A prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA aumentou a tensão geopolítica e levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Redação g1— São Paulo Postado em 05 de Janeiro de 2.026 às 12h35m $.# Postagem - Nº 1.151#.$
Com o aumento das incertezas, o ourovoltou a ser procurado por investidores como ativo de proteção. O metal subiu 3%, cotado a US$ 4.459,50 por onça-troy (pouco mais de 31,1 gramas).
Já a prata registrou uma valorização ainda mais intensa: o preço subiu 7,63%, chegando a US$ 76,42.
Ativos de segurança para os investidores
Em momentos de crise geopolítica, investidores costumam direcionar
recursos para ativos considerados reserva de valor, vistos como uma
forma de proteção em períodos de maior incerteza.
“Os
investidores gostam de assumir riscos, mas querem ter uma proteção
garantida. Trata-se de confiança com uma garantia, não de euforia”,
afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, à Associated Press.
Nesses momentos, ouro e prata tendem a ganhar destaque, sobretudo em ambientes de juros mais baixos.
Outros metais, como o cobre, também reagem ao cenário, influenciados
tanto pela maior percepção de risco quanto pelo papel estratégico dos
recursos naturais para a segurança energética e industrial.
Imagem de barra de ouro em foto de arquivo — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
Petróleo volátil
Enquanto isso, os preços do petróleo fecharam em altaapós o anúncio de Trump de que pretende abrir o setor de petróleo da Venezuela para grandes empresas americanas.
A commodity começou o dia em queda, mas passou a subir ao longo da
sessão. Este foi o primeiro dia útil após os ataques em larga escala
contra o país, realizados na madrugada de sábado (3).
No fim do dia, o petróleo tipo Brent avançou 1,63%, cotado a US$ 61,82 o barril. Já o petróleo americano, conhecido como WTI, subiu 1,80%, vendido por US$ 58,35 o barril.
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou neste
domingo (4) uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma "agenda de colaboração", menos de 24 horas após a captura de Nicolás Maduropor uma operação militar norte-americana. (veja a íntegra)
Segundo analistas ouvidos pela agência France Presse, a situação reduz o
risco de que o petróleo da Venezuela fique impedido de ser exportado
por um longo período.
“Isso
reduz a probabilidade de um bloqueio prolongado às exportações de
petróleo do país, que podem voltar a fluir sem restrições em breve”,
afirmou Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, à AFP.
Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, o
país produz pouco atualmente, cerca de um milhão de barris por dia.
Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez
Governo deixará de arrecadar o equivalente a 4 vezes o orçamento do Bolsa Família em 2026 em renúncias fiscais que beneficiam poucos, diz estudo. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 04/01/2026 05h00 Atualizado há uma hora Postado em 04 de Janeiro de 2.026 às 06h00m $.# Postagem - Nº 1.150#.$
Quanto o governo deixa de arrecadar com renúncias fiscais que beneficiam principalmente a fatia mais rica da população?
Nas contas da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), em estudo inédito, esses valores devem chegar a R$ 618,4 bilhõesem 2026 — ou quase quatro vezes o orçamento previsto para o Bolsa Família no próximo ano (R$ 158 bilhões).
🔎
As renúncias fiscais — também chamadas de gasto tributário na linguagem
mais técnica — são valores que o governo deixa de arrecadar em
impostos, ao conceder isenções, anistias, subsídios e benefícios
tributários para setores econômicos, atividades ou grupos sociais
específicos.
"Alguns benefícios são importantes", pondera Mauro Silva, presidente da Unafisco.
"Agora,
nem todos. Se os benefícios fiscais concedidos não atingem certos
objetivos — como a busca do pleno emprego, o desenvolvimento sustentável
e a redução de desigualdades —, temos aí um problema. É justamente aí
que surge a figura dos 'privilégios tributários'."
Em seu levantamento, a Unafisco considera como "privilégios
tributários" os benefícios fiscais que não teriam uma contrapartida
social comprovada por estudos técnicos, na visão da entidade sindical.
Porém, para além dos gastos tributários apontados anualmente pelaReceita Federal
em seu Demonstrativo dos Gastos Tributários (DGT), que acompanha o
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a Unafisco adota um conceito
mais amplo, incluindo na sua conta outras três renúncias que considera
relevantes:
a
isenção de lucros e dividendos distribuídos por pessoa jurídica —
imposto que o Brasil é um dos poucos países do mundo a não cobrar;
a
não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) — previsto na
Constituição e até hoje não regulamentado pelo Congresso, cuja omissão
legislativa foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro deste ano;
e
os programas de parcelamentos de débitos tributários, como o Programa
de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis) e o Programa Especial de
Regularização Tributária (Pert) — já encerrados pelo governo, mas que
ainda têm efeitos negativos para a arrecadação, por gerarem um
comportamento deletério nos contribuintes, que deixam de pagar impostos
no prazo, esperando por esses programas.
Assim, a Unafisco estima que os gastos tributários chegarão a um total de R$ 903,3 bilhões em 2026.
Desse montante, a entidade considera que R$ 618,4 bilhões — ou 68% do gasto tributário total — seriam "privilégios tributários",
ou seja, renúncias sem contrapartida comprovada para a sociedade.
Os dez maiores somam R$ 479,6 bilhões, ou 78% dos privilégios totais.
Os maiores 'privilégios' fiscais
No topo da lista, a isenção de lucros e dividendos deixa de gerar R$ 146,1 bilhões ao cofres públicos, nas contas da
entidade, já descontando R$ 32 bilhões que deverão passar a ser
arrecadados quando a reforma do Imposto de Renda entrar em vigor, com a
taxação dos dividendos em 10%.
Apesar de a reforma trazer o fim da isenção total, ela ainda taxa os
dividendos abaixo de outras rendas, taxadas atualmente a um alíquota
nominal entre 15% e 27,5%. Assim, na avaliação da Unafisco, lucros e
dividendos seguem tendo benefício fiscal no Brasil e, por isso, entram
na conta.
"Quando a União não inclui no gasto tributário a isenção para lucros e
dividendos, isso retira do Legislativo uma oportunidade de debate",
argumenta Silva.
"Eles
não são informados o quanto essa isenção traz de prejuízo ao país.
Sabemos que temos R$ 1 trilhão de dividendos distribuídos [anualmente no
Brasil], e é preciso que isso faça parte desse debate entre Executivo e
Legislativo na elaboração do Orçamento."
O segundo item de maior peso, nas contas da Unafisco, é a não
instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com uma arrecadação
potencial estimada em R$ 100,5 bilhões.
"Se trata de uma omissão do Legislativo", argumenta o presidente da Unafisco, lembrando da decisão recente do STFreconhecendo essa omissão — o Supremo, no entanto, não estabeleceu um prazo para que isso seja resolvido.
A taxação dos super-ricos foi uma das principais bandeiras do governo de Luiz Inácio Lula da Silva(PT)
em seu terceiro mandato. Com esse objetivo, o governo propôs a reforma
do Imposto de Renda (IR), aprovada em outubro pelo Congresso e
sancionada por Lula em novembro.
A lei aprovada prevê a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e descontos para aqueles com renda de até R$ 7.350 mensais.
Para compensar a perda de arrecadação, serão taxados em até 10% os
contribuintes com renda acima de R$ 600 mil por ano, com a taxação de
lucros e dividendos na fonte a 10%, para montantes acima de R$ 50 mil
por mês pagos por uma mesma pessoa jurídica.
A reforma aprovada incide sobre a renda dos mais ricos, diferentemente
do IGF, um imposto sobre o patrimônio, cuja eficiência é questionada por
alguns economistas.
O ministro Marco Aurélio (já aposentado) foi relator no julgamento que
reconheceu a omissão do Congresso em regulamentar o Imposto sobre
Grandes Fortunas (IGF) — Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Brasil deve taxar grandes fortunas?
Lorreine Messias, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper,
concorda que a isenção de lucros e dividendos e a não instituição do
IGF podem ser consideradas como gastos tributários, como faz a Unafisco.
"Se eu entender que o conceito de gasto tributário é tudo aquilo que eu
abro mão, que eu deixo de arrecadar, sim, me parece fazer sentido", diz
a pesquisadora.
No entanto, ela avalia que não é porque o IGF está previsto na
Constituição que ele seja necessariamente um bom imposto e que deva ser
criado.
A pesquisadora fez uma revisão bibliográfica sobre países que adotaram o
IGF. Ela constatou que a grande maioria dos países que adotaram essa
forma de taxação sobre o patrimônio descontinuaram o tributo no início
dos anos 1990.
Atualmente, apenas três países na Europa ainda taxam grandes fortunas:
Noruega, Suíça e Espanha (mais especificamente a região da Catalunha).
Na América Latina, a Colômbia é um exemplo de país que adota esse tipo
de tributação.
Zona Franca de Manaus é um exemplo de política que está aí há 60 anos e
não se faz uma avaliação séria dos benefícios', diz pesquisadora do
Insper — Foto: Divulgação/Suframa
Analisando essas experiências, a partir dos estudos publicados, a pesquisadora do Insper
constatou que a arrecadação com esse tipo de imposto é baixa. Um dos
motivos para isso, diz ela, é a alta elasticidade desse tipo imposto.
"Quando aumento um ponto percentual de alíquota desse tributo, eu perco
muito em termos de arrecadação. Então, ele é um tributo muito
sensível", diz Messias.
"Para
cada ponto percentual que eu aumento, o contribuinte vai reagir, de
maneiras lícitas e ilícitas. Ele vai esconder patrimônio, vai mandar
[recursos] para fora [do país]. Licitamente, ele vai redirecionar esses
recursos para ativos que não são tributados. Isso tudo foi visto [na
literatura acadêmica]."
Além disso, diz a pesquisadora, a experiência mostra que a manutenção
do imposto demanda um esforço muito grande por parte da administração
tributária.
E que não há evidências de que, nos países que adotaram o IGF, o tributo tenha reduzido a desigualdade.
"Nossa Constituição foi elaborada há 37 anos. A literatura naquele
período não tinha nem os recursos metodológicos, nem experiências
suficientes para avaliar isso [os efeitos do IGF]", diz Messias.
"Então, era uma hipótese teórica que a adoção de tributos patrimoniais
melhoraria a redistribuição de renda. Felizmente, a literatura econômica
avançou. E o debate público precisa avançar. Não podemos continuar
amarrados a uma mera previsão constitucional."
Mauro Silva, da Unafisco, reconhece que a adoção do IGF é polêmica e que há evidências contrárias à adoção do imposto.
Ele defende, porém, que adotá-lo seria uma questão de justiça
tributária, mesmo que o tributo arrecade pouco. E diz que esse é um
debate que precisa ser feito.
"O IGF está lá na Constituição, tem uma previsão constitucional. Então,
esse debate precisa ser feito", defende o representante dos auditores
fiscais.
Outros 'privilégios'
Completam a lista da Unafisco de maiores "privilégios tributários" os
efeitos indiretos dos programas de parcelamentos especiais de débitos
tributários, como o Refis e o Pert.
Através desses programas, contribuintes com dívidas tributárias podiam
regularizar suas obrigações sob condições especiais, como prazos longos,
redução ou cancelamento de juros, anistia de crimes e até quitação dos
débitos.
O governo realizou mais de 40 desses programas desde sua criação em 2000, com uma renúncia fiscal estimada pela Unafisco em R$ 176 bilhõessomente até 2018 (60% da dívida original).
O problema é que a repetição desses programas fez com que os
contribuintes passassem a contar com eles em seu planejamento
tributário, deixando de pagar os impostos em dia, para pagar com atraso,
com descontos vantajosos.
Embora desde 2020 o governo tenha mudado o critério para adesão a esses
programas, passando a considerar o histórico fiscal do contribuinte, a
Unafisco considera que os efeitos negativos continuam, com empresas
ainda adiando o pagamento de impostos na expectativa da renegociação.
Assim, a entidade calcula um impacto de R$ 43,9 bilhões dos programas
de parcelamentos especiais em valores não arrecadados em 2026.
Os programas de parcelamento especiais sempre foram criticados pela
Receita devido à perda de arrecadação e estímulo negativo aos
contribuintes — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ainda na lista, a Unafisco inclui a parcela do Simples Nacional que
beneficia empresas com faturamento acima de R$ 1,8 milhão, por avaliar
que essas empresas não contribuem significativamente para a geração de
empregos no país, como contribuem as empresas menores — que geram 75%
dos empregos entre as empresas do Simples.
Esse benefício tributário deve consumir R$ 35,7 bilhões em 2026, estima a associação.
Atualmente, o Simples — um regime tributário simplificado idealizado
para beneficiar micro e pequenas empresas — pode ser adotado por
negócios com receita bruta de até R$ 4,8 milhões, um valor considerado
muito alto por críticos ao modelo e que, segundo eles, desestimularia as
empresas a saírem do regime especial.
Criada há quase 60 anos (em 1967), a Zona Franca de Manaus — parque industrial localizado na capital amazônica, beneficiado com incentivos fiscais e tarifas alfandegárias especiais — também está na lista e deve representar uma perda de arrecadação de R$ 35 bilhões para o governo em 2026.
"Políticas públicas devem ser transitórias por definição, sejam elas
bem ou mal sucedidas, uma hora elas deveriam ser descontinuadas", diz
Lorreine Messias, do Insper.
"A Zona Franca é um exemplo de política que está aí há 60 anos e não se faz uma avaliação séria dos benefícios."
A Unafisco ainda considera como um "privilégio fiscal" toda a parcela
da desoneração da cesta básica que beneficia pessoas com capacidade
contributiva, que a entidade considera que são todas aquelas que não são
beneficiárias do Bolsa Família. O impacto disso no Orçamento é estimado
em R$ 30,1 bilhões em 2026.
Descontos de saúde e educação no IRPF são 'justos'?
Do gasto tributário total de R$ 903,3 bilhões estimado para o próximo
ano, a entidade considera que R$ 284,8 bilhões seriam gastos com
"notória contrapartida social ou econômica".
No entanto, dentro desta conta estão, por exemplo, as deduções de
gastos com saúde e educação no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
A Unafisco argumenta que esses gastos não seriam "privilégios", "em
virtude de sua relevância notória para a sociedade" e diante da falta de
investimento público suficiente nessas áreas.
No entanto, essas são renúncias fiscais que notoriamente beneficiam a
parcela mais rica da população, que é aquela que declara Imposto de
Renda.
"Essa
é uma das políticas que fazem com que a nossa tributação da renda seja
mais regressiva, porque quem mais gasta com educação e saúde privadas
são as famílias mais ricas", observa Lorraine Messias, do Insper.
"Então, isso é, sem dúvida, algo mal desenhado dentro do Imposto de
Renda e que precisa ser revisto, e não é porque existem grupos que
resistem, com capacidade de influência no nosso Parlamento."
Mauro Silva, da Unafisco, reconhece a crítica, mas novamente defende o debate.
"Se a política de saúde do país não atende como deveria a população, eu
não posso dizer que essa dedução é privilégio. Agora, existe alguma
parte disso que pode ser considerada privilégio? Esse é um debate que
precisa ser feito."
O sindicalista, porém, concorda com a pesquisadora do Insper
que os grupos de interesse com poder de pressão sobre o Congresso são
hoje a maior barreira para rediscutir o gasto tributário.
Ele lembra que, em 2021, uma emenda constitucional foi aprovada
instituindo regras transitórias para a redução dos benefícios
tributários, determinado um limite de 2% do Produto Interno Bruto (PIB)
para esses benefícios.
No entanto, alguns dos subsídios que mais oneram o Orçamento foram
excluídos da conta para essa redução, entre eles, a dedução da cesta
básica, os benefícios para entidades sem fins lucrativos, a Zona Franca
de Manaus, o Simples e o Microempreendedor Individual (MEI).
"Há uma captura do Orçamento por alguns setores", diz Silva.
"No momento da discussão do Orçamento e na elaboração das leis, eles
exercem grande pressão e protegem esses setores de qualquer redução [de
benefícios]. Então é muito difícil [mudar isso], pela representatividade
que esses grupos de interesse conseguem ter dentro do Congresso
Nacional."
Governo deixará de arrecadar o equivalente a quatro vezes o orçamento
do Bolsa Família em 2026 em renúncias fiscais que beneficiam poucos, diz
estudo — Foto: Divulgação ACSP
No último pregão de 2025, a moeda americana teve queda de 1,47%, cotado a R$ 5,4887. A bolsa teve alta de 0,40%, aos 161.125 pontos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Redação g1— São Paulo 02/01/2026 09h00 Atualizado há 2 horas Postado em 02 de Janeiro de 2.026 às 11h00m $.# Postagem - Nº 1.149#.$
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar encerrou o primeiro pregão de 2026 em queda de 1,18%, cotado em R$ 5,4238. Assim, a moeda mantém a tendência de desvalorização vista nos últimos dias do ano passado, quando encerrou 2025 com uma desvalorização superior a 10%, como mostrou o g1. Este foi o pior desempenho anual do dólar em quase uma década.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um recuo de 0,36%, aos 160.539 pontos. No ano passado, o índice acumulou uma valorização superior a 33% em 2025, no maior ganho anual desde 2016. Og1também explicou o bom momento do Ibovespa, que registrou ganhos mesmo com os juros no nível mais alto dos últimos 20 anos.
O dia, marcado por um volume de negócios bastante reduzido em razão da emenda do feriado do Ano Novo, foi de altos e baixos no mercado. Investidores repercutiram o início das tarifas de importação sobre a carne anunciadas pela China (entenda mais abaixo) e já começam a direcionar a atenção para a agenda da próxima semana.
▶️No exterior, a China decidiu limitar a importação de carne bovina para proteger produtores locais. A medida, que passou a valer em 1º de janeiro, deve afetar diretamente o Brasil, o maior fornecedor do alimento para o país asiático.
Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota total de importação para 2026 será de 2,7milhões de toneladas. A taxa, para o que for importado dentro desse montante, continua em 12%. Já o que exceder desse valor terá uma sobretaxa de 55%.
▶️ Por outro lado, o país asiático reafirmou a meta de crescer 5% em 2025. A meta ousada demanda investimentos elevados, especialmente em infraestrutura e indústria, o que amplia a demanda por matérias-primas.
Nesse caso, o Brasil, que também é um dos principais fornecedores desses insumos, deve ser beneficiado, uma vez que a manutenção da meta chinesa reforça a expectativa de demanda firme por produtos como o minério de ferro, o que favorece empresas do setor e dá suporte ao Ibovespa neste início de ano.
▶️ Nos Estados Unidos, a previsão é que a nova edição do payroll, o principal relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos seja divulgada na próxima sexta-feira.O nível de emprego passou a ser um dos principais fatores avaliados pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, na decisão sobre novos cortes de juros.
O mercado espera dois cortes de juros neste ano. No entanto, a força do mercado de trabalho pode pressionar a inflação americana e levar os dirigentes do Fed a manter os juros em patamar mais alto para promover uma desaceleração mais gradual da economia.
▶️ Os investidores também acompanham a escolha do próximo presidente do Fed. O mandato de Jerome Powell termina em maio, e o presidente dos EUA,Donald Trump, deve anunciar o novo nome ainda neste mês. O favorito é Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca.
▶️ No mais, a situação das contas públicas no Brasil segue no radar. Os avanços do déficit e da dívida pressionam os juros e limitam o apetite dos investidores por ativos de risco.
💲Dólar
Acumulado da semana: -2,16%;
Acumulado do mês: +1,18%;
Acumulado do ano:-1,18%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,22%;
Acumulado do mês:-0,36%;
Acumulado do ano: -0,36%.
Bolsas globais
Em 2025, o índice MSCI World, que reúne ações de grandes mercados, subiu mais de 20%, no melhor desempenho desde 2019. Para 2026, analistas projetam crescimento dos lucros das empresas em torno de 12%.
Com vários mercados ainda operando em ritmo lento por causa dos feriados — Japão e China, por exemplo, permaneceram fechados —, o volume de negociações foi baixo. Ainda assim, as bolsas globais começaram 2026 em alta.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de quatro dias de perdas e fechou em alta de 0,67% nesta sexta-feira (2), aos 48.383,22 pontos. OS&P 500 também registrou um avanço de 0,18%, aos 6.858,02 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,02%, aos 23.236,69 pontos.
O mercado norte-americano encerrou 2025 com perda de fôlego, especialmente no setor de tecnologia, que passa por revisões de projeções dos analistas. Para este ano, o foco segue claro: juros, política monetária e o impacto das decisões do governo Trump.
Na Europa, o clima foi mais animado. O índice STOXX 600 subiu 0,7%, para 596,14 pontos, ficando a apenas quatro pontos da marca simbólica de 600, com o retorno dos investidores após as celebrações de Ano Novo. O indicador também registrou a terceira semana consecutiva de ganhos.
O índice encerrou 2025 com o melhor desempenho desde 2021, apoiado pela queda das taxas de juros, por estímulos fiscais na Alemanha e por uma rotação de investimentos, com a migração de recursos das ações de tecnologia dos EUA — consideradas caras — para outros mercados.
Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram os ganhos. Já o setor imobiliário ficou para trás. Mesmo com sinais de enfraquecimento da indústria na zona do euro, investidores seguem apostando que o continente pode atravessar 2026 em situação mais estável.
Na Ásia, o destaque ficou com Hong Kong. O índice Hang Seng subiu forte e atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio, embalado pelo otimismo renovado com o setor de inteligência artificial da China.
A divulgação de novas tecnologias mais baratas para o desenvolvimento de IA reacendeu o interesse dos investidores. Além disso, a estreia forte de uma empresa chinesa de chips de IA na bolsa reforçou a percepção de que o setor pode ser um dos principais motores do mercado em 2026.
Outros mercados asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, também alcançaram recordes. Já Japão e China continental permaneceram fechados e só voltam a operar nos próximos dias.
🪙 Ouro segue como porto seguro
Os metais preciosos continuam em alta. O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal registrou a maior valorização em 46 anos. Prata e platina também tiveram os maiores ganhos de sua história.
Esse movimento reflete a busca por proteção diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos EUA. Bancos centrais e grandes investidores seguem ampliando suas posições em ouro.
Já o petróleo iniciou 2026 tentando se recuperar após um ano difícil. Em 2025, os preços registraram a maior queda anual desde 2020.
No primeiro dia útil do ano, o Brent e o petróleo americano oscilaram pouco, com leves altas ou quedas, em meio a dúvidas sobre o crescimento global e a demanda por energia.