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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Dólar opera em queda e vai a R$ 5,68, após Trump sinalizar que novo acordo comercial com a China 'é possível'; Ibovespa oscila

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No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,66%, cotada a R$ 5,7261. Já o principal índice da bolsa de valores encerrou com um recuo de 0,95%, aos 127.309 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 20 de Fevereiro de 2.025 às 10h30m

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Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (20), conforme investidores avaliavam a possibilidade de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que esse novo acordo com a China "é possível", destacando que o presidente chinês, Xi Jinping, pode visitar os EUA, mas sem dar mais detalhes sobre sua agenda.

As falas voltam a trazer a percepção de que o novo presidente dos EUA está usando as ameaças tarifárias feitas recentemente mais como uma tática de negociação do que como um plano concreto. (entenda mais abaixo)

Na agenda, os mercados repercutem novos dados de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e monitoram a divulgação de balanços corporativos de grandes empresas brasileiras, referentes ao 4º trimestre de 2024.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, opera com volatilidade.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Dólar

Às 16h05, o dólar caía 0,48%, cotado a R$ 5,6988. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,6864. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,66%, cotada a R$ 5,7261.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,54% na semana;
  • recuo de 1,90% no mês; e
  • perdas de 7,34% no ano.

Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,06%, aos 127.232 pontos.

Na véspera, o índice teve baixa de 0,95%, aos 127.309 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,71% na semana;
  • ganho de 0,93% no mês;
  • alta de 5,84% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

As ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a ficar no radar nesta quinta-feira (20).

Mesmo após o republicano afirmar, na véspera, que pretende anunciar mais tarifas "no próximo mês ou antes", as atenções ficaram com a sinalização de Trump de que um novo acordo comercial com a China "é possível".

A fala volta a trazer a percepção de que as várias ameaças tarifárias feitas por Trump desde o início de seu mandato são mais uma tática de negociação do que um plano concreto.

Isso traz certo alívio sobre os eventuais impactos que as tarifas teriam na inflação norte-americana e acaba fazendo o dólar perder fôlego frente a outras moedas globais. O movimento representa uma correção após as altas recentes do dólar ao redor do mundo, que vieram em meio aos temores de uma mudança de acordos geopolíticos.

Vale destacar, no entanto, que as últimas tarifas anunciadas por Trump à China, de 10% sobre os produtos importados do país pelos EUA, continuam a valer — apesar de outras medidas terem sido suspensas ou ainda estarem distantes da data estabelecida para ativação, o que abre espaço para negociações.

Assim sendo, o mercado segue atento a eventuais repercussões dessas novas medidas. Na véspera, por exemplo, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária. Na ocasião, o comitê manteve inalterada a taxa básica de juros do país, na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano.

O documento indicou que as propostas feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump em seus primeiros dias de governo já trouxeram preocupações sobre uma eventual alta da inflação no país, com empresas dizendo ao BC dos EUA que, em geral, esperam aumentar os preços para repassar aos consumidores os custos das tarifas de importação.

"Em particular, os participantes citaram os possíveis efeitos de potenciais mudanças na política comercial e de imigração, a possibilidade de que os acontecimentos geopolíticos perturbem as cadeias de suprimentos ou gastos das famílias mais fortes do que o esperado", diz a ata.

Os dirigentes do Fed, na ata, ainda destacaram que alguns indicadores de expectativas de inflação, uma das maiores preocupações da instituição, "haviam aumentado recentemente", reforçando a leitura de que o BC norte-americano deve manter os juros elevados por mais tempo.

A inflação anual nos EUA atingiu 3,0% em janeiro, enquanto a meta do Fed é de 2,0%, os preços continuam sendo pressionados por um mercado de trabalho resiliente, com baixa taxa de desemprego, e a economia aquecida — o que gera maior demanda por bens e serviços e gera inflação.

Agenda macroeconômica

Na agenda de indicadores, o destaque fica com os novos dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Trabalho do país, o número de solicitações teve uma leve alta de 5 mil na semana passada, para 219 mil pedidos.

O número ficou acima do esperado pelos analistas, de 215 mil solicitações, mas ainda representa um mercado de trabalho sólido nos EUA, o que reforça um juro mais alto por mais tempo por parte do Fed.

No Brasil, uma série de resultados corporativos ficavam no radar. Na véspera, a Vale reportou um prejuízo líquido de US$ 694 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões). No mesmo período do ano anterior, a empresa havia reportado um lucro de US$ 2,4 bilhões (R$ 13,7 bilhões).

Com base nos resultados, a Vale aprovou US$ 1,984 bilhão (R$ 11,3 bilhões) em dividendos e juros sobre capital próprio, que serão pagos em março de 2025.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Dólar fecha aos R$ 5,68, menor valor desde novembro, após leilão de US$ 3 bilhões do BC

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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou quase estável, aos 128 mil pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo
18/02/2025 09h02 
Postado em 18 de Fevereiro de 2.025 às 11h00m

$.#  Postagem -  Nº     0.970  #.$

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (18), aos R$ 5,68, menor valor desde o dia 7 de novembro (R$ 5,6752).

Mais uma vez, o dia teve leilão de dólares do Banco Central (BC). Os leilões de dólar são uma ferramenta de regulação do mercado de câmbio e servem para aumentar a oferta de dólares disponíveis e fazer a cotação cair.

O BC vendeu nesta terça-feira um total de US$ 3 bilhões em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), na terceira intervenção cambial da gestão do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo.

No exterior, a atenção vem da geopolítica. Após um telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, em que concordaram em iniciar negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, há uma expectativa crescente de que os países comecem a discutir um acordo de paz.

Além disso, investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira (19), da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) — que terminou com a manutenção dos juros no patamar entre 4,25% e 4,50% ao ano.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou perto da estabilidade.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Dólar

O dólar fechou em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,6887. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,12% na semana;
  • recuo de 2,54% no mês; e
  • perdas de 7,95% no ano.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,29%, cotada a R$ 5,7119.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 0,02%, aos 128.532 pontos.

Na véspera, o índice teve alta de 0,26%, aos 128.552 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,26% na semana;
  • ganho de 1,91% no mês;
  • alta de 6,87% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

No Brasil, o mercado continua repercutindo os últimos números da economia. O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 3,8% em 2024, apesar de uma contração de 0,70% na atividade medida em dezembro.

Para este ano, especialistas esperam uma desaceleração da economia, refletindo os recentes aumentos da Selic (taxa básica de juros) — que atualmente está em 13,25% deve subir ainda mais nos próximos meses.

Juros elevados tornam o crédito mais caro, o que tende a reduzir o consumo das famílias, principal motor da economia.

"Ao longo de 2024, diversos fatores impulsionaram a atividade econômica, como a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso ao crédito e uma forte elevação dos benefícios sociais", explica Rafael Perez, economista da Suno Research.

"Contudo, o último trimestre do ano passado já sinalizou um esgotamento desses fatores, diante de uma política fiscal e monetária mais duras."

O boletim Focus — relatório semanal do BC que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro — mostra uma redução nas expectativas para o PIB deste ano, de 2,03% para 2,01%. As projeções para a taxa Selic indicam que os juros podem chegar a 15% ao ano até o fim de 2025.

Mesmo com a perspectiva de juros altos por mais tempo, as projeções para a inflação anual também subiram, de 5,58% para 5,60% em uma semana.

Com esse número, a inflação está acima da meta do BC. A partir de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo é manter os 3% ao ano – e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Pelo sistema de metas, o BC precisa ajustar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo estabelecido. Para isso, a instituição olha para o futuro, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação para os 12 meses até meados de 2026. Para aquele ano, a expectativa para a inflação subiu de 4,30% para 4,35%. Foi o oitavo aumento consecutivo no indicador.

Além disso, a desaceleração da agenda de Brasília preservou o Ibovespa entre janeiro e fevereiro. Analistas do Citi também indicam que a pesquisa Datafolha que indica queda da popularidade de Lula e menor probabilidade de reeleição em 2026 ajudou a elevar os preços.

No exterior, a expectativa da semana é pela ata da reunião de janeiro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que será divulgada na quarta-feira. Na ocasião, o comitê manteve inalterada a taxa básica de juros do país, na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano.

Na segunda, o diretor do Fed Christopher Waller disse que sua visão "base" é de que as novas restrições comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump, terão um impacto modesto sobre os preços, enquanto o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, apoiou uma postura estável da política monetária.

Nesta terça, a presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, disse que o BC dos EUA deve manter os custos dos empréstimos no nível em que estão até que o progresso da inflação seja mais visível.

"A política monetária precisa permanecer restritiva até... eu ver que estamos realmente continuando a progredir em relação à inflação", disse, em uma conferência de bancos comunitários organizada pela American Bankers Association.

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domingo, 16 de fevereiro de 2025

Pó de rocha é usado para melhorar condições do solo

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Segundo a Embrapa, o fertilizante é capaz de sequestrar o gás carbônico, rejuvenescer o solo, fortalecer a lavoura e também reduzir os custos. Estima-se que cada 4,5 toneladas de pó de rocha aplicados equivale a uma tonelada de carbono sequestrado.
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Por Nosso Campo, TV TEM

Postado em 16 de Fevereiro de 2.025 às 09h20m

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Pó de rocha é usado para melhorar condições do solo — Foto: Reprodução/TV TEM
Pó de rocha é usado para melhorar condições do solo — Foto: Reprodução/TV TEM

Durante o processo de mineração, é possível encontrar o basalto, uma rocha que tem um pó fertilizante que pode aumentar a produtividade da agricultura e também ajudar o planeta Terra. Diante disso, as pedreiras estão investindo cada vez mais na produção do fertilizante.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fertilizante natural, chamado também de "pó de rocha", é capaz de rejuvenescer o solo, fortalecer a lavoura e também reduzir os custos. Além disso, ele sequestra o gás carbônico presente na atmosfera do planeta.

Na pedreira onde Fernando Hiroshi Moriya é gerente, são produzidos cerca de 7 mil toneladas de pó de rocha por mês. Segundo ele, a demanda pelo fertilizante teve um aumento repentino e, por conta disso, o objetivo é expandir ainda mais a produção.

Veja a reportagem exibida no programa em 16/02/2025:

Pó de rocha é usado para melhorar condições do solo

Em uma outra pedreira, que fica em Paraguaçu Paulista (SP), a extração do basalto começou na década de 1990, e deve continuar por um bom período de tempo. De acordo com o gerente administrativo, Sérgio Augusto, a rocha vai revolucionar a agricultura.

Em uma fazenda de produção de laranjas, em Pratânia (SP), a propriedade conta com 480 hectares de plantação, com cerca de 240 mil pés da fruta. Eles aplicam o pó de rocha na metade da lavoura há pelo menos seis meses.

Guilherme Ferraz, o gerente da fazenda, já identificou mudanças significativas no plantio. Segundo ele, o enraizamento do solo foi fortalecido e a copa da fruta se mostrou mais evoluída. Portanto, aprova a aplicação do fertilizante natural.

O pó de rocha pode ser um grande aliado para uma vida mais sustentável no planeta Terra. Estima-se que cada 4,5 toneladas de pó de rocha aplicados equivale a uma tonelada de carbono sequestrado. Além dos benefícios para o meio ambiente, o fertilizante ainda ajuda na produção das lavouras.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Dólar fecha abaixo dos R$ 5,70 pela primeira vez desde novembro, com Trump e Datafolha no radar

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Moeda norte-americana caiu 1,26%, cotada a R$ 5,6956. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, opera em alta.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 14 de Fevereiro de 2.025 às 10h00m

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Trump assina memorando sobre reciprocidade tarifária — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Trump assina memorando sobre reciprocidade tarifária — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (14), ficando abaixo de R$ 5,70 pela primeira vez desde novembro. No dia 7, a moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,6752

O mercado financeiro vinha de certo alívio com o memorando de tarifas recíprocas para todas as importações que chegam aos Estados Unidos, determinado pelo presidente Donald Trump.

Na prática, a medida visa igualar as tarifas cobradas pelos EUA para receber produtos de outros países às tarifas que esses países cobram para importar produtos dos americanos.

Essas tarifas só devem começar a valer em 1° de abril, o que reduziu a pressão sobre o dólar neste pregão. No entanto, investidores e economistas estão preocupados que o tarifaço possa pressionar a inflação norte-americana.

No Brasil, a queda do dólar se acentuou após a pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" que aponta que 24% dos eleitores brasileiros aprovam o governo do presidente Lula (PT) e que 41% reprovam.

É o pior nível de aprovação em todos os três mandatos do presidente Lula, e a reprovação também é recorde. O mercado financeiro interpreta que os resultados reduzem as chances do presidente em uma tentativa de reeleição.

Além disso, foram divulgados novos dados do mercado de trabalho. A taxa anual de desemprego foi a menor da história em 14 estados brasileiros em 2024, segundo a PNAD Contínua Trimestral, publicada pelo IBGE.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3 opera em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Dólar

O dólar fechou em queda de 1,26%, cotado a R$ 5,6956. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 1,68% na semana;
  • recuo de 2,43% no mês; e
  • perdas de 7,83% no ano.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,10%, cotada a R$ 5,7684.

Ibovespa

O Ibovespa opera em alta de 2,62%, aos 128.122 pontos.

Na véspera, o índice teve alta de 0,38%, aos 124.850 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,19% na semana;
  • perdas de 1,02% no mês;
  • ganho de 3,80% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

O 'tarifaço' de Trump continua a repercutir entre investidores do mundo todo. Na quinta-feira, o presidente americano anunciou a criação de tarifas recíprocas para os países que cobram taxas de importação sobre seus produtos.

O memorando, assinado durante a tarde, não especificou tarifas para países específicos, mas estabeleceu uma orientação geral de reciprocidade para os países que impõem dificuldades ao comércio dos EUA.

"Os outros países podem reduzir ou eliminar suas tarifas. Queremos um sistema nivelado", disse Trump, em coletiva de imprensa na Casa Branca

Entre os exemplos para a nova política de tarifas, o governo norte-americano citou o etanol brasileiro:

"A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil."

As taxações anunciadas por Trump voltam a acender um alerta entre investidores e economistas pelo mundo. Isso porque os preços dos produtos que chegam aos EUA, ou que dependem de insumos importados para serem produzidos, tendem a ficar mais caros com o aumento das tarifas de importação.

Isso não apenas pressionaria a inflação norte-americana e poderia impossibilitar novos cortes de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), como também pode acabar impactando os preços pelo mundo, trazendo o risco de uma elevação global da inflação.

Além disso, juros elevados nos EUA também aumentam o rendimento dos títulos públicos norte-americanos, considerados os mais seguros do mundo. Isso tende a provocar uma migração de capital estrangeiro para o país e a fortalecer o dólar em relação a outras moedas.

Dólar mais caro também impacta a inflação em todo o mundo, já que essa é a principal moeda para as negociações comerciais. Isso também pode pressionar os preços principalmente das commodities, como combustíveis e alimentos.

Para o Brasil, os impactos ainda são mais setoriais, segundo Stefânia Ladeira, especialista em comércio exterior e Partner na Saygo Comex. Ela explica que, embora o Brasil possa se beneficiar de retaliações comerciais contra os EUA, é preciso cautela.

"O aumento das tarifas pode diminuir significativamente o volume de exportações brasileiras para o mercado americano, afetando setores que dependem desse destino. O desafio será equilibrar as perdas potenciais com a busca por novos mercados e parcerias comerciais".

No Brasil, o principal destaque foi o resultado da pesquisa Datafolha, que mostra o pior nível de aprovação em todos os três mandatos do presidente Lula. O mercado interpreta que as chances do petista em uma tentativa de reeleição diminuíram.

Veja os números:

  • Ótimo/bom: 24% (eram 35% em dezembro);
  • Regular: 32% (eram 29% em dezembro);
  • Ruim/péssimo: 41% (eram 34% em dezembro);
  • Não sabem: 2% (era 1% em dezembro).

De acordo com o levantamento, no mesmo período do mandato, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha uma reprovação semelhante: 40% consideravam seu governo ruim ou péssimo e 31% achavam ótimo ou bom.

A aprovação do governo Lula também teve queda tanto entre homens quanto em mulheres, sendo que 24% dos dois gêneros aprovam o presidente (eram 38% das mulheres e 33% dos homens em dezembro).

Entre os que ganham até dois salários mínimos, o Datafolha aponta que a aprovação caiu de 44% para 29% de dezembro de 2024 para fevereiro. A margem de erro deste grupo é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Já entre os que ganham acima de dez salários mínimos a aprovação passou de 32% para 18%. A variação fica dentro da margem de erro, que é de 12 pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja os resultados da pesquisa aqui: Datafolha: 24% aprovam o governo Lula e 41% reprovam
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