Total de visualizações de página

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Dólar ganha força e fecha a R$ 6,17, mesmo após novo leilão do BC; Ibovespa avança

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda norte-americana teve alta de 0,38% e fechou aos R$ 6,1773. O principal índice da bolsa opera fechou em alta de 0,26%, aos 121.078 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 26 de dezembro de 2024 às 12h00m

$.#  Postagem  Nº     0.939  #.$

Dólar — Foto: freepik
Dólar — Foto: freepik

O dólar voltou a ganhar força nesta quinta-feira (26) e fechou aos R$ 6,17, conforme investidores repercutem o cenário internacional e o noticiário político doméstico.

Pela manhã, o Banco Central do Brasil (BC) chegou a fazer um novo leilão para controlar a alta da moeda. A instituição vendeu a oferta integral de US$ 3 bilhões no leilão à vista.

Os leilões de dólar do Banco Central são uma ferramenta de regulação do mercado de câmbio e servem para aumentar a oferta de dólares disponíveis — o que, em tese, faz a cotação cair. Na mínima do dia, chegou a R$ 6,1464, mas não sustentou a queda.

Em uma sessão de menor fluxo pela volta do feriado de Natal, momento em que os mercados ficaram fechados no Brasil, investidores voltam as atenções para o mercado internacional.

Na Ásia, as autoridades chinesas anunciaram que vão aumentar o estímulo à economia do país no próximo ano, tendo concordado em emitir 3 trilhões de iuanes (US$ 411 bilhões ou R$ 2,5 trilhões) em títulos púbicos especiais. Se confirmado, esse será o maior valor já registrado.

Já o governo do Japão afirmou nesta quinta-feira (26) que prevê que a produção econômica atingirá capacidade total no próximo ano pela primeira vez em sete anos, devido a um mercado de trabalho aquecido.

No Brasil, o foco ficou com o noticiário político, após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) convocar os líderes da Casa para uma reunião, após o bloqueio do ministro Flávio Dino, do STF, às emendas parlamentares.

Por fim, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve publicar nos próximos dias um decreto presidencial para corrigir o valor do salário mínimo também fica no radar.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

'Temos que corrigir essa escorregada que o dólar deu aqui', diz Haddad

Dólar

O dólar fechou em alta de 0,38%, cotado em R$ 6,1773. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • ganhos de 1,74% na semana;
  • alta de 2,95% no mês;
  • avanço de 27,30% no ano.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,87%, cotado a R$ 6,1855.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,26%, aos 121.078 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,84% na semana;
  • perda de 3,65% no mês;
  • recuo de 9,77% no ano.

Na segunda-feira, o índice encerrou em queda de 1,09%, aos 120.767 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

Com o noticiário econômico esvaziado por conta do feriado de Natal, momento em que os mercados também ficam fechados no Brasil, investidores voltam as atenções para o mercado internacional.

Lá fora, o principal destaque fica com a China, após a notícia de que as autoridades concordaram em aumentar o estímulo fiscal para o próximo ano por meio da emissão de 3 trilhões de iuanes (US$ 411 bilhões ou R$ 2,5 trilhões) em títulos púbicos especiais. Se confirmado, esse será o maior valor já registrado.

As autoridades chinesas ainda informaram que aumentarão a pensão básica para aposentados e para residentes urbanos e rurais e que elevarão os padrões de subsídio financeiro para o seguro médio de residentes. As medidas vêm para tentar impulsionar o consumo do gigante asiático.

O país também intensificará o apoio ao comércio de bens de consumo, expandirá o investimento efetivo e impulsionará mais investimentos sociais por meio de investimentos governamentais, segundo o ministério chinês.

Já nesta quinta-feira, o Escritório Nacional de Estatísticas da China informou que revisou para cima o tamanho que sua economia atingiu em 2023, mas indicou que essa mudança deve ter pouco impacto sobre o crescimento deste ano.

Ainda na Ásia, o governo do Japão afirmou nesta quinta-feira que prevê que a produção econômica do país atingirá capacidade total no próximo ano fiscal, pela primeira vez em sete anos. O movimento vem em meio a um mercado de trabalho ainda aquecido.

Na agenda de indicadores, os pedidos semanais de auxílio-desemprego dos Estados Unidos caíram para o nível mais baixo em um mês na semana passada, a 219 mil solicitações, o que é consistente com o esfriamento do mercado de trabalho no país.

Noticiário local

Outro destaque fica com a notícia de que a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, na véspera, informações ao Banco Central para basear apuração sobre o Google ter exibido informações erradas sobre a cotação do dólar. A plataforma chegou a informar o valor de negociação da moeda em R$ 6,36, valor que nunca foi atingido.

Procurado, o BC informou que não comentará o caso. O Google, por sua vez, suspendeu a ferramenta de cotação do dólar de sua plataforma após o erro.

No Brasil, as preocupações com o quadro fiscal brasileiro e o noticiário político continuam na mira dos mercados. Nesta quinta-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira, convocou os líderes da Casa para uma reunião por videoconferência para tratar da sucessão na mesa. A eleição deve acontecer em 3 de fevereiro.

Apesar de ser claro o incômodo dos líderes a respeito da decisão do ministro do Supremo, Flávio Dino, de suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares, Lira informou ao blog da Ana Flor que "não há possibilidade de a Câmara fazer nada neste momento para reverter" a decisão.

Outra notícia que também ficou na mira dos investidores foi a entrevista do ministro das relações institucionais, Alexandre Padilha, à "CNN Brasil". O ministro fez um balanço do governo em 2024 e indicou as principais expectativas para 2025.

Segundo Padilha, a expectativa é que o Orçamento seja votado entre fevereiro e março.

"Estava tudo pronto para ser votado, mas o relator usou como argumento o fato de que as medidas que consolidam o marco fiscal têm de fato um impacto sobre o detalhamento do Orçamento e a consultoria técnica da Comissão precisava receber medidas primeiro e ver a sanção dela para, com esse detalhamento, poder recalcular o que for necessário", disse o ministro em entrevista.

Já do lado econômico, investidores repercutem a notícia de que o presidente Lula deve publicar um decreto presidencial nos próximos dias para corrigir o valor do salário mínimo no próximo ano. O valor deve subir dos atuais R$ 1.412 para R$ 1.518 em 2025.

Se confirmado o valor, o aumento será de R$ 106, o equivalente a uma alta de 7,5%. A correção vale a partir de janeiro, com pagamento em fevereiro do ano que vem.

Na semana passada, o Congresso concluiu a tramitação do pacote de cortes de gastos proposto pelo governo federal.

A ideia inicial era economizar R$ 71,9 bilhões nos próximos dois anos, e um total de R$ 375 bilhões até 2030. Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, no entanto, as mudanças feitas pelo Congresso devem ter um impacto de R$ 2,1 bilhões, reduzindo a economia para R$ 69,8 bilhões.

No café da manhã com jornalistas, na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as mudanças feitas pelos parlamentares não comprometem a conta final feita pelo governo.

"Fala-se em 'desidratação', mas havia expectativa de parte dos analistas que poderia haver 'hidratação' [aumento da potência dos cortes de gastos]. Os ajustes feitos na redação não afetam o resultado final. Mantém na mesma ordem de grandeza os valores encaminhados pelo Executivo", afirmou Haddad.

O mercado, mais uma vez, contesta os números. Para a XP Investimentos, o potencial de economia fiscal recuou de R$ 52 bilhões para R$ 44 bilhões.

"Apesar da direção correta, vemos o pacote como insuficiente para garantir o atingimento das metas de resultado primário e, principalmente, a manutenção do limite de despesas do arcabouço fiscal nos próximos anos", diz um relatório da empresa.

O governo precisa reduzir os gastos porque tem uma meta de zerar o déficit público pelos próximos dois anos — ou seja, gastar o mesmo tanto que arrecada em 2024 e 2025. O arcabouço também estipula que o governo deve começar a arrecadar mais do que gasta a partir de 2026, para controlar o endividamento público.

Mas os agentes financeiros já não esperam grande eficácia das medidas para controlar o endividamento público, e declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Fantástico consolidaram a percepção de que o governo não pretende avançar muito na contenção de despesas.

O mercado tinha a expectativa de que o governo mexesse em gastos estruturais nesse pacote de corte de gastos — como a Previdência, benefícios reajustados pelo salário mínimo e os pisos de investimento em saúde e educação. Mas isso não aconteceu.

Segundo os analistas, essas despesas tendem a subir em velocidade acelerada e têm potencial de anular esse esforço do pacote em pouco tempo. O governo, contudo, é avesso às medidas, que mexeriam com políticas públicas e com promessas de campanha do presidente Lula.

Segundo o blog do Valdo Cruz, interlocutores do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliam que o governo precisa dar uma sinalização mais forte na área fiscal, incluindo o anúncio de medidas adicionais às já anunciadas, para reverter de vez o cenário negativo que reina no mercado neste fim de ano.

*Com informações da agência de notícias ReutersAmericanas

----++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------------------====-++----

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

União Europeia multa Meta em milhões de euros por violação de dados em 2018

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Big Tech diz que vai recorrer e que tem ampla gama de medidas para proteger usuários em suas plataformas. Ocorrido afetou 29 milhões de contas do Facebook globalmente.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Reuters

Postado em 19 de dezembro de 2024 às 07h00m

$.#  Postagem  Nº     0.938  #.$

Meta, dona do Facebook. — Foto: JN

Meta, dona do Facebook. — Foto: JN

A Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (DPC), principal órgão regulador de privacidade de dados da União Europeia, multou a Meta em 251 milhões de euros (R$ 1.6 bilhões) nesta terça-feira (17) por uma violação de segurança do Facebook em 2018 que afetou 29 milhões de usuários.

A empresa, que é dona do Instagram, Facebook e do WhatsApp, disse que recorrerá da decisão e que tem uma ampla gama de medidas em vigor para proteger os usuários em suas plataformas.

Em 2018, a Meta notificou a DPC dizendo que hackers exploraram uma vulnerabilidade no código do Facebook que afetava o recurso Exibir como, que permite que os usuários vejam como seu próprio perfil se parece quando visto por outra pessoa.

Isso levou a uma violação de dados pessoais, incluindo o nome completo dos usuários, detalhes de contato, localização, local de trabalho, data de nascimento, religião, sexo e dados pessoais de seus filhos, disse o DPC.

"Ao permitir a exposição não autorizada de informações de perfil, as vulnerabilidades por trás dessa violação causaram um grave risco de uso indevido desses dados", disse o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em comunicado.

A Meta corrigiu o problema logo após a descoberta, disse a DPC.

Das 29 milhões de contas do Facebook afetadas globalmente, cerca de 3 milhões estavam localizadas na União Europeia (UE) e no Espaço Econômico Europeu.

A DPC é o principal órgão regulador da UE justamente porque a maioria das principais empresas de Internet dos EUA tem sede na Irlanda.

Até o momento, a Meta foi multada em quase 3 bilhões de euros por violações de acordo com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês). Esse valor incluiu uma multa recorde de 1,2 bilhão de euros em 2023, da qual a Meta está recorrendo.

O GDPR foi introduzido em 2018 e estipula regras sobre proteção de dados na União Europeia.

Traduzir, criar imagens e mais: quais tarefas do dia a dia o Meta AI no WhatsApp consegue

WhatsApp começa a liberar recurso que converte áudios em textos; veja como usar

----++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------------------====-++----

    Dólar fecha em leve alta e renova recorde após bater R$ 6,20 em dia turbulento no mercado

    <<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


    Moeda fechou em alta de 0,02%, cotada a R$ 6,0956. BC tentou conter disparada ao longo do dia com dois leilões, mas o dólar só freou após Lira anunciar votação para parte do pacote de corte de gastos. Ibovespa encerrou com avanço de 0,92%, aos 124.698 pontos.
    <<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
    Por Redação g1 — São Paulo

    Postado em 18 de dezembro de 2024 às 09h00m

    $.#  Postagem  Nº     0.937  #.$


    BC cita disparada do dólar e anúncio do pacote fiscal para choque de juros

    Em dia turbulento, o dólar fechou em leve alta nesta terça-feira (17) e bateu seu novo recorde de cotação: R$ 6,0956.

    • A moeda norte-americana começou o dia em forte alta, em meio à piora das expectativas sobre o pacote fiscal do governo, que aguarda votação no Congresso. Pela primeira vez, o dólar chegou à casa dos R$ 6,20.
    • Depois de mais duas intervenções do BC com vendas de dólares, a alta da moeda não foi revertida, mas amenizou. Com isso, o dólar voltou para a casa de R$ 6,12.
    • A moeda seguiu em trajetória de alta até que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou que um dos textos do pacote fiscal deve ser votado nesta terça. Somente então, o dólar conseguiu baixar da casa dos R$ 6,10.

    Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 6,2065. Entenda abaixo, com mais detalhes, quais foram os acontecimentos do dia que levaram o dólar à forte turbulência vista nesta terça-feira.

    A forte subida do dólar pela manhã ocorreu porque pioraram as expectativas do mercado financeiro com o desenho do pacote de cortes de gastos enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional. A ideia é economizar R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, e um total de R$ 375 bilhões até 2030.

    O governo precisa reduzir os gastos porque tem uma meta de zerar o déficit público pelos próximos dois anos — ou seja, gastar o mesmo tanto que arrecada em 2024 e 2025. São as regras definidas pelo arcabouço fiscal, o conjunto de normas para controle das contas públicas.

    O arcabouço também estipula que o governo deve começar a arrecadar mais do que gasta a partir de 2026, para controlar o endividamento público. Mas os investidores já não acreditam que as medidas tomadas pelo governo até aqui tenham o potencial para conter o avanço da dívida pública no longo prazo.

    O mercado tinha a expectativa de que o governo mexesse em gastos estruturais nesse pacote de corte de gastos — como a Previdência, benefícios reajustados pelo salário mínimo e os pisos de investimento em saúde e educação. Isso não aconteceu.

    Segundo os analistas, essas despesas tendem a subir em velocidade acelerada e têm potencial de anular esse esforço do pacote em pouco tempo. O governo, contudo, é avesso às medidas, que mexeriam com políticas públicas e com promessas de campanha do presidente Lula.

    Ainda durante a manhã, o Banco Central (BC) realizou mais duas intervenções no mercado de câmbio para reduzir a pressão do dólar sobre o real. O primeiro leilão vendeu US$ 1,2 bilhão, o segundo, US$ 2 bilhões. O movimento de forte alta não foi revertido, mas amenizou e voltou aos R$ 6,12.

    O avanço só perdeu força depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou que o plenário da Casa pretende votar, nas próximas horas, um dos textos que compõem o pacote fiscal, além do projeto de regulamentação da reforma tributária.

    "Não estou garantindo a aprovação nem rejeição. Nós vamos votar, estamos discutindo, conversando, dialogando, encontrando textos para votar, mas o calendário de votação é esse", disse.

    Segundo o blog do Valdo Cruz, para evitar uma desidratação das medidas propostas e garantir a aprovação do pacote, o governo prepara mais R$ 800 milhões de emendas parlamentares para serem liberadas nesta reta de final de ano, além dos R$ 7,6 bilhões já empenhados para deputados e senadores até esta segunda.

    Apesar do cenário ruim, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou com avanço de 0,92%, aos 124.698 pontos.

    Veja abaixo o resumo dos mercados.

    O dólar fechou em alta de 0,02%, cotado a R$ 6,0956, novo recorde nominal (que é o valor da moeda sem ajuste pela inflação). Veja mais cotações.

    Com o resultado, acumulou:

    • ganhos de 1,01% na semana;
    • alta de 1,58% no mês;
    • avanço de 25,62% no ano.

    Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,99%, cotada a R$ 6,0942.

    Ibovespa

    O Ibovespa fechou em alta de 0,92%, aos 124.698 pontos.

    Com o resultado, acumulou:

    • alta de 0,07% na semana;
    • perda de 0,77% no mês;
    • recuo de 7,07% no ano.

    Na véspera, o índice caiu 0,84%, aos 123.560 pontos.

    Valdo Cruz: Ata do Copom foi sem ruídos

    O que está mexendo com os mercados?

    A parte do pacote de corte de gastos que os deputados pretendem votar hoje é o PLP 210, segundo Arthur Lira. Esse é um projeto complementar ao pacote de corte de gastos, enviado pelo governo ao Congresso. Ele impõe travas para concessão de créditos tributários em caso de déficit e amplia o poder do governo para congelar o pagamento de emendas parlamentares.

    "Nós vamos votar a tributária, vamos votar a lei que trata de multinacionais, o projeto de turismo e o PLP 210", explicou o presidente, após chegada à Câmara nesta tarde.

    Pelo texto, o Executivo poderá bloquear ou contingenciar essa categoria de recursos, seguindo a proporção de congelamento de outras despesas discricionárias.

    Segundo Lira, os outros projetos do pacote fiscal: o que limita o ganho real do salário mínimo e a proposta que restringe o acesso ao abono salarial, ficarão para quarta-feira (18).

    Também nesta terça, houve a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que avaliou justamente a disparada da moeda nas últimas semanas como um dos fatores para aumentar os juros brasileiros. (leia mais abaixo)

    No dia 11, o Copom elevou a Selic em 1 ponto percentual, de 11,25% para 12,25% ao ano. Além disso, antecipou que fará outras duas altas de mesma magnitude nas próximas reuniões. Isso deve levar a taxa Selic a um patamar de 14,25% ao ano.

    Na ata, o Copom diz que esse cenário "afetou, de forma relevante, os preços de ativos" (como dólar e juros futuros), e que o repasse de um dólar mais alto para os preços dos produtos e serviços é perigoso para a inflação.

    "Desse modo, o Comitê deve acompanhar de forma mais detida como se dará a transmissão da taxa de câmbio e das condições financeiras para preços e atividade", avaliou o Banco Central.

    Sobre a proposta de pacote fiscal anunciada pelo governo, que gerou tensão no mercado financeiro, o BC avaliou que a "percepção dos agentes econômicos afetou, de forma relevante, os preços de ativos, assim como as expectativas especialmente o prêmio de risco (juros), as expectativas de inflação e a taxa de câmbio".

    Com a piora das expectativas de inflação, o BC afirma que o cenário se tornou "mais adverso e requerendo uma política monetária mais contracionista [alta maior dos juros]". Isso trouxe ao mercado mais certeza de que o cenário está complexo.

    Desde o fim da semana passada, o BC voltou ser mais ativo para tentar conter o forte avanço do dólar, e passou a intervir na taxa de câmbio com a realização de leilões de dólar.

    Desde então, foram cerca de US$ 12 bilhões injetados no mercado, entre os leilões de linha (em que o BC recompra esses dólares para mantê-los nas reservas internacionais) e à vista (em que a moeda é apenas vendida, e não retorna).

    Miram Leitão: "Não há esse 'fim de mundo' que o mercado vê"

    Encontro de Haddad com Lula

    Enquanto o quadro fiscal do país permanece no radar dos investidores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma visita ao presidente Lula nesta segunda (16). O petista recebeu alta hospitalar no domingo (15), após ter feito uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma na cabeça.

    Durante o encontro, Haddad disse que tratou sobre a reforma tributária e o pacote de cortes de gastos enviado ao Congresso com o presidente, e reforçou aos jornalistas que o apelo do presidente é para que as medidas não sejam desidratadas pelos parlamentares.

    "O presidente disse ontem que ninguém se preocupa mais com a questão fiscal quanto ele. Por isso, o apelo que ele está fazendo é para que as medidas não sejam desidratadas", afirmou o ministro.

    "Temos um conjunto de medidas que garante a robustez do arcabouço fiscal e para garantir que vamos continuar cumprindo com as metas nos próximos anos", acrescentou.

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

    ----++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------------------====-++----