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quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Copom corta taxa Selic de 12,25% para 11,75% ao ano e projeta novos cortes em 2024

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Foi quarta reunião seguida com redução da taxa básica de juros. Próximo encontro do Comitê de Política Monetária está marcado para final de janeiro de 2024.
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Por Ana Paula Castro, TV Glob— Brasília

Postado em 13 de dezembro de 2023 às 19h35m

            Post. N. =  0.748           

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (13), reduzir a taxa básica de juros, a taxa Selic, em 0,5 ponto percentual, de 12,25% ao ano para 11,75% ao ano.

Este foi o quarto corte seguido na taxa básica de juros, que começou a recuar em agosto deste ano. A decisão foi unânime.

Banco Central já pode acelerar corte de juros?

Em 11,75%, a taxa chegou ao menor nível desde o início de março de 2022 - quando estava em 10,75% ao ano.

O Copom é formado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e por oito diretores da autarquia. Cabe ao comitê definir o patamar da Selic a cada 45 dias.

No comunicado divulgado após o encontro, o comitê voltou a sinalizar que poderá cortar novamente a Selic neste mesmo patamar - 0,5 ponto percentual - nos próximos encontros.

"Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário".

A próxima reunião do grupo está marcada para os dias 30 e 31 de janeiro de 2024.

A Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação. A taxa influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.

Veja a evolução da taxa Selic ao longo de 2023
Após estabilidade, taxa passa pelo quarto corte consecutivo.

% a.a.

SelicFevereiroMarçoMaioJunhoAgostoSetembroNovembroDezembro11,51212,51313,514
Fonte: BCB

Comunicado do Copom

No comunicado, o Copom também avalia que o cenário internacional está "menos adverso" do que em relação ao período da última reunião, realizada no início de novembro, mas que ainda exige "cautela por parte dos países emergentes", caso do Brasil.

Segundo o comitê, parte dessa melhoria no ambiente externo está relacionada ao "arrefecimento das taxas de juros de prazos mais longos nos Estados Unidos" e a sinais de um início do processo de queda da inflação em diversos países.

Nesta quarta, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu manter os juros do país inalterados, em uma faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, mas sinalizou o fim do ciclo de alta.

Em relação ao cenário brasileiro, o Copom avaliou que a inflação ao consumidor manteve trajetória de desinflação.

Na terça-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,28% em novembro, com uma inflação acumulada no ano de 4,04%.

Apesar da alta em novembro, a inflação neste ano está dentro do intervalo das metas de inflação perseguidas pelo BC. Para 2023, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Banco Central cortou pela quarta vez a taxa básica de juros em 2023. — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Banco Central cortou pela quarta vez a taxa básica de juros em 2023. — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Metas fiscais

No comunicado, o comitê defendeu novamente a importância de perseguir as metas fiscais já estabelecidas -- a mesma sinalização já presente na nota divulgada após a reunião de novembro.

"Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reafirma a importância da firme persecução dessas metas".

Para 2024, o governo busca um déficit zero, ou seja, um equilíbrio nas contas públicas, sem resultado negativo nem positivo. Em outubro, no entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levantou dúvidas sobre o tema. Na ocasião, o presidente disse que "dificilmente" a meta zero seria cumprida.

Outro risco apontado por especialistas é a dependência do governo federal em aumentar a arrecadação para conseguir cumprir o objetivo no próximo ano. Serão necessários mais R$ 168 bilhões em 2024 - e algumas das medidas para aumentar as receitas ainda estão em tramitação no Congresso Nacional.

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, no sistema de metas de inflação, o BC faz projeções para o futuro.

Neste momento, a instituição já está mirando também a meta de 2025. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

A partir de 2025, o governo mudou o regime de metas de inflação, e a meta passou a ser contínua, de 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5% sem que seja descumprida.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Com novo cálculo, salário mínimo deve subir para ao menos R$ 1.412 em 2024

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Governo Lula propôs e Congresso aprovou fórmula que soma inflação e alta do PIB para definir reajuste anual. Valor é menor que os R$ 1.421 estimados na proposta de orçamento.
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Por Alexandro Martello, Ana Paula Castro, g1 e TV Globo — Brasília

Postado em 12 de dezembro de 2023 às 11h10m

            Post. N. =  0.747           

Salário mínimo deve subir para pelo menos R$1.412 a partir de janeiro

O salário mínimo deve subir de R$ 1.320 neste ano para ao menos R$ 1.412 a partir de janeiro de 2024, com pagamento em fevereiro do ano que vem. O valor representa uma alta mínima de R$ 92 e ficou abaixo dos R$ 1.421 estimados pelo governo na proposta de orçamento deste ano.

O valor de R$ 1.412 foi calculado pelo g1 e confirmado pelo economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal.

A atual diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), Vilma Pinto, estimou que o valor será de R$ 1.413 em 2024. Ela arredondou o resultado da inflação até novembro deste ano, usado no cálculo.

Política permanente do salário mínimo considera PIB de dois anos antes e inflação do ano anterior, até novembro — Foto: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
Política permanente do salário mínimo considera PIB de dois anos antes e inflação do ano anterior, até novembro — Foto: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

O valor calculado para o ano de 2024 considera a nova política permanente de valorização do salário mínimo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já aprovada pelo Congresso Nacional.

Nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, o reajuste do salário mínimo era definido pelo governo a cada ano – só não podia ficar abaixo da inflação do período, que é uma regra definida na Constituição Federal.

Nste ano, o governo enviou e o Congresso aprovou uma lei que define uma fórmula de valorização do salário mínimo – ou seja, de aumento do valor acima da inflação. Pela nova lei, o reajuste corresponde à soma de dois índices:

  • a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição;
  • o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.

O primeiro fator, relacionado à inflação, foi divulgado nesta terça-feira (12) pelo IBGE: 3,85%. A essa variação, se somou o crescimento do PIB de 2022 – que totalizou 3% de expansão (valor revisado).

Se não houvesse a nova fórmula, ainda assim o governo seria obrigado pela Constituição a reajustar o salário mínimo pela inflação do período. Considerando o acumulado de 12 meses até novembro, o valor passaria para R$ 1.370,82.

Evolução do Salário Mínimo
Em R$
3003003503503803804154154654655105105455456226226786787247247887888808809379379549549989981.1001.1001.2121.2121.3201.3201.4121.412200520062007200820092010201120122013201420152016201720182019202020212022janeiro de 2023maio de 202320240250500750100012501500
Fonte: Dieese e Proposta de Orçamento 2024

  • O vídeo abaixo, de agosto deste ano, mostra a proposta de salário mínimo enviada ao Congresso pelo governo:

Governo prevê aumento de R$ 101 no salário mínimo em 2024

Do cálculo ao bolso

A lei que estabeleceu novas regras para a valorização do mínimo, além de criar uma fórmula para o reajuste, definiu que o valor é implementado por decreto – e não mais por projeto de lei ou medida provisória.

Como o valor começa a valer em 1º de janeiro de 2024, com pagamento em fevereiro, o Palácio do Planalto tem até o fim deste ano para editar o decreto reajustando o salário mínimo.

O g1 perguntou aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Trabalho se, por decisão política, o governo pode definir um reajuste maior que o gerado pela nova fórmula. Até a última atualização dessa reportagem, não havia resposta.

De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 54 milhões de pessoas no Brasil.

Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor.

O salário mínimo também gera impactos indiretos na economia, como o aumento do "salário médio" dos brasileiros e a elevação do poder de compra do trabalhador.

Orçamento de 2024

Na proposta de orçamento de 2024, enviada ao Congresso Nacional em agosto, o governo diz que a valorização do salário mínimo (acima da inflação) está entre as políticas para redução da desigualdade, que buscam garantir crescimento com inclusão social.

O governo também avalia que o aumento real do salário mínimo, em conjunto com o processo de corte dos juros básicos da economia, devem impulsionar a demanda doméstica em 2024 e ajudar no crescimento do Produto Interno Bruto – estimado em 2,5% pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Impacto nas contas públicas

Ao conceder um reajuste maior para o salário mínimo, o governo federal também gasta mais. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo.

De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2024 de aproximadamente R$ 389 milhões.

"A correção do salário mínimo deve produzir efeito fiscal de cerca de R$ 35 bilhões anualizados, em razão das indexações. Este, no entanto, é um fator que já está na conta de todos que projetam contas públicas", estimou o economista Felipe Salto, da Warren Rena.

Apesar de representar uma alta de gastos em relação a 2023, o volume será menor do que a estimativa anterior do Ministério da Fazenda, que considerava um salário mínimo de R$ 1.421 no próximo ano.

"É possível observar uma economia de R$ 3,1 bilhões em função do salário mínimo, como dito anteriormente, e de R$ 7,0 bilhões em função de uma inflação menor que a esperada inicialmente. Vale mencionar que a revisão do salário mínimo só não foi maior, pois o PIB sofreu revisão para cima (2,9% para 3,0%), compensando parcialmente os efeitos da redução da Inflação (4,6% para 3,9%)", informou a diretora da IFI, Vilma Pinto.

O aumento maior do salário mínimo é um dos itens que eleva as despesas obrigatórias neste ano. Com isso, sobrarão menos recursos para os gastos "livres" do governo, chamados de "discricionários" - o que pode afetar políticas do governo federal.

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domingo, 10 de dezembro de 2023

Problemas climáticos enfrentados por Peru, Equador e Espanha impulsionam exportações de frutas do Brasil, aponta USP

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País exportou mais de 940 mil toneladas de frutas entre janeiro e novembro deste ano. Clima favorável no Nordeste (El Niño) também é apontado como um dos motivos do desempenho brasileiro.
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Por g1 Piracicaba e Região

Postado em 10 de dezembro de 2023 às 10h15m

            Post. N. =  0.746           

Laranja está entre as frutas mais exportadas  — Foto: Fábio Tito/g1
Laranja está entre as frutas mais exportadas — Foto: Fábio Tito/g1

A receita obtida com a exportação de frutas frescas do Brasil atingiu a marca de US$ 1,08 bilhão entre os meses de janeiro e novembro de 2023. O país embarcou mais de 940 mil toneladas de frutas nesse ano, conforme aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). O volume deve superar o recorde de 2021 que embarcou US$ 1,1 bilhão na soma do ano todo.

O principal motivo para o desempenho brasileiro positivo são os problemas climáticos enfrentados por Peru, Equador e Espanha, países concorrentes que estão com produção reduzida.

O montante de US$ 1,08 bilhão indica uma alta de 30,4% quando comparado ao mesmo período de 2022. O recorde, até então, havia sido o de US$ 1,1 bilhão registrado em 2021.

Mais de 940 mil toneladas exportadas

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro de novembro de 2023, o Brasil exportou quase 940,9 mil toneladas de frutas frescas, índice 11,9% maior ao registrado no mesmo período de 2022.

Manga e abacate estão entre as frutas frescas mais exportadas pelo Brasil, conforme aponta o Cepea da USP em Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/g1
Manga e abacate estão entre as frutas frescas mais exportadas pelo Brasil, conforme aponta o Cepea da USP em Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/g1

10 mais exportadas

De acordo com o centro de estudos do Cepea da Esalq/USP, as dez frutas frescas mais exportadas em volume pelo Brasil em 2023 são:

🥭Manga
🍈Melão
🍇Uva
🍋Lima/limões
🍉Melancia
🔶Mamão
🥑Abacate
🍎Maçã
🍌Banana
🍊Laranja

Limão contribuiu para o bom desempenho brasileiro de exportações de frutas frescas, aponta pesquisa do Campus da USP de Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/g1
Limão contribuiu para o bom desempenho brasileiro de exportações de frutas frescas, aponta pesquisa do Campus da USP de Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/g1

Clima favorável no Nordeste

Os pesquisadores do Cepea ressaltam o desempenho de manga, uva, lima e limões, melão e melancia quanto às exportações em 2023, frutas cujo preço médio em dólar tem avançado.

Para algumas frutas, como o melão e a melancia, o clima favorável no Nordeste (El Niño) está favorecendo o volume produzido e a qualidade, afirmam os pesquisadores.

Problemas climáticos de concorrentes

Entretanto, o principal fator destacado são problemas relacionados ao clima enfrentados por países concorrentes.

No geral, o principal motivo para o bom desempenho brasileiro está nos problemas climáticos enfrentados por países como Peru, Equador e Espanha, que estão com produção reduzida, aponta o Cepea.

Mamão integra ranking de frutas frescas mais exportadas pelo Brasil entre janeiro e dezembro deste ano, aponta Cepea da Esalq/USP de Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/g1
Mamão integra ranking de frutas frescas mais exportadas pelo Brasil entre janeiro e dezembro deste ano, aponta Cepea da Esalq/USP de Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/g1

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Economistas debatem qual é o crescimento potencial do Brasil

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O IBGE divulgou nesta semana o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre. O resultado superou as expectativas e reforçou o debate sobre o PIB Potencial.
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Por Jornal Nacional

Postado em 08 de dezembro de 2023 às 22h15m

            Post. N. =  0.745           

Um metro e quatro de altura e 15 kg: aos 4 anos, Louise está "em linha com as expectativas".

A gente coloca a altura da mãe, altura do pai, tem uma fórmula matemática para isso e já prevê a altura que a criança vai chegar na fase adulta. Então, isso já gera, mais ou menos, a expectativa dessa curva de crescimento que a Louise vai ter ao longo da faixa pediátrica e depois na fase adulta, explica Paula Filler, médica pediatra.

Assim de olho na curva de crescimento, pediatras até se parecem com economistas, que, aliás, andam intrigados com o que chamam de PIB Potencial.

Um país tem um nível de produtividade, tem um nível de eficiência. Se ele cresce muito mais forte do que isso, esse crescimento vaza em problemas, ou seja, inflação, déficit na balança comercial e, às vezes, até problemas com o setor elétrico. Às vezes você não tem nem energia para o país crescer, diz o economista André Perfeito.

Mas o espaço para crescer do Brasil talvez seja maior do que se imaginava.

"Um dos grandes problemas que a gente tinha era o setor externo. Toda vez que a gente crescia começava a dar problema nas transações correntes, balança comercial. Agora, após anos e anos de esforço do Brasil, a gente construiu uma novidade que a Petrobras é a balança de energia no Brasil, começou a ficar superavitária, isso daí vai mudar o jogo. Outros grandes projetos de infraestrutura econômica que a gente fez estão se amadurecendo. Um exemplo disso, claro, é o Plano Real, que gerou algumas coisas importantes, gerou um nível de reserva internacional forte, o que permite que a gente não sofra choques na moeda. Basta ver o comportamento do real nos últimos meses, está absolutamente sobre o controle. Mas mais do que isso, que permitiu o nível de internacionalização da economia brasileira. O que gera, entre outras coisas, eficiência microeconômica e uma melhor produtividade. Então, o Brasil depois de muito mas muito esforço mesmo, conseguiu criar ou levar a cabo projetos que dão mais segurança e mais estabilidade. Isso daí não é a vitória de um brasileiro de um governo ou nada disso", afirma André Perfeito

Nas grandes cidades, como São Paulo, é impossível não notar como piorou o trânsito nos últimos meses. Para gente, é só um dado do cotidiano, mas para os economistas esse "" reflete os gráficos do crescimento do país. Em termos reais, o Produto Interno Bruto está no maior nível da série do IBGE, ou seja, o país nunca produziu tanta riqueza no período de um ano. Se a gente olhar para história, é quando começam a aparecer os gargalos. Mas um grupo grande de especialistas acredita que agora pode ser diferente.

Está se mostrando diferente já, né? Quer dizer que o Brasil pode crescer mais, de maneira sustentável, sem inflação. Melhora muito a situação de trabalho, de mão de obra, a renda melhora. É um país mais saudável, que consegue produzir mais com as mesmas coisas, comenta Luiz Fernando Figueiredo, presidente do conselho da Jive Investments. 
Só não vai dar certo se não investir.

A gente pega o setor de energia, pega transportes. São os gargalos de infraestrutura no Brasil são muito grandes. São justamente grandes por causa da falta do investimento em infraestrutura. Tanto do público como do privado, explica o professor de economia da FGV Nelson Marconi.

A taxa de investimento caiu na última década e deve ficar em torno de 17% do PIB. Muito abaixo da média mundial, 26,4%.

"A taxa de investimento mostra como está nossa capacidade produtiva. Então, quando a gente tem uma taxa de investimento baixa, a nossa capacidade de gerar produção, de gerar emprego, fica comprometida, diz Juliana Trece, pesquisadora do FGV Ibre.

Para o Brasil, assim como para as crianças, investimento define o futuro.

"Se a gente não trabalha na parte pediátrica, dificilmente vai chegar um adulto ali tão bem desenvolvido. Então, a gente focar nessa parte e investir em tudo isso, a gente espera que a criança alcance uma vida adulta saudável, com super potencial para um bom desenvolvimento, comenta a médica pediatra Paula Filler.

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