Total de visualizações de página

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Dólar engata 3ª queda seguida e fecha em R$ 5,57, após novos dados de emprego nos EUA; Ibovespa sobe

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda norte-americana recuou 0,90%, cotada a R$ 5,5741. Já o principal índice de ações da bolsa encerrou em alta de 0,90%, aos 128.661 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 08 de agosto de 2024 às 09h45m

  Postagem  Nº     0.865  

 — Foto: Karolina Grabowska/Pexels
— Foto: Karolina Grabowska/Pexels

O dólar não conseguiu sustentar a alta vista pela manhã e encerrou a sessão desta quinta-feira (8) em queda, conforme investidores repercutiam os novos dados de emprego nos Estados Unidos.

Na última semana, o país registrou 233 mil pedidos iniciais por seguro-desemprego, abaixo das expectativas e mostrando uma desaceleração em relação à semana anterior. Os pedidos contínuos, porém, acumulam quase 1,9 milhão, acima das projeções.

Os dados foram observados com atenção ao longo do dia e contribuíram para reduzir as preocupações dos agentes financeiros sobre uma eventual recessão econômica nos Estados Unidos. Esses temores ganharam força após o payroll, principal relatório de emprego norte-americano, ter vindo mais fraco do que o esperado na semana passada.

Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Ao final da sessão, o dólar recuou 0,90%, cotado a R$ 5,5741. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,5635. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 2,36% na semana;
  • recuo de 1,41% no mês;
  • alta de 14,87% no ano.

No dia anterior, a moeda norte-americana teve queda de 0,55%, vendida a R$ 5,6249. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,5977.

Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,90%, aos 128.661 pontos.

Na véspera, o índice fechou em alta de 0,99%, aos 127.514 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 1,32% na semana;
  • recuo de 0,11% no mês;
  • perdas de 4,97% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

O mercado de trabalho norte-americano voltou a fazer preço nos mercados nesta quinta-feira (8). Segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram para 233 mil na semana encerrada em 3 de agosto.

Além de representar uma desaceleração em comparação aos 250 mil pedidos registrados nos sete dias anteriores, o resultado também veio abaixo do esperado pelo mercado, contribuindo para amenizar as preocupações dos agentes financeiros com uma eventual recessão econômica nos Estados Unidos.

Esses temores ganharam força na última sexta-feira, quando o payroll, um dos principais relatórios de emprego do país, reportou 114 mil vagas não agrícolas criadas em julho, bem abaixo das 175 mil vagas que eram esperadas pelo mercado financeiro.

O resultado bem mais fraco do que o previsto aumentou a perspectiva no mercado de que a maior economia do mundo pudesse estar prestes a enfrentar um período de recessão, já que os números de emprego começaram a ceder em um momento em que os juros no país continuam elevados.

Em sua última reunião, também na semana passada, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve os juros norte-americanos inalterados entre 5,25% e 5,50% ao ano, mas abriu a porta para um eventual corte das taxas em sua próxima reunião, em setembro.

Juros altos encarecem processos de tomada de crédito e financiamento para pessoas e empresas, o que tende a diminuir o consumo da população e frear os investimentos das companhias em seu próprio crescimento — o que pode afetar ainda mais o mercado de trabalho.

A crescente preocupação com a maior economia do mundo trouxe um derretimento dos mercados acionários de todo o mundo na última segunda-feira. Nos EUA, os principais índices acionários recuaram cerca de 3%, enquanto Europa, Ásia e Oceania seguiram a mesma tendência. No Japão, a queda foi de 12,40%.

No Japão, as ações despencaram também por conta de uma valorização do iene, a moeda oficial do país. O BC japonês elevou suas taxas de juros pela segunda vez em 17 anos.

A manobra do BC pegou investidores de surpresa. Eles se aproveitavam para pegar dinheiro emprestado a juros baixos no Japão e aplicar em outros países com taxas mais altas. A diferença de juros entre um país e outro dá um lucro garantido para a operação, chamada de "carry trade".

Quando os juros subiram, a vantagem do "carry trade" diminui, e os investidores passaram a vender suas aplicações ao redor do mundo para quitar a dívida no Japão. Assim, o iene ganhou força contra moedas de outros países e as bolsas derreteram.

Nesta quarta, após os movimentos de aversão, o vice-presidente do banco central japonês Shinichi Uchida comentou que as chances de um aumento dos juros no curto prazo, acalmando as preocupações dos investidores de que um novo salto da moeda japonesa poderia novamente abalar os mercados globais.

"Como estamos observando uma forte volatilidade nos mercados financeiros nacionais e internacionais, é necessário manter os níveis atuais de afrouxamento monetário por enquanto", disse Uchida.

Já no noticiário nacional, as atenções continuaram voltadas para as últimas sinalizações de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC). Em ata divulgada no início da semana, o colegiado sinalizou que os juros podem voltar a subir caso o Comitê considere necessário para controlar a inflação.

De acordo com o BC, os movimentos recentes dos fatores que contribuem para a dinâmica da inflação, tais como as expectativas de inflação e a taxa de câmbio, com o dólar subindo fortemente nas últimas semanas, foram amplamente debatidos na reunião da semana passada, que manteve a taxa Selic em 10,50% ao ano.

"Observou-se que, se tais movimentos se mostrarem persistentes, os impactos inflacionários decorrentes podem ser relevantes e serão devidamente incorporados pelo Comitê. Em função disso, o Comitê avaliou que o momento é de acompanhamento diligente dos condicionantes da inflação e de maior vigilância perante um cenário mais desafiador", diz a ata.

Uma expectativa de juros mais altos por mais tempo ou, até mesmo, de uma alta na taxa Selic, impacta diretamente nas projeções de rendimentos dos títulos do Tesouro Direto, que passam a entregar mais rentabilidade.

Isso atrai mais investidores para o país, já que as expectativas são de uma queda nas taxas de juros americanos já na próxima reunião do Fed.

Os investidores também seguem na expectativa pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerado a inflação oficial do país), prevista para amanhã (9).

Com informações da agência de notícias Reuters

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========---------------------------------------- ----------------------------------------====-++---

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

'Golpes do PIX' podem causar perdas de R$ 3 bilhões até 2027; saiba como se proteger

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Maior parte dos golpes acontece por meio da 'engenharia social', que é quando um criminoso usa influência ou persuasão para manipular a vítima a fornecer suas senhas ou realizar transferências. Conheça as fraudes mais comuns abaixo.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 07 de agosto de 2024 às 06h30m

  Postagem  Nº     0.864  

PIX — Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
PIX — Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O total de perdas com golpes aplicados por meio do PIX deve ultrapassar os US$ 635,6 milhões (aproximadamente R$ 3,7 bilhões) no Brasil até 2027, indicou o Relatório de Fraude Scamscope, desenvolvido pela ACI Worldwide em parceria com a GlobalData.

São considerados "golpes do PIX" aqueles em que os criminosos coagem os usuários a realizarem uma ou mais transferências para uma conta de destino controlada por golpistas.

Normalmente, o dinheiro da vítima passa por uma — ou várias — "contas-mula", que servem para dividir e transferir os recursos, dificultando o rastreio por parte das instituições financeiras. De lá, chegam aos fraudadores ou são convertidos em ativos digitais. Veja abaixo como se proteger.

Segundo o vice-presidente global de inteligência de pagamentos e soluções de risco da ACI Worldwide, Cleber Martins, parte do que explica o crescimento desse tipo de crime é a opção dos golpistas pelo uso da engenharia social  que é quando um criminoso usa influência ou persuasão para manipular a vítima a fornecer suas senhas ou realizar transferências.

"O que vemos dos bancos é que eles têm todo o controle de quem está começando a transação, qual a conta ou o celular, por exemplo, e tudo mais. Mas o problema é que agora temos uma situação grave, onde os próprios clientes iniciam a transação", disse.

Golpe do 'PIX errado': saiba como os criminosos agem e como não ser enganado

Como a fraude acontece?

Segundo Cleber Martins, da ACI Worldwide, há dois principais caminhos para que as técnicas de engenharia social se tornem um golpe de sucesso.

São eles:

  • Convencimento — quando o criminoso tenta convencer a vítima de que aquele é um bom negócio ou que aquele pagamento precisa ser feito; e
  • Confiança herdada — quando o golpista clona WhatsApp de familiares ou amigos da vítima e pede dinheiro, por exemplo, ou se dedica a estabelecer algum vínculo de confiança com a vítima.

"Já vemos até criminosos usando inteligência artificial para ter uma conversa mais alinhada com o que a vítima espera", explicou o executivo, reiterando que o tipo de crime via confiança herdada é o que mais cresce.
Quais as principais fraudes que acontecem no Brasil?

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as principais tentativas de golpes praticadas no país com uso do PIX como meio de pagamento são:

  • 🏦 Golpe do falso funcionário de banco

Nesses casos, o fraudador entra em contato com a vítima e se passa por um falso funcionário de banco. Ele pode oferecer ajuda para que o cliente cadastre uma chave PIX ou afirmar que precisa fazer um teste para regularizar um suposto cadastro.

"Outro golpe é quando a vítima recebe um SMS falso em nome do banco sobre uma operação suspeita, solicitando que o cliente entre em contato com uma suposta central (falso '0800'), onde a vítima é levada a digitar seus dados bancários e senha", alertou a federação.

Com os dados, o golpista acessa a conta da vítima e consegue ver informações do extrato bancário — muitas vezes dando detalhes precisos das operações para ganhar a sua confiança. Depois, o criminoso fala de supostos depósitos ou transações de alto valor feitos pela conta, citando os nomes dos destinatários, desconhecidos do cliente.

"Com pretexto de regularizar a conta, o golpista, então, pede para que as operações sejam feitas para os mesmos destinatários, para cancelar ou estornar as operaçõesNeste momento, o golpista está induzindo a pessoa a realizar uma transação para contas associadas ao criminoso", disse a Febraban.

  • 🧾Golpe do falso recibo

Nesses casos, os fraudadores forjam um recibo do PIX em um aplicativo criminoso, utilizando de dados como conta bancária, destinatário e chave do sistema de pagamento que aparentam ser legítimos.

"Entretanto, quando o recebedor do recurso vai checar sua conta, descobre que o dinheiro nunca foi transferido e que foi vítima de um golpe", afirmou a federação.

  • 📱 Golpe do falso WhatsApp

Aqui, o criminoso envia uma mensagem pelo aplicativo de mensagens fingindo ser uma empresa em que a vítima tem cadastro. Nesses casos, os fraudadores solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Uma vez com essa informação, os criminosos conseguem replicar a conta de WhatsApp da vítima em outro celular e passam a enviar mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela e pedindo dinheiro emprestado via PIX.

  • 💻 Golpe do falso leilão

Golpistas criam sites falsos de leilão, anunciando uma série de produtos por preços bem abaixo do mercado. Depois, pedem transferências e depósitos para assegurar a compra.

"Geralmente, apelam para a urgência em fechar o negócio, dizendo que você pode perder os descontos, mas nunca entregam as mercadorias", disse a Febraban.

  • 🖱️Golpe do acesso remoto

Nesse golpe, também conhecido como "Golpe da Mão Fantasma", o fraudador pode entrar em contato com a vítima se passando por um falso funcionário de banco. Ele normalmente usa uma série de abordagens para enganar o cliente, dizendo que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que vai solucionar o suposto problema.

"[Os criminosos] ainda podem mandar um SMS, e-mails falsos ou links em aplicativos de mensagens que induzem o usuário a clicar em links suspeitos, que instalam um malware (um software malignoque dará acesso a todos os dados que estão no celular", informou a federação.

Banco Central anuncia mudanças no PIX

De acordo com a pesquisa da ACI, as principais formas de golpe que acontecem no Brasil são:

  • Pedidos para fazer transferência como adiantamento do pagamento por um produto ou serviço (27%);
  • Pedidos para comprar um produto (20%);
  • Pedidos para investir em um produto ou empresa (17%);
  • Pedidos para pagar uma fatura ou saldo devedor (10%);
  • Pedidos de transferências por alguém que fingiu estar em um relacionamento romântico com a vítima (7%);
  • Pedidos de pagamentos alegando ser uma pessoa ou organização confiável, como a polícia ou o serviço postal (7%); e
  • Outros (13%).

De acordo com a pesquisa, mais de 60% das fraudes no Brasil em 2023 envolveram perdas de baixas e médias quantias — faixas de valor que são o principal alvo dos golpistas, que procuram ocultar sua atividade em meio ao volume e velocidade de transações que acontecem.

O que o sistema financeiro tem feito para prevenir fraudes?

Segundo a Febraban, os bancos têm investido de "maneira massiva" em campanhas de conscientização e esclarecimento com a população por meio de ações de marketing em TVs, rádios e redes sociais, para que o cliente possa se proteger e evitar golpes via engenharia social.

"Pare, pense e desconfie. O cliente sempre deve suspeitar quando recebe uma mensagem de algum contato dizendo estar em alguma situação de emergência", alertou o membro do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban Adriano Volpini.

"Também alertamos que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, tampouco funcionários de bancos ligam para clientes para fazer testes com o PIX, testes de transações, pagamentos ou estornos de lançamentos", acrescentou.

Para Martins, da ACI, no entanto, são necessárias novas iniciativas por parte das instituições financeiras e que não dependam tanto da ação do Banco Central.

"Quanto mais dinâmico o PIX fica e quanto mais produtos você conseguir usar, maior acaba sendo o espaço também para o criminoso. Você cria oportunidades para os clientes, mas também para os fraudadores", disse.

Em junho, a Febraban e o Banco Central do Brasil (BC) iniciaram os debates para trazer melhorias no Mecanismo Especial de Devolução (MED), um recurso do PIX criado para facilitar as devoluções em casos de fraude. Veja aqui como usar o MED.

A ideia é que as melhorias aumentem as possibilidades de reaver recursos em transações feitas pela ferramenta de pagamento instantâneo. O projeto foi proposto pela federação e seu desenvolvimento deve acontecer ao longo do segundo semestre deste ano.

A implementação do sistema, batizado de MED 2.0, deve acontecer apenas no final de 2025.

"A tendência é que o PIX se torne o meio de pagamento mais seguro que já existiu, porque toda a tecnologia dele foi construída em um padrão de comunicação que permite a troca de informações e de sinais de risco durante a transação. Mas é preciso trabalhar com novas tecnologias", acrescentou Martins, da ACI. 
Como se proteger?

Mesmo em meio à maior quantidade de informação sobre prevenções à fraude, os executivos destacam, ainda, algumas dicas de como o consumidor pode se proteger. São elas:

  • Nunca realize ligações para números de telefone (0800) recebidos em SMS ou outras mensagensLigue sempre para o número da central de atendimento do seu banco ou para o seu gerente para confirmar transações.
  • Os bancos ligam para os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca pedem informações como senhas, tokens e outros dados pessoais nessas ligações. Os bancos também nunca ligam e pedem para que clientes façam transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento.
  • Se for algo fácil ou bom demais, desconfie. Cuidado com o senso de urgência que os criminosos querem passar.
  • Em uma transação comercial com o uso do Pix, o recebedor sempre deve checar se o dinheiro realmente caiu em sua conta bancária para posteriormente entregar o produto da venda.
  • Habilite a opção Verificação em duas etapas no WhatsApp. Configure esse tipo de verificação também em outros aplicativos bancários e que contenham informações importantes.
  • Cuidado com a exposição de dados nas redes sociais, como por exemplo em sorteios e promoções que pedem número de telefone do usuário e outras informações pessoais.
  • Ao receber uma mensagem de algum contato com número novo, certifique-se de que a pessoa realmente mudou o número de telefone. Não faça PIX ou qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa que está solicitando dinheiro.
  • Sempre pesquisa sobre a empresa de leilões em sites de reclamação e confira o CNPJ do leiloeiro. Nunca faça transações em sites que não tenham o cadeado de segurança no navegador nem transferências para contas de pessoas físicas.
  • O banco nunca contacta cliente via ligações ou mensagens e pede para que ele instale algum aplicativo. Se isso acontecer, desconfie.
------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========---------------------------------------- ----------------------------------------====-++---

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Um dia após tombos históricos, mercados continuam voláteis e sem direção única; bolsa de Tóquio dispara 10%

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Na Europa, mercados abriram sem uma direçaõ definida, com alguns índices subindo e outros caindo. Já na Ásia e na Oceania, a maioria dos principais índices subiu.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Bruna Miato, g1

Postado em 06 de agosto de 2024 às 10h45m

  Postagem  Nº     0.863  

Mercados seguem voláteis pelo mundo — Foto: Pixabay
Mercados seguem voláteis pelo mundo — Foto: Pixabay

Depois de uma segunda-feira marcada por quedas generalizadas nas bolsas do mundo inteiro, os mercados iniciaram o pregão desta terça-feira (6) com movimentos mistos. Parte das bolsas vivem uma correção das perdas da véspera, enquanto outras continuam caindo.

Na Europa, onde os mercados abrem nas primeiras horas da manhã (pelo horário de Brasília), os com volatilidade e sem uma direção definida. O Stoxx 600, que reúne 600 empresas listadas entre 17 países do continente, subia 0,24% às 11h30, depois de operar em queda na maior parte do pregão.

No mesmo horário, os índices:

  • DAX, da Alemanha, subia 0,15%
  • FTSE 100, da Inglaterra, caía 0,12%
  • CAC 40, da França, caía 0,35%
  • IBEX 35, da Espanha, caía 0,44%

Já no Japão, o Nikkei 225, principal índice acionário da bolsa de valores de Tóquio, fechou o dia com uma alta de 10,23%. Ontem, esse foi o índice que mais caiu, com uma baixa de 12,4%, a segundo maior queda percentual da história do país.

As baixas registradas pelo mundo ontem foram influenciadas, sobretudo, pelos temores de que os Estados Unidos podem passar por uma recessão econômica em breve, depois de dados do mercado de trabalho mais fracos que o esperado (leia mais abaixo).

Além disso, no Japão, as ações despencaram também por conta de uma valorização do iene (moeda oficial do país) contra o dólar, após o Banco Central elevar suas taxas de juros -- um feito raro, que acontece somente pela segunda vez em 17 anos. Com o iene mais forte, as exportações japonesas acabam ficando mais caras para os compradores estrangeiros, o que é ruim para as empresas.

Depois de um pregão com quedas tão expressivas, é normal que o mercado realize um movimento conhecido como correção dos preços, em que investidores aproveitam os valores mais baixos de ações para investir por um preço mais atrativo, o que acaba valorizando a bolsa como um todo.

Além do Japão, na Ásia e na Oceania, onde os mercados já fecharam, a maioria das principais bolsas subiu nesta terça, com exceção de Hong Kong:

  • No Taiwan, o índice Taiex subiu 3,38%, depois de uma queda forte de 5,7% na véspera
  • Em Hong Kong, o Hang Seng continuou o movimento de baixa e caiu 0,31%
  • Na Austrália, o S&P/ASX200 avançou 0,41%, contra uma queda de 1,3% ontem
  • Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 3,3%, quase igualando as perdas de 3,4% da segunda-feira

Temor de recessão na economia dos Estados Unidos derruba bolsas pelo mundo

O que fez as bolsas despencarem?

Na última sexta-feira, o payroll, um dos principais relatórios de emprego dos Estados Unidos, reportou 114 mil vagas não agrícolas criadas em julho, bem abaixo das 175 mil vagas que eram esperadas pelo mercado financeiro.

Os números fizeram coro a outro dado de emprego divulgado na quinta-feira: os Estados Unidos tiveram um aumento de 14 mil pedidos iniciais de seguro desemprego na semana passada, totalizando 249 mil, contra 236 mil das projeções de mercado.

"Esses números sugerem enfraquecimento no mercado de trabalho americano, embora os pedidos de auxílio-desemprego tendam a ser voláteis nesta época do ano. Os sinais recentes de desaceleração da atividade reforçam nosso cenário de que o Fed iniciará seu ciclo de flexibilização monetária em setembro", diz a XP Investimentos.

Os números do mercado de trabalho que frustraram as expectativas vieram apenas dois dias após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decidir manter suas taxas de juros inalteradas por, pelo menos, mais 45 dias. Hoje, elas estão entre 5,25% e 5,50% e participantes do mercado financeiros acreditam que um ciclo de cortes deve começar em setembro.

Juros altos encarecem processos de tomada de crédito e financiamento para pessoas e empresas, o que tende a diminuir o consumo da população e frear os investimentos das companhias em seu próprio crescimento - podendo afetar, ainda mais, o mercado de trabalho.

Segundo César Garritano, economista-chefe da SOMMA Investimentos, há uma percepção de que o Fed possa ter "dormido no ponto" quanto ao momento de iniciar os cortes nos juros e como se posicionar em seus comunicados.

"A hora que era para ser hawkish (mais agressivo em relação ao controle da inflação) foi dovish (menos agressivo), a hora que era para ser dovish foi hawkish. A última projeção do Fed é de apenas um corte de juros e se a gente olhar o que foi precificado na curva dos Estados Unidos é um corte de 125 até 150 bases points para esse ano de 2024. Então isso impressiona, isso é algo realmente muito fora do que a gente tinha duas semanas atrás, por exemplo", explica o economista.

Além disso, olhando para o mercado corporativo, algumas das maiores empresas do mundo (que são americanas) reportaram seus resultados nos últimos dias e os números também frustraram os investidores, com destaque para a Amazon (uma das companhias com os maiores valores de mercado da atualidade) e a Intel.

A Amazon teve resultados considerados mistos. A receita veio abaixo do esperado, registrando US$ 148 bilhões contra estimativas de US$ 148,8 bilhões, mas o lucro por ação surpreendeu positivamente os analistas, com um valor de US$ 1,26 por ação.

As projeções da empresa para os próximos trimestres, no entanto, desagradaram.

"Em termos de receita, a companhia afirmou que deverá ficar entre US$154-158bi (ante uma expectativa de US$158,4bi) e, para o lucro operacional, a Amazon espera algo entre US$11,5-15bi (o mercado apontava para US$15,7bi)", explica Paulo Gitz, analista de internacional da XP.

Já a Intel reportou resultados vistos como bastante negativos e suas ações já despencam mais de 20% nos pré-mercados. Gitz pontua que as principais surpresas negativas vieram da receita - US$ 12,8 bilhões contra US$ 12,9 bilhões projetados - e do lucro por ação - US$ 0,02 contra US$ 0,10 esperado.

"A Intel anunciou suspenção dos dividendos, por conta dos resultados que foram impactados negativamente pelas vendas fracas da empresa de semicondutores, que tem perdido espaço de mercado para concorrentes como Nvidia", completa o analista.

Os resultados das companhias, explicam especialistas, acendem um sinal de alerta de que os juros altos podem estar pesando sobre os negócios, o que pode impactar a economia como um todo.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========---------------------------------------- ----------------------------------------====-++---