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quarta-feira, 10 de março de 2021

Desemprego bate recorde em 20 estados brasileiros em 2020, diz IBGE

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As maiores taxas médias do ano foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul do país. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, desemprego recuou em apenas cinco estados.
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro

Postado em 10 de março de 2021 às 12h05m

 .*  Post. N. = 0.228  *. 

Foto registrada em 25 de março de 2020 mostra mulher caminhando no centro de Madureira, na Zona Norte do Rio, com comércio fechado — Foto: Marcos Serra Lima/G1
Foto registrada em 25 de março de 2020 mostra mulher caminhando no centro de Madureira, na Zona Norte do Rio, com comércio fechado — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Os impactos negativos da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho levaram 20 estados brasileiros a registrarem recorde da taxa média de desemprego em 2020. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados regionais acompanharam a média nacional. Conforme divulgado pelo IBGE na última semana de fevereiro, a taxa média anual de desemprego do país em 2020 foi de 13,5%, a maior de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul. Somente em sete estados a taxa de desemprego média do ano não bateu recorde. São eles: Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, e Santa Catarina.

Somente sete estados não registraram taxa de desemprego recorde em 2020, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1
Somente sete estados não registraram taxa de desemprego recorde em 2020, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1

Dentre os 20 estados que registraram recorde, 12 tiveram taxa superior à média nacional. Os estados nos quais a taxa foi menor que a média do país são: Rondônia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

A pesquisa mostrou, também, que:

  • Em 15 estados, mais da metade da população estava desempregada;
  • RJ foi o único estado fora do Norte e Nordeste com menos da metade da população ocupada;
  • Queda disseminada da informalidade pelo país puxou alta do desemprego;
  • No 4º trimestre, desemprego caiu em apenas cinco estados;
  • Desemprego foi maior entre mulheres, jovens, pretos e pardos;
  • Bahia tinha o maior número de desalentados do país;
  • Piauí teve a maior taxa de trabalhadores subutilizados; Santa Catarina, a menor;
  • Amapá tinha a maior proporção de trabalhadores por conta própria; DF, a menor;
  • Maranhão tinha o menor percentual de carteira assinada; Santa Catarina, o maior;
  • Rendimento médio caiu no Sudeste e Nordeste no 4º trimestre.
IBGE: 20 estados batem recorde de desemprego em 2020
IBGE: 20 estados batem recorde de desemprego em 2020

Menos da metade da população ocupada

Em 15 estados, a maioria do Norte e Nordeste, o nível de ocupação ficou abaixo de 50% em 2020. Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar nestes estados estava ocupada no ano. Na média nacional, foi a primeira vez que isso aconteceu.

O nível de ocupação mais baixo foi registrado em Alagoas. O Rio de Janeiro foi o único estado fora do Norte e Nordeste onde o nível de ocupação ficou abaixo de 50%.

Na maioria dos estados, mais da metade da população em idade de trabalhar estava desempregada em 2020 — Foto: Economia/G1
Na maioria dos estados, mais da metade da população em idade de trabalhar estava desempregada em 2020 — Foto: Economia/G1

De acordo com o IBGE, a população ocupada em todo país foi reduzida em cerca de 7,3 milhões de pessoas na comparação com 2019. São Paulo foi o estado com o maior contingente de trabalhadores perdidos - quase 2 milhões (1.994 milhão) em um ano. Em seguida, vem Minas Gerais, com 820 mil a menos, e Bahia, com redução de 626 mil ocupados no período.

Queda da informalidade reduziu a ocupação no país

O IBGE destacou que a crise no mercado de trabalho afetou, inclusive, o trabalho informal no país, considerado a porta de mais fácil acesso à ocupação. E foi a queda do número de trabalhadores informais a principal responsável pelos recordes da taxa de desemprego e baixo nível de ocupação.

A queda da informalidade não está relacionada a mais trabalhadores formais no mercado. Está relacionada ao fato de trabalhadores informais terem perdido sua ocupação ao longo do ano, explicou Adriana Beringuy.

São considerados trabalhadores informais, segundo o IBGE, aqueles ocupados sem carteira, os trabalhadores domésticos sem carteira, os empregadores sem CNPJ, os que trabalham por conta própria sem CNPJ e os trabalhador familiar auxiliar.

O levantamento mostrou que a taxa média de informalidade do país caiu 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020.

Entre os estados, 19 superaram a média nacional - variou de 39,1%, em Goiás, até 59,6% no Pará. Em sete desses estados, a taxa ultrapassou 50%.

Apenas São Paulo (29,6%), Distrito Federal (28,2%) e Santa Catarina (26,8%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.

No 4º trimestre, apenas cinco estados registraram queda do desemprego

Na média nacional, a taxa de desemprego caiu de 14,6% para 13,9% na passagem do terceiro para o quarto trimestre. Entre os estados, no entanto, essa redução foi observada em apenas cinco: Minas Gerias, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão e Roraima.

Em alguns outros estados, embora tenha havido uma tendência de redução da taxa, ela não foi significativa estatisticamente. A realidade da grande maioria dos estados brasileiros é de taxas bem maiores do que era um ano atrás, afirmou a analista da pesquisa Adriana Beringuy. 
Desemprego maior entre mulheres, jovens e pretos e pardos

No último trimestre de 2020, o desemprego atingia mais as mulheres, os jovens e os pretos e pardos, segundo o IBGE.

A taxa de desemprego entre os homens foi de 11,9%, enquanto entre as mulheres ela chegou a 16,4% - uma diferença de 4,5 pontos percentuais (p.p.) - e ficou acima da média nacional.

Entre as pessoas autodeclaradas pretas, a taxa foi de 17,2%, enquanto a dos pardos foi de 15,8%, ambas acima da média nacional. Já entre os brancos a taxa foi de 11,5%.

Ao analisar a população desempregada por faixa etária, o IBGE identificou que a taxa foi maior entre os mais jovens. Para o grupo de 14 a 17 anos de idade, ela foi de 42,7%, para o de 18 a 24 anos, de 29,8%, e para o de 25 a 39 anos, de 13,9%.

O desemprego também foi maior entre as pessoas com ensino médio incompleto, cuja taxa de desemprego foi de 23,7%, superior à dos demais níveis de instrução. Entre pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 16,9%, mais que o dobro da verificada entre aqueles com nível superior completo, de 6,9%.

Rendimento médio cai no Sudeste e Nordeste

Ainda de acordo com a pesquisa, na passagem do 3º para o 4º trimestre foi observada queda do rendimento médio real dos trabalhadores nas Regiões Sudeste e Nordeste de, respectivamente, 5,3% e 3,7%. Nas demais regiões, o indicador ficou estável.

Na média nacional, a redução foi de 4,2% no período, passando de R$ 2.616 para R$ 2.507. No Sudeste e Nordeste o rendimento médio no 4º trimestre foi, respectivamente, de R$ 2.903 e R$ 1.683.

Já a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos foi estimada em R$ 210,7 bilhões, ficando estável em relação ao 3º trimestre, quando foi estimada em R$ 210,3 bilhões.

Desalento maior na Bahia

Conforme divulgado anteriormente pelo IBGE, o país encerrou o 4° trimestre de 2020 com cerca de 5,8 milhões de pessoas desalentadas, que são aquelas que desistiram de procurar emprego, embora tivessem condições de assumir um trabalho caso surgisse uma oportunidade. O maior número de pessoas nesta condição estava na Bahia - 813 mil desalentados, o que corresponde a 14% de todo o contingente em desalento no país.

Na média nacional, o percentual de desalentados em relação à força de trabalho foi de 5,5%. No Maranhão e Alagoas, essa proporção mais que triplicava - 20,7% e 18,4%, respectivamente. Já os menores percentuais foram registrados por Mato Grosso (1,4%), Santa Catarina e Distrito Federal (ambos com 1,5%).

Menos carteira assinada no MA, e mais conta própria no AP

Ao analisar regionalmente a condição da ocupação, o IBGE identificou que, no 4º trimestre, as Regiões Nordeste (59,6%) e Norte (58,2%) apresentaram as menores taxas de carteira de trabalho assinada – na média nacional, essa taxa foi de 75%.

Entre os estados, o Maranhão foi o que registrou a menor taxa, de 48,5%, seguido pelo Pará (51,4%) e Piauí (52,0%). Já os maiores percentuais de carteira assinada foram observados em Santa Catarina (87,9%), Paraná (85,3%) e Rio Grande do Sul (83,9%).

Já os trabalhadores por conta própria em todo o país representavam 27% do total de ocupados. Os maiores percentuais de pessoas nesta condição de ocupação foram registrados nas regiões Norte (32,3%) e Nordeste (31,0%).

Entre os estados, o Amapá foi o que apresentou o maior percentual de conta própria (36,7%) seguido por Maranhão (34,3%) e Amazonas (34,2%).

Os menores percentuais de conta própria estavam no Distrito Federal (20,0%), São Paulo (23,2%), Alagoas (23,8%) e Mato Grosso do Sul (23,9%), sendo que os dois últimos foram os únicas com percentual abaixo de 25%.

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terça-feira, 9 de março de 2021

Dólar perde força e fecha em alta de 0,23%, com informações sobre PEC Emergencial

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Nesta terça-feira (9), moeda norte-americana registrou avanço de 0,23%, cotada a R$ 5,7919.
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Por G1

Postado em 09 de março de 2021 às 10h00m

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Painel eletrônico mostra o valor da cotação do Dólar, Euro e Libra Esterlina nesta terça-feira, 09 — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Painel eletrônico mostra o valor da cotação do Dólar, Euro e Libra Esterlina nesta terça-feira, 09 — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

O dólar perdeu força na tarde desta terça-feira (9) e fechou em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,7919, em meio a informações de que o texto da PEC Emergencial será mantido, após temores de desidratação depois de declarações do presidente Jair Bolsonaro na véspera.

Também impactou o mercado a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,8744. Veja mais cotações. No mês, a moeda acumulou avanço de 3,34%. No ano, de 11,66%.

Já a bolsa opera em alta após o tombo da véspera.

'Mercado vai ficar cada vez mais tenso' com polarização, diz economista
'Mercado vai ficar cada vez mais tenso' com polarização, diz economista

Cenário

Com a decisão de Fachin, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível para as eleições presidenciais de 2020. A decisão de Fachin será posteriormente avaliada pelo plenário do STF.

No fim de semana, a imprensa publicou levantamento do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) segundo o qual Lula teria mais potencial de voto do que Bolsonaro.

Mônica Waldvogel: Bolsa cai e dólar sobe após anulação de condenações de Lula
Mônica Waldvogel: Bolsa cai e dólar sobe após anulação de condenações de Lula

O receio de investidores de que o governo enverede por um caminho mais populista aumentou nas últimas semanas, depois de uma série de episódios em que, para o mercado, o presidente Jair Bolsonaro agiu deixando de lado princípios de uma política econômica liberal.

Destaque para a decisão do presidente de trocar o comando da Petrobras e os alertas feitos por ele de atuação em outras estatais e setores da economia, como energia.

Os mercados esperam ainda pela PEC Emergencial, que será discutida nesta terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário da Casa na quarta, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Variação do dólar em 2021 — Foto: G1
Variação do dólar em 2021 — Foto: G1

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segunda-feira, 8 de março de 2021

Preços no atacado seguem pressionando e inflação pelo IGP-DI vai a 29,95% em 12 meses

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Combustíveis exerceram as maiores influências de alta tanto no atacado quanto nos preços ao consumidor.
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Por G1

Postado em 08 de março de 2021 às 12h00m

 .*  Post. N. = 0.226  *. 

Os preços no atacado – e a alta dos combustíveis – voltaram a pressionar, e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou nova alta acentuada em fevereiro, de 2,71%.

A taxa ficou abaixo dos 2,91% de janeiro – mas levou o índice acumulado em 12 meses a 29,95%, informou nesta segunda-feira (8) a Fundação Getulio Vargas (FGV). É o maior patamar desde maio de 2003, quando a taxa foi de 30,05%.
IGP-DI fevereiro/21 — Foto: Economia/G1
IGP-DI fevereiro/21 — Foto: Economia/G1

Em apenas dois meses, o IGP-DI acumula alta de 5,69%. Em fevereiro de 2020, o índice variou 0,01% e acumulava elevação de 6,40% em 12 meses.

Subíndices

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor (IPA) teve desaceleração, para 3,40%, ante 3,92% em janeiro. Apesar disso, destaca a FGV, "dois dos três grupos componentes do índice ao produtor registraram avanços em suas taxas de variação: bens finais (0,79% para 1,80%) e bens intermediários (2,88% para 6,60%)".

Segundo componente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,54% em fevereiro, após variar 0,27% em janeiro. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-1,16% para 0,08%), Transporte (0,88% para 2,29%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,29%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,89% em fevereiro, ante 0,89% no mês anterior.
IGP-DI em 12 meses — Foto: Economia G1
IGP-DI em 12 meses — Foto: Economia G1

Combustíveis pesaram

Os combustíveis exerceram as maiores influências de alta tanto no atacado quanto nos preços ao consumidor. No primeiro caso, o maior peso veio da alta do diesel, de 14,08%. Já no segundo, a gasolina pesou mais, com alta de 5,90%.

Veja as maiores influências de alta em fevereiro:

ÍNDICE DE PREÇOS AO PRODUTOR AMPLO

  • Óleo Diesel: 14,08%
  • Bovinos: 6,81%
  • Gasolina automotiva: 19,20%
  • Adubos ou fertilizantes: 16,09%
  • Soja (em grão): 1,97%

ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

  • Gasolina: 6,90%
  • Plano e seguro de saúde: 0,82%
  • Etanol: 5,01%
  • Gás de bujão: 2,58%
  • Cebola: 15,07%

ÍNDICE NACIONAL DE CUSTO DA CONSTRUÇÃO

  • Vergalhões e arames de aço ao carbono: 21,34%
  • Tubos e conexões de ferro e aço: 11,56%
  • Tubos e conexões de PVC: 7,39%
  • Tijolo/telha cerâmica: 2,57%
  • Condutores elétricos: 3,78%

O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Venda de veículos novos cai 16,7% em fevereiro no Brasil, com crise e falta de insumos

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Segundo a Anfavea, estoque de automóveis novos no país só dá para 18 dias de vendas.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 05 de março de 2021 às 16h10m

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Segundo a Anfavea, mercado de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 16,7% em fevereiro para 167,4 mil veículos ante mesmo mês de 2020.  — Foto: Divulgação
Segundo a Anfavea, mercado de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 16,7% em fevereiro para 167,4 mil veículos ante mesmo mês de 2020. — Foto: Divulgação

A crise e falta de insumos na indústria tiveram reflexo negativo nas vendas internas de veículos em fevereiro. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 16,7% em fevereiro para 167,4 mil veículos ante mesmo mês de 2020.

No acumulado do ano, a retração foi de 14,2% no bimestre na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram licenciados 338,5 mil veículos em todo o país.

Os estoques continuam baixos. Com 98 mil unidades, indústria e concessionárias têm volume de veículos suficiente para 18 dias de vendas.

A indústria automobilística registrou, em fevereiro, queda de 3,5% na produção, com 197 mil veículos. No acumulado do ano, no entanto, houve ligeira melhora, com alta de 0,2% para 396,7 mil unidades.

IBGE: produção industrial avança pelo 9º mês seguido
IBGE: produção industrial avança pelo 9º mês seguido

Ao divulgar os dados de desempenho do setor no primeiro bimestre, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, apontou a escassez de componentes que afeta o ritmo das linhas de montagem. Segundo ele, além dos semicondutores, um problema que afeta o setor em todo o mundo, as montadoras têm enfrentado escassez de outros insumos, como plásticos, borracha, pneus e aço.

Moraes queixou-se, ainda, da pressão nos custos dos fretes, marítimo e aéreo, como consequência da desorganização logística mundial provocada pela pandemia.

Viveremos ainda momentos de muita emoção porque não vemos a solução desses problemas no curto prazo, destacou.

O nível de emprego continua em queda na indústria automobilística nas comparações anuais. As montadoras de veículos fecharam fevereiro com 104,6 mil funcionários, uma queda de 2,4% na comparação com um ano atrás.

Mas, na comparação com janeiro, houve acréscimo de vagas, puxada principalmente pela indústria de caminhões. Houve um crescimento de 1,2% no quadro efetivo do setor na comparação com o mês anterior.

Indústria se recupera e contrata
Indústria se recupera e contrata

Exportações

Com 33,1 mil unidades, as exportações de veículos registraram, no mês passado, o menor volume embarcado no mês de fevereiro desde 2015.

O volume representou uma queda de 12,2% na comparação com fevereiro de 2020. A receita, por outro lado, cresceu 10,4%, com US$ 607,9 milhões. O aumento do valor se deve, segundo a Anfavea, ao maior volume de exportações de caminhões.

No acumulado do ano, a exportação somou 58,1 mil veículos, uma alta de 0,2% na comparação com o primeiro bimestre de 2020. Isso representou receita de US$ 1,06 bilhão, alta de 15,9% antes mesmo período do ano passado.

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quinta-feira, 4 de março de 2021

Agronegócio brasileiro alimenta mais de 772 milhões de pessoas no mundo, diz estudo

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Em 2020, a produção de comida no Brasil supriu 212,235 milhões de pessoas no país e outras 560,365 milhões no exterior. Cálculo foi feito considerando a exportação de grãos e da carne bovina convertida em grãos.
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Por G1

Postado em 04 de março de 2021 às 15h15m

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O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire). — Foto: GettyImages
O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire). — Foto: GettyImages

O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire), divulgado nesta quinta-feira (4).

De acordo com a publicação, 212,235 destas pessoas são do Brasil e as outras 560,365 milhões são de outros países.

"A variação da população total alimentada pelo Brasil em 2019, de 809,472 milhões em relação a 2020, deve-se à variação de preços dos produtos nos dois anos considerados. Assim, pode-se afirmar que ao redor de 800 milhões de pessoas são alimentadas pelo Brasil, incluindo a população brasileira, afirmam os autores.

Segundo a pesquisa, nos últimos dez anos, a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões. Os produtos em destaque foram a carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

Com isso, a expectativa é de que a contribuição do país para o abastecimento mundial aumente nos próximos anos.

Calculando

Para quantificar a contribuição do Brasil para a alimentação mundial, o estudo considerou a produção de grãos e oleaginosas por serem alimentos básicos de várias populações no mundo e também considerados básicos para a produção de proteína animal.

Para isso, os pesquisadores realizaram dois cálculos. O primeiro é baseado na produção física de grãos e o segundo agrega a esta produção física o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais.

Nas contas, os pesquisadores realizaram a conversão de carne bovina em grãos, se baseando no fato de sua produção acontecer no pasto.

"Convertemos esta exportação para equivalente em grãos e quantificamos quantas pessoas são alimentadas por esta carne. Esta é a segunda alternativa do estudo, explica Elisio Contini, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Na primeira alternativa, baseada na produção física, utilizaram-se dados do International Grains Council (IGC), subtraindo-se as importações de grãos feitas pelo Brasil", contam os autores.

"A partir dos dados de produção, estabeleceu-se o percentual da produção brasileira destes grãos em relação à mundial. Com dados da população mundial, foi possível quantificar o número de pessoas que o Brasil pode alimentar, com base na sua participação na produção mundial de grãos e oleaginosas, detalham.

A partir disso, os pesquisadores entenderam que a participação do Brasil na produção mundial de grãos cresceu de 6% em 2011, para 8% em 2020.

No segundo método, os estudiosos multiplicaram os preços internacionais com a produção a cada ano. Fazendo em seguida a proporção em relação ao total, como na estimativa anterior.

Com isso, eles chegaram no dado de 772,600 milhões de pessoas supridas pela produção brasileira em 2020.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking

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PIB brasileiro tombou 4,1% em 2020, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996. Segundo levantamento da Austin Rating, país pode cair para a 14ª posição em 2021.
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Por Darlan Alvarenga, G1

Postado em 03 de março de 2021 às 12h15m

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Com o tombo histórico de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, o Brasil saiu do ranking das 10 maiores economias do mundo e caiu para a 12ª colocação, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. Em 2019, o Brasil ficou na 9ª posição.

De acordo com o ranking, o Brasil foi superado em 2020 por Canadá, Coreia e Rússia.

O comparativo considera o PIB dos países em valores correntes, em dólares. Veja quadro abaixo:

Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking — Foto: Divulgação/Austin Rating
Brasil sai de lista das 10 maiores economias do mundo e cai para a 12ª posição, aponta ranking — Foto: Divulgação/Austin Rating


Saiba por que as previsões do PIB flutuaram tanto em 2020
Saiba por que as previsões do PIB flutuaram tanto em 2020

Nem todos os países, no entanto, divulgaram os dados oficiais ou finais do PIB de 2020. O ranking definitivo das maiores economia do mundo deve ser divulgado em abril, após a divulgação dos resultados consolidados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

"Teria uma chance da Rússia ter um número muito ruim e cair bastante, daí o Brasil voltaria para 11º, acho que no máximo isso. Austrália dificilmente vai superar o Brasil porque a diferença é muito grande", afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

O levantamento mostra ainda que o resultado do PIB do Brasil em 2020 ficou na 21ª colocação num comparativo entre as 50 maiores economias do mundo. Os maiores tombos foram registrados pelo Peru (-11,1%), Espanha (-11%) e Reino Unido (-9,9%). Da lista, apenas 3 países tiveram crescimento na comparação com 2019: Taiwan (3,1%), China (2%) e Turquia (1,6%).

A Austin estima uma alta de 3,3% do PIB do Brasil em 2021, abaixo da média de crescimento global esperada (5,5%). Confirmada as projeções, o país pode cair para a 14ª posição no ranking das maiores economias do mundo, sendo superado também pela Austrália e Espanha.

Entre 2010 e 2014, o Brasil se manteve na 7ª posição. No pior momento, em 2003, ficou na 14ª posição. O ranking da Austin Rating faz o comparativo das maiores economias do mundo desde 1994.

No vídeo abaixo, Miriam Leitão analisa dados do tombo no PIB de 2020 e perspectivas para o cenário preocupante de 2021.

VÍDEO: 'É sim um tombo histórico', diz Miriam Leitão sobre resultado do PIB
VÍDEO: 'É sim um tombo histórico', diz Miriam Leitão sobre resultado do PIB


PIB ano a ano — Foto: Anderson Cattai/G1
PIB ano a ano — Foto: Anderson Cattai/G1

PIB DE 2020

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