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terça-feira, 5 de março de 2024

Dólar fecha em alta, com expectativa por falas de Powell e dados dos EUA; Ibovespa cai

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A moeda norte-americana subiu 0,16%, cotada a R$ 4,9556. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,19%, aos 128.098 pontos.
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Por g1

Postado em 05 de março de 2024 às 13h20m

             Post. N. =  0.783          

Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1
Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (5), após passar boa parte da sessão oscilando entre altas e baixas. Investidores seguem à espera de pistas sobre a decisão de juros nos Estados Unidos e na Europa.

Na agenda da semana, as expectativas são pelos dados de emprego norte-americanos e pelas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, que deve discursar no Congresso do país nos próximos dias.

Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar avançou 0,16%, cotada a R$ 4,9556. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,02% na semana;
  • queda de 0,34% no mês;
  • e avanço de 2,12% no ano.

Na véspera, a moeda norte-americana teve queda de 0,15%, cotado a R$ 4,9475.

Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,19%, aos 128.098 pontos.

Com o resultado, acumulou quedas de:

  • 0,84% na semana;
  • 0,71% no mês;
  • e 4,54% no ano.

Na véspera, o índice teve queda de 0,65%, aos 128.341 pontos.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

O que está mexendo com os mercados?

Na agenda de indicadores desta terça-feira, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglêsinformou que o crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou em fevereiro, para 52,6, após ter atingido 53,4 em janeiro. A estimativa dos analistas era que o índice ficasse em 53,0.

Apesar da queda, no entanto, uma leitura acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que responde por mais de dois terços da economia no país.

Além disso, o Departamento do Comércio norte-americano divulgou que as novas encomendas de bens fabricados no país também caíram mais do que o esperado, pressionados por uma queda acentuada nos pedidos de aeronaves comerciais. A demanda por computadores e produtos eletrônicos, por outro lado, acelerou.

Esses dados paralelos de atividade e confiança, no entanto, são apenas coadjuvantes do interesse real do mercado, que é o rumo das taxas de juros nos EUA. Para isso, as expectativas seguem voltadas para os dados de empregos que devem sair nos próximos dias.

Na quarta-feira (6), sai o relatório ADP, com números dos empregos privados nos Estados Unidos, enquanto na sexta (8) tem o payroll, o mais importante relatório do mercado de trabalho do país.

Esses dados são observados com atenção, principalmente em um momento em que as taxas de juros americanas já estão os maiores patamares em décadas — entre 5,25% e 5,50% ao ano. Isso porque um mercado de trabalho ainda muito aquecido pode continuar gerando pressão inflacionária sobre a economia.

Por outro lado, se os números vierem abaixo do esperado ou mostrarem uma desaceleração da geração de empregos, é sinal de que as taxas elevadas estão pressionando a economia e isso pode servir de incentivo para que o Fed inicie seu ciclo de corte nos juros em breve.

Ainda no cenário de juros, o presidente do Fed, Jerome Powell, deve falar no Congresso americano na quarta e quinta-feira (7). Investidores aguardam o discurso, à espera de mais sinalizações sobre quando os cortes nas taxas devem começar.

Na Europa, o BCE anuncia sua decisão sobre as taxas de juros também na quinta-feira. A expectativa é que a instituição mantenha os juros no nível recorde de 4%, mas é provável que reduza sua perspectiva para a inflação, em um aceno para eventuais cortes.

Na China, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou na terça-feira uma meta ambiciosa de crescimento econômico para 2024, de cerca de 5%, prometendo medidas para transformar o modelo de desenvolvimento do país e neutralizar os riscos alimentados por incorporadoras imobiliárias falidas e cidades endividadas.

Ao estabelecer uma meta de crescimento semelhante à do ano passado, que será mais difícil de ser alcançada, já que a recuperação pós-Covid está perdendo força, Pequim sinaliza que está priorizando o crescimento em detrimento de quaisquer reformas, mesmo com Li prometendo novas políticas ousadas, disseram analistas.

"É mais difícil atingir 5% este ano do que no ano passado porque o número base ficou mais alto, indicando que os principais líderes estão comprometidos em apoiar o crescimento econômico", afirmou Tao Chuan, analista-chefe de macro da Soochow Securities à agência Reuters.

O crescimento irregular do ano passado evidenciou os profundos desequilíbrios estruturais da China, desde o fraco consumo das famílias até os retornos cada vez mais baixos sobre os investimentos, o que levou a pedidos de um novo modelo de crescimento.

Na agenda interna, o boletim Focus mostra que os economistas do mercado financeiro elevaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ao mesmo tempo em que reduziram as expectativas de inflação para 2024.

Para este ano, a estimativa de crescimento da economia brasileira subiu de 1,75% para 1,77%. Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro ficou estável em 2%.

Para o comportamento da inflação, os analistas das instituições financeiras baixaram a expectativa para 2024 – que recuou de 3,80% para 3,76%. Para 2025, a estimativa de inflação ficou estável em 3,51% na última semana.

Outro destaque para os preços ao produtor, que recuaram 0,31% em janeiro, no terceiro mês seguido de deflação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma retração de 5,56%. No mês anterior, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia caído 0,20%. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que somente oito tiveram queda de preços na comparação mensal.

"Esta sequência de resultados negativos do IPP vem após uma série de três meses seguidos de altas, entre agosto e outubro do ano passado. Apesar do índice de -0,31% em janeiro, não há uma queda disseminada por toda a indústria, pois 15 setores tiveram aumento de preços", destacou Murilo Alvim, analista do índice.

As maiores influências no resultado de janeiro partiram de refino de petróleo e biocombustíveis (-0,51 ponto percentual), indústrias extrativas (0,23 p.p.), alimentos (-0,18 p.p.) e metalurgia (0,07 p.p.). O setor de refino de petróleo e biocombustíveis apresentou queda no mês de (4,77%), marcando a segunda variação negativa seguida.

Já o setor de alimentos apresentou queda de 0,74% dos preços em janeiro, após quatro resultados positivos consecutivos. De acordo com o analista do IBGE, isso se deve a preços menores do açúcar e dos derivados de soja. Considerando as grandes categorias econômicas, bens de capital tiveram alta de 0,55% em janeiro, bens intermediários recuaram 0,88% e bens de consumo subiram 0,37%.

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Jeff Bezos volta a ser o homem mais rico do mundo em lista da Bloomberg, desbancando Elon Musk

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A diferença de riqueza entre Bezos e Musk já chegou a ser de US$ 142 bilhões, mas a trajetória das ações da Amazon e Tesla se movem em direções opostas.
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Por g1

Postado em 05 de março de 2024 às 12h30m

             Post. N. =  0.782          

Jeff Bezos sofreu perdas bilionárias após prejuízo da Amazon — Foto: Paul Ellis/Pool Photo via AP
Jeff Bezos sofreu perdas bilionárias após prejuízo da Amazon — Foto: Paul Ellis/Pool Photo via AP

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, voltou a ser o homem mais rico do mundo, segundo cálculo do índice de bilionários da Bloomberg. Ele desbancou o fundador da Tesla, Elon Musk, que passou nove meses na primeira posição do ranking.

Bezos chegou a uma fortuna de US$ 200 bilhões, enquanto Musk viu seu patrimônio cair a US$ 197,7 bilhões após um tombo de 7,2% no valor de mercado da Tesla nesta segunda-feira (4).

A Bloomberg destaca que a diferença de riqueza entre Bezos e Musk já chegou a ser de US$ 142 bilhões, mas a trajetória das ações da Amazon e Tesla se movem em direções opostas. Desde o fim de 2022, as ações da Amazon mais do que duplicaram, e estão próximas da máxima histórica. Por outro lado, a Tesla teve desvalorização de 50% em relação ao pico, em novembro de 2021.

O momento é tão bom para a Amazon que o próprio Bezos chegou a se desfazer de cerca de US$ 8,5 bilhões em ações da empresa. Ainda assim, a parte mais relevante de seu patrimônio é a fatia de 9% na varejista.

​Quem completa o pódio da Bloomberg é o francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH. com patrimônio na casa dos US$ 197 bilhões. Na lista de bilionários da Forbes, que adota outra metodologia de cálculo de riqueza, a fortuna de Arnault passa dos US$ 220 bilhões — o que faz dele o homem mais rico do mundo.

Veja abaixo a lista de bilionários da Bloomberg

  1. Jeff Bezos: US$ 200 bilhões
  2. Elon Musk: US $198 bilhões
  3. Bernard Arnault: US$ 197 bilhões
  4. Mark Zuckerberg: US$ 179 bilhões
  5. Bill Gates: US$ 150 bilhões
  6. Steve Ballmer: US$ 143 bilhões
  7. Warren Buffett: US$ 133 bilhões
  8. Larry Ellison: US$ 129 bilhões
  9. Larry Page: US$ 122 bilhões
  10. Sergey Brin: US$ 116 bilhões

Veja que são os bilionáris que mais enriqueceram em 2023

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domingo, 18 de fevereiro de 2024

Despesas com juros no Orçamento de 2023 superaram Saúde, Educação e Assistência Social juntos, diz governo

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Gastos com juros foram superados somente pelas despesas com o pagamento de aposentados, pensionistas em 2023. Secretário da ONU, António Guterres, pediu reformas da arquitetura financeira global.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 18 de fevereiro de 2024 às 07h05m

             Post. N. =  0.781           

As despesas com juros superaram os gastos juntos, em 2023, dos Ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social -- responsável pelo Bolsa Família.

Os números, que incluem o pagamento de servidores de cada ministério, foram obtidos no Painel do Orçamento, alimentado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, e também nas estatísticas das contas públicas divulgadas pelo Banco Central.

Segundo informações oficiais, as despesas pagas pelo Ministério da Saúde somaram R$ 170,26 bilhões no ano passado, enquanto aquelas dos Ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social, respectivamente, totalizaram R$ 142,57 bilhões e R$ 265,291 bilhões. Um total de R$ 578,13 bilhões.

As despesas com juros da dívida pública do Governo Central somaram R$ 614,55 bilhões em 2023, contra R$ 503 bilhões em 2022. Elas perderam apenas para o Ministério da Previdência Social - responsável pelo pagamento dos benefícios de aposentados, pensionistas e de programas sociais, como o BPC, que totalizaram R$ 861,6 bilhões no último ano.

GASTOS EM 2023
EM R$ BILHÕES
861,56861,56578,13578,13614,55614,55PREVIDÊNCIASAÚDE, EDUCAÇÃO E…JUROS DA DÍVIDA P…01000250500750
Fonte: MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO E BANCO CENTRAL

Contas públicas têm rombo de quase R$ 250 bilhões

Críticas aos juros altos

O patamar da taxa de juros brasileira, que eleva o volume de despesas com juros, foi criticado durante boa parte do primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva pelo próprio presidente da República, assim como por ministros da área econômica.

As críticas começaram a cessar somente quando o Banco Central, autônomo e com diretores com mandato fixo, iniciou em agosto de 2023 o ciclo de corte de juros.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, argumentou, abril do último ano, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento, e não o contrário.

"Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não e alta porque os juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou ele, na ocasião.

Em junho do ano passado, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, calculou que se a taxa básica de juros estivesse em 10% ao ano, em vez dos 13,75% ao ano que vigoravam naquele momento, a economia nos gastos com juros da dívida pública permitiria o pagamento anual de quase um Bolsa Família. O orçamento do Bolsa Família é de cerca de R$ 170 bilhões por ano.

Gastos com juros

O Banco Central lembra que, dentro das despesas classificadas como "juros" da dívida pública, não estão somente gastos com a Selic propriamente dita.

Isso porque, além da taxa básica da economia, também há outros indexadores que impactam na despesa com juros, como, por exemplo, a inflação. Se a inflação sobe, também aumenta a despesa com juros, e vice-versa.

Além disso, existem ainda operações com derivativos, que o BC executa pontualmente para conter uma eventual pressão sobre a taxa de câmbio. Tendo por base o passivo dessas operações, quando o dólar sobe, o BC perde, e quando a moeda norte-americana cai, ganha. O resultado também é incorporado aos gastos com juros.

Na semana passada, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que, apesar da queda da inflação e do início dos cortes dos juros em agosto de 2023, as despesas com juros subiram porque a taxa Selic começou a recuar mais para o fim do ano.

"Quando a gente for ver a Selic que conta, tem de ver a Selic efetiva. Se tem uma que cresce ao longo do ano, a média vai estar em algum ponto intermediário. Ficou muito tempo parada [em 13,75% ao ano, até agosto de 2023], e depois começou a diminuir. A gente pega a Selic efetiva diária", disse Fernando Rocha, do BC.

Além disso, ele lembrou que o estoque (volume total) da dívida também estava maior durante o ano de 2023 do que em 2022, pressionando as despesas com juros, e que os ganhos do BC nas operações de derivativos foram menores no último ano.

Organização das Nações Unidas

Nesta semana, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que os países em desenvolvimento enfrentam custos de empréstimos até oito vezes mais altos do que os países desenvolvidos, o que ele classificou como uma "armadilha da dívida".

"E um em cada três países do mundo está agora em alto risco de uma crise fiscal. Quase metade das pessoas em situação de extrema pobreza vivem em países com graves problemas de endividamento", acrescentou, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, por meio de rede social.

De acordo com a entidade, cerca de 4️0% dos países em desenvolvimento sofrem com "graves problemas de endividamento", com dificuldades para financiar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

"Está claro que os problemas sistêmicos de financiamento para o desenvolvimento sustentável exigem uma solução sistêmica: reformas da arquitetura financeira global", acrescentou Guterres.

Para a ONU, aumentar o financiamento para o Desenvolvimento Sustentável exigirá "abordagens inovadoras, decisões políticas ousadas e novas fontes de financiamento".

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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Desemprego cai em apenas dois estados no 4º trimestre de 2023, diz IBGE

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Na média anual de 2023, foram 26 das 27 unidades da federação que registraram queda de desocupação.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 17 de fevereiro de 2024 às 08h05m

             Post. N. =  0.780           

Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação Seteq
Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação Seteq

A taxa de desemprego no Brasil caiu em duas das 27 unidades da federação (UFs) no quarto trimestre de 2023, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado mostra uma desaceleração gradual da formação de empregos ao longo de 2023. Mas, nas médias anuais, foram 26 das 27 UFs em que foram registradas quedas das taxas de desocupação em relação a 2022. (veja mais abaixo)

No último trimestre de 2023:

  • Rio de Janeiro (de 10,9% para 10%) e Rio Grande do Norte (de 10,1% para 8,3%) foram os únicos em que o desemprego teve queda estatística significativa;
  • Em Rondônia (de 2,3% para 3,8%) e no Mato Grosso (de 2,4% para 3,9%) houve alta;
  • Nas demais UFs não foi registrada variação significativa.

O Brasil encerrou o trimestre terminado em dezembro com taxa de desemprego em 7,4%, patamar mais baixo para o período desde 2014 e com recorde histórico de trabalhadores ocupados. No trimestre anterior, a taxa de desocupação era de 7,7%.

"Diversos estados do país apresentaram tendência de queda, mas só em dois deles a retração foi considerada estatisticamente significativa", explica a coordenadora de pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy.

O que houve no 4º trimestre

As variações estatísticas relevantes são aquelas que mostram flutuações importantes da taxa de desocupação nos estados. Ela pode variar por diferentes motivos, desde o aumento de trabalhadores no grupo de ocupados, como pelo aumento de trabalhadores procurando emprego.

Nos quatro estados com estatísticas relevantes, houve influência de diferentes fenômenos que alteram a taxa de desocupação. Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte registraram quedas por motivos distintos:

  • No RJ, o mercado de trabalho registrou aquecimento, com crescimento da ocupação na indústria e serviços;
  • No RN, o resultado teve mais influência da redução da busca por emprego.

Já entre os estados com aumento da taxa de desocupação, houve também cenários distintos:

  • RO registrou, de fato, uma redução do número de trabalhadores ocupados, em especial na agricultura e comércio;
  • Já o MT teve aumento do número de trabalhadores ocupados, mas subiu em maior proporção o contingente de trabalhadores procurando empregos.

Desemprego cai em apenas dois estados no 4 º trimestre de 2023

Já entre as maiores e menores taxas de desocupação, houve pouca alteração nos "pódios". Os mesmos estados compõem as listas, mas mudaram de posição.

No quarto trimestre de 2023, as maiores taxas de desocupação foram as do Amapá (14,2%), da Bahia (12,7%) e de Pernambuco (11,9%). As menores taxas foram de Santa Catarina (3,2%), Rondônia (3,8%) e Mato Grosso (3,9%).

Entre as grandes regiões, apenas o Sudeste teve queda de desocupação, de 7,5% para 7,1%. As outras quatro ficaram estáveis: Nordeste (10,4%), Norte (7,7%), Centro-Oeste (5,8%) e Sul (4,5%).

Veja abaixo os resultados de todas as UFs:

Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, por UF, frente ao trimestre móvel anterior (%) - 4° trimestre de 2023 — Foto: Reprodução/IBGE
Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, por UF, frente ao trimestre móvel anterior (%) - 4° trimestre de 2023 — Foto: Reprodução/IBGE

Taxa anual cai em todas as UFs

Em janeiro, o IBGE mostrou que a taxa média de desemprego no Brasil em 2023 foi de 7,8%. Esse é o menor patamar desde 2014, quando a taxa foi de 7%. O resultado representa uma redução em relação aos números registrados em 2022, quando a taxa média de desemprego foi de 9,3%.

Nesta sexta-feira, o instituto fez o balanço regional do resultado, que mostra que 26 das 27 unidades da federação registraram queda da taxa de desocupação. Os destaques positivos foram o Acre (-4,9 p.p.), o Maranhão (-3,5 p.p.) e o Rio de Janeiro e Amazonas (ambos -3,2 p.p.).

O único estado em que a taxa cresceu no ano passado foi Roraima (1,7 p.p.). Segundo o IBGE, o número de pessoas em busca de trabalho no estado cresceu 38,5% no ano, o que aperta o mercado de trabalho no período.

Na média, a população desocupada do país teve queda de 17,6%, chegando a 8,5 milhões de pessoas na média. Além da alta em Rondônia, o estado de Mato Grosso do Sul ficou estável. As demais 25 UFs registraram queda, com destaque para o Acre (-45,7%), o Espírito Santo (-34,1%) e o Maranhão (-29,7%).

No ano, o país também bateu recorde de população ocupada, com mais de 100,7 milhões de trabalhadores. Entre os estados, o indicador subiu em 22 UFs e a liderança do ranking ficou com o Amapá, uma alta de 8,6%.

Em relação à participação dos estados na população ocupada, São Paulo lidera com quase um quarto de toda a população ocupada no país (24,3%). Minas Gerais (10,7%), Rio de Janeiro (8,1%), Bahia (6,0%), Paraná (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,8%) vêm em seguida.

Veja abaixo mais destaques da pesquisa anual:

  • Empregados com carteira de trabalho no setor privado aumentaram 5,8%. Registraram queda o Rio Grande do Norte (-8,4%), Rondônia (-6,2%), Tocantins (-4,0%) e Acre (-1,3%).
  • Empregados sem carteira assinada no setor privado aumentaram 5,9%. Registraram queda Acre (-26,1%), Rondônia (-15,2%) e Mato Grosso (-7,4%).
  • Trabalhadores por conta própria tiveram alta de 0,9%Registraram queda 15 UFs, com destaque para o Pará (-8,2%) e o Tocantins (-6,6%).
  • Trabalhadores domésticos cresceram 6,1%. Registraram queda 8 UFs, com destaque para Roraima (-22,2%), Amazonas (-18,9%) e Distrito Federal (-12,5%).
  • Taxa anual de informalidade do país passou de 39,4% para 39,2%Maranhão (56,5%) tem a maior, enquanto Santa Catarina (26,4%) tem a menor.
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