Total de visualizações de página

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Powell diz que tarifas 'maiores do que o esperado' podem impactar metas de inflação do Fed

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Presidente do BC dos EUA afirmou que a economia do país continua sólida, mesmo diante de incertezas e riscos de baixa. Ele ponderou, porém, que o crescimento desacelerou no 1º trimestre.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por André Catto, g1

Postado em 16 de Abril de 2.025 às 15h30m

$.#  Postagem -  Nº     1.001  #.$

Presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após decisão dos juros nos EUA. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após decisão dos juros nos EUA. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (16) que as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, atingiram um nível maior do que o esperado — até em relação às projeções mais extremas.

“As tarifas são maiores do que aquelas que os analistas previam e certamente maiores do que esperávamos, mesmo no nosso cenário mais extremo,” declarou, em resposta a uma pergunta durante um evento no Economic Club, de Chicago.

Para Powell, a guerra tarifária pode complicar a capacidade da instituição de controlar a inflação e, ao mesmo tempo, maximizar o mercado de trabalho. O Fed possui um "mandato dual" — ou seja, busca promover a estabilidade de preços e o máximo emprego no país.

Os receios do chefe do Federal Reserve estão em linha com análises de economistas e agentes do mercado financeiro. As projeções da maioria dos especialistas apontam que o tarifaço de Trump tem potencial de elevar a inflação e desincentivar o consumo nos EUA, afetando a atividade econômica.

"Apesar da maior incerteza e dos riscos de baixa, a economia dos EUA ainda está em uma posição sólida", disse Powell. Ele ponderou, no entanto, que "os dados disponíveis até agora sugerem que o crescimento desacelerou no primeiro trimestre em relação ao ritmo sólido do ano passado."

Tarifas em níveis maiores do que o esperado "provavelmente significam inflação mais alta e crescimento mais lento", acrescentou o presidente do Federal Reserve. (Entenda mais abaixo a guerra tarifária promovida por Trump)

Empresários temem que Trump jogue os EUA em uma recessão

Próxima decisão sobre juros

Powell também indicou que, diante das incertezas com o tarifaço de Trump, o Fed poderá manter a taxa básica de juros do país estável na próxima reunião (nos dias 6 e 7 de maio), enquanto aguarda "maior clareza antes de considerar quaisquer ajustes".

Em sua última decisão, no dia 19 março, o BC dos EUA manteve o referencial de juros na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, afirmando que as incertezas em torno das perspectivas econômicas aumentaram.

"O Fed está esperando para ver como as coisas vão se desenrolar antes de tomar qualquer tipo de medida em relação às taxas [de juros]", declarou o chefe do Federal Reserve nesta quarta.

"Vamos ver se a inflação será temporária ou um evento pontual, para observar por quanto tempo essas tarifas vão durar e se haverá ou não algum tipo de mudança nelas", acrescentou.

Entenda a guerra tarifária promovida por Trump

A guerra tarifária se intensificou no dia 2 de abril, quando Trump detalhou as chamadas tarifas recíprocas, de 10% a 50%, sobre mais de 180 países. A partir de então, o principal foco ficou na guerra comercial entre EUA e China.

Como resposta ao "tarifaço", os chineses retaliaram os norte-americanos com taxas extras de 34% (da mesma magnitude) sobre os produtos importados do país. A partir de então, houve uma escalada nas alíquotas.

A falta de um acordo fez os EUA chegaram a uma taxa de 145% sobre produtos importados da China. Os asiáticos responderam com taxas de 125% sobre itens americanos, além de outras medidas, como a ordem para que companhias aéreas não recebam mais jatos da empresa americana Boeing.

Na última sexta-feira (11), governo Trump também isentou smartphones, laptops e outros eletrônicos do leque das tarifas recíprocas, conforme divulgação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Com a decisão, esses produtos ficam de fora das tarifas de 145% impostas à China, principal polo de produção de eletrônicos como o iPhone, e da alíquota de 10% aplicada à maioria dos outros países.

No último domingo, Trump disse que a cadeia de eletrônicos não está sendo liberada de seu tarifaço, e destacou que o governo está analisando sua mudança apenas para uma nova categoria de tarifas.

O mais recente anúncio sobre o tema ocorreu nesta quarta-feira, por meio de um comunicado no site oficial da Casa Branca. No documento, a gestão do republicano informou que a China encararia tarifas de até 245% como resultado das "ações retaliatórias" do país asiático.

"Isso inclui uma tarifa recíproca de 125%, uma tarifa de 20% para abordar a crise do fentanil e tarifas da Seção 301 sobre bens específicos, entre 7,5% e 100%", esclareceu o governo norte-americano.
--++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----

terça-feira, 15 de abril de 2025

Bernard Arnault, dono da LVMH, perde US$ 11,3 bilhões em um dia com pessimismo de investidores

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Queda na fortuna veio após a empresa — dona de marcas de luxo como Louis Vuittton e Dior — registrar receita abaixo do esperado no primeiro trimestre. Recuo também fez a LVMH perder, para a rival Hermès, seu posto de maior empresa de luxo da Europa em valor de mercado.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1

Postado em 15 de Abril de 2.025 às 16h00m

$.#  Postagem -  Nº     1.000  #.$

Bernard Arnault, presidente da Louis Vuitton, durante apresentação dos resultados da empresa, em Paris. — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq
Bernard Arnault, presidente da Louis Vuitton, durante apresentação dos resultados da empresa, em Paris. — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq

Bernard Arnault, dono da holding de marcas de luxo LVMH, viu sua fortuna cair US$ 11,3 bilhões nesta terça-feira (15), segundo a revista Forbes. A perda é resultado do pessimismo de investidores, que reagiram após a companhia registrar receitas abaixo do esperado no primeiro trimestre.

As ações da LVMH caíram quase 8% nesta terça, o que fez o valor de mercado da empresa recuar de 248 bilhões de euros para 244 bilhões de euros.

O resultado também fez a companhia — dona da Louis Vuitton, Dior e Sephora — perder sua posição de maior empresa de luxo da Europa em valor de mercado. O posto agora é ocupado pela rival Hermès, com sede também em Paris, na França.

Com as perdas, a fortuna de Arnault caiu para US$ 146,4 bilhões, segundo a Forbes. Ainda assim, ele é o sexto homem mais rico do mundo, atrás de figuras como Elon Musk (US$ 369,7 bilhões), Jeff Bezos (US$ 196,3 bilhões) e Mark Zuckerberg (US$ 180,2 bilhões).

Bernard Arnault: quem é e de onde vem a fortuna do homem mais rico do mundo

Os resultados da LVMH

A queda nas receitas da LVMH foi influenciada por fatores como a baixa demanda nos Estados Unidos e o cenário contínuo de vendas fracas na China.

Embora as avaliações de mercado tendam a flutuar, as negociações desta terça-feira "refletem o desempenho divergente e o sentimento dos investidores em relação às duas empresas", disse Jelena Sokolova, analista sênior de ações da Morningstar, à agência Reuters.

Sokolova destaca que a LVMH está mais exposta à camada inferior do espectro de luxo. Enquanto isso, a base de clientes da Hermès, que possui um poder aquisitivo ainda maior, permitiu que a empresa resistisse melhor à desaceleração do setor.

A Hermès, que vende bolsas Birkin e Kelly de US$ 10.000 (R$ 58.701, sem contar os custos de importação), é conhecida por seu controle rígido da produção, mantendo um aumento de 6% a 7% ao ano.

Flavio Cereda, responsável pela estratégia de investimento em marcas de luxo da GAM, considera que o foco da Louis Vuitton em produtos de luxo de médio valor é uma "área de preocupação". Para ele, haverá "dor no curto prazo, com certeza".

A queda de 3% nas vendas da LVMH no primeiro trimestre — abaixo das expectativas dos analistas, que previam uma alta de 2% — apontou para outro ano difícil para as empresas de luxo, especialmente em meio ao tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, que provocou temores de recessão.

O desempenho sinalizou "um ambiente comercial mais difícil para o setor de luxo em geral", disse à Reuters o analista Piral Dadhania, do RBC.

Ele reduziu sua previsão de vendas da LVMH este ano para a estabilidade, em comparação com o crescimento de 3% esperado anteriormente, citando a demanda fraca do primeiro trimestre.

--++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Exportações da China disparam em março, por conta de Tarifaço de Trump

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Exportações da China subiram 12,4% em março, superando expectativas. Aumento foi impulsionado por fábricas que aceleraram embarques antes das tarifas dos EUA.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Reuters

Postado em 14 de Abril de 2.025 às 05h00m

$.#  Postagem -  Nº     0.999  #.$




Exportações da China disparam em março, por conta de Tarifaço de Trump

As exportações da China subiram acentuadamente em março, após fábricas acelerarem os embarques antes da entrada em vigor das novas tarifas dos EUA, mas a intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos obscureceu as perspectivas para as fábricas e o crescimento da segunda maior economia do mundo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou significativamente as tarifas sobre produtos chineses, o que muitos economistas dizem que terá um impacto profundo nos fluxos comerciais globais e nos investimentos empresariais.

As exportações cresceram 12,4% em relação ao ano anterior — o maior nível em cinco meses — superando com folga a expectativa de crescimento de 4,4% prevista em uma pesquisa da Reuters com economistas. Em janeiro e fevereiro, as exportações haviam crescido 2,3%.

As incertezas comerciais abalaram os mercados financeiros neste mês após Trump anunciar tarifas abrangentes para diversos países em 2 de abril. Dias depois, ele suspendeu inesperadamente as tarifas mais altas para cerca de uma dúzia de economias, mas impôs taxas ainda mais duras sobre a China, que Pequim classificou como "uma piada".

Economistas alertam que os números de exportação de março serão ofuscados por uma perspectiva que se deteriora rapidamente.

"O crescimento das exportações acelerou em março, já que os fabricantes correram para enviar mercadorias aos EUA antes do 'Dia da Libertação'", disse Julian Evans-Pritchard, chefe de economia da China na Capital Economics, em nota a clientes.

"Mas os embarques devem recuar nos próximos meses e trimestres", acrescentou. "Acreditamos que pode levar anos até que as exportações chinesas recuperem os níveis atuais."

Trump impôs tarifas de 10% sobre todas as importações chinesas nos Estados Unidos a partir de 4 de fevereiro, e seguiu com mais 10% em março, acusando Pequim de não fazer o suficiente para conter o fluxo de fentanil para os EUA.

A nova rodada de tarifas dos EUA eleva as taxas sobre a China para impressionantes 145%, levando Pequim a aumentar as tarifas sobre produtos dos EUA em 125%, intensificando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Os dados de segunda-feira (14) também destacaram a fraqueza da demanda interna na China, o que significa que os formuladores de políticas terão um desafio maior para tentar conter uma queda acentuada no comércio.

As importações caíram 4,3%, em comparação com a queda de 2,0% prevista pela pesquisa da Reuters, e uma contração inesperadamente forte de 8,4% no início do ano.

Os mercados na China subiram modestamente, mas grande parte da atividade esteve ligada às mensagens ambíguas de Trump no fim de semana sobre isenções para smartphones e outros eletrônicos. O índice chinês CSI300 de blue chips subiu 0,3%.

Luta até o fim

Pequim prometeu lutar até o fim contra as tarifas dos EUA e proteger a economia de "choques externos", com o mercado amplamente esperando que as autoridades lancem mais medidas de estímulo fiscal e monetário nos próximos meses para sustentar o crescimento.

As exportações têm sido um dos poucos pontos positivos da economia chinesa, que tem enfrentado dificuldades para se recuperar de forma sólida após a pandemia, com a confiança permanecendo baixa diante de uma prolongada crise imobiliária e pressões deflacionárias crescentes.

O presidente Xi Jinping, em seus primeiros comentários públicos sobre as tarifas, disse ao primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, durante uma reunião em Pequim na sexta-feira (11), que China e União Europeia devem "se opor conjuntamente a atos unilaterais de intimidação", segundo a agência estatal Xinhua.

Xi iniciou na segunda-feira (14) uma visita a três países do Sudeste Asiático, buscando fortalecer os laços com alguns dos vizinhos mais próximos da China em meio às turbulências tarifárias.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou que a disputa comercial entre China e EUA pode reduzir o fluxo de mercadorias entre as duas economias em até 80% e prejudicar gravemente o crescimento global.

Na semana passada, o Goldman Sachs reduziu sua previsão de crescimento do PIB da China para 2025 de 4,5% para 4%, citando os efeitos das tarifas. O Citi cortou sua estimativa de 4,7% para 4,2% dois dias antes. Essas previsões revisadas estão bem abaixo da meta oficial de crescimento do governo, que é "em torno de 5%".

A indústria exportadora da China enfrenta um ambiente externo complexo e severo, disse o funcionário da alfândega Lv Daliang nesta segunda-feira.

"A China está construindo ativamente um mercado diversificado e aprofundando a cooperação nas cadeias de produção e suprimento com todas as partes", afirmou ele em uma coletiva de imprensa.

A crescente pressão comercial e a diminuição da base de consumidores nos EUA também levaram exportadores chineses a avaliarem oportunidades no mercado doméstico.

Desequilíbrio comercial?

O superávit comercial da China em março foi de US$ 102,64 bilhões, ligeiramente abaixo dos US$ 104,8 bilhões de dezembro, a leitura comparável mais recente.

Mais importante ainda, o superávit comercial da China com os Estados Unidos no primeiro trimestre foi de US$ 76,6 bilhões, acima dos US$ 70,2 bilhões do ano anterior.

Isso provavelmente manterá a potência produtiva chinesa no radar de Trump, já que reduzir esse déficit comercial é uma de suas principais prioridades.

Os dados sobre commodities mostraram que, embora as importações chinesas de petróleo bruto tenham aumentado em março, as de soja, carvão, minério de ferro e cobre bruto caíram.

As importações vindas dos Estados Unidos já podem ter sido afetadas pela disputa comercial.

As importações totais de soja da China despencaram 36,8% em março em relação ao ano anterior.

"A China parece já ter interrompido completamente suas importações agrícolas dos EUA", disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

"As importações de soja caíram pela metade em março, durante uma alta temporada do comércio agrícola entre China e EUA, talvez porque importadoras estatais já tenham recebido orientação para suspender as compras", afirmou.

--++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Índice de confiança da indústria cai ao menor patamar em quase cinco anos, mostra pesquisa da CNI

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Levantamento foi feito 1.190 empresas entre os dias 1 e 7 de abril de 2025. Desaceleração da atividade, alta dos juros e do dólar pesaram na percepção dos empresários, assim como o cenário externo conturbado.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 11 de Abril de 2.025 às 12h00m

$.#  Postagem -  Nº     0.998  #.$

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou 1,2 ponto em abril, na comparação com o mês anterior, para 48 pontos, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (11).

Esse é o patamar mais baixo desde julho de 2020, ou seja, em quase cinco anos. Naquele momento, o setor industrial sentia os efeitos da pandemia de Covid-19.

  • 🔎Abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o número indica falta de confiança da indústria, algo que ocorre pelo quarto mês consecutivo.

Segundo a CNI, o resultado de abril indica que falta de confiança se mostrou mais forte e disseminada do que em março deste ano.

Possível avalanche de produtos chineses no mercado global preocupa indústria brasileira

O ICEI é um levantamento mensal que mede a confiança dos empresários da indústria. Foram consultadas 1.190 empresas entre os dias 1 e 7 de abril de 2025:

  • 464 de pequeno porte;
  • 445 de médio porte;
  • e 281 de grande porte.

De acordo com Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, a falta de confiança dos industriais neste mês reflete a desaceleração da atividade econômica e a alta do dólar.

“Em um primeiro momento, precisa haver uma descompressão da política monetária [definição dos juros para combater a inflação], porque os juros altos pesam sobre a economia. Também é importante aguardar a estabilização do cenário internacional, que está mais conturbado. São temores que afetam a capacidade do industrial investir”, avaliou Claudia Perdigão, da CNI.

Produção industrial — Foto: Gilson Abreu/FIEP/ Divulgação
Produção industrial — Foto: Gilson Abreu/FIEP/ Divulgação

O indicador relativo às condições atuais da economia brasileira, que compara o cenário de momento com o observado há seis meses, registrou queda de 44 pontos, em março, para 42,7 pontos em abril.

Para a CNI, o resultado se deve, principalmente, à piora da avaliação dos empresários sobre a economia do país, embora a percepção deles a respeito das próprias empresas também tenha piorado.

Já o Índice de Expectativas, que contrasta o cenário de momento com o esperado daqui a seis meses, recuou de 51,8 pontos para 50,7 pontos, em abril.

"Isso significa que as perspectivas dos empresários continuam positivas, embora em menor patamar do que em março. O recuo do índice ocorre, sobretudo, por conta da deterioração das expectativas dos industriais para o futuro da economia, ao passo em que as perspectivas para os próprios negócios seguem otimistas", concluiu a entidade.

CNI

--++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----