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domingo, 21 de março de 2021

Com aumento de incertezas, pessimismo com a economia já atinge estimativas para 2022

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Alguns analistas apontam que economia brasileira terá dificuldade para crescer mais de 2% no próximo ano. País enfrenta quadro de piora fiscal, lida com aumento de juros e incerteza política e vê cenário externo mais desafiador.
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Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1

Postado em 21 de março de 2021 às 12h30m

 .*  Post. N. = 0.235  *.  

Depois do tombo de 4,1% no PIB no ano passado, a expectativa era que a economia mostrasse uma recuperação significava este ano e no próximo. Mas o pessimismo está se alastrando, e não se restringe a este ano: nas últimas semanas, parte dos bancos e das consultorias começou a revisar para baixo a projeção para o desempenho para 2022.

No relatório Focus, do Banco Central, os analistas consultados projetam que a atividade econômica deve crescer 2,5% no ano que vem. Mas já há economistas que avaliam que o PIB deve ter dificuldade para superar o patamar de 2% no próximo ano.

O banco Itaú, por exemplo, reduziu a projeção de crescimento de 2022 de 2,5% para 1,8%. Num movimento similar, a consultoria MB Associados diminuiu de 2,4% para 1,8% a previsão de alta do PIB.

A dificuldade prevista para 2022 se soma a um cenário de bastante cautela já presente neste ano diante do descontrole da pandemia de coronavírus. Com a disparada de mortes provocadas pela Covid-19 e o lento ritmo de vacinação, os economistas avaliam que o PIB deve crescer pouco mais de 3% em 2021, sem recuperar as perdas de 2020.

São vários os fatores que têm contribuído para uma visão mais pessimista para o Brasil no médio prazo. Nessa lista estão a piora fiscal enfrentada pelo país, o aumento da taxa de juros, a incerteza com a eleição presidencial do próximo ano e o comportamento da economia global.

Por ora, os efeitos diretos da pandemia de coronavírus, como a abertura e fechamento de atividades consideradas não essenciais, não são vistos como uma grande ameaça para 2022. A expectativa é que a economia comece um processo de reabertura mais consistente a partir do segundo semestre de 2021. Mas, se o Brasil falhar no ritmo de vacinação, o cenário para o próximo ano pode ser ainda mais difícil.

Piora fiscal

A situação das contas públicas tem preocupado analistas desde 2014, quando o endividamento do país passou a crescer.

No ano passado, com todas as medidas adotadas para mitigar o avanço da pandemia de coronavírus, a dívida bruta do Brasil chegou a 89,3% do PIB – o patamar é considerado elevado para uma economia emergente como brasileira.

Com o descontrole da pandemia e a lenta vacinação, a dívida bruta deve crescer ainda mais em 2021 diante da necessidade do governo de socorrer famílias e empresas afetadas pela crise sanitária. Embora haja espaço no orçamento, a equipe econômica decidiu, por exemplo, bancar a nova rodada do Auxílio Emergencial com crédito extraordinário, ou seja, com mais endividamento. Neste ano, o benefício deve custar R$ 44 bilhões.

A expectativa de piora das contas públicas e a falta de clareza com o futuro das finanças do país preocupam e afastam os investidores. Como consequência, a percepção de risco sobre a economia brasileira cresce, desencadeando uma desvalorização do real e um aumento da inflação.

"O principal ponto é o problema fiscal do Brasil", diz Luka Barbosa, economista do banco Itaú. "O país tem uma dívida pública muito elevada para um país emergente. Esse problema eleva o prêmio de risco da economia brasileira, faz a taxa de câmbio depreciar, aumenta a inflação e torna necessária a subida de juros." 
Alta dos juros

Na quarta-feira (17), o BC deu início ao ciclo de alta da taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu boa parte dos analistas e aumentou a Selic em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano – a aposta majoritária era de uma subida de 0,50 ponto.

Juros mais alto encarem a tomada de crédito, afetando o consumo das famílias e os investimentos das empresas.

Copom eleva taxa básica de juros de 2% para 2,75% ao ano
Copom eleva taxa básica de juros de 2% para 2,75% ao ano

Mesmo com uma atividade enfraquecida, o Banco Central tem sido pressionado pela inflação. Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 5,2% em 12 meses e ficou próximo do teto da meta do governo, que é de 5,25%.

Nas projeções da consultoria MB Associados, a Selic deve encerrar este ano em 5,5% e vai chegar a 6,5% em 2022.

"O aumento dos juros tira efeitos de crescimento especialmente de consumo e investimento", afirma o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale. "O setor imobiliário, por exemplo, que se beneficiou da taxa de juros a 2% terá na taxa de 5,5% e 6,5% um momento mais difícil para vendas financiadas." 
Dúvida eleitoral

Com tantos problemas na economia, o Brasil caminha para a próxima a eleição presidencial com uma serie de desequilíbrios. No debate político, a principal dúvida será como o país vai encaminhar uma agenda de reformas, sobretudo na área fiscal, para acertar as contas públicas.

Por ora, na leitura dos analistas, os principais candidatos serão o atual presidente Jair Bolsonaro e o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que passou a ser elegível no início deste mês.

"O cenário eleitoral deve se consolidar numa disputa entre Bolsonaro e Lula. A gente acha bastante difícil uma construção de centro porque não está fácil achar um nome", afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria Tendências.

Os dois candidatos despertam incerteza. Depois de mudar o comando da Petrobras, o mercado passou a questionar se Bolsonaro vai adotar uma posição intervencionista na economia e, para o futuro, qual será a cara da equipe econômica num eventual segundo mandato. Na quinta-feira (18), uma nova névoa sobre o rumo da política econômica. Foi a vez de André Brandão deixar o cargo de presidente do Banco do Brasil.

André Brandão renuncia e governo indica diretor de consórcios à presidência do BB
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Com Lula, a dúvida também é qual deve ser a cara do programa econômica apresentado pelo petista se ele participar da disputa.

"O cenário de 2022 vai ser de bastante volatilidade e de aumento de riscos, seja por essas potenciais novas políticas (econômicas) do Bolsonaro e, claro, pela disputa eleitoral, com uma dúvida de qual será a política apresentada pelo Lula", diz Alessandra.

A consultoria Tendências projeta que o PIB de 2022 deve crescer 2,5%, mas, diante de todas as incertezas, avalia que há um risco dessa previsão ser revisada para baixo.

"A questão é se haverá uma condução da política minimamente responsável", afirma Marcelo Fonseca, economista do Opportunity Total. "O sistema político tem de entender que é a solvência do estado brasileiro que está em xeque." 
Cenário externo

O Brasil também lida com um cenário internacional mais desafiador.

Com a economia dos Estados Unidos dando sinais de aquecimento, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) pode promover um aumento das taxas de juros antes do esperado pelo mercado com o objetivo de controlar a inflação.

FED mantém taxa de juros e faz previsões otimistas para a econmia dos EUA
FED mantém taxa de juros e faz previsões otimistas para a econmia dos EUA

Uma alta dos juros nos EUA tem potencial para atrair recursos aplicados em economias consideradas mais arriscadas, como a brasileira.

"É mais um fator de incerteza, e os países que apresentam riscos maiores vão sofrer muito mais", diz Alessandra, da Tendências.

O governo do presidente Joe Biden conseguiu aprovar um pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão, o que deve dar um fôlego extra para a economia norte-americana.

Na quarta-feira (19), o Fed decidiu manter as taxas de juros próximas de zero até 2024 e aumentou a projeção de crescimento para este ano de 4,5% para 6,5%.

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sexta-feira, 19 de março de 2021

Micro e pequenas empresas criaram 75% das vagas formais de emprego em janeiro, diz Sebrae Foram 195,6 mil vagas de trabalho criadas. Resultado é quase o dobro do mesmo mês de 2020.

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Foram 195,6 mil vagas de trabalho criadas. Resultado é quase o dobro do mesmo mês de 2020.
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Por G1

Postado em 19 de março de 2021 às 19m35m

 .*  Post. N. = 0.234  *. 

Pequenos negócios geraram 75% dos empregos formais em janeiro — Foto: Reprodução PEGN
Pequenos negócios geraram 75% dos empregos formais em janeiro — Foto: Reprodução PEGN

As micro e pequenas empresas criaram 195,6 mil vagas de trabalho formal em janeiro deste ano, quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2020, quando foram geradas 103,9 mil vagas.

A análise foi feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O saldo positivo em janeiro correspondeu a 75% de todos os 260.353 empregos formais gerados por todas as empresas do país no mês. Foi o sétimo mês consecutivo que os pequenos negócios lideraram a geração de postos de trabalho no país.

As médias e grandes empresas saíram de um saldo negativo em 2020, com 2.887 postos de trabalho encerrados, para 41,6 mil novos empregos criados em janeiro.

Nos últimos seis meses, os pequenos negócios criaram 1,1 milhão de novos empregos. Já os médios e grandes criaram 385,5 mil novos postos de trabalho.

Os setores que mais contribuíram para os saldos positivos foram:

  • Serviços;
  • Indústria de transformação;
  • Construção.

O bom desempenho dos pequenos negócios confirma a força e a importância desse segmento para a economia brasileira, de acordo com Carlos Melles, presidente do Sebrae.

Em 2020, foram as micro e pequenas empresas que sustentaram o nível de emprego no país. Esse ano não deve ser diferente, afirma Melles.

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quarta-feira, 17 de março de 2021

Bitcoin: golpe usando nome de Elon Musk dá prejuízo de R$ 3 milhões a investidor

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Com a expansão do mercado de bitcoins, o número de golpes aumentou.
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TOPO
Por BBC

Postado em 17 de março de 2021 às 17h00m

 .*  Post. N. = 0.233  *. 

Sebastian conta que vai sempre se lembrar do momento em que perdeu o equivalente a R$ 3 milhões de reais — com muita raiva e vergonha. O alemão caiu no golpe de uma oferta falsa de bitcoin postada em uma conta falsa Twitter do empresário Elon Musk.

Sebastian tinha acabado de assistir a uma série do Netflix com sua mulher, que foi se deitar e o deixou na sala mexendo no celular. Foi quando ele viu um link para um evento postado em uma conta que parecia ser do Twitter do empresário Elon Musk, dono da Tesla.

"Cliquei no link e vi que ele estava dando Bitcoin de graça!", conta Sebastian à BBC.

Havia um cronômetro com uma contagem regressiva e o site prometia aos participantes do evento devolver em dobro a quantidade de bitcoin (uma moeda virtual) investida.

A competição aparentemente estava sendo conduzida pela equipe de Elon Musk. Ele convidava as pessoas a enviarem de 0,1 bitcoin (cerca de R$ 30 mil) a 20 bitcoins (aproximadamente R$ 6 milhões) e a equipe enviaria de volta o dobro da quantia.

Caindo no golpe

Sebastian checou duas vezes a marca de 'perfil verificado' ao lado do nome de Elon Musk no Twitter e ponderou se enviaria cinco ou dez bitcoins.

"'Lucre o máximo possível', pensei, isso é definitivamente real, então enviei 10 bitcoins (equivalente a R$ 3 milhões)", conta ele.

Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
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Pelos 20 minutos seguintes, enquanto o cronômetro diminuía, Sebastian esperou que o prêmio caísse em sua carteira de investimento em bitcoin. Em sua casa na cidade da Colônia, na Alemanha, ele atualizava a tela a cada 30 segundos. Viu o falso Elon Musk fazer uma nova postagem enigmática e se assegurou de que a oferta era real.

Mas lentamente o cronômetro foi chegando a zero e ele percebeu que era uma grande farsa.

"Enfiei minha cabeça nas almofadas do sofá. Meu coração estava batendo muito forte. Percebi que tinha acabado de jogar fora algo que faria toda diferença para minha família, meu fundo de aposentadoria, todas as próximas férias com meus filhos", conta.

"Subi as escadas e sentei-me na beira da cama para contar à minha esposa. Ela acordou e eu contei que tinha cometido um grande erro", afirma.

Sebastian, que pediu que a BBC não usasse seu nome verdadeiro, não dormiu naquela noite.

Em vez disso, ele passou horas enviando e-mails para o site do golpe e tuitando para a conta do Twitter de Elon Musk para tentar recuperar parte ou todo o seu dinheiro. Mas depois ele acabou aceitando que tinha perdido o dinheiro para sempre.

Enquanto isso, em Amsterdã, analistas da empresa Whale Alert assistiam horrorizados enquanto os 10 bitcoins de Sebastian eram transferidos e sacados anonimamente alguns dias depois. A empresa de análise de blockchain (o sistema de registro de transações de bitcoins) vem tentando fazer as autoridades tomarem medidas contra os golpes há meses, mas diz que nada está sendo feito.

Os analistas usam os dados de blockchain, que são públicos e mostram todo o movimento de criptomoedas em tempo real, para detectar tendências e rastrear dinheiro.

Eles identificaram quais carteiras de bitcoin são operadas pelos golpistas e rastrearam a quantidade crescente de dinheiro que eles estão ganhando. O 10 bitcoins de Sebastian foram a maior quantia que eles registraram sendo perdida em uma única transação.

Conta falsa respondeu a uma postagem enigmática de Musk com um link para o golpe — Foto: BONGKARN THANYAKIJ / EYEEM/ BBC
Conta falsa respondeu a uma postagem enigmática de Musk com um link para o golpe — Foto: BONGKARN THANYAKIJ / EYEEM/ BBC

Somas recordes

Os pesquisadores dizem que os golpistas estão obtendo somas recordes em 2021. Os criminosos que aplicam esse mesmo tipo de golpe (de oferecer aumentar o investimento ou dar brindes em troca de dinheiro enviado) já ganharam mais de US$ 18 milhões nos primeiros três meses deste ano, em comparação com os US$ 16 milhões roubados em 2020.

Os dados também sugerem que o número de vítimas este ano deve ser maior que os dos anos anteriores. Em 2020, cerca de 10,5 mil pessoas caíram nas fraudes, mas nos primeiros meses deste ano os pesquisadores dizem que rastrearam 5,6 mil pessoas que enviaram dinheiro.

O fundador da Whale Alert, Frank van Weert, diz que é difícil explicar por que os golpes estão não apenas prevalecendo, mas também estão se tornando mais bem-sucedidos.

As técnicas dos criminosos não mudaram muito desde que os golpes surgiram em 2018.

Em alguns casos, como o que enganou Sebastian, eles fazem perfis parecidos com os reais e respondem aos posts dos donos originais, o que faz parecer que a conta original fez a postagem. Em outros, os criminosos invadem contas de pessoas proeminentes para garantir que elas tenham a marca de verificação azul quando o golpe é publicado.

Golpistas também já invadiram a conta de Elon Musk e também de celebridades como Bill Gates e Kim Kardashian.

O Twitter é uma plataforma popular para os golpes, mas eles também são aplicados pelo YouTube, pelo Facebook e pelo Instagram.

Ampliação do mercado de Bitcoin

"Não temos nenhum dado para explicar, mas pode estar relacionado à ampliação do mercado de bitcoin. Quando o preço do bitcoin sobe, as pessoas enlouquecem e muitos são novos no mercado e acreditam na ideia de fazer dinheiro rápido", afirma Van Weert.

"Também parece bastante plausível que alguém como Elon Musk, um grande defensor da criptomoeda, doasse bitcoin. As pessoas que caem nos golpes não são ignorantes. Recebemos e-mails de pessoas que perderam bitcoin e eles são muito articulados", afirma.

O Van Weert também acredita que alguns dos maiores sites de criptomoedas que distribuem bitcoins para promover seus serviços podem ter contribuído para a confusão das pessoas.

'Eu não sou um idiota'

Três semanas depois, Sebastian, de 42 anos, ainda está claramente envergonhado. Ele começa a conversa por e-mail com a BBC afirmando que cair em golpes é "normal" e que ele "não é o maior idiota do mundo".

"Estudei e tenho um bom trabalho de marketing na indústria de TI. Moro com minha esposa e dois filhos e temos uma bela casa com jardim. Eu fui ganancioso naquela noite e isso me deixou cego", afirma.

Ele afirma que investiu 40 mil euros em bitcoin em 2017 e rapidamente recuperou seu dinheiro com o aumento do valor das moedas no mercado. Ele sacou o dinheiro e recebeu seu dinheiro inicial de volta, mas depois observou com entusiasmo ao longo dos anos como as 10 moedas passaram a valer quase 500 mil euros.

Sebastian quer que as autoridades internacionais ajam contra os golpistas e gostaria que os proprietários dos mercados de bitcoin combatessem o problema de forma pró-ativa.

"É muito fácil roubar bitcoin. Todas as plataformas devem saber quem são seus clientes e saber se uma carteira específica está sendo usada por ladrões", afirma.

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BC dos EUA mantém juros próximos a zero e vê melhora na economia do país

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Federal Reserve também decidiu manter o programa de compras de títulos de ao menos US$ 120 bilhões ao mês.
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Por G1

Postado em 17 de março de 2021 às 16h15m

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O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) manteve sua taxa de juros estável entre zero e 0,25% nesta quarta-feira (17), e apontou que a economia tem dado sinais de melhora.

"Depois de uma moderação no ritmo da recuperação, os indicadores de atividade econômica e de emprego melhoraram recentemente, ainda que os setores mais adversamente afetados pela pandemia permaneçam fracos", disse o colegiado.

Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020)  — Foto: Kevin Lamarque / Reuters
Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) — Foto: Kevin Lamarque / Reuters

Em seu comunicado de decisão de política monetária divulgado após reunião de dois dias, o Fed se comprometeu ainda a dar continuidade ao seu programa de compra de títulos de ao menos US$ 120 bilhões ao mês, "até que haja progressos substanciais m direção às metas de emprego máximo e estabilidade de preços do Comitê".

O comitê indicou ainda que a taxa de juros pode permanecer próxima ao piso por algum tempo: no documento, o Fed afirma que será 'apropriado' manter essa taxa até que as condições do mercado de trabalho "alcancem um nível consistente com as avaliações do comitê sobre emprego máximo, e que a inflação chegue a 2% e esteja a caminho de exceder moderadamente os 2% durante algum tempo".

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Governo mantém estimativa para aumento do PIB em 3,2%, mas prevê inflação mais alta em 2021

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Expectativa de inflação subiu de 3,23% para 4,4%, acima do centro da meta prevista para este ano, que é de 3,75%. Informação foi divulgada por meio do Boletim Macrofiscal.
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Postado em 17 de março de 2021 às 10h00m

 .*  Post. N. = 0.231  *. 

Ministério da Economia aumenta a projeção da inflação oficial do país, o IPCA, para este ano
Ministério da Economia aumenta a projeção da inflação oficial do país, o IPCA, para este ano

O Ministério da Economia manteve em 3,2% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17) pela Secretaria de Política Econômica da pasta, por meio do Boletim Macrofiscal.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de Covid-19 e ao aumento no número de contaminados e de mortes provocadas pela doença, que também tem gerado reflexos negativos na economia.

"As incertezas são elevadas com os desafios de enfrentamento à pandemia, mas deve-se considerar os indicadores no primeiro bimestre que apontam continuidade da recuperação da atividade econômica", informou o Ministério da Economia.

De acordo com a área econômica, a manutenção de uma "política monetária em terreno acomodatício", ou seja, juros baixos, a expansão da vacinação, o controle dos gastos públicos públicos e a continuidade das reformas estruturais "possibilitarão a elevação da confiança e maior vigor da atividade ao longo de 2021".

Paulo Guedes disse que não há economia sem saúde
Paulo Guedes disse que não há economia sem saúde

Pandemia

Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, a manutenção da previsão de alta do PIB em 3,2% para este ano considerou fatores positivos e negativos para o nível de atividade.

Entre os fatores positivos, ele listou uma taxa de carregamento estatístico maior, por conta da alta do PIB no quatro trimestre de 2020, de um cenário internacional favorável devido a juros baixos e previsão de maiores exportações com a alta do dólar, além de poupança interna elevada.

Por outro lado, ele avaliou que a piora da pandemia tem efeitos ruins sobre a economia.

O recrudescimento da pandemia foi muito forte. Junto com as medidas para impedir a propagação do vírus, geram efeitos negativos [na atividade]. No balanço, achamos que o mais prudente é manter a projeção atual [de alta de 3,2% no PIB de 2021]. Se for necessário, faremos as mudanças devidas", afirmou.

Expectativa do mercado

A expectativa do mercado financeiro, apurada na semana passada, é de que o PIB tenha uma alta de 3,23% em 2021.

No fim de 2020, o BC estimou um alta de 3,8% para o nível de atividade neste ano, mas, em janeiro deste ano, avaliou que a pandemia pode gerar uma "reversão temporária da retomada econômica".

Em 2020, a economia brasileira registrou um tombo de 4,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o maior recuo anual da série iniciada em 1996.

Para o ano de 2022, a previsão oficial de alta do PIB do governo federal foi mantida em 2,5%.

Alta da inflação

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o Ministério da Economia elevou sua projeção de 3,23% para 4,4% em 2021.

Com o novo aumento, a expectativa de inflação do mercado continua acima da meta central deste ano, de 3,75%. Pelo sistema de metas, não haverá descumprimento se a inflação oscilar entre 2,25% e 5,25% em 2021.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

"O principal responsável pela elevação da projeção foi o preço dos alimentos. Todavia, as expectativas a partir de 2022 apontam convergência da inflação para o centro da meta", informou o Ministério da Economia.

A previsão da Secretaria de Política Econômica para a inflação está abaixo da estimativa do mercado financeiro - de uma alta de 4,6% em 2021.

Reformas

De acordo com o Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, o caminho para o "maior crescimento econômico" passa pela continuidade da agenda de reformas estruturais e políticas de consolidação fiscal, ou seja, o ajuste das contas públicas para conter a alta de gastos.

Segundo o governo, a agenda legislativa "avançou nos últimos dois anos e ainda progredirá mais".

"Dessa forma, a vacinação em massa vai garantir o retorno mais rápido do mercado de trabalho via redução das medidas restritivas de combate à pandemia; a consolidação fiscal vai manter um ambiente econômico propício ao investimento privado, à estabilidade da inflação e ao risco-país menor; e reformas pró-mercado vão dinamizar o crescimento de longo prazo da economia brasileira", acrescentou o Ministério da Economia.

Segundo o governo, "diversos projetos relevantes" estão sendo discutidos com o Senado Federal e com a Câmara dos Deputados neste ano.

A área econômica citou a reforma tributária e a reforma administrativa, que considera ser "muito relevantes no contexto atual e irão permitir a racionalização e simplificação do sistema tributário e a modernização da administração pública, respectivamente".

"No setor de infraestrutura, há várias ações em debate que deverão gerar resultados positivos no próximo ano: Modernização do setor elétrico; Debêntures de infraestrutura; Marco Legal das ferrovias", concluiu.

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terça-feira, 16 de março de 2021

Brasileiros dizem que país deve ter indústria forte e que setor precisa de apoio, diz estudo

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De acordo com o levantamento realizado pela CNI, para a população, a indústria segue como o setor mais importante para o crescimento do país.
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Por G1

Postado em 16 de março de 2021 às 23h05m

 .*  Post. N. = 0.230  *. 

Linha de montagem da Fiat em Betim  — Foto: Patrícia Fiúza/G1
Linha de montagem da Fiat em Betim — Foto: Patrícia Fiúza/G1

Os brasileiros acreditam que o país deve ter como prioridade uma indústria forte e que o setor precisa de apoio e é importante na criação de empregos.

Os dados integram uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional Indústria (CNI) nesta quarta-feira (17). Os principais pontos do levantamento são:

  • 97% da população avalia que, para a economia do Brasil crescer, é necessário que a indústria também cresça; e
  • 94% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte que o Brasil precisa investir mais em sua indústria.

O levantamento da CNI ouviu 2 mil pessoas entre os dias 5 e 8 de dezembro do ano passado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa apontou que, na avaliação da população, a indústria segue como o setor mais importante para o crescimento do país, embora essa percepção tenha recuado nos últimos anos.

Em 2020, 24% dos entrevistados classificaram a indústria como o setor mais importante para o crescimento, seguida pela agricultura, citada por 22%. Em 2014, essa relação era de 33% e 17%, respectivamente.

Setores mais importantes para a economia — Foto: Economia G1
Setores mais importantes para a economia — Foto: Economia G1

Competitividade

O levantamento mostrou que os brasileiros reconhecem a dificuldade da indústria. Segundo a CNI, 85% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte que a indústria brasileira enfrenta custos elevados.

A pesquisa capturou ainda que 79% da população concorda totalmente ou em parte que o setor industrial brasileiro prejudicado pela concorrência com produtos importados.

"Apesar de reconhecer os problemas enfrentados pela Indústria brasileira, 68% concordam totalmente ou em parte que a Indústria brasileira é capaz de concorrer com as de outros países. Em 2014, 71% concordavam total ou parcialmente com essa afirmativa, de modo que se verifica uma oscilação para baixo, mas dentro da margem de erro da pesquisa", destacou o estudo da CNI. 
Emprego

A pesquisa também relevou que a indústria aparece na segunda posição (16%) como o setor preferido para iniciar a carreira. A liderança é do comércio (22%).

Em 2014, a liderança era da indústria (23%), seguida pela administração pública (18%).

Setor preferido para iniciar a carreira profissional — Foto: Economia G1
Setor preferido para iniciar a carreira profissional — Foto: Economia G1

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