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sexta-feira, 3 de março de 2023

Dólar opera em alta, com novas críticas de Lula ao BC no radar

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Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,20% nesta quinta, cotada a R$ 5,2029.
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Por g1

Postado em 03 de março de 2023 às 10h05m

            Post. N. =  0.601           

Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels
Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (3), com críticas renovadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Banco Central.

Às 14h22, a moeda norte-americana avançava 0,17%, cotada a R$ 5,2116. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,20%, cotada a R$ 5,2029. Com o resultado, a moeda acumula alta de 0,08% na semana. No ano, o recuo é de 1,42%.

O que está mexendo com os mercados?

No Brasil, o ambiente político voltou a perturbar o mercado financeiro, com as declarações do presidente Lula e possível mudança da política de preços da Petrobras.

O presidente e ministros do governo federal retomaram críticas ao patamar mantido pelo Banco Central para a Selic, taxa de juros básica no Brasil.

"As pessoas dizem ‘o presidente não pode criticar o presidente do Banco Central’. Que absurdo. O presidente da República pode criticar. O que eu não posso é ser leviano e dizer coisas que não sejam verdadeiras", disse Lula em entrevista à rádio BandNews.

"O que eu estou dizendo é a máxima verdade: não existe explicação para a taxa de juros ter 13,75%. Não existe excesso de consumo, não existe inflação de consumo neste país. A economia não está crescendo", completou.

Além disso, ainda repercutem nos mercados as declarações do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que disse nesta quinta-feira (2) que a empresa pode seguir outros referenciais fora da Paridade de Preços de Importação (PPI) para definir seus preços.

Segundo Prates, a PPI é uma "abstração", e a Petrobras vai "praticar preços competitivos como ela achar melhor". A Paridade de Preços de Importação (PPI) consiste em vender a gasolina e o diesel com base no custo de importação do produto para o Brasil.

"O PPI é uma referência e, se julgar necessário, terá mais de uma referência para ter o melhor preço para o consumidor", explicou em sua primeira entrevista coletiva à frente do cargo, no Rio de Janeiro.

No exterior, o mercado continua a monitorar um fortalecimento do dólar com as incertezas sobre o rumo da política monetária em países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos, onde a atividade econômica continua acelerada.

Com essa aceleração, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tem mais dificuldade de controlar o avanço da inflação. O remédio para conter a alta dos preços, então, é manter as taxas de juros em patamares elevados. Hoje, os juros americanos estão entre 4,5% e 4,75% ao ano.

Juros mais altos implicam em um rendimento maior para os títulos públicos do país, considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para esses investimentos, o que favorece o dólar em relação a moedas de outros países, principalmente os emergentes, como o Brasil.

Mas analistas em uma pesquisa da Reuters ainda preveem fraqueza para a moeda norte-americana dentro de um ano, mesmo com uma melhora nas perspectivas globais e expectativas de que o Federal Reserve pare de aumentar os juros bem antes do Banco Central Europeu.

Espera-se, então, que o dólar seja negociado abaixo dos níveis atuais em relação a todas as principais moedas nos próximos 12 meses. Embora analistas tenham previsto um dólar mais fraco em 12 meses por mais de cinco anos, suas previsões só se concretizaram em 2020, quando a divisa enfraqueceu mais de 6,5%.

Na Europa, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da S&P Global mostra que a recuperação da atividade empresarial da zona do euro ganhou ritmo no mês passado, com crescimento acelerado no setor de serviços.

O indicador subiu para um pico em oito meses de 52,0 no mês passado, de 50,3 em janeiro, um pouco abaixo de leitura preliminar de 52,3. Fevereiro marcou seu segundo mês consecutivo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

"Uma expansão retumbante da atividade empresarial em fevereiro ajuda a aliviar as preocupações de uma recessão na zona do euro, por enquanto", disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global.

"Há sinais claros de que a confiança empresarial se recuperou das mínimas observadas no final do ano passado, impulsionada por menos preocupações com o mercado de energia, bem como sinais de que a inflação atingiu o pico e os riscos de recessão diminuíram."

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quinta-feira, 2 de março de 2023

Petrobras tem lucro líquido de R$ 188,3 bilhões em 2022, o maior da história da empresa

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No quarto trimestre de 2022, lucro da estatal foi de R$ 43,341 bilhões, uma queda de 6% em relação aos três meses anteriores.
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Por André Catto, g1

Postado em 02 de março de 2023 às 06h30

            Post. N. =  0.600           

Petrobras; petróleo; refinarias — Foto: Divulgação/Petrobras
Petrobras; petróleo; refinarias — Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras informou nesta quarta-feira (1) que registrou lucro líquido de R$ 188,328 bilhões em 2022, o maior da história da empresa. O resultado ficou 76,6% acima dos R$ 106,668 bilhões reportados em 2021, até então o valor recorde.

O lucro anual da Petrobras também foi o maior da história entre empresas listadas na bolsa de valores brasileira, segundo levantamento realizado por Einar Rivero, do TradeMap. O segundo melhor resultado foi o da mineradora Vale, com lucro líquido de R$ 121,228 bilhões em 2021. Em terceiro lugar aparece novamente a petroleira, com o ganho de R$ 106,6 bilhões em 2021.

Em comunicado, o diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Rodrigo Araujo Alves, afirmou que a petroleira alcançou "recordes superlativos" após "diversas ações gerenciais relevantes tomadas ao longo dos últimos anos, uma vez que o preço do petróleo já esteve em patamares similares aos de 2022, sem que os mesmos resultados fossem observados".

O lucro líquido recorde da Petrobras foi divulgado em meio a tentativas do governo federal de mudar as regras de distribuição de dividendos da empresa. O objetivo do Executivo é evitar altas elevadas de preços da estatal e garantir mais investimentos em transição energética.

As medidas têm sido discutidas pelo presidente Lula com ministros no Palácio do Planalto. As propostas, no entanto, foram mal recebidas pelo mercado, porque geram dúvidas sobre como será a política de distribuição de dividendos da estatal, o que pode afastar investidores em ações da petroleira.

No quarto trimestre de 2022, o lucro da Petrobras foi de R$ 43,341 bilhões, uma queda de 6% em relação aos três meses anteriores. Já em relação ao quarto trimestre de 2021, quando a petroleira registrou lucro de R$ 31,504 bilhões, a alta foi de 37,6%.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado da Petrobras totalizou R$ 340,482 bilhões em 2022, uma alta de 45% em relação aos R$ 234,576 bilhões registrados em 2021.

Já receita de vendas da empresa totalizou R$ 641,256 em 2022, frente a R$ 452,668 bilhões em 2021, um aumento de 41,7%.

Conselho aprova R$ 35,8 bilhões em dividendos

A Petrobras também informou na noite desta quarta que seu conselho de administração aprovou, por maioria, a proposta de distribuição de dividendos equivalentes a R$ 2,7457 (brutos) por ação. A decisão foi divulgada em fato relevante, após reunião entre conselho e diretoria executiva da empresa.

Considerando o total de 13.044.201.261 ações da companhia no mercado de capitais, a soma dos dividendos a serem distribuídos chega a R$ 35,8 bilhões. A proposta de pagamento é referente aos resultados da petroleira em 2022.

De acordo com o comunicado, a aprovação do dividendo proposto "está alinhada à política de remuneração aos acionistas e é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazos".

A aprovação ocorreu, no entanto, após o conselho da empresa propor a criação de uma reserva estatutária para reter até R$ 0,4980 por ação – montante que pode chegar a R$ 6,5 bilhões. A proposta será encaminhada à assembleia geral de acionistas, prevista para o dia 27 de abril.

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sábado, 25 de fevereiro de 2023

IPCA-15: prévia da inflação fica em 0,76% em fevereiro

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Indicador acelerou na comparação com janeiro, quando ficou em 0,55%, puxado, principalmente, pelo grupo de educação.
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Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro

Postado em 25 de fevereiro de 2023 às 07h00m

            Post. N. =  0.599           

Reajustes nos preços de cursos regulares exerceram o maior impacto sobre a inflação em fevereiro, segundo o IBGE. — Foto: Divulgação
Reajustes nos preços de cursos regulares exerceram o maior impacto sobre a inflação em fevereiro, segundo o IBGE. — Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — ficou em 0,76% em fevereiro, informou nesta sexta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice acelerou na comparação com janeiro, quando ficou em 0,55%. Já o indicador acumulado em 12 meses desacelerou de 5,87% para 5,63%. Em fevereiro de 2022, o IPCA-15 foi de 0,99%.

De acordo com o IBGE, dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados para composição do indicador, oito tiveram alta na comparação com janeiro. A exceção ficou por conta de vestuário, único a apresentar deflação no mês.

O maior impacto sobre a prévia da inflação, no entanto, partiu do grupo de educação, que teve alta de 6,41% em relação a janeiro, respondendo por 0,36 ponto percentual (p.p) do índice de fevereiro.

Veja abaixo a variação dos grupos em fevereiro:

  • Vestuário: -0,05%
  • Transportes: 0,08%
  • Alimentação e bebidas: 0,39%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,55%
  • Habitação: 0,63%
  • Despesas pessoais: 0,63%
  • Artigos de residência: 0,71%
  • Comunicação: 0,78%
  • Educação: 6,41%


Reajustes nas mensalidades

Segundo o IBGE, a alta no grupo educação é sazonal, por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo nas mensalidades dos cursos regulares.

As maiores variações vieram do ensino médio (10,29%), do ensino fundamental (10,04%), da pré-escola (9,58%) e da creche (7,28%). Também houve alta nos cursos do ensino superior (5,33%), técnicos (4,50%) e de pós-graduação (3,47%).

Aluguel e condomínio em alta

O segundo maior impacto sobre o IPCA-15 de fevereiro, de 0,10 p.p., partiu do grupo Habitação, influenciado pelas altas em aluguel residencial (0,89%) e condomínio (0,62%).

Também houve impacto de reajustes regionais da taxa de esgoto, do gás encanado e da energia elétrica.

Alta de preços da alimentação desacelera

Segundo o IBGE, a alta de preços Alimentação e Bebidas desacelerou de 0,55% para 0,39% na passagem de janeiro para fevereiro, puxada, sobretudo, pela deflação em produtos básicos na mesa dos brasileiros como a cebola (-19,11%), o tomate (-4,56%), o frango em pedaços (-1,98%) e as carnes (-0,87%).

No lado das altas, destacaram-se o aumento nos preços médios da cenoura (24,25%), das hortaliças e verduras (8,71%), do leite longa vida (3,63%), do arroz (2,75%) e das frutas (2,33%).

A alimentação fora do domicílio (0,40%) ficou com resultado próximo ao do mês anterior (0,39%). O lanche teve alta de 0,78% e, a refeição, de 0,16%.

Passagens aéreas em queda

O IBGE destacou que houve queda de 9,45% nos preços médios das passagens aéreas, o que pressionou a desaceleração de 0,17% para 0,08% da alta de preços no grupo Transportes.

Além disso, todos os combustíveis registraram queda de preço em fevereiro: etanol (-1,65%), gás veicular (-1,59%), óleo diesel (-0,59%) e gasolina (-0,04%).

Houve impacto, também, do aumento nos preços de emplacamento e licença (1,62%), que incorporou a fração mensal referente ao IPVA de 2023.

Alta em todas as regiões pesquisadas

Ainda de acordo com o IBGE, o IPCA-15 teve alta em todas as áreas pesquisadas em fevereiro. A maior variação foi registrada em Salvador (1,19%), influenciada pelas altas dos cursos regulares (7,84%), da energia elétrica (5,99%) e da gasolina (5,16%).

O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Goiânia (0,41%), onde pesaram as quedas de 3,07% da gasolina e de 2,49% da energia elétrica.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Bill Gates compra participação na Heineken

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Gates comprou as ações da mexicana Femsa, que está vendendo a cervejaria.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 23 de fevereiro de 2023 às 08h35m

            Post. N. =  0.598           

'Melhor pagar por vacinas do que tentar ir a Marte', diz Bill Gates — Foto: GETTY IMAGES
'Melhor pagar por vacinas do que tentar ir a Marte', diz Bill Gates — Foto: GETTY IMAGES

O bilionário Bill Gates comprou 3,76% de participação na gigante holandesa de bebidas Heineken Holding NV, embora o fundador da Microsoft tenha dito uma vez que não era um "grande bebedor de cerveja".

Um documento da Autoridade de Mercados Financeiros da Holanda (AFM) informa que as ações foram adquiridas em 17 de fevereiro. A Heineken Holding detém o controle acionário da cervejaria Heineken NV.

Gates comprou as ações da mexicana Femsa, que está vendendo a cervejaria.

Um documento separado também datado de 17 de fevereiro mostrou que a Femsa vendeu todas as 18 milhões de ações que detinha na Heineken Holding.

Gates comprou 10,8 milhões de ações, no valor de 883 milhões de euros a preços de mercado atuais, o que o obriga a divulgar as informações segundo as regras do mercado de ações holandês.

Em uma sessão de bate-papo em 2018 no Reddit, Gates disse que "não era um grande bebedor de cerveja".

"Quando acabo em algo como um jogo de beisebol, bebo cerveja light para entrar na vibe de todos os outros bebedores de cerveja. Desculpe desapontar os verdadeiros bebedores de cerveja."

A Fundação Bill & Melinda Gates, lançada pelo bilionário e sua ex-esposa, não estava disponível para comentar.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Ibovespa tem forte queda e volta aos 107 mil pontos, com juros dos EUA no radar

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O principal índice do mercado de ações brasileiro caiu 1,85%, a 107.152 pontos.
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Por g1

Postado em 22 de fevereiro de 2023 às 15h05m

            Post. N. =  0.597           

Ibovespa — Foto: Freepik
Ibovespa — Foto: Freepik

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda nesta quarta-feira de cinzas (22), ainda com agenda esvaziada por conta do Carnaval do Brasil, mas repercutindo tensões geopolíticas depois de novas ameaças nucleares da Rússia e com os investidores analisando a última ata do Federal Reserve (Fed).

Ao final da sessão, o índice recuou 1,85%, aos 107.152 pontos. Veja mais cotações.

A queda foi impulsionada, sobretudo, pelo desempenho negativo das ações da Vale e da Petrobras, que possuem grande participação no Ibovespa.

Na sexta-feira, o índice teve queda de 0,70%, aos 109.176 pontos. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular perdas de 5,54% no mês e de 2,35% no ano.


O que está mexendo com os mercados?

Investidores acompanharam nesta quarta-feira a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, em busca de novas pistas sobre a trajetória dos juros.

A maioria dos dirigentes do Fed concordou, em seu último encontro, em diminuir o ritmo de aumentos na taxa básica de juros para 0,25 ponto percentual. Eles também concordaram, no entanto, que os riscos de uma inflação elevada continuam sendo um "fator-chave" que molda a política monetária e justifica incrementos contínuos na taxa de referência até que as pressões de preços sejam controladas.

"Quase todos os participantes concordaram que era apropriado elevar a faixa-alvo da taxa básica em 0,25 ponto percentual", informou o documento divulgado hoje pelo Fed, reforçando que muitos deles disseram que isso permitiria ao Fed "determinar melhor a extensão" de movimentos futuros.

Mas "os participantes amplamente destacaram que os riscos ascendentes para as perspectivas de inflação continuaram a ser um fator-chave para moldar as perspectivas de política monetária" e que os juros precisariam subir e permanecer elevados "até que a inflação esteja claramente encaminhada para (a meta de) 2%".

Apenas "alguns" participantes foram totalmente a favor de um ajuste maior de 0,50 ponto percentual na reunião, ou disseram que "poderiam tê-lo apoiado".

A ata mostrou que as autoridades do Fed ainda estão sintonizadas com o risco de que podem ter de fazer mais para manter a inflação em queda. Esse posicionamento, mais agressivo, pode aparecer com mais precisão quando as autoridades emitirem novas projeções econômicas e sobre a taxa de juros, em uma reunião que acontece dentro de quatro semanas.

"Os participantes concordaram que o Comitê (Federal de Mercado Aberto; Fomc, na sigla em inglês) fez progressos significativos ao longo do ano passado em direção a uma postura suficientemente restritiva da política monetária", disse a ata, descrevendo uma economia que continuou a crescer em meio a um mercado de trabalho apertado.

"Mesmo assim, os participantes concordaram que, embora houvesse sinais de que o efeito cumulativo do aperto da política monetária do Comitê havia começado a moderar as pressões de preços, a inflação permaneceu bem acima da meta de longo prazo do Comitê de 2% e o mercado de trabalho continuou muito apertado."

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso prejudica os ativos de risco, como o mercado de ações. Mas dados recentes da economia americana mostram resultados fortes, que poderia fazer o Fed rever o ritmo de alta.

"A prévia do índice de gerentes de compras (PMI) nos Estados Unidos registrou 50,2 pontos, nível mais alto em oito meses, retornando ao patamar expansionista e sugerindo uma resiliência econômica nos EUA. Foi registrada uma retomada do setor de serviços, enquanto a manufatura ainda mostrou uma recuperação mais tímida. Como resultado, o Federal Reserve pode precisar ser mais duro nos próximos aumentos de juros para controlar a variação de preços no país", diz relatório da XP.

Na Europa, dados divulgados na terça-feira mostraram que as atividades econômicas de França e Alemanha retornaram para um território de crescimento, e apoiou a visão de que os juros em ambas as economias permanecerão mais altos por mais tempo.

Nesta quarta-feira, dados mostraram que a taxa de inflação da Alemanha não exibiu sinais de redução no início do ano, já que as pressões sobre os preços de energia e alimentos permaneceram altas devido à guerra na Ucrânia.

Ainda assim, as ações europeias tiveram um salto até agora este ano em relação aos seus pares dos EUA, em meio a melhores condições climáticas e com a expectativa de que a economia da zona do euro evite por pouco uma recessão e tenha impulso da reabertura da China.

Os mercados de ações asiáticos seguiram o pregão de ontem em Wall Street para o vermelho, uma vez que a força surpreendente em pesquisas globais de serviços alimentou temores de que os bancos centrais terão que aumentar ainda mais os juros.

Para adicionar tensão ao mercado, o presidente russo Vladimir Putin suspendeu na terça-feira (21) a participação do país no último tratado de controle de armas nucleares feito com os Estados Unidos. Ela também alertou que os russos colocaram novas armas estratégicas à disposição para combate.

Os dois países ainda têm vastos arsenais de armas nucleares remanescentes da Guerra Fria, cujos números são atualmente limitados pelo New START, acordo assinado pelos dois países em 2010 e que deveria valer até 2026.

Putin anunciou a medida durante seu discurso anual para a elite russa, no qual prometeu continuar com a operação militar da Rússia na Ucrânia e acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada pelos EUA, de inflamar o conflito na crença equivocada de que poderia derrotar Moscou em um confronto global.

No Brasil, o relatório "Focus" foi divulgado e mostra que economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação deste ano de 5,79% para 5,89%. Foi a décima alta consecutiva do indicador. Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado elevou sua previsão de 0,76% para 0,80%.

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