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segunda-feira, 8 de março de 2021

Preços no atacado seguem pressionando e inflação pelo IGP-DI vai a 29,95% em 12 meses

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Combustíveis exerceram as maiores influências de alta tanto no atacado quanto nos preços ao consumidor.
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Por G1

Postado em 08 de março de 2021 às 12h00m

 .*  Post. N. = 0.226  *. 

Os preços no atacado – e a alta dos combustíveis – voltaram a pressionar, e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou nova alta acentuada em fevereiro, de 2,71%.

A taxa ficou abaixo dos 2,91% de janeiro – mas levou o índice acumulado em 12 meses a 29,95%, informou nesta segunda-feira (8) a Fundação Getulio Vargas (FGV). É o maior patamar desde maio de 2003, quando a taxa foi de 30,05%.
IGP-DI fevereiro/21 — Foto: Economia/G1
IGP-DI fevereiro/21 — Foto: Economia/G1

Em apenas dois meses, o IGP-DI acumula alta de 5,69%. Em fevereiro de 2020, o índice variou 0,01% e acumulava elevação de 6,40% em 12 meses.

Subíndices

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor (IPA) teve desaceleração, para 3,40%, ante 3,92% em janeiro. Apesar disso, destaca a FGV, "dois dos três grupos componentes do índice ao produtor registraram avanços em suas taxas de variação: bens finais (0,79% para 1,80%) e bens intermediários (2,88% para 6,60%)".

Segundo componente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,54% em fevereiro, após variar 0,27% em janeiro. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-1,16% para 0,08%), Transporte (0,88% para 2,29%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,29%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,89% em fevereiro, ante 0,89% no mês anterior.
IGP-DI em 12 meses — Foto: Economia G1
IGP-DI em 12 meses — Foto: Economia G1

Combustíveis pesaram

Os combustíveis exerceram as maiores influências de alta tanto no atacado quanto nos preços ao consumidor. No primeiro caso, o maior peso veio da alta do diesel, de 14,08%. Já no segundo, a gasolina pesou mais, com alta de 5,90%.

Veja as maiores influências de alta em fevereiro:

ÍNDICE DE PREÇOS AO PRODUTOR AMPLO

  • Óleo Diesel: 14,08%
  • Bovinos: 6,81%
  • Gasolina automotiva: 19,20%
  • Adubos ou fertilizantes: 16,09%
  • Soja (em grão): 1,97%

ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

  • Gasolina: 6,90%
  • Plano e seguro de saúde: 0,82%
  • Etanol: 5,01%
  • Gás de bujão: 2,58%
  • Cebola: 15,07%

ÍNDICE NACIONAL DE CUSTO DA CONSTRUÇÃO

  • Vergalhões e arames de aço ao carbono: 21,34%
  • Tubos e conexões de ferro e aço: 11,56%
  • Tubos e conexões de PVC: 7,39%
  • Tijolo/telha cerâmica: 2,57%
  • Condutores elétricos: 3,78%

O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Venda de veículos novos cai 16,7% em fevereiro no Brasil, com crise e falta de insumos

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Segundo a Anfavea, estoque de automóveis novos no país só dá para 18 dias de vendas.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 05 de março de 2021 às 16h10m

 .*  Post. N. = 0.225  *. 

Segundo a Anfavea, mercado de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 16,7% em fevereiro para 167,4 mil veículos ante mesmo mês de 2020.  — Foto: Divulgação
Segundo a Anfavea, mercado de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 16,7% em fevereiro para 167,4 mil veículos ante mesmo mês de 2020. — Foto: Divulgação

A crise e falta de insumos na indústria tiveram reflexo negativo nas vendas internas de veículos em fevereiro. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 16,7% em fevereiro para 167,4 mil veículos ante mesmo mês de 2020.

No acumulado do ano, a retração foi de 14,2% no bimestre na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram licenciados 338,5 mil veículos em todo o país.

Os estoques continuam baixos. Com 98 mil unidades, indústria e concessionárias têm volume de veículos suficiente para 18 dias de vendas.

A indústria automobilística registrou, em fevereiro, queda de 3,5% na produção, com 197 mil veículos. No acumulado do ano, no entanto, houve ligeira melhora, com alta de 0,2% para 396,7 mil unidades.

IBGE: produção industrial avança pelo 9º mês seguido
IBGE: produção industrial avança pelo 9º mês seguido

Ao divulgar os dados de desempenho do setor no primeiro bimestre, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, apontou a escassez de componentes que afeta o ritmo das linhas de montagem. Segundo ele, além dos semicondutores, um problema que afeta o setor em todo o mundo, as montadoras têm enfrentado escassez de outros insumos, como plásticos, borracha, pneus e aço.

Moraes queixou-se, ainda, da pressão nos custos dos fretes, marítimo e aéreo, como consequência da desorganização logística mundial provocada pela pandemia.

Viveremos ainda momentos de muita emoção porque não vemos a solução desses problemas no curto prazo, destacou.

O nível de emprego continua em queda na indústria automobilística nas comparações anuais. As montadoras de veículos fecharam fevereiro com 104,6 mil funcionários, uma queda de 2,4% na comparação com um ano atrás.

Mas, na comparação com janeiro, houve acréscimo de vagas, puxada principalmente pela indústria de caminhões. Houve um crescimento de 1,2% no quadro efetivo do setor na comparação com o mês anterior.

Indústria se recupera e contrata
Indústria se recupera e contrata

Exportações

Com 33,1 mil unidades, as exportações de veículos registraram, no mês passado, o menor volume embarcado no mês de fevereiro desde 2015.

O volume representou uma queda de 12,2% na comparação com fevereiro de 2020. A receita, por outro lado, cresceu 10,4%, com US$ 607,9 milhões. O aumento do valor se deve, segundo a Anfavea, ao maior volume de exportações de caminhões.

No acumulado do ano, a exportação somou 58,1 mil veículos, uma alta de 0,2% na comparação com o primeiro bimestre de 2020. Isso representou receita de US$ 1,06 bilhão, alta de 15,9% antes mesmo período do ano passado.

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quinta-feira, 4 de março de 2021

Agronegócio brasileiro alimenta mais de 772 milhões de pessoas no mundo, diz estudo

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Em 2020, a produção de comida no Brasil supriu 212,235 milhões de pessoas no país e outras 560,365 milhões no exterior. Cálculo foi feito considerando a exportação de grãos e da carne bovina convertida em grãos.
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Por G1

Postado em 04 de março de 2021 às 15h15m

 .*  Post. N. = 0.224  *. 

O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire). — Foto: GettyImages
O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire). — Foto: GettyImages

O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire), divulgado nesta quinta-feira (4).

De acordo com a publicação, 212,235 destas pessoas são do Brasil e as outras 560,365 milhões são de outros países.

"A variação da população total alimentada pelo Brasil em 2019, de 809,472 milhões em relação a 2020, deve-se à variação de preços dos produtos nos dois anos considerados. Assim, pode-se afirmar que ao redor de 800 milhões de pessoas são alimentadas pelo Brasil, incluindo a população brasileira, afirmam os autores.

Segundo a pesquisa, nos últimos dez anos, a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões. Os produtos em destaque foram a carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

Com isso, a expectativa é de que a contribuição do país para o abastecimento mundial aumente nos próximos anos.

Calculando

Para quantificar a contribuição do Brasil para a alimentação mundial, o estudo considerou a produção de grãos e oleaginosas por serem alimentos básicos de várias populações no mundo e também considerados básicos para a produção de proteína animal.

Para isso, os pesquisadores realizaram dois cálculos. O primeiro é baseado na produção física de grãos e o segundo agrega a esta produção física o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais.

Nas contas, os pesquisadores realizaram a conversão de carne bovina em grãos, se baseando no fato de sua produção acontecer no pasto.

"Convertemos esta exportação para equivalente em grãos e quantificamos quantas pessoas são alimentadas por esta carne. Esta é a segunda alternativa do estudo, explica Elisio Contini, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Na primeira alternativa, baseada na produção física, utilizaram-se dados do International Grains Council (IGC), subtraindo-se as importações de grãos feitas pelo Brasil", contam os autores.

"A partir dos dados de produção, estabeleceu-se o percentual da produção brasileira destes grãos em relação à mundial. Com dados da população mundial, foi possível quantificar o número de pessoas que o Brasil pode alimentar, com base na sua participação na produção mundial de grãos e oleaginosas, detalham.

A partir disso, os pesquisadores entenderam que a participação do Brasil na produção mundial de grãos cresceu de 6% em 2011, para 8% em 2020.

No segundo método, os estudiosos multiplicaram os preços internacionais com a produção a cada ano. Fazendo em seguida a proporção em relação ao total, como na estimativa anterior.

Com isso, eles chegaram no dado de 772,600 milhões de pessoas supridas pela produção brasileira em 2020.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking

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PIB brasileiro tombou 4,1% em 2020, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996. Segundo levantamento da Austin Rating, país pode cair para a 14ª posição em 2021.
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Por Darlan Alvarenga, G1

Postado em 03 de março de 2021 às 12h15m

 .*  Post. N. = 0.223  *. 

Com o tombo histórico de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, o Brasil saiu do ranking das 10 maiores economias do mundo e caiu para a 12ª colocação, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. Em 2019, o Brasil ficou na 9ª posição.

De acordo com o ranking, o Brasil foi superado em 2020 por Canadá, Coreia e Rússia.

O comparativo considera o PIB dos países em valores correntes, em dólares. Veja quadro abaixo:

Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking — Foto: Divulgação/Austin Rating
Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking — Foto: Divulgação/Austin Rating


Saiba por que as previsões do PIB flutuaram tanto em 2020
Saiba por que as previsões do PIB flutuaram tanto em 2020

Nem todos os países, no entanto, divulgaram os dados oficiais ou finais do PIB de 2020. O ranking definitivo das maiores economia do mundo deve ser divulgado em abril, após a divulgação dos resultados consolidados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

"Teria uma chance da Rússia ter um número muito ruim e cair bastante, daí o Brasil voltaria para 11º, acho que no máximo isso. Austrália dificilmente vai superar o Brasil porque a diferença é muito grande", afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

O levantamento mostra ainda que o resultado do PIB do Brasil em 2020 ficou na 21ª colocação num comparativo entre as 50 maiores economias do mundo. Os maiores tombos foram registrados pelo Peru (-11,1%), Espanha (-11%) e Reino Unido (-9,9%). Da lista, apenas 3 países tiveram crescimento na comparação com 2019: Taiwan (3,1%), China (2%) e Turquia (1,6%).

A Austin estima uma alta de 3,3% do PIB do Brasil em 2021, abaixo da média de crescimento global esperada (5,5%). Confirmada as projeções, o país pode cair para a 14ª posição no ranking das maiores economias do mundo, sendo superado também pela Austrália e Espanha.

Entre 2010 e 2014, o Brasil se manteve na 7ª posição. No pior momento, em 2003, ficou na 14ª posição. O ranking da Austin Rating faz o comparativo das maiores economias do mundo desde 1994.

No vídeo abaixo, Miriam Leitão analisa dados do tombo no PIB de 2020 e perspectivas para o cenário preocupante de 2021.

VÍDEO: 'É sim um tombo histórico', diz Miriam Leitão sobre resultado do PIB
VÍDEO: 'É sim um tombo histórico', diz Miriam Leitão sobre resultado do PIB


PIB ano a ano — Foto: Anderson Cattai/G1
PIB ano a ano — Foto: Anderson Cattai/G1

PIB DE 2020

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terça-feira, 2 de março de 2021

Bovespa opera em queda com decisão de aumentar tributação de bancos

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Na segunda-feira, principal índice da bolsa subiu 0,27%, a 110.334 pontos.  
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Por G1  
02/03/2021 10h05 Atualizado há 7 minutos
Postado em 02 de março de 2021 às 10h30m

 .*  Post. N. = 0.222  *. 

A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta terça-feira (2), com os investidores reagindo à decisão do presidente Jair Bolsonaro de zerar impostos federais sobre diesel e gás de cozinha, medida que será compensada pelo aumento da Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL) de instituições financeiras como os bancos.

Ao mesmo tempo, as expectativas do mercado giravam em torno das discussões em torno da PEC emergencial.

Às 13h10, o Ibovespa tinha queda de 1,17%, a 109.040 pontos. Mais cedo, chegou a recuar mais de 2%. Veja mais cotações.

"Ontem o governo anunciou a queda do PIS/COFINS sobre combustíveis, substituindo pelo aumento da CSLL de bancos que passará em julho de 20% para 25% e de corretoras, seguradoras e cooperativas que será de 20%, ao invés dos 15% atuais. Simples assim, enquanto setores de lobbies fortes seguem imutáveis", afirmou em nota Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do banco Modalmais.

Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 0,27%, a 110.334 pontos. A semana passada fechou com queda de 6,93%, e o mês de fevereiro terminou com tombo de 4,21%. Na parcial do ano, o Ibovespa cai 7,3%.

Cenário

Por aqui permaneciam os receios de maior risco fiscal e as preocupações em torno da grave situação da pandemia de coronavírus no país. Investidores citam também preocupações com uma eventual extensão do Auxílio Emergencial sem contrapartidas, o que poderia agravar ainda mais a perspectiva para as contas públicas e para a recuperação da economia.

Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro editou decreto no qual zerou as alíquotas de PIS e Cofins que incidem sobre óleo diesel e gás de cozinha, decidindo como contrapartida "majorar" a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, entre outras medidas compensatórias.

Variação do Ibovespa em 2021 — Foto: Economia G1
Variação do Ibovespa em 2021 — Foto: Economia G1

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segunda-feira, 1 de março de 2021

Varejo do Brasil perdeu 75 mil lojas em 2020, diz CNC

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Pandemia do coronavírus causou a maior retração no setor desde 2016, mesmo com queda de vendas menor do que a esperada pela entidade.  
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Por G1  
01/03/2021 13h06 Atualizado há 2 horas
01 de março de 2021 às 15h10m

 .*  Post. N. = 0.221  *. 

Lojas fechadas: número de 2020 foi o pior desde 2016, quando o saldo negativo foi de 105,3 mil lojas no ano. — Foto: Danilo Girundi / TV Globo
Lojas fechadas: número de 2020 foi o pior desde 2016, quando o saldo negativo foi de 105,3 mil lojas no ano. — Foto: Danilo Girundi / TV Globo

O Brasil perdeu 75,2 mil lojas em 2020, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número é o saldo entre abertura e fechamento de estabelecimentos com vínculos empregatícios do comércio varejista brasileiro.

O freio de atividade econômica imposto pela pandemia do coronavírus é a causa para o déficit no ano passado. Pelo termômetro da CNC, o número foi o pior desde 2016, quando o saldo negativo foi de 105,3 mil lojas no ano.

A quantia de empregos formais também foi reduzida. A perda foi de 25,7 mil vagas com carteira assinada, também a maior desde 2016. Naquele ano, foram eliminados 176,1 mil postos de trabalho.

As perdas do setor varejista foram sentidas logo em março, mas, a partir de maio, foi possível começar a reverter a situação, graças à rápida reação do mercado. Contribuíram fatores como o fortalecimento do comércio eletrônico e o benefício do auxílio emergencial, permitindo que o brasileiro pudesse manter algum nível de consumo", disse o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em nota.

Abertura líquida de estabelecimentos e volume de vendas no varejo — Foto: Reprodução/CNC
Abertura líquida de estabelecimentos e volume de vendas no varejo — Foto: Reprodução/CNC


Vendas no varejo caem 6,1% em dezembro, mas crescem em 2020

Vendas no varejo caem 6,1% em dezembro, mas crescem em 2020

Setores e estados

A CNC também dividiu por setores o impacto dos fechamentos do varejo em 2020. O segmento de "vestuário, calçados e acessórios" foi o mais afetado, com mais de 22,3 mil estabelecimentos fechados.

Na sequência, vêm "hiper, super e minimercados" (-14,38 mil) e "utilidades domésticas e eletroeletrônicos" (-13,31 mil).

O saldo foi negativo também em todas as unidades da federação. Sofreram mais as UFs mais populosas: São Paulo fechou 20,3 mil estabelecimentos, Minas Gerais, 9,5 mil, e Rio de Janeiro, 6,04 mil.

A CNC prevê três cenários para 2021, um básico, um otimista e outro pessimista. No primeiro, as vendas avançariam 5,9%, em comparação com 2020, e o setor seria capaz de reabrir 16,7 mil novos pontos de venda este ano.

No otimista, em que o isolamento social retornaria aos níveis pré-pandemia, o volume de vendas cresceria 8,7% e 29,8 mil estabelecimentos com vínculos empregatícios seriam abertos ao longo do ano. No pessimista, o saldo entre abertura e fechamento de lojas seria positivo em apenas 9,1 mil unidades.

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Confiança empresarial cai em fevereiro, refletindo desaceleração da economia, aponta FGV

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Foi a quinta queda mensal seguida no indicador.  
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Por G1  
01/03/2021 08h13 Atualizado há 2 horas
Postado em 01 de março de 2021 às 10h15m

 .*  Post. N. = 0.220  *. 

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 1,8 ponto em fevereiro, para 91,1 pontos, segundo mostrou nesta segunda-feira (1) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em médias móveis trimestrais, o índice manteve a tendência de queda pelo terceiro mês consecutivo, ao cair 1,5 ponto em fevereiro.

A queda da confiança empresarial em fevereiro reflete a desaceleração do nível de atividade no primeiro trimestre de 2021 e o avanço de uma nova onda de Covid-19", avaliou Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas do FGV IBRE.

"A preocupação é maior no Setor de Serviços e, dentro dele, nos segmentos mais dependentes de consumo presencial, como alojamento, alimentação fora do domicílio e serviços pessoais em geral. Enquanto outros setores se beneficiarão mais diretamente da melhora no ambiente de negócios com a chegada de recursos de auxílio emergencial, estes segmentos continuarão enfrentando um período muito difícil até que os efeitos da campanha nacional de imunização sejam sentidos e o número de hospitalizações e mortes se reduza consistentemente no país, acrescentou.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

A confiança de todos os setores recuou em fevereiro, com exceção do comércio, que ficou praticamente estável no mês, após perdas de 8,8 pontos entre outubro e janeiro.

Segundo a FGV, o recuo do índice geral em fevereiro foi motivado pela piora tanto do quadro atual quanto do cenário econômico para os próximos meses. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) cedeu pela terceira vez seguida, agora em 1,9 ponto, para 93,4 pontos; o Índice de Expectativas (IE-E) caiu 0,9 ponto, para 91,8 pontos.

Crise do coronavírus atinge pior momento e sistema de saúde entra em colapso em todo país
Crise do coronavírus atinge pior momento e sistema de saúde entra em colapso em todo país

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