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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Após grande procura, BC vai liberar mais 4 mil unidades da moeda comemorativa aos 200 anos da Constituição de 1824

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Primeiro lote, com três mil unidades da moeda, esgotou-se em abril. Nova remessa será liberada nesta sexta-feira (24).
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 23 de maio de 2024 às 2024 às 14h25m

             Post. N. =  0.823          

Moeda comemorativa aos 200 anos da Constituição de 1824 lançada pelo Banco Central nesta quinta — Foto: Divulgação/Banco Central
Moeda comemorativa aos 200 anos da Constituição de 1824 lançada pelo Banco Central nesta quinta — Foto: Divulgação/Banco Central

O Banco Central informou que vai liberar nesta sexta-feira (24) a segunda tiragem da moeda comemorativa em homenagem aos 200 anos da primeira Constituição do Brasil, outorgada em 1824 pelo Imperador D. Pedro I. O segundo lote terá quatro mil unidades.

O Banco Central decidiu pela nova tiragem depois da grande procura pelas três mil unidades da primeira remessa, que se esgotou em abril. A aquisição poderá ser feita por meio do site Clube da Medalha.

Destinada a colecionadores, a moeda foi produzida em prata e cravada em sua face com o valor de R$ 5. Cada unidade do primeiro lote custou R$ 440.

Em uma de suas faces, a peça tem gravada a ilustração do livro manuscrito da primeira Constituição do país, outorgada pelo imperador D. Pedro I. Também estão cravadas as seguintes legendas: Primeira Constituição”, “Poder Legislativo”, “200 Anose1824-2024.

Na outra face, a moeda tem a representação do Palácio do Congresso Nacional, em Brasília. Ao fundo, ilustrações de dois círculos fazem referência aos plenários da Câmara e do Senado. Estão gravadas, ainda, as seguintes legendas: BRASIL”, “2024e5 REAIS.

Constituição imposta por Dom Pedro I

Face da moeda é estampada com a imagem do Congresso Nacional — Foto: Reprodução/TV Globo
Face da moeda é estampada com a imagem do Congresso Nacional — Foto: Reprodução/TV Globo

O diretor de Administração do Banco Central, Rodrigo Alves Teixeira, afirmou que o lançamento da peça é uma contribuição da autoridade monetária para que a lembrança da primeira Constituição se "torne perene na memória da nação brasileira".

"O Banco Central está lançando hoje uma moeda comemorativa, homenageando, ao mesmo tempo, as duas câmaras do Poder Legislativo e o texto legal que os deu origem. Presente e passado se encontram nessa moeda, que, de um lado, mostra o Palácio do Congresso Nacional, símbolo do Poder Legislativo; e, de outro, o livro aberto da primeira Constituição, com a pena, como foi escrito 200 anos atrás", declarou.

Homenageada pelo BC, a primeira Constituição brasileira foi outorgada — isto é, imposta — por D. Pedro I, em 25 de março de 1824, menos de dois anos após a proclamação da Independência do Brasil. Ficou em vigor por 65 anos, sendo a mais longeva do Brasil até hoje.

O primeiro texto constitucional brasileiro estabeleceu no Brasil uma monarquia constitucional hereditária. Também instituiu, pela primeira vez, o Poder Legislativo bicameral, prevendo a existência da Câmara dos Deputados e do Senado, e mais três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo).

A Constituição de 1824 ainda criou o Supremo Tribunal de Justiça que, atualmente, é o Supremo Tribunal Federal (STF).

Além da homenagem aos 200 anos da primeira Constituição, o Banco Central já lançou diversas moedas comemorativas ao longo da história. Em 2022, disponibilizou, por exemplo, duas peças para comemorar o Bicentenário da Independência do Brasil.


BC lança moeda em comemoração aos 200 anos da 1ª Constituição

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CEO da Nvidia ganha US$ 7,6 bilhões após lucro subir 628% para o 1° trimestre

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Jensen Huang tem uma fortuna estimada em US$ 91 bilhões. Lucro líquido da companhia foi de US$ 14,9 bilhões entre janeiro e março, confirmando o impulso da inteligência artificial (IA) generativa.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 23 de maio de 2024 às 12 às 12h05m

             Post. N. =  0.822          

Logo da Nvidia — Foto: REUTERS/Dado Ruvic
Logo da Nvidia — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O CEO da fabricante de chips e semicondutores NvidiaJensen Huang, amanheceu com US$ 7,6 bilhões a mais em seu patrimônio nesta quinta-feira (23), o equivalente a R$ 39 bilhões na atual cotação do dólar.

Dono de uma fortuna estimada em US$ 91 bilhões (R$ 467,8 bilhões), Huang é o 17º mais rico do mundo, segundo o ranking de bilionários em tempo real da Forbes.

O aumento do patrimônio de Huang é consequência da disparada das ações da Nvidia na bolsa de valores de Nasdaq, após a divulgação do balanço corporativo da empresa no primeiro trimestre, que mostrou uma alta de 628% lucro líquido da empresa quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre, o lucro apurado pela Nvidia foi de US$ 14,9 bilhões (R$ 76,7 bilhões). A receita da empresa, que é a nova estrela de Wall Street, foi de US$ 26 bilhões (R$ 133,8 bilhões).

Às 11h, os papéis da companhia subiam mais de 8,56%.

Nvidia é uma fornecedora central de insumos para a expansão da IA, que promete ser a última grande revolução tecnológica — se os analistas estiverem corretos. Como presidente da companhia, Huang detém cerca de 3% das ações da Nvidia e tem observado sua fortuna mais que quadruplicar nos últimos meses.

Em 2023, o executivo encerrou o ano com um patrimônio estimado em US$ 21,1 bilhões, um quarto do total de agora. Voltando a 2017, a fortuna era de US$ 2,7 bilhões, apenas 2% da atual.

União Europeia estabelece regras para inteligência artificial

Queridinha da bolsa norte-americana

Em seus últimos balanços, a Nvidia já vinha mostrando por que virou a queridinha da bolsa de valores norte-americana. No quarto trimestre de 2023, por exemplo, o lucro da companhia foi de US$ 12,285 bilhões (mais de R$ 60 bilhões), uma alta de 769% — o que impressionou analistas.

O cenário promissor já era observado. Em 2023, os papéis da companhia dispararam quase 240%, a maior alta da bolsa americana no ano. Outras gigantes da tecnologia, como Microsoft, Amazon e Alphabet (dona do Googletambém se destacam, mas nada nesses termos.

Ao g1, os analistas de internacional na XP Investimentos, Paulo Gitz e Maria Irene Jordão, já explicaram que o otimismo com a inteligência artificial tem por trás a possibilidade de ganhos importantes de produtividade para as empresas.

É aí que a Nvidia vira a grande estrela do mercado. Ela se tornou uma fornecedora de referência dos equipamentos necessários para o funcionamento de novas tecnologias. Conforme as aplicações se tornam mais acessíveis e os resultados mais refinados, mais empresas querem soluções parecidas.

Em um ano, por exemplo, a Nvidia conseguiu multiplicar por seis o seu lucro, chegando a US$ 30 bilhões em 2023. No mesmo ano, a receita da companhia foi de US$ 61 bilhões.

"Basicamente, a Nvidia está fornecendo a ferramenta essencial para destravar uma infinidade de aplicações de inteligência artificial. As outras gigantes da tecnologia se aproveitam disso de diferentes formas", explicam os analistas da XP Investimentos.

Entre as principais beneficiárias, os especialistas destacam:

  • Google, Microsoft e Amazon vendem serviços de computação na nuvem para terceiros;
  • Meta (Facebook), Amazon e Google usam inteligência artificial para melhorar a efetividade dos seus anúncios;
  • Tesla usa inteligência artificial para melhorar os sistemas de navegação de seu piloto automático;
  • Microsoft, com seu CoPilot/ChatGPT, e Google, com o Gemini, oferecem seus próprios serviços de modelos de linguagem.

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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Mercado eleva estimativa de inflação para 2024 e vê Selic em 10% no fim deste ano, diz relatório

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Nova projeção de economistas é de corte menor dos juros. Na estimativa anterior feita pelo mercado, Selic fecharia ano com corte maior, em 9,75%. Números foram divulgados pelo BC.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 20 de maio de 2024 às 10h30m

             Post. N. =  0.821          


Copom avalia que cenário para inflação se tornou mais desafiador

Economistas do mercado financeiro elevaram as estimativas de inflação para este e para o próximo ano, e também passaram a projetar um corte de juros menor em 2024.

Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia avançou de 9,75% para 10% ao ano. Isso quer dizer que o mercado estima um corte menor de juros neste ano.

As previsões constam no relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Para a inflação deste ano, os analistas dos bancos subiram a expectativa de inflação, de 3,76% para 3,80%.

Estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2024
Projeções para o IPCA, o índice oficial

Fonte: Banco Central

  • Com isso, a expectativa dos analistas para a inflação de 2024 se mantém acima da meta central de inflação, mas abaixo do teto definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
  • A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.

Para 2025, a estimativa de inflação avançou de 3,66% para 3,74% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem, e também em 12 meses até meados de 2025.

Copom e enchentes no sul

O aumento nas estimativas de inflação aconteceu após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter baixado a taxa básica de juros de 10,75% para 10,5% ao ano no começo deste mês.

A decisão foi dividida. Os quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva votaram por um corte maior nos juros, de 0,5 ponto percentual, para 10,25% ao ano. Mas foram voto vencido. Quatro diretores mais antigos e o presidente do BC, formando uma maioria, optaram por uma redução menor na taxa Selic.

O "racha" no Copom teve efeito no mercado financeiro no dia seguinte. A bolsa de valores caiu, enquanto o dólar e os juros futuros avançaram.

O temor do mercado é que a diretoria do BC indicada pelo presidente Lula -- com maioria no Copom a partir de 2026 --, possa ter mais leniente com a inflação em busca de um ritmo maior de crescimento da economia.

Para definir o nível da taxa Selic, o Banco Central trabalha com o sistema de metas de inflação. Se as estimativas para o comportamento dos preços estão em linha com as metas pré-definidas, pode reduzir a taxa. Se as previsões de inflação começam a subir, pode optar por manter ou subir os juros.

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a projeção do mercado caiu de de 2,09% para 2,05%.

  • O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.
  • Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro ficou estável em 2%.
Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano.

  • Atualmente, a taxa Selic está em 10,50% ao ano, após sete reduções seguidas promovidas pelo Banco Central.
  • Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia avançou de 9,75% para 10% ao ano. Isso quer dizer que o mercado estima um corte menor de juros neste ano.
  • Para o fim de 2025, por sua vez, o mercado financeiro manteve a projeção estável em 9% ao ano.
Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 5 para R$ 5,04. Para o fim de 2025, a estimativa continuou em R$ 5,05.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 80 bilhões para US$ 82 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 76,2 bilhões para US$ 76,3 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano subiu de US$ 69,5 bilhões para US$ 70 bilhões de ingresso. Para 2025, a estimativa de ingresso avançou de US$ 73 bilhões para US$ 73,5 bilhões.

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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Dow Jones bate recorde e fecha com 40 mil pontos pela 1ª vez

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A melhora do humor em Nova York veio mesmo após o tom conservador de Michelle Bowman, diretora do Federal Reserve (Fed), em discurso divulgado à tarde.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 17 de maio de 2024 às 18h50m

             Post. N. =  0.820          

Corretores são vistos na bolsa de Nova York — Foto: Brendan McDermid/Reuters
Corretores são vistos na bolsa de Nova York — Foto: Brendan McDermid/Reuters

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta sexta-feira (17), mas com viés mais positivo em comparação à maior parte do pregão. Os índices acionários ganharam força na última hora de negócios, o que levou o Dow Jones a fechar acima de 40 mil pontos pela primeira vez na história.

O Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,34%, a 40.003,59 pontos; o S&P 500 subiu 0,12%, a 5.303,27 pontos; e o Nasdaq anotou leve baixa de 0,07%, a 16.685,97 pontos. Na semana, os índices acumularam ganhos de 1,24%, 1,54% e 2,11%, respectivamente.

A melhora do humor em Nova York veio mesmo após o tom conservador de Michelle Bowman, diretora do Federal Reserve (Fed), em discurso divulgado à tarde. Segundo ela, novas altas de juros não podem ser descartadas, já que há riscos no cenário que podem fazer o progresso de desinflação nos Estados Unidos estagnar ou se inverter.

Com exceção dos comentários de Bowman, o dia não trouxe direcionadores para os mercados, o que diminuiu a liquidez no mercado nova-iorquino. No setor corporativo, destacou-se a queda de 2% da Nvidia, às vésperas do balanço de primeiro trimestre da companhia, que será divulgado na próxima quinta-feira (22).

Sua concorrente Advanced Micro Devices (AMD), por outro lado, subiu 1,13%, após a Reuters informar que a Microsoft pretende utilizar um chip fabricado pela empresa para adicionar recursos de inteligência artificial ao serviço de computação em nuvem da big tech.

Fed mantém juros entre 5,25% e 5,5% ao ano; Bruno Carazza comenta

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quarta-feira, 15 de maio de 2024

Petrobras perde R$ 35 bilhões em valor de mercado até as 12h após demissão de Prates

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Mercado não gostou da notícia de que o presidente Lula demitiu Jean Paul Prates do comando da companhia e as ações despencam mais de 6%.
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Por g1

Postado em 15 de maio de 2024 às 13h00m

             Post. N. =  0.819          

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1
Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1

A Petrobras já perdeu R$ 35,3 bilhões em valor de mercado até as 12h desta quarta-feira (15), após o anúncio de que Jean Paul Prates foi demitido da presidência da Petrobras.

O desligamento de Prates, feito pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula a Silva (PT) na noite de terça-feira (14), acontece pouco tempo depois das polêmicas sobre a distribuição de dividendos da companhia (entenda mais abaixo).

Esse montante equivale ao valor total das ações da Equatorial Energia, por exemplo, segundo levantamento de Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria.

As ações ordinárias da Petrobras, que são as que dão direito a voto nas decisões da companhia, despencavam 6,73% às 12h25. Já as ações preferenciais, que são preferência no recebimento de dividendos, caíam 5,77%.

O grande destaque deste pregão fica com a Petrobras, após a companhia informar que Jean Paul Prates foi demitido da presidência na noite desta terça-feira.

Segundo fontes confirmaram ao blog da Natuza Nery, o presidente Lula decidiu pela demissão de Prates já há algum tempo após uma sequência de desentendimentos com o governo, principalmente por conta da polêmica da distribuição de dividendos extras pela petroleira. Entenda o caso na matéria abaixo:

O agora ex-presidente da Petrobras não se entendia com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, havia muito tempo.

De acordo com o blog da Andréia Sadi, Prates citou "intrigas palacianas" após ser demitido. O argumento usado é o de que Jean Paul não estaria entregando resultados da Petrobras na velocidade em que o governo esperava. Ao blog, Jean disse que respeita a decisão, mas afirmou que não pode deixar de dizer que presidente foi levado a adotar a medida por uma intriga palaciana.

Frederico Nobre, chefe de análises da Warren Investimentos, comentou que o mercado foi pego de surpresa com a notícia, já que os conflitos de Prates com o governo pareciam ter ficado no passado.

Para o analista, a notícia é negativa, principalmente porque a possível substituta, Magda Chambriard, é uma executiva com um "viés ideológico mais próximo do desenvolvimentismo".

"Eu avalio como bastante negativa primeiro porque traz uma falta de credibilidade, insegurança. Eu acho que é desnecessário porque o Jean Paul Prates estava fazendo um trabalho bem razoável, era um cara bem ponderado que vem do setor, que conhece o setor, que conhece a empresa. É um cara que fazia uma gestão bem tranquila e tinha um diálogo com o mercado e também com representantes do governo", pontuou.

O chefe de análise de ações da Órama, Phil Soares, tem um ponto de vista diferente. Para ele, a indicação de Magda não é negativa, tendo em vista que ela é uma profissional com uma "parte técnica muito boa" e de uma "carreira bem sucedida", sendo a indicação "bastante adequada".

"A gente acredita que a notícia (da demissão) é ruim, mas não muito ruim. Então o papel deve cair, mas sem tanto pessimismo", afirmou Soares.

Em relatório a clientes, os analistas do BTG Pactual afirmaram que apesar de a notícia ter sido especulada no início deste ano, a mudança repentina foi considerada "surpreendente" e negativa. A estimativa é que os investidores comecem, mais uma vez, a "precificar riscos maiores de interferência política na empresa".

"Neste momento, podemos apenas especular sobre as razões que podem ter motivado a decisão de substituir Jean Paul Prates. Mas é possível que isso decorra de alguma insatisfação do acionista controlador sobre o ritmo de investimentos da empresa", disseram os analistas do BTG no documento.

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