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sábado, 14 de janeiro de 2023

'Sobe e desce' do Ibovespa: entenda a dinâmica da bolsa de valores e como funcionam os pregões

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A valorização ou desvalorização do índice ocorre de acordo com o 'ânimo' do mercado. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam como funciona o vaivém das bolsas.
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Por André Catto, g1

Postado em 14 de janeiro de 2023 às 07h45m

            Post. N. =  0.575           

Ibovespa — Foto: Freepik
Ibovespa — Foto: Freepik

O sobe e desce do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, chama a atenção em períodos de incerteza na economia. É o caso do cenário que tomou os holofotes desde as eleições presidenciais, que levaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de volta ao Palácio do Planalto, pela terceira vez.

Desde 31 de outubro, dia seguinte ao resultado, o índice recuou 3,61%, dos 116.037 aos 111.850 pontos.

Mas além do cenário eleitoral, há, na verdade, uma série de fatores que influenciam o vaivém do índice e é preciso compreender o que é a bolsa de valores e como ela funciona.

As variações ocorrem de acordo com o ânimo do mercado financeiro – em outras palavras, dos próprios investidores. Assim, a mudança de governo tem sua devida influência, à medida que os agentes econômicos repercutem (ou especulam) os movimentos da nova gestão. Há também as perspectivas econômicas do Brasil e do exterior, os resultados das empresas da bolsa, entre outros aspectos.

O que é a bolsa de valores?

Em termos práticos, trata-se de um de balcão de negócios. É o ambiente em que os investidores buscam pedaços das empresas de capital aberto, para se tornarem sócios daquele negócio. Esses pedaços são as ações, que são oferecidas por cada empresa em sua oferta pública inicial (os IPOs) e são, depois, negociadas entre os investidores ao preço do dia (a cotação do papel).

Essa é uma das formas que as empresas têm de captar dinheiro no mercado de capitais. Quando a empresa faz um IPO, os novos sócios pagam pela participação na empresa. Esses recursos entram no caixa da empresa e são utilizados como a diretoria desejar.

Mas além da venda de participação por meio das ações, há também os títulos de renda fixa que as empresas podem emitir no mercado. Existem algumas diferenças: neste caso, o investidor não passa a deter participação na empresa. Ao comprar, por exemplo, uma debênture (um título de dívida), o comprador está emprestando dinheiro à organização, que irá devolver com juros.

Esse tipo de investimento, contudo, não entra no índice Ibovespa, que é exclusivo para ações.

"Uma empresa, quando tem um projeto de investimento, quer adquirir outra empresa ou quer reduzir endividamento, ela precisa de recursos. Para isso, ela pode usar o caixa da companhia, emitir dívida, tomar crédito bancário ou vender um pedaço da empresa e receber dinheiro em troca disso", afirma Rogério Santana, diretor de relacionamento com clientes da B3.

A B3 é a bolsa de valores de São Paulo, considerada o "ponto de encontro" para empreendedores e investidores fazerem negócios.

A empresa é responsável pela "criação e administração de sistemas de negociação, compensação, liquidação, depósito e registro para todas as principais classes de ativos", entre outras atividades, segundo definição da própria B3.

De acordo com Santana, a principal função da bolsa pode ser dividida em três pilares:

  • padronização dos produtos oferecidos na bolsa (tipos de investimento);
  • risco de contraparte (garantia de entrega e segurança nas operações);
  • transparência, em tempo real, durante todo o processo de negociação.
Como funciona a bolsa de valores?

As operações de compra e venda são feitas por meio de corretoras especializadas e habilitadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). E a bolsa não para no comércio de ações. Antonio Sanches, analista da Rico Investimentos, enumera os ativos financeiros negociados no mercado. São eles:

  • ações;
  • derivativos;
  • ETFs;
  • BDRs;
  • fundos de investimentos.

Além da valorização das cotas — o tal sobe e desce das ações na bolsa —, algumas empresas devolvem esses valores por meio de dividendos, que são parte dos lucros obtidos em proporção ao número de ações que o investidor possui.

Quando a empresa vende aquele pedaço por meio das ações, ela promete um lucro futuro. Se esse lucro não vier, ela não tem nada a dar ao acionista. Se vier, ela fica mais valiosa no mercado ou distribui proporcionalmente ao percentual que o investidor tiver da empresa, explica Sanches. 
O que é o Ibovespa?

O Ibovespa é o índice da B3 que reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa do Brasil — por isso, é considerado o indicador mais importante. Ele ajuda a mensurar o mercado acionário no país.

O índice oscila de acordo com a valorização ou desvalorização do conjunto de empresas que o compõem, tendo cada uma delas seu peso, considerando número de investimentos, aplicações e retiradas por parte dos agentes do mercado.

A bolsa de valores tem, atualmente, 473 empresas listadas. Ao todo, 89 papéis, de 86 empresas brasileiras, compõem o Ibovespa — ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) de uma mesma companhia podem integrar o indicador.

"Os índices sintetizam a performance do mercado. O Ibovespa é o que chamamos de índice amplo, que tenta sintetizar, em uma carteira, a performance média do mercado", explica Santana, da B3.

Para isso, há uma metodologia que define as empresas e ações que podem fazer parte do índice. São considerados o peso, o tamanho das empresas e o volume negociado.

"A partir desse momento, qualquer variação de preço dessas empresas vai influenciar no índice, de acordo com o peso que a empresa tiver", continua. 
O que define o valor das empresas?

Como tudo na economia, a oscilação de uma ação tem influência da lei da oferta e demanda: se a ação de uma determinada empresa tem maior procura, ela será mais valorizada.

E o oposto também vale. Quando um volume alto de investidores passa a vender os papéis de uma empresa, ela perde valor de mercado.

O preço de uma ação representa a expectativa de lucro futuro da empresa. Então, se a expectativa para o lucro futuro é alta, as ações se valorizam. Quando fica mais baixa, o valor da ação da empresa recua também, explica Antonio Sanches, da Rico.

Isso significa, na prática, que qualquer fator que influencie na expectativa de futuro da empresa — incluindo o contexto econômico do país e do mundo — irá impactar no preço de suas ações.

Sanches traz o exemplo de uma empresa de petróleo. Se ela descobre um novo poço para extração, as ações vão se valorizar, porque investidores esperam que a empresa produza mais, venda mais e tenha mais lucro no futuro, diz.

Os cenários político e econômico do país entram no jogo quando há mudanças de legislação, de segurança jurídica ou de saúde econômica — como dados de inflação e câmbio, entre outros fatores que influenciam ou podem influenciar os resultados das empresas listadas na bolsa.

Já no exterior, as principais influências vêm da atividade econômica global, da aversão a risco por parte dos investidores e do desempenho dos principais parceiros econômicos do país — o que inclui fatores que possam refletir na oferta e demanda de produtos negociados pelas empresas.

"As empresas que mais chamam atenção nesse momento político [de troca de governo e definição de gestão] são as estatais, já que existe o risco de que o governo utilize essas empresas de acordo com seu próprio interesse, impactando na geração de lucro e prejudicando as ações", afirma Sanches. 
Quem não investe é impactado?

"Para as pessoas que não investem em ações, a bolsa tem que ser interpretada como um termômetro do futuro", diz Rogério Santana, diretor da B3, reforçando que a reação do mercado é, naturalmente, uma projeção econômica de longo prazo.

"Se o mercado, com análises e projeções, observando as empresas e a economia global, está em um movimento em que as ações estão subindo, provavelmente é porque há uma previsão mais positiva do que vai acontecer no futuro", continua.

Antonio Sanches, da Rico Investimentos, destaca que o mercado de ações é parte de um sistema financeiro bastante amplo e, portanto, a sua existência facilita o encontro de quem quer investir e quem precisa de dinheiro para financiar seus projetos.

"Esse sistema acaba impactando bastante no crescimento econômico, assim como a criação de empregos no país e seu desenvolvimento. Afinal, se você tem dinheiro para gerar emprego, gerar riqueza e desenvolver alguma atividade, isso impacta diretamente na economia", finaliza.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Americanas tem a maior queda de uma empresa na bolsa brasileira desde 2008

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Levantamento do TradeMap mostra que apenas duas empresas tiveram recuo superior em um só pregão.
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Por g1

Postado em 12 de janeiro de 2023 às 20h00m

            Post. N. =  0.574           

Fachada de uma loja física da Americanas — Foto: Divulgação
Fachada de uma loja física da Americanas — Foto: Divulgação

As ações da Americanas despencaram quase 80% na bolsa de valores nesta quinta-feira (12), depois que a empresa publicou comunicado em que diz que foram identificadas inconsistências em lançamentos contábeis no balanço, em valor que chega a R$ 20 bilhões.

Em valor de mercado, a empresa perdeu R$ 8,37 bilhões.

Ao fim do pregão, a queda exata foi de 77,33%. Um levantamento de Einar Rivero, do TradeMap, mostra que essa foi a maior queda diária de uma empresa de capital aberto desde 2008.

O maior recuo foi da Agar Incorporadora (AGIN3), em 6 de outubro de 2008: 81,55% de queda. Em seguida, a Hércules (HETA3), de utensílios domésticos, teve queda de 78% em 22 de setembro de 2008.

Para se ter uma ideia, o levantamento mostra que o volume do rombo de R$ 20 bilhões é equivalente ao valor de mercado da Magazine Luiza, que até o fechamento do pregão desta quarta-feira valia R$ 20,20 bilhões, e da Lojas Renner, de R$ 20,22 bilhões.


O que aconteceu?

A Americanas percebeu que o valor bilionário — que é referente aos primeiros nove meses de 2022 e anos anteriores — não havia sido registrado de forma apropriada nos balanços corporativos da empresa.

O comunicado da Americanas sobre o rombo no balanço foi divulgado na noite de quarta-feira (11). Além disso, o texto informou que o presidente da companhia, Sergio Rial, deixou o cargo apenas 9 dias depois de assumir. O diretor financeiro da empresa, André Covre, também renunciou — ele havia tomado posse junto a Rial.

O documento divulgado pela companhia não traz muitos detalhes sobre o que de fato foi encontrado nas contas, mas esclarece que a área contábil detectou "a existência de operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem (R$ 20 bilhões), nas quais a companhia é devedora perante instituições financeiras e que não se encontram adequadamente refletidas na conta de fornecedores nas demonstrações financeiras".

A Americanas disse que ainda não é possível determinar todos os impactos do rombo na demonstração de resultado e no balanço patrimonial da companhia. Em contrapartida, a empresa afirmou estimar que "o efeito caixa dessas inconsistências seja imaterial".

Assim, o rombo teria apenas um efeito contábil, e não financeiro. Caso fosse financeiro, haveria saída de dinheiro do caixa da companhia.

Mesmo com as informações preliminares, as corretoras e casas de análise começam a mudar as recomendações sobre as ações da companhia.

Em um relatório, a Genial Investimentos passou de recomendação de compra para venda e reduziu o preço-alvo de AMER3 de R$ 28,40 para R$ 9,40.

A primeira impressão é a pior possível, tanto na questão de governança corporativa, quanto na contábil, diz.

A companhia realizava operações chamadas de Risco Sacado, onde repassa a responsabilidade do pagamento a fornecedores para instituições financeiras. Isso, por sua vez, reduz a conta de Fornecedores no passivo, que teve seu valor declarado em R$ 5 bilhões no balanço do terceiro trimestre, analisa a Genial.

Para a corretora, a empresa deveria redirecionar esse valor na conta de empréstimos e financiamentos, uma vez que as financiadoras e os bancos cobram juros pelo dinheiro emprestado e, por isso, o valor do rombo pode ser maior do que o anunciado.

Não sabemos, até o momento, o quanto dos R$ 20 bilhões de fato estão fora do balanço e qual porcentagem desse valor estará sujeita a reclassificação de contas, pondera.

De acordo com um relatório da XP Investimentos, em equipe liderada pela responsável pela área de Varejo, Daniella Eiger, apesar de o comunicado oficial da empresa dizer que o efeito caixa é imaterial, a falta de detalhes sobre os fatos adiciona muita incerteza aos ativos e ao futuro da companhia. A XP coloca a recomendação em Americanas sob revisão e enxerga três principais riscos:

  1. Maior alavancagem da companhia, dado que seu endividamento pode aumentar dependendo dos ajustes em seu balanço patrimonial;
  2. Maior custo de dívida, por conta da maior percepção de risco de crédito e liquidez;
  3. Deterioração do capital de giro, dado que a companhia poderá ter problemas em manter em dia os pagamentos a fornecedores, por conta de seu ciclo de caixa pior.

Tudo isso, entretanto, ainda pode ser revisto — para melhor ou para pior —, a depender da apuração realizada pela consultoria independente contratada pela Americanas para verificar os fatos, tendo em vista que, até o momento, não há muita clareza sobre o que aconteceu.

Analistas do Itaú BBA compartilham da mesma visão e, assim como a XP e outras instituições, colocaram as ações da Americanas sob revisão até que os fatos sejam esclarecidos.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Presidente e diretor da Americanas renunciam após empresa reportar 'inconsistências contábeis' de R$ 20 bi

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Executivos deixam empresa menos de 10 dias após serem empossados; João Guerra, diretor de recursos humanos, assume interinamente.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 11 de janeiro de 2023 às 21h05m

            Post. N. =  0.573           

Fachada de uma loja física da Americanas — Foto: Divulgação
Fachada de uma loja física da Americanas — Foto: Divulgação

O presidente da Americanas, Sergio Rial, decidiu deixar o comando da companhia. A decisão vem após a descoberta de inconsistências em lançamentos contábeis no valor de R$ 20 bilhões.

O diretor de relações com investidores da empresa, André Covre, também renunciou ao cargo. Os dois executivos haviam sido empossados em 2 de janeiro e estavam há menos de dez dias exercendo suas funções.

Entre as inconsistências encontradas, estavam operações de financiamento de compras que não estavam adequadamente refletidas nas contas de fornecedores, vistas nas demonstrações financeiras do terceiro trimestre do ano passado.

Segundo a Americanas, ainda não é possível determinar todos os impactos dessas inconsistências na demonstração de resultado e no balanço patrimonial da companhia. A empresa ainda afirmou que essas estimativas ainda estão sujeitas a confirmações e ajustes, a depender da conclusão da apuração dos fatos e dos pareceres de auditores independentes.

O conselho de administração nomeou o diretor de recursos humanos da companhia, João Guerra, para assumir os cargos de presidente e diretor de relações com investidores de forma interina.

Em comunicado oficial divulgado ao mercado, a Americanas afirmou que Guerra é um executivo com ampla trajetória na empresa e que não estava envolvido anteriormente na gestão contábil ou financeira.

O conselho de administração decidiu, ainda, criar um comitê independente para apurar as circunstâncias que ocasionaram as referidas inconsistências contábeis, que terá os poderes necessários para a condução de seus trabalhos, disse em nota.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Credit Suisse vê grandes empresas no Brasil com nível saudável de endividamento em 2023

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Segundo estudo do banco, as empresas brasileiras no agregado tinham uma dívida líquida sobre Ebitda de 12 meses de 1,5 vez, metade do que tinham antes da crise econômica de 2015-2016.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 09 de janeiro de 2023 às 16h15m

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Bolsa de valores de SP nesta segunda-feira (2). — Foto: BRUNO ESCOLASTICO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Bolsa de valores de SP nesta segunda-feira (2). — Foto: BRUNO ESCOLASTICO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Analistas do Credit Suisse avaliam que 2023 deve ser outro bom ano em termos de inadimplência das grandes e médias empresas brasileiras, apesar de incertezas no ambiente econômico.

"Nossa análise indica que o segmento corporativo do Brasil tem significativamente mais proteção e está muito melhor preparado contra 'taxas de juros mais altas por mais tempo' e cenário de recessão."

A equipe do banco suíço avaliou a situação de alavancagem corporativa observando cerca de 1.300 empresas com um total combinado de 2,7 trilhões de reais de dívidas bancárias e corporativas pendentes.

O Credit concluiu que, apesar do aumento da taxa Selic, as empresas brasileiras no agregado tinham uma dívida líquida sobre Ebitda de 12 meses de 1,5 vez, metade do que tinham antes da crise econômica de 2015-2016.

O índice de cobertura de juros está em 4,6 vezes, bem acima da proporção mínima aceitável, de 1,5 vez, além de estar 2,5 vezes acima do nível de 2014.

Dos 12 setores, apenas dois têm dívida líquida sobre Ebitda acima de 3 vezes, enquanto três setores possuem cobertura de juros em torno de 1,5 vez ou menos.

"Os dados sugerem baixo risco de refinanciamento, com a dívida de curto prazo sobre os empréstimos totais em mínimos históricos e o índice de cobertura do serviço da dívida de curto prazo entre os melhores da história", afirmam.

Eles acrescentaram que o setor corporativo do Brasil se beneficiou de margens Ebitda mais altas — cerca de 24% de 2017-2022; significativamente melhores do que no período 2011-2015 — cerca de 18%.

Mas o segmento de micro e pequenas empresas é diferente, apontaram.

"Nossos dados de amostra sugerem níveis crescentes de alavancagem, levando-nos a preferir os bancos com baixa exposição a esse segmento, ou seja, o Itaú Unibanco", afirmaram Marcelo Telles e Daniel Vaz em relatório de domingo.

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domingo, 8 de janeiro de 2023

PM do DF lidera ranking de salários da categoria e é paga com dinheiro da União

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Soldado que atua no Distrito Federal recebe quase o dobro da mediana do país, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Forças do DF são pagas por meio de fundo federal, que terá quase R$ 23 bilhões em 2023.
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Por Bianca Lima, GloboNews — Brasília

Postado em 08 de janeiro de 2023 às 23h10m

            Post. N. =  0.571           

Policiais militares do DF posam para foto enquanto bolsonaristas radiciais invadem Congresso Nacional — Foto: Reprodução
Policiais militares do DF posam para foto enquanto bolsonaristas radiciais invadem Congresso Nacional — Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Distrito Federal, que escoltou bolsonaristas radicais até a Praça dos Três Poderes neste domingo (8), lidera o ranking de salários da categoria no país e é paga pela União, por meio de um fundo bilionário.

No DF, um soldado da PM tem salário bruto de R$ 8.478,43, segundo a mediana calculada pelo 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O montante é quase o dobro do valor nacional para a mesma categoria: R$ 4.476,86.

Essa diferença é explicada, dentre outros fatores, pelo fato de as remunerações das forças de segurança do DF serem bancadas pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), que é abastecido com verbas federais.

Em 2023, o fundo receberá quase R$ 23 bilhões – uma alta de 48,7% na comparação com 2022. Os valores são corrigidos anualmente pela variação da receita corrente líquida da União.

Fundo Constitucional do Distrito Federal
De 2018 a 2022, valores em R$ bilhões executados. Em 2023, valor previsto no Orçamento.

R$ bilhões13,413,4141415,215,215,315,315,415,422,922,92018201920202021202220230510152025

2019
anos 14
Fonte: Portal da Transparência e LOA 2023

Para manter a ordem pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal na área de segurança pública do DF. O decreto foi anunciado após a invasão dos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.

Lula chegou a afirmar que houve "incompetência, má vontade ou má fé" por parte da corporação.

Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF)

O FCDF é usado para custear as Polícias Civil, Penal e Militar e o Corpo de Bombeiros do DF, bem como ações na área de saúde e educação.

Segundo informações do Governo do Distrito Federal, os recursos do fundo serão divididos da seguinte maneira em 2023:

  • a área da segurança receberá R$ 10,2 bilhões;
  • saúde terá R$ 7,1 bilhões
  • e educação ficará com R$ 5,6 bilhões.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, mencionou na noite deste domingo, ao falar sobre os atos terroristas, esses repasses da União que são feitos anualmente ao DF:

"A garantia da ordem pública em Brasília é obrigação do governo do Distrito Federal, que, inclusive, recebe um fundo constitucional para isso".

E continuou: "Há aportes de recursos federais para que as policiais sejam mantidas e cumpram esse papel em relação aos poderes federais".

Preferências ideológicas nas instituições

Segundo Dino, há preferências ideológicas nas instituições atrapalhando o cumprimento de deveres funcionais.

"Quando a PM do DF, junto com o contingente disponível da Força Nacional, entrou no terreno, efetivamente, em uma hora a situação estava resolvida. Depois de três horas de desatino", disse.

Segundo o ministro, omissões dentro da corporação serão apuradas. Dino também afirmou que governadores cederam efetivos das respectivas PMs para fortalecer a segurança no DF.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Dólar cai e volta a ficar abaixo de R$ 5,40

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Moeda norte-americana recuou 1,84% nesta quinta-feira, vendida a R$ 5,3518.
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Por g1

Postado em 05 de janeiro de 2023 às 11h05m

            Post. N. =  0.570           

Cédulas de dólar — Foto: Pexels
Cédulas de dólar — Foto: Pexels

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (5), com investidores atentos ao anúncio de medidas econômicas pelo novo governo. A sinalização da nova gestão de que deverá ter tom e discursos mais afinados ajudou a alimentar o otimismo do mercado.

A moeda norte-americana recuou 1,84%, vendida a R$ 5,3518. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar teve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,4523, renovando a máxima desde 22 de julho de 2022 (R$ 5,4977). Com o resultado desta quinta, a moeda acumula alta de 1,40% no ano.

Rui Costa, da Casa Civil, disse que o governo não avaliar rever a Reforma da Previdência
Rui Costa, da Casa Civil, disse que o governo não avaliar rever a Reforma da Previdência

O que está mexendo com os mercados?

O vaivém de declarações das pastas econômicas do governo Lula tem mexido com os mercados. O resultado positivo desta quinta foi marcado inclusive pela sinalização da nova gestão de que deverá ter tom e discursos mais afinados. Isso ajudou a alimentar o otimismo dos investidores.

No início do dia, os investidores repercutiam declaração feita pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), na terça-feira (3) de que pretendia discutir a "antirreforma" da Previdência, em referência às regras aprovadas em 2019.

Na quarta, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou que "não há nenhuma proposta sendo analisada ou pensada" em relação a mudanças nas regras de aposentadorias e pensões.

Além disso, os investidores permanecem de olho nas sinalizações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na segunda-feira, ele afirmou que buscará uma "harmonização" entre a política fiscal (contas públicas) e monetária (definição de juros pelo Banco Central).

Haddad também afirmou que o Ministério enviará, no primeiro semestre, proposta de uma nova âncora fiscal para as contas públicas, substituindo o teto de gastos.

Na terça, o secretário-executivo do ministério, Gabriel Galípolo, disse à GloboNews que Haddad deve encaminhar ao presidente Lula até a próxima semana o que chamou de "plano de voo" para reduzir o déficit deste ano.

Secretário-executivo do Ministério da Fazenda diz que reforma tributária é necessáriaSecretário-executivo do Ministério da Fazenda diz que reforma tributária é necessária

O IBGE divulgou nesta quinta-feira que a produção industrial caiu 0,1% em novembro. Mas o setor ainda se encontra 2,2% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,5% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

No cenário externo, o Federal Reserve (BC dos EUA) divulgou a ata da reunião em que aumentou em 0,50 ponto percentual o referencial de sua taxa de juros para o intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano, elevando o custo de crédito para seu maior nível desde 2007.

Todos as autoridades presentes na reunião de política monetária do Federal Reserve de 13 a 14 de dezembro concordaram que o banco central dos Estados Unidos deveria diminuir o ritmo de seus aumentos agressivos da taxa básica de juros, permitindo que o custo do crédito continue a ser elevado para controlar a inflação, mas de maneira gradual para limitar riscos ao crescimento econômico.

"A maioria dos participantes (da reunião) enfatizou a necessidade de manter a flexibilidade e a opção ao mudar a política monetária para uma postura mais restritiva", disse a ata.

Agora, os agentes econômicos aguardam o relatório mensal de empregos do Departamento de Trabalho, que será divulgado nesta sexta-feira e será um fator importante na próxima decisão de fevereiro do Fed.

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