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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Inflação acelera para 0,64% em setembro, maior alta para o mês desde 2003

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No acumulado em 2020, IPCA registra avanço de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, ficando agora acima do piso da meta central do governo para o ano, que é de 2,5%. Alta no mês foi puxada pelo aumento nos preços de carnes, arroz, óleo de soja, leite e gasolina.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel SIlveira, G1  
09/10/2020 09h01 Atualizado há 3 horas
Postado em 09 de outubro de 2020 às 12h05m


 .*  Post. N. = 0.106  *. 

IPCA registra alta de 0,64% em setembro, maior alta para o mês desde 2003
IPCA registra alta de 0,64% em setembro, maior alta para o mês desde 2003

Puxada pela alta nos preços de alimentos e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,64% em setembro, acima da taxa de 0,24% registrada em agosto, divulgou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior alta para um mês de setembro desde 2003 (0,78%) e da maior taxa do ano.

No acumulado em 2020, o IPCA passou a registrar alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, acima dos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com o resultado, a inflação segue abaixo da meta central do governo para o ano, que é de 4%, porém agora acima do piso para 2020, que é de 2,5%.

O resultado ficou acima da mediana das projeções de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,54% de aumento. O intervalo das estimativas ia de alta de 0,40% até 0,65%.

Alimentos puxam alta

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 tiveram alta em agosto. A maior variação (2,28%) e o maior impacto (0,46 ponto percentual) no índice geral vieram do grupo alimentação e bebidas, puxado principalmente por alimentos para consumo no domicílio (2,89%), com o aumento nos preços do óleo de soja (27,54%) e do arroz (17,98%), que já acumulam no ano altas de 51,30% e 40,69%.

Outros produtos que subiram na cesta das famílias foram o tomate (11,72%), o leite longa vida (6,01%) e as carnes (4,53%). Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-11,80%), da batata-inglesa (-6,30%), do alho (-4,54%) e das frutas (-1,59%).

Já os preços dos transportes (0,70%) avançaram pelo quarto mês seguido, com a gasolina registrando alta de 1,95% em setembro e representando, sozinha, uma contribuição de 0,09 ponto percentual na taxa oficial de inflação do mês. A gasolina é o subitem de maior peso no índice geral. No acumulado no ano, porém, ainda tem queda de 4,10%.

Dos cinco principais impactos individuais no IPCA de setembro, 4 foram do grupo de alimentação e bebidas (carnes, arroz, óleo de soja e leite longa vida) e um de transportes (gasolina).

Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a alta nos preços de alimentos como arroz e óleo está relacionada ao dólar alto e à maior demanda interna.

"Pelo lado da demanda, tem um impacto do auxílio emergencial, que tem garantido a manutenção do consumo, sobretudo das famílias mais pobres. Pelo lado da oferta, tem também o impacto do câmbio, com aumento significativo das exportações de produtos como o arroz e a soja", destacou.

O grupo vestuário apresentou alta (0,37%), após quatro meses em queda, acompanhando a recuperação das vendas do comércio.

Alimentos e transportes foram os grupos com maior impacto na taxa de inflação de 0,64% em setembro — Foto: Divulgação/IBGE
Alimentos e transportes foram os grupos com maior impacto na taxa de inflação de 0,64% em setembro — Foto: Divulgação/IBGE

Veja o resultado para cada um dos 9 grupos pesquisados pelo IBGE

  • Alimentação e bebidas: 2,28%
  • Habitação: 0,37%
  • Artigos de residência: 1%
  • Vestuário: 0,37%
  • Transportes: 0,70%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,64%
  • Despesas pessoais: 0,09%
  • Educação: -0,09%
  • Comunicação: 0,15%

De acordo com o IBGE, o maior impacto negativo em setembro, ou seja, que ajudou a segurar o indicador, partiu dos planos de saúde (-2,31%), que contribuiu com -0,10 p.p. O gerente da pesquisa destacou que o aumento nos preços dos planos foi suspenso pela ANS, o que retirou peso da inflação. "Com isso a gente retirou do índice de setembro as parcelas que haviam sido incluídas de maio a agosto, disse.

Serviços ainda acumulam deflação no ano

Os custos de serviços avançaram 0,17% em setembro, após deflação de 0,47% em agosto, confirmando a recuperação mais lenta do setor, que tem se mostrado o mais impactado pela pandemia de coronavírus. No acumulado no ano, os preços de serviços ainda registram deflação de 0,05%.

Entre as quedas no mês, destaque para os custos com costureira (-0,59%), cabeleireiro (-0,37%), cursos diversos (-0,77%) e hospedagem (-0,47%).

Em meio à flexibilização das medidas de restrição e do isolamento social, alguns serviços já começam a registrar aumento nos preços. A alimentação fora, por exemplo, teve alta de 0,82% em setembro, após deflação de 0,11% no mês anterior. As passagens aéreas tiveram a maior variação, de 6,39%, ante recuo de 1,97% em agosto. Já o aluguel de veículos teve aumento de 5,14%.

Preços sobem em todas as regiões do país

Em setembro, todas as 16 regiões pesquisadas tiveram alta nos preços. Campo Grande (1,26%) teve o maior índice. Outros destaques de alta foram Fortaleza (1,22%), Rio Branco (1,19%), Goiânia (1,03%) e São Luís (1,00%). Já a menor inflação foi registrada na região metropolitana de Salvador (0,23%),

O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas e seis municípios.

Perspectivas e meta de inflação

Apesar da disparada nos alimentos nos últimos meses, a expectativa de inflação para este ano segue bem abaixo da meta central do governo, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Os analistas das instituições financeiras projetam uma inflação de 2,12% em 2020, conforme a última pesquisa Focus do Banco Central.

Após a divulgação do resultado de setembro, o Itaú anunciou que revisou sua projeção para o IPCA de 2,5% para 3,% em 2020, "incorporando aceleração adicional no preço de alimentos até o final do ano". O banco estima alta próxima de 15% em alimentação no domicílio em 2020.

Para 2021, foi mantida a projeção de 2,8%. "Os principais riscos para as projeções são de desancorarem fiscal e perda de credibilidade das políticas fiscal e monetária, com efeitos potenciais sobre as expectativas inflacionárias", observou.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica. O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano, subindo para 2,5% no final de 2021.

Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1
Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

Embora a inflação oficial permaneça sob controle no país, a alta do custo de vida tem pesado mais no bolso dos mais pobres. O índice da FGV que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, por exemplo, acumula alta de 4,54%, permanecendo em nível superior ao da inflação sentida pela população de maior renda.

INPC tem maior alta para setembro desde 1995

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários, teve alta de 0,87%, maior resultado para um mês de setembro desde 1995 (1,17%). No ano, o INPC acumula alta de 2,04% e, nos últimos 12 meses, de 3,89%.

Inflação foi maior para os população com menor renda
Inflação foi maior para os população com menor renda

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Serviços e comércio lideram demissões no ano; veja cargos que mais perderam e ganharam vagas

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Indústria e construção foram os destaques de recuperação de postos de trabalho com carteira assinada em julho e agosto. Com fim do auxílio emergencial e incertezas fiscais, analistas avaliam que desemprego deve continuar subindo e que estoque de empregos formais só irá recuperar o nível pré-pandemia a partir do final de 2021.  
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Por Darlan Alvarenga, G1  
07/10/2020 06h00 Atualizado há uma hora
Postado em 07 de outubro de 2020 às 07h10m

 .*  Post. N. = 0.105  *. 

O número de contratações com carteira assinada superou o de demissões pelo segundo mês consecutivo em agosto – mas seguiu longe de recuperar as perdas da pandemia do coronavírus: no acumulado do ano, o país ainda registra perda de quase 850 mil vagas. Desse total, a maioria dos empregos perdidos está concentrada no setor de serviços e no comércio, com destaque para as atividades que continuam com restrições.

Já a indústria e a construção civil têm liderado o movimento de recuperação, nestes primeiros meses de flexibilização e reabertura da economia, dos empregos perdidos desde o início da pandemia.

Setores

Levantamento do G1 a partir dos dados do Painel de Informações do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, mostra os setores e atividades que mais perderam postos de trabalho formais no ano, e também o ranking das ocupações com maior número de vagas com carteira assinada criadas em julho e agosto. Veja gráficos e quadros abaixo:

Saldo de vagas com carteira assinada por setor da economia — Foto: Economia G1
Saldo de vagas com carteira assinada por setor da economia — Foto: Economia G1

Entre as grandes categorias, agropecuária (mais 98.320 vagas) e construção civil (58.464 vagas) foram os únicos setores que no acumulado no ano até agosto ampliaram a mão de obra empregada com carteira assinada.

As atividades mais afetadas pela pandemia e, consequentemente, com maior número de cortes foram as associadas ao comércio, alimentação fora de casa, turismo e transportes.

Cargos

No topo da lista de cargos que mais tiveram postos de trabalho destruídos aparece a categoria "vendedores e demonstradores", com 249.674 empregos com carteira assinada eliminados no ano.

Na sequência, estão os "garçons, barmen, copeiros e sommeliers" (menos 131.693 vagas), os "escriturários em geral e assistentes administrativos" (menos 92.706), "cozinheiros" (menos 62.474) e os "trabalhadores auxiliares nos serviços de alimentação" (menos 45.353). (Veja a lista completa mais abaixo)

"As atividades que estão demitindo ainda estão muito ligadas aos serviços, que foram muito impactados pela pandemia. Pensa nos restaurantes e nos pequenos comércios que não têm como voltar totalmente. Tentaram se segurar até onde dava, começam a abrir, mas ainda têm que demitir", avalia o economista Sergio Vale, da MB Associados.

Quase 250 mil empregos com carteira assinada são criados, mas desemprego bate recorde
Quase 250 mil empregos com carteira assinada são criados, mas desemprego bate recorde

O país encerrou o mês de agosto com 37,9 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, contra 39,1 milhões em fevereiro, antes das paralisações e medidas de isolamento para contenção da Covid-19.

Vale destacar, no entanto, que esses números refletem apenas o emprego formal. Dados do IBGE mostram que o impacto da pandemia foi ainda maior no emprego informal, com um fechamento total de 7,2 milhões de postos de trabalho no Brasil em apenas 3 meses.

Atividades que mais perderam vagas no ano — Foto: Economia G1
Atividades que mais perderam vagas no ano — Foto: Economia G1

Demissões por gênero, escolaridade e faixa etária

Os dados do Caged mostram também que as demissões atingiram mais mulheres, trabalhadores que possuem apenas o ensino médio e profissionais na faixa de idade entre 50 e 64 anos.

"Quanto mais tempo fora, mas difícil é para voltar", afirma Vale, citando também a perspectiva de aumento do número de pessoas que passaram a disputar uma vaga de emprego com a redução e encerramento do auxílio emergencial.

O economista prevê que a taxa de desemprego, atualmente no patamar de 13,8%, deverá chegar nos próximos meses na casa de 17%. "O desemprego deve crescer até o começo do ano que vem e aí tende a começar a cair. Eu diria que uma queda mais consistente só deverá ocorrer no segundo semestre do ano que vem", avalia.


Saldo de empregos formais no ano por idade, escolaridade e gênero — Foto: Reprodução/Painel de Informações do Novo Caged
Saldo de empregos formais no ano por idade, escolaridade e gênero — Foto: Reprodução/Painel de Informações do Novo Caged

Indústria e construção são destaques de recuperação

Embora o saldo de novas vagas no mês de agosto tenha superado as expectativas do mercado, a recuperação do mercado de trabalho formal tem se mostrado bem desigual entre os setores.

Nos últimos meses a criação de empregos formais tem sido puxada pela indústria e pela construção. Do saldo de 390.578 vagas criadas em julho e agosto, mais de 60% foram concentradas nesses setores.

O setor de serviços, que historicamente é responsável por cerca de 45% da geração de empregos formais no país, respondeu por apenas pouco mais de 10% do saldo de julho e agosto.

"É uma retomada desigual com os serviços ainda com o freio de mão puxado", resume o economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria.

Criação de novas vagas no acumulado em julho e agosto — Foto: Economia G1
Criação de novas vagas no acumulado em julho e agosto — Foto: Economia G1

Apesar de ainda não ter recuperado o nível de atividade e emprego pré-pandemia, o setor industrial engatou o 4º mês seguido de alta na produção e tem liderando o otimismo entre os empresários em relação à evolução dos negócios nos próximos meses.

Já a construção civil tem sido puxada pelo mercado imobiliário, que voltou a reaquecer com a queda da taxa básica de juros, a Selic, para o patamar de 2% ao ano.

Atividades que mais abriram vagas de empregos em julho e agosto

Atividades que mais criaram vagas de empregos em julho e agosto — Foto: Economia G1
Atividades que mais criaram vagas de empregos em julho e agosto — Foto: Economia G1

Quando analisados apenas os meses de julho e agosto, quando o país voltou a registrar saldo positivo de vagas, a ocupação com maior criação de empregos formais é de "alimentadores de linhas de produção", com 87.935 novas vagas. A função reúne trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, que abastecem linhas de produção, alimentam máquinas e organizam a área de serviço.

Na sequência, estão os cargos de "ajudantes de obras civis" (37.565 novas vagas), almoxarifes e armazenistas (26.380), "vendedores e demonstradores" (24.889) e trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações (16.551).

De uma maneira geral, o topo do ranking de abertura de novas vagas é dominado por empregos relacionados a atividades operacionais, de início de carreira e com salários médios mais baixos. Em agosto, o salário médio de admissão no país ficou em R$ 1.725. O maior valor médio do ano, já considerando a inflação, foi registrado em abril (R$ 1.830). 
Perspectivas para próximos meses e 2021

Os resultados do Caged de julho e agosto acima do esperado têm levado a uma melhora das projeções para o ano. A Tendências revisou a estimativa de perda de 1,2 milhão de vagas no ano para um número mais próximo a 1 milhão. A MB Associados espera agora um saldo negativo ao redor de 900 mil. Já a JF Trust estima que as demissões superem as contratações no ano em um número ao redor de 700 mil.

Segundo Xavier, mesmo com a perspectiva de novos resultados positivos em setembro, outubro e novembro, há ainda muitos "limitantes" para uma recuperação mais firme do mercado de trabalho como as incertezas sobre a trajetória da dívida do governo.

Ele cita também o fim do auxílio emergencial e a perspectiva também de encerramento no final ano do programa federal de suspensão e redução de jornada, que hoje beneficia 10 milhões de trabalhadores, ou 1 em cada 4 profissionais com carteira assinada.

"Ainda temos praticamente 30% das empresas dizendo que têm um impacto negativo no faturamento por conta da pandemia. O que vai ser um dos fatores-chave é se a velocidade de normalização do faturamento das empresas vai acontecer de forma compatível com a retirada dos estímulos financeiros que forem dados", destaca.

Já Vale destaca os riscos associados à evolução da pandemia e as preocupações em torno da aceleração da inflação e possíveis impactos na taxa de juros. "Estamos falando de uma recuperação lenta da economia e tem um cenário de longo prazo que começa a ficar tumultuado", diz.

Na avaliação dos analistas, o estoque de empregos com carteira assinada só deverá retomar o nível pré-pandemia, no melhor das hipóteses, a partir do fim de 2021, a depender sobretudo do horizonte de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), do andamento da agenda de reformas estruturais e da retomada dos investimentos.

Para o economista-chefe da gestora JF Trust, Eduardo Velho, o Brasil só conseguirá zerar as perdas da pandemia se conseguir crescer a uma taxa acima de 3% em 2021. "Agora, se a alta da economia ficar na faixa de 1% a 2%, como foi nos últimos 3 anos, só vamos recuperar o nível de emprego pré-pandemia em 2022, bem próximo da eleição presidencial", afirma.

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Preço da cesta básica tem alta em setembro em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese

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Maiores altas foram observadas em Florianópolis, Salvador e Aracajú. Óleo de Soja e arroz foram os itens com as maiores altas de preços.  
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  
06/10/2020 12h38 Atualizado há 41 minutos
Postado em 06 de outubro de 2020 às 14h05m


 .*  Post. N. = 0.104  *. 
Base na refeição dos brasileiros, arroz teve aumento de preços em todas as capitais pesquisadas pelo IBGE — Foto: Reprodução/TV Diário
Base na refeição dos brasileiros, arroz teve aumento de preços em todas as capitais pesquisadas pelo IBGE — Foto: Reprodução/TV Diário

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que a cesta básica teve alta de preços em todas as 17 capitais pesquisadas pelo órgão. As maiores variações foram observadas em Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Aracaju (SE).

A cesta básica corresponde ao conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês, conforme previsto pelo Decreto-lei 399/38.

Preço da cesta básica tem alta em setembro em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese
Preço da cesta básica tem alta em setembro em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese

Em Florianópolis, a alta foi de 9,8% na passagem de agosto para setembro, enquanto em Salvador foi de 9,7%. A terceira maior alta foi observada em Aracaju, de 7,13%.

As menores variações foram observadas em Campo Grande (1,72%), Natal (0,68%) e Brasília (0,56%).

Florianópolis e Salvador foram as capitais com as maiores altas no preço médio da cesta básica em setembro — Foto: Economia/G1
Florianópolis e Salvador foram as capitais com as maiores altas no preço médio da cesta básica em setembro — Foto: Economia/G1

Segundo a pesquisa do Dieese, Florianópolis tem a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas (R$ 582,40), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 563,75). Já a mais barata é a de Natal – R$ 422,31.

Em São Paulo, maior centro econômico do país, a cesta custou R$ 563,35 em setembro, com alta de 4,33%. O Dieese destacou que, no ano, o preço do conjunto de alimentos básicos na capital paulista subiu 11,22% e, em 12 meses, 18,89%.

Preço médio da cesta básica teve alta em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese em setembro — Foto: Economia/G1
Preço médio da cesta básica teve alta em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese em setembro — Foto: Economia/G1

‘Vilões’ da cesta básica

Ainda de acordo com a pesquisa do Dieese, o óleo de soja e o arroz tipo agulhinha foram os itens da cesta básica com as maiores altas. O preço de ambos aumentou em todas as capitais pesquisadas.

As maiores altas no preço do óleo de soja foram observadas em Natal (39,62%), Goiânia (36,18%), Recife (33,97%) e João Pessoa (33,86%). Já as maiores variações no preço do arroz foram registradas em Curitiba (30,62%), Vitória (27,71%) e Goiânia (26,40%).

O baixo estoque de soja e derivados no país explicariam, segundo o Dieese, a alta nos preços, pressionada pela demanda externa e externa.

Já a alta do arroz, segundo o órgão, está relacionada ao elevado volume de exportação e os baixos estoques mantiveram os preços em alta. O Dieese destacou que não foram calculados os efeitos da importação do arroz com imposto zero.

Alta do arroz: entenda por que o alimento ficou tão caro
Alta do arroz: entenda por que o alimento ficou tão caro

Outros itens da cesta básica que tiveram destaque na alta de preços em setembro foram:

  • Carne bovina de primeira preços aumentaram em 16 das 17 capitais pesquisadas, com taxas que variaram entre 0,66%, em Brasília, e 14,88%, em Florianópolis. A única 4 redução ocorreu em Porto Alegre (-0,49%).
  • Banana preço teve alta em 15 capitais, sendo mais expressiva no Rio de Janeiro (19,01%), Aracaju (18,93%) e Porto Alegre (17,76%).
  • Açúcar preço subiu em 15 capitais, sendo as maiores altas observadas em Salvador (8,19%) e Brasília (8,06%).
  • Leite integral alta nos preços foi registrada em 14 cidades e variou entre 1,10%, em Belém, e 10,99%, em João Pessoa.
  • Tomate - aumentou em 14 capitais, com destaque para Salvador (32,12%) e Porto Alegre (29,11%).
  • Batata preço foi pesquisado somente na Região Centro-Sul do país, onde teve o valor médio reduzido em sete das dez capitais pesquisadas.
Mais da metade do salário mínimo

O Dieese destacou que, considerando o preço da cesta básica mais cara, que foi o de Florianópolis, o conjunto de alimentos básicos representou, em setembro, 51,22% do salário mínimo nacional líquido, ou seja, descontada a contribuição previdenciária de 7,5%. Em agosto, essa proporção era de 48,85%.

Além disso, o órgão apontou que o tempo médio de trabalho necessário para um trabalhador poder comprar uma cesta básica passou de 99 horas e 24 minutos em agosto para 104 horas e 14 minutos em setembro.

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OMC revisa previsão e vê queda de 9,2% no comércio global de bens em 2020

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Ressurgimento de casos de Covid-19 no quarto trimestre, no entanto, pode reduzir ritmo de recuperação.  
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Por G1  
06/10/2020 11h18 Atualizado há 2 horas
Postado em 06 de outubro de 2020 às 13h25m


 .*  Post. N. = 0.103  *. 

A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou nesta terça-feira (6) sua previsão para o comércio global de bens este ano. A estimativa agora é de uma queda de 9,2%, menor que o tombo de 12,9% estimado em abril no cenário otimista – no cenário pessimista, a entidade via queda de até 32%.

Para 2021, a OMC agora estima uma alta de 7,2%, mais modesta que a expansão de 21% a 24% esperada anteriormente.

"Essas estimativas estão sujeitas a um grau não usualmente alto de incertezas, uma vez que dependem da evolução da pandemia e das respostas dos governos a ela", destacou o órgão global de comércio.

Desempenho do comércio global — Foto: Economia G1
Desempenho do comércio global — Foto: Economia G1

Retomada em junho e julho

Segundo a OMC, o desempenho do comércio no ano superou as expectativas devido a um crescimento em junho e julho, conforme as medidas de restrição foram sendo levantadas e a atividade econômica acelerou, com alta especialmente forte no comércio de produtos relacionados à pandemia.

Esse ritmo, no entanto, pode perder força conforme a demanda arrefece e os estoques tenham sido refeitos. "Mais efeitos negativos são possíveis se houver um ressurgimento da Covid-19 no quarto trimestre", adverte a entidade.

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Inflação dos mais pobres acelera a 0,89% em setembro com salto de 10,64% do arroz e feijão

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Com o resultado, indicador da FGV acumula alta de 3,13% no ano e 4,54% nos últimos 12 meses, permanecendo em nível superior ao da inflação sentida pela população de maior renda.  
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Por G1  
06/10/2020 08h07 Atualizado há 4 horas
Postado em 06 de outubro de 2020 às 12h10m


 .*  Post. N. = 0.102  *. 

A inflação sentida pela população de baixa renda acelerou em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) – que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos – ficou em 0,89% no mês passado, contra 0,55% em agosto.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,13% no ano e 4,54% nos últimos 12 meses.

Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, ficou em 0,82% em setembro, vindo de 0,53%. Com o resultado, acumula alta de 3,62% em 12 meses, permanecendo em um nível abaixo da inflação sentida pelos mais pobres.

A principal diferença entre o IPC-C1 e o IPC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Para famílias mais pobres, por exemplo, alimentação costuma ter maior relevância, e educação particular, menor, dentro do total de despesas.

No acumulado no ano, a inflação para famílias mais pobres está mais que o dobro do que o registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país.

Destaques de alta e queda no mês

Destaques de setembro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) — Foto: Divulgação/FGV
Destaques de setembro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) — Foto: Divulgação/FGV

Dos 8 grupos de componentes do índice, 3 tiveram alta na passagem de agosto para setembro: Alimentação (0,76% para 2,23%), Educação, Leitura e Recreação (0,09% para 2,44%) e Vestuário (-0,42% para 0,12%).

Entre os itens com maior alta no mês, destaque para arroz e feijão (1,02% para 10,64%), passagem aérea (2,77% para 39,19%) e roupas (-0,54% para 0,12%).

Por outro lado, houve queda nos preços dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para -0,10%), Despesas Diversas (0,58% para 0,26%), Habitação (0,61% para 0,54%), Comunicação (0,12% para 0,04%) e Transportes (0,68% para 0,61%). Nestas classes de despesa, os destaques foram os itens: médico, dentista e outros (0,57% para -1,49%), serviços bancários (0,81% para 0,08%), tarifa de eletricidade residencial (1% para 0,22%), mensalidade para tv por assinatura (0,44% para 0,07%) e gasolina (2,68% para 1,67%).

Índice usado para reajustar aluguel sobe muito mais que inflaçãoÍndice usado para reajustar aluguel sobe muito mais que inflação

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