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domingo, 23 de março de 2025

Por que a China está gastando bilhões para fazer as pessoas abrirem suas carteiras?

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Pequim espera que melhores salários e descontos possam encorajar os gastos e evitar maiores problemas econômicos no país.
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TOPO
Por BBC

Postado em 23 de Março de 2.025 às 08h35m

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Governo chinês espera que medidas de promoção do bem-estar e grandes descontos incentivem as pessoas a gastar — Foto: Getty Images
Governo chinês espera que medidas de promoção do bem-estar e grandes descontos incentivem as pessoas a gastar — Foto: Getty Images

O governo chinês prometeu novos subsídios para creches, aumento de salários e das férias remuneradas numa tentativa de estimular a economia do país asiático, que está em desaceleração.

Além disso, o governo criou um programa de descontos de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 232,1 bilhões) para todo tipo de produtos, desde lavadoras de pratos e itens de decoração até veículos elétricos e smartwatches.

Pequim está dando início a uma onda de gastos para incentivar os chineses a abrirem suas carteiras. O problema é que eles não estão gastando o suficiente.

Esta semana trouxe algumas notícias positivas. Dados oficiais divulgados na segunda-feira (17/3) indicam que as vendas no varejo cresceram 4% nos dois primeiros meses de 2025. Este é um bom sinal para o consumo.

Mas, com algumas exceções à parte, como Xangai, os preços dos imóveis novos e usados continuam a cair, em comparação com o ano passado.

Os Estados Unidos e outras grandes potências vêm enfrentando a inflação pós-covid. Mas a China sofre exatamente o oposto, a deflação — a taxa de inflação caiu abaixo de zero, ou seja, os preços estão diminuindo.

Na China, os preços caíram por 18 meses seguidos nos últimos dois anos.

A queda dos preços pode parecer boa notícia para os consumidores. Mas a contínua redução do consumo é um sinal de problemas econômicos mais profundos.

Quando as pessoas param de gastar, as empresas reduzem os preços para atrair os compradores. E, quanto mais isso acontece, menos dinheiro as firmas ganham, as contratações diminuem, os salários ficam estagnados e o crescimento econômico é interrompido.

É este ciclo que a China quer estancar. O país já enfrenta o lento crescimento econômico causado por uma crise prolongada no mercado imobiliário, alto endividamento do governo e desemprego.

O motivo da queda do consumo é simples e direto. Os consumidores chineses não têm dinheiro, ou não sentem confiança suficiente no futuro para gastar.

Esta relutância veio em um momento crítico. Com o objetivo de fazer crescer a economia em 5% este ano, incentivar o consumo é uma das principais prioridades do presidente chinês Xi Jinping.

Ele espera que o aumento do consumo doméstico possa absorver o baque causado pelas tarifas americanas sobre as exportações chinesas.

Mas será que o plano de Pequim irá funcionar?

Levando os gastos a sério

Para lidar com suas dificuldades econômicas e a fraca demanda doméstica, a China anunciou na semana passada, durante o Congresso Nacional do Povo, aumento de investimentos em programas de bem-estar social, como parte do seu plano econômico global para 2025.

Em seguida, veio o anúncio de promessas maiores, como planos de apoio ao emprego, mas com poucos detalhes.

Alguns afirmam que esta mudança é bem vinda, mas ressaltam que os líderes chineses precisam fazer mais para intensificar esse apoio.

Ainda assim, este é um sinal de que Pequim está consciente das mudanças necessárias para fortalecer o mercado de consumo da China – salários mais altos, uma rede de segurança social mais forte e políticas que façam com que as pessoas sintam segurança para gastar, em vez de poupar.

Shopping quase vazio na China mostra como os consumidores não estão gastando o suficiente para reviver a economia do país — Foto: Getty Images
Shopping quase vazio na China mostra como os consumidores não estão gastando o suficiente para reviver a economia do país — Foto: Getty Images

Um quarto da força de trabalho chinesa é composta de trabalhadores migrantes, com baixos salários. Eles não têm pleno acesso aos benefícios sociais urbanos.

Com isso, ficam particularmente vulneráveis durante períodos de incerteza econômica, como foi o caso durante a pandemia de covid-19.

O crescimento salarial dos anos 2010 mascarou alguns destes problemas, já que a renda média cresceu cerca de 10% ao ano. Mas, quando os salários começaram a aumentar menos, nos anos 2020, a poupança das famílias voltou a ser a tábua de salvação.

O governo chinês demorou para ampliar os benefícios sociais. Ele se concentrou em incentivar o consumo com medidas de curto prazo, como programas comerciais para aparelhos domésticos e eletrônicos.

Mas estas medidas não abordaram um problema fundamental: "a renda das residências diminuiu e a poupança aumentou", segundo o pesquisador Gerard DiPippo, do instituto Rand, com sede nos Estados Unidos.

A crise do mercado imobiliário, que quase chegou ao colapso, também aumentou a aversão dos consumidores chineses ao risco e os levou a reduzir gastos.

"O mercado imobiliário é importante não só para a atividade econômica real, mas também para o sentimento das famílias", explica DiPippo. "Afinal, as famílias chinesas investiram grande parte da sua receita nas suas casas."

"Não acho que o consumo da China irá se recuperar totalmente enquanto não ficar claro que o setor imobiliário superou seu pior momento e, com isso, muitos ativos primários das famílias começarem a se recuperar."

Alguns analistas estão animados com a seriedade de Pequim ao enfrentar desafios de longo prazo, como a queda da taxa de natalidade. Muitos casais jovens vêm decidindo não arcar com os custos de ter filhos.

Um estudo de 2024 do centro de pesquisa chinês YuWa estimou que criar um filho até a idade adulta custa na China 6,8 vezes o PIB per capita do país. Este é um dos índices mais altos do mundo, acima dos EUA (4,1), Japão (4,3) e Alemanha (3,6).

Toda esta pressão financeira serviu apenas para reforçar uma cultura profundamente enraizada na China: a de economizar.

Mesmo com as dificuldades econômicas, as famílias chinesas conseguiram poupar 32% da sua receita disponível em 2024 — o que não é tão surpreendente no país, onde o consumo nunca esteve particularmente em alta.

Em termos de comparação, o consumo doméstico é responsável por mais de 80% do crescimento nos EUA e no Reino Unido.

Este índice é de cerca de 70% na Índia, enquanto, na China, o percentual variou tipicamente entre 50% e 55% na última década.

Mas isso, na verdade, não era um problema — até agora.

Compras em queda e poupança em alta

Houve uma época em que os consumidores chineses brincavam sobre a atração irresistível do comércio eletrônico.

Eles se autodenominavam "cortadores de mãos" — somente cortando suas mãos, seria possível impedi-los de clicar no botão "comprar".

Quando o aumento da renda alimentou o poder de compra, o dia 11 de novembro na China passou a ser considerado o maior dia de compras do mundo.

Em 2019, a explosão das vendas atingiu mais de 410 bilhões de yuans (cerca de R$ 322,6 bilhões), em apenas 24 horas.

Mas o último 11 de novembro "foi um fracasso", segundo declarou à BBC um vendedor online de café em grãos de Pequim. "Quando muito, causou mais problemas do que lucro."

Os consumidores chineses passaram a ser mais frugais desde a pandemia. E esta cautela persistiu, mesmo após o levantamento das restrições, no final de 2022.

Naquele ano, as empresas Alibaba e JD.com pararam de publicar seus dados de vendas. Esta foi uma mudança significativa para empresas que, antes, divulgavam recordes de receita.

Uma fonte com conhecimento do assunto declarou à BBC que as autoridades chinesas alertaram as plataformas para não publicarem números.

O receio era que seus resultados decepcionantes pudessem minar ainda mais a confiança dos consumidores.

A crise de gastos atingiu até mesmo as marcas de luxo. No ano passado, as marcas LVMH, Burberry e Richemont informaram queda de vendas na China. Antes, o país era a espinha dorsal do mercado global de produtos de luxo.

Na rede social chinesa RedNote, postagens marcadas com "redução do consumo" acumularam mais de um bilhão de visualizações nos últimos meses.

Os usuários estão trocando dicas sobre como substituir compras caras por alternativas mais econômicas.

"Agora, aplico perfume entre meu nariz e os lábios – estou guardando só para mim", brinca um consumidor.

As vendas no dia 11 de novembro, 'o maior dia de compras do mundo', perderam o atrativo quando os consumidores chineses pararam de gastar dinheiro — Foto: Getty Images
As vendas no dia 11 de novembro, 'o maior dia de compras do mundo', perderam o atrativo quando os consumidores chineses pararam de gastar dinheiro — Foto: Getty Images

Mesmo no auge, o boom do consumo na China nunca foi páreo para as exportações do país.

O comércio internacional também foi objeto de generosos investimentos estatais, como estradas, portos e zonas econômicas especiais. A China dependia dos baixos salários dos trabalhadores e altos níveis de poupança das famílias, que alimentaram o crescimento, mas limitaram a renda disponível para o consumo.

Agora, com o crescimento das incertezas geopolíticas, os países estão diversificando suas cadeias de abastecimento e se afastando da China. Com isso, a confiança nas exportações chinesas diminuiu.

Os governos locais também estão sobrecarregados de dívidas, depois de anos tomando grandes empréstimos para investir, particularmente em infraestrutura.

Xi Jinping já prometeu "transformar a demanda doméstica na principal força direcionadora e âncora estabilizadora do crescimento".

A parlamentar chinesa Wang Caiyun, do Congresso Nacional do Povo, destacou que "com uma população de 1,4 bilhão, um aumento de apenas 1% da demanda cria um mercado de 14 milhões de pessoas".

Mas existe uma ressalva no plano de Pequim.

Para que o consumo dirija o crescimento, muitos analistas afirmam que o Partido Comunista Chinês precisaria restaurar a confiança dos consumidores — uma geração de formados durante a pandemia de covid que enfrentam dificuldades para comprar uma casa ou encontrar emprego. E também seria preciso gerar uma mudança cultural, de uma cultura de poupança para outra de gasto.

"O nível de consumo extraordinariamente baixo da China não existe por acaso", diz o pesquisador Michael Pettis, do Fundo Carnegie para a Paz Internacional.

"Ele é fundamental para o modelo de crescimento econômico do país, que permitiu a evolução de três a quatro décadas de instituições políticas, financeiras, jurídicas e comerciais na China. Mudar isso não será fácil."

Quanto mais crescem os gastos das famílias, menos dinheiro sobra nas poupanças que os bancos estatais chineses usam para financiar indústrias importantes.

Atualmente, estes setores incluem a inteligência artificial e a tecnologia inovadora que ofereceria a Pequim uma vantagem econômica e estratégica sobre Washington.

É por isso que alguns analistas duvidam que os líderes chineses estejam dispostos a criar uma economia puxada pelo consumo.

"Uma forma de analisar isso é observar que o objetivo principal do país não é promover o bem-estar das famílias chinesas, mas sim o bem-estar da nação chinesa", escreveu o pesquisador David Lubin, da organização sem fins lucrativos Chatham House, com sede em Londres.

A mudança de poder do Estado para o indivíduo pode não fazer parte dos planos de Pequim.

Os líderes chineses fizeram isso no passado, quando começaram a fazer comércio com o mundo, incentivando as empresas e atraindo investimentos externos. Agindo assim, eles transformaram a economia do país.

A grande questão é se o presidente Xi Jinping deseja fazer isso outra vez.




China e Canadá retaliam tarifas dos Estados Unidos

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sexta-feira, 21 de março de 2025

Dólar sobe e fecha a R$ 5,71, com maior cautela entre investidores; Ibovespa avança

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A moeda norte-americana subiu 0,73%, cotada a R$ 5,7171. O principal índice da bolsa encerrou com alta de 0,30%, aos 132.345 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 21 de Março de 2.025 às 12h00m

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Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (21), a R$ 5,71, conforme investidores aproveitaram o dia de agenda vazia para ajustar a carteira. Ainda assim, a moeda emplacou a terceira queda semanal consecutiva, com recuo de 0,46% em relação à sexta-feira passada.

A semana foi marcada por decisões de juros nos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, e pela aprovação do Orçamento de 2025 pelo Congresso Nacional, além do maior sentimento de cautela pelo mundo após sinalizações de que há incertezas crescentes sobre o futuro da economia norte-americana.

No Orçamento de 2025, o destaque do texto — que já devera ter sido votado no fim do ano passado, mas foi adiado por um impasse a respeito do pagamento de emendas parlamentares — ficou com o aumento na previsão de arrecadação da União, que deve resultar em um superávit (quando as receitas são maiores que as despesas) de R$ 15 bilhões.

O Orçamento aprovado destina R$ 50 bilhões parra emendas parlamentares, R$ 27,9 bilhões para reajustes salariais de servidores públicos, recursos para um novo Concurso Nacional Unificado (CPNU) e recursos para os ministérios.

No exterior, o dia também foi de agenda fraca, com destaque apenas para falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) — que manteve suas taxas de juros inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano nesta semana, mas indicou a possibilidade de dois cortes ainda em 2025.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

O dólar subiu 0,73%, cotado a R$ 5,7171. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,7340. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,46% na semana;
  • recuo de 3,37% no mês; e
  • perda de 7,49% no ano.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,50%, cotada a R$ 5,6757.

📈Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou com alta de 0,30%, aos 132.345 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 2,63% na semana;
  • avanço de 7,77% no mês; e
  • ganho de 10,03% no ano.

Na véspera, o índice teve queda de 0,38%, aos 132.008 pontos.

O que está mexendo com os mercados?

Investidores aproveitaram a falta de novidades e indicadores no pregão desta sexta-feira (21) para ajustar posições em suas carteiras de ativos.

Após uma semana marcada por decisões de juros, notícias fiscais e a indicação de que há uma crescente preocupação com a economia global, prevalece uma maior aversão ao risco — o que, por sua vez, acaba favorecendo ativos como o dólar, que é considerado a moeda mais segura do mundo.

Durante a semana, tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do banco Central do Brasil (BC) quanto o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), realizaram reuniões para decidir o futuro dos juros em seus respectivos países.

Por aqui, o Copom elevou a taxa básica (Selic) em 1 ponto percentual, ao patamar de 14,25% ao ano. O aumento já era amplamente esperado pelo mercado e marcou a quinta alta consecutiva dos juros no Brasil.

O colegiado ainda sinalizou que o ciclo de alta das taxas não deve parar por aí. Em nota, o BC indicou que ainda poderá aumentar novamente a Selic na próxima reunião, marcada para 6 e 7 de maio.

"Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião", diz o comunicado.

Até fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerado a inflação oficial do país) já acumula uma alta de 5,06% em 12 meses. Até o fim de 2025, a expectativa do mercado, segundo o relatório de projeções do BC, o Boletim Focus, é de uma inflação anual de 5,66%.

Se esse patamar se confirmar, a inflação vai encerrar mais um ano acima da meta do BC. A meta é de 3% e, para ser considerada formalmente cumprida, precisa estar em um nível entre 1,50% e 4,50%.

"Essa decisão encarece o crédito, reduz o consumo e pode desacelerar a economia no médio prazo, mas reforça o compromisso com a estabilidade de preços", pontua Sidney Lima, analista de investimentos da Ouro Preto Investimentos.

"No entanto, sem ajustes fiscais e um ambiente econômico confiável, os efeitos positivos da alta dos juros podem ser limitados", afirma.

Diante desse cenário, falas recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o cenário macroeconômico brasileiro, também seguem em foco.

"Eu não acredito que você precise de uma recessão para baixar a inflação no Brasil. Acho que você consegue administrar a economia de maneira a crescer de forma sustentável sem que a inflação saia do controle", disse Haddad em entrevista ao programa "Bom dia, ministro", do CanalGov, na última quinta-feira.

Já no exterior, o destaque da semana ficou com a decisão do Fed, de manter as taxas de juros dos EUA inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano. Apesar de terem sinalizado dois possíveis cortes de juros ainda neste ano, os dirigentes do Fed indicaram que as incertezas econômicas aumentaram no país.

Economistas têm alertado sobre os impactos das tarifas aplicadas pelo presidente americano, Donald Trump. Algumas tarifas estão em vigor, enquanto outras foram suspensas. Leia mais sobre o assunto aqui.

Nesta sexta-feira, o presidente da distrital do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que ainda é muito cedo para determinar o impacto das tarifas de Trump sobre a inflação, acrescentando que há riscos crescentes para as perspectivas econômicas e que o BC dos EUA tem tempo para decidir a direção dos juros no país.

Essas taxas podem aumentar a inflação nos EUA, já que elevam os custos de produção e podem ser repassados ao consumidor final. Além disso, a incerteza causada pelas tarifas e ameaças tem prejudicado a confiança dos consumidores, levantando temores de desaceleração ou até recessão na maior economia do mundo.

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quinta-feira, 20 de março de 2025

Dia Internacional da Felicidade: veja quais são os 50 países mais bem colocados na lista da ONU

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Finlândia é o país mais feliz do mundo pelo 8º ano consecutivo. O Brasil aparece na 36ª posição, tornando-se o segundo país sul-americano mais bem colocado no ranking.
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Por Redação g1

Postado em 20 de Março de 2.025 às 05h00m

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Helsinque, capital da Finlândia — Foto: Unsplash/Tapio Haaja
Helsinque, capital da Finlândia — Foto: Unsplash/Tapio Haaja

Pelo oitavo ano consecutivo, a Finlândia foi a primeira colocada no ranking da felicidade da ONU de 2025, divulgado na quarta-feira (19).

Já o Brasil saltou oito posições no ranking da felicidade, publicado anualmente pela ONU, e ocupa em 2025 a 36ª posição.

O documento, publicado nesta quarta (19) pela Organização das Nações Unidas em parceria com o instituto de pesquisa Gallup e a universidade de Oxford, no Reino Unido, leva em conta seis fatores-chave principais para fazer a lista: PIB per capita, expectativa de vida saudável, apoio social, sentimento de liberdade, de generosidade e percepção de corrupção.

Confira a lista dos 50 países mais felizes:

  1. Finlândia
  2. Dinamarca
  3. Islândia
  4. Suécia
  5. Holanda
  6. Costa Rica
  7. Noruega
  8. Israel
  9. Luxemburgo
  10. México
  11. Austrália
  12. Nova Zelândia
  13. Suíça
  14. Bélgica
  15. Irlanda
  16. Lituânia
  17. Áustria
  18. Canadá
  19. Eslovênia
  20. Tchéquia
  21. Emirados Árabes Unidos
  22. Alemanha
  23. Reino Unido
  24. Estados Unidos
  25. Belize
  26. Polônia
  27. Província de Taiwan, China
  28. Uruguai
  29. Kosovo
  30. Kuwait
  31. Sérvia
  32. Arábia Saudita
  33. França
  34. Singapura
  35. Romênia
  36. Brasil
  37. El Salvador
  38. Espanha
  39. Estônia
  40. Itália
  41. Panamá
  42. Argentina
  43. Cazaquistão
  44. Guatemala
  45. Chile
  46. Vietnã
  47. Nicarágua
  48. Malta
  49. Tailândia
  50. Eslováquia
Puerto Vallarta, no México, país que entrou pela primeira vez na lista dos 10 países mais felizes da ONU — Foto: Taylor Beach/Unsplash
Puerto Vallarta, no México, país que entrou pela primeira vez na lista dos 10 países mais felizes da ONU — Foto: Taylor Beach/Unsplash

Como de costume, os países nórdicos dominam as primeiras posições: a Finlândia é seguida de Dinamarca, Islândia e Suécia no topo do ranking. A Noruega aparece em sétimo lugar.

Especialistas apontam que segredo dos finlandeses é um bom equilíbrio entre carreira e vida pessoal, além de uma forte política de bem-estar social.

Dois países da América Latina foram destaques positivos: Costa Rica e México entraram pela primeira vez no Top 10 da lista.

Em relação a 2024, o Brasil superou o Chile (que caiu de 38º para 45º) para se tornar o segundo país sul-americano mais bem colocado, atrás apenas do Uruguai (29º). A Argentina também aparece antes dos chilenos, em 42º lugar.

O Afeganistão, após anos de guerra e com o retorno do Talibã ao poder, repetiu a posição de 2024 e ficou no 147º e último lugar. De acordo com os autores da lista, as mulheres do país são mais infelizes que os homens, pelos critérios utilizados.

Entre as descobertas de 2025, a ONU destaca que o número de refeições feitas com companhia tem grande impacto na percepção subjetiva de bem-estar em todo o mundo. Isso pode explicar, em parte, o declínio no ranking dos EUA, que ficou em 24º lugar, sua pior posição desde 2012: no país, o número de pessoas que jantam sozinhas aumentou 53% nas últimas duas décadas.

Também de acordo com a entidade, a quantidade de pessoas morando juntas está relacionada À felicidade. Os lares com 4 ou 5 pessoas estão entre os mais felizes no México e na Europa.

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