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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Dona do Mercado Bitcoin compra bolsa de criptomoedas portuguesa

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CriptoLoja atua em Portugal desde julho do ano passado, após receber em junho licença para funcionar como prestador de serviços de bens virtuais.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 12 de janeiro de 2022 às 14h45m

Post. N. =  0.407

A brasileira 2TM, controladora do Mercado Bitcoin, anunciou nesta quarta-feira (12) a compra da bolsa portuguesa de moedas digitais CriptoLoja. O valor da operação não foi revelado.

A CriptoLoja atua em Portugal desde julho do ano passado, após receber em junho licença para funcionar como prestador de serviços de bens virtuais.

"Portugal é um mercado estratégico para nós, porque requer uma licença específica e vai se tornar um importante centro de criptoativos na Europa, abrindo uma porta de entrada para o maior mercado europeu", disse Roberto Dagnoni, presidente-executivo da 2TM, em comunicado.

Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
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A holding brasileira vai iniciar a sua expansão na Europa com uma operação de balcão. Como segunda fase, pretende levar toda a plataforma do Mercado Bitcoin para investidores de varejo e institucionais.

Os fundadores da CriptoLoja, Luís Gomes e Pedro Borges, continuarão a ser co-líderes do negócio, liderando, ao mesmo tempo, a expansão da 2TM na Europa. A CriptoLoja é uma de muitas aquisições que a 2TM avalia, não apenas na Europa, mas também na América Latina.

"Estamos buscando vários mercados onde possamos adquirir companhias que já tenham licenças ou tenham encaminhado pedidos de licença para operação", disse o diretor-executivo de desenvolvimento corporativo da 2TM.

Em julho, o Mercado Bitcoin recebeu um aporte de R$ 1 bilhão do SoftBank Latin America Fund, uma operação que avaliou a empresa em R$ 10,4 bilhões.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

IPCA: inflação oficial fecha 2021 em 10,06%, maior alta desde 2015

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Foi a primeira vez desde 2015 que o índice estourou o limite do sistema de metas. Gasolina, item de maior peso no IPCA, acumulou alta de 47,49% ano ano, e o etanol, 62,23%. Veja lista dos vilões da inflação.
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Por Darlan Alvarenga, g1

Postado em 11 de janeiro de 2022 às 14h00m

Post. N. =  0.406

Inflação de 2021 fica em 10,06%, quase três vezes a meta para o anoInflação de 2021 fica em 10,06%, quase três vezes a meta para o ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do Brasil – fechou 2021 em 10,06%, sob forte influência dos preços dos combustíveis, segundo divulgou nesta terça-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%", destacou o IBGE.

Em 2020, o IPCA foi de 4,52%. Foi também a primeira vez desde 2015 que a inflação ficou acima de 10%.

Em dezembro, porém, o IPCA desacelerou para 0,73%, após ter registrado taxa de 0,95% em novembro.

Quase o dobro do teto da meta

Mesmo tendo desacelerado em dezembro, a inflação de 10,06% no acumulado no ano ficou bem cima do teto da meta para 2021, que era de 5,25%. Quando isso acontece, o Banco Central tem de escrever uma carta pública explicando as razões. Pelo sistema vigente, o IPCA poderia ficar entre 2,5% e 5,25% para a meta ser oficialmente cumprida. O objetivo central oficial era de 3,75%.

Os analistas do mercado financeiro estimavam uma inflação de 9,99% em 2021, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

A gasolina, subitem de maior peso no IPCA, subiu 47,49%, e o etanol, 62,23%.  — Foto: Economia g1
A gasolina, subitem de maior peso no IPCA, subiu 47,49%, e o etanol, 62,23%. — Foto: Economia g1

Inflação em 2021 para cada um dos 9 grupos

  • Alimentação e bebidas: 7,94%
  • Habitação: 13,05%
  • Artigos de residência: 12,07%
  • Vestuário: 10,31%
  • Transportes: 21,03%
  • Saúde e cuidados pessoais: 3,70%
  • Despesas pessoais: 4,73%
  • Educação: 2,81%
  • Comunicação: 1,38%
Vilões do ano

A inflação de dois dígitos em 2021 foi puxada principalmente pelo grupo "Transportes", que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 pontos percentuais) no IPCA do ano. Na sequência vieram "Habitação" (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e "Alimentação e bebidas" (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

O grupo dos Transportes foi afetado principalmente pelos combustíveis, explicou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar.

Outros destaques de alta no grupo foram automóveis novos (16,16%), usados (15,05%), passagens aéreas (17,59%) e transportes por aplicativo (33,75%).

O maior vilão no bolso dos consumidores em 2021 foi o grupo transportes, cujos preços dispararam 21,03%, em razão da alta dos combustíveis. — Foto: Reprodução/RBS TV
O maior vilão no bolso dos consumidores em 2021 foi o grupo transportes, cujos preços dispararam 21,03%, em razão da alta dos combustíveis. — Foto: Reprodução/RBS TV

A disparada da inflação em 2021 também é explicada pela alta de commodities, desvalorização do real frente ao dólar e crise hídrica, que fez disparar o preço das contas de luz.

A inflação castigou de maneira mais intensa a população pobre. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos ficou em 10,16%, acima da inflação oficial

10 itens com maior impacto na inflação do ano:

  • Gasolina: 47,49% (impacto de 2,34 pontos percentuais)
  • Energia elétrica: 21,21% (impacto de 0,98 p.p)
  • Automóvel novo: 16,16% (impacto de 0.48 p.p.)
  • Gás de botijão: 36,99% (0,41 p.p.)
  • Etanol: 62,23% (0,41 p.p.)
  • Refeição: 7,82% (0,29 p.p.)
  • Automóvel usado: 15,05% (0,28 p.p.)
  • Aluguel residencial: 6,96% (0,26 p.p.)
  • Carnes: 8,45% (0,25 p.p.)
  • Produtos farmacêuticos: 6,18% (0,20 p.p)

Nas despesas com habitação, a maior pressão veio da energia elétrica (21,21%). Já o gás de botijão disparou 36,99%.

Nos alimentos, a variação de 7,94% foi menos intensa que a do ano anterior (14,09%), quando esta classe de despesas representou o maior impacto entre os grupos pesquisados. Entre as maiores altas no ano, destaque para café moído (50,24%) e açúcar refinado (47,87%).

O grupo dos vestuários, que tinha sido o único com queda no ano passado, fechou 2021 com a quarta maior variação (10,31%).

Já a inflação de serviços registrou alta de 4,75% em 2021, após variação de 1,73% em 2020, em meio a um cenário de corrosão da renda das famílias e de fraqueza da atividade econômica.

Entenda como a inflação é calculadaEntenda como a inflação é calculada

Índices regionais

A região metropolitana de Curitiba (12,73%) foi a que teve a maior alta em 2021, enquanto que a menor inflação ocorreu na região metropolitana de Belém (8,10%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas foram de 9,59% e 8,58%, respectivamente.

Resultado de dezembro acima do esperado

O IPCA de 0,73% em dezembro ficou acima do esperado. A mediana das projeções de 35 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era de um avanço de 0,65%.

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro, com destaque para vestuário (2,06%), que acelerou em relação a novembro (0,95%).

Já o maior impacto (0,17 p.p) no IPCA do mês veio de "Alimentação e bebidas" (0,84%). O IBGE destacou as altas nos preços do café moído (8,24%), das frutas (8,60%) e das carnes, que subiram 1,38% em dezembro após uma queda de 1,38% em novembro.

Já no grupo "Transportes" houve desaceleração (de 3,35% para 0,58%), explicada principalmente pelo recuo no preço dos combustíveis (-0,94%).

Previsão de estouro da meta também em 2022

O BC já tinha admitido em setembro, que a meta de inflação não seria cumprida em 2021. Com o estouro da meta, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, terá que escrever uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando os motivos de o objetivo não ter sido cumprido.

A última vez em que isso aconteceu foi em 2017, porém naquela ocasião, O BC teve de explicar por que a inflação terminou o ano abaixo do piso da meta, e não acima.

A previsão do mercado para a inflação em 2022 está em 5,03%. Com isso, a expectativa é de estouro do teto do sistema de metas pelo segundo ano seguido. A meta central para o IPCA deste ano é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.

Atualmente, a taxa Selic está em 9,25% ao ano, maior patamar em mais de quatro anos. E a perspectiva do mercado é que ela termine o ano em 11,75% ao ano.

Para o economista-chefe do Opportunity Total, Marcelo Fonseca, o resultado de dezembro acima do esperado reforça o cenário extremamente desafiador para o Banco Central garantir a convergência da inflação de volta às metas em 2022 e sinaliza a necessidade de novas altas na Selic. "Acreditamos que o BC deverá elevar a taxa Selic novamente em 1,25pp na reunião do mês de fevereiro, encerrando o ano por volta de 12%", destacou.

Em 2023, o objetivo central é de 3,25%, com um piso de 1,75% e um teto de 4,75% por conta do intervalo de tolerância existente.

Brasil tem a 3ª pior inflação do G20

Choques de custos em meio à pandemia afetaram a cadeia de oferta global e provocaram alta dos preços em todo o mundo. A inflação foi um problema global em 2021, mas a taxa do Brasil ficou entre as mais altas do mundo.

Relatório publicado nesta terça-feira pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que entre os países do G20, o Brasil teve a terceira maior inflação no acumulado em 12 meses até novembro, atrás somente da Argentina (51,2%) e da Turquia (21,3%).

Na média dos países do G20 (grupo que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), a inflação ficou em 5,9% no acumulado em 12 meses até novembro.

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Etanol liderou alta de preços em 2021; veja itens que mais subiram no ano

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Combustíveis foram os principais 'vilões' da inflação no ano.
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Por g1

Postado em 11 de janeiro de 2022 às 12h00m

Post. N. =  0.405

A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a taxa oficial do país, fechou 2021 em 10,06%, segundo divulgou nesta terça-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para surpresa de poucos, os combustíveis ficaram entre os principais vilões da inflação no ano passado. Na liderança, com a maior alta de preços entre todos os itens pesquisados pelo IBGE, aparece o etanol, que ficou 62,23% mais caro. Já a gasolina subiu 47,49%, enquanto o óleo diesel teve alta de 46,04%.

Com isso, os combustíveis para veículos subiram, em média, 49,02% no anoForam eles, por sinal, os principais responsáveis pela alta média de 21,03% nos custos com transportes em 2021.

Dentro de casa, pesaram nas contas as altas de alguns alimentos, como café (+50,24%) e açúcar (+47,87%). Mas o grande baque veio mesmo dos preços do gás de botijão, que disparou 36,99%, e da conta de luz, com alta de 21,21%.

Maiores altas em 2021 no IPCA — Foto: Economia g1
Maiores altas em 2021 no IPCA — Foto: Economia g1

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Petrobras começa 2022 como empresa mais valiosa da América Latina; veja ranking

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Estatal ocupa a liderança desde o dia 27 de dezembro, quando superou a América Móvil do México em valor de mercado. Vale aparece na 3ª posição.
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Por G1

Postado em 06 de janeiro de 2021 às 12h35m

Post. N. =  0.404

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Daniel Silveira/G1
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Daniel Silveira/G1

A Petrobras começou o ano como a empresa da empresa da América Latina com o maior valor de mercado. A estatal fechou o pregão de terça-feira (4) avaliada em US$ 70,6 bilhões (o equivalente a R$ 401 bilhões), segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica.

A petroleira ocupa a liderança desde o dia 27 de dezembro, quando superou a América Móvil do México, que segue na vice-liderança, com valor de mercado de US$ 69,3 bilhões, considerando a cotação de fechamento das ações do dia 4.

A mineradora brasileira Vale ocupa a 3ª posição, seguida pela Walmart México e pelo Mercado Livre, que tem sede na Argentina.

O Nubank, que abriu capital no final do ano passado, aparece no 7º lugar, à frente da Ambev e do Itaú. Veja ranking abaixo:

Empresas mais valiosas da América Latina

  1. Petrobras: US$ 70,6 bilhões
  2. América Móvil: US$ 69,3 bilhões
  3. Vale: US$ 66,4 bilhõe
  4. Walmart do México: US$ 62,6 bilhões
  5. Mercado Livre: US$ 61,3 bilhões
  6. Marvel Technology Solutions: US$ 59,7 bilhões
  7. Nubank com US$ 44,8 bilhões
  8. Ambev: US$ 42,4 bilhões
  9. Itaú Unibanco: US$ 36 bilhões
  10. Grupo México: US$ 33,5 bilhões
Valorização da Petrobras

Em reais, o valor de mercado da Petrobras atingiu R$ 401 bilhões no fechamento do dia 4 de janeiro, de acordo com o levantamento da Economatica.

As ações da Petrobras acumularam alta de mais de 30% em 2021, na esteira da elevação dos preços internacionais do Petróleo.

No início do governo Bolsonaro, valia na bolsa R$ 316 bilhões. Em maio de 2008, porém, chegou a valer R$ 510 bilhões.

Empresas brasileiras mais valiosas da B3

  1. Petrobras: R$ 401,1 bilhões
  2. Vale: R$ 377 bilhões
  3. Ambev: R$ 240,9 bilhões
  4. Itaú Unibanco: R$ 204,8 bilhões
  5. Bradesco: R$ 176,3 bilhões
  6. Weg: R$ 133,6 bilhões
  7. Santander Brasil: R$ 115,3 bilhões
  8. JBS: R$ 86 bilhões
  9. Rede D'Or: R$ 84,5 bilhões
  10. BTG: R$ 83,7 bilhões
Entenda por que a bolsa brasileira caiu quase 12% em 2021
Entenda por que a bolsa brasileira caiu quase 12% em 2021

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Intenção de consumo das famílias em 2021 tem pior resultado da série histórica, diz CNC

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Queda de 9,9% no ano passado foi provocada por incertezas na economia e gastos moderados.
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Por g1

Postado em 05 de janeiro de 2022 às 18h00m

Post. N. =  0.403

Comércio, consumo das famílias, varejo — Foto: Celso Tavares/G1
Comércio, consumo das famílias, varejo — Foto: Celso Tavares/G1

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 9,9% em 2021 e uma média de 71,6 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em 2010, informou nesta quarta-feira (5) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A redução percentual (-9,9%), no entanto, foi menor do que a observada em 2020, quando a Covid-19 chegou ao país (-15,9%).

Em dezembro, a queda foi de 0,8%, considerando o ajuste sazonal e alcançando 74,4 pontos — a maior desde maio de 2020 (81,7 pontos).

Para José Roberto Tadros, presidente da entidade, o indicador anual reforçou a moderação das famílias em consumir devido às incertezas econômicas.

Intenção de consumo das famílias cai para menor nível desde 2010, diz CNC
Intenção de consumo das famílias cai para menor nível desde 2010, diz CNC

O ano de 2020 apresentou grandes obstáculos para o consumo. Já 2021 foi marcado pela incerteza e consequências das medidas do ano anterior. Os consumidores enxergaram uma recuperação gradual e desaceleraram a cautela, mas ela permanece, observou.

Na avaliação por faixa de renda, as famílias com orçamento acima de dez salários mínimos revelaram nível de insatisfação de 86,9 pontos no ano, com recuo de 5,0%.

Já para as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, o indicador atingiu 68,4 pontos, demonstrando uma queda mais intensa, de 11,2%. De acordo com a CNC, esse perfil de retração também foi observado em 2020, mas com uma discrepância menor entre as categorias analisadas.

Pessimismo do consumidor

De acordo com a CNC, o pessimismo do consumidor em 2021 foi menor do que em 2020, com exceção de "Acesso ao Crédito", que teve queda de 7,0% em 2021, enquanto em 2020 a retração foi de apenas 0,1%.

Segundo Catarina Carneiro da Silva, economista responsável pela pesquisa, essa variação pode ser explicada pelo aumento da taxa Selic no ano passado por conta do avanço da inflação.

A inflação é um dos fatores que dificultam a recuperação econômica, pois reduz o poder de compra. Além de levar a um aumento dos juros, o que encarece o crédito, que é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar a renda e manter o padrão de consumo", afirmou a pesquisadora.

A percepção em relação ao consumo futuro também se destacou negativamente, com 53,5% das famílias acreditando na redução, em comparação ao ano anterior. O componente "Perspectiva de Consumo" atingiu 69,9 pontos, seu menor patamar desde 2016.

Por outro lado, os principais destaques positivos em 2021 foram componentes relacionados ao mercado de trabalho: "Emprego Atual e Perspectiva Profissional", com 89,3 e 83,3 pontos, respectivamente. Mesmo registrando os melhores indicadores, os itens também contaram com retrações percentualmente (9,5% e 4,8%).

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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Estrangeiros aportam mais de R$ 70 bilhões na Bolsa brasileira em 2021

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Já o investidor institucional retirou R$ 78,53 bilhões no ano.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 04 de janeiro de 2022 às 14h40m

Post. N. =  0.402

Os investidores estrangeiros aportaram R$ 967,8 milhões em recursos no segmento secundário da B3 (ações já listadas) no dia 30 de dezembro de 2021, quando o Ibovespa fechou em alta de 0,69%. Com isso, o fluxo de capital externo no mês ficou positivo em R$ 14,54 bilhões, com acumulado anual de R$ 70,75 bilhões.

Também no dia 30 de dezembro, o investidor pessoa física sacou R$ 582 milhões líquidos na B3, ampliando o déficit mensal para R$ 2,81 bilhões em dezembro. O saldo anual de ingressos dos investidores pessoa física ficou negativo em R$ 6,64 bilhões.

Já o investidor institucional retirou R$ 370,1 milhões no mesmo dia, aprofundando o déficit mensal para R$ 13,56 bilhões. Com isso, a retirada de recursos anual do investidor institucional ficou em R$ 78,53 bilhões.

As informações foram divulgadas pela B3.

Os investidores estrangeiros representaram 50,2% do total de investidores da bolsa em 2021, os institucionais, 25,7%, e as pessoas físicas, 18,7%.

Entenda por que a bolsa brasileira caiu quase 12% em 2021Entenda por que a bolsa brasileira caiu quase 12% em 2021
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