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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Economistas debatem qual é o crescimento potencial do Brasil

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O IBGE divulgou nesta semana o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre. O resultado superou as expectativas e reforçou o debate sobre o PIB Potencial.
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Por Jornal Nacional

Postado em 08 de dezembro de 2023 às 22h15m

            Post. N. =  0.745           

Um metro e quatro de altura e 15 kg: aos 4 anos, Louise está "em linha com as expectativas".

A gente coloca a altura da mãe, altura do pai, tem uma fórmula matemática para isso e já prevê a altura que a criança vai chegar na fase adulta. Então, isso já gera, mais ou menos, a expectativa dessa curva de crescimento que a Louise vai ter ao longo da faixa pediátrica e depois na fase adulta, explica Paula Filler, médica pediatra.

Assim de olho na curva de crescimento, pediatras até se parecem com economistas, que, aliás, andam intrigados com o que chamam de PIB Potencial.

Um país tem um nível de produtividade, tem um nível de eficiência. Se ele cresce muito mais forte do que isso, esse crescimento vaza em problemas, ou seja, inflação, déficit na balança comercial e, às vezes, até problemas com o setor elétrico. Às vezes você não tem nem energia para o país crescer, diz o economista André Perfeito.

Mas o espaço para crescer do Brasil talvez seja maior do que se imaginava.

"Um dos grandes problemas que a gente tinha era o setor externo. Toda vez que a gente crescia começava a dar problema nas transações correntes, balança comercial. Agora, após anos e anos de esforço do Brasil, a gente construiu uma novidade que a Petrobras é a balança de energia no Brasil, começou a ficar superavitária, isso daí vai mudar o jogo. Outros grandes projetos de infraestrutura econômica que a gente fez estão se amadurecendo. Um exemplo disso, claro, é o Plano Real, que gerou algumas coisas importantes, gerou um nível de reserva internacional forte, o que permite que a gente não sofra choques na moeda. Basta ver o comportamento do real nos últimos meses, está absolutamente sobre o controle. Mas mais do que isso, que permitiu o nível de internacionalização da economia brasileira. O que gera, entre outras coisas, eficiência microeconômica e uma melhor produtividade. Então, o Brasil depois de muito mas muito esforço mesmo, conseguiu criar ou levar a cabo projetos que dão mais segurança e mais estabilidade. Isso daí não é a vitória de um brasileiro de um governo ou nada disso", afirma André Perfeito

Nas grandes cidades, como São Paulo, é impossível não notar como piorou o trânsito nos últimos meses. Para gente, é só um dado do cotidiano, mas para os economistas esse "" reflete os gráficos do crescimento do país. Em termos reais, o Produto Interno Bruto está no maior nível da série do IBGE, ou seja, o país nunca produziu tanta riqueza no período de um ano. Se a gente olhar para história, é quando começam a aparecer os gargalos. Mas um grupo grande de especialistas acredita que agora pode ser diferente.

Está se mostrando diferente já, né? Quer dizer que o Brasil pode crescer mais, de maneira sustentável, sem inflação. Melhora muito a situação de trabalho, de mão de obra, a renda melhora. É um país mais saudável, que consegue produzir mais com as mesmas coisas, comenta Luiz Fernando Figueiredo, presidente do conselho da Jive Investments. 
Só não vai dar certo se não investir.

A gente pega o setor de energia, pega transportes. São os gargalos de infraestrutura no Brasil são muito grandes. São justamente grandes por causa da falta do investimento em infraestrutura. Tanto do público como do privado, explica o professor de economia da FGV Nelson Marconi.

A taxa de investimento caiu na última década e deve ficar em torno de 17% do PIB. Muito abaixo da média mundial, 26,4%.

"A taxa de investimento mostra como está nossa capacidade produtiva. Então, quando a gente tem uma taxa de investimento baixa, a nossa capacidade de gerar produção, de gerar emprego, fica comprometida, diz Juliana Trece, pesquisadora do FGV Ibre.

Para o Brasil, assim como para as crianças, investimento define o futuro.

"Se a gente não trabalha na parte pediátrica, dificilmente vai chegar um adulto ali tão bem desenvolvido. Então, a gente focar nessa parte e investir em tudo isso, a gente espera que a criança alcance uma vida adulta saudável, com super potencial para um bom desenvolvimento, comenta a médica pediatra Paula Filler.

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Com apoio do programa de desconto no carro zero, vendas devem crescer 8,8% em 2023, diz Anfavea

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Além das promoções, o setor não passou pelos problemas provocados pela falta de semicondutores neste ano. Venda de carros híbridos e elétricos crescerá este ano 80%, com 89 mil unidades.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 07 de dezembro de 2023 às 13h30m

            Post. N. =  0.744           

Volkswagen foi a primeira montadora a anunciar a suspensão da produção no país, em 19 de março — Foto: Divulgação/Volkswagen
Volkswagen foi a primeira montadora a anunciar a suspensão da produção no país, em 19 de março — Foto: Divulgação/Volkswagen

O ritmo de vendas de veículos no Brasil continua acelerado, principalmente em comparação com o cenário da primeira metade do ano. Em novembro, foram licenciadas 212,6 mil unidades, uma alta de 4,2%. No acumulado de janeiro a novembro, o crescimento alcança 9,1%, com 2,06 milhões de veículos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que o mercado brasileiro em 2023 será 8,8% maior do que o de 2022. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, lembrou que, ao contrário do que aconteceu em 2022, neste ano o setor não passou pelos problemas provocados pela falta de semicondutores.

Além disso, as vendas de carros se beneficiaram do programa do governo (MP 1175), de maio, que ofereceu incentivos fiscais para permitir descontos na linha de automóveis mais baratos.

Depois do programa, a média diária de vendas cresceu de forma consistente, destacou o presidente da Anfavea, ao divulgar os resultados do setor na manhã desta quinta-feira (7).

Segundo o dirigente, o ritmo em dezembro continua forte, com médias diárias de emplacamentos em torno de 14,5 mil unidades, acima das médias dos meses anteriores, que ficaram em torno de 10 mil. Mas a venda direta, para locadoras, principalmente, absorve grande parte das vendas, com participação de 48% este ano.

Dezembro tende a ser um bom mês, destacou Leite, porque não haverá perda de vendas nas vésperas de Natal e Ano Novo. Isso porque as duas vésperas cairão no domingo.

A eletrificação também continua a avançar. A venda de carros híbridos e elétricos crescerá este ano 80%, com 89 mil unidades.

Leite disse que está preocupado também com o avanço da importação. A participação de modelos vindos de outros países passou de 13,7% em dezembro de 2022 para 18% este ano. A fatia da China foi a que mais cresceu.

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Primeira usina de briquete de minério no mundo será inaugurada pela Vale no ES

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A nova usina, em Vitória, promete reduzir em até 10% a emissão de gás carbônico na fabricação do aço. Unidade também não deve usar água no processo de produção.
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Por g1 ES

Postado em 04 de dezembro de 2023 às 19h10

            Post. N. =  0.743           

Planta de briquete da Vale, no Complexo de Tubarão, em Vitória (ES) — Foto: Rafael Carvalho/Vale/Divulgação
Planta de briquete da Vale, no Complexo de Tubarão, em Vitória (ES) — Foto: Rafael Carvalho/Vale/Divulgação

A primeira usina de briquetes no mundo ficará no Espírito Santo. A unidade será a primeira a produzir esse derivado do minério de ferro com a garantia de redução de 10% na emissão de gás carbônico durante o processo de fabricação do aço. A planta será instalada no Complexo de Tubarão, em Vitória.

A ideia é que haja menos emissão de poluentes, por não usar água no processo de produção, e também emita menos enxofre e óxido de nitrogênio. Sua composição é feita de areia derivada do tratamento de rejeitos de mineração e é resistente a altas temperaturas.

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Além da primeira usina, que será inaugurada em dezembro pela Vale, será construída uma segunda unidade, mas com início de operação previsto para 2024. Juntas, elas terão capacidade de produzir 6 milhões de toneladas por ano de briquete.

A fabricação do briquete começou a ser desenvolvido há 20 anos no Centro Tecnológico de Ferrosos (CTF), em Nova Lima, Minas Gerais. Até 1960, o produto produzido era o granulado de alto teor de ferro, o "lump". Com a queda da oferta do "lump", foram implantadas as primeiras usinas de pelotização no Brasil, que fazem parte do minério fino, material importante na cadeia siderúrgica.

O briquete soma-se às pelotas no portfólio de produtos da Vale. A expectativa da empresa é expandir a produção para 100 mtpa (milhões de toneladas por ano) de briquetes e pelotas após 2030. A usina de briquetes será inaugurada no dia 12 de dezembro.

*Texto produzido por Leiriane Santana, aluna do 26º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição de Vitor Ferri.

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domingo, 3 de dezembro de 2023

Quais são as cidades mais caras e mais baratas do mundo, segundo a revista The Economist

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Todos os anos, a revista semanal britânica The Economist faz uma lista das cidades mais caras e mais baratas para se viver. A referência monetária é o dólar e a posição de cada país na tabela depende da força da moeda local.
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Por Cristina J Orgaz

Postado em 03 de dezembro de 2023 às 12h55m

            Post. N. =  0.742           

Buenos Aires é a cidade mais barata da América Latina. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Buenos Aires é a cidade mais barata da América Latina. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Uma pequena fortuna. É quanto podem custar alimentos, bebidas alcoólicas ou roupas em Singapura, a cidade mais cara do mundo para se viver, segundo um ranking elaborado pela revista britânica The Economist.

Todos os anos, a publicação prepara a lista com base no que um dólar pode comprar em cada uma das cidades que são analisadas.

Quanto mais forte for a moeda local, maior será a posição das cidades do país na lista.

Isso significa que, quanto mais forte for a moeda, mais cara será a cidade. E quanto mais fraca a moeda, mais barato o local vai figurar na tabela.

Em Singapura, uma coisa que tem um valor de extremo luxo é o custo de um certificado necessário para comprar um carro: a versão mais barata deste documento superou a cifra de US$ 106 mil (R$ 521 mil) no início de outubro.

A cidade introduziu o sistema de certificado de titularidade (conhecido pela sigla COE) em 1990 como uma medida para aliviar os congestionamentos.

Mercosul e Singapura fecham acordo comercial; anúncio será feito na cúpula do dia 7

Os potenciais proprietários de automóveis devem ter um COE antes de poderem adquirir um veículo. A validade do título expira após 10 anos.

Os direitos são vendidos em leilões quinzenais e o governo controla a quantidade de certificados à venda, que depende do número de carros retirados das ruas e estradas.

Apesar de ser relativamente pequena, Singapura é frequentemente classificada como um dos países com maior número de milionários no mundo e, portanto, raramente sai do primeiro lugar do ranking: a cidade-Estado ficou no topo do pódio em nove dos últimos 11 anos.

Muitos bilionários vivem em Singapura. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Muitos bilionários vivem em Singapura. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

A cidade-Estado asiática aparece empatada no ranking deste ano com Zurique. Ambos os locais são considerados capitais financeiros.

A maior cidade da Suíça é sempre cara, especialmente em setores como alimentos, utensílios domésticos e entretenimento. Zurique ficou em primeiro lugar em 2020 e raramente sai das dez primeiras posições do ranking.

"A ascensão [de Zurique] ao topo da lista deve-se principalmente ao fato de o franco suíço ter valorizado mais de 10% em relação ao dólar no ano passado", contextualiza a The Economist.

"A cidade de referência da pesquisa é Nova York, portanto, se a moeda de um país se fortalecer, as cidades geralmente subirão no ranking, explica a revista.

A fraqueza recente do dólar fez com que as cidades americanas caíssem no ranking este ano. Nova York, a cidade mais cara do ano passado, caiu para o terceiro lugar. Nessa posição, aparece ao lado de outra cidade suíça — Genebra.

Para a Unidade de Inteligência da The Economist, a crise global do custo de vida que começou em 2022 ainda persiste em 2023, apesar de os preços cobrados pela energia e os problemas da cadeia de abastecimento terem diminuído.

 — Foto: GETTY IMAGES via BBC
— Foto: GETTY IMAGES via BBC

Mesmo assim, a inflação continua elevada em todo o mundo: os preços dos 200 produtos e serviços que foram analisados pela revista aumentaram em média 7,4% durante 2023.

Este valor é ligeiramente inferior aos 8,1% de 2022, mas ainda fica bem acima da média de 2,9% dos cinco anos anteriores.

As cidades mais baratas

A cidade mais barata no ranking continua a ser Damasco, a capital da Síria, apesar de a média de preço na moeda local ter aumentado 321% no ano.

A retirada dos subsídios governamentais e a desvalorização da moeda fizeram com que os custos de importação disparassem por lá.

Nas últimas posições do ranking, também aparecem Teerã (Irã) e Trípoli (Líbia). A taxa de inflação em Teerã é elevada, quase 49%, enquanto os preços em Trípoli subiram pouco mais de 5% no ano passado.

A The Economist afirmou que as três cidades são particularmente baratas em alimentos, bem como em itens domésticos e de higiene pessoal.

O forte investimento interno impulsionou os preços no México. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
O forte investimento interno impulsionou os preços no México. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

E a América Latina?

No estudo deste ano, as três cidades que mais subiram no ranking estão na América Latina. Foram Santiago de Querétaro e Aguascalientes, no México, e San José, capital da Costa Rica.

📈Embora o ranking deste ano abranja 173 das principais cidades do mundo, a média global foi calculada excluindo Kiev (Ucrânia) e Caracas (Venezuela), que continuam a enfrentar um ciclo de hiperinflação acima da curva.

Na América Latina, a Cidade do México é a mais cara.

"Em 2023, o peso mexicano provou ser uma das moedas mais fortes dos mercados emergentes, graças aos aumentos das taxas de juro e ao forte investimento interno", detalha a revista.

"Os bancos centrais de grande parte da América Latina foram os primeiros a seguir os aumentos das taxas de juros da Reserva Federal dos EUA para apoiar as moedas locais. Como resultado, o peso mexicano e o colón costarriquenho se fortaleceram", explica a publicação.

Três cidades brasileiras aparecem no ranking da The Economist: São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Elas têm uma posição intermediária na América Latina — são mais caras que Assunção (Paraguai) e Buenos Aires (Argentina), mas mais baratas que Quito (Equador), Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai).

A inflação na Argentina terminará 180% em 2023, segundo especialistas. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
A inflação na Argentina terminará 180% em 2023, segundo especialistas. — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Buenos Aires, a mais barata da América Latina

Embora as autoridades estimem que a inflação na Argentina terminará 2023 em 180% ao ano, a capital argentina é a cidade mais barata da América Latina e do Caribe.

O principal motivo é a desvalorização sofrida pelo peso.

Atualmente, quem tem dólares na capital argentina pode conseguir em troca muito mais pesos do que há um ano.

"A Argentina tem uma trajetória fiscal insustentável, uma taxa de câmbio sobrevalorizada e uma balança comercial muito vulnerável. A inflação aumentou rapidamente, enquanto o peso argentino oficial enfraqueceu mais lentamente", afirma Mali Chivakul, economista de mercados emergentes do banco J. Safra Sarasin.

"Como resultado, a taxa de câmbio real valorizou-se de forma acentuada desde 2022."

"A estimativa do FMI sobre a sobrevalorização da taxa de câmbio real situa-se entre 15% e 20%. E o mercado paralelo argentino oferece um câmbio não oficial até 150% mais fraco que o oficial, acrescenta o especialista.

Por isso, embora a população da capital sofra intensamente com um ciclo de inflação, a comparação com o dólar torna Buenos Aires uma cidade relativamente barata em relação às demais.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Dólar recua e fecha a R$ 4,88 no primeiro pregão de dezembro; Ibovespa sobe

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A moeda norte-americana caiu 0,70%, cotada a R$ 4,8807. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira operava em alta na última hora do pregão.
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Por g1

Postado em 01 de dezembro de 2023 às 09h40m

            Post. N. =  0.741           

Dólar opera em baixa — Foto: Freepik
Dólar opera em baixa — Foto: Freepik

O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou a sessão desta sexta-feira (1º) em queda, na medida em que investidores repercutiam novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell.

O mercado também avaliou novos dados de produção industrial no Brasil e no exterior.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, operava em alta na última hora do pregão.

Entenda o que faz o dólar subir ou descerEntenda o que faz o dólar subir ou descer

Veja abaixo o dia nos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar recuou 0,70%, cotado a R$ 4,8807. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,57%, vendida a R$ 4,9152. Com o resultado, passou a acumular quedas de:

  • 0,36% na semana;
  • 0,70% no mês;
  • 7,53% no ano.

Ibovespa

Já o Ibovespa operava em alta na última hora do pregão.

No dia anterior, o índice fechou em alta de 0,92%, aos 127.331 pontos, maior patamar desde julho de 2021, encerrando novembro com o melhor desempenho mensal desde igual mês de 2020, quando subiu 15,90%. Com o resultado, passou a acumular ganhos de:

  • 1,45% na semana;
  • 12,54% no mês;
  • 16,04% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Nos Estados Unidos, as atenções estavam voltadas para novos discurso de dirigentes do Fed.

Nesta sexta-feira, o presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, afirmou os riscos de o Fed desacelerar a economia mais do que o necessário se tornaram "mais equilibrados" em comparação aos riscos de a instituição não elevar a taxa básica de juros o suficiente para controlar a inflação.

O banqueiro central ainda reafirmou a intenção do Fed de ser cauteloso em suas próximas decisões de política monetária. "Os dados nos dirão se precisaremos de mais aumentos", disse.

Já entre os indicadores, os destaques ficaram com os novos dados de produção industrial.

No Brasil, a indústria cresceu 0,1% em outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio um pouco abaixo das expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,3% no mês.

Outros países divulgaram o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria em novembro. Na China, o índice subiu de 49,5 para 50,7 no último mês, voltando ao nível de expansão da economia. Na zona do euro o PMI industrial também cresceu, de 43,1 para 44,2, mas permanece no nível de retração.

Desempenho de novembro

O mês de novembro foi marcado por um grande otimismo nos mercados que levou bolsas de valores em todo o mundo a entregarem resultados bastante positivos. No Brasil, o Ibovespa teve o melhor desempenho mensal em três anos, acumulando ganhos de mais de 12% no período.

"O mês de novembro de 2023 assinala um recorde no volume líquido de entrada de investidores estrangeiros na B3, atingindo a cifra de R$ 18,2 bilhões. Este desempenho representa a melhor performance registrada desde março de 2022", diz o consultor Einar Riveiro.

Novembro também foi o melhor mês de 2023 para as bolsas norte-americanas, destacam analistas do BTG Pactual.

O otimismo se deve, sobretudo, à perspectiva de que o ciclo de alta nos juros promovido pelo Fed chegou ao fim e que os primeiros cortes nas taxas podem acontecer ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Juros mais baixos nos Estados Unidos tendem a ser benéficos para os ativos de risco em todo o mundo.

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