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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

FMI diz que apoio fiscal maior é desejável para Brasil em 2021

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Fundo lembra é que necessária uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada em países com espaço fiscal restrito. 
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TOPO
Por Reuters  
02/11/2020 13h36 Atualizado há 3 horas
Postado em 02 de novembro de 2020 às 17h10m

 .*  Post. N. = 0.122  *. 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta nesta segunda-feira (2) que a crise do coronavírus não terminou e afirmou que a concessão de apoio maior que o projetado no ano que vem é desejável para o Brasil, mas citou uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada nos países com espaço fiscal restrito.

"Um apoio maior que atualmente projetado é desejável no próximo ano em algumas economias (por exemplo no Brasil, México, Reino Unido, Estados Unidos) em vista das grandes quedas no nível de emprego nessas economias e grandes contrações fiscais projetadas", afirmou o FMI, em documento divulgado nesta segunda-feira sobre crescimento no pós-Covid para o G20.

"Em economias onde o espaço fiscal é uma restrição, uma nova priorização dos gastos pode ser justificada. Para todas as economias, será importante monitorar cuidadosamente os desenvolvimentos econômicos e de saúde pública para garantir que o apoio não seja retirado rápido demais, mas mantido durante a crise", completou a entidade.

A recomendação do FMI vem em meio à indefinição no Brasil sobre como o governo reestruturá um programa de transferência de renda após o fim do auxílio emergencial, em dezembro.

Dívida pública brasileira ultrapassa 90% do PIB
Dívida pública brasileira ultrapassa 90% do PIB

O Auxílio Emergencial foi a iniciativa de maior vulto do governo na crise. Com valor de R$ 600 de abril a agosto e de R$ 300 pelo restante do ano, terá um custo total de 321,8 bilhões de reais em 2020, beneficiando mais de 60 milhões de pessoas por mês.

Membros do governo têm ressaltado que um novo benefício de transferência de renda --com valor mais alto que os 190 reais concedidos, em média, pelo Bolsa Família-- é necessário para promover uma espécie de aterrissagem ao auxílio emergencial, já que milhões de brasileiros seguirão desempregados no ano que vem.

Findo o período de calamidade pública neste ano, contudo, a regra do teto de gastos voltará a valer em 2021. E, pela regra, o Bolsa Família só poderá ser turbinado significativamente se outras despesas forem canceladas.

A equipe econômica tem dito que a regra do teto será respeitada enquanto no Congresso parlamentares têm flertado com um drible na regra do teto ou com a extensão do período de calamidade, que hoje permite que despesas extraordinárias associadas ao enfrentamento da crise de Covid-19, como o auxílio emergencial, não precisem respeitar o teto. Nenhuma solução para o impasse foi formalmente apresentada pelo governo até aqui.

Nesta segunda-feira, o FMI afirmou que programas de transferência de renda "melhor direcionados" ou uma cobertura mais ampla de gastos com proteção social seriam importantes para assegurar um suporte adequado aos mais vulneráveis em alguns países, incluindo o Brasil.

"Em geral, se as consequências da crise perdurarem, o acesso a bens e serviços essenciais (por exemplo distribuição de alimentos, saúde e habitação) precisará ser expandido, principalmente em meio ao aumento das taxas de pobreza. Ajuda alimentar aos mais vulneráveis também pode complementar as transferências de dinheiro e proteger os beneficiários contra preços mais altos dos alimentos", disse.

O FMI avaliou que a maioria das economias emergentes do G20 continua lutando em meio à pandemia do coronavírus, citando o Brasil entre os países que estão lidando com surtos persistentes de infecções.

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Recuperação da indústria impulsiona ações europeias após queda na semana passada

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Melhora da atividade industrial compensou preocupações com o ressurgimento de casos de coronavírus. 
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TOPO
Por Reuters

Postado em 02 de novembro de 2020 às 16h35m


 .*  Post. N. = 0.121  *. 

As ações europeias começaram novembro em alta, com uma recuperação na atividade industrial em todo o mundo compensando preocupações com o ressurgimento dos casos de Covid-19 que está levando as principais economias do continente de volta ao lockdown.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,59%, a 1.346,48 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,61%, a 347,86 pontos.

COVID-19 se espalha novamente pela Europa
COVID-19 se espalha novamente pela Europa

O índice alemão DAX, com forte peso de empresas exportadoras, saltou 2,0%, conforme uma pesquisa mostrou que as indústrias da maior economia da Europa registraram um crescimento recorde de novos pedidos em outubro, com números melhorando também em outras economias da zona do euro.

Conjuntos de dados semelhantes vindos da China e dos Estados Unidos apontaram para uma forte recuperação na atividade manufatureira, impulsionando setores cíclicos como petróleo e gás, bancos e seguradoras, e empresas químicas na Europa.

Na semana passada, os principais índices regionais da Europa caíram para mínimas de vários meses depois que a Alemanha e a França impuseram lockdowns nacionais e vários outros países endureceram as restrições para limitar a propagação do coronavírus.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times subiu 1,39%, a 5.654 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 2,01%, a 11.788 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 teve elevação de 2,11%, a 4.691 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 2,55%, a 18.400 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,07%, a 6.585 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,88%, a 4.019 pontos.
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domingo, 1 de novembro de 2020

Veja cargos que tiveram maior alta em vagas de emprego entre março e setembro

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Segundo levantamento da Catho, cargos ligados ao setor industrial começam a aparecer no ranking; saúde mantém liderança e crescimento desde o início da pandemia.  
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Por G1  
30/10/2020 06h00 Atualizado há 2 dias
Postado em 01 de novembro de 2020 às 17h00m


 .*  Post. N. = 0.120  *. 
Técnico de manutenção industrial teve crescimento de mais de 600% na abertura de vagas — Foto: Divulgação
Técnico de manutenção industrial teve crescimento de mais de 600% na abertura de vagas — Foto: Divulgação 

Levantamento da empresa de recrutamento online Catho mostra cargos que apresentaram maior crescimento no número de vagas de emprego abertas durante a pandemia.

Segundo o estudo, que compara o período de março a setembro de 2019 com o mesmo período de 2020, as profissões ligadas à área da saúde continuam liderando a pesquisa. Profissionais como fisioterapeuta hospitalar (963%) e respiratório (814%) seguem na ponta do ranking desde março.

No entanto, cargos ligados ao setor industrial começam a aparecer no ranking dos que mais cresceram, segundo a pesquisa.

Além das áreas relacionadas à saúde, comércio e atendimento que aparecem desde março, os cargos da indústria como técnico de manutenção industrial (623%), auxiliar de logística (64%), operador de empilhadeira (40%) e auxiliar de produção (12%) também apresentam crescimento.

"O aparecimento de vagas no setor comprova a tendência de retomada da produção industrial nacional, setor que durante os primeiros meses da pandemia foi um dos mais afetados com paralisações e mudanças abruptas nos hábitos de consumo da população", explica Ricardo Morais, gerente sênior da Catho.

Outra tendência evidenciada pelo levantamento é o crescimento na procura por analista de crédito imobiliário (134%), profissional responsável por conduzir o processo de pedido e aprovação de financiamento de imóveis, devido ao aumento do financiamento imobiliário no país motivado por juros baixos e mais opções de crédito, segundo Morais.

Veja abaixo o ranking completo:

Cargos com aumento de vagas durante a pandemia, segundo a Catho   — Foto: Divulgação
Cargos com aumento de vagas durante a pandemia, segundo a Catho — Foto: Divulgação

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Brasil criou 313 mil vagas de emprego em setembro, informa Ministério da Economia

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Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse foi o melhor resultado, para meses de setembro, desde o início da série histórica, em 1992.  
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Por Laís Lis, G1 — Brasília  
29/10/2020 16h11 Atualizado há 54 minutos
Postado em 29 de outubro de 2020 às 17h15m

 .*  Post. N. = 0.119  *. 

A economia brasileira criou 313.564 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério da Economia.

O saldo é a diferença entre as contratações e as demissões. Em setembro, o país registrou 1.379.509 contratações e 1.065.945 demissões.

Números oficiais do governo mostram que esse foi o terceiro mês positivo de criação de empregos com carteira assinada.

Esse também foi o melhor resultado, para meses de setembro, desde o início da série histórica, em 1992, ou seja, em 29 anos. Até então, o melhor valor, para esse período, havia sido registrado em 2008, quando foram abertas 282.841 vagas com carteira assinada.

Produção industrial vem dando sinais de recuperação no trimestre; veja reportagem
Produção industrial vem dando sinais de recuperação no trimestre; veja reportagem

De janeiro a setembro de 2020, foram fechados 558.597 postos de empregos com carteira assinada, segundo informou o ministério.

Segundo o Ministério da Economia, mesmo com o crescimento dos empregos formais nos últimos três meses, ainda não houve recuperação das perdas registradas entre março e maio deste ano - quando foram perdidos 1,594 milhão de empregos. De julho a setembro, foram abertas 697.296 vagas com carteira assinada.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que os números crescentes de geração de emprego, nos últimos dias, indicam uma recuperação da economia "em V".

"Nos últimos três meses foram criados 100 e poucos, 200 e poucos e 300 e poucos [mil]. Não só estamos criando empregos, como estamos criando em ritmo crescente. Nós tivemos em abril o fundo do poço, perdemos empregos três meses seguidos, mas já estamos criando três meses seguidos empregos em todos os setores e em todas as regiões do Brasil, disse.

Guedes afirmou ainda que no acumulado do ano, até setembro, o Brasil perdeu mais de 558 mil postos de emprego, mas esse valor é inferior à perda acumulada nesse mesmo período durante os anos de recessão, em 2015 e 2016.

No acumulado do ano de 2020, que foi a pior pandemia da história, o acumulado de perda é menor do que nos dois anos de queda do PIB. 2015 e 2016. Em setembro de 2015 tínhamos perdido, no acumulado do ano, 657 mil. Em 2016 perdemos, no acumulado do ano, 683 mil empregos. Pois bem, no ano de 2020, na pior pandemia da história perdemos 570 mil empregos, 100 mil empregos a menos que em 2015 e 2016, disse.

Setores da economia

A movimentação das vagas de empregos nos diferentes setores da economia em setembro foi a seguinte:

Criação de vagas por setor da economia
Em setembro de 2020
110.868110.86845.24945.24969.23969.23980.48180.4817.7517.751Indústria (transfor…Construção civilComércioServiçosAgropecuária025k50k75k100k125k
Fonte: MINISTÉRIO DA ECONOMIA

Por região

Segundo o Ministério da Economia, as cinco regiões do país registraram contratações em setembro.

Criação de vagas por região do país
Em setembro

Número de vagas

128.094128.09485.33685.33660.31960.31919.19419.19420.64020.640SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte020k40k60k80k100k120k140k
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia
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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Internet é ruim para 77 milhões na zona rural de América Latina e Caribe, diz estudo

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Estudo internacional revela diferença entre o acesso em áreas urbanas e áreas rurais. Segundo levantamento, Brasil tem o melhor índice de conectividade na área rural.  
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Por Laís Lis, G1 — Brasília  
28/10/2020 10h50 Atualizado há uma hora
Postado em 28 de outubro de 2020 às 11h55m


 .*  Post. N. = 0.118  *. 

Pelo menos 77 milhões de pessoas que vivem em territórios rurais da América Latina e do Caribe não têm acesso à internet com padrões mínimos de qualidade, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Microsoft.

De acordo com o estudo, esse contingente representa 63% da população rural de 24 dos 33 países latino-americanos e caribenhos.

O levantamento revela grande diferença entre o acesso à internet de qualidade em áreas rurais e urbanas na América Latina e Caribe:

  • na área urbana, 71% da população têm opções de conectividade;
  • na área rural esse percentual cai para 37%.

Em toda a região, aponta o levantamento, 32% da população (244 milhões de pessoas), não têm acesso a serviços de internet.

O Brasil integra o grupo com melhor qualidade de acesso na área rural, informa o estudo.

Segundo o levantamento, o país é o que apresenta melhor índice de conectividade, com 47% da população rural com acesso a serviços de conectividade em padrões mínimos de qualidade.

Extra Globo Rural: internet ampla pode levar mais cidadania ao campo
Extra Globo Rural: internet ampla pode levar mais cidadania ao campo

O estudo classificou os países pesquisados em três categorias:

  • Baixa conectividade: Jamaica, El Salvador, Belize, Bolívia, Peru, Honduras, Venezuela, Guatemala, Nicarágua e Guiana
  • Média conectividade: Trinidad e Tobago, México, Argentina, Uruguai, República Dominicana, Equador e Paraguai
  • Alta conectividade: Brasil, Chile, Costa Rica, Bahamas, Barbados, Panamá e Colômbia

Melhorar a conectividade e eliminar os hiatos digitais entre pessoas e entre territórios rurais e urbanos deve ser de grande interesse e prioridade para o projeto de políticas, quando se reconhecem e evidenciam seus benefícios, afirma o estudo.

O levantamento ressalva, no entanto, que o desafio será grande, considerando a recessão provocada pela pandemia da Covid-19, a maior registrada na história da América Latina e do Caribe.

Sem internet, alunos da zona rural sofrem com aulas online no Agreste
Sem internet, alunos da zona rural sofrem com aulas online no Agreste

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Ant Group, braço financeiro do Alibaba, busca levantar mais de US$ 34 bilhões em maior IPO do mundo

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Unidade de pagamentos digitais do gigante chinês de comércio eletrônico chinês definiu os termos da sua oferta inicial de ações, na qual passará a ser listada em Hong Kong e Xangai.  
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Por G1  
27/10/2020 09h31 Atualizado há 3 horas
Postado em 27 de outubro de 2020 às 12h35m


 .*  Post. N. = 0.117  *. 
Logo do Ant Group, afilida do Alibaba — Foto: Reuters
Logo do Ant Group, afilida do Alibaba — Foto: Reuters

O grupo chinês Ant, dono da gigante de pagamentos on-line Alipay e braço financeiro do Alibaba, anunciou que planeja levantar mais de US$ 34 bilhões naquela que deverá ser a maior entrada na bolsa de toda história.

A Ant Group definiu nesta segunda-feira (26) os termos de seu IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), na qual a gigante de tecnologia financeira passará a ser listada em Hong Kong e Xangai.

A empresa, que é uma afiliada do gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba, tem como objetivo captar cerca de US$ 17,2 bilhões em Xangai e aproximadamente a mesma quantia em Hong Kong. As ações devem ser listadas a partir de 5 de novembro.

Até o momento, o recorde mundial de um IPO é de US$ 29,4 bilhões, nas mãos da gigante do petróleo saudita Aramco - que produz 10% do petróleo do mundo -, na bolsa de valores de Riade no final de 2019.

Unidade de pagamentos do grupo Alibaba

O Ant Group é a unidade de pagamentos digitais do Alibaba, do bilionário Jack Ma. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos em sua plataforma Alipay, o grupo se tornou o maior conglomerado empresarial de finanças e comércio digital na China.

O negócio surgiu como solução financeira na esteira do crescimento do Alibaba. Após criar a plataforma de comércio digital, o empresário Jack Ma se deparou com o problema da falta de meios e garantias de pagamento em um país onde poucos tinham acesso a cartões de crédito e muitos comerciantes não se dispunham a enviar seus produtos ao comprador caso ele não pagasse antecipadamente. Então, criou o Alipay, o embrião do Ant Group, um serviço de confiança digital que garantia o valor do item comprado até que ele chegasse na casa do comprador, informa reportagem da BBC.

Com o tempo, seus serviços se diversificaram e hoje a empresa vende milhões de créditos por meio de sua plataforma. O Ant cobra juros mais baixos do que os bancos tradicionais, que na verdade são os que concedem os empréstimos.

"Esta é a primeira vez que uma cotação tão importante, a mais importante na história da humanidade, é feita fora de Nova York", declarou Ma em uma entrevista coletiva em Xangai, segundo a agência Bloomberg. "Há cinco anos, não poderíamos ter imaginado tudo isso nem em sonho, nem mesmo três anos atrás".

Ao abrir o capital em Xangai e em Hong Kong, o grupo atende a um apelo do governo chinês, que quer que as mais importantes empresas nacionais do setor de tecnologia sejam listadas nas bolsas do país, principalmente neste período de rivalidade econômica e política com os Estados Unidos.

No calor da rivalidade entre Pequim e Washington, o IPO bilionário permite que a China se exiba como um gigante das finanças mundiais, quebrando os recordes que normalmente eram produzidos em Wall Street.

O IPO avalia a Ant Group em mais de US$ 313 bilhões, sem considerar opção de emissão de lote adicional equivalente a 15%, destaca a Reuters.

A empresa teve lucro operacional de 118,2 bilhões de iuans (US$ 17,78 bilhões) em 2020 até setembro, alta de 42,6% em relação ao mesmo período de 2019, segundo o prospecto da oferta de ações.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Dívida em dólares de mercados emergentes supera US$ 4 trilhões, diz BIS

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Crédito em dólares para mercados emergentes e economias em desenvolvimento cresceu 7% no segundo trimestre. 
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TOPO
Por Reuters  
26/10/2020 11h00 Atualizado há 4 horas
Postado em 26 de outubro de 2020 às 15h00m


 .*  Post. N. = 0.116  *. 

A dívida denominada em dólares em mercados emergentes ultrapassou US$ 4 trilhões após aumento na emissão durante a crise de Covid-19, mostraram dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

Segundo o grupo, que reúne bancos centrais, o crédito em dólares para mercados emergentes e economias em desenvolvimento cresceu 7% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, puxado por uma alta de 14% na emissão de dívidas no período.

Os custos de empréstimo em dólar caíram desde que o Federal Reserve (o BC dos EUA) cortou sua taxa de juros para quase zero este ano, mas os mercados emergentes são muitas vezes alertados do "pecado original" de não conseguirem pagar a dívida em dólar quando sua própria moeda recua.

Consistente com os últimos trimestres, o crédito para a África e o Oriente Médio registrou a taxa de crescimento mais alta, de 14%, disse o BIS.

A região da Ásia-Pacífico emergente e a América Latina viram aumentos de 9% e 5% respectivamente na comparação anual. Em contraste, a Europa emergente teve queda de 5%. Ao todo, o crédito em dólares para tomadores não-bancários fora dos Estados Unidos cresceu 6% e alcançou US$ 12,7 trilhões ao final de junho.

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