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quinta-feira, 11 de junho de 2020

PIB do G20 cai 3,4% no 1º trimestre, mais que o dobro da crise de 2009

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Os maiores tombos foram registrados na China (-9,8%), França (-5,3%) e Itália (-5,3%). Nos EUA, retração foi de 1,3%. Já no Brasil, a economia encolheu 1,5%. 
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Por G1    
11/06/2020 08h38  Atualizado há 4 horas  
Postado em 11 de junho de 2020 às 12h45m  

  Post. N. = 0.008  


Em meio à pandemia de coronavírus, o Produto Interno Bruto (PIB) das economias do G20 teve queda recorde de 3,4% no 1º trimestre, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, aponta divulgação desta quinta-feira (11) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Trata-se da maior contração da série histórica da pesquisa, iniciada em 1998. Como comparação, o tombo nos 3 primeiros meses de 2020 representa mais que o dobra da queda de de 1,5% no 1º trimestre de 2009, no auge da crise financeira.
PIB de países do G20 no 1º trimestre — Foto: Economia G1
PIB de países do G20 no 1º trimestre — Foto: Economia G1

Entre os países do G20, as maiores quedas foram registradas na China (-9,8%), França (-5,3%) e Itália (-5,3%), onde foram adotadas medidas rigorosas de bloqueios para conter a propagação da Covid-19.

O PIB também caiu acentuadamente na Alemanha (- 2,2%), no Canadá (-2,1%) e no Reino Unido (- 2%).

Nos EUA, houve retração de -1,3%. Já no Brasil, o PIB caiu 1,5% no 1º trimestre.
Índia (0,7%) e Turquia (0,6%) foram as únicas duas economias do G20 que registraram crescimento da economia no 1º trimestre.

Alerta sobre riscos de segunda onda de coronavírus
Na véspera, a OCDE anunciou uma previsão de recessão mundial de 6% para 2020 caso a pandemia de coronavírus permaneça sob controle e de uma retração de 7,6% no ano em caso de segunda onda.

Segundo as novas estimativas da organização, o Brasil deve encolher 7,4% em 2020 e crescer 4,2% em 2021; mas, se houver uma segunda onda de surto, a contração pode chegar a 9,1% este ano, com crescimento de 2,4% no próximo.
OCDE afirma que economia mundial vai ter a maior queda da história em tempos de paz
OCDE afirma que economia mundial vai ter a maior queda da história em tempos de paz

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terça-feira, 9 de junho de 2020

Fitch diz que empresas que acompanha perderão US$ 5 trilhões em receita no ano

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Perdas deverão ser maiores nos setores de óleo e gás, varejo, lazer, transporte e transformação.
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 Por Valor Online

 Postado em 09 de junho de 2020 às 21h 

  Post. N. = 0.007  
Fitch rebaixou nota do Brasil para o último patamar dentro do grau de investimento — Foto: Reuters
Fitch rebaixou nota do Brasil para o último patamar dentro do grau de investimento — Foto: Reuters


A agência de classificação de riscos Fitch Ratings calcula que o portfólio de empresas que acompanha em todo mundo deverá registrar perdas de receita de US$ 5 trilhões em 2020, na comparação com 2019, por conta dos efeitos da pandemia de covid-19 na economia. Em 2021, a situação não deverá melhorar, com perdas previstas de mais US$ 3 trilhões.

As projeções foram feitas a partir da avaliação dos analistas que acompanham mais de 80 setores e subsetores pelo mundo. Os números são referentes às empresas acompanhadas pela agência, que respondem por US$ 14 trilhões dos US$ 74 trilhões de dívida emitida.

Os cálculos da Fitch apontam que as perdas de receita serão mais intensas em cinco segmentos: óleo e gás, varejo, lazer, transporte e indústria de transformação. Estes setores representam 50% da receita do portfólio de empresas acompanhadas, mas serão responsáveis por 77% das perdas.

O segmento de óleo e gás, em especial, deverá sentir os principais efeitos da crise da covid-19. A expectativa é de queda de 40% das receitas do setor neste ano, o que representa perdas de US$ 1,8 trilhão.

Para a agência, apesar dos preços do petróleo terem se recuperado dos níveis historicamente baixos, eles ainda não estão em bons patamares. A Fitch ainda avalia que a demanda por petróleo permanecerá baixa mesmo após o fim das medidas de isolamento social.
Plataforma de perfuração Óleo e Gás; setor deverá sentir os principais efeitos da crise da covid-19, com queda de 40% da receita no ano  — Foto: Divulgação
Plataforma de perfuração Óleo e Gás; setor deverá sentir os principais efeitos da crise da covid-19, com queda de 40% da receita no ano — Foto: Divulgação

Os setores de lazer e transportes representam conjuntamente por 3% da receita total agregada do portfólio da Fitch, mas deverão apurar queda de mais de US$ 440 bilhões na receita neste ano. A agência ressalta que, assim como as empresas de varejo, os dois segmentos tem poucas empresas avaliadas, especialmente fora dos Estados Unidos, o que significa que a projeção feita a partir do portfólio de companhias cobertas pode estar subrepresentando os efeitos da pandemia nesses segmentos.
Mais da metade da receita projetada para [os setores de] lazer e transporte em 2020 e 2021 é perdida dentro do nosso cenário base, e mesmo nossa estimativa de US$ 600 bilhões em destruição de receita subestima significativamente o real impacto [da covid-19], principalmente em lazer, diz um trecho do relatório.
Na indústria de transformação, o destaque negativo é o segmento automotivo, que deverá registrar a segunda maior queda de receita no ano. A Fitch projeta uma queda de 20% das vendas em todo mundo em 2020, mas com recuperação em 2021, com alta de 15%.
Produção industrial tem a maior queda em 18 anos
Produção industrial tem a maior queda em 18 anos

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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Quase metade dos profissionais vê automação como ameaça para os empregos, aponta pesquisa

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53% dos brasileiros acreditam que a automação irá modificar significativamente ou tornar seu trabalho obsoleto nos próximos 10 anos.
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Por G1  
08/06/2020 13h49  Atualizado há uma hora
Postado em 08 de junho de 2020 às 14h55m  

  Post. N. = 0.006  
Automação nos escritórios. — Foto: PUCPR
Automação nos escritórios. — Foto: PUCPR

O uso crescente da tecnologia e o impacto da automação sobre o mercado de trabalho são motivo de apreensão para 45% dos profissionais. É o que aponta uma pesquisa global da PwC e que contou com pouco mais de 2 mil entrevistados no Brasil - foram 22 mil pessoas em 11 países.

Segundo o estudo, 53% dos entrevistados acreditam que a automação irá modificar significativamente ou tornar seu trabalho obsoleto nos próximos 10 anos - mesmo percentual identificado em nível global. Entre os profissionais brasileiros com escolaridade até o ensino médio, essa percepção chega a 67%.

Os maiores temores incluem:
  • tecnologia tornar o emprego redundante (50%)
  • incerteza sobre o futuro (43%)
  • medo de não possuir as habilidades exigidas no futuro (26%)
  • preocupação de não ser capaz de aprender as habilidades necessárias (23%)

  • Impactos positivos na rotina de trabalho
Por outro lado, 65% dos brasileiros entrevistados responderam que as novas tecnologias e a automação trarão oportunidades. Sobre os aspectos positivos do avanço tecnológico no trabalho, 46% acreditam que haverá um aumento da produção e 44% disseram que o trabalho será mais interessante.

Mais tempo livre disponível para o lazer foi citado como um dos benefícios trazidos pela tecnologia por 34% dos entrevistados. Para 94% dos consultados, a tecnologia irá melhorar a rotina de trabalho diária, fazendo-os mais eficientes, por exemplo.

Requalificação preocupa
A requalificação está entre as preocupações de 92% dos adultos brasileiros (no mundo, 77% das pessoas se mostraram dispostas a aprender novas habilidades ou passar por uma reciclagem no intuito de melhorar a empregabilidade).

No Brasil, este aprendizado está sendo realizado por conta própria (81%) ou a partir da iniciativa de seus empregadores (20%). Com a chegada das novas tecnologias ao ambiente de trabalho, 97% afirmam aproveitar essa oportunidade para usá-las ou entendê-las melhor.

A preocupação com a requalificação é maior entre as pessoas na faixa de 18 a 34 anos. Dentre os motivos que aumentariam o interesse por um treinamento de habilidades digitais, o principal é o potencial de aumentar os salários (27%), seguido pelo aumento de empregabilidade (24%) e pela possibilidade de incorporar o treinamento ao dia a dia de trabalho, sem comprometer nenhum tempo adicional (18%).

Sobre o tipo de aprendizado, 28% relataram a vontade de se desenvolver, aprender e adaptar-se às novas tecnologias, sejam elas quais forem, além de melhorar seus conhecimentos gerais de negócio. Outros 25% gostariam de ser proficientes em uma tecnologia específica. Em relação à responsabilidade pela requalificação, 50% acreditam que são os próprios indivíduos os responsáveis por avançar neste processo, enquanto 34% atribuem essa responsabilidade às empresas.

Comparações entre países
A China e a Índia são os países onde os profissionais são mais otimistas em relação ao impacto da tecnologia no mercado de trabalho, mas também são os mais propensos a acreditar que seus empregos passarão por mudanças. Eles afirmam estar obtendo mais oportunidades de qualificação: 97% e 95%, respectivamente. Por outro lado, os do Reino Unido e da Austrália dizem ter menos oportunidades e tendem a enxergar o impacto da tecnologia de forma menos positiva.

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sábado, 6 de junho de 2020

Riqueza de bilionários dos EUA aumenta mais de meio trilhão de dólares durante pandemia

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Em 11 semanas desde 18 de março, a riqueza das pessoas mais abastadas do país aumentou mais de US$ 565 bilhões.   
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Por Reuters  
04/06/2020 16h02  Atualizado há um dia 
Postado em 06 de junho de 2020 às 11h00m  

  Post. N. = 0.005  
A riqueza combinada dos bilionários norte-americanos, incluindo a do fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, e a do presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, saltou mais de 19%, ou meio trilhão de dólares, desde o início da pandemia de Covid-19 nos Estados Unidos, de acordo com um relatório publicado pelo Instituto de Estudos de Políticas (IPS).
Jeff Bezos, da Amazon, em imagem de arquivo — Foto: AFP
Jeff Bezos, da Amazon, em imagem de arquivo — Foto: AFP

Durante as 11 semanas transcorridas desde 18 de março, quando os isolamento dos EUA começaram, a riqueza das pessoas mais abastadas do país aumentou mais de US$ 565 bilhões, enquanto 42,6 milhões de trabalhadores pediram auxílio-desemprego, disse o relatório.

"Estas estatísticas nos lembram que estamos mais divididos econômica e racialmente do que em qualquer época em décadas", disse Chuck Collins, coautor do estudo.

Neste período de 11 semanas, Bezos viu sua riqueza crescer em cerca de US$ 36,2 bilhões, e a fortuna de Zuckerberg aumentou em cerca US$ 30,1 bilhões. O patrimônio do executivo-chefe da Tesla, Elon Musk, também aumentou US$ 14,1 bilhões.

Na última semana, a riqueza dos bilionários norte-americanos cresceu US$ 79 bilhões, segundo o relatório.
Bilionários têm mais riqueza do que 60% da população mundial
Bilionários têm mais riqueza do que 60% da população mundial
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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Produção de eletroeletrônicos em abril cai mais de 40% na comparação com 2019, diz associação

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Setor vem de três meses seguidos de baixa, chegando ao pior desempenho desde 2002. 
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Por G1
04/06/2020 17h23 Atualizado há 18 horas
Postado em 05 de junho de 2020 às 12h05m

  Post. N. = 0.004  
A produção da indústria elétrica e eletrônica do Brasil recuou 43,7% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) nesta quinta-feira (4).

Os dois segmentos registraram quedas parecidas, com a área de elétrica caindo 43,6% e a de eletrônica com baixa de 43,8%.

Na comparação com março, a queda da indústria eletroeletrônica foi de 30,3%, registrando a maior queda já verificada na série histórica do setor, iniciada em 2002. Essa foi a terceira retração consecutiva na produção do setor.

Segundo a Abinee, o resultado reflete os efeitos do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19.

Vale lembrar que, em fevereiro, a produção de bens eletrônicos estava sendo prejudicada pelos problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos da China.

No acumulado de janeiro a abril de 2020, a produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 11,8%. Esse resultado foi consequência tanto da queda de 12,9% da área eletrônica quanto da retração de 10,7% da área elétrica, de acordo com a Abinee.
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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Cinco maiores bancos comerciais detinham 83,7% do mercado de crédito no fim de 2019, revela BC

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Queda da concentração no mercado de crédito foi de 1,1 ponto percentual na comparação com 2018. Informações constam no relatório de Economia Bancária divulgado nesta quinta (4). 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
04/06/2020 08h11  Atualizado há 09 horas
Postado em 04 de junho de 2020 às 17h25m

  Post. N. = 0.003  


Os cinco maiores conglomerados bancários do país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander) encerraram 2019 com 83,7% do mercado de crédito e com 83,4% dos depósitos totais. As informações foram divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (4).

Os cálculos englobam bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas. Os dados estão no Relatório de Estabilidade Financeira do ano passado.

Segundo o Banco Central, houve pequena queda em relação à concentração bancária registrada no fechamento de 2018, quando essas instituições financeiras detinham 84,8% de todas as operações de crédito e 83,8% dos depósitos bancários.

PARTICIPAÇÃO DOS 5 MAIORES BANCOS COMERCIAIS NO CRÉDITO
EM % DO VOLUME TOTAL
Fonte: BANCO CENTRAL

No relatório, o BC avaliou que os indicadores de concorrência mantiveram "tendência de queda" iniciada em meados de 2017, sinalizando um "ambiente de aumento da competição bancária e redução de custos de crédito e de outros serviços financeiros".

"É importante também ressaltar que, nos doze meses encerrados em dezembro de 2019, houve redução do custo médio de captação, acompanhada de redução dos preços das novas operações de concessão de crédito, notadamente nas operações com pessoas jurídicas", acrescentou.

Juros e 'spread' bancários
Dados do BC revelam que os bancos reduziram sua taxa média de juros nas operações com recursos livres (sem contar habitacional, BNDES e rural) em 1,6 ponto percentual no ano passado. No fim de 2018, a taxa média estava em 35,6% ao ano, recuando para 34% ao ano em dezembro de 2019.

No caso dos empréstimos para pessoas físicas, a taxa caiu também 1,6 ponto percentual (de 48,9% ao ano, no fim de 2018, para 47,3% ao ano, em dezembro do ano passado).

A redução mostra que os bancos não repassaram a queda total da taxa Selic do último ano.
A taxa básica de juros da economia brasileira estava em 6,5% ao ano no fim de 2018, passando para 4,5% ao ano no fechamento de 2019 – uma queda de dois pontos percentuais. A Selic é fixada pelo BC com base no regime de metas de inflação.

Sem repassar toda a queda na taxa de juros, o chamado "spread" bancário (diferença entre quanto bancos pagam pelos recursos e quanto cobram dos clientes) médio de todas as operações com recursos livres registrou aumento no ano passado.

No fim de 2018, o spread estava em 27,8 pontos percentuais, avançando para 28,5 pontos percentuais no fechamento de 2019, uma alta de 0,7 ponto percentual.

O "spread" é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros. O "spread" bancário brasileiro é considerado alto para padrões internacionais. 
Mercados financeiros sobem, apesar da crise mundial; Carlos Alberto Sardenberg explica
Mercados financeiros sobem, apesar da crise mundial; Carlos Alberto Sardenberg explica

* Banco Central do Brasil
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Rentabilidade de bancos brasileiros sobe em 2019 e lucro bate recorde, mostra BC

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Lucro líquido dos bancos somou R$ 118 bilhões. Retorno sobre o patrimônio líquido do sistema bancário ficou bem acima de países como Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília    
04/06/2020 10h13  Atualizado há 05 horas  
Postado em 04 de junho de 2020 às 15h15m  

  Post. N. = 0.002  


A rentabilidade dos bancos brasileiros subiu em 2019 e o lucro das instituições financeiras bateu novo recorde, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (4) pelo Banco Central.

O chamado retorno sobre o patrimônio líquido do sistema bancário nacional alcançou 16,5% em dezembro do ano passado, contra 14,8% no fechamento de 2018, e retornou a patamares registrados em 2011.

Retorno sobre o patrimônio líquido
Em %
Fonte: Banco Central

No caso dos bancos de grande e médio portes, a rentabilidade foi maior ainda, atingindo 18,8% no final do ano passado.

"Isso se deve, provavelmente, aos maiores ganhos de escala e diversificação, que permitem aos bancos grandes e médios captarem recursos com menor custo", informou o BC.

"A recuperação do ambiente econômico e a melhora da percepção de risco observada até final de 2019 criaram condições favoráveis para o crescimento da rentabilidade do sistema bancário ao longo do ano", informou o Banco Central.

De acordo com a instituição, o aumento da rentabilidade dos bancos decorreu principalmente da retomada do crédito, com alteração da composição das carteiras para segmentos mais rentáveis (pessoas físicas, e pequenas e médias empresas), que "implicaram aumento no valor do resultado de crédito bruto do setor bancário".

Além disso, acrescentou o BC, outro "fator importante" para a evolução da rentabilidade foi o aumento das receitas de serviços, que contou principalmente com o crescimento das rendas de mercado de capitais (colocação de títulos e corretagens).

Entre as maiores do mundo
De acordo com dados do BC, a rentabilidade do sistema bancário brasileiro está entre as maiores do mundo. O indicador brasileiro ficou abaixo, em 2019, da Argentina, do México e do Canadá, mas superou grande parte dos países desenvolvidos - como Estados Unidos, Itália, Reino Unido e Japão.

Rentabilidade dos bancos por país
retorno sobre o patrimônio líquido, em %
Fonte: Banco Central

Lucro do sistema financeiro
De acordo com o relatório do BC, o lucro líquido dos bancos se aproximou dos R$ 118 bilhões e bateu novo recorde no ano passado. A série histórica do Banco Central para este indicador começa em 1994.

LUCRO LÍQUIDO DOS BANCOS
em R$ bilhões
Fonte: BANCO CENTRAL

O aumento da rentabilidade e do lucro dos bancos brasileiros acontece em um cenário de juros bancários elevados. Apesar de a taxa básica da economia, a Selic, estar no menor patamar da história (3% ao ano), as instituições financeiras ainda cobram taxas elevadas.

Apesar de a taxa básica de juros da economia brasileira ter recuado 6,5% ao ano no fim de 2018 para 4,5% ao ano no fechamento de 2019 – uma queda de dois pontos percentuais -, os juros bancários médios recuaram 1,6 ponto percentual no ano passado. Ou seja, as instituições não repassaram toda a queda da taxa Selic registrada no último ano.

Em algumas linhas de crédito, como cartão de crédito rotativo e no cheque especial das pessoas físicas, os juros bancários médios fecharam 2019 acima de 300% ao ano. Neste ano, o juro do cheque especial recuou para 119,3% ao ano (6,8% ao mês) em abril depois que o Banco Central impôs limite para essa taxa.

Dados do BC mostram que os cinco maiores conglomerados bancários do país detinham, no fim de 2019, 83,7% do mercado de crédito e com 83,4% dos depósitos totais. Os cálculos englobam bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas.

Vídeo
Veja abaixo reportagem sobre programa criado pelo governo para oferecer crédito a empresas durante a pandemia do novo coronavírus.
Governo cria linha de crédito para pequenas e médias empresas; Miriam Leitão comenta
Governo cria linha de crédito para pequenas e médias empresas; Miriam Leitão comenta
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