Total de visualizações de página

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Dólar e Ibovespa fecham em leve queda enquanto mercado ainda digere juros local e discurso do Fed

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Nesta sexta, o câmbio estadunidense caiu 0,02%, cotado a R$ 4,9324. O Ibovespa, por sua vez, recuou 0,12%, aos 116.008 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 22 de setembro de 2023 às 11h10m

            Post. N. =  0.706           

Dólar e Ibovespa fecham em leve queda enquanto mercado ainda digere juros local e discurso do Fed
Pixabay

O Ibovespa e o dólar encerraram esta sexta-feira (22) em queda. O índice, assim como a moeda norte-americana, foram impactos pelos tons mais duros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil (BC) nos comunicados de política monetária.

Dólar

O câmbio estadunidense caiu 0,02%, cotado a R$ 4,9324. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar fechou com alta de 1,10%, vendido a R$ 4,9336, mas chegou a bater R$ 4,9361 na máxima do dia.

Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

  • alta de 1,27% na semana;
  • quedas de 0,36% no mês e de 6,55% no ano.
Ibovespa

O Ibovespa, por sua vez, recuou 0,12%, aos 116.008 pontos.

Na véspera, o índice fechou o dia em forte queda de 2,15%, aos 116.145 pontos.

Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular:

  • queda de 2,31% na semana;
  • altas de 0,23% no mês e de 5,72% no ano.
LEIA TAMBÉM
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR:
Qual o melhor momento para comprar a moeda?

O que mexeu com os mercados?

Os mercados continuam repercutindo as decisões sobre juros, principalmente do Brasil e dos Estados Unidos. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou em 0,50 ponto percentual a Selic, taxa básica de juros, que foi a 12,75% ao ano. Já nos EUA, o Fed deixou as taxas inalteradas entre 5,25% e 5,50% ao ano.

As decisões vieram em linha com o que era esperado pelo mercado, mas o tom dos comunicados despertou a atenção dos investidores.

No caso do Brasil, o Copom reafirmou, com mais ênfase, que segue de olho nos rumos da política fiscal e na arrecadação do governo, que vem caindo. Esses fatores podem pesar sobre próximas decisões do comitê.

Já nos Estados Unidos, o Fed não teve unanimidade para manter os juros inalterados e vários dirigentes queriam promover uma nova alta nas taxas. Assim, se a inflação continuar subindo no país, outros aumentos podem vir pela frente.

Os investidores ainda digeriram ao longo do dia dados econômicos internacionais que não afetam diretamente o mercado brasileiro, mas apontam como está o cenário econômico internacional (veja abaixo).

Na zona do euro, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto - que reúne dados do setor industrial e também de serviços - subiu de 46,7 em agosto para 47,1 em setembro, segundo a S&P Global.

O indicador veio acima das expectativas que era de 46,5 pontos. No entanto, mesmo com a melhora, o número continua abaixo dos 50 pontos. Quando o número é menor do que 50, há uma contração da economia - acima desse limite, significa expansão econômica.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Taxa Selic: entenda os pontos mais importantes para a decisão de juros do Banco Central

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça (19) e na quarta-feira (20) para definir os juros dos próximos 45 dias. Hoje, está na casa dos 13,25% ao ano.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Artur Nicoceli, g1

Postado em 19 de setembro de 2023 às 09h00m

            Post. N. =  0.705           

Sede do Banco Central, em Brasília  — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Sede do Banco Central, em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça (19) e quarta-feira (20) para definir o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, o Copom baixou a Selic pela primeira vez desde 2020, para 13,25% ao ano.

A cada 45 dias, o comitê analisa os dados econômicos do país e define a direção dos juros do país, com o principal objetivo de que a inflação oficial fique dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) — de 3,25% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

⚠️O grupo antigo será desativado. Mesmo que você já faça parte da nossa comunidade, é preciso se inscrever novamente.

Essa é a dinâmica geral do sistema de metas de inflação. Entre tudo o que o Banco Central do Brasil analisa a cada reunião, quatro pontos são os principais para definir a taxa Selic:

  • Núcleo da inflação;
  • Índice de difusão;
  • Boletim Focus;
  • Cotação do petróleo.

Nesta matéria, o g1 te explica o que cada ponto significa e como ele pode afetar na decisão da taxa. A expectativa de mercado para o anúncio desta quarta-feira é de um novo corte de 0,5 ponto percentual, para 12,75% ao ano.

Ata do Copom sinaliza para novos cortes na Selic na ordem de 0,5 pontos
Ata do Copom sinaliza para novos cortes na Selic na ordem de 0,5 pontos

Núcleo da inflação

Na dinâmica do pós-pandemia, a inflação de serviços ficou no radar do Banco Central para direcionar a velocidade de corte na taxa de juros. O índice teve lenta desaceleração, mas aproximou-se do índice geral do IPCA. De acordo com os últimos dados do IBGE e na janela de 12 meses, a cesta de serviços acumula alta de 5,43%, com alta de apenas 0,08% no mês de agosto.

Atualmente, os vilões da inflação são os produtos monitorados. Os itens - cujos preços são definidos pelo setor público ou por contratos - tornaram-se o destaque dos resultados de inflação.

Na janela de 12 meses, essa cesta de produtos acumula alta de 7,69%, acima do índice geral. No mês, houve aceleração de 0,46% em julho para 1,26% em agosto.

Um dos produtos que influenciou os monitorados é a gasolina, principal subitem da inflação em 2023. Mas a dinâmica dos demais combustíveis também está sob análise do BC, já que trazem impactos nos preços da cadeia de logística ou restringem a capacidade de gasto da população (entenda mais abaixo).

Todos os itens acima fazem parte da cesta que contempla o núcleo da inflação, um cálculo feito com três grandes métricas, que captam a tendência dos preços, desconsiderando choques temporários ou sazonais:

  • Núcleo de médias aparadas com suavização o cálculo elimina 40% dos itens que apresentam variações no preço de forma extrema e calcula uma média com o restante dos itens que compõem o IPCA;
  • Núcleo por exclusão o cálculo exclui itens dos grupos de alimentação por domicílio e preços administrados por contrato e monitorados (itens cujo valor não sofre tanta alteração por oferta e demanda);
  • Núcleo por dupla ponderação — o cálculo inclui todos os itens, mas dá um peso menor para os produtos que apresentam maior volatilidade.

Essas medidas se destrincham em vários números que dão uma base ao BC sobre o cenário inflacionário do país, explica André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).

Porém, não existe um padrão consensual na literatura sobre o que constitui um núcleo de inflação ideal, de forma que, normalmente, utilizam-se diversos critérios para avaliá-la. Ou seja, cada analista usa a teoria que acha melhor e faz seus próprios cálculos.

Na prática, o objetivo é sempre acompanhar a alta de preços, mas os cálculos usados podem variar de reunião para reunião.

Vale destacar que os integrantes do Copom também ficam de olho na cotação do real frente ao dólar — que está na casa dos R$ 5,00 — porque quanto mais caro fica para comprar moeda norte-americana, menor deve ser a quantidade de produtos importados e maior deve ser os produtos exportados — o que impacta na inflação.

Entenda como a alta na moeda americana impacta a dinâmica de preços no BrasilEntenda como a alta na moeda americana impacta a dinâmica de preços no Brasil

Índice de difusão

Outro item importante ao BC é o índice de difusão, um cálculo que mostra a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços em um determinado período. Por exemplo, se dos aproximadamente 400 itens do IPCA, 200 sofreram aumento nos preços, cerca de 50% dos itens tiveram os preços afetados.

E, segundo o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV, se a porcentagem estiver acima dos 50%, mais espalhada está a inflação. Assim, o Copom consegue compreender, diante dos cenários internacionais, se é uma questão de sazonalidade ou se determinada mudança nos preços é algo para se prestar atenção.

A sazonalidade não tão é importante ao Banco Central porque o preço desses produtos pode subir ou descer conforme, por exemplo, o clima de uma região.

Boletim Focus

O terceiro ponto é o boletim Focus, um relatório publicado toda segunda-feira, pelo próprio BC, contendo as expectativas do mercado sobre alguns indicadores econômicos, como a inflação e os juros nos próximos anos.

O levantamento mostra as expectativas dos agentes para dados econômicos, como atividade, inflação, juros, dólar, entre outros. Por ali, é possível vislumbrar sobre a esperança que o mercado deposita no Banco Central para cumprir com as metas.

Se a inflação se distancia [da meta], significa que o BC está com uma política monetária frágil, afirma o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV. E o objetivo de todos os investidores é proteger seu dinheiro da inflação. Assim, eles tendem a tirar dinheiro do país para procurar produtos onde a inflação não corroa seu bolso.

Na prática, a inflação mostra uma insegurança dentro do sistema econômico do país, o que gera um maior risco ao investidor, que procura outros países onde consiga ter maior segurança sobre o retorno financeiro.

No boletim Focus desta segunda-feira (18), os analistas do mercado financeiro baixaram a estimativa do valor da inflação de 4,93% para 4,86%. O valor está em queda desde meados de maio, mas permanece acima do teto da meta definido pelo CMN — de 4,75%.

A inflação ao consumidor segue com uma dinâmica corrente mais benigna, em particular nos componentes referentes a bens industriais e alimentos. Os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que possuem maior inércia inflacionária, apresentaram queda, mas mantêm-se acima da meta para a inflação, informou o BC na ata da última reunião, que aconteceu em agosto. 
Petróleo

De acordo com Rodolfo Margato, economista da XP, um quarto ponto que está no radar dos integrantes do Copom é o preço do petróleo. Ele explica que o preço da commodity impacta no preço dos combustíveis e reflete diretamente no IPCA.

Isso porque o encarecimento tanto do álcool, como da gasolina, ou do diesel faz com que as empresas gastem mais para transportar os produtos e, consequentemente, tenham que subir o preço dos produtos.

Segundos os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados na última sexta-feira (15), a gasolina e o álcool caíram para R$ 5,84 e R$ 3,64, respectivamente.

Enquanto o litro do diesel engatou sua sétima alta consecutiva e foi encontrado nos postos, em média, a R$ 6,10 (veja o preço dos combustíveis nos últimos meses abaixo).

Ainda assim, a alta da gasolina foi de 13,02% em 2023, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto. A participação total do combustível no acumulado do ano foi de 0,60 p.p. Em 2023, o IPCA tem alta de 3,23%.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Ibovespa tem volatilidade, na expectativa por decisões de juros

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


O principal índice da bolsa de valores brasileira caiu 0,53%, aos 118.758 pontos. Na semana, acumulou ganhos de 2,99%.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 18 de setembro de 2023 às 11h15m

            Post. N. =  0.704           

Ibovespa opera em baixa, puxado pelo exterior. — Foto: Freepik
Ibovespa opera em baixa, puxado pelo exterior. — Foto: Freepik

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera com volatilidade nesta segunda-feira (18). Investidores seguem na expectativa pelas decisões sobre taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que acontecem em reuniões dos banco centrais na quarta-feira (20).

O mercado também repercute o novo Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central do Brasil (BC), que traz projeções sobre os principais indicadores econômicos do país. Nesta semana, as estimativas para inflação caíram e para o crescimento da atividade econômica subiam.

Às 16h01, o índice tinha queda de 0,29%, aos 118.413 pontos. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira (15), o Ibovespa fechou em baixa de 0,53%, aos 118.758 pontos. Com o resultado, o índice passou a acumular altas de:

  • 2,99% na semana;
  • 2,61% no mês;
  • e de 8,22% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Essa é uma semana de grande importância para a economia global, que marca as últimas decisões de política monetária do terceiro trimestre de 2023.

A mais importante dessas decisões é a do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que anuncia suas novas taxas de juros na próxima quarta-feira (20). Atualmente, as taxas nos Estados Unidos estão entre 5,25% e 5,50% ao ano, no maior patamar em mais de duas décadas.

Se os juros sobem no país, o rendimento dos seus títulos públicos também ficam maiores. Por se tratar da maior economia do mundo, esses títulos são considerados os mais seguros e, com uma maior rentabilidade, atraem mais investidores - o que leva a uma migração do capital estrangeiro, valorizando o dólar frente a outras moedas.

No entanto, não há consenso no mercado sobre qual será a decisão. Há quem espera um novo aumento, mas muitos especialistas apostam que o Fed deve manter os juros inalterados, uma vez que os últimos dados de inflação vieram em linha com as projeções.

Também na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne para decidir a nova Selic, taxa básica de juros do Brasil, hoje em 13,25% ao ano. Diferente dos Estados Unidos, as expectativas por aqui são de que o Copom promova mais um corte nos juros, de pelo menos 0,50% ponto percentual.

A expectativa maior fica, na verdade, com o que o Copom vai sinalizar em seu comunicado após a reunião: se haverá novos cortes na taxa Selic nos próximos meses e quais serão as suas magnitudes.

Além de Brasil e Estados Unidos, investidores também estão de olho nas decisões de política monetária em outros países, como China e Japão, nesta sexta-feira (22).

Neste pregão, outra coisa que mexe com os negócios é o Boletim Focus. Na edição do relatório desta semana, os economistas ouvidos pelo BC reduziram as suas estimativas para a inflação brasileira em 2023 e em 2024. Para este ano, as projeções caíram de 4,93% para 4,86%. Para o próximo, de 3,89% para 3,86%.

O boletim também trouxe um aumento nas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em 2023, o mercado elevou as expectativas de crescimento de 2,64% para 2,89%. Já no próximo ano, as previsões passaram de alta de 1,47% para 1,50%.

No exterior, a melhora nos indicadores econômicos da China na última sexta-feira continua a impulsionar os negócios. As vendas no varejo e produção industrial do país cresceram acima do esperado, trazendo a perspectiva de que a segunda maior economia do mundo está se estabilizando.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Embraer fecha acordo para venda de até 5 jatos em negócio de US$ 288,3 milhões

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Negócio fechado com a empresa Air Peace, da Nigéria, prevê a venda de cinco aeronaves da família E175.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1 Vale do Paraíba e Região

Postado em 14 de setembro de 2023 às 20h20m

            Post. N. =  0.703           

Embraer fecha acordo para venda de até 5 jatos em negócio de US$ 288,3 milhões. — Foto: Divulgação/Embraer
Embraer fecha acordo para venda de até 5 jatos em negócio de US$ 288,3 milhões. — Foto: Divulgação/Embraer

A Embraer anunciou, nesta quinta-feira (14), um acordo com a empresa Air Peace para venda de até cinco aeronaves, em um negócio avaliado em US$ 288,3 milhões.

O acordo prevê a venda de cinco jatos da família E175, que contam com 88 assentos. As entregas devem ser iniciadas em 2024.

Segundo a Embraer, a Air Peace é da Nigéria, sendo a maior companhia aérea da África Ocidental.

Com os novos jatos, o objetivo da empresa é expandir os voos regionais e modernizar a frota. A Air Peace também opera o modelo E195-E2 da Embraer.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

terça-feira, 12 de setembro de 2023

IPCA sobe 0,23% em agosto, com aumento na conta de luz

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Fim da incorporação do bônus de Itaipu elevou os preços da energia elétrica residencial. País passa a ter uma inflação acumulada de 4,61% na janela de 12 meses.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Raphael Martins, g1

Postado em 12 de setembro de 2023 às 11h00m

            Post. N. =  0.702           

IPCA: Energia elétrica residencial teve um aumento de 4,59% em agosto e impacto de 0,18 p.p. no índice geral. — Foto: ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
IPCA: Energia elétrica residencial teve um aumento de 4,59% em agosto e impacto de 0,18 p.p. no índice geral. — Foto: ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do país, subiu 0,23% em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador voltou a acelerar em relação ao mês anterior, puxado desta vez por um aumento da energia elétrica residencial (4,59% no mês). Em junho, o IPCA fechou com alta de 0,12%. Já em agosto de 2022, o país havia registrado deflação de 0,36%, na esteira da desoneração de combustíveis.

Com isso, o país passa a ter uma inflação acumulada de 4,61% na janela de 12 meses. No ano, acumula alta de 3,23%.

Mesmo em trajetória de alta, o índice de preços veio levemente abaixo das projeções do mercado financeiro. A mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data apontava alta de 0,29% no mês.

O IBGE mostra que houve alta em seis dos nove grupos que compõem o IPCA. O maior ganho vem do grupo Habitação (1,11%), que abriga o subitem de energia elétrica residencial. As contas de luz tiveram alta de 4,59% e impacto de 0,18 ponto percentual no índice geral.

O aumento das contas de luz tem relação com o fim da incorporação do bônus de Itaipu, um saldo positivo na conta de comercialização de energia elétrica de Itaipu em 2022. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia anunciado R$ 405,4 milhões em bônus para o mês de julho.

Na ocasião, o grupo de Habitação havia registrado queda de 1,01% no mês, porque o bônus foi incorporado nas contas de luz de julho. Agora, ele sai da conta em agosto.

Por outro lado, o grupo de Alimentação e bebidas continua em queda, e registra deflação de 0,85% em agosto. É o terceiro mês consecutivo de quedas no grupo, puxados sempre pelos preços da alimentação no domicílio (-1,26% no mês).

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: - 0,85%;
  • Habitação: 1,11%;
  • Artigos de residência: - 0,04%;
  • Vestuário: 0,54%;
  • Transportes: 0,34%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,58%;
  • Despesas pessoais: 0,38%;
  • Educação: 0,69%;
  • Comunicação: - 0,09%.

Conta de luz puxa preços monitorados

De acordo com André Almeida, gerente de IPCA do IBGE, os produtos monitorados tornaram-se o destaque dos resultados de inflação nos últimos meses. São itens cujos preços são definidos pelo setor público ou por contratos.

Na janela de 12 meses, essa cesta de produtos acumula alta de 7,69%, acima do índice geral de inflação. No mês, houve aceleração de 0,46% em julho para 1,26% em agosto.

A energia elétrica carrega o aumento dos preços monitorados neste mês. Em agosto, todas as áreas de abrangência do IBGE mostram alta nas contas de luz. O maior ajuste veio de Vitória, com alta de 9,64%. Em seguida, Belém (8,84%) e Goiânia (7,05%) fazem o pódio de maiores aumentos.

Mas a cesta também foi influenciada pelo diesel. O combustível teve alta de 8,54% no mês, após mais um reajuste de preços por parte da Petrobras nas refinarias. Desde o dia 16, o litro do diesel subiu R$ 0,78 na venda para distribuidoras, que desemboca no preço da bomba.

A gasolina também teve uma alta de R$ 0,41 na ocasião, mas o aumento no IPCA foi menor, de 1,24%. Ainda assim, vem da gasolina o maior impulso do IPCA no ano. A alta no combustível foi de 13,02% em 2023, com participação total de 0,60 p.p. no índice geral.

IPCA acelera para 0,23% em agosto com fim do bônus de ItaipuIPCA acelera para 0,23% em agosto com fim do bônus de Itaipu

Serviços seguem em desaceleração

A inflação de serviços segue em lenta desaceleração, aproximando-se do índice geral do IPCA. Na janela de 12 meses, a cesta de serviços acumula alta de 5,43%, com alta de apenas 0,08% no mês de agosto.

É o menor resultado para o grupamento desde janeiro de 2022, quando a alta acumulava 5,09%.

O principal destaque de queda foi o preço das passagens aéreas, que mantém uma forte oscilação mês a mês. Em agosto, houve queda de 11,69%. Em junho, havia registrado alta de 4,97%.

Tivemos redução da taxa de desocupação, com expansão do número de pessoas trabalhando, mas o que temos percebido é que o maior impacto na inflação tem vindo dos monitorados, como gasolina e energia elétrica, em vez de uma demanda nos serviços
— André Almeida, gerente de IPCA do IBGE

A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, chama atenção para a desaceleração dos serviços subjacentes. O grupamento é critério importante para o Banco Central definir direção e velocidade da taxa de juros no Brasil.

"O resultado abaixo de 0,20% na margem é muito baixo. Continuamos acreditando que há espaço para uma redução de 0,75 p.p. em dezembro. As notícias positivas com inflação podem reduzir as expectativas de inflação, apesar da surpresa que tivemos com a atividade econômica", diz ela.

Alimentação e bebidas seguem caindo

Principal motor de queda para o grupo de Alimentação e bebidas (-0,85%), a Alimentação no domicílio enfrenta desaceleração desde abril, mas o destaque são as três deflações seguidas nos últimos meses.

As principais quedas constatadas pelo IBGE no mês foram da batata-inglesa (-12,92%), do feijão-carioca (-8,27%), do tomate (-7,91%), do leite longa vida (-3,35%), do frango em pedaços (-2,57%) e das carnes (-1,90%). O item de maior alta foi o limão, com alta de 51,11%, produto que enfrenta redução de oferta.

De acordo com André Almeida, do IBGE, a queda constante nos preços alimentícios tem sido influenciada por maior oferta dos produtos no mercado.

João Savignon, chefe de pesquisa macroeconômica da Kínitro Capital, destaca que o movimento de Alimentos e bebidas segue com uma dinâmica favorável e deve se manter assim no mês de setembro.

"As aberturas do dado de hoje reforçam a dinâmica positiva recente da inflação no país e o plano de voo do Banco Central no ciclo de cortes de juros", afirma o analista.

INPC tem alta de 0,20% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,20% em agosto. Em julho, houve queda foi de 0,09%.

Assim, o INPC acumula alta de 2,80% no ano e de 4,06% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2022, a taxa foi de -0,31%.

"Os produtos alimentícios apresentaram variação de -0,91% em agosto, após queda de 0,59% em julho. Nos produtos não alimentícios, foi registrada alta de 0,56%, acima do resultado de 0,07% observado em julho", destaca o IBGE.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----