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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Apesar de corte na Selic, Brasil tem o maior juro real do mundo; veja ranking

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Rússia ocupa a segunda posição da lista, segundo levantamento do MoneYou. O Copom anunciou nesta quarta-feira um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros brasileira, para 14% ao ano.
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Por André Catto, g1 — São Paulo

Postado em 05 de Agosto de 2.026 às 19h00m
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Como a Selic mexe com tudo na sua vida
Como a Selic mexe com tudo na sua vida

O Brasil tem o maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (5).

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,30%.

A segunda posição do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,09%. A Colômbia apareceu na terceira posição, com juros reais de 6,16%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, tem oscilado no ranking. Neste mês, o país ficou na 5ª posição, com juro real de 4,51%, em meio a um cenário econômico ainda desafiador e de inflação elevada.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Ranking de juros reais em agosto de 2026. — Foto: Arte/g1
Ranking de juros reais em agosto de 2026. — Foto: Arte/g1

Queda da Selic

O movimento ocorre em meio à retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.

Selic: a trajetória da taxa básica de juros — Foto: Arte/g1
Selic: a trajetória da taxa básica de juros — Foto: Arte/g1

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira ocupou a terceira posição, ao lado da Rússia.

Veja abaixo:

  1. Turquia: 37%
  2. Argentina: 29%
  3. Brasil: 14%
  4. Rússia: 14%
  5. Colômbia: 12%
  6. África do Sul: 7%
  7. México: 6,50%
  8. Hungria: 5,75%
  9. Indonésia: 5,75%
  10. Índia: 5,25%
  11. Filipinas: 4,75%
  12. Chile: 4,50%
  13. Austrália: 4,35%
  14. Hong Kong: 4%
  15. Israel: 3,50%
  16. Polônia: 3,75%
  17. Reino Unido: 3,75%
  18. Estados Unidos: 3,75%
  19. República Tcheca: 3,75%
  20. China: 3%
  21. Malásia: 2,75%
  22. Coreia do Sul: 2,75%
  23. Alemanha: 2,40%
  24. Áustria: 2,40%
  25. Espanha: 2,40%
  26. Grécia: 2,40%
  27. Holanda: 2,40%
  28. Portugal: 2,40%
  29. Bélgica: 2,40%
  30. França: 2,40%
  31. Itália: 2,40%
  32. Nova Zelândia: 2,50%
  33. Canadá: 2,25%
  34. Taiwan: 2%
  35. Dinamarca: 1,85%
  36. Suécia: 1,75%
  37. Tailândia: 1%
  38. Japão: 1%
  39. Cingapura: 0,90%
  40. Suíça: 0%
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
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