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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

PIX Saque e PIX Troco movimentaram R$ 240 milhões em mais de 9 meses de existência

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De acordo com balanço do Banco Central do Brasil, entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, 1.848.485 transações das modalidades foram realizadas.
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Por Renata Baptista, g1

Postado em 12 de outubro de 2022 às 09h10m

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Modalidades do PIX Saque e Troco foram lançadas em novembro do ano passado. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Modalidades do PIX Saque e Troco foram lançadas em novembro do ano passado. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Apesar do sucesso das transações feitas em PIX entre os brasileiros, as funcionalidades PIX Saque e o PIX Troco, que foram lançadas em novembro do ano passado, ainda têm registrado uma baixa adesão em comparação ao volume total de transferências via PIX.

Entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, foram realizadas 1.848.485 transações das modalidades, movimentando um total de R$ 241,1 milhões, de acordo com os dados fornecidos pelo Banco Central do Brasil.

Apenas em setembro, o sistema de pagamento instantâneo movimentou R$ 880,182 bilhões, em 1,921 bilhão de transações.

No entanto, é possível observar que os números de operações com as modalidades - sobretudo a de PIX Saque, que movimentou mais de R$ 51 milhões no último mês de setembro - têm sido crescentes desde que foram lançadas, como é possível conferir nas tabelas abaixo:

PIX Troco

Mês Nº de transações Valores
dezembro/2021 293 R$ 26.215
janeiro/2022 1.284 R$ 145.774
fevereiro/2022 1.591 R$ 189.652
março/2022 2.077 R$ 243.520
abril/2022 1.952 R$ 236.482
maio/2022 2.216 R$ 267.530
junho/2022 2.693 R$ 321.500
julho/2022 3.147 R$ 396.963
agosto/2022 3.514 R$ 430.282
setembro/2022 4.712 R$ 524.577

PIX Saque

Mês Nº de transações Valores
dezembro/2021 3.588 R$ 442.129
janeiro/2022 66.551 R$ 9.677.297
fevereiro/2022 91.553 R$ 13.031.478
março/2022 135.542 R$ 19.271.637
abril/2022 150.783 R$ 21.650.594
maio/2022 184.710 R$ 25.793.594
junho/2022 223.423 R$ 31.029.876
julho/2022 267.612 R$ 37.043.544
agosto/2022 310.734 R$ 42.365.209
setembro/2022 390.510 R$ 51.492.032

Com as funcionalidades, os usuários podem fazer saques em estabelecimentos comerciais, não apenas em caixas eletrônicos. A questão é que a oferta destes produtos, no entanto, é opcional e depende de adaptação dos sistemas das lojas.

PIX Saque e PIX Troco: mapa mostra onde fazer operações
PIX Saque e PIX Troco: mapa mostra onde fazer operações

Como encontrar pontos que oferecem o PIX Saque e o PIX Troco

A relação dos postos de atendimento está disponível pelas próprias instituições no formato de Dados Abertos. Os usuários podem ainda encontrar onde as modalidades estão disponíveis por meio de um mapa, desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e a Pay Ventures.

A ferramenta é gratuita e está disponível para quem quiser utilizá-la, com atualizações de duas em duas horas dos caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais e horário de funcionamento.

Basta entrar no site mapapix.com.br, indicar sua localização e o mapa irá indicar os estabelecimentos nas proximidades que oferecem o PIX Saque e PIX Troco.

Pix: saiba tudo sobre como funciona
Pix: saiba tudo sobre como funciona
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terça-feira, 11 de outubro de 2022

CNI eleva de 0,2% para 2% previsão de alta do PIB industrial neste ano

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Para revisão, entidade citou normalização da cadeia de suprimentos, indústria da construção aquecida, mercado de trabalho com bom desempenho e queda da inflação.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 11 de outubro de 2022 às 13h00m

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Indústria de Mato Grosso produz tubos para a construção civil com o uso de embalagens de agrotóxicos — Foto: Fiemt
Indústria de Mato Grosso produz tubos para a construção civil com o uso de embalagens de agrotóxicos — Foto: Fiemt

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou de 0,2%, em julho, para 2% sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) industrial em 2022. A nova estimativa foi divulgada nesta terça-feira (11) por meio do Informe Conjuntural.

O PIB industrial engloba a indústria de transformação, a construção civil, a indústria extrativa e a produção de eletricidade, gás, água e esgoto, entre outros.

No caso do setor de serviços, a projeção passou de alta de 1,8% para uma expansão de 3,8% neste ano, enquanto a estimativa para o PIB da construção subiu de 2% para 7%. A indústria de transformação, projetou a CNI, deve crescer 0,6% em 2022 (contra a previsão anterior de um tombo de 1,5%).

Já para o PIB como um todo, a entidade passou a projetar um crescimento de 3,1% para este ano fechado — acima do crescimento de 2,7% estimado pelo mercado financeiro na semana passada. Em julho, a previsão da CNI era de que o PIB avançaria 1,4% neste ano.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. No segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 1,2% e, em todo ano passado, somou 4,6%.

De acordo com a CNI, alguns fatores pesaram para a forte revisão do PIB e do nível projetado para a atividade industrial neste ano. São eles:

  • A partir do segundo trimestre, as cadeias de suprimentos (de produtos e insumos importados) mostraram progressiva normalização, apesar da continuidade da guerra na Ucrânia e de novos riscos surgindo no cenário internacional.
  • A indústria da construção, que já mostrava um desempenho bastante positivo, recebeu novo impulso com a ampliação do principal programa de financiamento habitacional do governo federal.
  • O setor de serviços, que já estava com atividade em patamar elevado, mostrou dinamismo além do previsto. Isso a impulsionou o mercado de trabalho, com "criação significativa" do número de pessoas ocupadas.
  • Inflação desacelerou fortemente de maio de 2022 em diante, devido não só à forte influência das reduções de tributos sobre energia, combustíveis e telefonia, como também à desaceleração dos preços industriais e de alimentos.
  • A CNI diz ainda que importantes "impulsos fiscais", ou seja, aumentos de gastos, também pesaram, como antecipação do o 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS, liberação de saques do FGTS, retomada do pagamento do abono salarial, aumento do valor do benefício Auxílio Brasil e as outras transferências, como o auxílio a caminhoneiros e taxistas.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Endividamento cresce e atinge quase 80% das famílias, novo recorde, aponta CNC

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Contratação de dívidas entre mais consumidores de rendas média e baixa foi o maior motivo da alta do endividamento, diz entidade. Volume de inadimplentes também alcançou marca histórica de 30%.
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Por g1

Postado em 10 de outubro de 2022 às 12h10m

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Endividamento cresce e atinge 79% das famílias — Foto: JN
Endividamento cresce e atinge 79% das famílias — Foto: JN

O número de famílias endividadas atingiu, em setembro, 79,3% do total de lares no país, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta segunda-feira (10). A alta de devedores foi de 0,3 ponto percentual em setembro ante agosto, enquanto, em um ano, o avanço foi de 5,3 pontos.

A situação é pior para as famílias de baixa renda. Nos lares com renda inferior a 10 salários mínimos, o endividamento superou os 80% pela primeira vez.

Apesar do número recorde, o ritmo diminuiu. O crescimento de 0,3 ponto percentual é o menor desde abril deste ano. E o avanço em 12 meses foi o menor desde julho do ano passado.

“É possível verificar que a melhora gradual do mercado de trabalho, as políticas de transferência de renda e a queda da inflação nos últimos dois meses são fatores que geram maior disponibilidade de renda para as famílias. Por outro lado, podemos observar que o alto nível de endividamento e os juros elevados afetam, sobremaneira, o orçamento das famílias de menor renda, ao encarecerem as dívidas já contraídas”, observa o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Para esse indicador, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, considera dívidas a vencer no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

Alta na inadimplência

O número de pessoas que atrasaram o pagamento de contas de consumo ou de dívidas também cresceu em setembro, alcançando 30% do total de famílias no país.

A terceira alta consecutiva levou o indicador ao maior percentual da série histórica iniciada em 2010. Ao contrário do endividamento, o ritmo de aumento da inadimplência foi alto. Em 12 meses, o indicador de dívidas atrasadas cresceu 4,5%, a maior taxa anual desde março de 2016.

A economista da CNC responsável pela apuração, Izis Ferreira, atribui o aumento às altas taxas de juros, que encarecem as dívidas já contraídas. Segundo a entidade, as taxas de juros nas linhas de crédito para pessoas físicas cresceram 13,5 pontos percentuais em um ano, chegando à média de 53,9%, a maior taxa desde abril de 2018.

  • Total de endividados acelera e alcança 79,3% dos lares brasileiros.
  • Inadimplência avança e atinge 30% das famílias no país; percentual é o maior desde o início da série histórica.
  • 10,7% do total de devedores afirma não ter condições de pagar contas atrasadas.
  • O cartão de crédito é o campeão de dívidas: 86,5% das famílias têm contas a vencer no cartão.
  • Mulheres estão mais endividadas que os homens: o percentual para elas é 80,9%; para eles, 78,2%.
  • As mulheres têm mais dívidas no cartão de crédito e no cheque especial. Já os homens estão mais endividados em carnês de loja, crédito pessoal, financiamento de carro e casa ou crédito consignado.
  • Confederação Nacional do Comércio
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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Brinquedo, sapato e sorvete: Dia das Crianças fica 13,7% mais caro este ano

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Veja a variação de preços dos itens mais consumidos na data em relação ao ano passado, em levantamento feito pela XP.
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Por g1

Postado em 07 de outubro de 2022 às 11h05m

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Preços dos brinquedos subiram em média 20,3%.  — Foto: Reprodução/TV Grande Rio
Preços dos brinquedos subiram em média 20,3%. — Foto: Reprodução/TV Grande Rio

Má notícia para as crianças – e pior para os pais: os itens mais consumidos no Dia das Crianças estão mais caros este ano, e os brinquedos estão entre os que puxam a fila da alta de preços, com alta de 20,3%.

Levantamento feito por Tatiana Nogueira, economista da XP, mostra que a 'inflação do Dia das Crianças' ficou em 13,7% este ano – acima da inflação geral do período, que ficou em 7,96% no acumulado em 12 meses até a prévia setembro, segundo dados do IBGE.

Em 2021, a 'inflação do Dia das Crianças' foi estimada em 10,2%.

E se os brinquedos estão mais caros, quem quiser viajar também vai ter que desembolsar (bem) mais: as passagens aéreas ficaram 'pela hora da morte', subindo quase 75%, enquanto pacote turístico e hospedagem ficaram mais de 20% mais caros. Dá para economizar só se a viagem for de carro: os preços dos combustíveis caíram em média 7,1%.

Agora, se o plano for levar as crianças para comer fora, a alta de preços ficou mais próxima da inflação pelo IPCA: refeição fora de casa subiu 8,4%. Já o sorvete da sobremesa vai pesar mais: a alta foi de 16,8%.

“Além dos custos terem subido no período, especialmente alimentos, a reabertura da economia depois da pandemia permitiu que os estabelecimentos reajustassem seus preços à luz desses custos mais elevados”, explica Tatiana Nogueira.
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Vendas do comércio recuam 0,1% em agosto, na terceira queda seguida

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No ano, setor acumula alta de 0,5%, mas tem queda de 1,4% no indicador acumulado em 12 meses. Taxa mensal seria a 4ª seguida no campo positivo, mas revisão de dados primários reverteu queda anteriormente registrada em maio.
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Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro

Postado em 07 de outubro de 2022 às 10h10m

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As vendas do comércio recuaram 0,1% em agosto na comparação a julho, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da terceira queda seguida, levando o setor ao menor patamar do ano, acumulando perda de 2,5% no período.

Apesar da taxa negativa, o IBGE considera que o resultado aponta para uma estabilidade do setor. Era para ser a quarta queda seguida do indicador, mas a revisão de dados primários fez o resultado de maio passar do campo negativo (-0,5%) para o positivo (0,2%) e, com isso, agosto representa o terceiro recuo consecutivo, com queda de 2,5% acumulada no período.

Na comparação com agosto do ano passado, o volume de vendas cresceu 1,6%. No ano, o comércio acumula alta de 0,5%. Já em 12 meses as vendas acumulam queda de 1,4% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas caiu 0,6% frente a julho e 0,7% em relação a agosto do ano passado.

Trajetória volátil

Com o resultado de agosto, o comércio apresenta patamar de vendas

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quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Produção industrial cai 0,6% em agosto, aponta IBGE

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Queda na produção de combustíveis pressionou desempenho negativo do total da indústria. No ano, setor acumula queda de 1,3% e, em 12 meses, o recuo é de 2,7%, resultados que mantêm o setor abaixo do patamar pré-pandemia.
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Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro

Postado em 05 de outubro de 2022 às 11h00m

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Replan, a maior refinaria de petróleo da Petrobras, fica am Paulínia (SP), em registro feito em maio de 2022 — Foto: Júlio César Costa/g1
Replan, a maior refinaria de petróleo da Petrobras, fica am Paulínia (SP), em registro feito em maio de 2022 — Foto: Júlio César Costa/g1

A produção industrial brasileira caiu 0,6 % na passagem de julho para agosto, impulsionada pela retração na produção de combustíveis. Trata-se do pior resultado para o oitavo mês do ano desde 2018, quando recuou 0,9%. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com agosto de 2021, houve crescimento de 2,8%. No ano, a indústria acumula queda de 1,3% e, em 12 meses, de 2,7%.

O resultado de agosto, que elimina o avanço de 0,6% registrado em julho, mantém o setor distante do patamar pré-pandemia, operando 1,5% abaixo do que se encontrava em fevereiro de 2020, e ainda mais longe do pico da produção, alcançado em maio de 2011 - está 17,9% abaixo deste marco.

Apesar disso, o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, avalia que há melhora no ritmo da produção industrial brasileira em 2022. Segundo ele, isso é expresso "na maior frequência de resultados positivos ao longo do ano", já que nos primeiros oito meses foram registradas cinco taxas positivas.

"Nesse mês, volta a marcar queda na produção, mas com a característica de ser um recuo concentrado em poucas atividades, uma vez que somente oito das 26 apontaram taxas negativas.”, destacou Macedo.

O resultado acumulado em 12 meses mostra que, a despeito da taxa mensal negativa de agosto, houve ganho de fôlego na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores, revertendo a trajetória de queda do indicador.


Combustíveis impulsionam queda

A retração na produção de combustíveis foi o que mais impulsionou, dentre as oito atividades que tiveram queda, o recuo da indústria geral na passagem de julho para agosto, segundo o gerente da pesquisa. A atividade classificada como coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 4,2%, em agosto, após ter crescido 1,7% em julho, exercendo a principal influência negativa sobre o resultado mensal.

“Houve uma perda disseminada entre os produtos desse ramo industrial, com redução na produção de óleo diesel, óleos combustíveis, gasolina, álcool, entre outros. Mas essa atividade, em comparações mais alongadas, mostra um comportamento positivo. Ou seja, esse comportamento de queda de agosto é algo mais pontual”, esclarece o pesquisador.

Outras influências negativas relevantes sobre o resultado de agosto partiram das indústrias de produtos alimentícios e das indústrias extrativas - a primeira com recuo de 2,6%, interrompendo três meses seguidos de alta em que acumulou crescimento de 6,0%, e a segunda com queda de 3,6%, eliminando a maior parte do ganho de 4,6% acumulado em junho e julho.

“Esses três segmentos – derivados de petróleo, alimentos e extrativo – são os que mais pressionam a indústria como um todo. Juntos, eles respondem por cerca de 36% do setor industrial”, enfatizou Macedo.

Veículos, máquinas, equipamentos e produtos químicos em alta

Dentre as 18 atividades que tiveram resultado positivo em agosto, as que mais se destacaram foram as de veículos automotores, reboques e carrocerias (10,8%), máquinas e equipamentos (12,4%) e outros produtos químicos (9,4%). As três têm peso relevante sobre o setor como um todo e haviam recuado em julho

“A atividade de veículos automotores eliminou a queda de 6,0% verificada no mês anterior; a de máquinas e equipamentos interrompeu dois meses consecutivos de redução na produção, período em que acumulou perda de 13,7%; e outros produtos químicos voltou a crescer após recuar 7,8% em julho”, destacou Macedo.

Bens de capital e duráveis avançam

As quatro grandes categorias econômicas mostraram, na passagem de julho para agosto, comportamento oposto ao que haviam registrado de junho para julho - duas voltaram a crescer, enquanto as outras duas tiveram queda. Veja abaixo o resultado de cada uma delas:

  • bens de capital: cresceu 5,2% - após ter recuado em junho e julho, acumulando queda de 5,2%;
  • bens de consumo duráveis: cresceu 6,1%, após ter recuado 6,7% em julho;
  • bens intermediários: caiu 1,4%, após ter avançado 1,5% em julho
  • bens de consumo semi e não duráveis: caiu 1,4%, após ter avançado 1,8% em julho

“Com esses resultados, o setor industrial ainda não recupera as perdas do passado recente e apesar da melhora no fluxo de insumos, matérias-primas e dos estoques, a situação permanece ainda distante da normalidade, o que afeta diretamente o custo de produção”, apontou o gerente da pesquisa.

Pelo lado da demanda doméstica, Macedo também ressaltou que, apesar das medidas de incremento de renda, as famílias continuam sendo afetadas negativamente por juros e inflação em patamares elevados. “Isso aumenta os custos de créditos, diminui a renda disponível e faz com que as taxas de inadimplência fiquem em níveis mais elevados”, acrescentou.

Crescimento interanual X base de comparação baixa

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção industrial brasileira cresceu 2,8%, resultado que interrompe dois meses consecutivos de queda neste tipo de comparação. Todavia, esse crescimento se deve, sobretudo, à baixa base de comparação, conforme enfatizou o gerente da pequisa.

“É importante destacar que o crescimento observado no índice mensal de agosto foi influenciado não só pelo efeito calendário, já que agosto desse ano teve um dia útil a mais do que em 2021, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que em agosto de 2021 a atividade industrial recuou 0,6% e interrompeu, naquele momento, 11 meses consecutivos de taxas positivas”, ponderou Macedo.

Houve predomínio de taxas positivas na comparação interanual, com aumentos em todas as quatro grandes categorias econômicas e em 15 dos 26 ramos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (19,3%), outros produtos químicos (10,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,0%) e produtos alimentícios (3,2%).

Do lado oposto, entre as 11 atividades em queda, partiu das indústrias extrativas (-7,3%) a influência negativa mais intensa, pressionada pela menor produção de minérios de ferro e óleos brutos de petróleo.

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sábado, 1 de outubro de 2022

Desemprego recua para 8,9% em agosto com recorde de trabalhadores sem carteira assinada, aponta IBGE

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País inicia o segundo semestre do ano com menor índice de desemprego desde 2015, puxado pela informalidade. Pressionado pelo recuo da inflação, rendimento real cresceu novamente.
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Por Daniel SIlveira, g1

Postado em 01 de outubro de 2022 às 11h40m

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Carteira de Trabalho e Previdência Social — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Carteira de Trabalho e Previdência Social — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Brasil começou o segundo semestre deste ano com índices de desemprego mais baixos em sete anos, consolidando tendência de recuperação do mercado de trabalho. Em contrapartida, bateu recorde histórico o número de trabalhadores sem carteira assinada no país. É o que apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, realizado por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a taxa de desemprego em agosto caiu para 8,9%, a menor desde julho de 2015, quando ficou em 8,7%.

Esta foi a sexta queda seguida da taxa de desemprego no país, que já mantinha uma trajetória de declínio desde março do ano passado. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o resultado de agosto consolida a tendência de recuperação do mercado de trabalho no Brasil.

Em números absolutos, o país encerrou agosto com um contingente de, aproximadamente, 9,7 milhões de desempregados - o menor nível desde novembro de 2015 - cerca de 4,2 milhões a menos que em agosto do ano passado, o que representa uma queda de 30,1% em um ano.

Na comparação com o trimestre terminado em julho, o recuo foi de aproximadamente 2%, o que representa cerca de 200 mil trabalhadores a menos na fila do desemprego.

Também diminuiu o número de pessoas subutilizadas no mercado de trabalho, cujo total foi estimado em 23,9 milhões de trabalhadores - 1,5 milhão (ou 5,8%) a menos na comparação trimestral e 7,4 milhões (ou 23,6%) a menos no confronto anual.

O contingente de subutilizados é formado por:

  • 9,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 6,4 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 7,9 milhões de pessoas na força de trabalho potencial: que poderiam trabalhar, mas não trabalham, grupo que inclui 4,3 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,6 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Com isso, a taxa composta de subutilização ficou em 20,5%, a menor desde o trimestre terminado em maio de 2016.

Principais destaques da pesquisa:

  • Desemprego caiu para 8,9%, menor índice da série desde o trimestre encerrado em julho de 2015
  • Número de desempregados recuou para 9,7 milhões de pessoas, patamar mais baixo desde novembro de 2015
  • Contingente de pessoas ocupadas bateu novo recorde: 99 milhões
  • População subutilizada caiu para 23,9 milhões de pessoas, 23,6% a menos que em agosto do ano passado
  • Pessoas fora da força de trabalho se manteve estável em 64,6 milhões de pessoas
  • População desalentada (que desistiu de procurar trabalho) foi estimada em 4,2 milhões, estável na comparação trimestral, mas 18,5% menor no confronto anual
  • Taxa de informalidade foi de 39,7% da população ocupada
  • Número de trabalhadores informais chegou a 39,3 milhões
  • Número de empregados sem carteira assinada foi o maior da série: 13,2 milhões
  • Número de empregados com carteira de trabalho assinada subiu para 36 milhões
  • Trabalhadores por conta própria atingiram 25,9 milhões de pessoas
  • Número de trabalhadores domésticos subiu para 5,9 milhões de pessoas
  • Número de empregadores foi de 4,3 milhões de pessoas
  • Rendimento real habitual ficou em R$ 2.713 - 3,1% a mais que no trimestre anterior, mas estável na comparação anual
Recorde na ocupação

A melhora nos índices de desemprego, no entanto, não foi puxada pela redução do número de desempregados, mas pelo aumento da população ocupada no mercado de trabalho brasileiro, que bateu novo recorde da série histórica, iniciada em 2012, somando cerca de 99 milhões de pessoas.

Em um ano, o contingente de ocupados aumentou em 7,3 milhões de trabalhadores, o que corresponde a um crescimento de 7,9% no período. Já na comparação com o trimestre terminado em julho, a alta foi de 1,2 milhão, pouco mais de 1%. Com isso, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012.

O nível de ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 57,1%, com crescimento tanto no confronto trimestral, sobretudo no anual - em agosto do ano passado era de 53,4%.

Segundo o IBGE, três atividades influenciaram o aumento da ocupação e consequente queda no desemprego: comércio, administração pública e outros serviços, que tiveram o número de ocupados aumentado em, respectivamente, 566 mil, 488 mil pessoas e 211 mil pessoas.

O ingresso da maior parte dos 7,3 milhões de trabalhadores que se ocuparam no mercado desde agosto do ano passado se deu por meio da carteira assinada no setor privado - foram assinadas 3 milhões de carteiras em um ano, o que corresponde a 41% do contingente dos novos ocupados e a um aumento de 7,9% na comparação com igual período de 2021.

Outros 1,8 milhão de trabalhadores foram ocupados sem carteira assinada. Embora em menor número, este incremento de informais fez com que o contingente de trabalhadores nesta condição atingisse o maior patamar da série histórica iniciada em 2012, de 13,2 milhões de pessoas, 16% a mais que no mesmo período do ano passado.

Já a quantidade de trabalhadores por conta própria ficou estável em 25,9 milhões de pessoas, enquanto o número de empregados no setor público cresceu 4,1% e chegou a 12,1 milhões.

Aumento do rendimento real

A Pnad mostrou, também, que o rendimento real habitual cresceu pelo segundo mês consecutivo, após dois anos sem crescimento. Esse resultado se deu, sobretudo, por conta da pressão inflacionária.

Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 2.713 – estável na comparação com agosto do ano passado, mas 3,1% acima do apurado no trimestre anterior

“Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também são fatores que colaboram”, diz Beringuy.

O maior aumento percentual do rendimento real se deu entre os empregadores – subiu 11,5%, cerca de R$ 689 a mais. Entre o grupo de empregados com carteira de trabalho assinada, o crescimento foi de 2% (mais R$ 51).

Entre os setores, se destacaram “agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura”, com alta de 7,2% (R$ 123 a mais), “Indústria”, que subiu 4,4% (R$ 111), “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, com 3,5% (R$ 77), “Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas”, com alta de 5,5% (R$ 205).

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