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sábado, 5 de dezembro de 2020

Desemprego alto, juros baixos, inflação contida: veja estimativas para os indicadores econômicos em 2021

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Apesar da provável retomada da economia, inflação, desemprego e juros dependem do controle da pandemia e da situação fiscal do país, e não devem sofrer grandes mudanças no início de 2021.  
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Por Patrícia Basilio, G1  
05/12/2020 06h00 Atualizado há 5 horas
Postado em 05 de dezembro de 2020 às 11h05m

 .*  Post. N. = 0.154  *. 

Auxílio Emergencial foi principal motor do crescimento do país em 2020 — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi
Auxílio Emergencial foi principal motor do crescimento do país em 2020 — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

As projeções para 2021 indicam uma recuperação da crise econômica. O ano deve começar sem grandes solavancos, mas também com poucas notícias boas.

A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, juros baixos, inflação contida (ainda que em patamar um pouco mais elevado).

Com a expectativa de término dos estímulos financeiros, no entanto, o Brasil vai ter de lidar com grandes desafios em 2021: equilibrar as contas públicas e mitigar os efeitos da crise sanitária, afinal o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento do país em 2020.

Entre as urgências, segundo os economistas, estão reduzir a taxa de desemprego — de 14,6% no trimestre encerrado em setembro — e manter a inflação dentro da meta para 2021, de 3,75%, podendo variar de 2,25% a 5,25%.

Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a expectativa é que o PIB do Brasil tenha uma alta de 3,45% em 2021, após acumular uma queda de aproximadamente 4,5% em 2020. No 3º trimestre deste ano, o PIB brasileiro registrou uma alta de 7,7%.

Confira as projeções para os indicadores:

Desemprego

A taxa de desemprego é a relação entre as pessoas que estão procurando emprego e a população economicamente ativa. Com o fim do Auxílio Emergencial, os brasileiros devem voltar a procurar trabalho e a taxa de desemprego deve aumentar, explicou Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda do governo José Sarney.

"A taxa [de desemprego] deve ficar em 16%, mas pode chegar a 20% se a crise fiscal do país se agravar, o que seria uma catástrofe para o país e para o governo Bolsonaro", disse o economista.

Sílvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Varga (FGV Ibre), acrescenta também que grande parte dos brasileiros deixou de procurar emprego por conta do chamado desalento (desistência por falta de vagas) e por causa da pandemia — fatores que podem mudar em 2021.

"Se todo mundo estivesse procurando emprego desde fevereiro, a taxa de desemprego seria de 24%", calculou ela. 
Inflação

De acordo com o ex-ministro, as previsões para a inflação deste ano ainda estão sendo revistas, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 deve ficar entre 3,6% e 4%. "Tudo indica que a inflação vai continuar alta no início do ano também. E está concentrada nos alimentos, pelo IPCA, e no atacado, pelo IGPM", explicou.

A escalada nos preços dos alimentos, como arroz, soja e milho, está relacionada ao aumento de demanda causada pelo Auxílio Emergencial, disse Nóbrega.

"Os pobres passaram a comer mais. Não estou preocupado com a inflação de 2021. A não ser que tenhamos um problema fiscal, conseguiremos colocar a inflação dentro da meta de 3,75%", avaliou 
Juros

Sílvia, da FGV, acredita que o BC vá manter a taxa de juros em 2% ao ano até o primeiro semestre de 2021, contanto que a inflação de preços básicos deixe de ser repassada à cadeia de produção. Ou seja, contato que a inflação básica não contamine as cadeias produtivas.

"A Selic deve começar a subir a partir do quarto trimestre e pode terminar 2021 por volta de 3% ao ano", acrescentou o Nóbrega, em linha com a última projeção do Boletim Focus.

 Câmbio

O risco fiscal, a crise econômica e uma possível nova onda da Covid-19 podem dificultar a valorização do real nos primeiros meses de 2021, analisa Sílvia. Para ela, o dólar deve ficar por volta de R$ 5,40 no ano que vem — mesmo patamar atual.

"Conseguimos terminar o ano com uma crise menor do que a prevista, mas vamos pagar um preço alto com problema fiscal e inflação. Se avançarmos em reformas, o câmbio pode melhorar, mas acredito que esse é um cenário otimista", disse a coordenadora do Boletim Macro.

O ex-ministro, por outro lado, projeta o dólar cotado a R$ 5,25 em 2021, baseado na confiança do mercado nas vacinas contra a Covid-19 e na experiência dos países em lidar com a pandemia.

"No Brasil, o agravamento da pandemia pode forçar medidas mais duras, o que poderia prejudicar o potencial de crescimento do país. No entanto, a forma de lidar com a Covid hoje é mais eficaz do que era em março. Pode ser que o impacto [econômico] não seja tão grande", justificou.

Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica
Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Bolsas de NY perdem força com notícia da Pfizer e fecham sem direção única

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A farmacêutica informou que espera entregar apenas metade das vacinas originalmente programadas para 2020 esfriou os ânimos dos investidores; Nasdaq alcança nova máxima histórica. 
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TOPO
Por Valor Online  
03/12/2020 19h10 Atualizado há 3 horas
Postado em 03 de dezembro de 2020 às 22h15m

 .*  Post. N. = 0.153  *. 

A expectativa de que os congressistas americanos chegarão a um acordo para oferecer um novo pacote de estímulos fiscais à economia impulsionou a demanda por risco ao longo de toda a quinta-feira (3). No fim da sessão, no entanto, o anúncio de que a Pfizer espera entregar apenas metade das vacinas originalmente programadas para 2020 esfriou os ânimos dos investidores.

Na Bolsa de Valores de Nova York, o Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,29%, aos 29.969,52 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,06%, a 3.666,72. O índice eletrônico Nasdaq avançou 0,23% e fechou aos 12.377,18 pontos, em nova máxima histórica.

A Pfizer anunciou que espera enviar apenas metade das vacinas contra a covid-19 originalmente planejadas para este ano, devido a problemas na cadeia de suprimentos. "Ampliar a cadeia de suprimentos de matéria-prima demorou mais do que o esperado", disse um porta-voz da empresa.

VÍDEO: Entenda como atua a vacina da Pfizer/BioNTech
VÍDEO: Entenda como atua a vacina da Pfizer/BioNTech

A farmacêutica americana e a parceira BioNTech esperavam lançar 100 milhões de vacinas em todo o mundo até o fim deste ano, um plano que agora foi reduzido para 50 milhões. Apesar do revés em 2020, a empresa afirmou que ainda espera lançar mais de um bilhão de doses em 2021.

Pacote de estímulos

A notícia fez os índices acionários em Nova York perderem altitude nos últimos minutos de negócios desta quinta-feira. Ao longo do dia, os investidores se mostravam otimistas com a retomada das negociações por um pacote de estímulos nos EUA.

O líder da maioria no Senado dos EUA, Mitch McConnell, afirmou, hoje, que é possível chegar a um acordo sobre outro pacote de suporte à economia. “O compromisso está ao nosso alcance. Nós sabemos onde concordamos. Podemos fazer isso”, disse.

No início da semana, um grupo bipartidário de legisladores propôs um plano de US$ 908 bilhões de estímulos à economia. Os líderes democratas, que haviam aprovado anteriormente uma proposta superior a US$ 2 trilhões na Câmara, endossaram esse novo projeto ontem.

Ainda que analistas vejam com ceticismo a possibilidade de um acordo antes do fim do ano, a probabilidade de um acerto entre democratas e republicanos aumentou.

"Líderes democratas parecem ter cedido em sua insistência sobre um pacote de estímulo fiscal de vários trilhões de dólares, aumentando as chances de que um acordo possa ser alcançado antes do fim do ano", afirmam os economistas do Goldman Sachs, em relatório.

O noticiário recente relacionado ao desenvolvimento de vacinas e à perspectiva de mais estímulos impulsionaram a demanda por ativos de risco nas últimas semanas.

"Os mercados estão subindo, prevendo 2021 como o ano em que as economias vão se recuperar", disse Peter Dixon, economista do Commerzbank. "Há a preocupação de que muitas das boas notícias já estejam precificadas, então não espero que os mercados disparem tão cedo, mas podemos ver um movimento constante para cima", afirmou Dixon, à Dow Jones Newswires.

Seguro-desemprego

No cenário macroeconômico, o Departamento do Trabalho informou nesta quinta que os pedidos de seguro-desemprego nos EUA totalizaram 712 mil na semana, uma queda de 75 mil em relação às 787 mil solicitações realizadas no período imediatamente anterior. A previsão dos economistas consultados pelo “Wall Street Journal’ era por uma queda menor, de 780 mil.

Analistas de mercado, no entanto, ponderam o resultado melhor do que o esperado e acreditam que a tendência pode voltar a ser revertida na semana que vem. "A queda nos pedidos iniciais de seguro-desemprego não refuta a ideia de que a tendência ainda está aumentando; esperávamos uma queda acentuada devido à dificuldade de ajuste pelo Dia de Ação de Graças", afirmou o economista-chefe da Pantheon Macroeconomics, Ian Shepherdson.

"Os números voltarão a subir fortemente na próxima semana, provavelmente acima da marca de 800 mil pela primeira vez em oito semanas. Os casos crescentes de covid-19 e o consequente aumento das restrições estão afetando o setor de serviços", afirmou.

Amanhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulga os dados de criação de vagas de trabalho no país no mês de novembro. A estimativa dos analistas consultados pelo "Wall Street Journal" é de criação de 440 mil empregos.

Ainda, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços dos EUA, elaborado pela IHS Markit, subiu para 58,4 pontos em novembro, de 56,9 em outubro, ficando acima da estimativa preliminar de 57,5 pontos. Já o indicador semelhante do Instituto para a Gestão de Oferta (ISM, também na sigla em inglês), recuou a 55,9 pontos em novembro, em linha com o consenso dos analistas.

Destaques

As ações de companhias aéreas, operadoras de cruzeiros e pequenas empresas — setores que se beneficiam com o entusiasmo relacionado às vacinas — tiveram desempenho superior ao do mercado em geral, hoje.

A Boeing teve ganhos de 5,96% e fechou dia em seu maior nível desde março. O Russell 2000, índice que concentra empresas de menor capitalização, avançou 0,65%.

Anna Rathbun, diretora de investimentos da CBIZ Investment Advisory Services, disse que aumentou a exposição em pequenas empresas recentemente, em parte devido ao otimismo sobre a recuperação econômica e a vacina. "Entendemos que pode ser difícil, mas somos investidores de longo prazo", disse Rathbun, à Dow Jones Newswires.

Em outras notícias corporativas, a Tesla fechou em alta 4,32%, depois que o Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da companhia para compra e elevou o preço-alvo para US$ 780. Isso representa um salto de cerca de 31,5% em relação ao fechamento de hoje.

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Desempenho do PIB do Brasil no 3º tri fica em 25º em ranking de 51 países

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Lista da Austin Rating leva em conta crescimento de 7,7% da economia em relação ao 2º trimestre de 2020.  
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Por G1  
03/12/2020 10h35 Atualizado há 2 horas
Postado em 03 de dezembro de 2020 às 12h35m

 .*  Post. N. = 0.152  *. 

PIB avança 7,7% entre julho e setembro, diz IBGE
PIB avança 7,7% entre julho e setembro, diz IBGE

O desempenho do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro no 3º trimestre de 2020 ocupa o 25º lugar dentro de um ranking com 51 países, elaborado pela Austing Rating. A lista traz os resultados das maiores economias do mundo.

A comparação leva em conta a alta de 7,7% da economia no 3º trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O Brasil ficou empatado com a Holanda na 25ª posição e o resultado está acima de países como Estados Unidos, Suíça, Chile, Japão e China.

Variação do PIB dos países  — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1
Variação do PIB dos países — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Na média geral, o crescimento foi de 8,4%. Já no grupo dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), houve alta de 5,2%. A Zona do Euro teve crescimento de 3%. Veja o ranking completo:

  1. Tunísia: 19,8%
  2. França: 18,7%
  3. Malásia: 18,2%
  4. Espanha: 16,7%
  5. Itália: 15,9%
  6. Turquia: 15,6%
  7. Reino Unido: 15,5%
  8. Portugal: 13,3%
  9. Eslovênia: 12,4%
  10. Nigéria: 12,1%
  11. México: 12,1%
  12. Áustria: 12,0%
  13. Eslováquia: 11,7%
  14. Bélgica: 11,4%
  15. Hungria: 11,4%
  16. Chipre: 9,4%
  17. Cingapura: 9,2%
  18. Canadá: 8,9%
  19. Colômbia: 8,7%
  20. Ucrânia: 8,5%
  21. Alemanha: 8,5%
  22. Israel: 8,4%
  23. Filipinas: 8,0%
  24. Polônia: 7,9%
  25. Brasil: 7,7%
  26. Holanda: 7,7%
  27. Estados Unidos: 7,4%
  28. Sérvia: 7,4%
  29. Suíça: 7,2%
  30. Letônia: 7,1%
  31. República Tcheca: 6,9%
  32. Croácia: 6,9%
  33. Tailândia: 6,5%
  34. Romênia: 5,6%
  35. Chile: 5,2%
  36. Indonésia: 5,1%
  37. Japão: 5,0%
  38. Suécia: 4,9%
  39. Dinamarca: 4,9%
  40. Noruega: 4,6%
  41. Bulgária: 4,3%
  42. Taiwan: 3,9%
  43. Lituânia: 3,8%
  44. Estônia: 3,3%
  45. Finlândia: 3,3%
  46. Austrália: 3,3%
  47. Hong Kong: 2,8%
  48. China: 2,7%
  49. Islândia: 2,6%
  50. Coréia do Sul: 2,1%
  51. Arábia Saudita: 1,2%
PIB sustentado pelo Auxílio Emergencial

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 7,7% no 3º trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, confirmando a saída do país da chamada "recessão técnica", segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expansão da economia foi recorde no terceiro trimestre, mas ainda é insuficiente para recuperar as perdas vistas no ápice da pandemia de coronavírus no país.

PIB trimestre a trimestre — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1
PIB trimestre a trimestre — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

A forte reação do PIB no 3º trimestre foi sustentada principalmente pelos expressivos gastos do governo com auxílios e medidas de transferência de renda. A recuperação, no entanto, foi marcada pela heterogeneidade, com diversos segmentos ainda enfrentando dificuldades para voltar à normalidade, sobretudo atividades do setor de serviços.

Principais destaques do PIB no 3º trimestre:

  • Agropecuária: -0,5%
  • Indústria: 14,8%
  • Indústria extrativa: 2,5%
  • Indústria de transformação: 23,7%
  • Construção civil: 5,6%
  • Serviços: 6,3%
  • Comércio: 15,9%
  • Consumo das famílias: 7,6%
  • Consumo do governo: 3,5%
  • Investimentos: 11%
  • Exportação: -2,1%
  • Importação: -9,6%

O resultado é similar ao verificado em outros países que também tiveram suas economias fortemente afetadas pela pandemia. Nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a alta foi de 9% no 3º trimestre.

PIB DO 3º TRIMESTRE DE 2020


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Bolsas dos EUA fecham próximas da estabilidade

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O Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,20%, aos 29.883,79 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,18%, a 3.669,01 pontos, em uma nova máxima histórica de fechamento; o Nasdaq recuou 0,05%. 
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TOPO
Por Valor Online  
02/12/2020 19h13 Atualizado há 1 horas
Postado em 02 de dezembro de 2020 às 20h20m

 .*  Post. N. = 0.151  *. 

Os principais índices acionários em Nova York oscilaram em torno da estabilidade, em boa parte do pregão desta quarta-feira (2). Após um novembro de ganhos relevantes para as ações em Wall Street, o avanço da pandemia de covid-19 nos Estados Unidos, as incertezas relacionadas à aprovação de estímulos fiscais no país e sinais de desaceleração econômica limitaram a demanda por risco no pregão de hoje.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,20%, aos 29.883,79 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,18%, a 3.669,01 pontos, em uma nova máxima histórica de fechamento. Já o índice eletrônico Nasdaq recuou 0,05% e fechou aos 12.349,37 pontos.

Em mais um capítulo positivo no noticiário relacionado às vacinas, o governo do Reino Unido concedeu, nesta quarta, uma autorização de emergência para a vacina contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech e deverá a começar a inocular doses do produto a partir da próxima semana.

Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNTech e anuncia aplicação na próxima semana
Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNTech e anuncia aplicação na próxima semana

Após os ganhos relevantes do mês de novembro, no entanto, a perspectiva, segundo analistas, já estava "devidamente precificada" pelo mercado.

"[A aprovação] é empolgante, mas também era esperada", disse Chris Konstantinos, estrategista-chefe de investimentos do RiverFront Investment Group, à Dow Jones Newswires. "Estamos em um pequeno vácuo de informações. Já ultrapassamos a temporada de ganhos e agora o mercado está meio que esperando até o fim do ano, avaliando as notícias sobre vacinas e estímulos", afirmou.

Pacote de estímulos

Logo, as atenções se voltaram para Washington, onde congressistas parecem ter resgatado o ímpeto de negociar um pacote de estímulos à economia americana, que vem dando sinais de desaceleração, devido ao crescente número de casos de Covid-19 no país.

A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disseram hoje que o projeto bipartidário de US$ 908 bilhões, apresentado ontem, deve servir como base para as negociações de um novo pacote fiscal com os republicanos.

Em um comunicado conjunto, os democratas indicaram, pela primeira vez desde o início das conversas, que desistiram do projeto de US$ 2,2 trilhões já aprovado na Câmara. E pediram que o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, aceite negociar um novo pacote para atender às necessidades do país.

A retomada das negociações é encarada como positiva pelos agentes financeiros, ainda que incertezas permaneçam sobre o sucesso dos congressistas em chegar a um acordo.

Em meio ao impasse em Washington, sinais de que a recuperação da economia dos Estados Unidos está perdendo tração continuam surgindo.

O relatório nacional de emprego da Automatic Data Processing (ADP) mostrou que a criação de empregos no setor privado desacelerou em novembro. Cerca de 307 mil novos empregos foram gerados, marcando uma queda em relação a outubro e menos do que os 475 mil que economistas consultados pelo "Wall Street Journal" previam.

Livro Bege

Segundo o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a maioria dos distritos observou que a expansão da atividade econômica em novembro foi modesta ou moderada, de acordo com o Livro Bege da instituição, divulgado hoje.

"No entanto, quatro distritos descreveram como pouco ou nenhum o crescimento econômico e cinco distritos observaram que a atividade permaneceu abaixo dos níveis pré-pandêmicos em pelo menos alguns setores", apontou o documento.

"Em suma, este é um dos Livros Bege mais preocupantes que vimos em muito tempo", afirmou o economista de mercados monetários da Jefferies, Thomas Simons.

Os destaques positivos no pregão desta quarta-feira foram as ações das empresas de energia, e o setor fechou o dia em alta de 3,15%. Os papéis da Apache subiram 5,98% e a Occidental Petroleum avançou 5,02%, com as companhias pegando carona na alta dos preços do petróleo.

As ações do setor financeiro também subiram 1,05% hoje, enquanto a Pfizer avançou 3,53%, após a aprovação do governo do Reino Unido para a sua vacina.

Os papéis da Salesforce.com caíram 8,52%. A empresa de computação em nuvem confirmou, ontem, que concordou em comprar a Slack Technologies por US$ 27,7 bilhões.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Desemprego diante da pandemia bate novo recorde em outubro, aponta IBGE

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De maio a outubro, país viu o número de desempregados aumentar em cerca de 3,6 milhões, uma alta de 35,9% no período.  
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  
01/12/2020 09h02 Atualizado há 6 horas
Postado em 01 de dezembro de 2020 às 15h05m

 .*  Post. N. = 0.150  *. 

Brasil registra 13,8 milhões de desempregados durante a pandemia em outubro, diz IBGE
Brasil registra 13,8 milhões de desempregados durante a pandemia em outubro, diz IBGE

O desemprego diante da pandemia do coronavírus bateu novo recorde em outubro, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o décimo mês do ano com um contingente de 13,8 milhões, cerca de 3,6 milhões a mais que o registrado em maio, o que corresponde a uma alta de 35,9% no período. Com isso, a taxa de desemprego ficou em 14,1%, a maior da série.

Em seis meses de pandemia, número de desempregados no Brasil teve salto de 35,9%, segundo o IBGE. — Foto: Economia/G1
Em seis meses de pandemia, número de desempregados no Brasil teve salto de 35,9%, segundo o IBGE. — Foto: Economia/G1

O IBGE destacou que a taxa de desemprego em outubro cresceu, na comparação com maio, nas regiões Norte e Nordeste, manteve-se inalterada no Sudeste e Centro-Oeste, e caiu no Sul.

A maior taxa em outubro foi registrada no Nordeste (17,3%), seguida por Norte (15,1%), Sudeste (14,2%). Somente Centro-Oeste (12,1%) e Sul (9,4%) registraram taxa inferior à média nacional.

 
Mulheres, negros e jovens são os mais afetados

O IBGE destacou, ainda, que a taxa de desocupação entre as mulheres foi de 17,1%, maior que a dos homens, de 11,7%.

Na análise por cor ou raça, a taxa foi maior entre as pessoas de cor preta ou parda (16,2%) do que para brancos (11,5%) - foi o segundo mês seguido em que a taxa para brancos ficou inalterada, enquanto entre pretos e pardos registrou aumento de 0,1 ponto percentual na passagem de setembro para outubro.

Já entre grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupação maiores (23,7% para aqueles de 14 a 29 anos de idade), enquanto por nível de escolaridade a menor taxa foi observada entre as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação tiveram as menores taxas (6,8%).

O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes ao trimestre terminado em setembro, quando o país atingiu taxa de desemprego recorde, de 14,6%, com cerca de 14,1 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

13 estados têm taxa de desemprego superior à média nacional

De acordo com o levantamento, das 27 Unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, 13 tiveram taxa de desemprego superior à média nacional.

A maior taxa foi observada no Maranhão (19,9%), enquanto a menor em Santa Catarina (7,7%).

Em outubro, 13 estados tiveram taxa de desemprego superior à média nacional. — Foto: Economia/G1
Em outubro, 13 estados tiveram taxa de desemprego superior à média nacional. — Foto: Economia/G1

Flexibilização do isolamento pressiona o mercado de trabalho

De acordo com o IBGE, o aumento do desemprego diante da pandemia está diretamente relacionado à flexibilização das medidas de distanciamento social impostas para conter a disseminação do coronavírus.

“Com o retorno das atividades ao redor do país, mais pessoas estão, mês a mês, pressionando o mercado de trabalho em busca de uma ocupação”, afirmou a coordenadora da pesquisa Maria Lúcia Vieira.

Segundo a pesquisa, em outubro, 12,4% de toda a população do país se dizia rigorosamente isolada, em distanciamento social. Em julho, esse percentual era de 23,3%.

Outro dado que indica a queda do distanciamento social é o percentual de trabalhadores ocupados que estavam afastados do local de trabalho. Em outubro, eles representavam 2,8%, enquanto em maio esse percentual era de 18,6%.

Afastamentos do trabalho devido ao distanciamento social tiveram quedas mensalmente — Foto: Economia/G1
Afastamentos do trabalho devido ao distanciamento social tiveram quedas mensalmente — Foto: Economia/G1

Enquanto o número de desempregados aumentou em 35,9% na comparação com maio, o número de trabalhadores ocupados teve queda de 0,3% no mesmo período, o que corresponde a uma redução de 270 mil pessoas.

Já na comparação com setembro, porém, a ocupação teve alta de 1,4%, o que equivale a cerca de 1,2 milhão de trabalhadores a mais que ingressaram no mercado de trabalho.

"O nível da ocupação era de 49,7% em maio, passou para 48,6% em setembro e chegou em 49,3% em outubro, configurando uma trajetória em 'U', com seu valor mínimo em julho (47,9%)", destacou o IBGE. 
900 mil trabalhadores ficaram sem remuneração

O levantamento do IBGE mostrou, também, que cerca de 900 mil pessoas ficaram sem a remuneração do trabalho em outubro, o representava 19,2% do total de pessoas afastadas do trabalho. "Em setembro este percentual era de 19,8%, e vem caindo consistentemente ao longo da pandemia", enfatizou o órgão.

A Região Sul teve o menor percentual, 16,3% e a Norte, o maior, 26,8%. Frente a setembro, houve redução do percentual de pessoas nestas condições no Nordeste, Sul e Centro-Oeste, com estabilidade no Sudeste e aumento no Norte.

Informalidade tem terceira alta seguida

O número de trabalhadores informais no país teve a terceira alta seguida em outubro. Apontada pelo IBGE como a via de mais fácil acesso ao mercado de trabalho, a informalidade tende a ser a primeira a reagir diante de uma crise como a imposta pela pandemia.

O país encerrou outubro com 29 milhões de trabalhadores informais, cerca de 200 mil a menos que em maio. Em julho, esse contingente somava 27,3 milhões.

Com isso, a taxa de informalidade ficou em 34,5% em outubro, próxima à observada.

Informalidade apresentou terceira alta seguida em outubro. — Foto: Economia/G1
Informalidade apresentou terceira alta seguida em outubro. — Foto: Economia/G1

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