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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Brasil assina acordo para ampliar comércio com a Índia enquanto aguarda retomada de negociação para reduzir tarifaço dos EUA

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Governo tem tentado diversificar parceiros para diminuir impacto das tarifas comerciais dos EUA. Na próxima semana, ministro Márcio Rosa fará primeira reunião com norte-americanos, após contato entre Lula e Trump.
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Por Júlia Christine, g1 — Brasília

Postado em 27 de Agosto de 2.026 às 15h45m
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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação da Indústria Indiana assinaram nesta quinta-feira (27) um memorando de entendimento para aproximar os setores produtivos do Brasil e da Índia.

A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal de intensificar a diversificação de parceiros comerciais para diminuir os impactos das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Paralelamente à abertura de novos mercados, o governo prepara a retomada do diálogo com a gestão de Donald Trump.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se reunirá virtualmente na próxima segunda-feira (31) com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro contará também com a participação do chanceler Mauro Vieira.

A reabertura das conversas ocorre após um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano. Segundo Márcio Elias Rosa, a ligação foi decisiva para destravar a mesa de negociação sem que o Brasil precisasse fazer concessões prévias unilaterais.

Estrutura de cooperação












Brasil e EUA retomam negociações sobre 'tarifaço' na próxima segunda-feira
Brasil e EUA retomam negociações sobre 'tarifaço' na próxima segunda-feira

O Memorando de Entendimento firmado nesta quinta-feira (27) entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas estabelece uma estrutura de cooperação para ampliar as relações comerciais e de investimentos entre Brasil e Índia.

O acordo prevê o intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, o compartilhamento de boas práticas, a promoção de feiras e o incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas (PMEs).

O memorando não tem caráter vinculante, ou seja, não cria obrigações para as partes. A proposta é aproximar empresas brasileiras e indianas e facilitar novos negócios.

O documento também prevê uma base institucional para o desenvolvimento de projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios entre os dois países.

O governo do presidente Lula definiu claramente como uma diretriz obrigatória a diversificação de mercado. O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disso. A necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa.

De acordo com o ministro, a diretriz estabelecida pelo Palácio do Planalto é ampliar as rotas de exportação nacional. Nos últimos anos, segundo ele, a relação comercial com a Índia registrou alta de 82%.

Entre os pontos destacados no diálogo bilateral com o país asiático, está a expansão do atual acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia — hoje restrito a 450 linhas de produtos

Segundo Márcio Elias Rosa, há interesse dos dois países em setores como a indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos.

O Brasil também busca parcerias para exploração de minerais críticos, que devem levar em consideração o desenvolvimento de tecnologia nacional.

"O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro", ressaltou Rosa. 
Diálogo com os EUA

Para a reunião virtual da próxima segunda-feira com autoridades norte-americanas, o Márcio Elias Rosa disse que podem ser abordadas listas de exceções tarifárias.

A possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade também estará na pauta de discussão, segundo o ministro.

O ministro enfatizou que o país manterá a postura de defesa dos interesses locais, mantendo o apoio a empresas afetadas por meio de medidas emergenciais, como o programa Brasil Soberano.

"Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional", pontuou Márcio Elias Rosa.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC
Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

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Waack: Também na guerra econômica Trump fica sem munição

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Em palavras bem simples, o problema para Trump nas ameaças militares e nas ameaças econômicas é o mesmo
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William Waack
24/08/26 às 22:03 | Atualizado 24/08/26 às 22:17
Postado em 27 de Agosto de 2.026 às 07h00m
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O governo americano anunciou que vai tentar contra o Irã, tradicional inimigo, a mais radical guerra econômica que o mundo já viu, e vai tentar contra o Canadá, tradicional amigo, um dos mais duros regimes de tarifas que o mundo já viu.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

IPCA-15: preços caem 0,40% em agosto, com conta de luz, gasolina e alimentos mais baratos

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Prévia da inflação veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, e desacelerou para 4,24% em 12 meses.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 26 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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— Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
— Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, registrou queda de 0,40% nos preços em agosto. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% em 12 meses. Nesse último recorte, houve desaceleração em relação aos 4,52% registrados no período anterior. Em agosto de 2025, o índice havia caído 0,14%, última deflação registrada.

O resultado de deflação veio mais baixo que as expectativas, segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos. Segundo ele, as projeções consideradas apontavam resultados entre alta de 0,25% e queda de 0,30%.

Para o economista, a inflação menor que a esperada pode contribuir para a queda dos juros negociados pelo mercado para prazos mais curtos. Outros fatores recentes, como o comportamento dos preços do petróleo e a valorização do real, também podem ajudar nesse movimento.

IPCA-15 de agosto — Foto: Arte/g1
IPCA-15 de agosto — Foto: Arte/g1

A queda de agosto foi puxada principalmente pelos grupos de Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas. Os três grupos recuaram 1,41%, 1% e 0,57%, respectivamente. Essas quedas retiraram 0,22, 0,20 e 0,12 ponto percentual do IPCA-15.

Nos demais grupos, as variações foram da queda de 0,20% em Vestuário à alta de 0,66% em Despesas pessoais.

Veja a variação dos grupos em agosto:

  • Alimentação e bebidas: -0,57%;
  • Habitação: -1,41%;
  • Artigos de residência: 0,04%;
  • Vestuário: -0,20%;
  • Transportes: -1%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%;
  • Despesas pessoais: 0,66%;
  • Educação: 0,46%;
  • Comunicação: -0,02%.
Conta de luz, transportes e alimentos puxam queda

A queda de 1,41% em Habitação foi influenciada principalmente pela conta de luz, que ficou 6,25% mais barata. Sozinha, a energia elétrica retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15. A redução ocorreu após a inclusão do Bônus de Itaipu nas contas emitidas em agosto.

Mesmo com a queda, a bandeira tarifária amarela continuou em vigor no mês, acrescentando R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Em Transportes, os preços passaram de uma alta de 0,11% em julho para uma queda de 1% em agosto. O recuo foi puxado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 13,30% mais baratas, e pelos combustíveis, com queda de 1,43%.

Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,63%, a gasolina recuou 1,23% e o óleo diesel, 0,71%. Na contramão, o gás veicular subiu 1,42%. As tarifas de táxi aumentaram 0,20%, influenciadas por um reajuste de 8,42% em Belo Horizonte, aplicado a partir de 8 de agosto.

IPCA-15 acumulada em 12 meses — Foto: Arte/g1
IPCA-15 acumulada em 12 meses — Foto: Arte/g1

O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,57% em agosto, puxado principalmente pela redução de 0,97% nos preços dos alimentos consumidos em casa.

Para Perri, a alimentação no domicílio foi o principal destaque do resultado, porque reúne produtos importantes para o orçamento das famílias e vinha pressionando o custo de vida.

O destaque mesmo vem para alimentação no domicílio. É um alívio bem legal, teve alguns itens importantes na mesa do Brasil que tiveram recuo importante, por exemplo, feijão carioca caiu mais de 2%. 
Entre os produtos, alguns tiveram quedas expressivas, enquanto outros ficaram mais caros:

  • 🍅 Tomate: -27,38%
  • 🥔 Batata-inglesa: -25,14%
  • 🥕 Cenoura: -17,05%
  • Café moído: -2,31%
  • 🥛 Leite longa vida: +3,41%
  • 🍎 Frutas: +3,11%

Já a alimentação fora de casa ficou 0,42% mais cara em agosto, abaixo da alta de 0,55% registrada em julho. Os lanches subiram 0,75%, ante 0,30% no mês anterior, enquanto as refeições avançaram 0,25%, após alta de 0,66% em julho.

Na avaliação do economista, a queda dos alimentos pode aliviar o orçamento das famílias, depois de anos de pressão desse grupo sobre o custo de vida.

Segundo Perri, o resultado também pode ser positivo para o governo, por reduzir a pressão sobre os preços de itens presentes no dia a dia da população.

Despesas pessoais, educação e saúde registram alta

O grupo Despesas pessoais subiu 0,66% em agosto, puxado principalmente pelo aumento de 5,56% no preço dos cigarros, após reajuste aplicado a partir de 1º de agosto.

Em Educação, os preços subiram 0,46% no mês. Os cursos regulares ficaram 0,52% mais caros, com altas de 0,58% no ensino fundamental e de 0,49% no ensino superior. Já os demais cursos subiram 0,36%, puxados principalmente pelo aumento de 0,92% nos cursos de idiomas.

O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,40%, com aumento de 0,47% nos produtos de higiene pessoal e de 0,42% nos planos de saúde. No caso dos planos, a variação incorpora os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o reajuste pode chegar a 5,11%, com aplicação entre maio de 2026 e abril de 2027. Para contratos anteriores à lei, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, dependendo do plano.

Prazo para atualizar cadastro de habitação começa nesta segunda em Campo Grande — Foto: Divulgação
Prazo para atualizar cadastro de habitação começa nesta segunda em Campo Grande — Foto: Divulgação

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Häagen-Dazs, Walmart e mais: veja marcas famosas que encerraram atividades no Brasil

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Casos incluem o fim da distribuição, da produção e de operações físicas; algumas marcas, porém, continuaram ou voltaram ao mercado brasileiro.
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 25 de Agosto de 2.026 às 11h45m
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Häagen-Dazs, Walmart, Forever 21: algumas empresas que encerraram operações no Brasil — Foto: Divulgação
Häagen-Dazs, Walmart, Forever 21: algumas empresas que encerraram operações no Brasil — Foto: Divulgação


Algumas empresas que encerraram operações no Brasil — Foto: Divulgação
Algumas empresas que encerraram operações no Brasil — Foto: Divulgação

A General Mills anunciou o fim da distribuição da Häagen-Dazs no Brasil, encerrando a presença da marca de sorvetes no país após quase três décadas.

Segundo a empresa, a decisão faz parte de um plano de reformulação de portfólio.

A saída da Häagen-Dazs não é um caso isolado de mudança na operação de marcas internacionais no Brasil.

Ao longo dos anos, empresas de diferentes setores adotaram estratégias distintas para seus negócios no país.

➡️ Algumas encerraram totalmente operações, outras fecharam fábricas ou lojas físicas, mudaram de controlador ou passaram a atuar por outros canais.

🔍 Mudanças que podem fazer parte de decisões específicas de cada empresa, como revisão de portfólio (conjunto de marcas e produtos), mudança no modelo de operação ou reorganização dos negócios em diferentes mercados. Veja abaixo uma lista de empresas que deixaram de produzir, vender ou operar no Brasil em determinados segmentos nos últimos anos: D

Häagen-Dazs

Começando pelo caso quente da semana, a Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e manteve lojas próprias no país por parte de sua trajetória.

Em 2018, a General Mills, dona da marca, encerrou as lojas próprias que ainda mantinha no Brasil. Os produtos continuaram sendo comercializados no mercado brasileiro por outros canais.

Agora, a General Mills encerrou as atividades da marca no Brasil. Como motivos, a empresa disse que a marca não seria mais distribuída no Brasil devido a um plano de reformulação de portfólio, anunciado pela companhia em março deste ano. Não informou um motivo específico adicional para a saída da marca

Haribo

A Haribo, fabricante alemã de doces conhecida pelas balas de gelatina em formato de ursinho, já era comercializada no Brasil por meio de produtos importados antes da instalação de uma fábrica no país.

Em 2016, a empresa iniciou a produção local em uma fábrica em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa.

Em abril deste ano, a empresa anunciou o encerramento das atividades fabris no Brasil. A fábrica permaneceu em operação até julho, dentro do cronograma de encerramento.

A empresa afirmou que sua avaliação da operação brasileira ficou mais difícil diante de cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios. Também disse que avalia continuamente as operações considerando ambiente de negócios, competitividade e sustentabilidade da operação no longo prazo.

Ford

A Ford começou a operar no Brasil em 1919, quando instalou uma unidade em São Paulo. Ao longo das décadas, a montadora ampliou sua presença no país e passou a produzir veículos em diferentes fábricas

Em janeiro de 2021, a empresa anunciou o encerramento da produção de veículos no Brasil. As fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) tiveram a produção encerrada naquele ano. A fábrica da Troller, em Horizonte (CE), também foi fechada em 2021.

A Ford atribuiu o encerramento da produção no Brasil à capacidade ociosa das fábricas, à redução das vendas e a anos de perdas. A empresa também citou o ambiente econômico desfavorável e os efeitos da pandemia.

A montadora, no entanto, manteve operações comerciais no país e passou a atender o mercado brasileiro com veículos importados de outros mercados.

Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz iniciou sua trajetória industrial no Brasil com a produção de caminhões e ônibus, em 1956. Décadas depois, a empresa também passou a fabricar automóveis no país.

Em 2020, a montadora alemã anunciou o encerramento da produção na fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo. A unidade, inaugurada em 2016, produzia os modelos Classe C e GLA.

A montadora atribuiu a decisão à situação econômica difícil do Brasil, agravada pela pandemia, que provocou queda nas vendas de carros premium. A empresa também citou a reestruturação de sua rede global de produção e a busca por maior eficiência.

A decisão não significou a saída da Mercedes-Benz do Brasil. Assim como a Ford, a companhia manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus no país e continuou vendendo automóveis importados.

Forever 21

A Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e abriu suas primeiras lojas no país naquele ano. A rede americana de moda chegou a ter 15 unidades brasileiras.

Em 2022, a marca encerrou sua operação de lojas no país. As unidades foram fechadas ao longo daquele ano, após liquidações para a venda dos estoques.

A Forever 21 atribuiu a saída do Brasil às dificuldades financeiras da companhia e ao cenário desfavorável para a operação no país, que enfrentava custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas.

Fnac

A rede francesa Fnac chegou ao Brasil em 2000, com lojas que combinavam livros, música, filmes, eletrônicos e outros produtos culturais. A marca chegou a ter 12 lojas no país.

Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira da Fnac. No ano seguinte, a rede fechou suas lojas no país. Em outubro de 2018, a última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades.

A Fnac afirmou que a operação brasileira precisava atingir um tamanho crítico para ser relevante e reforçar sua posição no mercado. A controladora também citou a queda das vendas e o contexto de maior competitividade e crise econômica.

Walmart

O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e construiu uma operação com lojas em diferentes regiões do país.

Em 2018, o fundo Advent International comprou 80% da operação brasileira do Walmart. A partir da mudança de controle, o negócio passou por uma reestruturação e a marca Walmart começou a ser substituída por outras bandeiras.

O Walmart atribuiu a decisão a uma revisão de seu portfólio internacional. A empresa afirmou que a parceria com a Advent International buscava fortalecer a operação brasileira e criar condições para o crescimento do negócio no longo prazo.

A partir de 2019, a operação passou a utilizar a marca Grupo BIG, enquanto a marca Walmart deixou de ser utilizada nas lojas brasileiras.

Sony

A Sony está presente no Brasil desde 1972 e construiu uma operação conhecida principalmente por televisores, câmeras e equipamentos de áudio.

Em 2020, a empresa anunciou o fechamento de sua fábrica em Manaus e o fim da produção de TVs, câmeras e equipamentos de áudio no país. Em março de 2021, confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado brasileiro.

A Sony atribuiu a decisão ao ambiente de mercado e às perspectivas para os negócios no Brasil naquele momento. A empresa afirmou que a medida fazia parte de uma revisão de suas operações e buscava fortalecer a estrutura e a sustentabilidade dos negócios diante das mudanças no ambiente externo.

A saída foi parcial: a Sony manteve no Brasil negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento. A empresa também manteve serviços de suporte e assistência técnica para os produtos vendidos anteriormente.

Nikon

A Nikon, fabricante japonesa de câmeras e equipamentos fotográficos, anunciou em 2017 que deixaria de comercializar diretamente no Brasil câmeras, lentes e acessórios fotográficos.

Em setembro de 2018, a companhia anunciou o encerramento de suas atividades no Brasil. A Nikon atribuiu a decisão a uma reestruturação global da companhia, que incluía a otimização das estruturas de pesquisa e desenvolvimento, vendas e fabricação. A empresa afirmou que o processo buscava fortalecer suas bases para o crescimento sustentável no longo prazo.

Roche

A Roche mantém presença no Brasil desde 1931 e chegou a produzir medicamentos em sua fábrica no Rio de Janeiro. A unidade, localizada em Jacarepaguá, fabricava medicamentos como Bactrim, Lexotan e Rivotril.

Em 2019, a companhia anunciou que fecharia a fábrica diante da redução dos volumes de produção e de uma mudança na estratégia global. O processo de encerramento das atividades produtivas foi concluído em 2024, segundo relatório de sustentabilidade da própria Roche.

A Roche atribuiu o encerramento da fábrica no Rio de Janeiro à estratégia global de inovação da companhia e às transformações em seu portfólio de medicamentos. A empresa manteve as operações comerciais no Brasil e afirmou que segue comprometida com o mercado brasileiro.

A Roche, porém, continua operando no Brasil. A companhia mantém atividades comerciais e continua trazendo medicamentos para o mercado brasileiro.

Topshop

A marca britânica de moda Topshop chegou ao Brasil em 2012, com uma loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca chegou a ter quatro endereços no estado de São Paulo.

Em 2016, a Topshop anunciou o fechamento de sua última loa no país, no JK Iguatemi, encerrando a operação física da marca no Brasil.

A Topshop não apresentou uma justificativa detalhada para o encerramento da operação brasileira. A marca vinha enfrentando dificuldades no país, incluindo problemas relacionados ao pagamento de aluguéis e desempenho das lojas, mas até hoje, a empresa não atribuiu oficialmente a saída a esses fatores.

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