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terça-feira, 22 de abril de 2025

Dólar opera em baixa, com atrito entre Trump e Fed ainda no radar; Ibovespa sobe

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Na última quinta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,03%, cotada a R$ 5,8042. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,04%, aos 129.650 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 22 de Abril de 2.025 às 09h30m

$.#  Postagem -  Nº     1.003  #.$

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

O dólar opera em baixa nesta terça-feira (22), na volta do pregão brasileiro após um feriado prolongado. Apesar dos mercados estarem fechados, porém, novas falas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutem entre os investidores desde o fim da semana passada e geram maior cautela com os ativos de risco.

Depois de criticar o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na quinta-feira (17) e afirmar que, se pedisse, Jerome Powell deixaria o comando da instituição, o entorno de Trump voltou a falar sobre o banqueiro central.

Na sexta (18), o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, foi questionado por repórteres se Trump planejava demitir Powell da presidência do Fed e respondeu que o presidente e sua equipe estavam "estudando" as opções.

A legislação americana não permite que Trump demita o presidente do Fed, mas a ameaça repercutiu negativamente nos mercados financeiros globais, que valorizam os bancos centrais independentes.

"A independência do banco central é importante para que a instituição não tome decisões com base no populismo, mas sim tentando assegurar uma economia saudável no médio e longo prazo, e não apenas no curto prazo para beneficiar o presidente da vez", explica o analista de investimentos Vitor Miziara.

Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos, comenta que, além da estabilidade da inflação, a autonomia do banco central também é importante para manter a confiança do mercado, principalmente em anos eleitorais.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

Às 14h10, o dólar caía 1,32%, cotado a R$ 5,7278. Veja mais cotações.

Na última quinta-feira (17), a moeda americana teve queda de 1,03%, cotada a R$ 5,8042.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 1,14% na semana;
  • ganho de 1,73% no mês; e
  • perda de 6,08% no ano.

📈Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,65%, aos 130.487 pontos.

Na quinta, o índice teve alta de 1,04%, aos 129.650 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 1,54% na semana;
  • recuo de 0,47% no mês; e
  • ganho de 7,79% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

O mercado financeiro continua operando de olho na relação entre Donald Trump e o presidente do Fed, Jerome Powell.

Na última sexta, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que Trump e sua equipe estão "estudando" a opção de demitir Powell, ao ser questionado por um repórter sobre essa possibilidade.

Trump, porém, não pode demitir diretamente o chefe do Fed. Para isso, um processo teria de ser aberto para comprovar que quem está no comando do BC americano cometeu alguma irregularidade grave durante seu mandato.

Segundo especialistas, a credibilidade do Fed como o banco central mais poderoso do mundo se baseia em grande parte em sua independência histórica para agir sem influência política, e uma tentativa de remover Powell do cargo poderia perturbar ainda mais os mercados, já afetados pelo tarifaço.

"Uma eventual tentativa de reestruturar completamente o comitê de política monetária representaria um risco institucional significativo", disse a XP Investimentos, em relatório.

Na quinta-feira passada, Trump já havia gerado barulho nos mercados após chamar Powell de "atrasado e errado", Trump ainda reclamou do tempo que falta para que o mandato do banqueiro central à frente do Fed seja concluído, dizendo que esse momento "não chega rápido o suficiente".

Os mandatos de presidente e vice do Fed têm duração de quatro anos. Powell deve deixar o cargo somente daqui a um ano, em maio de 2026.

Trump também chegou a afirmar a jornalistas que Powell deixaria o cargo caso fosse solicitado e reiterou que o banqueiro central deveria promover novos cortes de juros no país — o que foi negado por Powell.

As taxas de juros nos EUA estão, atualmente, entre 4,25% e 4,50% ao ano — um patamar alto para os padrões de juros do país — e Trump já criticou essa política monetária em diversas ocasiões, desejando o corte dos juros.

  • 🔎 Isso porque juros altos são uma ferramenta para controlar a inflação, já que encarecem a tomada de crédito pela população e pelas empresas e, assim, impacta os níveis de consumo e investimentos da economia, reduzindo a pressão sobre os preços.
  • ⚠️ No entanto, com menor consumo, a atividade econômica tende a desacelerar, afetando o crescimento da economia do país.

A renovação do mau humor de Trump com Powell ocorreu após o presidente do Fed criticar o tarifaço imposto pelo republicano.

Segundo Powell, a guerra tarifária iniciada pelos EUA pode dificultar o trabalho do BC americano, que toma suas decisões sempre guiado pelo objetivo de controlar a inflação e fortalecer o mercado de trabalho.

As tarifas maiores podem encarecer os custos de produção no país e esses preços tendem a ser repassados para o consumidor, impactando a inflação.

Além do atrito entre Trump e Powell, novos desdobramentos do tarifaço também repercutem.

Nesta terça, o vice-presidente dos EUA. J.D. Vance, disse que o país e a Índia chegaram aos termos finais de referência para um acordo comercial que pode evitar as tarifas recíprocas cobradas pelo governo Trump.

Vance afirmou que o "futuro do século XXI será determinado pela parceria entre EUA e Índia" e que "se a Índia e os EUA não trabalharem juntos, o século 21 será um período sombrio para o mundo".

Embora não tenha dado tantos detalhes, Vance indicou que o acordo pode ser influenciado, sobretudo, por parcerias nas áreas de energia e defesa.

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Dólar opera em queda e bate R$ 5,80, com mercado de olho em Trump e Powell; Ibovespa sobe

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No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,44%, cotada a R$ 5,8645. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,72%, aos 128.317 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 17 de Abril de 2.025 às 11h00m

$.#  Postagem -  Nº     1.002  #.$

Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (17), tendo atingido a mínima de R$ 5,80, conforme os investidores repercutem as mais recentes falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e a reação negativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As negociações dos Estados Unidos com os demais países do mundo, em meio ao tarifaço de Trump, também seguiam no radar.

Na quarta (16), Powell, afirmou que as tarifas impostas por Trump atingiram um nível maior do que o esperado, indicando que a guerra tarifária pode complicar a capacidade da instituição de controlar a inflação.

Embora agentes do mercado financeiro acreditem que o Fed possa cortar os juros ainda neste ano, a política tarifária de Trump gera incertezas. Isso porque o aumento das tarifas tende a pressionar os preços e a aumentar a inflação — potencialmente forçando o BC norte-americano a subir os juros do país novamente.

Juros maiores nos EUA podem encarecer o dólar, porque aumentam a rentabilidade dos títulos públicos do país, ainda considerados o investimento mais seguro do mundo.

"O Fed está esperando para ver como as coisas vão se desenrolar antes de tomar qualquer tipo de medida em relação às taxas [de juros]", declarou o chefe do Federal Reserve nesta quarta.

O mercado também segue repercutindo os novos desdobramentos do tarifaço de Trump, com o presidente sinalizando que tem avançado nas negociações com parceiros comerciais de diferentes países.

Na véspera, autoridades dos EUA e do Japão iniciaram uma negociação comercial entre os países, à medida que Tóquio busca reduzir ou eliminar a tarifa "recíproca" imposta por Trump.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, operava em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

Perto das 15h30, o dólar caía 0,99%, cotado a R$ 5,8063. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,8013. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda americana teve queda de 0,44%, cotada a R$ 5,8645.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 0,12% na semana;
  • ganho de 2,78% no mês; e
  • perda de 5,10% no ano.

📈Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa subia 1,25%, aos 129.926 pontos.

Na véspera, o índice teve baixa de 0,72%, aos 128.317 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 0,50% na semana;
  • recuo de 1,49% no mês; e
  • ganho de 6,68% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Além de chamar Powell de "atrasado e errado", Trump ainda reclamou do tempo que falta para que o mandato do banqueiro central a frente do Fed seja concluído, dizendo que esse momento "não chega rápido o suficiente". Os mandatos de presidente e vice do Fed têm duração de quatro anos. Powell deve deixar o cargo somente daqui a um ano, em maio de 2026.

As taxas de juros nos EUA estão, atualmente, entre 4,25% e 4,50% ao ano — um patamar alto para os padrões de juros do país — e Trump já criticou essa política monetária em diversas ocasiões, desejando o corte dos juros.

  • 🔎 Isso porque juros altos são uma ferramenta para controlar a inflação, já que encarecem a tomada de crédito pela população e pelas empresas e, assim, impacta os níveis de consumo e investimentos da economia, reduzindo a pressão sobre os preços.
  • ⚠️ No entanto, com menor consumo, a atividade econômica tende a desacelerar, afetando o crescimento da economia do país.

Na quarta-feira, Powell afirmou que as tarifas impostas por Trump atingiram um nível maior do que o esperado, reiterando que a guerra tarifária pode complicar a capacidade da instituição de controlar a inflação e maximizar o mercado de trabalho.

Powell também indicou que, diante das incertezas com o tarifaço de Trump, o Fed poderá manter a taxa básica de juros do país estável na próxima reunião (nos dias 6 e 7 de maio), enquanto aguarda "maior clareza antes de considerar quaisquer ajustes".

"O Fed está esperando para ver como as coisas vão se desenrolar antes de tomar qualquer tipo de medida em relação às taxas [de juros]", declarou o chefe do Federal Reserve nesta quarta.

Na segunda-feira, o diretor do Fed Christopher Waller já havia falado sobre o assunto, afirmando que a política tarifária de Trump é "um dos maiores choques a afetar a economia dos EUA em muitas décadas".

Todo esse cenário tende a afetar a dinâmica do comércio global. A questão para a economia global é que o aumento de tarifas traz as seguintes consequências:

  • ➡️ As tensões crescentes entre os países, principalmente China e EUA, elevam as incertezas globais com o futuro da economia.
  • ➡️ Mais tarifas tornam os produtos que chegam aos países mais caros, o que contribui para um aumento da inflação.
  • ➡️ Com os preços altos, o mercado teme que aconteça uma redução nos níveis de consumo da população, além de uma queda no comércio internacional.
  • ➡️ Esse cenário nas maiores economias do mundo eleva os temores por um período de recessão global.

Neste contexto do tarifaço, o governo americano segue negociando com diversos países para conseguir melhores condições comerciais e reduzir as tarifas.

Nesta quinta, Trump publicou na sua plataforma na rede Truth Social que teve uma "ligação produtiva" com a presidente do México na quarta e que também teve um encontro com representantes comerciais "do mais alto nível" do Japão.

"Todas as nações, incluindo a China, querem se reunir. Hoje, (é a vez da) Itália!", publicou Trump.
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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Powell diz que tarifas 'maiores do que o esperado' podem impactar metas de inflação do Fed

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Presidente do BC dos EUA afirmou que a economia do país continua sólida, mesmo diante de incertezas e riscos de baixa. Ele ponderou, porém, que o crescimento desacelerou no 1º trimestre.
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Por André Catto, g1

Postado em 16 de Abril de 2.025 às 15h30m

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Presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após decisão dos juros nos EUA. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após decisão dos juros nos EUA. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (16) que as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, atingiram um nível maior do que o esperado — até em relação às projeções mais extremas.

“As tarifas são maiores do que aquelas que os analistas previam e certamente maiores do que esperávamos, mesmo no nosso cenário mais extremo,” declarou, em resposta a uma pergunta durante um evento no Economic Club, de Chicago.

Para Powell, a guerra tarifária pode complicar a capacidade da instituição de controlar a inflação e, ao mesmo tempo, maximizar o mercado de trabalho. O Fed possui um "mandato dual" — ou seja, busca promover a estabilidade de preços e o máximo emprego no país.

Os receios do chefe do Federal Reserve estão em linha com análises de economistas e agentes do mercado financeiro. As projeções da maioria dos especialistas apontam que o tarifaço de Trump tem potencial de elevar a inflação e desincentivar o consumo nos EUA, afetando a atividade econômica.

"Apesar da maior incerteza e dos riscos de baixa, a economia dos EUA ainda está em uma posição sólida", disse Powell. Ele ponderou, no entanto, que "os dados disponíveis até agora sugerem que o crescimento desacelerou no primeiro trimestre em relação ao ritmo sólido do ano passado."

Tarifas em níveis maiores do que o esperado "provavelmente significam inflação mais alta e crescimento mais lento", acrescentou o presidente do Federal Reserve. (Entenda mais abaixo a guerra tarifária promovida por Trump)

Empresários temem que Trump jogue os EUA em uma recessão

Próxima decisão sobre juros

Powell também indicou que, diante das incertezas com o tarifaço de Trump, o Fed poderá manter a taxa básica de juros do país estável na próxima reunião (nos dias 6 e 7 de maio), enquanto aguarda "maior clareza antes de considerar quaisquer ajustes".

Em sua última decisão, no dia 19 março, o BC dos EUA manteve o referencial de juros na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, afirmando que as incertezas em torno das perspectivas econômicas aumentaram.

"O Fed está esperando para ver como as coisas vão se desenrolar antes de tomar qualquer tipo de medida em relação às taxas [de juros]", declarou o chefe do Federal Reserve nesta quarta.

"Vamos ver se a inflação será temporária ou um evento pontual, para observar por quanto tempo essas tarifas vão durar e se haverá ou não algum tipo de mudança nelas", acrescentou.

Entenda a guerra tarifária promovida por Trump

A guerra tarifária se intensificou no dia 2 de abril, quando Trump detalhou as chamadas tarifas recíprocas, de 10% a 50%, sobre mais de 180 países. A partir de então, o principal foco ficou na guerra comercial entre EUA e China.

Como resposta ao "tarifaço", os chineses retaliaram os norte-americanos com taxas extras de 34% (da mesma magnitude) sobre os produtos importados do país. A partir de então, houve uma escalada nas alíquotas.

A falta de um acordo fez os EUA chegaram a uma taxa de 145% sobre produtos importados da China. Os asiáticos responderam com taxas de 125% sobre itens americanos, além de outras medidas, como a ordem para que companhias aéreas não recebam mais jatos da empresa americana Boeing.

Na última sexta-feira (11), governo Trump também isentou smartphones, laptops e outros eletrônicos do leque das tarifas recíprocas, conforme divulgação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Com a decisão, esses produtos ficam de fora das tarifas de 145% impostas à China, principal polo de produção de eletrônicos como o iPhone, e da alíquota de 10% aplicada à maioria dos outros países.

No último domingo, Trump disse que a cadeia de eletrônicos não está sendo liberada de seu tarifaço, e destacou que o governo está analisando sua mudança apenas para uma nova categoria de tarifas.

O mais recente anúncio sobre o tema ocorreu nesta quarta-feira, por meio de um comunicado no site oficial da Casa Branca. No documento, a gestão do republicano informou que a China encararia tarifas de até 245% como resultado das "ações retaliatórias" do país asiático.

"Isso inclui uma tarifa recíproca de 125%, uma tarifa de 20% para abordar a crise do fentanil e tarifas da Seção 301 sobre bens específicos, entre 7,5% e 100%", esclareceu o governo norte-americano.
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terça-feira, 15 de abril de 2025

Bernard Arnault, dono da LVMH, perde US$ 11,3 bilhões em um dia com pessimismo de investidores

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Queda na fortuna veio após a empresa — dona de marcas de luxo como Louis Vuittton e Dior — registrar receita abaixo do esperado no primeiro trimestre. Recuo também fez a LVMH perder, para a rival Hermès, seu posto de maior empresa de luxo da Europa em valor de mercado.
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Por Redação g1

Postado em 15 de Abril de 2.025 às 16h00m

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Bernard Arnault, presidente da Louis Vuitton, durante apresentação dos resultados da empresa, em Paris. — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq
Bernard Arnault, presidente da Louis Vuitton, durante apresentação dos resultados da empresa, em Paris. — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq

Bernard Arnault, dono da holding de marcas de luxo LVMH, viu sua fortuna cair US$ 11,3 bilhões nesta terça-feira (15), segundo a revista Forbes. A perda é resultado do pessimismo de investidores, que reagiram após a companhia registrar receitas abaixo do esperado no primeiro trimestre.

As ações da LVMH caíram quase 8% nesta terça, o que fez o valor de mercado da empresa recuar de 248 bilhões de euros para 244 bilhões de euros.

O resultado também fez a companhia — dona da Louis Vuitton, Dior e Sephora — perder sua posição de maior empresa de luxo da Europa em valor de mercado. O posto agora é ocupado pela rival Hermès, com sede também em Paris, na França.

Com as perdas, a fortuna de Arnault caiu para US$ 146,4 bilhões, segundo a Forbes. Ainda assim, ele é o sexto homem mais rico do mundo, atrás de figuras como Elon Musk (US$ 369,7 bilhões), Jeff Bezos (US$ 196,3 bilhões) e Mark Zuckerberg (US$ 180,2 bilhões).

Bernard Arnault: quem é e de onde vem a fortuna do homem mais rico do mundo

Os resultados da LVMH

A queda nas receitas da LVMH foi influenciada por fatores como a baixa demanda nos Estados Unidos e o cenário contínuo de vendas fracas na China.

Embora as avaliações de mercado tendam a flutuar, as negociações desta terça-feira "refletem o desempenho divergente e o sentimento dos investidores em relação às duas empresas", disse Jelena Sokolova, analista sênior de ações da Morningstar, à agência Reuters.

Sokolova destaca que a LVMH está mais exposta à camada inferior do espectro de luxo. Enquanto isso, a base de clientes da Hermès, que possui um poder aquisitivo ainda maior, permitiu que a empresa resistisse melhor à desaceleração do setor.

A Hermès, que vende bolsas Birkin e Kelly de US$ 10.000 (R$ 58.701, sem contar os custos de importação), é conhecida por seu controle rígido da produção, mantendo um aumento de 6% a 7% ao ano.

Flavio Cereda, responsável pela estratégia de investimento em marcas de luxo da GAM, considera que o foco da Louis Vuitton em produtos de luxo de médio valor é uma "área de preocupação". Para ele, haverá "dor no curto prazo, com certeza".

A queda de 3% nas vendas da LVMH no primeiro trimestre — abaixo das expectativas dos analistas, que previam uma alta de 2% — apontou para outro ano difícil para as empresas de luxo, especialmente em meio ao tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, que provocou temores de recessão.

O desempenho sinalizou "um ambiente comercial mais difícil para o setor de luxo em geral", disse à Reuters o analista Piral Dadhania, do RBC.

Ele reduziu sua previsão de vendas da LVMH este ano para a estabilidade, em comparação com o crescimento de 3% esperado anteriormente, citando a demanda fraca do primeiro trimestre.

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