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domingo, 3 de dezembro de 2023

Quais são as cidades mais caras e mais baratas do mundo, segundo a revista The Economist

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Todos os anos, a revista semanal britânica The Economist faz uma lista das cidades mais caras e mais baratas para se viver. A referência monetária é o dólar e a posição de cada país na tabela depende da força da moeda local.
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Por Cristina J Orgaz

Postado em 03 de dezembro de 2023 às 12h55m

            Post. N. =  0.742           

Buenos Aires é a cidade mais barata da América Latina. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Buenos Aires é a cidade mais barata da América Latina. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Uma pequena fortuna. É quanto podem custar alimentos, bebidas alcoólicas ou roupas em Singapura, a cidade mais cara do mundo para se viver, segundo um ranking elaborado pela revista britânica The Economist.

Todos os anos, a publicação prepara a lista com base no que um dólar pode comprar em cada uma das cidades que são analisadas.

Quanto mais forte for a moeda local, maior será a posição das cidades do país na lista.

Isso significa que, quanto mais forte for a moeda, mais cara será a cidade. E quanto mais fraca a moeda, mais barato o local vai figurar na tabela.

Em Singapura, uma coisa que tem um valor de extremo luxo é o custo de um certificado necessário para comprar um carro: a versão mais barata deste documento superou a cifra de US$ 106 mil (R$ 521 mil) no início de outubro.

A cidade introduziu o sistema de certificado de titularidade (conhecido pela sigla COE) em 1990 como uma medida para aliviar os congestionamentos.

Mercosul e Singapura fecham acordo comercial; anúncio será feito na cúpula do dia 7

Os potenciais proprietários de automóveis devem ter um COE antes de poderem adquirir um veículo. A validade do título expira após 10 anos.

Os direitos são vendidos em leilões quinzenais e o governo controla a quantidade de certificados à venda, que depende do número de carros retirados das ruas e estradas.

Apesar de ser relativamente pequena, Singapura é frequentemente classificada como um dos países com maior número de milionários no mundo e, portanto, raramente sai do primeiro lugar do ranking: a cidade-Estado ficou no topo do pódio em nove dos últimos 11 anos.

Muitos bilionários vivem em Singapura. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Muitos bilionários vivem em Singapura. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

A cidade-Estado asiática aparece empatada no ranking deste ano com Zurique. Ambos os locais são considerados capitais financeiros.

A maior cidade da Suíça é sempre cara, especialmente em setores como alimentos, utensílios domésticos e entretenimento. Zurique ficou em primeiro lugar em 2020 e raramente sai das dez primeiras posições do ranking.

"A ascensão [de Zurique] ao topo da lista deve-se principalmente ao fato de o franco suíço ter valorizado mais de 10% em relação ao dólar no ano passado", contextualiza a The Economist.

"A cidade de referência da pesquisa é Nova York, portanto, se a moeda de um país se fortalecer, as cidades geralmente subirão no ranking, explica a revista.

A fraqueza recente do dólar fez com que as cidades americanas caíssem no ranking este ano. Nova York, a cidade mais cara do ano passado, caiu para o terceiro lugar. Nessa posição, aparece ao lado de outra cidade suíça — Genebra.

Para a Unidade de Inteligência da The Economist, a crise global do custo de vida que começou em 2022 ainda persiste em 2023, apesar de os preços cobrados pela energia e os problemas da cadeia de abastecimento terem diminuído.

 — Foto: GETTY IMAGES via BBC
— Foto: GETTY IMAGES via BBC

Mesmo assim, a inflação continua elevada em todo o mundo: os preços dos 200 produtos e serviços que foram analisados pela revista aumentaram em média 7,4% durante 2023.

Este valor é ligeiramente inferior aos 8,1% de 2022, mas ainda fica bem acima da média de 2,9% dos cinco anos anteriores.

As cidades mais baratas

A cidade mais barata no ranking continua a ser Damasco, a capital da Síria, apesar de a média de preço na moeda local ter aumentado 321% no ano.

A retirada dos subsídios governamentais e a desvalorização da moeda fizeram com que os custos de importação disparassem por lá.

Nas últimas posições do ranking, também aparecem Teerã (Irã) e Trípoli (Líbia). A taxa de inflação em Teerã é elevada, quase 49%, enquanto os preços em Trípoli subiram pouco mais de 5% no ano passado.

A The Economist afirmou que as três cidades são particularmente baratas em alimentos, bem como em itens domésticos e de higiene pessoal.

O forte investimento interno impulsionou os preços no México. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
O forte investimento interno impulsionou os preços no México. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

E a América Latina?

No estudo deste ano, as três cidades que mais subiram no ranking estão na América Latina. Foram Santiago de Querétaro e Aguascalientes, no México, e San José, capital da Costa Rica.

📈Embora o ranking deste ano abranja 173 das principais cidades do mundo, a média global foi calculada excluindo Kiev (Ucrânia) e Caracas (Venezuela), que continuam a enfrentar um ciclo de hiperinflação acima da curva.

Na América Latina, a Cidade do México é a mais cara.

"Em 2023, o peso mexicano provou ser uma das moedas mais fortes dos mercados emergentes, graças aos aumentos das taxas de juro e ao forte investimento interno", detalha a revista.

"Os bancos centrais de grande parte da América Latina foram os primeiros a seguir os aumentos das taxas de juros da Reserva Federal dos EUA para apoiar as moedas locais. Como resultado, o peso mexicano e o colón costarriquenho se fortaleceram", explica a publicação.

Três cidades brasileiras aparecem no ranking da The Economist: São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Elas têm uma posição intermediária na América Latina — são mais caras que Assunção (Paraguai) e Buenos Aires (Argentina), mas mais baratas que Quito (Equador), Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai).

A inflação na Argentina terminará 180% em 2023, segundo especialistas. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
A inflação na Argentina terminará 180% em 2023, segundo especialistas. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Buenos Aires, a mais barata da América Latina

Embora as autoridades estimem que a inflação na Argentina terminará 2023 em 180% ao ano, a capital argentina é a cidade mais barata da América Latina e do Caribe.

O principal motivo é a desvalorização sofrida pelo peso.

Atualmente, quem tem dólares na capital argentina pode conseguir em troca muito mais pesos do que há um ano.

"A Argentina tem uma trajetória fiscal insustentável, uma taxa de câmbio sobrevalorizada e uma balança comercial muito vulnerável. A inflação aumentou rapidamente, enquanto o peso argentino oficial enfraqueceu mais lentamente", afirma Mali Chivakul, economista de mercados emergentes do banco J. Safra Sarasin.

"Como resultado, a taxa de câmbio real valorizou-se de forma acentuada desde 2022."

"A estimativa do FMI sobre a sobrevalorização da taxa de câmbio real situa-se entre 15% e 20%. E o mercado paralelo argentino oferece um câmbio não oficial até 150% mais fraco que o oficial, acrescenta o especialista.

Por isso, embora a população da capital sofra intensamente com um ciclo de inflação, a comparação com o dólar torna Buenos Aires uma cidade relativamente barata em relação às demais.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Dólar recua e fecha a R$ 4,88 no primeiro pregão de dezembro; Ibovespa sobe

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A moeda norte-americana caiu 0,70%, cotada a R$ 4,8807. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira operava em alta na última hora do pregão.
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Por g1

Postado em 01 de dezembro de 2023 às 09h40m

            Post. N. =  0.741           

Dólar opera em baixa — Foto: Freepik
Dólar opera em baixa — Foto: Freepik

O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou a sessão desta sexta-feira (1º) em queda, na medida em que investidores repercutiam novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell.

O mercado também avaliou novos dados de produção industrial no Brasil e no exterior.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, operava em alta na última hora do pregão.

Entenda o que faz o dólar subir ou descerEntenda o que faz o dólar subir ou descer

Veja abaixo o dia nos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar recuou 0,70%, cotado a R$ 4,8807. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,57%, vendida a R$ 4,9152. Com o resultado, passou a acumular quedas de:

  • 0,36% na semana;
  • 0,70% no mês;
  • 7,53% no ano.

Ibovespa

Já o Ibovespa operava em alta na última hora do pregão.

No dia anterior, o índice fechou em alta de 0,92%, aos 127.331 pontos, maior patamar desde julho de 2021, encerrando novembro com o melhor desempenho mensal desde igual mês de 2020, quando subiu 15,90%. Com o resultado, passou a acumular ganhos de:

  • 1,45% na semana;
  • 12,54% no mês;
  • 16,04% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Nos Estados Unidos, as atenções estavam voltadas para novos discurso de dirigentes do Fed.

Nesta sexta-feira, o presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, afirmou os riscos de o Fed desacelerar a economia mais do que o necessário se tornaram "mais equilibrados" em comparação aos riscos de a instituição não elevar a taxa básica de juros o suficiente para controlar a inflação.

O banqueiro central ainda reafirmou a intenção do Fed de ser cauteloso em suas próximas decisões de política monetária. "Os dados nos dirão se precisaremos de mais aumentos", disse.

Já entre os indicadores, os destaques ficaram com os novos dados de produção industrial.

No Brasil, a indústria cresceu 0,1% em outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio um pouco abaixo das expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,3% no mês.

Outros países divulgaram o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria em novembro. Na China, o índice subiu de 49,5 para 50,7 no último mês, voltando ao nível de expansão da economia. Na zona do euro o PMI industrial também cresceu, de 43,1 para 44,2, mas permanece no nível de retração.

Desempenho de novembro

O mês de novembro foi marcado por um grande otimismo nos mercados que levou bolsas de valores em todo o mundo a entregarem resultados bastante positivos. No Brasil, o Ibovespa teve o melhor desempenho mensal em três anos, acumulando ganhos de mais de 12% no período.

"O mês de novembro de 2023 assinala um recorde no volume líquido de entrada de investidores estrangeiros na B3, atingindo a cifra de R$ 18,2 bilhões. Este desempenho representa a melhor performance registrada desde março de 2022", diz o consultor Einar Riveiro.

Novembro também foi o melhor mês de 2023 para as bolsas norte-americanas, destacam analistas do BTG Pactual.

O otimismo se deve, sobretudo, à perspectiva de que o ciclo de alta nos juros promovido pelo Fed chegou ao fim e que os primeiros cortes nas taxas podem acontecer ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Juros mais baixos nos Estados Unidos tendem a ser benéficos para os ativos de risco em todo o mundo.

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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Desemprego cai a 7,6% no trimestre terminado em outubro, diz IBGE

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População desocupada chegou a 8,3 milhões de pessoas. Já a população ocupada é recorde da série histórica iniciada em 2012, com 100,2 milhões de trabalhadores.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 30 de novembro de 2023 às 10h00m

            Post. N. =  0.740           

Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação Seteq
Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação Seteq

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,6% no trimestre móvel terminado em outubro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre maio e julho, o período traz redução de 0,3 ponto percentual (7,9%) na taxa de desocupação. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 8,3%. A taxa trimestral é a menor desde fevereiro de 2015, quando chegou a 7,5%.

Com os resultados deste trimestre, o número absoluto de desocupados teve baixa de 3,1% contra o trimestre anterior, chegando a 8,3 milhões de pessoas. O país chegou ao menor contingente de desocupados em números absolutos desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2015.

Em relação ao trimestre anterior, são 261 mil pessoas a menos no contingente de desocupados. Comparado ao mesmo período de 2022, o recuo é de 8,5%, ou 763 mil trabalhadores.

No trimestre, houve crescimento de 0,9% na população ocupada, que chegou ao recorde de 100,2 milhões de pessoas, maior número da série histórica iniciada em 2012. No ano, o aumento foi de 0,5%, com mais 545 mil pessoas ocupadas.

Assim, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,2%, alta de 0,4 p.p. no trimestre. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, há estabilidade.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 7,6%
  • População desocupada: 8,3 milhões de pessoas
  • População ocupada: 100,2 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66,6 milhões
  • População desalentada: 3,4 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 37,6 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,6 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,8 milhões
  • Trabalhadores informais: 39,2 milhões
  • Taxa de informalidade: 39,1%

Desemprego cai a 7,6% no trimestre terminado em outubro, diz IBGEDesemprego cai a 7,6% no trimestre terminado em outubro, diz IBGE

Carteira assinada volta a subir

O IBGE também destaca o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), que chegou a 37,6 milhões de trabalhadores, no maior contingente desde junho de 2014.

É um aumento de 1,7%, ou 620 mil pessoas a mais com carteira assinada, em relação ao trimestre anterior. No trimestre encerrado em outubro, houve aumento de 992 mil empregados com carteira a mais do que havia no ano passado.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, destaca que boa parte da formação de população ocupada no trimestre veio de empregos formais. Dos mais de 860 mil novos ocupados, cerca de 600 mil foram de carteira assinada.

O mercado de trabalho teve recuperação puxada por informais e conta própria no pós-pandemia. Sobretudo de 2022 para cá, começamos a acompanhar um crescimento importante do emprego com carteira.
— Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE

Quem também registrou melhora foi o número de trabalhadores por conta própria. No trimestre encerrado em outubro eram 25,6 milhões de pessoas, alta de 1,3% contra o trimestre anterior.

Os contingentes de empregados sem carteira no setor privado, trabalhadores domésticos, de empregadores e de empregados no setor público ficaram estáveis no trimestre e na comparação interanual.

Por fim, a taxa de subutilização — que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar contra o total da força de trabalho — voltou a registrar queda. São 20 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 17,5% de subutilização. Essa é a menor taxa desde o trimestre móvel encerrado em dezembro de 2015.

Rendimento em alta

O rendimento real habitual teve alta de 1,7% frente ao trimestre anterior, estimado em R$ 2.999. No ano, o crescimento foi de 3,9%. O IBGE atribui o aumento à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, que têm rendimentos maiores.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 295,7 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado subiu 2,6% frente ao trimestre anterior, e cresceu 4,7% na comparação anual.

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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Dólar opera em alta, com PIB dos EUA acima das projeções; Ibovespa sobe

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No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,56%, cotada a R$ 4,8719. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,64, aos 126.538 pontos.
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Por g1

Postado em 29 de novembro de 2023 às 11h10m

            Post. N. =  0.739           

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (29), após a divulgação da segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2023. Segundo dados preliminares, a maior economia do mundo cresceu 5,2% entre julho e setembro, acima das projeções de mercado, que apontavam para crescimento de 4,9%.

Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda.

Também está no radar o discurso de um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que aumentou as expectativas de que a instituição pode iniciar um ciclo de cortes em suas taxas de juros — hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano — já no primeiro semestre de 2024.

No Brasil, o principal destaque da agenda econômica fica com o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 0,59% em novembro, segundo a FGV.

Entenda o que faz o dólar subir ou descerEntenda o que faz o dólar subir ou descer

Veja abaixo o dia nos mercados.

Dólar

Às 12h55, o dólar subia 0,25%, cotado a R$ 4,8841. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,56%, vendida a R$ 4,8719. Com o resultado, passou a acumular quedas de:

  • 0,54% na semana;
  • 3,35% no mês;
  • 7,69% no ano.

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,17%, aos 126.754 pontos.

Na véspera, o índice fechou em alta de 0,64%, aos 126.538 pontos. Com o resultado, passou a acumular ganhos de:

  • 0,81% na semana;
  • 11,84% no mês;
  • 15,31% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Neste pregão, os olhos estão voltados para uma série de indicadores econômicos dos Estados Unidos. O mais importante é a prévia do PIB no terceiro trimestre, que subiu 5,2%, acima das projeções.

Investidores também seguem repercutindo falas de Christopher Waller, diretor do Fed. Ontem, ele disse que qualquer corte nos juros norte-americanos não teria "nada a ver com a tentativa de salvar a economia ou a recessão", mas com o objetivo de garantir que a política monetária do país não se torne excessivamente rígida à medida que a inflação recua.

"Se observarmos que a desinflação continua por mais alguns meses — não sei quanto tempo pode ser, três meses, quatro meses, cinco meses — você poderia então começar a reduzir a taxa básica só porque a inflação está mais baixa", afirmou o diretor ao think tank American Enterprise Institute.

O diretor do BC norte-americano destacou, no entanto, que os preços dos EUA ainda estão "muito altos" e que "é muito cedo para dizer se a desaceleração será sustentada".

No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M de novembro, que acelerou e subiu 0,59%. Com o resultado, o indicador acumula queda de 3,89% no ano e de 3,46% nos últimos 12 meses.

Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, em novembro o índice ao produtor teve a alta puxada, sobretudo, pelos preços das commodities, com destaque para o farelo de soja (que subiu de 0,51% para 5,41%) e café em grão (de -1,60% para 6,36%).

"Já a inflação ao consumidor avançou sob influência de fatores climáticos que impactaram negativamente a oferta de alimentos in natura. Entre os destaques, observa-se a variação expressiva na cebola, de -5,20% para 38,53%, e na batata-inglesa, que evoluiu de -5,40% para 20,94%", comenta o pesquisador.

Ainda no cenário doméstico, a inflação ao produtor, chamada inflação de porta de fábrica, sem impostos e fretes, teve alta de 1,11% em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a terceira alta consecutiva. Em 12 meses, o indicador acumula queda de 6,13%. No ano até aqui, o resultado é de baixa de 4,43%.

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