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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Ibovespa fecha aos 143 mil pontos pela 1ª vez e bate novo recorde; dólar cai a R$ 5,39

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O principal índice da bolsa avançou 0,56%, aos 143.150 pontos. Já a moeda norte-americana recuou 0,27%, cotada em R$ 5,3920.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 11 de Setembro de 2.025 às 11h00m
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Trama golpista: julgamento volta com voto de Cármen Lúcia
Trama golpista: julgamento volta com voto de Cármen Lúcia

O Ibovespa atingiu uma nova máxima histórica nesta quinta-feira (11). O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 0,56%, alcançando os 143.150 pontos — acima do recorde registrado em 5 de setembro, quando atingiu 142.640 pontos.

Durante a sessão, o Ibovespa rompeu outra barreira: superou, pela primeira vez, os 144 mil pontos, alcançando a máxima de 144.012 pontos no dia. Depois, perdeu fôlego. Já o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,3920, após tocar a mínima de R$ 5,3741.

O principal dado que animou os mercados veio dos Estados Unidos. Investidores reagiram à divulgação dos pedidos de seguro-desemprego, que superaram as projeções, reforçando a previsão de que o Federal Reserve (Fed) irá cortar os juros na próxima semana. (leia mais abaixo)

▶️ Na semana encerrada em 6 de setembro, foram registrados 263 mil novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA — o maior volume de solicitações iniciais desde 23 de outubro de 2021. O resultado superou a expectativa dos analistas, que projetavam 235 mil novos pedidos.

▶️ Nos EUA, também foi divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto. O indicador subiu 0,4% em relação ao mês anterior e acumula 2,9% no ano. Apesar de ter superado as expectativas dos economistas, o resultado não afastou as apostas de que os juros serão reduzidos.

  • 🔎 Com a inflação sob controle e um mercado de trabalho mais fraco, cresce a expectativa de queda dos juros nos EUA. O dólar se torna menos atrativo, enquanto países como o Brasil, com juros ainda altos, atraem mais capital estrangeiro, valorizando o real e contribuindo para a queda do dólar por aqui.

▶️ Falando em juros, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa em 2% pela segunda reunião seguida, após tê-la reduzido pela metade ao longo de um ano. A decisão foi tomada porque a inflação na região se aproximou da meta de 2%.

▶️ No Brasil, o foco ficou no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF formou maioria para condenar Bolsonaro por todos os crimes da Trama Golpista.

▶️ Além disso, economistas consultados pelo Ministério da Fazenda para o relatório Prisma Fiscal de setembro projetam um déficit primário de R$ 69,99 bilhões para 2025, ligeiramente melhor que os R$ 70,88 bilhões estimados antes. Para 2026, a previsão piorou: déficit de R$ 81,83 bilhões, ante R$ 81,06 bilhões.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,39%;
  • Acumulado do mês: -0,55%;
  • Acumulado do ano: -12,75%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,36%;
  • Acumulado do mês: +1,22%;
  • Acumulado do ano: +19,01%.
Julgamento de Bolsonaro

A Primeira Turma STF formou maioria nesta quinta-feira para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por todos os crimes dos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República na Trama Golpista.

O placar chegou a 3 votos a 1 após a ministra Cármen Lúcia acompanhar o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino. Os três votaram pela condenação de Bolsonaro, seus ex-auxiliares e militares.

Os crimes pelos quais já há maioria pela condenação de Bolsonaro de mais sete réus são:

  • Golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Organização criminosa
  • Dano qualificado contra patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

No caso do réu Alexandre Ramagem, ele é o único que os ministros estão excluindo de dois crimes: dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado.

Os oito réus são:

  • Jair Bolsonaro: ex-presidente da República
  • Walter Braga Netto: general, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa do ex-presidente
  • Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator
  • Almir Garnier: ex-comandante da Marinha
  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin e deputado federal
  • Augusto Heleno: general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça

O mercado já via como praticamente inevitável a condenação de Bolsonaro. A preocupação, no entanto, é que a decisão possa gerar novas reações negativas do governo dos EUA, que já aplicou tarifas adicionais ao Brasil citando o julgamento do ex-presidente como justificativa.

Inflação e emprego nos EUA

Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, os preços ao consumidor subiram mais do que o esperado em agosto, e o avanço anual foi o maior registrado em sete meses.

  • O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,4% em agosto, após alta de 0,2% em julho.
  • No acumulado de 12 meses até agosto, o índice avançou 2,9%, o maior aumento desde janeiro, superando os 2,7% registrados no mês anterior.
  • A expectativa de economistas era de uma alta de 0,3% em relação a julho e de 2,9% no comparativo anual.

O resultado do CPI pode intensificar preocupações com uma possível combinação de inflação alta e economia fraca, especialmente após dados negativos sobre o mercado de trabalho.

Isso porque os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram 27 mil, para 263 mil, em base ajustada sazonalmente, na semana encerrada em 6 de setembro. Economistas consultados pela Reuters previam 235 mil pedidos para a última semana.

O impacto das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump tem sido gradual, mas os preços podem subir nos próximos meses, já que muitas empresas já utilizaram os estoques anteriores às tarifas.

Apesar do resultado do CPI, a expectativa é que os dados não devem impedir o corte de juros aguardado pelo banco central americano na próxima semana, diante da fragilidade do mercado de trabalho.

"A inflação mostra certa persistência e dificuldade de estabilização, mas, apesar de o número não ser positivo, isso não deve mudar a expectativa dos investidores de que o Fed vai cortar os juros na decisão marcada para 17 de setembro, avalia Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Para o especialista, embora os riscos para a inflação continuem altos — devido às tarifas de importação aplicadas pelo governo Trump, à desvalorização do dólar ao longo do ano, que encarece os produtos importados, e à redução do fluxo migratório, que limita o crescimento da força de trabalho e torna o mercado mais restrito — os números da inflação neste ano estão abaixo das previsões de economistas e analistas.

"Por outro lado, os sinais de desaceleração da atividade econômica, que também preocupam, já começam a aparecer com mais clareza nos dados e indicadores", reforça.

Bolsas globais

Em Wall Street, os principais índices de ações fecharam em alta nesta quinta-feira, após os dados mais recentes do mercado de trabalho e da inflação reforçarem a expectativa de que o Federal Reserve cortará a taxa de juros na próxima semana.

O Dow Jones subiu 1,36%, aos 46.108 pontos. O S&P 500 avançou 0,85%, aos 6.587,47 pontos, atingindo novo recorde, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,72%, a 22.043,08 pontos, também em máxima histórica.

Na Europa, os mercados terminaram o dia em alta, com os investidores repercutindo a decisão amplamente esperada do Banco Central Europeu de manter as taxas de juros inalteradas.

No fechamento, o índice geral da Europa, STOXX 600, subiu 0,55%. Em Londres, o FTSE avançou 0,78%; em Frankfurt, o DAX valorizou 0,30%; em Paris, o CAC-40 ganhou 0,80%; em Milão, o FTSE/MIB subiu 0,89%.

Na Ásia, os mercados fecharam com resultados mistos. Na China, o otimismo com avanços em tecnologia, especialmente inteligência artificial, impulsionou os índices, apesar de preocupações com possíveis restrições dos EUA a medicamentos chineses.

O índice de Xangai subiu 1,65%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, avançou 2,31%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 1,22%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,43%. Outros destaques incluem Seul (+0,9%), Taiwan (+0,09%), Cingapura (+0,22%) e Sydney, que registrou queda de 0,29%.

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

* Com informações da agência de notícias Reuters

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domingo, 7 de setembro de 2025

Indústria projeta desaceleração neste ano, e tarifaço é 'pedra no caminho'

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Para o setor, aumento na demanda do mercado interno vem sendo suprida por importações. Política monetária, com juros elevados, também afeta confiança dos empresários.
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Por Mariana Assis, g1 — Brasília

Postado em 07 de Setembro de 2.025 às 07h00m
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Puxada pelo desempenho mais fraco da indústria de transformação, a indústria brasileira deve crescer 1,7% em 2025, um ritmo menor que o do ano passado. A projeção é da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

PIB: indústria sobe 0,5% no 2º trimestre
PIB: indústria sobe 0,5% no 2º trimestre

A combinação de juros elevados, avanço das importações e a expectativa de queda nas exportações — impactadas pela sobretaxa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros — tende a limitar a atividade do setor, segundo a CNI.

  • 🔎A indústria de transformação é um setor que realiza a transformação de matéria-prima (insumos) em produtos finais, ou em um item intermediário (que pode ser novamente modificado em outra etapa da produção).

Segundo Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI, a indústria brasileira, especialmente a de transformação, tem "andado de lado" nos últimos meses. A estagnação ocorre apesar do aumento na demanda.

O mercado interno está crescendo, principalmente pelo efeito do aumento de renda do mercado de trabalho, ainda bem aquecido, mas esse aumento de demanda nos últimos meses tem praticamente ou quase que totalmente sendo atendido pelas importações, avalia o especialista.

CNI identifica que aumento na demanda do mercado interno vem sendo suprida por importações. — Foto: Agência de Notícias da Indústria via BBC
CNI identifica que aumento na demanda do mercado interno vem sendo suprida por importações. — Foto: Agência de Notícias da Indústria via BBC

Secretário do Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Uallace Moreira ainda assim considera o crescimento industrial deste ano positivo.

"A indústria ainda tem uma continuidade de crescimento, embora você tenha tido esse cenário conjuntural de juros alto e, ao mesmo tempo, dos Estados Unidos desfavoráveis", reflete.

"Eu ainda acho que esse ano cresce (a indústria) num acumulado, vai crescer 1,8 [%], 1,5 [%], com um PIB (Produto Interno Bruto) aí crescendo 2,5 [%] mais ou menos apesar do tarifário e dos juros alto. Porque a taxa de juros alta, ela inviabiliza o setor de bens de consumos duráveis e, ao mesmo tempo, o setor de investimento, de máquinas e equipamentos", complementa.

Na análise de Telles, setores mais diretamente ligados ao crescimento da renda e menos sensíveis às variações na taxa de juros têm conseguido absorver melhor essa demanda. Um dos destaques é o setor de alimentos, que vem registrando desempenho positivo dentro do contexto industrial.

Pessimismo na indústria

O empresariado tem demonstrado um crescente pessimismo diante do cenário econômico atual, segundo a Sondagem da Indústria de Transformação, publicação mensal do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia). O levantamento apontou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) registrou queda de 4,4 pontos em agosto — a maior retração desde o período da pandemia.

De acordo com Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE, o pessimismo captado na pesquisa está fortemente ligado aos desafios de curto prazo enfrentados pelo setor industrial.

"O principal fator macroeconômico que afeta a indústria hoje é, principalmente, a taxa de juros, explica Pacini.

Segundo o economista, a atual política monetária restritiva tem um efeito direto na atividade econômica, pois encarece e restringe o acesso ao crédito — elemento essencial para o consumo de bens duráveis e para os investimentos produtivos.

Do ponto de vista do empresário, uma taxa de juros elevada leva à cautela. Ele pensa duas vezes antes de investir, adquirir novos equipamentos ou expandir sua capacidade produtiva, avalia.

Miriam Leitão: Trajetória da inflação impacta nos juros
Miriam Leitão: Trajetória da inflação impacta nos juros

Pacini destaca, ainda, que a manutenção dos juros em patamar elevado, apesar de seus efeitos negativos no curto prazo, tem como objetivo controlar a inflação e estabilizar a moeda.

É uma medida necessária neste momento. A política monetária precisa ser mais rígida para evitar novas pressões inflacionárias, e isso passa por uma desaceleração da atividade econômica, completa.

Essa leitura é compartilhada por Rafael Cagnin, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).

A indústria vive um quadro de desaceleração, motivado, em grande parte, por fatores internos. O setor é um importante produtor de bens duráveis — tanto para consumo quanto para investimento —, e depende fortemente do crédito para girar. O aumento da taxa de juros desde o último trimestre do ano passado vem retirando dinamismo do setor, afirma Cagnin.
Tarifaço

A alíquota de 50% à compra de produtos brasileiros aos Estados Unidos, em vigor desde o dia 6 de agosto, representa "mais uma pedra no caminho do setor", diz Cagnin.

Em julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa extra de 40%, que somada à alíquota já existente, elevou a taxação total para 50%.

Tarifas de Trump têm levado à escalada de guerra comercial global. — Foto: Getty Images via BBC
Tarifas de Trump têm levado à escalada de guerra comercial global. — Foto: Getty Images via BBC

O governo de Trump justificou a medida por razões políticas, mas divulgou posteriormente uma lista de exceções que incluiu, por exemplo, aeronaves – setor sensível para os EUA, cuja frota área utiliza em grande escala modelos da Embraer.

Em paralelo à tentativa de negociação para reversão das tarifas, o governo federal anunciou algumas medidas, como a criação de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para auxiliar empresas impactadas pelo tarifaço.

Infográfico - Plano de socorro do governo a empresas afetadas pelo tarifaço de Trump. — Foto: Arte/g1
Infográfico - Plano de socorro do governo a empresas afetadas pelo tarifaço de Trump. — Foto: Arte/g1

O Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) também anunciou uma linha adicional de crédito de R$ 10 bilhões voltada para empresas brasileiras afetadas por tarifas menores que 50% aplicadas pelos Estados Unidos.

Segundo o secretário Uallace Moreira, do Mdic, o Plano Brasil Soberano buscou atender o máximo possível das demandas do setor privado. O pacote é resultado de 39 reuniões conduzidas pelo vice-presidente e sua equipe com 389 entidades produtivas e empresários.

"A gente vai avaliar e verificar o quão ela é suficiente ou não", afirma Moreira. "Dentro dessa realidade, esse pacote, esse plano, pode se readaptar. A gente pode discutir, aprimorar", explica.

De modo geral, as medidas foram bem recebidas pelos setores, segundo relatos colhidos pelo g1. Ainda assim, a indústria enfrenta um desafio adicional: a adaptação de sua produção ao perfil de consumo dos norte-americanos.

Calçados, por exemplo, são fabricados conforme o padrão de numeração e estilo dos EUA, o que dificulta a redireção imediata das exportações para outros mercados. O mesmo ocorre com autopeças.

Setor calçadista de Franca tem impactos com tarifas de 50% dos EUA
Setor calçadista de Franca tem impactos com tarifas de 50% dos EUA

"No curto prazo, ações como o Brasil Soberano ajudam as empresas mais expostas, mas no médio e longo prazo o importante é não sair da mesa de negociações com os americanos e ao mesmo tempo tentar diversificar destinos atendidos, nossa pauta de produtos e aumentar o número de empresas brasileiras que exportam", sugere Cagnin.

"Muito disso depende da agenda competitividade e da redução do Custo Brasil, algo que já deveríamos ter feito há muito tempo. Temos o acordo Mercosul-União Europeia, que seria interessante ver implementado, assim como outros acordos bilaterais que abrissem novos mercados", conclui.

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sábado, 6 de setembro de 2025

Em meio à ofensiva dos EUA, PIX bate recorde e registra 290 milhões de operações em um dia

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Volume de operações representa R$ 164,8 bilhões, segundo a autoridade monetária. Sistema de pagamentos é alvo de investigação americana por supostas práticas desleais.
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Por g1 — Brasília

Postado em 06 de Setembro de 2.025 às 17h25m
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Tela do PIX, em imagem de arquivo — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Tela do PIX, em imagem de arquivo — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco Central informou neste sábado (6) que o PIX bateu um novo recorde diário de transações. Segundo a autoridade monetária, 290 milhões de operações foram realizadas apenas na última sexta-feira (5).

O volume corresponde, ainda de acordo com o BC, a transações que somam R$ 164,8 bilhões. O montante também é o maior já registrado em único dia.

O recorde anterior de transações havia sido registrado em junho deste ano, com 276,7 milhões operações. À época, segundo o BC, as transações somaram R$ 135,6 bilhões.

Em uma nota à imprensa, o BC afirmou que o resultado é "mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional".

A nova marca foi alcançada em meio à ofensiva do governo dos Estados Unidos contra o sistema de pagamentos, lançado pelo Banco Central em novembro de 2020.

Junto do tarifaço aos produtos brasileiros, o governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil por supostos ataques e práticas desleais. Entre os alvos da apuração, está o Pix.

Na justificativa da investigação, os EUA afirmam que o Brasil parece estar "envolvido em uma série de práticas desleais com relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando ao favorecimento de serviços desenvolvidos pelo governo"

  • Empresas americanas de tecnologia, como Google, Apple e Meta, oferecem serviços digitais de pagamento que competem com o PIX.

Em resposta à investigação americana, o Brasil negou que haja qualquer discriminação contra fornecedores de serviços de pagamento digital americanos. No documento, o governo também afirmou que o sistema de pagamentos ampliou a concorrência.

O governo brasileiro destacou que o sistema ampliou a participação dos brasileiros no sistema bancário e foi elogiado por entidades como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Medidas de segurança

BC anuncia limites para transferências via PIX para instituições não autorizadas
BC anuncia limites para transferências via PIX para instituições não autorizadas

No mesmo dia em que o volume de transações do PIX bateu recorde, o Banco Central anunciou uma série de medidas para aumentar a segurança do sistema financeiro nacional.

O PIX é alvo de uma das ações. Segundo a autoridade monetária, transferências pelo sistema de pagamento serão limitadas quando forem feitas por meio de instituições não autorizadas ou de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs).

Segundo o BC, haverá um teto para operações via PIX por meio dessas instituições: R$ 15 mil. O limite também vai valer para TED.

A autoridade monetária afirma que a regra impactará apenas 0,03% do total de contas do sistema financeiro brasileiro.

A limitação poderá ser removida quando o participante e seu respectivo PSTI atenderem aos novos processos de controle de segurança.

Além disso, o BC também anunciou:

  • obrigatoriedade de aprovação prévia, pelo BC, para entrada de novas instituições no sistema financeiro, com regras mais rígidas para autorização; e
  • confirmação de "certificação técnica" para operar no sistema.
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