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terça-feira, 16 de agosto de 2022

Ibovespa fecha em alta e renova máxima desde abril

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O principal índice da B3 subiu 0,43%, a 113.512 pontos.
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Por g1

Postado em 16 de agosto de 2022 às 15h00m

#         Post. N. =  0.506        #

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta terça-feira (16), após pregão instável diante de preocupações com a desaceleração da economia global.

O índice subiu 0,43%, a 113.512 pontos. Veja mais cotações. Com o fechamento, o índice atingiu nova máxima desde 20 de abril (114.344 pontos).

Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 0,24%, a 113.032 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 10,03% no mês. No ano, a alta é de 8,29%.


O que está mexendo com os mercados?

No exterior, o foco dos investidores segue na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nos temores de uma recessão global.

Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto.

Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre.

Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%.

O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%.

Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. 

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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Ibovespa sobe e renova maior pontuação desde abril, mesmo com dados fracos da China

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Nesta segunda-feira, o principal índice da B3 subiu 0,24%, a 113.032 pontos.
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Por g1

Postado em 15 de agosto de 2022 às 13h30m

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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, subiu nesta segunda-feira (15), mesmo após dados econômicos fracos vindos da China.

O índice teve alta de 0,24%, a 113.032 pontos. É a maior pontuação desde 20 de abril (114.344 pontos). Veja mais cotações.

Na sexta-feira, a bolsa fechou em alta de 2,78%, a 112.764 pontos. Com o resultado de hoje, o Ibovespa subiu 5,91% na semana e acumula avanço de 9,56% no mês. No ano, a alta é de 7,83%.

Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolinaPetrobras anuncia nova redução no preço da gasolina

O que está mexendo com os mercados?

No exterior, os mercados eram pautados pela cautela após dados econômicos fracos da China reacenderem os temores de uma desaceleração econômica na segunda maior economia do mundo. O banco central chinês cortou as principais taxas de empréstimo em uma ação inesperada após dados mostrarem que a economia desacelerou em julho.

O foco dos investidores segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nas grandes economias.

"Lá fora, estamos vendo um dia um pouco mais positivo (...). Elas estão sendo mais favorecidas pelas baixas nas taxas de juros (principalmente, as de 10 anos, que agora está sendo negociada em 2,78%, e já chegou a bater os 3% alguns meses atrás). Creio que essas quedas nas taxas de juros de longo prazo têm dado um pouco de alívio nessas grandes empresas de crescimento", diz Jennie Li, estrategista de ações da XP, em relatório.

Por aqui, o Banco Central informou nesta segunda-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), indica que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre.

Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%.

O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%.

Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20.

Por fim, a Petrobras informou nesta segunda que vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras em 4,85%. A partir de terça-feira (16), o preço do litro passará de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro.

No mês de julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Em 12 meses, no entanto, ainda acumulava alta de 5,64%. A queda de preços no mês foi puxada principalmente pela imposição de um limite para as alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre o combustível.

O levantamento semanal de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no entanto, não é divulgado há duas semanas, após uma tentativa de ataque aos sistemas da agência.

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domingo, 14 de agosto de 2022

O que causa mais danos, inflação ou recessão?

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Medidas que as autoridades tomam para travar a inflação, como o aumento do custo dos créditos, travam a economia. Se as taxas de juros forem muito altas e o impacto econômico muito profundo, isso pode gerar uma recessão.
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TOPO
Por BBC

Postado em 14 de agosto de 2022 às 17h55m

#         Post. N. =  0.504        #

— Foto: Getty Images
— Foto: Getty Images

É preciso apagar o fogo antes que ele fique fora de controle.

Esse parece ser o lema dos países atingidos pela gigantesca inflação que assola o mundo — e que recentemente bateu recordes de décadas.

A Alemanha está com o nível mais alto de inflação em quase meio século — e lida com uma crise energética derivada da guerra na Ucrânia. Os Estados Unidos e o Reino Unido alcançaram o aumento de preços mais elevado dos últimos 40 anos. A América Latina, por sua vez, também está sob pressão devido à escalada do custo de vida.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, teve queda de 0,68% em julho, após ter registrado alta 0,67% em junho. Com isso, o país registrou uma deflação - inflação negativa -, a primeira depois de 25 meses seguidos de alta de preços.

No ano, porém, a inflação acumulada é de 4,77%. No acumulado nos últimos 12 meses a taxa desacelerou para 10,07%, contra os 11,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Ou seja: os "bombeiros" da economia estão correndo para conter esse fogo antes que ele se torne incontrolável.

Os especialistas encarregados pela política fiscal e monetária dos países tentam buscar uma solução, mas não podem se descuidar de outra fonte de perigo: a recessão.

— Foto: Getty Images
— Foto: Getty Images

Mas o que a inflação alta tem a ver com a recessão econômica?

Quando a inflação é desencadeada, os bancos centrais aumentam as taxas de juros (o custo do crédito) para desencorajar a compra de bens ou serviços. É uma política que busca reduzir o consumo, com a esperança de que os preços caiam.

Com esse mecanismo, a inflação fica mais controlada, mas, ao mesmo tempo, o crescimento econômico é desacelerado.

Se a desaceleração for muito grande, porém, a economia paralisa e as chances de o país entrar em recessão aumentam.

— Foto: Getty Images
— Foto: Getty Images 

Diante desse dilema, as autoridades têm que trabalhar numa verdadeira corda bamba e se perguntar a todo momento: até quando é possível aumentar os juros sem sufocar demais a economia?

Esse equilíbrio precário entre inflação e recessão é o que faz os economistas tentarem apagar um incêndio sem jogar mais combustível no outro.

Daí vem a pergunta: a inflação é pior do que a recessão econômica?

O mal menor

"Não é tanto o que é pior, mas o que é a primeira coisa a ser enfrentada. Acredito que um país que quer manter a estabilidade macroeconômica não pode arcar com uma inflação alta", argumenta Juan Carlos Martínez, professor de economia na IE Escola Universitária de Negócios, na Espanha.

"Uma recessão é um mal menor do que uma inflação persistente na economia", avalia o especialista, numa entrevista à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC para a América Latina.

Benjamin Gedan, vice-diretor do Programa Latino-Americano do Wilson Center e professor da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, também defende que a redução do custo de vida é uma prioridade.

"As duas coisas são ruins, mas a inflação é mais difícil de superar em muitos casos", aponta.

A inflação alta crônica, acrescenta, impõe muitos custos à sociedade — o que não está relacionado apenas à crise econômica.

"Isso também cria tensões sociais, pois os trabalhadores exigem aumentos salariais recorrentes, os proprietários impõem aumentos de aluguel e os comerciantes decidem aplicar repetidas elevações de preços", exemplifica Gedan.

José Luis de la Cruz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Crescimento Econômico (IDIC) do México, entende que o controle da inflação pode levar muitos anos, enquanto as recessões, pelo menos nos últimos anos, têm sido superadas com mais rapidez.

"Neste momento, é fundamental conter a inflação porque as experiências dos últimos 50 anos nos mostram que uma espiral inflacionária acaba por desencadear uma recessão", lembra o economista.

"Você pode enfrentar uma recessão sem que isso implique em inflação, mas, no outro caso, a inflação acaba levando a uma crise."

Os Estados Unidos, por exemplo, "estão pagando o preço de um erro", avalia de la Cruz, porque as autoridades deixaram passar muito tempo antes de aumentar os juros para controlar o consumo e o investimento.

Dessa forma, a demanda permaneceu alta e os preços continuaram subindo, sem eliminar os incentivos para continuar gastando, analisa o especialista.

O que acontece na América Latina?

Assim como em outras partes do mundo, a América Latina também sofre com a onda inflacionária.

Em países como o Chile, a inflação atingiu a marca histórica de 13,1% (a maior em quase três décadas), seguida por Brasil e Colômbia, onde essa taxa supera os dois dígitos.

Países como Peru e México, onde a espiral inflacionária é um pouco menor, também sofreram as consequências de preços elevados, que estão deixando marcas profundas nos setores mais vulneráveis da sociedade.

A Argentina, que apresenta um problema crônico de inflação, tem uma ferida aberta com um aumento de 64% no custo de vida anual.

Diante desse cenário, os bancos centrais da região têm aplicado aumentos históricos nas taxas de juros para tentar aliviar a pressão (ou diminuir a força do fogo).

Em tempos econômicos bons, muitos governos costumavam estabelecer uma meta de inflação na faixa de 2% a 4%.

Porém, com o custo do crédito em disparada, essas metas foram deixadas de lado, pelo menos por enquanto.

O Brasil, por exemplo, está com taxas de juros de 13,7%, enquanto no Chile o custo dos empréstimos subiu para um máximo histórico de 9,7%.

Restam poucas opções para as pessoas que aspiravam comprar uma casa com empréstimo bancário, ou para os empreendedores que planejavam renovar equipamentos, expandir as operações ou iniciar novos projetos de investimento.

Claramente, o tempo do "dinheiro barato", ou seja, dos empréstimos mais acessíveis, ficou no passado.

O aumento do custo do crédito tem sido tão rápido e profundo que os economistas esperam ver os primeiros resultados disso em breve.

De fato, em países como os Estados Unidos e o Brasil, a inflação deu uma trégua e diminuiu ligeiramente, aumentando as expectativas de que os preços poderiam ter atingido o patamar máximo.

Quem são os mais afetados pela inflação?

"O pior de tudo é que a inflação tem o efeito de um imposto sobre os pobres, que têm pouca poupança e geralmente trabalham no setor informal, com baixa capacidade de proteger o poder de compra", explica Gedan.

Dada a pobreza generalizada na América Latina e o gigantesco setor informal, os impactos da inflação são particularmente graves na região.

Nesse sentido, as autoridades não hesitaram em aumentar as taxas de juros, especialmente devido aos episódios de escalada de preços na América Latina nas últimas décadas.

"Dados os traumas recentes ​​da região com a hiperinflação e o desejo de preservar a credibilidade conquistada com muito esforço dos bancos centrais, não é surpreendente ver uma ação rápida em muitos países para conter os aumentos de preços", diz o especialista.

O debate nos Estados Unidos

Embora a inflação e a recessão sejam duas ameaças econômicas, nos Estados Unidos o debate se concentrou em quanto e com que velocidade o Federal Reserve (o equivalente ao banco central em outros países) deve continuar a aumentar as taxas para impedir a escalada dos preços.

Criticado por não ter agido antes, o órgão embarcou em uma série de aumentos de juros neste ano.

E como esses aumentos freiam a economia, a pergunta que muitos estão fazendo é se o país entrará ou não em recessão.

Os EUA já passam pelo que se conhece como "recessão técnica", o equivalente a dois trimestres consecutivos de contração econômica.

Mas nos EUA, esses números negativos não representam uma verdadeira recessão, de acordo com os padrões usados pelo país.

Quem define esse estágio econômico por lá é uma organização independente chamada National Bureau of Economic Research (NBER).

A instituição conta com a participação dos principais economistas, que se reúnem regularmente e analisam todas as variáveis ​​que podem afetar um processo de recessão.

A definição que eles usam está longe de ser uma fórmula matemática: "[A recessão é] Um declínio significativo na atividade econômica que se espalha por toda a economia e dura mais do que alguns meses."

A abordagem do comitê de economistas é que, embora cada um de três critérios (profundidade, espalhamento e duração) deva ser contemplado individualmente até certo ponto, as condições extremas relacionadas a um critério podem compensar parcialmente as indicações mais fracas dos outros.

Justamente por não ser uma fórmula infalível, há muito debate nos Estados Unidos sobre se o país está realmente caminhando para uma recessão ou se não chegará a esse estágio.

As mais altas autoridades do país (responsáveis ​​pela política fiscal e monetária) têm se mostrado otimistas, argumentando que o mercado de trabalho continua forte.

Em julho, a inflação caiu ligeiramente (de 9,1% para 8,5%), dando um certo alívio nas previsões que consideravam inevitável uma recessão no país.

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sábado, 13 de agosto de 2022

Museu do mercado de capitais 'estreia' na B3 com passeio pela história das bolsas e foco em educação financeira

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Museu quer atrair estudantes e familiares de funcionários e possui diversos espaços interativos para explicar sobre investimentos.
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Por Thais Matos, g1

Postado em 13 de agosto de 2022 às 11h00m

#         Post. N. =  0.503        #

MuB3 — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3
MuB3 — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

Confusão, nervosismo e gritaria.

Essa é a imagem clássica que as bolsas de valores têm no nosso imaginário. Apesar de as negociações não serem assim há mais de uma década, é possível sentir um gostinho desta atmosfera no bem mais moderno e 'instagramável' Mub3 - Museu da Bolsa do Brasil, inaugurado nesta sexta (12) e patrocinado pela B3 no centro de São Paulo.

A exposição que abre o espaço conta a relação da bolsa com a história do país e a vida dos brasileiros desde 1890. Por lá, é possível conhecer as primeiras negociações de capitais e ver objetos que foram usados ao longo do tempo para compra e venda, como os telefones amarelos e vermelhos do antigo pregão viva-voz – aquele, antigo, o da gritaria.

Negociadores tensos no pregão da BM&F, no momento em que foi acionado um "circuit breaker" em 29 de setembro de 2008 — Foto: Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo/Arquivo
Negociadores tensos no pregão da BM&F, no momento em que foi acionado um "circuit breaker" em 29 de setembro de 2008 — Foto: Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo/Arquivo

Há tabelas com cotações antigas de empresas que já foram queridinhas na bolsa, como a Souza Cruz (atual Bat Brasil), e outras que estão até hoje na composição do Ibovespa, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Exposição conta a história do mercado de capitais — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3
Exposição conta a história do mercado de capitais — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

Em uma das interações mais instrutivas, o cafezinho de cada dia é usado para contar como o mercado de capitais está presente em todas as etapas produtivas e comerciais de um produto: a operação por trás das compras no cartão de crédito, as debêntures que viabilizam o transporte, o investimento em fundos imobiliários que sustenta o armazenamento e até as transações complexas que garantem a plantação do grão nas fazendas.

Em uma das interações mais instrutivas,  o cafezinho de cada dia é usado para contar como o mercado de capitais está presente em todas as etapas produtivas e comerciais de um produto. — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/Mub3
Em uma das interações mais instrutivas, o cafezinho de cada dia é usado para contar como o mercado de capitais está presente em todas as etapas produtivas e comerciais de um produto. — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/Mub3

Aula de mercado

Também é objetivo do museu ser uma aula sobre o mercado de capitais brasileiro.

No 'túnel', uma coleção dos investimentos disponíveis no mercado de capitais — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3
No 'túnel', uma coleção dos investimentos disponíveis no mercado de capitais — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

Ela conta história de como o ouro, o café e o algodão ajudaram a criar o sistema financeiro no país. A exposição é formada por vários ambientes: uma praça pública de 1890, um escritório mercantil, um pregão de 1930, a era da pedra, um painel de negociações dos anos 1970 e os últimos pregões presenciais.

E segue até os dias atuais. No fim da exposição, o visitante pode aprender (e participar) de um toque de campainha da bolsa.

Exposição mostra móveis e objetos históricos do mercado de capitais — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3
Exposição mostra móveis e objetos históricos do mercado de capitais — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

Em um painel interativo, é possível aprender sobre os principais tipos de investimento disponíveis, como tesouro direto, ações, fundos imobiliários e letras de crédito, por exemplo. E quem são as empresas e órgãos que compõem o mundinho financeiro do país, como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários.

4 décadas de visitas

Desde a década de 1980, a bolsa recebia visitas de estudantes e possuía um acervo de mais de 100 mil arquivos. Foi dessa junção entre material e procura que surgiu a ideia da criação do museu. A equipe do grupo Sintonize, que atuou na concepção do local, levou dois anos para colocar tudo de pé.

Antigos telefones da bolsa em exposição — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3
Antigos telefones da bolsa em exposição — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

Dentre as ações pensadas para atrair o público, estão parcerias com escolas públicas e privadas da capital paulista e o incentivo para os funcionários levarem suas famílias à exposição. Felipe Paiva, diretor de relacionamento com o cliente da B3, diz que há ações pensadas especialmente para as crianças, com contação de histórias e oficinas para que elas criem sua própria cédula.

"Queremos democratizar o acesso à história e à educação financeira", conta Paiva. Ele diz que esse é mais um dos desafios da proposta de popularização da bolsa de valores, necessária diante da entrada de mais investidores, mais jovens e detentores de pequenos aportes.

Maquete mostra como era o pregão viva voz na bolsa paulista — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3
Maquete mostra como era o pregão viva voz na bolsa paulista — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

"Essa nova realidade nos desafia em vários aspectos. Mudança de comunicação, educação e planejamento financeiro, reformulação das taxas e tarifas para investir, espaço acessível para monitorar os investimentos e a rentabilidade da carteira são algumas das transformações pelas quais passamos", explica o diretor.

O diretor diz que o objetivo dessas iniciativas é "furar a bolha" dos investidores e atrair quem ainda aplica seu dinheiro na poupança.

 Maquete mostra pregão viva-voz da antiga BM&F. — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3Maquete mostra pregão viva-voz da antiga BM&F. — Foto: Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3

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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Ibovespa fecha em alta e tem melhor semana desde novembro de 2020

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Nesta sexta-feira, o principal índice de ações da B3 subiu 2,78%, a 112.764 pontos.
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Por g1

Postado em 12 de agosto de 2022 às 13h05m

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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta sexta-feira (12), acompanhando o dia positivo nos mercados externos.

O Ibovespa subiu 2,78%, a 112.764 pontos. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, a bolsa recuou 0,47%, a 109.718 pontos. Com o resultado desta sexta, o Ibovespa subiu 5,91% na semana e acumula avanço de 9,31% no mês. No ano, a alta é de 7,58%.

De acordo com a agência Reuters, foi a quarta semana seguida de alta do Ibovespa e o maior ganho semanal desde a semana encerrada em 6 de novembro de 2020.


O que está mexendo com os mercados?

O foco dos mercados segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos.

Dados de inflação dos EUA divulgados nesta semana ficaram abaixo do esperado, impulsionando ativos mais arriscados como ações e enfraquecendo o dólar, já que os mercados interpretaram isso como uma indicação de que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) poderia ser menos agressivo nos aumentos dos juros.

Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo dados consolidados do mercado de trabalho no 2º trimestre, que mostraram que a taxa de desemprego caiu em 22 das 27 unidades da federação, na comparação com os 3 últimos primeiros meses do ano

Na terça-feira, o instituto mostrou que o IPCA veio negativo em 0,68% julho, em razão dos cortes de preços de combustíveis, e o Banco Central reiterou expectativa do mercado de provável fim do ciclo de alta dos juros.

O cenário de juros altos, desemprego ainda elevado, preocupações com a trajetória da dívida pública e o risco de uma recessão global têm dificultado uma retomada mais consistente da economia brasileira.

Mesmo com a indicação de que o pior já passou para a inflação, o BC elevou na semana passada a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 13,75% – maior patamar em 6 anos. E a perspectiva é que os juros permaneçam em patamar elevado por um bom tempo.

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