Total de visualizações de página

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Pagamentos recorrentes entre bancos distintos deverá ser feito com PIX Automático, define BC

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Medidas abrange contas mensais, como as de escolas, quando feitas entre cliente e empresa com contas em bancos diferentes. Quando o banco for o mesmo, continua valendo o débito automático.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Mariana Assis, g1 — Brasília

Postado em 26 de Setembro de 2.025 às 20h40m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.093  #.$

Pagamentos recorrentes entre bancos distintos deverá ser feito com PIX Automático, define BC
Pagamentos recorrentes entre bancos distintos deverá ser feito com PIX Automático, define BC

O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) aprovaram uma resolução que estabelece a obrigatoriedade do PIX Automático em operações de débito quando os pagamentos recorrentes envolverem duas instituições financeiras diferentes. A regra começa a valer em 13 de outubro, mas as instituições terão até 1º de janeiro de 2026 para adequar contratos e autorizações já existentes.

Na prática, isso significa que contas mensais como as de academias, escolas, clubes ou seguradoras, quando cobradas por uma empresa que tem conta em um banco diferente do cliente, só poderão ser quitadas via PIX Automático. Se a cobrança for feita dentro do mesmo banco, nada muda: o débito automático tradicional continua valendo.

Segundo o BC, o objetivo é padronizar as operações, garantir maior segurança e reduzir fraudes.

"O pagador terá que autorizar, de forma fácil e padronizada, o débito na sua conta no aplicativo da instituição na qual tem a conta que será debitada", afirma a autoridade monetária.

De acordo com Mardilson Queiroz, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, a medida traz conveniência sem abrir mão da segurança.

"O pagamento recorrente automático vem para facilitar. Só que o facilitar sempre carrega uma questão de segurança. Principalmente quando envolve instituições diferentes. Então, para garantir uma melhor segurança e manter uma experiência simples para o cliente, o Pix Automático veio padronizar esses pagamentos e eliminar potenciais fragilidades", afirmou.

O Pix Automático já está disponível desde julho. O cliente define o valor máximo de cada operação, pode cancelar quando quiser e, segundo o BC, conta com os mesmos mecanismos de proteção do Pix tradicional: criptografia, autenticação e rastreabilidade das transações.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Dólar avança e retoma os R$ 5,35 após dado forte do PIB nos EUA; bolsa recua

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Na véspera, a moeda americana avançou 0,90%, cotada a R$ 5,3268. O principal índice da bolsa subiu 0,05%, aos 146.492 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 25 de Setembro de 2.025 às 11h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.092  #.$

Prévia da inflação sobe 0,48% em setembro
Prévia da inflação sobe 0,48% em setembro

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (25), subindo 0,60% por volta das 14h30, a R$ 5,3585. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,22%, aos 146.169 pontos.

O dia é marcado pela divulgação de dados econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos. Lá fora, investidores acompanharam a revisão do crescimento da economia americana. Por aqui, foram publicadas as projeções do Banco Central e a prévia da inflação de setembro.

▶️ Nos EUA, a agenda de indicadores foi movimentada. O destaque foi a revisão do PIB, que mostrou crescimento de 3,8% no segundo trimestre. O número veio acima da primeira estimativa, de 3,3%, e também das previsões dos economistas, que não esperavam mudanças. (veja mais)

  • O resultado acima do esperado leva os investidores a acreditarem que o BC americano pode adiar novos cortes nos juros previstos para este ano. Isso tende a fortalecer o dólar, já que os investimentos no país ficam mais atrativos, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão negativa sobre a bolsa brasileira.

▶️ Ainda por lá, três representantes do banco central se manifestaram ao longo do dia: Jeffrey Schmid defendeu um corte pequeno para ajudar o mercado de trabalho; Stephen Miran pediu uma redução maior, de até 2 pontos; já Austan Goolsbee foi mais cauteloso e disse que cortar rápido demais pode ser arriscado enquanto a inflação estiver alta.

▶️ Por aqui, antes da abertura do mercado, o Banco Central divulgou seu relatório trimestral e reduziu de 2,1% para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2025. A instituição também projetou o PIB para o ano que vem que, se confirmado, poderá apresentar o menor avanço desde 2020.

▶️ Em seguida, o IBGE apresentou a prévia da inflação de setembro, medida pelo IPCA-15. O índice subiu 0,48% no mês, levemente abaixo do esperado (0,51%). No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 5,32%.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,12%;
  • Acumulado do mês: -1,75%;
  • Acumulado do ano: -13,80%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,43%;
  • Acumulado do mês: +3,58%;
  • Acumulado do ano: +21,79%.
Relatório de Política Monetária do BC

O Banco Central publicou hoje o relatório de política monetária referente ao terceiro trimestre, no qual revisou para baixo sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, de 2,1% para 2%.

Para 2026, ano de eleições presidenciais, o Banco Central estimou um crescimento ainda mais modesto para o PIB brasileiro: 1,5%. É a primeira vez que a instituição apresenta uma projeção para a atividade econômica do próximo ano.

Segundo dados oficiais, caso se confirme, a projeção de crescimento do Banco Central para o próximo ano será a menor desde 2020, quando houve uma retração de 3,3% devido à pandemia de Covid-19.

A expectativa de menor crescimento do PIB, tanto neste ano quanto no próximo, ocorre em um contexto de manutenção dos juros em níveis elevados, como forma de conter pressões inflacionárias.

IPCA-15 de setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, subiu 0,48% em setembro — resultado ligeiramente abaixo das estimativas de economistas, que previam alta de 0,51%.

  • Com o resultado de setembro, o IPCA-15 acumula alta de 5,32% em 12 meses;
  • Em 2025, a inflação chegou a 3,76%.

Segundo o IBGE, o principal responsável pela alta foi o grupo Habitação, com destaque para a energia elétrica residencial. Após queda de 4,93% em agosto, o item avançou 12,17% devido ao fim do Bônus de Itaipu, que havia sido aplicado nas faturas do mês anterior.

Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a prévia da inflação de setembro trouxe sinais positivos, com destaque para a melhora na composição do índice — especialmente na média dos núcleos, que registra alta de 5,9% em 12 meses.

Segundo ele, embora o nível ainda esteja elevado e acima do teto da meta (4,5%), a combinação entre a perda de ritmo da atividade econômica e o recuo nos núcleos reforça a confiança em um processo de desaceleração.

[Esse resultado] reforça nossa confiança na trajetória de queda da inflação. Mantemos a projeção de 4,6% para este ano e 4% para o próximo, além da expectativa de corte na taxa de juros a partir de janeiro, com redução inicial de 50 pontos-base, levando a Selic de 15% para 14,5%, afirma Barbosa.
Dados econômicos dos EUA

Indicadores relevantes da economia americana foram divulgados nesta quinta-feira, com destaque para a revisão do Produto Interno Bruto (PIB), que apresentou crescimento de 3,8% no segundo trimestre, em ritmo anual, segundo o Departamento de Comércio.

O resultado ficou acima da estimativa inicial de 3,3% e também superou as previsões de especialistas, que não esperavam alterações. Esse desempenho foi impulsionado, em parte, pelos investimentos das empresas em tecnologia, com destaque para a área de inteligência artificial.

  • Os números mais fortes que o esperado impulsionaram os rendimentos dos Treasuries e o dólar ante outras divisas, com investidores dosando a perspectiva de corte de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses.

No primeiro trimestre, a economia teve queda de 0,6%, um recuo ligeiramente maior que os 0,5% informados anteriormente.

Essa queda foi atribuída à antecipação de importações no início do ano, em resposta às tarifas impostas pelo governo Donald Trump — um movimento que se estabilizou no trimestre seguinte.

Além disso, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 14 mil, para 218 mil na semana encerrada em 20 de setembro, em dado com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo das projeções de economistas, que previam 235 mil pedidos.

No setor imobiliário, as vendas de casas usadas caíram 0,2% em agosto, chegando a uma taxa anual de 4 milhões de unidades — ligeiramente abaixo do resultado de julho, que foi de 4,01 milhões. Apesar da queda, o total superou a previsão dos analistas, que estimavam 3,96 milhões.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de 1,8%. A queda observada em agosto reflete a dificuldade dos compradores diante dos preços ainda altos dos imóveis e das taxas de financiamento, que continuam elevadas, mesmo após cortes recentes nos custos.

Outro dado acompanhado com atenção foi o dos pedidos de bens de capital — uma forma de medir os investimentos das empresas. Em agosto, houve alta de 0,6%, após uma revisão para baixo do crescimento de julho, que passou de 0,8%.

A previsão era de uma queda de 0,1%. Parte desse aumento, porém, pode estar relacionada ao encarecimento dos produtos, já que as tarifas sobre importações elevaram os custos para a indústria.

Falas de membros do Fed

Ao longo desta quinta-feira, declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) também ficaram no radar dos investidores.

O presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, avaliou que o corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, decidido na semana passada, foi uma medida necessária para preservar a força do mercado de trabalho.

Ele destacou que, embora a economia esteja em boa posição em relação às metas de inflação e emprego, "alguns dados recentes sugerem um risco crescente de que o mercado de trabalho possa se enfraquecer de forma mais substancial ou abrupta do que eu estava prevendo".

Stephen Miran, diretor do Fed indicado por Donald Trump, fez críticas mais incisivas à atual política monetária. Em entrevista à Fox Business, ele afirmou que os juros elevados tornam a economia americana mais vulnerável a choques negativos.

"Quando a política monetária está nessa postura restritiva, a economia se torna mais vulnerável a choques negativos", disse Miran.

Para ele, o banco central deveria reduzir as taxas em dois pontos percentuais, por meio de cortes de meio ponto cada.

Miran também questionou o argumento de que as tarifas comerciais estariam pressionando os preços, ponto que, segundo ele, ainda segura a posição mais cautelosa de parte dos membros do Fed.

Já o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, adotou um tom mais cauteloso. Ele alertou que novos cortes de juros podem ser precipitados enquanto a inflação segue acima da meta de 2% e o mercado de trabalho mostra apenas leve desaceleração.

Quero que fiquemos atentos e isso me faz pensar que uma forte antecipação de cortes antes de sabermos se isso é tudo o que haverá sobre a inflação e antes de sabermos se essa inflação será persistente corre o risco de ser um erro, disse Goolsbee.

Para ele, a política atual é apenas moderadamente restritiva e não tão dura a ponto de exigir cortes acelerados, como defende Stephen Miran.

Ele destacou que setores sensíveis aos juros, como investimentos empresariais, seguem resilientes, apesar da fraqueza do setor imobiliário.

Sinto-me confortável... com o corte em um caminho gradual, enquanto continuamos a coletar informações para garantir que não fomos desviados de onde queremos estar", completou.
Bolsas globais

Os índices em Wall Street começaram o dia em queda, influenciados por novos dados sobre a economia e por declarações de uma autoridade do banco central dos EUA. Esses fatores diminuíram o otimismo dos investidores em relação à possibilidade de cortes nos juros, o que costuma ser visto como positivo para a atividade econômica.

Na abertura, o Dow Jones teve leve baixa de 0,05%, ficando em 46.097 pontos. O S&P 500 caiu 0,45%, para 6.608 pontos, e o Nasdaq recuou 0,80%, atingindo 22.318 pontos.

As bolsas europeias encerraram o dia em queda nesta quinta-feira. O recuo foi influenciado pela desvalorização de empresas do setor médico, após os EUA anunciarem novas investigações sobre importações. Além disso, investidores analisavam declarações de autoridades do banco central americano e dados econômicos, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.

Os principais índices registram perdas: o STOXX 600 recuou 0,7%; o DAX, da Alemanha, caiu 0,56%; o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 0,39%; o CAC 40, da França, teve baixa de 0,41%; e o FTSE MIB, da Itália, recuou 0,43%

Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos. Na China, as ações subiram, impulsionadas por empresas de inteligência artificial e tecnologia de chips. Já em outras partes da região, o movimento foi mais contido ou negativo.

No fechamento, o índice CSI300, que reúne grandes empresas da China, subiu 0,60%, enquanto o índice de Xangai teve leve queda de 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,13%. Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,27%.

Outros mercados asiáticos tiveram variações menores: Seul (-0,03%), Taiwan (-0,66%), Cingapura (-0,39%) e Sydney (+0,10%).

Dólar — Foto: freepik
Dólar — Foto: freepik

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Dólar cai a R$ 5,27 após aceno de Trump a Lula; Ibovespa fecha aos 146 mil pontos pela 1ª vez

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda americana recuou 1,10%, cotada a R$ 5,2791 — menor valor desde 6 de junho de 2024, quando encerrou a R$ 5,2498. Já o principal índice da bolsa avançou 0,91%, aos 146.425 pontos, em um novo recorde.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 23 de Setembro de 2.025 às 09h30
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.091  #.$

Trump diz que abraçou Lula e que tiveram ótima química
Trump diz que abraçou Lula e que tiveram ótima química

O dólar fechou em queda de 1,10% nesta terça-feira (23), cotado a R$ 5,2791 — menor valor desde 6 de junho de 2024, quando encerrou a R$ 5,2498. Na mínima do dia, a moeda foi negociada a R$ 5,2765.

Já o Ibovespa atingiu um novo recorde. O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,91%, aos 146.425 pontos, fechando pela primeira vez acima dos 146 mil pontos. Durante a sessão, também alcançou a marca dos 147 mil pontos pela primeira vez, mas perdeu força.

O mercado reagiu às participações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump na Assembleia Geral da ONU. Apesar dos discursos divergentes, a surpresa veio de uma revelação de Trump: os dois se encontraram rapidamente nos bastidores, em clima amistoso, e cogitam uma reunião para a próxima semana. Ainda não há definição sobre data ou formato desse encontro.

Em seu discurso, o presidente dos EUA afirmou ter tido uma "química excelente" com Lula. O gesto foi interpretado pelo mercado como sinal de diálogo político, ajudando a derrubar o dólar — que iniciou o dia em alta — e impulsionando a valorização da bolsa.

▶️ Antes da abertura dos mercados, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que destacou o efeito positivo da queda do dólar sobre a inflação, mas reforçou que os juros devem seguir altos por um período prolongado.

▶️ Nos EUA, investidores acompanharam principalmente a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, que afirmou que a política monetária atravessa uma fase delicada: a inflação permanece resistente, enquanto o mercado de trabalho dá sinais de fraqueza.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,77%;
  • Acumulado do mês: -2,63%;
  • Acumulado do ano: -14,57%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,38%;
  • Acumulado do mês: +3,54%;
  • Acumulado do ano: +21,73%.
Trump promete encontro com Lula

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (23), em discurso na Assembleia Geral da ONU, que se reunirá na próxima semana com o presidente Lula para discutir as retaliações que Washington tem imposto ao Brasil.

No discurso, o republicano declarou ter tido uma química excelente com o presidente brasileiro, que pareceu um cara muito agradável.

"Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos.

E Trump seguiu com os elogios ao presidente brasileiro. "Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto."

Fontes do governo brasileiro confirmaram a reunião entre Trump e Lula para a próxima semana, mas não informaram se será presencial ou por telefone.

Segundo Patrick Buss, operador da Manchester Investimentos, o mercado reagiu positivamente às sinalizações.

Interpretando a possibilidade de maior aproximação entre Brasil e Estados Unidos como um fator positivo para as relações internacionais e para os ativos locais — reflexo disso foi a alta do Ibovespa, que avançou mais de 1% no pregão após a divulgação das notícias. 
Ata do Copom

A reunião do Copom foi realizada na semana passada, quando a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos. Na ata, o BC avaliou que a recente queda do dólar e a desaceleração da economia ajudam no controle da inflação, mas ressaltou que as projeções para os próximos anos continuam acima da meta.

Acrescentou ainda que a inflação de serviços tem se mostrado mais resistente devido a um mercado de trabalho dinâmico e a uma atividade econômica que avança de forma gradual. A instituição reforça que a desaceleração é necessária para conter os preços.

"Para além das variações dos itens, ou mesmo das oscilações de curto prazo, os núcleos de inflação têm se mantido acima do valor compatível com o atingimento da meta há meses, corroborando a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista [juro alto] por um período bastante prolongado", diz o Banco Central.

Segundo o BC, a volta das expectativas de inflação para a meta definida exige perseverança, firmeza e serenidade.

Falas de Powell

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou nesta terça que o banco central enfrenta uma situação delicada: a inflação continua elevada, enquanto o mercado de trabalho dá sinais de fraqueza.

"Os riscos de curto prazo para a inflação estão inclinados para cima e os riscos para o emprego, para baixo — uma situação desafiadora", disse.

Powell destacou que a criação de empregos caiu para uma média de 25 mil nos últimos três meses, abaixo do necessário para manter o desemprego estável, embora outros indicadores do mercado de trabalho sigam firmes.

Já a inflação continua acima da meta, pressionada pelas tarifas de Trump, que encarecem os preços.

O Fed projeta novos cortes de 0,25 ponto em outubro e dezembro, mas enfrenta divergências internas: alguns dirigentes defendem cautela diante do risco inflacionário, enquanto outros pedem reduções mais rápidas para proteger o emprego.

  • Atualmente, a taxa básica está entre 4% e 4,25%, patamar ainda considerado alto, mas com espaço para ajustes conforme a economia evolua.

Sob pressão do governo Trump, que tenta substituir a diretora Lisa Cook, Powell ressaltou que medidas emergenciais em crises passadas ajudaram a evitar danos maiores, mas deixaram cicatrizes que afetarão os EUA — e o mundo — por muito tempo.

"Em democracias ao redor do mundo, a confiança pública nas instituições econômicas e políticas foi desafiada. Aqueles de nós que estão no serviço público neste momento precisam se concentrar firmemente em executar nossas missões críticas da melhor maneira possível, em meio a mares tempestuosos e ventos cruzados poderosos", disse Powell.
Bolsas globais

Os mercados em Wall Street mostraram desempenho misto nesta terça-feira. Depois da forte alta recente puxada pelo setor de tecnologia, os investidores adotaram cautela e esperaram pelas falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, em meio a sinais divergentes vindos do próprio banco central.

Por volta das 12h, o Dow Jones subia 0,66%, a 46.687 pontos, o S&P 500 tinha leve alta de 0,05%, a 6.697 pontos, enquanto o Nasdaq recuava 0,23%, a 22.734 pontos.

Na Europa, as bolsas terminaram a sessão em direções diferentes. O otimismo com dados positivos de atividade econômica na zona do euro sustentou os ganhos em Frankfurt e Paris, mas o crescimento mais fraco do Reino Unido pressionou o mercado de Londres. Além disso, investidores também aguardavam o discurso de Powell sobre os rumos da economia global.

O índice Stoxx 600, que reúne empresas da região, avançou 0,38%, a 555 pontos. O DAX de Frankfurt subiu 0,36%, a 23.611 pontos, e o CAC 40 de Paris ganhou 0,54%, a 7.872 pontos. Já o FTSE 100 de Londres destoou, caindo 0,04%, a 9.223 pontos.

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única. As bolsas da China ficaram praticamente estáveis, com os ganhos de bancos compensando a pressão sobre empresas de tecnologia. Em outros países, houve variações moderadas, com alguns índices em alta e outros em queda.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,70%, a 26.159 pontos. Em Xangai, o índice SSEC recuou 0,18%, a 3.821 pontos, e o CSI300 caiu 0,06%, a 4.519 pontos. Já em Seul, o Kospi subiu 0,51%, a 3.486 pontos; em Taiwan, o Taiex avançou 1,42%, a 26.247 pontos.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----