar a retirada do apoio econômico rapidamente e manter os gastos com redes de segurança social", concluiu o relatório.

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