Números foram divulgados pelo governo federal nesta quinta. De janeiro a junho, saldo comercial positivo chegou a US$ 42,3 bi – abaixo dos US$ 44,6 bi do mesmo período em 2023. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília Postado em 04 de julho de 2024 às 16h05m Post. N. = 0.846
De janeiro a junho, as exportações totalizam US$ 167,6 bilhões e as
importações, US$ 125,3 bilhões — Foto: Caminhos do Campo/RPC
A balança comercial registrou superávit de US$ 6,7 bilhões em junho de 2024, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (4).
O saldo ficou abaixo do registrado em junho do ano passado, que foi de US$ 10,1 bilhões. O resultado é o menor para meses de junho desde 2020, quando houve superávit de US$ 6,5 bilhões.
A balança comercial é superavitária quando as exportações superam as
importações. Quando acontece o contrário, a balança é deficitária.
Segundo o governo, em junho deste ano:
as exportações somaram US$ 29 bilhões
as importações somaram US$ 22,3 bilhões
Saldo menor no primeiro semestre
Queda de exportações preocupa setor automobilístico
De janeiro a junho, as exportações totalizam US$ 167,6 bilhões e as
importações, US$ 125,3 bilhões. Com isso, até agora foi registrado um
superávit de US$ 42,3 bilhões.
Esse resultado é inferior ao mesmo período do ano passado, que foi de US$ 44,6 bilhões.
O saldo do primeiro semestre de 2024 é o pior desde 2022, quando o superávit dos primeiros seis meses foi de US$ 34,3 bilhões.
Segundo o MDIC, o volume exportado de janeiro a junho de 2024 é um
recorde. No entanto, o governo destaca redução nas vendas de bens
agropecuários, como soja. A queda foi de 8,4% na comparação com o mesmo
período do ano passado.
As exportações para os Estados Unidos cresceram 12% nesse mesma
comparação, enquanto que para a Argentina houve recuo de 37,6%.
O governo afirmou que a queda para a Argentina está relacionada à menor
renda da população. Houve menor venda de soja, partes de automóveis e
carros de passageiros.
Previsão para o ano
O MDIC voltou a rever as projeções para a balança comercial no ano.
Segundo a pasta, o saldo deverá encerrar o ano com um superávit de US$
79,2 bilhões. Antes essa previsão era de US$ 73,5 bilhões.
Se a estimativa se confirmar, será o segundo maior saldo da balança na
série histórica, ficando atrás apenas do resultado do ano passado
(superávit de US$ 98,9 bilhões).
As exportações devem bater recorde no acumulado até dezembro, segundo a
projeção. No entanto, o aumento das importações reduzirão o superávit
da balança.
O governo informou que o aumento das importações se deve ao aumento de
renda da população brasileira e à maior produção industrial, que demanda
mais insumos e mais investimentos (compra de bens de capital).
Apesar do marco, tendência é que os dois países alternem liderança ao longo das safras. Ultrapassar os norte-americanos era uma meta apenas para 2030. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 02/07/2024 09h36 Atualizado há 30 minutos Postado em 02 de julho de 2024 às 10h15m Post. N. = 0.845
É tempo de colher algodão no Sudoeste de SP — Foto: Reprodução/TV TEM
O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador mundial de algodão com a safra 2023/2024.
O anúncio foi feito durante a 75ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seus Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Mapa), realizada durante o 21° Anea Cotton Dinner, conferência promovida pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), em Comandatuba, na Bahia.
No evento, as entidades do setor destacaram que o posto pode não se manter na próxima safra, mas que os dois países devem seguir se alternando no topo do ranking futuramente.
Miguel Faus, presidente da Anea, alertou que a posição brasileira depende da safra americana, que tende a ser maior do que a do ano passado.
Ultrapassar os Estados Unidos em volume de exportação era uma meta do setor com previsão para ser batida apenas em 2030, mas acabou sendo alcançada antes do encerramento do ano comercial de 2023/2024, disse a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Segundo a entidade, o Brasil deve colher em torno de 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma) nesta safra e as exportações devem alcançar 2,6 milhões de toneladas. Cerca de 60% da produção já foi comercializada.
Os maiores produtores de algodão são a China e a Índia, seguidos pelos Estados Unidos, deixando o Brasil em quarto lugar no raking mundial, aponta a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Fao.
Brasil na liderança
Veja a seguir o faturamento em 2023 de outros produtos em que o Brasil é o principal exportador mundial:
Soja - R$ 67,25 bilhões;
Carne bovina - US$ 10,55 bilhões;
Açúcar - U$$ 18,27 milhões;
Carne de Frango - US$ 9,61 bilhões;
Café - US$ 8 bilhões;
Celulose - US$ 7,9 bilhões;
Suco de laranja - US$ 2,04 bilhões (safra 2022/2023)
No dia anterior, a moeda americana subiu 1,15%, cotada em R$ 5,6527. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, teve alta de 0,69%, aos 124.765 pontos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 02/07/2024 09h10 Atualizado há 21 minutos Postado em 02 de julho de 2024 às 09h40m Post. N. = 0.844
Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels
O dólar voltou a operar em alta nesta terça-feira (2) e já encosta nos
R$ 5,68, com investidores ainda repercutindo as mais recentes críticas
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Banco Central do Brasil (BC), em especial as dirigidas à presidência da instituição.
Em entrevista à Rádio Sociedade, em Salvador (BA), Lula disse que há um "jogo de interesse especulativo" contra o real
e que o governo avalia medidas. O presidente diz que a reação de alta
da moeda americana após as críticas feitas por ele ao Banco Central e ao
seu presidente, Roberto Campos Neto, "não têm explicação".
Ainda ontem, Lula disse que o próximo presidente da instituição olhará
para o Brasil "do jeito que ele é, e não do jeito que o sistema
financeiro fala". Após esses comentários, o dólar encerrou o dia vendido
a R$ 5,6527, no maior patamar desde 10 de janeiro de 2022.
Mais tarde, durante a noite, Lula afirmou em discurso que que não tem
que prestar contas a "banqueiro" ou a "ricaço", mas sim ao povo pobre do
país.
Os olhos do mercado seguem voltados para as falas do presidente Lula em
relação ao Banco Central, o presidente da instituição e a condução da
política monetária no país.
Hoje, Lula disse que "não se pode inventar crises" e "jogar a culpa" da
disparada do dólar nas últimas semanas nas declarações que ele deu.
"É
um absurdo. Obviamente que me preocupa essa subida do dólar. Há uma
especulação. Há um jogo de interesse especulativo contra o Real nesse
país. Eu tenho conversado com as pessoas o que a gente vai fazer. Estou
voltando quarta-feira, vou ter uma reunião. Não é normal o que está
acontecendo", argumentou Lula.
Ele voltou a falar, também, sobre o comando do BC, defendendo que a
instituição seja autônoma e que Campos Neto tem um viés político.
"A
gente precisa manter o Banco Central funcionando de forma correta, com
autonomia, para que o presidente do Banco Central não fiquei vulnerável
às pressões políticas. (...) Quando você é autoritário você resolve
fazer com que o mercado se apodere de uma instituição que deveria ser do
Estado. Ele não pode estar à serviço do sistema financeiro, ele não
pode estar à serviço do mercado".
Nesta segunda, Lula já havia dito que o próximo presidente do BC deve
olhar para o Brasil "do jeito que ele é e não do jeito que o sistema
financeiro fala".
"Eu estou há dois anos com o presidente do Banco Central do
[ex-presidente Jair] Bolsonaro, não é correto isso", afirmou o
presidente nesta segunda-feira, ponderando que a autonomia do BC foi
aprovada pelo Congresso e será respeitada.
"Eu
tenho que, com muita paciência, esperar a hora de indicar o outro
candidato, e ver se a gente consegue... ter um presidente do Banco
Central que olhe o país do jeito que ele é, e não do jeito que o sistema
financeiro fala", acrescentou, destacando que "quem quer BC autônomo é o
mercado".
O mandato de Campos Neto acaba em 2024 e que, desde 2021, a legislação
brasileira determina a autonomia do BC, que deve tomar suas decisões sem
interferência política. No entanto, Lula afirmou que vai indicar para a
presidência da instituição alguém com "compromisso com o crescimento do
país".
A legislação determina que o presidente e os diretores do BC terão
mandatos de 4 anos não coincidentes com a presidência da República — um
novo presidente assume o BC, então, no terceiro ano de mandato de cada
presidente da República. Cabe ao presidente da república indicar nomes
para o comando do BC, mas estes só serão aprovados com aval do Senado Federal.
Lula também disse que preza pela responsabilidade fiscal e que inflação
baixa é sua obsessão, usando como exemplo a decisão do governo de
manter a meta para a evolução dos preços em 3%. O presidente ainda
afirmou, ontem à noite, que não tem que prestar contas "a nenhum ricaço
desse país, a nenhum banqueiro".
"Tenho
que prestar contas ao povo pobre, trabalhador deste país, que precisa
que a gente tenha cuidado e que a gente cuide deles".
As falas recentes do presidente se juntam às críticas feitas por ele à instituição desde a semana passada. Lula disse que "a taxa de juros de 10,5% é irreal para uma inflação de 4%", reiterando que a Selic deve melhorar quando ele indicar o substituto de Campos Neto.
Ele não detalhou, na declaração, quem criou os ruídos citados. A
declaração foi dada durante palestra no Forum on Central Banking,
promovido pelo Banco Central Europeu (ECB), em Portugal (Sintra).
"Isso [interrupção dos cortes de juros] tem a ver muito mais com ruídos
que nós criamos do que com os fundamentos [da economia]. E os ruídos
estão relacionados com dois canais: um é a expectativa do caminho da
política fiscal [arrecadação e gastos públicos], e o outro é a
expectativa sobre o futuro da política monetária [decisões sobre a taxa
de juros]", disse.
"Então,
quando você tem esses dois [ruídos] ao mesmo tempo, criou-se uma
incerteza suficiente que, para nós, precisávamos interromper e ver como
podíamos arrumar esse canal, e como nós podemos nos comunicar melhor
para eliminar esses ruídos", afirmou Campos Neto.
De acordo com ele, há uma "grande desconexão" entre os dados correntes
da economia, como as informações sobre as contas públicas, e as
informações sobre política monetária (inflação e seu impacto na taxa de
juros) e as expectativas dos agentes do mercado financeiro.
"O
que aconteceu no Brasil é que as expectativas começaram a subir apesar
de os dados correntes [de inflação] estarem vindo conforme o esperado",
explicou o presidente do BC.
Além do conflito entre governo e BC, o mercado segue atento ao cenário
fiscal do país, principalmente após o resultado consolidado do setor
público ter revelado um déficit superior às projeções do mercado, na
semana passada.
Já no exterior, as atenções se voltam para a atividade econômica dos Estados Unidos.
Segundo dados do Departamento do Comércio norte-americano, os gastos
com construção caíram inesperadamente em maio, uma vez que as taxas de
hipoteca mais altas pesaram sobre a construção de residências
unifamiliares. O indicador teve queda de 0,1%, após alta de 0,3% em
abril.
Além disso, informações do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na
sigla em inglês), indicaram que o setor manufatureiro dos EUA se
contraiu pelo terceiro mês seguido em junho, de 48,7 para 48,5. Uma
leitura acima de 50 indica crescimento no setor manufatureiro.
Mudança determinada pelo CMN permite que o devedor leve seu saldo para outra instituição financeira que ofereça condições mais vantajosas de pagamento, além de exigir dos bancos que tenham mais transparência no formato das faturas. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Isabela Bolzani, g1 01/07/2024 00h00 Atualizado há 06 horas Postado em 01 de julho de 2024 às 06h00m Post. N. = 0.843
Dívidas de cartão de crédito lidera — Foto: Fecomércio-MT/Divulgação
Os clientes com dívida no cartão de crédito rotativo poderão, a partir desta segunda-feira (1º), fazer a portabilidade gratuita do saldo devedorde uma instituição financeira para outra que lhe ofereça melhores condições de pagamento.
A possibilidade havia sido determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)em dezembro do ano passado. O órgão também passou a exigir uma maior transparência no formato das faturas de cartão.
O rotativo do cartão é uma das linhas mais caras oferecidas no mercado
de crédito. Segundo dados do Banco Central (BC), por exemplo, as taxas
de juros cobradas na modalidade para pessoas físicas ficaram em 422,5%
ao ano em maio — o que corresponde a 14,77% ao mês.
Entenda
nesta reportagem as principais mudanças determinadas pelo CMN, e veja
como fazer a sua portabilidade da dívida do cartão de crédito.
Quais foram as mudanças?
Como fazer a portabilidade gratuita da dívida do rotativo do cartão?
Custo efetivo e outros pontos de atenção
O que fazer se a instituição se recusar a prestar informações?
Cartão de crédito: clientes poderão fazer portabilidade e fatura será mais clara
Quais foram as mudanças?
No caso da portabilidade das dívidas do cartão de crédito, ficou definido:
a
proposta da nova instituição deve ser realizada por meio de uma
operação de crédito consolidada, ou seja, que contemple restruturação da
dívida antiga;
a instituição credora original que realizar uma
contraproposta deve apresentar ao cliente, no mínimo, uma proposta de
mesmo prazo da operação proposta pela outra, para fins de comparação dos
custos.
caso aconteça, a portabilidade do crédito deve ser feita de forma gratuita.
Já em relação à maior transparência, o CMN determinou que as faturas de cartão passem a ter as seguintes informações:
uma
área de destaque, onde deve estar apenas as informações essenciais para
a tomada de decisão pelo titular da conta: valor total; data de
vencimento da fatura do período vigente e limite total de crédito;
uma
área para alternativas de pagamento, onde deve estar apenas as
informações que possibilitem ao titular da conta pós-paga comparar as
opções disponibilizadas para liquidar sua dívida; nessa área, devem
estar, exclusivamente, as seguintes informações: valor do pagamento
mínimo obrigatório;
valor dos encargos a ser cobrado no período
seguinte no caso de pagamento mínimo; opções de financiamento do saldo
devedor da fatura, apresentadas na ordem do menor para o maior valor
total a pagar pelo titular; e taxas efetivas de juros mensal e anual,
além do Custo Efetivo Total (CET), relativos às operações de crédito
passíveis de contratação;
uma área com informações
complementares, onde devem estar as informações como lançamentos
realizados na conta de pagamento, por evento; identificação das
operações de crédito contratadas; valores relativos aos juros e encargos
cobrados no período vigente; valor total de juros e encargos
financeiros cobrados referentes às operações de crédito contratadas;
identificação
das tarifas cobradas; data de encerramento dos lançamentos na fatura do
período seguinte; identificação dos usuários finais beneficiários;
limites individuais para cada tipo de operação; saldo total consolidado
das operações futuras, além de outras que a instituição emissora do
instrumento de pagamento julgar conveniente.
O
CMN ainda determinou que as emissoras de cartão de crédito deverão
enviar gratuitamente ao titular da conta, por meio de canais
eletrônicos, informações sobre:
o
vencimento da fatura, com pelo menos dois dias de antecedência,
incluindo esclarecimentos de que o não pagamento do valor total da
fatura resulta na cobrança de juros e encargos;
as consequências
do eventual não pagamento do valor obrigatório indicado na fatura, do
atraso no pagamento, bem como orientações para acesso às informações
sobre as formas e opções disponíveis para a liquidação, inclusive
antecipadamente, e o financiamento do saldo devedor da fatura, a partir
do dia útil imediatamente posterior à data de vencimento da fatura;
o início de eventual parcelamento do saldo do crédito rotativo e da fatura correspondente;
o
início da cobrança da tarifa de anuidade, após eventual período de
isenção da cobrança, se houver, com pelo menos um mês de antecedência
contado da data de início da cobrança.
Veja como funciona nova regra dos juros do rotativo do cartão de crédito
Como fazer a portabilidade gratuita da dívida do rotativo do cartão?
Segundo o Banco Central, a solicitação de portabilidade de crédito por parte do cliente pode ser realizada online ou presencial, a depender dos procedimentos oferecidos por cada instituição financeira.
De modo geral, no entanto, a instituição afirmou que o passo a passo
para a portabilidade do rotativo deve acontecer da mesma forma que a
portabilidade de crédito de outras linhas.
Veja abaixo:
Primeiro, o cliente deve solicitar informações sobre sua dívida
— tais como o saldo devedor, o número de parcelas a vencer e as taxas
de juros, por exemplo — na instituição financeira com a qual fez o
empréstimo. No caso do rotativo, é a instituição emissora do cartão de
crédito.
Depois, com essas informações em mãos, ele deve negociar as condições da nova operação com uma instituição financeira interessada em conceder um novo crédito.
Com
a negociação feita, os recursos obtidos serão destinados a quitar o
saldo devedor da operação original. Ou seja, a instituição que vai
conceder o novo crédito transfere o dinheiro diretamente para a
instituição anterior, quitando a dívida antecipadamente. Os custos relacionados à transferência de recursos não podem ser repassados ao cliente.
Além disso, na portabilidade de pessoas físicas há uma restrição: o valor e o prazo da nova operação não podem ser superiores ao valor do saldo devedor e ao prazo restante da operação original.
Vale ressaltar também que a instituição que havia concedido o crédito primeiro tem até cinco dias para eventualmente renegociar com seu cliente e oferecer condições mais vantajosas ou enviar as informações
necessárias à instituição que está propondo o novo crédito para
finalizar o pedido de portabilidade.
Caso o cliente desista da
portabilidade, ele deve formalizar a desistência com a instituição
credora original, que vai comunicar o banco que havia proposto o novo
crédito.
Em nota, o BC afirmou que a resolução nº 5.057/2022 do CMN determina que as instituições financeiras devem “divulgar
a seus clientes as informações necessárias para o exercício do direito à
portabilidade, bem como os procedimentos para a sua solicitação, em
local e formato visíveis ao público”.
O g1 procurou os cinco maiores bancos do país — Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibancoe Santander Brasil — questionando qual o passo a passo previsto por cada um para a portabilidade da linha,mas não obteve respostas até a última atualização desta reportagem.
Custo efetivo e outros pontos de atenção
Ainda segundo o BC, é importante que o cliente solicite o valor do Custo Efetivo Total(CET) com a instituição que está propondo o novo crédito antes mesmo de realizar a portabilidade.
O CET corresponde a todas as despesas e encargos incidentes na operação de crédito. Essa, segundo o BC, é a forma mais fácil de comparar os valores cobrados pelas instituições.
“Vale
verificar também todas as condições do novo contrato, com relação a
número de prestações, taxas de juros, tarifas, para confirmar que essa
transferência seja realmente vantajosa”, informa o BC em seu site
oficial.
O BC também alerta que a instituição credora original deve obrigatoriamente informar ao cliente o valor do saldo devedor para quitação antecipada, sempre que lhe for solicitado,
além de prestar esclarecimentos solicitados e fornecer ao cliente uma
planilha de cálculo que possibilite que ele confira a evolução da sua
dívida.
“É
obrigação da instituição fornecer ao cliente cópia do contrato, no
momento da formalização da operação, assim como posteriormente, mediante
solicitação”, diz o BC.
As instituições devem fornecer aos clientes em até um dia útil, contado a partir da data de solicitação, as seguintes informações relativas às suas operações de crédito:
Número do contrato;
Saldo devedor atualizado;
Demonstrativo da evolução do saldo devedor;
Modalidade;
Taxa de juros anual, nominal e efetiva;
Prazo total e remanescente;
Sistema de pagamento;
Valor de cada prestação, especificando o valor do principal e dos encargos; e
Data do último vencimento da operação.
O que fazer se a instituição se recusar a prestar informações?
Caso a instituição não preste as informações requeridas para realização
da portabilidade, o cliente pode recorrer à ouvidoria da instituição
financeira ou à do próprio Banco Central.BTG Pactual