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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Relatório aponta as 20 companhias aéreas mais seguras de 2021; veja lista

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Qantas foi a primeira colocada, seguida por Qatar Airways e Air New Zealand. Não há empresa brasileira na lista.  
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Por G1  
05/01/2021 16h07 Atualizado há uma hora
Postado em 05 de janeiro de 2021 às 18h35m

 .*  Post. N. = 0.181  *. 

Aeronaves da Qantas Airways no Aeroporto Internacional de Adelaide, na Austrália — Foto: David Gray/File Photo/Reuters
Aeronaves da Qantas Airways no Aeroporto Internacional de Adelaide, na Austrália — Foto: David Gray/File Photo/Reuters

Ranking divulgado pelo site AirlineRatings na terça-feira (4) elegeu a companhia aérea australiana Qantas a mais segura para voar em 2021, seguida pela Qatar Airways, Air New Zealand, Singapore Airlines e Emirates.

O site, que avalia a segurança de 385 empresas de todo o mundo, listou as 20 companhias mais confiáveis do mundo para viajar este ano, após um ano de redução drástica na malha aérea provocada pela Covid-19. Não há empresa brasileira na lista.

A companhia australiana já foi líder do ranking em 2014, 2017, 2019 e 2020. Em 2018, a empresa dividiu o primeiro lugar com um grupo de outras 20 empresas.

"Qantas foi a primeira ou a segunda a apresentar as 16 principais melhorias de segurança introduzidas nos últimos 60 anos", destacou o relatório.

20 companhias aéreas mais seguras

  1. Qantas
  2. Qatar Airways
  3. Air New Zealand
  4. Singapore Airlines
  5. Emirates
  6. EVA Air
  7. Etihad Airways
  8. Alaska Airlines
  9. Cathay Pacific Airways
  10. British Airways
  11. Virgin Australia/Virgin Atlantic
  12. Hawaiian Airlines
  13. Southwest Airlines
  14. Delta Air Lines
  15. American Airlines
  16. SAS
  17. Finnair
  18. Lufthansa
  19. KLM
  20. United Airlines

De acordo com o editor-chefe da AirlineRatings, Geoffrey Thomas, a 20 companhias aéreas listas no ranking são destaques na indústria e estão na vanguarda da segurança, inovação e lançamento de novas aeronaves.

Há pouca diferença entre as 20 primeiras colocadas. Todas são destaques, disse Thomas 
Companhias de baixo custo

A pedido de turistas, o relatório também destacou as 10 companhias aéreas de baixo custo mais seguras do mundo. A lista, desta vez, está em ordem alfabética. Ou seja, não há primeira colocada.

  • Air Arabia
  • Allegiant
  • Easyjet
  • Frontier
  • Jetstar Group
  • Jetblue
  • Ryanair
  • Vietjet
  • Westjet
  • Wizz

As companhias aéreas têm incidentes todos os dias e muitos deles são problemas de fabricação de aeronaves, não problemas operacionais de companhias aéreas. A maneira como a tripulação lida com incidentes é o que diferencia uma boa companhia aérea de uma não segura, concluiu Thomas.

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Bovespa engrena alta nesta terça com exterior no radar

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Na segunda-feira, Ibovespa fechou em queda de 0,14%, a 118.854 pontos. 
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Por G1  
05/01/2021 10h08 Atualizado há 3 minutos
Postado em 05 de janeiro de 2020 às 17h55m

 .*  Post. N. = 0.180  *. 

Em dia de alta volatilidade, o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, passou a operar em alta nesta terça-feira (5), mesmo em meio a novos lockdowns pela Covid-19 na Europa e com as atenções voltadas para desdobramentos eleitorais nos Estados Unidos.

Às 17h55, o Ibovespa subia 0,41%, a 119.341 pontos. Na mínima até o momento, recuou a 116.756 pontos. Veja mais cotações.

Já o dólar opera em queda, ao redor de R$ 5,25.

Na segunda-feira, a Bolsa chegou a superar os 120 mil pontos e a renovar máxima histórica de pontuação, mas fechou em queda de 0,14%, a 118.854 pontos.

Em 2020, o Ibovespa acumulou ganhos de 2,92%. Em dezembro, a alta foi de 9,30%.

Ano de 2020 termina com mais de 3 milhões de pessoas físicas na Bolsa, quase o dobro de 2019

Ano de 2020 termina com mais de 3 milhões de pessoas físicas na Bolsa, quase o dobro de 2019

Cenário global e local

Nos EUA, os investidores acompanham o segundo turno das eleições na Geórgia para o Senado, que pode determinar o equilíbrio de poder em Washington. Uma vitória democrata em ambas as disputas pode tirar o controle do Senado dos republicanos, impulsionando a agenda do presidente eleito Joe Biden.

Wall Street deve ampliar suas perdas em seu pior início de ano desde 2016 e, com os indicadores de volatilidade em alta, o euro forte e a Alemanha prestes a seguir o Reino Unido com uma prorrogação de lockdown, as ações europeias ficavam sob pressão, destaca a Reuters.

Entre as commodities, os preços futuros do minério de ferro tiveram mais uma sessão de alta na China, enquanto o petróleo valoriza-se ao redor de 1% no exterior, com Opep estudando corte de produção e tensões no Irã.

Na cena doméstica, pesquisa Datafolha mostrou que 41% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país vá piorar nos próximos meses. Para 28%, ela permanecerá como está, totalizando 69% que consideram que a situação não vai melhorar. Outros 28% acham que haverá melhora.

Segue no radar dos investidores também a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

Com PT, 11 partidos passam a apoiar Baleia Rossi na corrida presidencial da Câmara
Com PT, 11 partidos passam a apoiar Baleia Rossi na corrida presidencial da Câmara


Histórico de variação do Ibovespa — Foto: Economia G1
Histórico de variação do Ibovespa — Foto: Economia G1

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Bovespa alcança os 120 mil pontos no 1º pregão de 2021, mas fecha em queda de 0,14%

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Nesta segunda-feira, Ibovespa recuou 0,14%, a 118.854 pontos. Em 2020, bolsa registrou ganho anual de 2,92%.  
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Por G1  
04/01/2021 10h03 Atualizado há 6 horas
Postado em 04 de janeiro de 2021 às 16h10m

 .*  Post. N. = 0.179  *. 

Painel eletrônico na Bovespa, em São Paulo — Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Painel eletrônico na Bovespa, em São Paulo — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda de 0,14%, a 118.854 pontos, nesta segunda-feira (4), depois de alcançar os 120 mil pontos no início dos negócios.

Na máxima, bateu os 120.354 pontos, novo recorde histórico de pontuação intradia. Veja mais cotações. Na mínima, chegou a 118.063 pontos.

No último pregão de 2020, no dia 30 de dezembro, o Ibovespa chegou a bater pela primeira vez 120 mil pontos, mas fechou em queda de 0,33%, a 119.017 pontos. Com o resultado, a bolsa registrou ganho anual de 2,92%. Em dezembro, a alta foi de 9,30%.

Cenário global e local

Na cena externa, permanecem as esperanças de que as vacinas contra a Covid-19 possam levar a uma forte recuperação econômica neste ano.

O ambiente de ampla liquidez nos mercados globais continua a conferir valorização dos ativos de risco ao redor do globo, o que tem favorecido o mercado de ações.

O Reino Unido começou a vacinar nesta segunda-feira pessoas de grupos de risco com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. O país, o primeiro do mundo a aprovar a vacina, também é o primeiro a começar a aplicá-la.

Reino Unido começa a aplicar vacina de Oxford contra o novo coronavírus
Reino Unido começa a aplicar vacina de Oxford contra o novo coronavírus

Na cena doméstica, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 4,39% para 4,38%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a projeção para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 passou de 4,40% para 4,36%. A expectativa dos economistas é de que a taxa suba para 3% ao ano até o fim de 2021.

Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1
Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1

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domingo, 3 de janeiro de 2021

O pior ano da história na economia: como estão os empresários que tentam sobreviver à crise causada pela pandemia

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G1 acompanha empresários e empreendedores durante a pandemia, no Rio de Janeiro e em São Paulo.  
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Por Daniel Silveira, Luiz Guilherme Gerbelli, Marta Cavallini e Patricia Basilio, G1 — Rio de Janeiro e São Paulo  
02/01/2021 07h14 Atualizado há um dia
Postado em 03 de janeiro de 2021 às 11h00m

 .*  Post. N. = 0.178  *. 

G1 acompanha empresários desde o início da pandemia — Foto: Foto G1
G1 acompanha empresários desde o início da pandemia — Foto: Foto G1

Desde março, o G1 acompanha empresários e empreendedores tentando sobreviver à crise que veio no arrasto da pandemia do coronavírus. Ao longo desse tempo, alguns demitiram, vários suspenderam o contrato de seus funcionários, muitos transformaram seus negócios para seguir com algum faturamento - e um deles fechou as portas em definitivo.

Nesta quinta série de entrevistas, que acontece em meio à nova onda da Covid-19, vários demonstraram desânimo com o futuro dos negócios - e perspectivas de um 2021 ainda muito difícil.

Ainda que a economia tenha retomado uma trajetória de recuperação, com alta de 7,7% no PIB do terceiro trimestre, o desemprego segue batendo recordes, e o próximo ano começa com uma série de incertezas, além da possibilidade de novos choques com o fim do Auxílio Emergencial e o rombo nas contas públicas.

E veja os novos depoimentos abaixo:

'Espero que a gente consiga sobreviver'

‘Espero que a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem’, diz sócio de bar
‘Espero que a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem’, diz sócio de bar

O bar Kaia, no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, ainda não recuperou o faturamento pré-pandemia. No final de agosto, o estabelecimento voltou a receber os clientes dentro da casa. Mas, com a volta à chamada fase amarela em São Paulo, que restringe a movimentação e o horário de funcionamento, a situação voltou a ficar complicada. E as expectativas são de incerteza.

Por enquanto não dá para prever uma melhoria, mas dá para saber que trabalhando bem, com o apoio que a gente continua tendo do nosso público, a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem e que a gente volte a operar de forma normalizada, diz Younes Bari, um dos sócios do empreendimento.  
'Eu não tenho mais fôlego'
Sem nova ajuda do governo, dono de bar no Rio se diz sem perspectivas de manter o negócio
Sem nova ajuda do governo, dono de bar no Rio se diz sem perspectivas de manter o negócio

Após cerca de 100 dias de portas fechadas, o Bar do Bigode, no Rio, voltou a funcionar em junho. Mas sem lucro, praticamente sem clientes, sem acesso a crédito facilitado e com acúmulo de dívidas, o empresário Irenildo Queiroz estabeleceu um prazo até o fim de dezembro para definir se manterá a luta para não fechar as portas. Mas ele teme pelo pior.

"Esse mês de dezembro é meu último mês. Se não aparecer alguma perspectiva, alguma parceria, se não aparecer alguém que queira juntar comigo para fazer alguma coisa, para somar, infelizmente eu vou jogar a toalha, disse ele.  
'Vários anos' dentro de 2020
Entrevista com Bruno Bernardo  
Entrevista com Bruno Bernardo

Sócio do INK Bar e do LabOf, Bruno Bernardo diz que viveu vários anos dentro de 2020. No auge da crise econômica, o escritório chegou a perder 70% do faturamento, e o bar registrou uma queda de 80%. Com soluções inovadoras, no entanto, os dois negócios conseguiram sobreviver ao ano.

"Chegar até o fim do ano é compensador para qualquer pessoa que está nessa área de bar e restaurante, um dos segmentos mais abalados mais afetados na crise. A gente sabe quantos players ficaram para trás", diz Bernardo.  
'No ano em que a gente comemoraria 10 anos, tivemos de fechar'
Sem perspectivas de retomada, buffet encerra operações ao completar uma década
Sem perspectivas de retomada, buffet encerra operações ao completar uma década

Nos primeiros meses de pandemia, o empresário Pedro Roxo, um dos donos do buffet Manja Gastronomia, utilizou um fundo de reserva feito para emergências e implementou sistemas próprios de delivery de refeições e de aulas de gastronomia on-line. O novo faturamento, contudo, chegou a apenas 20% do que a empresa registrava antes da pandemia e não foi suficiente para cobrir os gastos do buffet.

No final do ano, gastamos todo nosso fundo de reserva. O delivery estava bacana, mas não foi suficiente. No ano em que a gente comemoraria 10 anos, tivemos de fechar, diz Roxo. 
'Foi o pior ano para nós empresários'
Sem retomada do turismo, dona de rede de lavanderias se diz preocupada
Sem retomada do turismo, dona de rede de lavanderias se diz preocupada

Mesmo sem o balanço financeiro do ano fechado, a empresária Cláudia Mendes, dona da rede de lavanderias Laundry Express, já considera que foi o pior período para a rede de lavanderias na Zona Sul do Rio em 30 anos de negócios. Com grande parte do faturamento dependendo do turismo, a retomada das atividades não fui suficiente para recuperar o patamar de antes da pandemia.

Não temos ainda nada fechado em relação ao ano de 2020. Mas, com certeza, foi o pior ano para nós enquanto empresários para lidar com isso tudo. Foi muito difícil e muito assustador, contou a empresária.

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sábado, 2 de janeiro de 2021

Japão desenvolve satélites de madeira para eliminar lixo espacial

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Para combater lixo espacial, empresa florestal japonesa fez parceria com a Universidade de Kyoto em iniciativa inédita no mundo. 
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TOPO
Por BBC  
30/12/2020 08h15 Atualizado há 3 dias
Postado em 02 de jeneiro de 2021 às 13h45m

 .*  Post. N. = 0.177  *. 

Japão planeja lançamento em 2023 do primeiro satélite do mundo feito de madeira — Foto: Sumitomo Forestry/via BBC
Japão planeja lançamento em 2023 do primeiro satélite do mundo feito de madeira — Foto: Sumitomo Forestry/via BBC

Uma empresa japonesa e a Universidade de Kyoto uniram forças para desenvolver o que esperam ser os primeiros satélites do mundo feitos de madeira até 2023.

A Sumitomo Forestry disse que iniciou pesquisas sobre o cultivo de árvores e o uso de materiais de madeira no espaço.

A parceria começará a experimentar diferentes tipos de madeira em ambientes extremos da Terra.

O lixo espacial está se tornando um problema crescente à medida que mais satélites são lançados na atmosfera.

Satélites de madeira queimariam sem deixar resíduos nocivos na atmosfera ou detritos no solo quando voltassem para a Terra.

"Estamos muito preocupados com o fato de que todos os satélites que reentram na atmosfera da Terra queimam e criam minúsculas partículas de alumina (óxido de alumínio) que flutuam na atmosfera superior por muitos anos", disse Takao Doi, professor da Universidade de Kyoto e astronauta japonês à BBC.

"Eventualmente, isso afetará o meio ambiente da Terra."

"A próxima etapa será desenvolver o modelo de engenharia do satélite, depois fabricaremos o modelo de voo", afirmou o professor Doi.

Como astronauta, ele visitou a Estação Espacial Internacional em março de 2008.

Durante a missão, ele se tornou a primeira pessoa a lançar um bumerangue no espaço que havia sido projetado especificamente para uso em microgravidade.

A Sumitomo Forestry, parte do Grupo Sumitomo fundado há mais de 400 anos, disse que trabalharia no desenvolvimento de materiais de madeira altamente resistentes às mudanças de temperatura e à luz solar.

A madeira que está usando é um "segredo de P&D (pesquisa e desenvolvimento)", disse um porta-voz da empresa à BBC.

Lixo espacial

Especialistas alertaram sobre a crescente ameaça de lixo espacial caindo na Terra, conforme mais espaçonaves e satélites são lançados.

Os satélites são cada vez mais usados ​​para comunicação, televisão, navegação e previsão do tempo. Especialistas e pesquisadores espaciais têm investigado diferentes opções para remover e reduzir o lixo espacial.

Existem cerca de 6 mil satélites circulando a Terra, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Cerca de 60% deles estão extintos (são lixo espacial).

A empresa de pesquisa Euroconsult estima que 990 satélites serão lançados todos os anos nesta década, o que significa que, até 2028, pode haver 15 mil satélites em órbita.

A SpaceX de Elon Musk já lançou mais de 900 satélites Starlink e tem planos de implantar outros milhares.

O lixo espacial viaja a uma velocidade incrivelmente rápida, de mais de 22,3 mil m/h (35,8 mil km/h), e pode causar danos consideráveis ​​a qualquer objeto que atingir.

Em 2006, um pequeno pedaço de lixo espacial colidiu com a Estação Espacial Internacional, arrancando uma lasca da janela fortemente reforçada.

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Bolsa termina o ano em alta de 3%; veja o balanço do mercado em 2020

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, o principal índice da B3 experimentou flutuações inéditas; perdas chegaram a acumular 45% no ano, mas o Ibovespa voltou ao campo positivo depois de 267 dias.  
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Por Raphael Martins, G1  
30/12/2020 19h05 Atualizado há um dia
Postado em 01 de janeiro de 2021 às 14h00m

 .*  Post. N. = 0.176  *. 

Painel na sede da B3, em São Paulo: número de investidores pessoas físicas na bolsa de valores quase dobrou em 2020. — Foto: Nacho Doce/Reuters
Painel na sede da B3, em São Paulo: número de investidores pessoas físicas na bolsa de valores quase dobrou em 2020. — Foto: Nacho Doce/Reuters

Em um dos anos mais turbulentos da história do mercado financeiro, a bolsa de valores brasileira, a B3, terminou o ano em alta de 3% em 2020. A pontuação no último pregão do ano foi de 119.017.

A pandemia do novo coronavírus moldou o curso da bolsa ao longo do ano ao provocar uma queda vertiginosa do índice Ibovespa. Em apenas 26 dias, a bolsa registrou seis circuit breakers (paralisação dos negócios por quedas bruscas das ações), e chegou a ter 45% de perda no acumulado do ano em seu pior momento de 2020.

A recuperação aconteceu aos poucos, zerando as perdas no dia 15 de dezembro. Foram 267 dias desde o fim das quedas até a retomada da pontuação positiva. O desenho final do gráfico lembra o swoosh, símbolo da marca Nike.

Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1
Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1

Para analistas consultados pelo G1, a história da bolsa em 2020 deve ser contada em três momentos: a euforia inicial, a queda e a retomada.

O sonho dos 120 mil pontos

RELEMBRE: Bovespa volta a bater recorde no primeiro pregão de 2020
RELEMBRE: Bovespa volta a bater recorde no primeiro pregão de 2020

O otimismo era o sentimento preponderante entre os analistas no início do ano. Em novembro de 2019, havia sido promulgada a reforma da Previdência. Na visão do mercado, era o primeiro e mais difícil passo de uma série de reformas estruturantes que colocariam a economia brasileira em patamar mais competitivo, caso da Tributária e da Administrativa.

Apesar de um crescimento modesto naquele ano — o PIB teve alta de 1,4% em 2019 —, trazia algum alívio o fato de a inflação ter se mantido sob controle. A taxa básica de juros, a Selic, também em níveis baixíssimos, empurrava investidores para ativos de mais risco.

A bolsa fechou o ano de 2019 com alta de 31,58%, maior variação anual desde 2016. O primeiro pregão de 2020 renovou o recorde de pontuação da época, a 118.573 pontos.

O clima geral era de expectativa de que o Ibovespa batesse recorde atrás de recorde. Falava-se que o índice caminhava rumo aos 120 mil pontos, marca inédita na bolsa. Mas, logo em fevereiro, as perspectivas começaram a mudar.

As famílias e empresas passaram por um processo de redução do endividamento depois da crise de 2015 e 2016. Em 2019, fechamos o ano com uma melhora da demanda doméstica, mas a pandemia foi uma parada brusca desse processo, afirma Pedro Sales, gestor da estratégia de ações Brasil da Verde Asset. 
Paralisia e queda
RELEMBRE: Ibovespa cai 10,26%, e ‘circuit breaker’ é acionado pela sexta vez em 2020
RELEMBRE: Ibovespa cai 10,26%, e ‘circuit breaker’ é acionado pela sexta vez em 2020

A queda livre que se seguiu ao primeiro impacto da pandemia foi resultado não só de uma retração da demanda, mas de um duplo choque. O isolamento social, necessário para conter a dissipação do coronavírus, afetou também a oferta, pois linhas de produção foram obrigadas a parar os trabalhos.

A situação caótica iniciou uma corrida para ativos seguros. A aversão a risco foi intensa como nunca porque não havia visibilidade dos efeitos do coronavírus na economia global.

Os seis circuit breakers do ano aconteceram em um intervalo de apenas oito pregões. Se pouco antes se sonhava com os 120 mil pontos, o Ibovespa bateu 63.569 pontos no fechamento de 23 de março.

Foi um tsunami. No começo, não se tinha conhecimento da doença, do quanto poderia atingir as economias. Só quando chegou à Europa que se viu a realidade, diz Roberto Indech, estrategista-chefe da Clear Corretora.

Dois fatores, então, começaram a reverter a curva que caía: houve alguma clareza dos limites do impacto da pandemia no ambiente econômico — em especial com a retomada de demanda da China, que retomava lentamente as atividades — e o grande desconto no preço dos ativos.

Conforme ficou claro que a pandemia poderia ser amenizada, analistas passaram a entender que os fundamentos de longo prazo de determinados setores poderiam se manter mesmo com a pandemia. Como os preços haviam sido arrastados para baixo, era a hora de voltar a comprar.

A retomada

A dinâmica da crise do coronavírus mudou o padrão de consumo da população. Com a população circulando menos, foram beneficiadas empresas que produzem bens essenciais ou que estavam bem posicionadas em operações digitais.

Como mostrou o G1, a retomada da economia como um todo foi desigual. A indústria e comércio conseguiram repor as perdas, mas o setor de serviços, que tem maior peso no PIB e é o maior gerador de empregos, teve uma retomada arrastada.

Empresas de tecnologia foram os grandes destaques nas bolsas estrangeiras. Sem grandes players neste perfil, a bolsa brasileira voltou a subir ao ser beneficiada por varejistas e empresas exportadoras. Companhia Siderúrgica Nacional, Weg e Magazine Luiza subiram mais de 100% mesmo em um ano de pandemia.

Ao fim de 2020, 32 empresas do Ibovespa tiveram ganhos.

RELEMBRE: Bolsa de São Paulo zera as perdas de 2020
RELEMBRE: Bolsa de São Paulo zera as perdas de 2020

Foram mal, em geral, as companhias aéreas, empresas de turismo e de shoppings centers — todas dependentes de uma normalização da circulação de clientes que até hoje não veio.

Outro ponto importante foi o retorno do capital estrangeiro para a bolsa brasileira. Para os investidores, as eleições americanas trouxeram resultados tranquilos para o mercado, o que dá alguma liberdade para voltar aos ativos de risco de mercados emergentes.

São dois pontos que agradaram Wall Street. O democrata Joe Biden saiu vencedor com boa margem sobre o republicano Donald Trump, o que enfraqueceu a possibilidade de virada de jogo na Justiça. No Congresso, o equilíbrio entre os partidos diminui a chance de mudanças bruscas nas regras empresariais, o que significa mais previsibilidade.

Com os recursos de volta, o Ibovespa teve alta de 15,9% em novembro, melhor resultado para o mês desde 1999, quando a valorização foi de 17,7%. Foi também o maior impulso mensal desde março de 2016, quando a bolsa subiu 16,9%.

Dezembro também teve bons resultados. O mês fechou em alta de 9,61%.

Futuro da bolsa

A recuperação veloz da bolsa e a nova disposição de investidores a olhar para o Brasil são motivo de ânimo para os analistas consultados pelo G1, mas nada supera a perspectiva de vacinação em massa que pode encerrar a pandemia do novo coronavírus.

A normalização do ambiente econômico com a imunização, além de dar fôlego às empresas, deve amenizar o desemprego, reaquecer investimentos e dar algum sossego para o planejamento do futuro.

Os olhos se voltam, então, para os problemas antigos. O déficit público e o endividamento em relação ao PIB, que já eram questões preocupantes, saem da crise do coronavírus em situação bem mais frágil. O déficit previsto para o ano que vem é de R$ 247,1 bilhões. A dívida começa o ano acima dos 90% do PIB.

A projeção de desemprego nas principais consultorias econômicas segue acima de dois dígitos ao longo de todo o ano. A inflação, que fecha 2020 acima dos 4%, voltou a ser discutida se será um problema em 2021.

"Não considero que o Brasil esteja à beira do colapso, mas as reformas estruturantes que não estávamos enxergando acontecer no início de 2020 continuam sem acontecer", afirma Fernando Fanchin, gestor de portfólio da MOS Capital.

"Não estamos vendo grandes razões para ficar otimista com retomada de crescimento e novo ciclo de expansão no país", prossegue.

VÍDEO: Economia caminha para crescimento tímido em 2021
VÍDEO: Economia caminha para crescimento tímido em 2021

Ainda que o crescimento econômico em 2021 se confirme, de fato, como tímido, os analistas concordam que a bolsa continua sendo opção de investimento para quem busca maior rendimento.

Por mais que a previsão seja de um aumento sensível dos juros ao longo do ano que vem, a chamada taxa livre de risco, o CDI, deve continuar bastante reduzida para o padrão dos últimos anos. A renda fixa, portanto, continua com ganhos reais reduzidos — ou mesmo negativos a depender da inflação.

Em cenários de juros baixos e busca por rentabilidade, o número de investidores pessoas físicas na bolsa explodiu. Ao fim de 2019, eram 1,68 milhão de CPFs ativos, segundo a B3. Até novembro de 2020, o número havia pulado para 3,17 milhões.

"Uma das questões mais positivas que aconteceram durante a crise foi a resiliência do investidor pessoa física ao não resgatar seus investimentos no pior momento", diz Pedro Sales, gestor da Verde Asset.

"É verdade que a recuperação foi rápida, mas também tem relação com maior conhecimento sobre o ambiente de bolsa de valores. E isso é muito importante", afirma o analista.

Pelo lado das empresas, essa entrada de investidores (e sua permanência) é positiva para que fiquem mais seguras a captar dinheiro por meio do mercado de capitais. Neste ano, foram 28 ofertas públicas de ações (IPOs) na B3, maior número desde 2007. O maior deles foi da Rede D'Or, que captou R$ 11,4 bilhões para a empresa.

Ainda que a evolução de títulos de dívida e de IPOs tenham sido significativos nos últimos dois anos, ainda há muito espaço para atingir níveis de países mais desenvolvidos.

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