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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Senado aprova três indicados de Lula para diretoria do Banco Central

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Com a aprovação dos três novos diretores, a diretoria do BC terá, ao todo, sete escolhidos por Lula. Antes da votação, eles foram sabatinados e disseram ter compromisso com o controle da inflação.
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Por Sara Curcino, Marcela Cunha, Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 10 de dezembro de 2024 às 18h55m

$.#  Postagem  Nº     0.934  #.$

Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) três indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a diretoria do Banco Central (BC).

Nilton David, Izabela Correa e Gilneu Vivan foram indicados pelo presidente em novembro. Eles foram sabatinados na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pela manhã, e aprovados em plenário.

Com o aval dos parlamentares, os três assumem os novos cargos a partir de janeiro de 2025.

Nilton David foi aprovado no plenário por 50 votos a 3, com uma abstenção. Izabela Correa, por 48 votos a 3 e Gilneu Vivan por 53 a 3 (veja o perfil deles aqui).

Antes da votação, eles foram sabatinados pelos senadores e disseram ter compromisso com o controle da inflação no Brasil.

Os economistas foram aprovados para as seguintes diretorias:

  • Nilton David foi indicado para assumir a Diretoria de Política Monetária do Banco Central, cargo hoje ocupado por Gabriel Galípolo, futuro presidente da autoridade financeira
  • Izabela Correa foi indicada para a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta
  • Gilneu Vivan, se aprovado pelo plenário, assumirá o cargo de diretor de Regulação

A diretoria do BC compõe o Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado responsável por fixar a taxa básica de juros da economia e é composta por 9 diretores, sendo um deles, o presidente.

  • Galípolo, indicado por Lula, assumirá após o fim do mandato do atual presidente do banco, Roberto Campos Neto, indicado pelo governo anterior.

Com a aprovação dos três novos diretores, a diretoria do BC terá, ao todo, sete escolhidos por Lula. Os quatro hoje no órgão são: Paulo Picchetti, Rodrigo Alves, Galípolo e Ailton Santos.

Papel do BC

A principal atribuição dos diretores do Banco Central é o controle da inflação. No Brasil, vigora o sistema de metas, nas quais o BC tem de mirar. A taxa básica de juros da economia, a Selic, é o principal instrumento utilizado pela instituição.

A aprovação dos novos diretores na comissão acontece no mesmo dia que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para determinar a nova taxa básica do país.

Atualmente, a taxa Selic está em 11,25% ao ano, e a expectativa do mercado é de que a taxa avance para 12% ao ano no fim de 2024 e para 13,50% ao ano no fechamento de 2025.

Com a aprovação da autonomia do Banco Central em 2021, na gestão Bolsonaro, o presidente e diretores do Banco Central passaram a ter mandato fixo. Até o fim deste ano, a diretoria é composta, em sua maioria, ainda por nomes escolhidos por Bolsonaro.

Perfil dos futuros diretores

Banco central divulga ata da reunião da semana passada do Copom

  • Gilneu Francisco Astolfi Vivan

Com quase 30 anos de atuação no Banco Central, Gilneu Francisco Astolfi Vivan atualmente chefia o Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor).

Mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB) e bacharel pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Vivan desempenhou papéis-chave em áreas sensíveis do sistema financeiro nacional, como o monitoramento de riscos sistêmicos.

No cenário internacional, representou o Brasil em grupos como o Analytical Group on Vulnerabilities, do Financial Stability Board, contribuindo para a análise de ameaças globais ao sistema financeiro.

  • Izabela Moreira Correa

Servidora de carreira do Banco Central desde 2006, Izabela Moreira Correa possui um sólido histórico na administração pública. Atualmente, é Secretária de Integridade Pública na Controladoria-Geral da União (CGU).

Com doutorado em Governo pela London School of Economics and Political Science (LSE), Izabela foi pesquisadora de pós-doutorado na Escola de Governo da Universidade de Oxford.

Também é mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e graduada em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro.

  • Nilton José Schneider David

Com carreira no mercado financeiro, Nilton José Schneider David é chefe de Operações Tesouraria do Bradesco, cargo em que atua na gestão de ativos e passivos de uma das maiores instituições financeiras do país.

Engenheiro de Produção pela Universidade de São Paulo (USP), Nilton acumulou experiência em instituições no Brasil e no exterior, reforçando sua capacidade de diálogo com o setor privado.

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sábado, 7 de dezembro de 2024

Carne, suco de laranja e açúcar: como ficam as vendas de produtos do agro para União Europeia após acordo

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Itens considerados sensíveis, que concorrência prejudicaria produtores locais, recebem tratamento diferenciado para a exportação para o bloco europeu.
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Por Redação g1

Postado em 07 de dezembro de 2024 às 06 horas00m

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Açúcar, suco de laranja e carne — Foto: Divulgação;divulgação; Ministério da Agricultura.
Açúcar, suco de laranja e carne — Foto: Divulgação;divulgação; Ministério da Agricultura.

O Brasil vai poder vender alimentos sem taxas para a União Europeia, depois do acordo comercial firmado entre o bloco e o Mercosul, divulgado após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do sul-americano, em Montevidéu, no Uruguai, na sexta-feira (6).

Alguns dos produtos que terão a sua tarifa de exportação zerada são: carne de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho, sorgo, suco de laranja, cachaça e frutas. Em suas redes sociais, o ministro da agricultura brasileira, disse que o café também terá imposto zero.

Além deles, existe outros alimentos que ainda terão tarifa, mas reduzida, caso da carne bovina.

A União Europeia representa, hoje, o segundo maior mercado importador do agronegócio brasileiro, atrás apenas da China.

Apesar do anúncio, não existe uma previsão de quando a medida entrará em prática. O novo texto ainda deve passar por revisão, tradução, assinatura e ratificação antes de entrar em vigor.

Essa negociação acontece desde 1999. A primeira etapa do tratado foi concluída em 2019 e, desde então, o texto já passou por revisões.

O documento da nova versão do acordo não foi divulgado. Mas informações publicadas no site do Ministério das Relações Exteriores adiantam que:

  • ao todo, os europeus vão zerar ou diminuir a tarifa de 95% de suas importações do Mercosul, permanecendo apenas taxas para itens mais "sensíveis", que são aqueles que concorrência massiva ameaçaria os produtores locais e representam 3% dos produtos no acordo.
  • já o bloco sul-americano vai eliminar ou diminuir gradualmente as taxas de 91% de produtos importados da Europa.
Produtos com cota

As exportações do Mercosul de alguns itens como, carnes, açúcar, etanol e arroz, terão limite de cotas para o envio sem imposto. Considerados itens sensíveis, essas cotas permitem a seguridade do mercado interno da União Europeia.

  • Carne bovina: 99 mil toneladas terão tarifa de 7,5% no momento em que o acordo entrar em vigor volume, taxa que poderá ser aumentada em 6 etapas. Do montante total, 55% será para carnes frescas e 45% para as congeladas. Também é previsto o fim da taxação para a cota de 10 mil toneladas reservada a cortes especiais (a chamada Cota Hilton, que já existe);
  • Carne de aves: 180 mil toneladas poderão ser exportadas sem tarifas, em volume crescente em 6 estágios. A quantidade é dividida igualmente para carnes com e sem osso;
  • Carne suína: 25 mil toneladas poderão ser exportadas com taxa de € 83 por tonelada em volume crescente em 6 estágios;
  • Açúcar: eliminação de tarifas para uma cota de 180 mil toneladas para o açúcar refinado produzido no Brasil e uma cota de 10 mil toneladas para o produto do Paraguai;
  • Etanol: ficam isentas de tarifas 450 mil toneladas de etanol para indústria e 200 mil toneladas para combustíveis ou outros usos, com um terço do imposto cobrado atualmente (de € 6,4 a € 3,4 por litro) e volume crescente em 6 etapas;
  • Arroz: cota de 60 mil toneladas poderá ser exportada sem tarifas e essa taxa poderá ser aumentada em 6 etapas;
  • Mel: 45 mil toneladas isentas de tarifas que podem aumentar em 6 estágios;
  • Milho e sorgo: 1 milhão de toneladas sem tarifas, volume crescente em 6 estágios;
  • Suco de laranja: diminuição das tarifas até serem zeradas no período de 7 a 10 anos, sendo que metade das importações da União Europeia devem ser provenientes do Mercosul;
  • Cachaça: garrafas com menos de 2 litros não serão tarifadas por 4 anos. Há ainda a eliminação da tarifa para até 2.400 toneladas de cachaça a granel, com volume crescente em 5 anos;
  • Queijos: 30 mil toneladas com volume crescente e tarifa decrescente em 10 anos (exclusão de muçarela);
  • Iogurte: margem de preferência de 50% nas importações europeia;
  • Manteiga: margem de preferência de 30% nas importações europeia;
  • Frutas: frutas como abacates, limões, limas, melões e melancias, uvas de mesa e maças não estarão sujeitas a cotas e terão suas tarifas completamente eliminadas.

Entenda o que fez os frigoríficos brasileiros pararem de vender carne ao Carrefour

PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Superávit da balança comercial soma US$ 7 bilhões em novembro, com queda de 20%

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Informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, nesta quinta-feira. Na parcial do ano, saldo positivo recuou 22%, para US$ 69,9 bilhões.
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Por Alexandro Martello, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília

Postado em 05 de dezembro de 2024 às 16h00m

$.#  Postagem  Nº     0.932  #.$

CIN-PB divulga a Balança Comercial referente ao mês de novembro e mostra crescimento de 1,93%. — Foto: Divulgação
CIN-PB divulga a Balança Comercial referente ao mês de novembro e mostra crescimento de 1,93%. — Foto: Divulgação

A balança comercial registrou superávit de US$ 7,03 bilhões em novembro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (5).

🔎O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

  • De acordo com o MDIC, o saldo positivo teve uma queda de 20% na comparação com o mesmo mês de 2023 -- quando somou US$ 8,78 bilhões (recorde histórico).
  • Esse também foi o menor saldo para meses de novembro desde 2022 (+US$ 6,2 bilhões).

Segundo o governo, em novembro:

  • as exportações somaram US$ 28,03 bilhões, com alta de 5,8%;
  • as importações somaram US$ 20,99 bilhões, com alta de 15,7%.

Balança comercial tem superávit de US$ 5,4 bilhões em setembro

Acumulado do ano

Nos onze primeiros meses do ano, o saldo comercial ficou positivo em US$ 69,85 bilhões, com queda de 22% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 89,58 bilhões).

De acordo com o governo, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 312,27 bilhões (queda de 0,4% na comparação com o mesmo período do ano passado).

As importações totalizaram US$ 242,41 bilhões, aumento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2023.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

PIB do Brasil cresce 0,9% no 3° trimestre de 2024, diz IBGE

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Este é o 13º resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais, puxado por boa performance do setor de Serviços, que também cresceu 0,9%.
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Por Raphael Martins, g1
03/12/2024 09h00 
Postado em 03 de dezembro de 2024 às 09h25m

$.#  Postagem  Nº     0.931  #.$

Setor de serviços — que engloba bares, restaurantes, hotelaria, salões de beleza e outras atividades do tipo — turbinaram o PIB brasileiro em 2022 — Foto: Fábio Tito/g1
Setor de serviços — que engloba bares, restaurantes, hotelaria, salões de beleza e outras atividades do tipo — turbinaram o PIB brasileiro em 2022 — Foto: Fábio Tito/g1

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).

Este é o 13º resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais. O saldo vem depois de a atividade econômica brasileira crescer 1,4% no 2º trimestre.

Neste terceiro trimestre, a Indústria (0,6%) e o setor de Serviços (0,9%) tiveram altas importantes e compensaram a queda de 0,9% da Agropecuária.

Pelo lado da demanda, todos os itens cresceram. O Consumo das famílias cresceu 1,5%, e o Consumo do governo subiu 0,8%, enquanto os Investimentos tiveram ganho de 2,1% neste trimestre.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3 trilhões. Foram R$ 2,6 trilhões vindos de Valor Adicionado (VA) a preços básicos, e outros R$ 414 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Com os resultados, o PIB brasileiro teve alta de 4% em relação ao mesmo trimestre de 2023. Já a alta acumulada em quatro trimestres é de 3,1%.

Para Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, ainda que o resultado trimestral tenha sido mais fraco que o do trimestre anterior, ainda não geram uma preocupação com desaceleração brusca da atividade econômica.

"Apesar dos patamares elevados, a taxa básica de juros ainda tem efeito muito pequeno na atividade do terceiro trimestre. A política monetária leva um tempo grande para ter efeito sobre economia, e o crescimento vem em cima de uma base de comparação bastante alta", diz Palis.

Variação trimestral do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2024 — Foto: g1
Variação trimestral do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2024 — Foto: g1

Principais destaques do PIB no 3º trimestre:

  • Serviços: 0,9%
  • Indústria: 0,6%
  • Agropecuária: -0,9%
  • Consumo das famílias: 1,5%
  • Consumo do governo: 0,8%
  • Investimentos: 2,1%
  • Exportações: -0,6%
  • Importação: 1%

PIB do Brasil cresce 0,9% no 3º trimestre

PIB cresceu 0,9% contra o trimestre anterior

Segundo o IBGE, a alta do PIB deste trimestre foi puxada pelo setor de Serviços (0,9%), o de maior peso do PIB. Com o crescimento constante nos últimos trimestres, o setor renovou mais uma vez seu maior patamar em toda a série histórica do PIB.

As principais atividades subiram no período, com destaque para Informação e comunicação (2,1%), Outras atividades de serviços (1,7%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%).

Também cresceram as Atividades imobiliárias (1%), Comércio (0,8%), Transporte, armazenagem e correio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Indústria teve alta no balanço final, com ganho de 0,6% no trimestre, mas a abertura para subsetores traz resultados mistos.

As Indústrias de transformação tiveram alta de 1,3% contra o trimestre anterior. Já a Construção (-1,7%); Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,4%) e Indústrias extrativas (-0,3%) tiveram queda no trimestre.

Com isso, a Indústria segue 4,7% abaixo de seu pico histórico, no terceiro trimestre de 2013.

A Agropecuária teve queda de 0,9% no terceiro trimestre, com previsão da queda de produção de laranja para o ano. Segundo Rebeca Palis, do IBGE, a fruta tem peso relevante, de quase metade das safras do período.

PIB brasileiro pela ótica da oferta no 3° trimestre de 2024 — Foto: g1
PIB brasileiro pela ótica da oferta no 3° trimestre de 2024 — Foto: g1

Pela ótica da despesa, o Consumo das famílias registrou a maior alta entre os setores, com ganho de 1,5% no trimestre. É o recorde da série histórica do PIB.

"O mercado de trabalho é um efeito positivo. Temos a mínima de desocupação e a massa salarial que tem aumentado recorrentemente, o que coloca a renda do trabalho na mão das familias. Além disso, a inflação está acima da meta, mas não está em níveis altíssimos", diz Rebeca Palis, do IBGE.

Houve uma desaceleração do Consumo do governo, que cresceu 0,8% no terceiro trimestre, contra 1,3% no segundo trimestre. Também é o maior patamar da série. "O governo tem sido importante agente para o desempenho e crescimento da economia", diz Palis.

Já os Investimentos (ou Formação Bruta de Capital Fixovoltaram a subir 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, em que já havia registrado alta de 2,1%.

Ainda que apresente recuperação em 2024, o setor ainda está 10,8% abaixo do seu maior patamar na série, que aconteceu no segundo trimestre de 2013.

Mas a taxa de investimento cresceu e foi de 17,6% do PIB, acima dos 16,4% registrados no terceiro trimestre de 2023.

Por fim, as Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 0,6% neste trimestre. As Importações de Bens e Serviços subiram 1%.

PIB brasileiro pela ótica da demanda no 3° trimestre de 2024 — Foto: g1
PIB brasileiro pela ótica da demanda no 3° trimestre de 2024 — Foto: g1

Principais destaques do PIB contra o mesmo trimestre de 2023:

  • Serviços: 4,1%
  • Indústria: 3,6%
  • Agropecuária: -0,8%
  • Consumo das famílias: 5,5%
  • Consumo do governo: 1,3%
  • Investimentos: 10,8%
  • Exportações: 2,1%
  • Importação: 17,7%

PIB cresce 0,9% no 3º trimestre

PIB cresce 4% em relação ao mesmo trimestre de 2023

O setor de Serviços avançou 4,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, com todas as suas atividades no campo positivo. Destaques para Informação e comunicação (7,8%); Outras atividades de serviços (6,4%); Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (5,1%).

Ainda com altas expressivas estão o Comércio (3,9%); Atividades imobiliárias (3,1%); Transporte, armazenagem e correio (2,5%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,7%).

Indústria vem com alta de 3,6% contra o mesmo período de 2023. Mesmo com queda no resultado trimestral, a Construção tem alta de 5,7% no comparativo com o ano passado. O IBGE destaca que o resultado teve forte influência da alta da ocupação e produção dos insumos típicos dessa atividade.

Na sequência, as Indústrias de transformação tiveram alta de 4,2%, apoiadas principalmente pela fabricação de veículos automotores, outros equipamentos de transporte, móveis e produtos químicos. "São setores beneficiados pela maior demanda por bens de consumo duráveis e de bens de capital, que vem do aumento do consumo final e do investimento", diz Palis.

Houve forte expansão de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (3,7%), com maior consumo de eletricidade no país, seja pelo clima mais quente como pelo avanço da atividade econômica. Apenas as Indústrias extrativas (-1,0%) ficaram em campo negativo, devido à queda da extração de petróleo e gás.

Já a Agropecuária registrou queda de 0,8% contra igual período de 2023, com a queda de produção ou perda de produtividade de culturas como cana (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%). Mesmo os resultados positivos do algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%) não foram suficientes para reverter o acumulado negativo do setor.

Consumo das famílias continua com resultados fortes e teve alta de 5,5% em relação ao mesmo trimestre de 2023. É o 14º trimestre consecutivo de alta no setor. Já o Consumo do governo cresceu 1,3% no período.

Os Investimentos tiveram alta de 10,8% no terceiro trimestre de 2024, com elevação na importação de bens de capital, produção interna de bens de capital, desenvolvimento de software e avanço da construção.

Entre as Exportações de Bens e Serviços (2,1%) destacam-se os produtos alimentícios, outros equipamentos de transporte, extração de minerais metálicos e produto químicos.

As Importações de Bens e Serviços cresceram 17,7%, com altas de produtos químicos, máquinas e materiais elétricos, máquinas e equipamentos, veículos automotores e serviços.

Fazenda vê PIB com 'ritmo robusto'

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) avaliou que a economia seguiu com "ritmo robusto" de expansão no terceiro trimestre deste ano.

"O crescimento do PIB no terceiro trimestre foi superior à projeção exibida no Boletim Macrofiscal de novembro, realizada com base em indicadores coincidentes já disponíveis até 11 de novembro", informou a Secretaria de Política Econômica, por meio de nota.

"Dessa maneira, a projeção do Ministério da Fazenda para o crescimento do PIB de 2024, atualmente em 3,3%, deverá ser revisada para cima, repercutindo perspectivas de maior crescimento para a indústria e para os serviços."

Ainda de acordo com a área econômica do governo, o crescimento continuou forte mesmo com "menores impulsos fiscais" (gastos do governo), impulsionado pelo bom desempenho da indústria de transformação e construção e pelo crescimento na prestação de serviços diversos.

"A atividade econômica deve continuar a crescer no próximo trimestre, embora com desaceleração na margem. A política monetária [alta de juros] mais contracionista deverá restringir o ritmo de expansão das concessões de crédito e dos investimentos", acrescentou a SPE, do Ministério da Fazenda.

Ainda assim, acrescentou que "impulsos positivosdevem vir do mercado de trabalho, que deverá seguir resiliente, estimulando a produção e o e consumo das famílias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o resultado do PIB nesta terça. Em uma rede social, Lula escreve: "Continuamos com o PIB crescendo e criando mais emprego e renda na mão dos brasileiros."

 IBGE

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