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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

'Golpes do PIX' podem causar perdas de R$ 3 bilhões até 2027; saiba como se proteger

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Maior parte dos golpes acontece por meio da 'engenharia social', que é quando um criminoso usa influência ou persuasão para manipular a vítima a fornecer suas senhas ou realizar transferências. Conheça as fraudes mais comuns abaixo.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 07 de agosto de 2024 às 06h30m

  Postagem -  Nº     0.864  

PIX — Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
PIX — Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O total de perdas com golpes aplicados por meio do PIX deve ultrapassar os US$ 635,6 milhões (aproximadamente R$ 3,7 bilhões) no Brasil até 2027, indicou o Relatório de Fraude Scamscope, desenvolvido pela ACI Worldwide em parceria com a GlobalData.

São considerados "golpes do PIX" aqueles em que os criminosos coagem os usuários a realizarem uma ou mais transferências para uma conta de destino controlada por golpistas.

Normalmente, o dinheiro da vítima passa por uma — ou várias — "contas-mula", que servem para dividir e transferir os recursos, dificultando o rastreio por parte das instituições financeiras. De lá, chegam aos fraudadores ou são convertidos em ativos digitais. Veja abaixo como se proteger.

Segundo o vice-presidente global de inteligência de pagamentos e soluções de risco da ACI Worldwide, Cleber Martins, parte do que explica o crescimento desse tipo de crime é a opção dos golpistas pelo uso da engenharia social — que é quando um criminoso usa influência ou persuasão para manipular a vítima a fornecer suas senhas ou realizar transferências.

"O que vemos dos bancos é que eles têm todo o controle de quem está começando a transação, qual a conta ou o celular, por exemplo, e tudo mais. Mas o problema é que agora temos uma situação grave, onde os próprios clientes iniciam a transação", disse.

Golpe do 'PIX errado': saiba como os criminosos agem e como não ser enganado

Como a fraude acontece?

Segundo Cleber Martins, da ACI Worldwide, há dois principais caminhos para que as técnicas de engenharia social se tornem um golpe de sucesso.

São eles:

  • Convencimento — quando o criminoso tenta convencer a vítima de que aquele é um bom negócio ou que aquele pagamento precisa ser feito; e
  • Confiança herdada — quando o golpista clona WhatsApp de familiares ou amigos da vítima e pede dinheiro, por exemplo, ou se dedica a estabelecer algum vínculo de confiança com a vítima.

"Já vemos até criminosos usando inteligência artificial para ter uma conversa mais alinhada com o que a vítima espera", explicou o executivo, reiterando que o tipo de crime via confiança herdada é o que mais cresce.
Quais as principais fraudes que acontecem no Brasil?

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as principais tentativas de golpes praticadas no país com uso do PIX como meio de pagamento são:

  • 🏦 Golpe do falso funcionário de banco

Nesses casos, o fraudador entra em contato com a vítima e se passa por um falso funcionário de banco. Ele pode oferecer ajuda para que o cliente cadastre uma chave PIX ou afirmar que precisa fazer um teste para regularizar um suposto cadastro.

"Outro golpe é quando a vítima recebe um SMS falso em nome do banco sobre uma operação suspeita, solicitando que o cliente entre em contato com uma suposta central (falso '0800'), onde a vítima é levada a digitar seus dados bancários e senha", alertou a federação.

Com os dados, o golpista acessa a conta da vítima e consegue ver informações do extrato bancário — muitas vezes dando detalhes precisos das operações para ganhar a sua confiança. Depois, o criminoso fala de supostos depósitos ou transações de alto valor feitos pela conta, citando os nomes dos destinatários, desconhecidos do cliente.

"Com pretexto de regularizar a conta, o golpista, então, pede para que as operações sejam feitas para os mesmos destinatários, para cancelar ou estornar as operações. Neste momento, o golpista está induzindo a pessoa a realizar uma transação para contas associadas ao criminoso", disse a Febraban.

  • 🧾Golpe do falso recibo

Nesses casos, os fraudadores forjam um recibo do PIX em um aplicativo criminoso, utilizando de dados como conta bancária, destinatário e chave do sistema de pagamento que aparentam ser legítimos.

"Entretanto, quando o recebedor do recurso vai checar sua conta, descobre que o dinheiro nunca foi transferido e que foi vítima de um golpe", afirmou a federação.

  • 📱 Golpe do falso WhatsApp

Aqui, o criminoso envia uma mensagem pelo aplicativo de mensagens fingindo ser uma empresa em que a vítima tem cadastro. Nesses casos, os fraudadores solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Uma vez com essa informação, os criminosos conseguem replicar a conta de WhatsApp da vítima em outro celular e passam a enviar mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela e pedindo dinheiro emprestado via PIX.

  • 💻 Golpe do falso leilão

Golpistas criam sites falsos de leilão, anunciando uma série de produtos por preços bem abaixo do mercado. Depois, pedem transferências e depósitos para assegurar a compra.

"Geralmente, apelam para a urgência em fechar o negócio, dizendo que você pode perder os descontos, mas nunca entregam as mercadorias", disse a Febraban.

  • 🖱️Golpe do acesso remoto

Nesse golpe, também conhecido como "Golpe da Mão Fantasma", o fraudador pode entrar em contato com a vítima se passando por um falso funcionário de banco. Ele normalmente usa uma série de abordagens para enganar o cliente, dizendo que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que vai solucionar o suposto problema.

"[Os criminosos] ainda podem mandar um SMS, e-mails falsos ou links em aplicativos de mensagens que induzem o usuário a clicar em links suspeitos, que instalam um malware (um software maligno) que dará acesso a todos os dados que estão no celular", informou a federação.

Banco Central anuncia mudanças no PIX

De acordo com a pesquisa da ACI, as principais formas de golpe que acontecem no Brasil são:

  • Pedidos para fazer transferência como adiantamento do pagamento por um produto ou serviço (27%);
  • Pedidos para comprar um produto (20%);
  • Pedidos para investir em um produto ou empresa (17%);
  • Pedidos para pagar uma fatura ou saldo devedor (10%);
  • Pedidos de transferências por alguém que fingiu estar em um relacionamento romântico com a vítima (7%);
  • Pedidos de pagamentos alegando ser uma pessoa ou organização confiável, como a polícia ou o serviço postal (7%); e
  • Outros (13%).

De acordo com a pesquisa, mais de 60% das fraudes no Brasil em 2023 envolveram perdas de baixas e médias quantias — faixas de valor que são o principal alvo dos golpistas, que procuram ocultar sua atividade em meio ao volume e velocidade de transações que acontecem.

O que o sistema financeiro tem feito para prevenir fraudes?

Segundo a Febraban, os bancos têm investido de "maneira massiva" em campanhas de conscientização e esclarecimento com a população por meio de ações de marketing em TVs, rádios e redes sociais, para que o cliente possa se proteger e evitar golpes via engenharia social.

"Pare, pense e desconfie. O cliente sempre deve suspeitar quando recebe uma mensagem de algum contato dizendo estar em alguma situação de emergência", alertou o membro do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban Adriano Volpini.

"Também alertamos que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, tampouco funcionários de bancos ligam para clientes para fazer testes com o PIX, testes de transações, pagamentos ou estornos de lançamentos", acrescentou.

Para Martins, da ACI, no entanto, são necessárias novas iniciativas por parte das instituições financeiras e que não dependam tanto da ação do Banco Central.

"Quanto mais dinâmico o PIX fica e quanto mais produtos você conseguir usar, maior acaba sendo o espaço também para o criminoso. Você cria oportunidades para os clientes, mas também para os fraudadores", disse.

Em junho, a Febraban e o Banco Central do Brasil (BC) iniciaram os debates para trazer melhorias no Mecanismo Especial de Devolução (MED), um recurso do PIX criado para facilitar as devoluções em casos de fraude. Veja aqui como usar o MED.

A ideia é que as melhorias aumentem as possibilidades de reaver recursos em transações feitas pela ferramenta de pagamento instantâneo. O projeto foi proposto pela federação e seu desenvolvimento deve acontecer ao longo do segundo semestre deste ano.

A implementação do sistema, batizado de MED 2.0, deve acontecer apenas no final de 2025.

"A tendência é que o PIX se torne o meio de pagamento mais seguro que já existiu, porque toda a tecnologia dele foi construída em um padrão de comunicação que permite a troca de informações e de sinais de risco durante a transação. Mas é preciso trabalhar com novas tecnologias", acrescentou Martins, da ACI. 
Como se proteger?

Mesmo em meio à maior quantidade de informação sobre prevenções à fraude, os executivos destacam, ainda, algumas dicas de como o consumidor pode se proteger. São elas:

  • Nunca realize ligações para números de telefone (0800) recebidos em SMS ou outras mensagens. Ligue sempre para o número da central de atendimento do seu banco ou para o seu gerente para confirmar transações.
  • Os bancos ligam para os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca pedem informações como senhas, tokens e outros dados pessoais nessas ligações. Os bancos também nunca ligam e pedem para que clientes façam transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento.
  • Se for algo fácil ou bom demais, desconfie. Cuidado com o senso de urgência que os criminosos querem passar.
  • Em uma transação comercial com o uso do Pix, o recebedor sempre deve checar se o dinheiro realmente caiu em sua conta bancária para posteriormente entregar o produto da venda.
  • Habilite a opção “Verificação em duas etapas” no WhatsApp. Configure esse tipo de verificação também em outros aplicativos bancários e que contenham informações importantes.
  • Cuidado com a exposição de dados nas redes sociais, como por exemplo em sorteios e promoções que pedem número de telefone do usuário e outras informações pessoais.
  • Ao receber uma mensagem de algum contato com número novo, certifique-se de que a pessoa realmente mudou o número de telefone. Não faça PIX ou qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa que está solicitando dinheiro.
  • Sempre pesquisa sobre a empresa de leilões em sites de reclamação e confira o CNPJ do leiloeiro. Nunca faça transações em sites que não tenham o cadeado de segurança no navegador nem transferências para contas de pessoas físicas.
  • O banco nunca contacta cliente via ligações ou mensagens e pede para que ele instale algum aplicativo. Se isso acontecer, desconfie.
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terça-feira, 6 de agosto de 2024

Um dia após tombos históricos, mercados continuam voláteis e sem direção única; bolsa de Tóquio dispara 10%

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Na Europa, mercados abriram sem uma direçaõ definida, com alguns índices subindo e outros caindo. Já na Ásia e na Oceania, a maioria dos principais índices subiu.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 06 de agosto de 2024 às 10h45m

  Postagem -  Nº     0.863  

Mercados seguem voláteis pelo mundo — Foto: Pixabay
Mercados seguem voláteis pelo mundo — Foto: Pixabay

Depois de uma segunda-feira marcada por quedas generalizadas nas bolsas do mundo inteiro, os mercados iniciaram o pregão desta terça-feira (6) com movimentos mistos. Parte das bolsas vivem uma correção das perdas da véspera, enquanto outras continuam caindo.

Na Europa, onde os mercados abrem nas primeiras horas da manhã (pelo horário de Brasília), os com volatilidade e sem uma direção definida. O Stoxx 600, que reúne 600 empresas listadas entre 17 países do continente, subia 0,24% às 11h30, depois de operar em queda na maior parte do pregão.

No mesmo horário, os índices:

  • DAX, da Alemanha, subia 0,15%
  • FTSE 100, da Inglaterra, caía 0,12%
  • CAC 40, da França, caía 0,35%
  • IBEX 35, da Espanha, caía 0,44%

Já no Japão, o Nikkei 225, principal índice acionário da bolsa de valores de Tóquio, fechou o dia com uma alta de 10,23%. Ontem, esse foi o índice que mais caiu, com uma baixa de 12,4%, a segundo maior queda percentual da história do país.

As baixas registradas pelo mundo ontem foram influenciadas, sobretudo, pelos temores de que os Estados Unidos podem passar por uma recessão econômica em breve, depois de dados do mercado de trabalho mais fracos que o esperado (leia mais abaixo).

Além disso, no Japão, as ações despencaram também por conta de uma valorização do iene (moeda oficial do país) contra o dólar, após o Banco Central elevar suas taxas de juros -- um feito raro, que acontece somente pela segunda vez em 17 anos. Com o iene mais forte, as exportações japonesas acabam ficando mais caras para os compradores estrangeiros, o que é ruim para as empresas.

Depois de um pregão com quedas tão expressivas, é normal que o mercado realize um movimento conhecido como correção dos preços, em que investidores aproveitam os valores mais baixos de ações para investir por um preço mais atrativo, o que acaba valorizando a bolsa como um todo.

Além do Japão, na Ásia e na Oceania, onde os mercados já fecharam, a maioria das principais bolsas subiu nesta terça, com exceção de Hong Kong:

  • No Taiwan, o índice Taiex subiu 3,38%, depois de uma queda forte de 5,7% na véspera
  • Em Hong Kong, o Hang Seng continuou o movimento de baixa e caiu 0,31%
  • Na Austrália, o S&P/ASX200 avançou 0,41%, contra uma queda de 1,3% ontem
  • Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 3,3%, quase igualando as perdas de 3,4% da segunda-feira

Temor de recessão na economia dos Estados Unidos derruba bolsas pelo mundo

O que fez as bolsas despencarem?

Na última sexta-feira, o payroll, um dos principais relatórios de emprego dos Estados Unidos, reportou 114 mil vagas não agrícolas criadas em julho, bem abaixo das 175 mil vagas que eram esperadas pelo mercado financeiro.

Os números fizeram coro a outro dado de emprego divulgado na quinta-feira: os Estados Unidos tiveram um aumento de 14 mil pedidos iniciais de seguro desemprego na semana passada, totalizando 249 mil, contra 236 mil das projeções de mercado.

"Esses números sugerem enfraquecimento no mercado de trabalho americano, embora os pedidos de auxílio-desemprego tendam a ser voláteis nesta época do ano. Os sinais recentes de desaceleração da atividade reforçam nosso cenário de que o Fed iniciará seu ciclo de flexibilização monetária em setembro", diz a XP Investimentos.

Os números do mercado de trabalho que frustraram as expectativas vieram apenas dois dias após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decidir manter suas taxas de juros inalteradas por, pelo menos, mais 45 dias. Hoje, elas estão entre 5,25% e 5,50% e participantes do mercado financeiros acreditam que um ciclo de cortes deve começar em setembro.

Juros altos encarecem processos de tomada de crédito e financiamento para pessoas e empresas, o que tende a diminuir o consumo da população e frear os investimentos das companhias em seu próprio crescimento - podendo afetar, ainda mais, o mercado de trabalho.

Segundo César Garritano, economista-chefe da SOMMA Investimentos, há uma percepção de que o Fed possa ter "dormido no ponto" quanto ao momento de iniciar os cortes nos juros e como se posicionar em seus comunicados.

"A hora que era para ser hawkish (mais agressivo em relação ao controle da inflação) foi dovish (menos agressivo), a hora que era para ser dovish foi hawkish. A última projeção do Fed é de apenas um corte de juros e se a gente olhar o que foi precificado na curva dos Estados Unidos é um corte de 125 até 150 bases points para esse ano de 2024. Então isso impressiona, isso é algo realmente muito fora do que a gente tinha duas semanas atrás, por exemplo", explica o economista.

Além disso, olhando para o mercado corporativo, algumas das maiores empresas do mundo (que são americanas) reportaram seus resultados nos últimos dias e os números também frustraram os investidores, com destaque para a Amazon (uma das companhias com os maiores valores de mercado da atualidade) e a Intel.

A Amazon teve resultados considerados mistos. A receita veio abaixo do esperado, registrando US$ 148 bilhões contra estimativas de US$ 148,8 bilhões, mas o lucro por ação surpreendeu positivamente os analistas, com um valor de US$ 1,26 por ação.

As projeções da empresa para os próximos trimestres, no entanto, desagradaram.

"Em termos de receita, a companhia afirmou que deverá ficar entre US$154-158bi (ante uma expectativa de US$158,4bi) e, para o lucro operacional, a Amazon espera algo entre US$11,5-15bi (o mercado apontava para US$15,7bi)", explica Paulo Gitz, analista de internacional da XP.

Já a Intel reportou resultados vistos como bastante negativos e suas ações já despencam mais de 20% nos pré-mercados. Gitz pontua que as principais surpresas negativas vieram da receita - US$ 12,8 bilhões contra US$ 12,9 bilhões projetados - e do lucro por ação - US$ 0,02 contra US$ 0,10 esperado.

"A Intel anunciou suspenção dos dividendos, por conta dos resultados que foram impactados negativamente pelas vendas fracas da empresa de semicondutores, que tem perdido espaço de mercado para concorrentes como Nvidia", completa o analista.

Os resultados das companhias, explicam especialistas, acendem um sinal de alerta de que os juros altos podem estar pesando sobre os negócios, o que pode impactar a economia como um todo.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Temor de recessão nos EUA faz bolsas pelo mundo despencarem

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Dados fracos sobre o geração de empregos nos Estados Unidos, em conjunto com juros altos, são apontados como causas das quedas.
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Por g1

Postado em 05 de agosto de 2024 às 06h00m

  Postagem -  Nº     0.862  

Bolsas do Japão emendaram sequência negativa que não ocorria há mais de 10 anos — Foto: ASSOCIATED PRESS
Bolsas do Japão emendaram sequência negativa que não ocorria há mais de 10 anos — Foto: ASSOCIATED PRESS

O temor de uma recessão nos Estados Unidos fez as ações na Ásia, Oceania e Europa despencarem, assim como índices futuros das bolsas de Nova York, na segunda-feira (5).

O fluxo de vendas foi tão grande que os circuit breakers foram acionados em bolsas de valores por toda a Ásia. Confira o que aconteceu até aqui:

  • No índice Nikkei 225, de Tóquio, a queda foi de 11,6% — índice não era visto desde a crise financeira global de 2011;
  • No Topix, também na capital japonesa, os papéis despencaram mais de 7%;
  • Os índices futuros das bolsas de Nova York caíram: - 3,7% na Nasdaq, - 1,8% na S&P e - 0,76% na Dow Jones;
  • No Taiwan, o índice Taiex despencou 5,7%;
  • Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,1%;
  • Na Austrália, o S&P/ASX200 recuou 1.3%;
  • Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 3,4%.
  • As ações europeias abriram em baixa: CAC 40 da França (- 2,1%), IBEX da Espanha (- 2,8%) e FTSE 100 do Reino Unido (- 1,7%).

Temor de recessão nos EUA faz bolsas da Ásia e Oceania despencarem

O movimento é uma consequência da junção de dois fatores: os juros altos que visam conter a inflação nos Estados Unidos e a divulgação de dados fracos sobre geração de empregos última sexta-feira (2).

Ambos ampliaram o medo de recessão, desencadeando uma grande aversão ao risco e apostas de que as taxas de juros terão que cair de modo acentuado e rapidamente para conter a inflação.

Fatores como a alta do iene e tensões no Oriente Médio também influenciaram a queda, segundo a Bloomberg.

"Aumentamos nossas probabilidades de recessão em 12 meses em 10 pontos porcentuais para 25%", disseram analistas do Goldman Sachs em uma nota, embora achassem que o perigo era limitado pelo grande escopo que o Fed tinha para aliviar a política.

Analistas do JPMorgan eram ainda mais pessimistas, atribuindo uma probabilidade de 50% a uma recessão nos EUA.

"Agora que o Fed parece estar materialmente atrás da curva, esperamos um corte de 50 pontos base na reunião de setembro, seguido por outro corte de 50 pontos base em novembro", disse o economista Michael Feroli.

"De fato, pode-se argumentar por um afrouxamento entre reuniões, especialmente se os dados se enfraquecerem ainda mais - embora os funcionários do Fed possam se preocupar com como tal movimento poderia ser (mal) interpretado."

Há uma preocupação de que o Fed possa ter mantido os juros altos por tempo demais, aumentando os riscos de recessão na maior economia do mundo. Um corte na taxa de juros tornaria mais fácil o empréstimo de dinheiro para empresas e residências e impulsionaria a economia, mas os efeitos poderiam demorar meses para se manifestarem.

O que é o circuit breaker?

É um mecanismo disparado pela bolsa para interromper o pregão sempre que ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações. Toda vez que isso acontece, esta ferramenta é acionada para amortecer e rebalancear as ordens de compra e venda dos investidores e proteger o mercado da volatilidade. Em seguida, os negócios são retomados.

Com informações da AFP e Reuters.

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domingo, 4 de agosto de 2024

BNDES anuncia financiamento de 10 jatos da Embraer à Azul em negócio de quase R$ 2 bilhões

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Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a instituição vinculada ao governo vai financiar a aquisição de 10 jatos E195-E2 por parte da companhia aérea.
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Por g1 Vale do Paraíba e Região

Postado em o4 de agosto de 2024 às 08m35m

  Postagem -  Nº     0.861  

Jato E195-E2 da Embraer em São José dos Campos — Foto: Poliana Casemiro/g1
Jato E195-E2 da Embraer em São José dos Campos — Foto: Poliana Casemiro/g1

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que aprovou o financiamento de 10 jatos comerciais da Embraer à Azul Linhas Aéreas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2).

De acordo com o BNDES, a Embraer, maior fabricante de aviões do Brasil, vai entregar 10 jatos E195-E2 à Azul, que é uma das principais companhias aéreas do país.

O negócio foi fechado em R$ 1,9 bilhão e é o maior em número de aeronaves já realizado de forma direta entre o banco vinculado ao Governo Federal e a Azul.

Até então, os maiores negócios haviam sido firmados em 2009, quando foram financiadas sete aeronaves no valor de cerca de R$ 360 milhões, e em 2010, quando foram financiadas seis aeronaves, da ordem de R$ 330 milhões.

Ainda segundo o BNDES, o banco já financiou cerca de US$ 25,9 bilhões à exportação e 1.311 aeronaves da Embraer desde 1997, ano do primeiro apoio à empresa.

“Os financiamentos do BNDES complementam o financiamento provido pelo mercado privado e possibilitam à Embraer concorrer no mercado externo em igualdade de condições com suas concorrentes”, explica o BNDES.

Jato E195-E2 teve cerimônia de certificação tripla em São José dos Campos — Foto: Divulgação/ Embraer
Jato E195-E2 teve cerimônia de certificação tripla em São José dos Campos — Foto: Divulgação/ Embraer

O E195-E2 é a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, com capacidade para até 146 assentos e autonomia de 4,8 mil quilômetros. O modelo obteve certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em abril de 2019.

O avião entrega economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção, em relação ao modelo anterior.

Com o modelo é possível voar de São José dos Campos a Bogotá, na Colômbia, sem parar para abastecer.

Jato E195-E2 da Embraer obtém certificação da Anac

Apoio do BNDES à Embraer

Durante um evento em São José dos Campos (SP), onde a Embraer é sediada, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou no dia 19 de julho que três companhias aéreas estavam em negociações avançadas para assumir o compromisso de comprar aviões da Embraer, como contrapartida por um acordo envolvendo dívidas que as empresas possuem com o governo federal.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Uma dessas empresas, segundo Mercadante, é a Azul - o financiamento foi anunciado oficialmente nesta sexta-feira (2). As outras são a Latam e a Gol.

A fala de Mercadante ocorreu durante um evento com o presidente Lula (PT) e ministros, para anunciar o financiamento do BNDES para obras nas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos e para exportações da fabricante brasileira de aviões Embraer.

Em coletiva de imprensa com os jornalistas, Mercadante avaliou o cenário da aviação no país e falou sobre as tratativas estarem avançadas com ao menos três companhias aéreas, para que as empresas assumam o compromisso de comprar aviões nacionais, fabricados pela Embraer.

“As três empresas mais importantes, Latam, Azul e Gol, já estão bem avançadas nesse diálogo. Evidente, temos sigilo comercial, não vou entrar em detalhes, mas as três empresas estão bem avançadas na perspectiva de voar com Embraer”, afirmou Mercadante na época.

Na sequência, Mercadante contou que esse compromisso que está sendo negociado para comprar aviões brasileiros seria uma contrapartida por um acordo de renegociação de dívidas com a União.

“Elas (as empresas) têm um passivo fiscal que está sendo renegociado com a Fazenda, mas tem que ter uma contrapartida, qual é a contrapartida: comprar aviões brasileiros da Embraer. Só 12% das frotas de aviões dessas empresas são da Embraer. Quando você compra Embraer, você está recolhendo impostos, realimentando o sistema econômico do Brasil, está mantendo o investimento, gerando emprego, gerando renda”, disse.

"Precisamos apoiar essas empresas, mas elas precisam comprar aviões da Embraer. Essa é uma condição fundamental para todo o esforço que o governo está fazendo de passivo fiscal, de financiar, mas nós precisamos trazer aviões da Embraer. A contrapartida é gerar empregos, impostos e continuar fortalecendo as finanças públicas, que é um grande desafio", completou Mercadante.
Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1
Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1

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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Mercado Livre ultrapassa Petrobras e se torna empresa mais valiosa da América Latina

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Empresa vale US$ 89,8 bilhões, cerca de R$ 515 bilhões, contra US$ 83,9 bilhões (R$ 481 bilhões) da petroleira.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 02 de agosto de 2024 às 15h45m

  Postagem -  Nº     0.860  

Mercado Livre — Foto: Divulgação
Mercado Livre — Foto: Divulgação

O Mercado Livre ultrapassou, nesta sexta-feira (2), o valor de mercado da Petrobras e roubou o posto de empresa mais valiosa da América Latina.

Com base na cotação das ações da companhia até às 13h30, a empresa vale US$ 89,8 bilhões, cerca de R$ 515 bilhões, contra US$ 83,9 bilhões (R$ 481 bilhões) da petroleira. O levantamento é de Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria.

O valor de mercado alcançado pelo Mercado Livre representa um crescimento de 13%, ou US$ 10,3 bilhões, em menos de um ano: no fim de 2023, a companhia valia US$ 79,4 bilhões.

O Mercado Livre nasceu em 1999 na Argentina (como Mercado Libre) e se tornou um dos maiores marketplaces do mundo, presente em 18 países, com a oferta de diversos tipos de produtos e automóveis.

Segundo Rivero, a principal razão para a empresa ultrapassar a Petrobras em valor de mercado é a disparada do dólar. Isso, por um lado, favorece o marketplace, que fatura mais com suas vendas, mas prejudica a estatal brasileira, que importa derivados de petróleo cotados na moeda americana.

"O dólar valorizou-se 18,4% até o dia 2 de agosto, o mesmo percentual que a Petrobras perdeu em valor de mercado no mesmo período. No final de 2023, a Petrobras valia US$ 102,79 bilhões, mas em 2 de agosto de 2024, seu valor caiu para US$ 83,88 bilhões, uma queda significativa de 18,4%", explica o especialista.

Os números numa análise de 12 meses mostram uma diferença ainda maior:

  • Em um ano, o valor de mercado do Mercado Livre subiu US$ 31,4 bilhões;
  • Enquanto isso, a Petrobras perdeu US$ 4 bilhões.

Preço da gasolina chega perto de R$ 6 por litro após reajuste da Petrobras

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