Total de visualizações de página

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Dólar sobe e fecha a R$ 5,33 com novas sanções dos EUA e dados econômicos no radar; Ibovespa cai

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda americana avançou 0,33%, cotada a R$ 5,3376. Já o principal índice da bolsa recuou 0,52%, aos 145.109 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 22 de Seembro de 2.025 às 10h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.090  #.$

Lula fará discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU
Lula fará discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU

O dólar fechou em alta de 0,33% nesta segunda-feira (22), cotado a R$ 5,3376. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, recuou 0,52%, aos 145.109 pontos, quebrando uma sequência de recordes.

O mercado acompanhou as novas sanções dos EUA contra brasileiros — o que trouxe apreensão aos investidores. No Brasil, são aguardados a ata do Copom e os números do IPCA-15, que podem indicar os próximos passos da política de juros. Nos EUA, saem nesta semana dados do PIB e do consumo.

▶️ Os desdobramentos políticos e as falas de líderes do setor financeiro também estão no radar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Embora não haja previsão de encontro oficial, há expectativa de que Lula possa conversar com Donald Trump, em meio à sobretaxa de 50% aplicada por Washington sobre produtos brasileiros.

▶️ Ainda diante do impasse diplomático entre Brasil e EUA, o governo Trump anunciou nesta segunda-feira novas sanções a brasileiros, entre eles Viviane Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e Jorge Messias, advogado-geral da União, com base na Lei Magnitsky.

🔎 A medida integra a estratégia de retaliação do governo americano à decisão do STF, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado em agosto.

▶️ Antes da abertura do mercado, o Banco Central divulgou o boletim Focus, mostrando que os economistas mantiveram a previsão de inflação para este ano em 4,83%. Pela frente, investidores aguardam o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, a ser divulgado na quinta-feira.

▶️ Durante a manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou do evento Macro Day do BTG Pactual. O chefe da equipe econômica criticou os gastos herdados da gestão anterior e o impacto da Tese do Século nas contas públicas.

▶️ Nos negócios, o destaque foi para as ações da Embraer, que subiram quase 5% após a encomenda de aviões feita pela Latam. Do lado das perdas, houve o tombo de 18% da Cosan, após anúncio de capitalização de R$ 10 bilhões.

▶️ Nos EUA, o mercado acompanhou os discursos de representantes do banco central americano. Alguns deles disseram não haver espaço para novos cortes de juros neste ano. Por outro lado, documento divulgado na última decisão do Fed indica duas reduções, em outubro e dezembro.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,33%;
  • Acumulado do mês: -1,55%;
  • Acumulado do ano: -13,63%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,51%;
  • Acumulado do mês: +2,61%;
  • Acumulado do ano: +20,65%.
Boletim Focus

O mercado passou a ver que a taxa básica de juros Selic terminará 2026 em 12,25%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, consolidando a redução indicada no levantamento da semana passada.

A pesquisa semanal anterior já havia mostrado redução da expectativa para a Selic a 12,38% na mediana das projeções, após 32 semanas de manutenção em 12,50%.

Para este ano, segue a expectativa de que a taxa de juros terminará nos atuais 15%, depois de o BC ter decidido pela manutenção na semana passada, destacando que o ambiente incerto demanda cautela e que seguirá avaliando se manter os juros nesse patamar por período bastante prolongado será suficiente para levar a inflação à meta.

O levantamento com uma centena de economistas mostrou ainda que a expectativa para a alta do IPCA em 2025 segue em 4,83%, com um ligeiro ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual na conta para 2026, a 4,29%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento foram mantidas em 2,16% este ano e em 1,80% no próximo. As projeções para o dólar também não sofreram alterações, a R$5,50 e R$5,60 respectivamente.

Novas sansões a brasileiros

O governo dos EUA voltou a impor sanções a brasileiros, em uma ação vista como retaliação à decisão do STF, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Donald Trump, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado em agosto.

Entre os alvos está Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Com base na Lei Magnitsky, a designação bloqueia todos os eventuais bens de Viviane nos EUA, além de atingir qualquer empresa a ela vinculada.

Nesta segunda-feira, o governo Trump também revogou o visto de outras cinco autoridades brasileiras, em mais uma medida de retaliação contra integrantes do governo e do Judiciário. São elas:

  • José Levi, ex-AGU e ex-secretário-geral de Alexandre de Moraes no TSE;
  • Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE;
  • Airton Vieira, juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no STF;
  • Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral;
  • Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que novas sanções poderão ser aplicadas a outras autoridades brasileiras se necessário.

Ele alertou ainda que instituições financeiras brasileiras que mantiverem relações com pessoas sancionadas também poderão ser punidas.

Questionado sobre a possibilidade de novas autoridades brasileiras serem incluídas, Bessent respondeu a repórteres: Se necessário. E qualquer instituição financeira brasileira que se relacione com pessoas sancionadas deve considerar essas ações com cautela.

Indagado sobre a inclusão da esposa de Moraes na lista, Bessent declarou: Não existe Clyde sem Bonnie, em referência ao casal de criminosos norte-americanos que atuou durante a Grande Depressão.

Dirigentes do BC americano discursam

A sessão também foi marcada pelas falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

O primeiro a se pronunciar foi Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, que afirmou não ver necessidade de novos cortes nas taxas de juros dos Estados Unidos neste ano, devido às preocupações com a inflação. A declaração foi feita em entrevista publicada pelo Wall Street Journal nesta segunda-feira.

Estou preocupado com a inflação, que tem se mantido elevada por um período prolongado, disse Bostic aoWall Street Journal. Por isso, hoje eu não apoiaria uma mudança nesse sentido, mas vamos observar como a situação evolui, acrescentou, referindo-se às taxas de juros.

Vale destacar que Bostic não tem direito a voto no comitê responsável por definir a política monetária do Fed neste ano.

Na sequência, o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, defendeu o corte na taxa de juros realizado na reunião da semana passada como uma medida preventiva para proteger o mercado de trabalho.

No entanto, alertou que pode haver espaço limitado para novas reduções, considerando que a inflação segue acima da meta de 2% estabelecida pelo Fed.

"Defendi a redução de 25 pontos-base na taxa básica de juros pelo Fomc na semana passada como uma medida de precaução com o objetivo de apoiar o mercado de trabalho em pleno emprego e contra um enfraquecimento ainda maior", disse Musalem.

"No entanto, acredito que há espaço limitado para mais afrouxamento sem que a política monetária se torne excessivamente acomodatícia, e devemos agir com cautela."

Musalem tem direito a voto nas decisões de política monetária neste ano e afirmou que, diante do risco de uma inflação mais persistente acima da meta do Fed, a taxa de juros básica precisa se manter elevada para compensar a possibilidade de alta nos preços.

Segundo ele, as tarifas estão pressionando a inflação e, embora o impacto inicial tenha sido menor do que o previsto, o efeito completo pode levar alguns meses para se manifestar, conforme as empresas ajustam seus preços.

Também estão previstas para hoje declarações de Tom Barkin, do Fed de Richmond, e de Stephen Miran, recentemente indicado pelo presidente Donald Trump.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados fecharam em alta, renovando níveis recordes da sessão anterior.

A principal razão para essa mudança foi a preocupação dos investidores com as novas políticas de vistos anunciadas pelo presidente Donald Trump, que geraram incertezas sobre o impacto que podem ter na economia — especialmente em setores que dependem de trabalhadores estrangeiros, como o de tecnologia.

O índice Dow Jones subiu 0,14%, para 46.381,54 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,44%, para 6.693,77 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,70%, para 22.788,98 pontos.

Na Europa, os mercados encerraram o dia sem rumo definido, ainda sob influência das preocupações relacionadas às políticas de vistos dos EUA.

O desempenho fraco de grandes empresas, como Porsche e Volkswagen, também reforçou o clima de cautela. A Porsche recuou após cortar suas projeções de lucro e adiar lançamentos de carros elétricos, movimento que impactou diretamente a Volkswagen, sua principal acionista.

Entre os principais índices, o STOXX 600 recuou 0,13%. Na Alemanha, o DAX caiu 0,48%, e na França, o CAC 40 perdeu 0,30%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, destoou dos demais e avançou 0,11%.

Na Ásia, os mercados fecharam com resultados mistos. O destaque positivo veio da China, onde ações de empresas fornecedoras da Apple e do setor de chips subiram, impulsionadas por sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e a China.

No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,22%, e o CSI300 avançou 0,46%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,99%, chegando a 45.493 pontos. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,76%, para 26.344 pontos.

Outros destaques incluem o KOSPI, da Coreia do Sul, que subiu 0,68%; o TAIEX, de Taiwan, com alta de 1,18%; e o S&P/ASX 200, da Austrália, que avançou 0,43%. Por outro lado, o índice de Singapura teve leve queda de 0,12%.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

domingo, 21 de setembro de 2025

Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido?

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>



Método das invasões é parecido, com bandidos retirando dinheiro das contas reservas de empresas. No ataque mais recente, contra a Caixa, a PF prendeu oito pessoas em flagrante e disse que o grupo pode estar envolvido com as outras fraudes.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 21 de Setembro de 2.025 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.089  #.$

PF prende 8 por ataques hackers contra bancos
PF prende 8 por ataques hackers contra bancos

A tentativa de invadir o sistema da Caixa Econômica Federal em 12 de setembro foi apenas mais um dos ataques planejados contra o PIX. Nos últimos dois meses, hackers conseguiram movimentar mais de R$ 1,2 bilhão de instituições financeiras.

No caso do ataque à Caixa, o plano não foi concretizadoA Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas em flagrante, apreendeu um computador roubado do banco e disse que o grupo pode estar envolvido com as fraudes anteriores.

A PF afirmou que o grupo conseguiu um notebook e uma credencial de acesso por meio do gerente de uma agência da Caixa no bairro do Brás, na cidade de São Paulo.

O inquérito também indica que o banco alertou sobre a roubo do dispositivo. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo g1.

O método foi parecido com os ataques contra a C&M Software e a Sinqia: bandidos acessaram senhas e sistemas internos para retirar valores das contas reservas das empresas, usadas para processar movimentações financeiras.

Não houve ataque hacker à estrutura do Banco Central nem roubo de dinheiro de contas de clientes dos bancos.

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que os ataques têm se repetido porque:

  • o PIX cresceu muito desde sua criação em 2020 e se tornou mais visado por criminosos que buscam brechas de segurança em sistemas;
  • faltam padrões de segurança mais elevados para todos os integrantes do PIX, além dos bancos mais conhecidos.

A C&M Software e a Sinqia estão entre os seis intermediários que ligam instituições financeiras ao Banco Central. São os chamados Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), que viraram alvo dos hackers.

"Quando muitas instituições dependem de um mesmo intermediário, ele se torna um alvo atrativo. A concentração se torna um risco iminente. Há um único ponto de falha", explicou Nathália Carmo, sócia da consultoria de segurança cibernética IAM Brasil.

Os ataques aproveitaram que a C&M Software e a Sinqia eram conhecidas dos sistemas dos bancos para fazer transações sem muitas barreiras, disse Nathália. Para ela, o monitoramento sobre esses intermediários precisa aumentar.

"Quem deveria manter essa infraestrutura em conformidade é o intermediário. Ele precisa manter a segurança. É algo que foge da responsabilidade do banco", afirmou.

Após os ataques, o Banco Central decidiu antecipar o prazo para todas as instituições de pagamento serem obrigadas a pedir autorização para continuarem operando. Em vez de dezembro de 2029, o limite agora é maio de 2026.

Uma instituição de pagamento não autorizada consegue operar, mas não segue todas as regras do Banco Central. Dos 936 participantes do PIX, 78 não têm autorização expressa do Banco Central, segundo dados publicados pelo próprio órgão em 17 de setembro.

BC reforça regras de instituições financeiras para impedir atuação do crime organizado
BC reforça regras de instituições financeiras para impedir atuação do crime organizado

A expectativa é que, com a exigência da autorização, haja mais controle sobre padrões de segurança das empresas.

"Quando uma instituição é autorizada e está na lupa do BC diariamente, ela tem mais obrigações e precisa melhorar suas políticas de segurança e contra lavagem de dinheiro", explicou Abdul Assal, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa de tecnologia financeira Galileo.

Com o precedente criado após o caso da C&M Software, o Banco Central quer agora "separar o joio do trigo" e manter no sistema financeiro apenas quem tem condições de manter padrões mais elevados, avaliou Assal.

"A instituição vai passar por um batalhão de análise e, caso seja aprovada, significa que ela realmente está aderente a todas aqueles requerimentos do BC".

O que mais pode ser feito?

Além das novas regras para instituições financeiras, é preciso haver mais filtros contra movimentações suspeitas, incluindo com uso de inteligência artificial, alertou Rocelo Lopes, CEO da empresa de compra e venda de criptomoedas SmartPay.

"Se o banco puder pesquisar quem é o detentor da conta e no que ele está envolvido, ele poderá decidir segurar a transação. Criar políticas para poder identificar esse tipo de coisa seria o melhor caminho para o sistema centralizado".

O segmento financeiro é o mais protegido, mas, com mais instituições a cada dia, precisa aumentar seu nível de maturidade, avaliou o diretor-geral da Netscout, Geraldo Guazzelli.

"A maior fragilidade hoje, apesar de todo o ambiente, é o uso de credenciais legítimas obtidas com o roubo ou a compra", afirmou. "Mas a credencial por si não é algo que vai garantir o sucesso. Tem que ser encontrada uma falha. É uma associação de fatores".

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

FOTOS: Embraer divulga novo visual do KC-390 Millennium

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Avião de transporte tático militar é um dos líderes globais da categoria e usado pelas Forças Aéreas de 11 países.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Léo Nicolini, g1 Vale do Paraíba e Região

Postado em 19 de Setembro de 2.025 às 17h45m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.088  #.$

Embraer divulga nova identidade visual do KC-390 Millennium — Foto: Claudio Capucho
Embraer divulga nova identidade visual do KC-390 Millennium — Foto: Claudio Capucho

A Embraer divulgou, nesta sexta-feira (19), um novo visual do KC-390 Millennium, avião de transporte tático militar usado pelas Forças Aéreas de 11 países.

A apresentação aconteceu em um evento de aviação realizado em Confins (MG), nas instalações da GOL Aerotech, que foi responsável pela pintura do avião.

De acordo com a Embraer, o modelo será usado para demonstração a potenciais clientes, participação em feiras, ações de marketing e eventos. A primeira aparição internacional ocorrerá ainda neste ano.

A pintura da aeronave demonstradora nas instalações da GOL Aerotech abre também a possibilidade futura de pintura de aeronaves de clientes, em complemento à expansão da capacidade produtiva da Embraer para atender a demanda global pelo KC-390, publicou a empresa.

Embraer anuncia novas vendas do KC-390 e do EVTOL
Embraer anuncia novas vendas do KC-390 e do EVTOL

A nova identidade visual também celebra o momento positivo do KC-390. Ainda segundo a Embraer, o modelo é líder global no transporte tático militar. A Força Aérea de 11 países usa o avião atualmente, inclusive a brasileira.

O KC-390 Millennium pode transportar mais carga útil (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves de transporte militar de médio porte e voa mais rápido (470 nós) e mais longe, sendo capaz de realizar uma ampla gama de missões, como transporte e lançamento de carga e tropas, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias, completou a Embraer.

Sediada em São José dos Campos, no interior de São Paulo, a Embraer é uma empresa brasileira e está entre as principais fabricantes de avião do mundo.

Veja as fotos:

Embraer divulga nova identidade visual do KC-390 Millennium — Foto: Claudio Capucho
Embraer divulga nova identidade visual do KC-390 Millennium — Foto: Claudio Capucho

Embraer divulga nova identidade visual do KC-390 Millennium — Foto: Claudio Capucho
Embraer divulga nova identidade visual do KC-390 Millennium — Foto: Claudio Capucho

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Por que o Copom manteve a Selic em 15% após deflação e melhora das expectativas do mercado

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Economistas ouvidos pelo g1 dizem que, mesmo com sinais de melhora na inflação, ainda não há motivos para que o Banco Central mude sua política de juros. Entenda as preocupações do BC.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 18 de Setembro de 2.025 às 07h35m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
$.#  Postagem  Nº     1.087  #.$

Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano pela segunda vez
Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano pela segunda vez

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa Selic em 15% ao ano. Com isso, os juros seguem no maior patamar em duas décadas, mesmo diante da revisão para baixo das projeções de inflação do mercado financeiro.

Segundo o boletim Focus, no início de março o mercado projetava inflação de 5,68% para o fim do ano. Na última semana, a estimativa já havia recuado para 4,83%.

No mês de agosto, a inflação oficial do Brasil registrou, inclusive, a primeira queda geral nos preços em um ano. O IPCA caiu 0,11% no mês passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda assim, economistas ouvidos pelo g1 dizem que, mesmo com sinais de melhora na inflação, ainda não há motivos para que o Banco Central mude sua política de juros.

Veja abaixo os principais fatores que, segundo analistas, ainda preocupam o BC.

Foco do BC é a inflação de serviços

A queda de preços em agosto foi influenciada pelo bônus de Itaipu nas contas de luz e pela redução no grupo Alimentação e bebidas, que costuma se beneficiar da maior oferta agrícola no meio do ano, após a temporada de chuvas.

Segundo Rafael Cardoso, economista-chefe do Banco Daycoval, os fatores que reduziram os preços são temporários.

  • Houve influência da sazonalidade, que normalmente favorece índices menores no meio do ano;
  • E a valorização do real, impulsionada pela queda do dólar, barateou os produtos importados.

Esse movimento ajudou a aliviar os preços no curto prazo, mas pode ser passageiro. Embora o IPCA cheio seja uma referência importante para o BC, um núcleo específico preocupa ainda mais: a inflação de serviços.

Em agosto, esse indicador desacelerou em relação a julho, mas segue em um nível considerado alto pelos economistas. Em 12 meses, o núcleo de serviços acumula alta de 6,17%, bem acima do IPCA cheio e da meta de inflação.

Essa fatia da inflação é vista como termômetro da demanda na economia brasileira, já que reflete a situação do consumo e do mercado de trabalho.

Com mais empregos e salários maiores, aumenta a demanda por serviços e, ao mesmo tempo, os custos das empresas. Mesmo que a inflação geral mostre algum alívio, o que importa para o BC ainda não avançou de forma relevante, explica Cardoso.

  • 🔎 No comunicado, o BC exatamente isso: Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação.
Economia mais fraca, mas emprego ainda firme

Um dos principais efeitos dos juros elevados é a desaceleração da economia brasileira. No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3%, mas perdeu fôlego no segundo, avançando apenas 0,4%.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, recuou pelo terceiro mês seguido, com queda de 0,5% entre junho e julho.

Apesar disso, o mercado de trabalho segue bastante aquecido. Também em julho, a taxa de desemprego atingiu uma nova mínima histórica, encerrando o trimestre em 5,6%. Em números absolutos, 6,1 milhões de brasileiros seguem sem emprego, o menor nível desde 2013.

O que o Banco Central quer ver é uma desaceleração do mercado de trabalho. Esse é sempre o último setor a sentir os efeitos de uma economia mais fraca. Enquanto o emprego continuar forte, a inflação de serviços vai permanecer pressionada, diz Cardoso.

  • 🔎 O que disse o BC: Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, certa moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo.
Ainda distante da meta de inflação

As projeções de economistas do mercado financeiro para a inflação recuaram não apenas para 2025, mas também para 2026, 2027 e 2028. Ainda assim, permanecem acima da meta oficial.

O objetivo do BC é levar a inflação em 12 meses para 3%. A meta é considerada cumprida se variar entre 1,5% e 4,5%.

Cardoso, do Daycoval, avalia que o fato de as projeções — inclusive as do próprio BC — ainda estarem fora da meta já é razão suficiente para manter a política de juros elevados. Em sua visão, apenas em 2026 haverá espaço para cortes.

No início de 2026, o BC provavelmente terá três fatores se alinhando: expectativas mais próximas da meta, atividade econômica mais fraca com reflexos no mercado de trabalho e uma inflação de serviços já mostrando melhora consistente, afirma.

Ricardo Pegnoratto, especialista em finanças e investimentos da MIDE Mesa Proprietária, também destaca o cenário das contas públicas, cujas incertezas podem influenciar as expectativas de inflação nos próximos meses.

O Copom optou pela prudência, aguardando sinais mais concretos e duradouros de que a inflação está convergindo para a meta, antes de iniciar um movimento de flexibilização".

  • 🔎 Como o BC vê a situação: As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência.
E o tarifaço?

Fatores internacionais também influenciam as decisões sobre juros. Segundo economistas, medidas como as tarifas impostas pelos Estados Unidos têm pouco impacto direto na inflação brasileira, mas aumentam a incerteza global.

Isso porque as tarifas podem pressionar a inflação nos EUA e alterar a política de juros americana — e esses efeitos, sim, podem atingir o Brasil de forma indireta.

Se o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) corta juros, o real tende a se valorizar, o que ajuda a reduzir a inflação no Brasil, afirma Cardoso, do Daycoval.

Para Ricardo Pegnoratto, da MIDE Mesa Proprietária, o Copom entende que, embora o impacto na economia seja limitado, a incerteza gerada e os efeitos específicos em alguns setores justificam maior cautela. O risco de aumento de preços vindos do exterior impede que o BC reduza os juros agora", afirma.

Segundo ele, a decisão do BC de manter a Selic em 15% ao ano é um recado claro ao mercado: a prioridade é o controle da inflação e a ancoragem das expectativas — ou seja, assegurar que as projeções apontem para a manutenção da inflação sob controle no futuro.

  • 🔎 O que disse o BC sobre o assunto: O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.
Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro — Foto: Reprodução/Pixabay
Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro — Foto: Reprodução/Pixabay
++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----