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sábado, 6 de maio de 2023

Hurb terá mais 72 horas para provar que tem recursos para cumprir com pacotes à venda

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Empresa tem até a próxima segunda-feira (8) para comprovar condições financeiras; caso descumpra a medida, companhia pode ser multada e corre o risco de ter atividade suspensa.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 06 de maio de 2023 às 07h45m

            Post. N. =  0.633           

Hurb terá mais 72h para comprovar condições financeiras. — Foto: Divulgação/Web Summit
Hurb terá mais 72h para comprovar condições financeiras. — Foto: Divulgação/Web Summit

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que estendeu em mais 72 horas o prazo para que o Hurb, antigo Hotel Urbano, pudesse comprovar suas condições financeiras. O período para a entrega das informações, agora, se encerra na próxima segunda-feira (8) – anteriormente, o fim do prazo seria na quinta-feira (4).

A concessão do prazo se deu após um pedido feito pela companhia. Em nota, a Senacon informou que a nova data é "improrrogável". Veja abaixo a nota na íntegra.

"A Secretaria Nacional do Consumidor informa que a plataforma Hurb respondeu à medida cautelar pedindo aumento de prazo na prestação de informações. Entendendo razoável a solicitação, a Senacon concedeu um prazo de 72 horas, improrrogáveis, contando a partir de hoje (4) e encerrando na segunda-feira (8), para que a empresa esclareça sobre a sua situação econômica e financeira e sobre a previsão de recursos para execução contratual de novos pacotes de viagens ofertados."

Caso descumpra a medida, o Hurb poderá receber uma multa diária no valor de R$ 50 mil. O procedimento também pode resultar na suspensão das atividades da empresa.

A medida cautelar aplicada pela Senacon contra a companhia veio após a secretaria receber diversas denúncias de consumidores, que afirmaram terem enfrentado problemas com a empresa – como a não realização de serviços contratados e a falta de reembolso em casos de cancelamento de viagens.

Segundo a secretaria, foram mais de 7 mil reclamações apenas nos três primeiros meses de 2023, segundo dados da plataforma consumidor.gov. Para comparação, a companhia recebeu 12 mil reclamações em todo o ano de 2022. Além disso, o índice de solução das demandas no site caiu de 64% em 2022 para 45% em 2023.

À época da aplicação da medida, o secretário nacional do consumidor, Wadih Damous, afirmou que a secretaria estava "concedendo uma chance" para a empresa antes de adotar uma "medida mais drástica", que seria a proibição de comercializar.

“Basta que ela demonstre as condições financeiras de arcar com essas novas obrigações. Caso contrário, seremos obrigados a adotar a medida extrema de proibir a comercialização de novos pacotes, para salvaguardar os direitos das consumidoras e dos consumidores”, afirmou Damous à época.

Procurado pelo g1, o Hurb afirmou que, "por questões legais, não comenta processos e/ou ações em andamento."

"Referente à abertura de processo administrativo contra o Hurb divulgado pela Senacon e seus desdobramentos, a empresa informa que, por questões legais, não comenta processos e/ou ações em andamento. Entretanto, afirma que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos. O Hurb sempre prezou pela escuta ativa e cuidado com os consumidores e, por isso, está à disposição caso surjam eventuais dúvidas", disse a companhia em nota.

Entenda o caso

No último mês, alguns hotéis e pousadas suspenderam reservas de hospedagem feitas pelo Hurb após atrasos ou falta de pagamentos da plataforma. Além disso, muitos clientes usaram as redes sociais para reclamar de problemas nas reservas, voos e hospedagens. Os turistas relataram preocupação com viagens marcadas e reclamaram do atendimento da empresa.

Em meio à polêmica de reclamações de clientes nas redes sociais, João Ricardo Mendes, fundador do Hurb, renunciou ao cargo de presidente da companhia. O anúncio foi feito após a divulgação de vídeos do empresário ameaçando e expondo dados de clientes (veja o vídeo abaixo).

Crise na Hurb: veja vídeos e áudios que levaram ao afastamento de CEO da empresa
Crise na Hurb: veja vídeos e áudios que levaram ao afastamento de CEO da empresa

O Hurb afirmou à época que trata cada caso individualmente com hotéis e pousadas, e alegou que não pode dar detalhes específicos por questões legais (veja a nota do Hurb sobre esse questionamento aqui).

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sexta-feira, 5 de maio de 2023

Poupança tem retirada de R$ 6,3 bilhões em abril, informa Banco Central

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Nos quatro primeiros meses deste ano, as retiradas superaram os depósitos na poupança em R$ 57,4 bilhões – novo recorde para o período. Juros altos e inflação podem ter motivado saques.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 05 de maio de 2023 às 16h15m

            Post. N. =  0.632           

As retiradas nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 6,3 bilhões, informou nesta sexta-feira (5) o Banco Central.

Com isso, houve queda na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando as saídas líquidas de recursos da poupança somaram US$ 9,87 bilhões.

De acordo com a instituição, no mês passado

  • os depósitos somaram R$ 289,27 bilhões.
  • as retiradas totalizaram R$ 295,52 bilhões.

Captação da poupança em 2023
Depósitos menos retiradas em R$ bilhões
-33,63-33,63-11,52-11,52-6,08-6,08-6,25-6,25JaneiroFevereiroMarçoAbril-40-30-20-100
Fonte: Banco Central

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo informações do Banco Central, as retiradas superaram os depósitos na poupança em R$ 57,48 bilhões (novo recorde para o período).

Com a saída de recursos da poupança no mês passado, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou estabilidade em cerca de R$ 967,5 bilhões. Os rendimentos também são creditados no cálculo do saldo da poupança.

Cenário da economia

A retirada de recursos da caderneta de poupança acontece em um cenário de juros elevados e de inflação ainda pressionada.

Em 13,75% ao ano, a taxa básica da economia está no maior nível em seis anos e meio, com reflexos nas taxas cobradas pelos bancos — que somaram, em fevereiro, a maior taxa média em cinco anos.

Indicadores também mostram que o endividamento da população segue alto. Segundo o BC, ele somou 48,6% da renda acumulada nos doze meses até fevereiro desse ano.

O governo federal prepara um programa, chamado de Desenrola, para a renegociação de dívidas de cerca de 40 milhões de brasileiros negativados.

Rentabilidade

No ano passado, a aplicação financeira mais popular do país registrou rentabilidade de 2%, já descontado o aumento de preços pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Apesar do ganho real, a aplicação segue com rendimento limitado. Quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da taxa referencial (TR, que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados).

Um levantamento de Einar Rivero, da consultoria TradeMap, mostra que apenas cinco das 13 principais aplicações financeiras do país apresentaram ganho acima da inflação no último ano.

O maior ganho real foi registrado pelo IHFA, que é um índice do mercado financeiro que calcula a média do desempenho dos fundos de investimento multimercado, com alta de 7,45%. Já a maior perda real foi registrada pelo bitcoin, com uma queda de 68,27% no ano.

Rentabilidade real dos investimentos em 2022: — Foto: g1
Rentabilidade real dos investimentos em 2022: — Foto: g1

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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Dólar fecha em queda e volta a ficar abaixo de R$ 5 na 'Super Quarta', dia de definição de juros no Brasil e EUA

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A moeda norte-americana caiu 1,08%, cotada a R$ 4,9919.
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Por g1

Postado em 03 de maio de 2023 às 10h10m

            Post. N. =  0.631           

Dólar — Foto: Pixabay
Dólar — Foto: Pixabay

O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (3) em queda, com investidores de olho nas decisões sobre as taxas básicas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Na maior economia do mundo, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), elevou as taxas em 0,25%, elevando-as a um patamar entre 5,00% e 5,25% ao ano, maior nível desde 2007, com o objetivo e controlar a pressão inflacionária no país.

O mercado ainda aguarda a decisão do Banco Central do Brasil (BC), que deve ser anunciada por volta das 18h30. As expectativas são de que a instituição mantenha a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Ao final da sessão, a moeda americana recuou 1,08%, cotada a R$ 4,9919. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,9836. Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar fechou com alta de 1,18%, cotada a R$ 5,0462. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

O que está mexendo com os mercados?

Em meio à toda a expectativa para a "Super Quarta" — como são conhecidos os dias em que há decisões de juros tanto por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) quanto pelo Banco Central do Brasil — o foco dos investidores ficou mais com as mensagens enviadas pelas autoridades monetárias, do que com os resultados dos juros em si.

No Brasil, agentes avaliam que os dados de atividade econômica e os núcleos de inflação medidos pelo IPCA-15, divulgado na semana passada, podem afastar um tom mais sereno do BC e tirar um pouco da clareza das intenções do Comitê de Política Monetária (Copom) para a próxima reunião.

"Além disso, a questão fiscal vigente ainda não tem definição e portanto, não abre espaço para que haja alívio nos vértices das curvas de juros de forma a permitir a retomada do afrouxamento monetário antes do segundo semestre deste ano, sendo possíveis cortes a partir de agosto", diz a análise da Infinity Asset.

Para a casa de análise, inclusive, os cortes no segundo semestre só poderão seguir a depender dos rumos do arcabouço fiscal e se seu foco continuará na busca por receitas e não, na redução de despesas.

A decisão do BC brasileiro deve ser divulgada perto das 18h30, após os fechamentos dos mercados acionário e de câmbio.

Já nos Estados Unidos, o foco esteve com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A autarquia anunciou um novo aumento da taxa básica do país em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 5% e 5,25%.

O movimento já era amplamente esperado pelo mercado, e o foco dos investidores ficou com as falas do presidente da instituição, Jerome Powell. Em entrevista concedida após a divulgação do texto, o banqueiro central afirmou que a decisão de uma "pausa" no ciclo de alta dos juros ainda não foi feita.

"Tomaremos essa decisão a cada reunião, com base nos dados econômicos disponíveis", disse.

Powell ainda fez comentários sobre o sistema bancário norte-americano e sobre a dívida pública do país. Sobre o futuro da maior economia do mundo, o banqueiro central afirmou que não descarta uma "leve recessão", mas reforçou que é possível que o mercado de trabalho desacelere gradativamente sem causar, necessariamente, um "aumento extremo" do desemprego.

"Os salários têm se movido para baixo. Então, acredito que ainda é possível evitarmos uma recessão", disse.

Assim, os resultados da geração de empregos pelo setor privado (ADP Employment) nesta quarta e do relatório de emprego norte-americano (também conhecido como payroll) na sexta-feira seguem na mira dos investidores.

O ADP já surpreendeu: foram abertas no setor privado 296 mil vagas no mês passado, mostrou o relatório. Economistas consultados pela Reuters previam que 148 mil vagas seriam criadas.

Além disso, os dados de março foram revisados para baixo para mostrar 142 mil postos em vez de 145 mil conforme relatado anteriormente.

Em relatório desta manhã, porém, a XP Investimentos alertava para a desaceleração do mercado de trabalho em meio à alta de juros.

"O número de vagas disponíveis nos EUA caiu para o nível mais baixo em quase dois anos em março, com o mercado de trabalho na maior economia do mundo mostrando sinais de arrefecimento em resposta ao aumento das taxas de juros", diz o texto.

"Esfriar o mercado de trabalho em alta nos EUA tem sido um pilar fundamental da recente campanha agressiva de aumento de juros do Fed, com algumas autoridades argumentando que um abrandamento nessa parte da economia pode auxiliar a reduzir a inflação elevada."

 Banco Central Europeu

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terça-feira, 2 de maio de 2023

Ibovespa tem forte queda e fecha aos 101 mil pontos, com juros no Brasil e nos EUA no radar

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O principal índice do mercado de ações brasileiro caiu 2,40%, aos 101.926 pontos.
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Por g1

Postado em 02 de maio de 2023 às 12h10m

            Post. N. =  0.630           

Ibovespa opera em baixa — Foto: Freepik
Ibovespa opera em baixa — Foto: Freepik

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte baixa nesta terça-feira (2), véspera do Copom e de decisão de política monetária também nos Estados Unidos.

A queda foi puxada principalmente pelo desempenho negativo da Vale e da Petrobras, empresas com maior peso na composição do índice, que caíram cerca de 4% na sessão. O setor financeiro, também de grande peso no Ibovespa, também fechou em baixa.

Ao final do pregão, o Ibovespa recuou 2,40%, aos 101.926 pontos. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira (28), o índice teve alta de 0,60%, aos 102.923 pontos. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular:

  • Na semana, a bolsa tem baixa de 2,40%;
  • No mês, o Ibovespa acumula perdas de 2,40%;
  • No ano, acumula recuo de 7,12%.

O que está mexendo com os mercados?

Analistas e investidores seguem na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, prevista para amanhã. A principal projeção do mercado é que a instituição mantenha a taxa Selic em 13,75% ao ano – principalmente diante da leitura de que as projeções para a inflação de 2023 seguem subindo e acima da meta do BC.

Segundo a última edição do Boletim Focus – relatório que reúne as perspectivas econômicas de diversos especialistas do mercado –, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reflete a inflação oficial do país, deve apresentar uma alta de 6,05% neste ano frente os 12 meses anteriores.

Se a projeção se concretizar, este será o terceiro ano consecutivo em que a inflação fica acima da meta – que para 2023, é de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75%.

O Focus também apresentou um aumento nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, passando de um crescimento de 0,96% no relatório da semana passada para 1,00% nesta semana.

O alto nível das taxas de juros tem sido alvo de críticas do governo há meses. Na segunda-feira (1º), por exemplo, em evento com centrais sindicais em celebração ao Dia do Trabalho, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a Selic, associando o atual patamar ao desemprego e afirmando que a taxa é "parcialmente responsável" pela situação do país.

"A gente não poder viver mais em um país aonde a taxa de juros não controla a inflação, ela controla, na verdade, o desemprego nesse país porque ela é responsável por uma parte da situação que nós vivemos hoje", disse Lula.

No cenário internacional, as atenções também estão voltadas às decisões de política monetária, principalmente nos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, o Fed deve anunciar sua nova taxa de juros. As expectativas do mercado, segundo o BTG Pactual, são de uma elevação de 0,25 ponto percentual, o que levaria as taxas a um patamar entre 5,00% e 5,25%.

Vale lembrar que juros elevados nos Estados Unidos pesam contra a moeda brasileira. Especialistas explicam que, com essas taxas altas, os títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, entregam rentabilidade mais atrativas e favorecem a migração dos investidores para os ativos do país – o que eleva o dólar em detrimento de moedas de outros países, sobretudo os emergentes.

Também haverá decisão sobre juros na zona do euro, na quinta-feira (4), com projeções de que o Banco Central Europeu suba as taxas em 0,50%.

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segunda-feira, 1 de maio de 2023

JPMorgan comprará ativos da First Republic e assumirá depósitos

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Será a terceira grande instituição dos EUA a falir em dois meses. Não há detalhes sobre quanto o JPMorgan pagará na operação.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de maio de 2023 às 08h45m

            Post. N. =  0.629           

JP Morgan - GNews — Foto: Reprodução GloboNews
JP Morgan - GNews — Foto: Reprodução GloboNews

O JPMorgan Chase & Co (JPM.N) comprará a maior parte dos ativos do First Republic Bank (FRC.N) em um resgate de última hora liderado por reguladores dos EUA. Esta será a terceira grande instituição dos EUA a falir em dois meses.

O acordo, anunciado na segunda-feira (1°) por reguladores que disseram ter apreendido o First Republic, fará com que o gigante bancário receba US$ 173 bilhões em empréstimos, US$ 30 bilhões em títulos e US$ 92 bilhões em depósitos do credor falido.

Não há detalhes sobre quanto o JPMorgan pagaria na operação.

A First Republic, sediada em São Francisco, ficou sob intensa pressão depois de divulgar na semana passada que havia perdido mais de US$ 100 bilhões no primeiro trimestre e estava explorando opções.

Isso também renovou o estresse no setor bancário, que estava se recuperando do fechamento do Silicon Valley Bank e do Signature Bank em março, enquanto o credor suíço Credit Suisse (CSGN.S) foi comprado pelo rival UBS (UBSG.S) em uma operação de engenharia.

As ações do First Republic Bank caíram 43,3% nas negociações de pré-market. A ação perdeu 97% de seu valor este ano. As ações do JP Morgan subiram 2,7%.

"O muro de preocupação pode diminuir. Resolver o FRC deve encerrar a fase de sete semanas pós-crise bancária do SVB", escreveram analistas do Wells Fargo em nota na noite de domingo, antes do anúncio do acordo.

"Os ganhos dos bancos de médio porte mostraram que as preocupações com depósitos são exclusivas de um punhado de bancos, e os desafios do SIVB e do FRC não são indicativos da resiliência do grupo (bancos de médio porte)."

O JPMorgan foi um dos vários compradores interessados, incluindo o PNC Financial Services Group (PNC.N) e o Citizens Financial Group Inc (CFG.N), que apresentaram lances finais no domingo em um leilão realizado por reguladores dos EUA, disseram fontes familiarizadas com o tema no final de semana.

As ações da PNC caíram 2,5% nas negociações de pré-market.

O Departamento de Proteção Financeira e Inovação da Califórnia disse que tomou posse da First Republic e que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) atuaria como seu receptor.

O FDIC estimou em um comunicado que o custo para o Fundo de Seguro de Depósito seria de cerca de US$ 13 bilhões. O custo final será determinado quando o FDIC encerrar a administração judicial.

O resgate ocorre menos de dois meses depois que uma fuga de depósitos de credores dos EUA forçou o Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, a intervir com medidas de emergência para estabilizar os mercados. Essas falhas ocorreram depois que o Silvergate, focado em criptomoedas, foi liquidado voluntariamente.

"Nosso governo convidou a nós e a outros para intensificar, e nós o fizemos", disse Jamie Dimon, presidente e CEO do JPMorgan Chase. “Nossa solidez financeira, capacidades e modelo de negócios nos permitiram desenvolver uma oferta para executar a transação de forma a minimizar os custos para o Fundo de Seguro de Depósitos.”

O JPMorgan disse que espera obter um ganho único de aproximadamente US$ 2,6 bilhões após o acordo, o que não reflete nos cerca de US$ 2 bilhões em custos de reestruturação prováveis ​​nos próximos 18 meses.

A instituição informou que o banco estaria "muito bem capitalizado" após um índice de capital comum de nível um (CET1) consistente com sua meta de 13,5% no primeiro trimestre de 2024 e manteria reservas de liquidez saudáveis.

Os 84 escritórios do banco falido em oito estados serão reabertos como agências do JPMorgan Chase Bank a partir de segunda-feira, de acordo com o comunicado do JPMorgan.

O JPMorgan está em uma onda de aquisições desde 2021, adquirindo mais de 30 empresas em negócios no valor de mais de US$ 5 bilhões combinados.

Nos últimos anos, os reguladores dos EUA demoraram a aprovar grandes negócios bancários. O governo Biden também reprimiu as práticas anticompetitivas.

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