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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Ibovespa deixa escapar recorde no fim do pregão e fecha em queda; Vale sobe 3%

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O principal índice acionário da bolsa de valores fechou em queda de 0,08%, aos 136.776 pontos. O dólar fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,5021.
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Por g1

Postado em 27 de agosto de 2024 às 11h05m

  Postagem  Nº     0.879  

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores, escorregou no fim do pregão e fechou em baixa nesta terça-feira (27), mesmo com alta considerável nas ações da Vale.

A empresa é uma das que tem o maior peso na composição do Ibovespa, e suas ações subiram 3,01% após o anúncio do novo presidente da companhia. Gustavo Pimenta, atual vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, foi eleito por unanimidade para o comando da mineradora pelos conselheiros na noite de segunda-feira.

Na máxima do dia, o Ibovespa atingiu seu maior patamar durante o pregão, com 137.213 pontos. Já o dólar fechou em alta, de volta à casa dos R$ 5,50. (veja mais abaixo)

O mercado ainda repercute a expectativa de queda de juros nos Estados Unidos, somada à cautela por conta das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

No Brasil, expectativa para a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central do Brasil (BC). Cotado ao cargo, ele estava em evento em Teresina (PI) nesta segunda quando foi chamado a Brasília pelo presidente Lula (PT) para ficar de "sobreaviso" em caso de indicação oficial.

Também, nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação, subiu 0,19% em agosto, puxado pela alta nos preços da gasolina. O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Tensão no Irã e economia brasileira

Dólar

O dólar fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,5021. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,41 na semana;
  • recuo de 2,69% no mês;
  • alta de 13,39% no ano.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,23%, cotada em R$ 5,4922.

Ibovespa

O Ibovespa teve queda de 0,08%, aos 136.776 pontos.

Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 0,86% na semana;
  • alta de 7,15% no mês;
  • ganhos de 1,93% no ano.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 0,94%, aos 136.889 pontos, recorde histórico de pontuação.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

Principal notícia corporativa do dia foi a eleição do novo presidente da Vale, que vai assumir o comando em 2025. Gustavo Pimenta, atual vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, foi eleito por unanimidade pelos conselheiros.

Ele assumirá a vaga de Eduardo Bartolomeo, que está no comando da mineradora desde março de 2019. Conforme o cronograma no processo de sucessão, Bartolomeo seguirá como presidente da companhia até 31 de dezembro de 2024.

Segundo a companhia, o novo presidente passará a comandar a Vale até 28 de fevereiro de 2025, assim que for cumprida a transição. Antes da eleição, a companhia havia informado que o atual presidente seguiria no comando até o fim de 2025.

A mineradora enfrentava há meses um processo turbulento de escolha do próximo presidente. O mandato de Bartolomeo venceu em maio deste ano, mas foi estendido até dezembro, após o conselho ter ficado dividido entre manter o presidente por mais um período ou abrir um processo para a escolha de uma nova liderança.

O impasse no conselho sobre a sucessão da Vale ocorreu em meio a notícias de que o governo federal estaria tentando emplacar um nome como CEO da mineradora — o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi um dos cogitados.

No cenário nacional, a expectativa para a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central do Brasil (BC) cresce cada vez mais. Cotado para substituir Roberto Campos Neto, ele estava em Teresina (PI) e antecipou o retorno a Brasília nesta segunda-feira a pedido do presidente Lula (PT), segundo apurou a TV Globo.

Atual diretor de política monetária do BC, Galípolo foi colocado de "sobreaviso", caso Lula decida oficializar a sua indicação — que ainda terá de ser aprovada pelo Senado Federal.

Apesar de próximo de Lula e Haddad, Galípolo é um nome bem recebido pelo mercado por já ter se mostrado técnico e comprometido com o combate à inflação alta no país.

Na semana passada, em um discurso duro, ele afirmou que suas falas recentes não colocaram o BC em um "corner" em relação ao que será feito com a Selic em setembro, mas repetiu que a autarquia subirá a taxa básica se necessário.

Nos últimos dias têm ganhado força entre instituições financeiras a avaliação de que o BC terá que subir a Selic em pelo menos 0,25 ponto percentual em setembro mesmo em meio à relativa melhora do cenário externo.

"A atividade está aquecida, se mostrando dinâmica no Brasil (...) Tem mostrado bastante dinamismo", afirmou ele, durante participação em evento de comemoração dos 125 anos do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, em Teresina (PI).

Taxas maiores aumentam a rentabilidade dos títulos públicos brasileiros, o que atrai investidores estrangeiros e pode valorizar o real em relação ao dólar.

Os juros também são um tema central na agenda dos investidores internacionais, sobretudo após o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, no Simpósio de Jackson Hole na sexta-feira. Ele afirmou que "chegou a hora" de cortar os juros dos Estados Unidos, o que melhora as perspectivas para investimentos de risco no mundo todo.

"Faremos tudo o que pudermos para apoiar um mercado de trabalho forte, ao passo em que progredimos mais em direção à estabilidade de preços", disse Powell, que também garantiu que a instituição "não busca e nem recebeu bem uma desaceleração nas condições do mercado de trabalho".

Os juros americanos estão no maior patamar em mais de 20 anos, entre 5,25% e 5,50% ao ano. E havia expectativa desde o início do ano para o momento em que o Fed fosse iniciar o ciclo de redução das taxas.

Depois de vários adiamentos por conta dos dados mais fortes de inflação e atividade da economia americana, o mercado de trabalho dos EUA começou a mostrar um desaquecimento no início deste mês e os resultados de inflação voltaram a mostrar que os preços estão mais comportados.

Com isso, Powell afirmou na sexta-feira que o atual nível das taxas de juros dá "amplo espaço" para que o Fed responda aos riscos, inclusive os números baixos de emprego. Essa afirmação joga ainda mais luz a uma dúvida que tomou os mercados nas últimas semanas: qual será a magnitude do corte promovido pelo Fed em sua próxima reunião.

Por fim, as tensões no Oriente Médio também continuam no radar do mercado. No domingo (25), Israel declarou emergência e lançou ataques ao sul do Líbano após identificar uma ofensiva do grupo terrorista Hezbollah. Como a região é a mais importante produtora de petróleo do mundo, a commodity começou a semana com altas de quase 3%.

Apesar da troca de ataques intensos, como mostra o blog da Sandra Cohen, os dois lados calibram suas reações para evitar uma escalada maior do conflito.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Dólar opera em alta, com aumento das tensões no Oriente Médio no radar;

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Ibovespa sobe puxado por petróleo Na última sexta-feira, a moeda americana caiu 1,97%, cotada a R$ 5,4794. Já o Ibovespa fechou em alta de 0,32%, aos 135.608 pontos.
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Por g1

Postado em 26 de agosto de 2024 às 09h30m

  Postagem  Nº     0.878  

Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels
Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (26), ainda com a perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos repercutindo, mas com o mercado de olho nos crescentes riscos geopolíticos, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio neste fim de semana.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, também sobe, puxado principalmente pelas ações da Petrobras e outras exportadoras de petróleo.

Neste domingo (25), Israel e e o grupo terrorista Hezbollah, do Líbano, trocarem os ataques mais pesados desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Como a região é a mais importante produtora de petróleo do mundo, a commodity começou a semana com altas expressivas, de quase 3%.

Quando tensões ocorrem em regiões que produzem e exportam o petróleo, os preços sobem pelo temor de que pode faltar produto.

O problema é que essa commodity é a principal fonte de energia do mundo, servindo como matéria-prima para combustíveis da maioria dos meios de transportes. Então, altas no preço por um longo tempo, caso as tensões no Oriente Médio continuem crescendo, podem impactar a inflação, primeiro por conta dos transportes, que ficam mais caros, mas logo se espalhando por toda a cadeia produtiva.

A cautela com a situação só não pesa mais sobre os mercados porque o otimismo com a possível queda nos juros nos Estados Unidos segue repercutindo.

Na sexta-feira (23), o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell , disse que "chegou a hora de ajustar a política (monetária)", o que os investidores interpretam como um sinal claro de que a instituição vai iniciar um corte em suas taxas de juros no próximo mês.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Às 10h40, o dólar subia 0,20%, cotado a R$ 5,4901. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira, a moeda americana teve baixa de 1,97%, cotada em R$ 5,4794.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,21% na semana;
  • recuo de 3,09% no mês;
  • alta de 12,92% no ano.

Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,55%, aos 136.351 pontos.

A Petrobras subia 2,71%.

Na sexta, o índice fechou em alta de 0,32%, aos 135.608 pontos.

Com o resultado, o índice acumulou:

  • alta de 1,24% na semana;
  • avanço de 6,23% no mês;
  • ganhos de 1,06% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

No domingo, o exército de Israel ordenou bombardeios no sul do Líbano neste domingo (25) após identificar planos para uma ofensiva do grupo extremista Hezbollah contra o país. Como resposta, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou um ataque em larga escala contra Israel, que declarou estado de emergência.

Após as operações militares, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a resposta do país foi "mais um passo para mudar a situação no Norte" de Israel e que "isso não é o fim da história", enquanto o Hezbollah disse que a operação foi "concluída e realizada" com sucesso.

Apesar da troca de ataques intensos, como mostra o blog da Sandra Cohen, os dois lados não mostram interesse em entrar em guerra e calibram suas reações para evitar uma escalada maior do conflito.

Mesmo assim, o mercado opera com cautela, receoso dos desdobramentos do conflito geopolítico.

O viés positivo, por outro lado, segue vindo do Fed, nos Estados Unidos, após o discurso de Jerome Powell no Simpósio de Jackson Hole na sexta, afirmando que "chegou a hora" de cortar os juros.

"Faremos tudo o que pudermos para apoiar um mercado de trabalho forte, ao passo em que progredimos mais em direção à estabilidade de preços", disse Powell, que também garantiu que a instituição "não busca e nem recebeu bem uma desaceleração nas condições do mercado de trabalho".

Os juros americanos estão no maior patamar em mais de 20 anos, entre 5,25% e 5,50% ao ano. E havia expectativa desde o início do ano para o momento em que o Fed fosse iniciar o ciclo de redução das taxas.

Depois de vários adiamentos por conta dos dados mais fortes de inflação e atividade da economia americana, o mercado de trabalho dos EUA começou a mostrar um desaquecimento no início deste mês e os resultados de inflação voltaram a mostrar que os preços estão mais comportados.

Com isso, Powell afirmou na sexta-feira que o atual nível das taxas de juros dá "amplo espaço" para que o Fed responda aos riscos, inclusive os números baixos de emprego. Essa afirmação joga ainda mais luz a uma dúvida que tomou os mercados nas últimas semanas: qual será a magnitude do corte promovido pelo Fed em sua próxima reunião.

Agora que Powell quase confirma que a instituição vai iniciar seu ciclo de afrouxamento dos juros em setembro, o mercado faz novas apostas sobre o tamanho do corte: de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.

Sobre isso, Powell disse que "o momento e o ritmo dos cortes das taxas dependerão dos dados, das perspectivas e do equilíbrio de riscos".

Ele também disse que "sua confiança aumentou" em relação à desaceleração da inflação até a meta de 2%. Em julho, a inflação acumulada em 12 meses foi de 3,2%.

"Embora a tarefa não esteja concluída, fizemos um grande progresso", disse o presidente do Fed sobre o controle dos preços.

A preocupação se virou com maior força, então, para o mercado de trabalho. "Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram", afirmou.

Embora Powell tenha dito que o salto de quase um ponto percentual na taxa de desemprego no último ano se deveu, em grande parte, ao aumento da oferta de mão de obra e à desaceleração das contratações, e não ao aumento das demissões, ele também foi enfático ao dizer que o Fed quer evitar qualquer erosão adicional.

A atual taxa de desemprego de 4,3% está próxima do nível que as autoridades do Fed consideram compatível com uma inflação estável no longo prazo

No fim de julho, o Fed decidiu manter as taxas entre 5,25% e 5,50% ao ano. Mas a ata, divulgada nesta quarta-feira, mostra que "a grande maioria" dos agentes "destacou que, se os dados continuassem a vir de acordo com o esperado, provavelmente seria apropriado flexibilizar a política monetária na próxima reunião".

Os juros no Brasil também ficam no radar dos investidores, em meio às dúvidas sobre a possibilidade de novos aumentos da taxa Selic pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação que voltou a acelerar.

Na semana passada, em um discurso duro, Gabriel Galípolo, tido como o principal nome para substituir Roberto Campos Neto no comando do BC, afirmou que suas falas recentes não colocaram o BC em um "corner" em relação ao que será feito com a Selic em setembro, mas repetiu que a autarquia subirá a taxa básica se necessário.

Nos últimos dias têm ganhado força entre instituições financeiras a avaliação de que, em função de falas recentes de Galípolo, consideradas "hawkish" (duras com a inflação), o BC terá que subir a Selic em pelo menos 25 pontos-base em setembro mesmo em meio à relativa melhora do cenário externo.

"Inflação fora da meta é situação desconfortável, e ter que subir juros é situação cotidiana para quem está no BC", afirmou. Os comentários de Galípolo reforçaram a percepção de que uma alta da Selic está de fato a caminho.

Nesse sentido, os economistas do mercado financeiro -- consultados pelo Boletim Focus, do BC -- elevaram a estimativa de inflação para este ano e para 2025.

Para 2024, a previsão avançou pela sexta semana seguida, passando de 4,22% para 4,25%, cada vez mais próxima do teto da meta de inflação. A meta central de inflação é de 3% neste ano – e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.

Para 2025, a estimativa de inflação subiu de 3,91% para 3,93% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

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sábado, 24 de agosto de 2024

Volkswagen vai investir R$ 13 bilhões nas fábricas de SP, para novos modelos e motor híbrido

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O valor representa 81,25% do investimento de R$ 16 bilhões anunciados para o Brasil. Foco será o lançamento de novos carros flex e eletrificados, que vão de híbrido leve a 100% elétrico.
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Por André Fogaça, g1

Postado em 24 de agosto de 2024 às 09h05m

  Postagem  Nº     0.876  

Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: divulgação/Volkswagen
Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: divulgação/Volkswagen

A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (23) que vai destinar R$ 13 bilhões em investimentos para suas três unidades no estado de São Paulo. O valor representa 81,25% dos R$ 16 bilhões anunciados pela montadora em seu último ciclo de aportes.

De acordo com Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil, o dinheiro chega para que as plantas de São Paulo recebem projetos inéditos e com foco em descarbonização. O investimento marca a chegada dos primeiros eletrificados nacionais da montadora.

Hoje, as fábricas Anchieta, em São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos e o Centro de Peças e Acessórios de Vinhedo somam 10 mil empregos diretos e 100 mil empregos indiretos, complementa o executivo.

A Volkswagen tem três de suas quatro fábricas no estado de São Paulo, em São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos. Há ainda o Centro de Distribuição de Peças e Acessórios de Vinhedo, em parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus e Audi do Brasil.

  • ▶️ São Bernardo foi inaugurada em 1959 e foi a primeira da montadora fora da Alemanha. Por lá, serão fabricados dois modelos inéditos. Nela são atualmente fabricados o Nivus, Novo Polo, Novo Virtus e Saveiro.
  • ▶️ A unidade de Taubaté receberá mais um modelo não revelado e 100% desenvolvido no Brasil. Nesta unidade são fabricados o Polo Track e Novo Polo.
  • ▶️ Já em São Carlos, o foco é a produção de motores. Por lá, a montadora desenvolverá um novo motor híbrido.

A Volkswagen também terá uma nova plataforma, chamada MQB Hybrid. A plataforma é uma base de construção para o carro, e a novidade é que essa permite que a montadora explore as tecnologias de um híbrido leve, híbrida tradicional ou até plug-in.

Os híbridos leves têm uma eletrificação simples, que gera alguma economia de combustível. Os híbridos tradicionais têm tração elétrica nas rodas, que reduz drasticamente o consumo. Já o plug-in permite que o carro rode até em modo 100% elétrico.

A nova base é uma evolução da plataforma MQB, já utilizada pela Volkswagen há mais de 10 anos em carros como os SUVs Taos e T-Cross, os sedans Jetta e Virtus, além de Polo e Nivus.

Fábrica no Paraná

A única planta fora do estado de São Paulo fica na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná. Os R$ 3 bilhões restantes serão enviados para lá.

  • Hoje, a fábrica paranaense é responsável apenas pelo SUV T-Cross.
  • Com o valor extra, a linha de montagem terá dois novos veículos, o sedã Novo Virtus — que não para de ser produzido também na unidade Anchieta — e uma picape ainda inédita.
Linha de montagem da Volkswagen no Brasil
Linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP)
Linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: divulgação/Volkswagen


Linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP)
Linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: divulgação/Volkswagen

Volkswagen está investindo R$ 16 bilhões no Brasil até 2028
Entre o fim de 2023 e o início de 2024, uma onda otimista tomou conta da indústria automotiva brasileira. Grandes montadoras voltaram a aquecer o mercado anunciando investimentos que, juntos, chegam a R$ 125 bilhões até 2033.

Esse é o maior ciclo de aportes do setor na história, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Só em 2024, foram anunciados mais de R$ 60 bilhões pelas empresas, em recursos destinados à ampliação de produção e desenvolvimento de tecnologia no país.

A Volkswagen anunciou o segundo maior investimento entre as montadoras, atrás apenas dos R$ 30 bilhões da Stellantis. Foram duas fases, em que o primeiro foi de R$ 7 bilhões divulgados em 2020 e, neste ano, outro de R$ 9 bilhões, totalizando R$ 16 bilhões para todo o país.

Os R$ 7 bilhões estão em distribuição entre 2022 e 2026. O primeiro fruto deste aporte foi lançado no ano passado com o Polo Track, versão de entrada do carro mais vendido do Brasil — segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Enquanto este montante segue sendo trabalhado, a Volks anunciou neste ano um novo aporte de R$ 9 bilhões será aplicado entre 2026 e 2028.

Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)

Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)
Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) — Foto: divulgação/Volkswagen


Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)
Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) — Foto: divulgação/Volkswagen
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