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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Dólar dispara e fecha a R$ 5,50 após ameaça de Trump à China; Ibovespa recua

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A moeda americana avançou 2,38%, cotada a R$ 5,5031. O principal índice da bolsa recuou 0,73%, aos 140.680 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 10 de Outubro de 2.025 às 10h00m
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Trump sobe o tom contra a China e ameaça elevar tarifas contra o país
Trump sobe o tom contra a China e ameaça elevar tarifas contra o país

O dólar fechou em alta de 2,38% nesta sexta-feira (10), cotado a R$ 5,5031  maior valor desde 5 de agosto, quando encerrou a R$ 5,5060. Também foi o maior avanço diário desde abril. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,73%, aos 140.680 pontos.

Os investidores reagiram à escalada da tensão comercial após o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, subir o tom contra a China e ameaçar elevar as tarifas contra o país asiático. No Brasil, pesou a preocupação com as contas públicas.

▶️ A declaração de Trump, no início da tarde, levou temor aos mercados. Em publicação na Truth Social, ele acusou a China de controlar a exportação de elementos ligados às terras raras, ameaçou aumentar tarifas e afirmou não ver mais motivo para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping.

▶️ Os reflexos negativos não se limitaram ao Brasil. Os principais índices de Wall Street registraram forte queda, no pior desempenho desde abril. (leia mais abaixo)

▶️ Por aqui, as preocupações com as contas públicas continuaram a influenciar o mercado, após a Câmara dos Deputados deixar expirar, nesta semana, a medida provisória que aumentava tributos e previa impulsionar a arrecadação.

▶️ Também foi divulgado o IPP de agosto, indicando a variação dos preços na porta das fábricas do país teve queda de 0,20%. Em 12 meses houve alta de 0,48%, tendo acumulado no ano queda de 3,62%. O indicador é usado como termômetro das pressões de custo na indústria e pode antecipar tendências da inflação ao consumidor.

▶️ Em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de cerimônia sobre o novo modelo de crédito imobiliário. O evento contou com a presença de autoridades como Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +3,39%;
  • Acumulado do mês: +3,39%;
  • Acumulado do ano: -10,95%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -2,44%;
  • Acumulado do mês: -3,80%;
  • Acumulado do ano: +16,96%.
IPP de agosto

Os preços ao produtor no Brasil caíram em agosto pelo sétimo mês consecutivo, embora a intensidade da queda tenha diminuído, segundo o IBGE. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 0,20% no mês, uma deflação mais branda que a registrada em julho (-0,31%) e a menos intensa desde abril (-0,12%). Com isso, o indicador acumula alta de 0,48% em 12 meses e queda de 3,62% no ano.

🔎 O IPP acompanha a variação dos preços na chamada porta da fábrica, ou seja, antes da inclusão de impostos e frete. O índice abrange 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.

Das 24 atividades industriais analisadas, metade apresentou redução nos preços em relação a julho. As maiores quedas ocorreram nos seguintes setores:

  • Perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-1,66%);
  • Madeira (-1,59%), equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-1,59%);
  • Papel e celulose (-1,42%).

As principais influências sobre o índice em agosto vieram dos segmentos de alimentos (-0,11 ponto percentual), produtos químicos (-0,08 p.p.), indústrias extrativas (-0,06 p.p.) e papel e celulose (-0,04 p.p.).

Segundo Alexandre Brandão, gerente do IPP, os setores com maior peso na indústria — como alimentos, metalurgia, extrativas e refino — foram os que mais impactaram o acumulado do ano.

"O movimento desses preços tem explicações diversas, mas, no caso de alimentos, por exemplo, a safra é um fator que explica em grande parte a redução, não por acaso, açúcar, soja e arroz despontam como as principais influências no acumulado do ano, completou.

Brandão explicou que os fatores por trás dessas variações são diversos, mas no caso dos alimentos, a safra tem sido determinante para a queda nos preços. Produtos como açúcar, soja e arroz se destacam como os principais responsáveis pela redução acumulada.

Em agosto, os custos do setor alimentício caíram 0,44%, acumulando queda de 7,55% no ano, embora tenham subido 1,45% nos últimos 12 meses.

Nova linha de crédito imobiliário

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (10), em cerimônia em São Paulo, uma nova linha de crédito para compra da casa própria com foco na classe média.

O objetivo é destinar mais recursos ao financiamento imobiliário, e, com isso, viabilizar a construção de mais moradias.

➡️ De acordo com o Palácio do Planalto, o valor máximo do imóvel financiado no âmbito do SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

➡️ O presidente da Caixa, Carlos Vieira, anunciou que o banco vai voltar a financiar até 80% do valor do imóvel por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Desde novembro de 2024, o valor máximo financiado pela instituição financeira era até 70% do valor do imóvel.

➡️ Segundo o governo, a medida beneficia, principalmente, as operações realizadas dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFHpara classe média, o que, por consequência, também deve expandir o investimento no setor de construção civil e o emprego.

➡️ O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que as mudanças anunciadas vão permitir que a Caixa Econômica Federal financie 80 mil novos imóveis com juros de até 12% ao ano, ou seja, abaixo da taxa básica da economia (que está em 15% ao ano).

Pelas regras atuais, 65% dos recursos captados pelos bancos por meio da caderneta de poupança têm que ser direcionados obrigatoriamente ao crédito imobiliário; 15% estão livres para outras operações; e 20% ficam retidos no Banco Central (os chamados depósitos compulsórios).

Trump ameaça China

O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra a China nesta sexta-feira (10), reacendendo tensões comerciais entre as duas potências.

Em uma publicação na Truth Social, ele acusou o governo chinês de controlar a exportação de elementos ligados às terras raras — materiais essenciais para a produção de tecnologia — e ameaçou impor um aumento massivo nas tarifas sobre produtos chineses.

"Uma das políticas que estamos calculando neste momento é um aumento massivo nas tarifas sobre produtos chineses que entram nos Estados Unidos. Há muitas outras medidas de retaliação que também estão sendo seriamente consideradas", escreveu.

Trump também afirmou que não vê mais sentido em se reunir com o presidente Xi Jinping, cancelando o encontro previsto para o fim do mês durante a Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul. Pequim, por sua vez, ainda não havia confirmado oficialmente a reunião.

Segundo Trump, os Estados Unidos estão avaliando outras medidas de retaliação além das tarifas, o que pode reacender uma guerra comercial que havia sido temporariamente pausada após negociações diplomáticas no início do ano.

Ele também afirmou que a China tem enviado comunicados a diversos países anunciando planos para ampliar os controles sobre a exportação de todos os elementos usados na produção de terras raras.

A escalada nas declarações aumentou a preocupação dos mercados, que vinham operando com relativa tranquilidade nos últimos dias.

EUA em paralisação pelo 10º dia

A paralisação do governo dos Estados Unidos chegou ao décimo dia nesta sexta-feira (10), após o Senado não conseguir aprovar um acordo na véspera. A proposta apresentada pelos republicanos para financiar o governo até 21 de novembro foi rejeitada, mantendo o impasse.

  • A votação terminou com 54 votos a favor e 45 contra, abaixo dos 60 necessários para superar a obstrução dos democratas, que seguem exigindo mudanças na política de saúde como condição para aprovar qualquer medida orçamentária.

O presidente Donald Trump reforçou as ameaças de cortar o que chamou de "programas democratascaso a paralisação se prolongue.

"Vamos cortar alguns programas democratas muito populares que, francamente, não são populares entre os republicanos, porque é assim que funciona", afirmou. "Eles quiseram fazer isso, então vamos dar a eles um gostinho do próprio veneno."

Trump deve viajar ao Oriente Médio no domingo para participar da cerimônia de assinatura de um acordo de paz entre Israel e o Hamas. Ainda não está claro quanto tempo ele permanecerá na região.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados americanos despencaram sexta-feira, após o presidente Donald Trump ameaçar um aumento expressivo nas tarifas sobre produtos chineses, reacendendo preocupações sobre uma nova guerra comercial.

A reação dos investidores interrompe uma semana que vinha sendo marcada por maior otimismo com a política monetária do país.

O índice Dow Jones recou 1,90% nesta sexta, aos 45.479,60 pontos. O S&P 500 recuou 2,71%, aos 6.552,50 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve queda de 3,56%, aos 22.204,43 pontos. O S&P e o Nasdaq sofreram suas maiores quedas percentuais em um único dia desde 10 de abril.

Os mercados europeus encerraram a semana em queda, pressionados pelas novas ameaças de Donald Trump à China. Por lá, os investidores também acompanharam a situação política na França, onde o impasse na escolha de um novo primeiro-ministro gerou preocupações sobre o impacto no crescimento econômico.

O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,25%, fechando a 564,16 pontos, na pior baixa intradiária em mais de um mês. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,86%, a 9.427,47 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 1,50%, a 24.241,46 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 1,53%, a 7.918,00 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB teve queda de 1,74%, a 42.047,50 pontos. Em Madri, o IBEX 35 recuou 0,69%, a 15.476,50 pontos, e em Lisboa, o PSI20 caiu 0,73%, a 8.169,87 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o dia em queda, influenciados por tensões políticas e decisões comerciais que afetaram o clima entre os investidores. Na China, houve realização de lucros após o índice de Xangai atingir seu maior nível em dez anos.

No fechamento, os principais índices da região registraram quedas: em Xangai, o índice SSEC caiu 0,94%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuou 1,97%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,73%, marcando sua quinta queda consecutiva.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 1,01%. Já em Seul, o KOSPI subiu 1,73%. Em Cingapura, o Straits Times teve baixa de 0,24%, e em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,13%. O mercado de Taiwan permaneceu fechado.

Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Fundador de site de apostas é o mais jovem a se tornar bilionário sem ser herdeiro

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Fortuna de Shayne Coplan, fundador da Polymarket, de 27 anos, veio após dona da Bolsa de Nova York anunciar investimento de até US$ 2 bilhões na plataforma que atua com mercado de previsão. 
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 09 de Outubro de 2.025 às 14h20m
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Fundador de site de apostas é o mais jovem a se tornar bilionário sem ser herdeiro
Fundador de site de apostas é o mais jovem a se tornar bilionário sem ser herdeiro

O fundador da Polymarket, Shayne Coplan, de 27 anos, se tornou o mais jovem bilionário autodeclarado — ou seja, cuja fortuna não veio de uma herança —, após a Intercontinental Exchange Inc. (ICE), dona da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), anunciar um investimento de até US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões). As informações são da Bloomberg News.

O acordo foi anunciado como um investimento estratégico pela International Exchange na última terça-feira (7). Segundo o comunicado, o valor reflete uma avaliação da empresa de aproximadamente US$ 8 bilhões (R$ 42,7 bilhões).

🪙 A Polymarket é uma plataforma de mercado de previsões que utiliza a mesma tecnologia blockchain das criptomoedas. O site permite apostar em possíveis desfechos de eventos políticos, econômicos, esportivos ou até da cultura pop.

Além do investimento, a ICE se tornará uma distribuidora global dos dados baseados em eventos da Polymarket, "fornecendo indicadores de percepção sobre temas relevantes para o mercado". As duas companhias também firmaram um acordo de parceria para futuras iniciativas de tokenização.

🪙 Tokenização é o movimento de transformação de um bem ou ativo real em uma representação digital. É o caso, por exemplo, do Drex, a moeda digital brasileira.

Shayne Coplan, fundador e CEO da plataforma de apostas Polymarket. — Foto: Richard Drew/AP Photo
Shayne Coplan, fundador e CEO da plataforma de apostas Polymarket. — Foto: Richard Drew/AP Photo

Em comunicado enviado a investidores na última terça-feira, o presidente da ICE afirmou que o acordo une a ICE a uma empresa "inovadora e revolucionária" e que é "pioneira em mudanças no setor de finanças".

"Shayne Coplan montou uma equipe na Polymarket para criar uma empresa orientada para o usuário, incansavelmente focada em produto, desenvolvimento, utilização e distribuição. Há oportunidades em diversos mercados que a ICE, juntamente com a Polymarket, pode atender de forma única, e estamos entusiasmados com o que esse investimento pode nos trazer, afirmou o executivo em nota. 
Quem é Shayne Coplan?

Shayne Coplan fundou a Polymarket em junho de 2020. Segundo a Bloomberg, a ideia para a criação da plataforma veio alguns anos após Coplan abandonar a Universidade de Nova York para tentar viver o sonho de se dar bem no mundo das criptomoedas.

O sonho, no entanto, não deu certo — a tal ponto que, de acordo com a agência de notícias, ele precisou até fazer um inventário do seu apartamento para poder vender seus pertences e pagar o aluguel.

Ainda segundo a Bloomberg, Coplan teria começado a estudar as teorias do economista Robin Hanson sobre o mercado de previsão em 2019, até que a Covid-19 chegou e criou o momento perfeito para que ele conseguisse desenvolver um aplicativo voltado para o mercado de previsões. Assim, surgiu a Polymarket.

O caminho, no entanto, não foi fácil. A empresa entrou em conflitos com as autoridades e reguladores norte-americanos. A casa de Coplan chegou a ser alvo de agentes do FBI após as eleições de 2024, quando usuários da Polymarket apostaram mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões na cotação atual)

Segundo a Bloomberg, no entanto, a empresa voltou a ganhar os holofotes — dessa vez, de um jeito positivo —, após o anúncio de investimento por parte da ICE.

Veja os bilionários brasileiros segundo a revista Forbes:

Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes
Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes 

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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Com preferência chinesa à soja do Brasil do que a dos EUA, vendas batem recorde anual já em outubro, diz setor

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China deixou de comprar a oleaginosa dos Estados Unidos desde maio. A exportação do grão do Brasil deverá somar 102,2 milhões de toneladas de janeiro a outubro.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 08 de Outubro de 2.025 às 16h05m
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Veja os vídeos que estão em alta no g1
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A exportação de soja do Brasil deverá somar 102,2 milhões de toneladas de janeiro a outubro, superando os volumes registrados em todo o ano de 2023, quando o país marcou seu recorde anual, apontou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

O marco acontece em meio o crescimento das compras da China, que deixou de comprar a oleaginosa dos Estados Unidos desde maio. Em abril, a China impôs uma tarifa de 20% sobre o produto, em retaliação às medidas comerciais adotadas pelo então presidente Donald Trump.

Os EUA são rivais dos brasileiros no mercado da oleaginosa.

Em todo o ano passado, quando a safra de soja quebrou por problemas climáticos, as exportações brasileiras atingiram 97,3 milhões de toneladas.

O recorde anterior de embarques da oleaginosa do Brasil, maior produtor e exportador global, havia sido registrado em 2023, com 101,3 milhões de toneladas, segundo a Anec.

Este ano, o Brasil também colheu uma safra recorde de, acima de 170 milhões de toneladas.

"A China continua sendo o principal destino e impulsiona os embarques brasileiros: em setembro, importou 6,5 milhões de toneladas, o que representa 93% do total, mantendo uma participação historicamente elevada", disse a Anec.

Fiando-se principalmente no Brasil para garantir a oferta, na média de 2025 a China registrou uma participação de 79,9% nas exportações totais de soja do Brasil, ante uma média de 2021 a 2024 de 74%, segundo dados da Anec. Em 2024, a fatia chinesa foi de 76%.

No acumulado do ano, contudo, a fatia da China nas exportações do Brasil ainda está ligeiramente abaixo dos 80,55% registrados no mesmo período de 2018, no auge da primeira guerra comercial do primeiro mandato de Donald Trump, segundo números oficiais do governo brasileiro.

Os agricultores de soja dos Estados Unidos enxergam o Brasil como a principal ameaça à exportação do país para a China, disse a Federação de Fazendeiros dos Estados Unidos (American Farm Bureau Federation), na terça-feira (7).

Segundo a associação, entre junho e agosto, os EUA quase não venderam grãos para a China, enquanto o Brasil bateu recordes de exportação no mesmo período.

“É um sinal de como a América do Sul passou a dominar o mercado e a substituir os produtores norte-americanos”, afirma a federação, que também destaca a Argentina como concorrente importante.

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Recorde de vendas

As projeções para o ano foram divulgadas no primeiro relatório mensal de embarques para outubro. Neste mês, a Anec projeta embarques de 7,12 milhões de toneladas, quase 2,7 milhões de toneladas acima do registrado em igual mês do ano passado.

Para o ano, a Anec projeta 110 milhões de toneladas exportadas de soja, segundo relatório.

"Entre novembro e dezembro, outras 8 milhões de toneladas devem ser exportadas, confirmando a estimativa anual de 110 milhões de toneladas", disse a associação.

Já os embarques de milho foram vistos em 6,0 milhões de toneladas neste mês, cerca de 380 mil toneladas superior ao volume registrado um ano antes. No ano até outubro, as exportações estão estimadas em 30 milhões de toneladas --o Brasil tem figurado como o segundo exportador global do cereal, atrás dos EUA.

Para o farelo de soja, as exportações brasileiras foram estimadas pela Anec em 1,92 milhão de toneladas, abaixo das 2,46 milhões de toneladas de outubro do ano passado. No ano, os embarques até o final deste mês deverão superar 19 milhões de toneladas, segundo a Anec.

Veja mais:

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terça-feira, 7 de outubro de 2025

Mesmo com tarifaço, exportação de carne bovina do Brasil bate novo recorde em setembro

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Volume exportado em setembro chegou a 314,7 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
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TOPO
Por Reuters

Postado em 07 de Outubro de 2.025 às 11h10m
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Como o tarifaço de Trump impacta nas exportações de carne bovina do Brasil?
Como o tarifaço de Trump impacta nas exportações de carne bovina do Brasil?

As exportações de carne bovina do Brasil bateram recorde para um único mês em setembro, superando a melhor marca anterior, registrada em julho deste ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (6).

O Brasil exportou 314,7 mil toneladas, um aumento de 25,1% em relação a setembro de 2024, segundo a Secex. O país, vale lembrar, é o maior exportador mundial de carne bovina.

O resultado veio mesmo após os Estados Unidos aplicarem tarifas contra o Brasil em agosto. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o aumento ocorreu porque os embarques se diversificaram, incluindo destinos como o México.

Além disso, os frigoríficos brasileiros ampliaram as vendas para a China, maior compradora da carne nacional.

A demanda global por carne continua forte. Especialistas afirmam que o comércio internacional está se reorganizando por causa das tarifas dos EUA, que também enfrentam limitações na produção devido à baixa oferta de animais.

Em julho, antes do aumento das tarifas pelos EUA, o Brasil exportou 276,9 mil toneladas, recorde até então. Em agosto, o volume caiu para 268,6 mil toneladas.

Mesmo com tarifaço, exportação de carne bovina do Brasil bate novo recorde em setembro — Foto: Kleiber Arantes/ Governo do Tocantins
Mesmo com tarifaço, exportação de carne bovina do Brasil bate novo recorde em setembro — Foto: Kleiber Arantes/ Governo do Tocantins

Na época, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, disse que os embarques aos Estados Unidos deveriam cair para cerca de 7 mil toneladas devido às tarifas.

No caso da carne bovina, a tarifa dos EUA ao Brasil é de 76,4%, somando a sobretaxa de 50% e 26,4% já existentes. Apesar da medida, o Brasil continua exportando a proteína para os norte-americanos, aproveitando a competitividade do produto.

As exportações incluem cortes de maior valor agregado e compromissos assumidos anteriormente por empresas brasileiras, segundo a Abiec.

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