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sábado, 20 de julho de 2024

Mercadante afirma que está com negociações avançadas para que companhias aéreas comprem aviões da Embraer em troca de acordo sobre dívidas; entenda

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Fala ocorreu em São José dos Campos, no interior de São Paulo, durante um evento em que o presidente Lula (PT) anunciou financiamentos do BNDES para obras na Dutra e exportações de aviões da Embraer.
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Por g1 Vale do Paraíba e Região
19/07/2024 16h33 
Postado em 20 de julho de 2024 às 09h55m

  Postagem Nº     0.852  

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Durante um evento em São José dos Campos, no interior de São Paulo, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou que três companhias aéreas estão em negociações avançadas para assumir o compromisso de comprar aviões da Embraer, como contrapartida por um acordo envolvendo dívidas que as empresas possuem com o governo federal.

A fala de Mercadante ocorreu nesta sexta-feira (19), durante um evento com o presidente Lula (PT) e ministros, para anunciar o financiamento do BNDES para obras nas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos e para exportações da fabricante brasileira de aviões Embraer - leia mais abaixo.

Em coletiva de imprensa com os jornalistas, Mercadante avaliou o cenário da aviação no país e falou sobre as tratativas estarem avançadas com ao menos três companhias aéreas, para que as empresas assumam o compromisso de comprar aviões nacionais, fabricados pela Embraer.

As três empresas mais importantes, Latam, Azul e Gol, já estão bem avançadas nesse diálogo. Evidente, temos sigilo comercial, não vou entrar em detalhes, mas as três empresas estão bem avançadas na perspectiva de voar embraer, afirmou Mercadante.

Na sequência, Mercadante contou que esse compromisso que está sendo negociado para comprar aviões brasileiros seria uma contrapartida por um acordo de renegociação de dívidas com a União.

Elas (as empresas) têm um passivo fiscal que está sendo renegociado com a Fazenda, mas tem que ter uma contrapartida, qual é a contrapartida: comprar aviões brasileiros da Embraer. Só 12% das frotas de aviões dessas empresas são da Embraer. Quando você compra Embraer, você está recolhendo impostos, realimentando o sistema econômico do Brasil, está mantendo o investimento, gerando emprego, gerando renda, disse.

"Precisamos apoiar essas empresas, mas elas precisam comprar aviões da Embraer. Essa é uma condição fundamental para todo o esforço que o governo está fazendo de passivo fiscal, de financiar, mas nós precisamos trazer aviões da Embraer. A contrapartida é gerar empregos, impostos e continuar fortalecendo as finanças públicas, que é um grande desafio", completou Mercadante.

Ao g1, a Latam informou que não vai comentar o assunto.

Por meio de nota, a Azul não comentou as falas de Mercadante, mas informou que iniciou sua história apostando na indústria brasileira com a decisão de operar equipamentos Embraer, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, inclusive com o mapa do país estampado em suas aeronaves.

Ainda segundo a Azul, hoje a companhia é a maior operadora dos jatos de última geração da Embraer, o modelo E195-E2, e detém também o maior pedido de compra dessa aeronave brasileira, com a parceria “estratégica para o desenvolvimento do transporte aéreo nacional.

Por fim, a empresa disse que para este ano, está prevista a entrega de 13 novas aeronaves Embraer 195-E2, que passarão a compor a frota da Azul, em investimento de mais de R$ 3 bilhões. Os equipamentos serão entregues ao longo dos próximos meses, até o final do ano.

A companhia aérea Gol enviou uma nota informando que "hoje opera uma frota de aeronaves Boeing 737 NG e MAX e sempre avalia as opções de outros modelos para crescimento das suas operações".

Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas, diretor da CCR RioSP, com o presidente Lula e Aloisio Mercadante — Foto: Ricardo Stuckert/PR
Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas, diretor da CCR RioSP, com o presidente Lula e Aloisio Mercadante — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Financiamento do BNDES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (19) dois financiamentos bilionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras nas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos e para exportações da fabricante brasileira de aviões Embraer.

A agenda oficial contou com dois eventos em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Para obras e intervenções na Dutra e Rio-Santos, o valor de crédito chega a R$ 10,75 bilhões.

Já para a Embraer, o valor de financiamento será de R$ 4,5 bilhões, a serem usados para a exportação de 32 jatos comerciais encomendados pela companhia aérea American Airlines.

Presidente do BNDES, fala sobre a importância de investimento de R$ 10,75 bi para rodovias

Exportação de aviões

No início da tarde, Lula se deslocou ao hangar da Embraer para um evento com o CEO da fabricante de aeronaves brasileira, Francisco Gomes Neto.

Para a Embraer, o BNDES vai financiar a exportação de 32 jatos comerciais E175 encomendados pela aérea American Airlines. O valor de financiamento é de R$ 4,5 bilhões.

Em março, a American Airlines anunciou encomenda de 90 jatos E175, com direitos de compra de outros 43 modelos do jato. Caso todos os direitos de compra sejam exercidos, o acordo vai superar o valor de US$ 7 bilhões, conforme preço de lista.

"Vamos continuar financiando as exportações brasileiras, porque quando a gente financia, a gente está financiando emprego, salário, acúmulo de conhecimento tecnológico e estamos exportando conhecimento, coisa de muito valor agregado, com gente muito especializada", disse o presidente Lula.

Nas cerimônias, Lula esteve acompanhado de uma comitiva de ministros, além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Entre eles estavam presentes Laércio Portela (ministro da Comunicação), Luciana Santos (ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação), Renan Filho (ministro de Transportes), Fernando Haddad (ministro da Fazenda), Silvio Costa (ministro dos Portos e Aeroportos), Aloísio Mercadante (presidente do BNDES), Márcio Macedo (ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Anderson Farias (prefeito de São José dos Campos).

Lula (PT) discursa em evento em São José dos Campos — Foto: Jefferson Santos/TV Vanguarda
Lula (PT) discursa em evento em São José dos Campos — Foto: Jefferson Santos/TV Vanguarda

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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Dólar opera em queda, após anúncio de congelamento de gastos e apagão cibernético global; Ibovespa sobe

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Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,89%, cotada em R$ 5,5872. Já o principal índice de ações da bolsa teve queda de 1,39%, aos 127.652 pontos.
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Por g1

Postado em 19 de julho de 2024 às 10h15m

             Post. N. =  0.851          

Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1
Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1

O dólar opera a sessão desta sexta-feira (19) em queda, à medida que investidores continuam de olho cenário fiscal brasileiro e repercutem eventuais impactos nos mercados financeiros após o apagão cibernético que atingiu diversos lugares do mundo.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024, além de um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. As medidas vieram como uma tentativa do governo de cumprir a regra de gastos prevista no arcabouço fiscal.

O valor está abaixo do que queriam os agentes de mercado, mas a sinalização de contenção foi suficiente para, em certa medida, acalmar os nervos do mercado.

No exterior, além dos desdobramentos políticos e de juros nos Estados Unidos, os mercados também monitoram os efeitos do apagão cibernético global em ações de tecnologia. (entenda mais abaixo)

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, operava em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Às 14h13, o dólar operava em queda de 0,23%, cotado em R$ 5,5743. Na mínima do dia chegou a R$ 5,5223. Veja mais cotações.

Na véspera, a moeda fechou com um avanço de 1,89%, cotada em R$ 5,5872.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 2,88% na semana;
  • recuo de 0,02% no mês;
  • avanço de 15,14% no ano.

Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa operava em alta de 0,19%, aos 127.904 pontos.

Na véspera, o índice caiu 1,39%, aos 127.652 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,97% na semana;
  • ganhos de 3,02% no mês;
  • perdas de 4,87% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

O apagão cibernético que atrasou voos e prejudicou diversos serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo ficava no centro das atenções nesta sexta-feira (19). O problema estaria relacionado a sistemas que utilizam Windows na empresa CrowdStrike, uma fornecedora de serviços de segurança digital.

Em nota, a Microsoft informou que a falha já teria sido resolvida, mas que problemas residuais ainda podem ocorrer. Não há indícios de que o apagão esteja relacionado a um ataque hacker.

Ainda assim, os futuros dos índices acionários de Nova York já sentiam os efeitos do apagão nos negócios desta sexta-feira, com investidores se desfazendo de algumas ações de tecnologia no pré-mercado. Os papéis da Microsoft e da CrowdStrike sinalizavam queda.

Nos Estados Unidos, a corrida eleitoral também continua no radar. Investidores seguem incerto sobre o futuro chefe de Estado da maior economia do mundo, em meio a um crescente favoritismo pelo ex-presidente Donald Trump e após o atual presidente dos EUA, Joe Biden, afirmar que "analisa alma" sobre desistir de sua candidatura.

Na agenda, dados econômicos e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) devem ficar na mira, à medida que o mercado segue em busca de novas pistas sobre o futuro dos juros no país.

Na véspera, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o Fed não deveria cortar os juros "antes do final de 2024", destacando que o governo norte-americano precisa aumentar os impostos para desacelerar o crescimento da dívida federal.

Na Ásia, o Banco Central do Japão (BoJ) informou que recebeu um número considerável de solicitações para reduzir a compra mensal de títulos nos próximos anos. Já na China, a falta de estímulos econômicos pesou nos preços do minério de ferro, que recuaram nesta sexta-feira.

No mercado local, o cenário fiscal continua a fazer preço nos negócios, com as atenções dos investidores voltadas para as discussões em torno do Orçamento.

Na véspera, depois do fechamento do mercado, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciaram R$ 15 bilhões entre bloqueio e contingenciamento de verbas.

Agentes de mercado queriam ao menos R$ 30 bilhões contingenciados para que a meta de déficit zero seja cumprida.

A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte:

  • Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal.
  • Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado.

Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal.

O mercado já vinha mal com a perspectiva de que os cortes não fossem suficientes. Na quinta-feira, Tebet, descartou interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tebet admitiu que o governo deve cortar gastos, mas afirmou que isso deve ser feito com os gastos "desnecessários".

"Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte", disse Tebet ao programa "Bom Dia, Ministra" do CanalGov.

"Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses --porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma", declarou Tebet.

A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos "naquilo que estiver efetivamente sobrando", com fiscalização de fraudes e irregularidades.

"Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde", declarou.

Ainda na quinta-feira, o governo manteve em 2,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024. Assim, o governo espera uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira, que cresceu 2,9% em 2023.

A informação consta no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, que também trouxe:

  • A previsão para a inflação deste ano subiu de 3,7% para 3,90%.
  • A perspectiva para o PIB em 2025 caiu de 2,8% para 2,6%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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quarta-feira, 17 de julho de 2024

Dona da Ray-Ban e da Oakley compra Supreme por US$ 1,5 bilhão

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Marca de moda street nova-iorquina opera uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 17 de julho de 2024 às 15h30m

             Post. N. =  0.850          

A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. — Foto: Reprodução/Instagram
A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. — Foto: Reprodução/Instagram

A maior fabricante de óculos do mundo, a europeia EssilorLuxottica, anunciou nesta quarta-feira (17) que fechou um acordo para comprar a Supreme, marca de moda street nova-iorquina da sua atual dona, a norte-americana VF Corporation, por US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8 bilhões).

Com a aquisição, a Supreme entra para o portfolio de marcas da EssilorLuxottica, que já conta com Ray-Ban, Oakley, LensCrafters, Sunglass Hut, Transitions, entre outros.

Segundo o presidente da EssilorLuxottica, Francesco Milleri, a aquisição da nova marca está alinhada com a jornada da companhia, voltada para inovação e desenvolvimento, e oferece uma conexão direta da empresa com "novas audiências, linguagens e criatividade".

"Com sua identidade de marca única, abordagem comercial totalmente direta e experiência do cliente, um modelo que trabalharemos para preservar, a Supreme terá seu próprio espaço dentro de nosso portfólio de marcas próprias e complementará nosso portfólio licenciado", afirmou em nota enviada ao mercado nesta quarta-feira.

O acordo ainda está sujeito às condições estabelecidas por cada uma das partes e à aprovação regulatória. A expectativa é que a transação seja concluída até o final deste ano.

A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa.

Já a EssilorLuxottica opera em 150 países, com 18 mil lojas espalhadas pelo mundo. Em 2023, a empresa gerou uma receita consolidada de 25,4 bilhões de euros (cerca de R$ 151,8 bilhões).

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domingo, 14 de julho de 2024

Dólar fecha em queda, após falas de Haddad e inflação nos EUA; Ibovespa enfileira 10ª alta seguida

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A moeda norte-americana caiu 0,20%, cotada em R$ 5,4310. O principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,47%, aos 128.897 pontos.
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Por g1

Postado em 14 de julho de 2024 às 06h20m

             Post. N. =  0.849          

Dólar — Foto: Freepik
Dólar — Foto: Freepik

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (12). Investidores repercutiam falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad e os novos dados de inflação dos EUA.

Por aqui, o ministro da Fazenda defendeu que a expansão fiscal não é boa no momento para o Brasil e reiterou que o governo brasileiro cortará gastos se necessário. Na agenda, novos dados de serviços seguem no radar.

No exterior, o foco continua com os sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na condução da política monetária dos Estados Unidos.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em alta, enfileirando uma sequência positiva de 10 pregões.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

O dólar fechou em queda 0,20%, cotado em R$ 5,4310. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,56% na semana;
  • recuo de 2,82% no mês;
  • alta de 11,92% no ano.

Na véspera, a moeda subiu 0,55%, cotada em R$ 5,4420.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 128.897 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 2,08% na semana;
  • ganhos de 4,03% no mês;
  • perdas de 3,94% no ano.

Na véspera, o índice fechou em alta de 0,85%, aos 128.294 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

As taxas de juros norte-americanas continuam no radar dos investidores nesta sexta-feira (12), principalmente em meio à divulgação de novos dados de inflação.

Segundo dados do Departamento de Trabalho, o índice de preços ao produtor norte-americano registrou uma alta de 0,2% em junho, após ter ficado inalterado em maio. O avanço veio acima do esperado pelos economistas consultados pela Reuters, de aumento de 0,1%.

A alta acima do esperado vem após os bons resultados da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, divulgados na véspera. Segundo dados do Departamento de Trabalho, os preços caíram 0,1% em um mês, contrariando as previsões de analistas, que contavam com um ligeiro aumento de 0,1%, e de 3,1% em um ano.

Com isso, os mercados aumentaram as apostas de que o Fed deve começar a cortar os juros por lá em setembro. Segundo dados da ferramenta FedWatch do CME Group, as chances de corte na reunião de setembro subiram de 72,2% para 88,1% em uma semana, de acordo com as estimativas dos analistas.

"A inflação ao consumidor benigna de junho vem na sequência de outros dados menos pressionados de inflação e atividade, o que levou os mercados a acreditar que o Federal Reserve começará a cortar os juros em setembro, após sinalizá-lo na sua próxima reunião de política monetária em julho", afirmaram analistas da XP.

Nesta semana, o presidente da instituição, Jerome Powell, já havia afirmado que a inflação do país permanece acima da meta de 2% do Fed, mas tem melhorado nos últimos meses. Ele acrescentou que novos dados positivos fortaleceriam o argumento para cortes na taxa de juros.

"Mais dados bons fortaleceriam nossa confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável em direção a 2%", disse Powell.

Ter uma inflação em direção à meta é um dos requisitos para a flexibilização da política monetária. Powell também comparou a falta de progresso nos primeiros meses do ano com a melhora recente nos dados. Na prática, o cenário mais positivo ajudou a construir uma base de confiança de que as pressões sobre os preços continuarão a diminuir.

Além disso, ele observou que o Fed agora está preocupado com os riscos para o mercado de trabalho e para a economia caso as taxas permaneçam altas durante muito tempo. Após a falta de progresso em direção ao nosso objetivo de inflação de 2% no início deste ano, as leituras mensais mais recentes mostraram progressos adicionais modestos, disse Powell.

Agora, a expectativa fica pelo índice de preços ao produtor norte-americano, outro indicador relevante de inflação do país que deve ser divulgado hoje.

Já no cenário doméstico, investidores continuam atentos a eventuais sinais sobre o quadro fiscal brasileiro. Além de o Congresso ter adiado a votação da desoneração da folha para 17 setores, também há expectativa pela aprovação da reforma tributária, que agora está nas mãos do Senado.

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que a expansão fiscal não seria boa para o país neste momento e reiterou que Lula cortará gastos se necessário. O ministro também fez comentários sobre a repactuação da dívida dos estados com o governo federal e sobre a reforma tributária. Veja na reportagem abaixo:

Na agenda, o volume do setor de serviços do Brasil ficou estável em maio em relação a abril. Já em relação a igual mês do ano anterior, o indicador teve uma alta de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Balanços corporativos do segundo trimestre e o noticiário corporativo também ficam sob os holofotes.

*Com informações da agência de notícias Reuters.B3

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