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sábado, 8 de julho de 2023

Dinheiro esquecido: R$ 7,1 bilhões ainda podem ser resgatados em sistema do BC

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Consulta pode ser feita por pessoas físicas e empresas no Sistema de Valores a Receber. Segundo instituição, quase 63% dos beneficiários têm direito a receber até R$ 10.
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Por Ana Paula Castro, TV Globo — Brasília

Postado em 08 de julho de 2023 às 11h00m

            Post. N. =  0.667           

Você tem dinheiro esquecido? Saiba como consultar no Banco Central
Você tem dinheiro esquecido? Saiba como consultar no Banco Central

O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (07) que R$ 7,1 bilhões ainda podem ser resgatados no Sistema de Valores a Receber (SVR). Os dados são do mês de maio.

O sistema é um serviço do Banco Central no qual é possível consultar se pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas têm algum ‘dinheiro esquecido’ em banco, consórcio ou outra instituição.

VEJA PASSO A PASSO PARA RESGATAR

Segundo o BC, do total disponível:

  • R$ 5,7 bilhões para quase 36,6 milhões de CPFs; e
  • R$ 1,4 bilhão para 2,8 milhões de CNPJs.

De acordo com a instituição, quase 62,84% dos resgastes devem ser de até R$ 10.

  • Entre R$ 0 e R$ 10 - 62,84%
  • Entre R$ 10,01 e R$ 100 - 25,16%
  • Entre R$ 100,01 e R$ 1.000 - 10,23%
  • Acima de R$ 1.000,01 - 1,78%

Número de beneficiários por faixa de valor a receber:

  • entre R$ 0 e R$ 10: 28.158.017 beneficiários
  • entre R$ 10,01 e R$ 100: 11.274.694 beneficiários
  • entre R$ 100,01 e R$ 1.000: 4.582.906 beneficiários
  • acima de R$ 1.000,01: 796.551 beneficiários

Segundo o BC, o beneficiário com valores a receber em mais de uma faixa é contado mais de uma vez.

Até a última atualização, R$ 4,2 bilhões já tinham sido resgatados.

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quinta-feira, 6 de julho de 2023

Ibovespa opera em queda, com ata do Fed e reforma tributária no radar

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Na véspera, o principal índice da bolsa de valores subiu 0,40%, aos 119.549 pontos.
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Por g1

Postado em 06 de julho de 2023 às 11h00m

            Post. N. =  0.666          

Ibovespa — Foto: Burak The Weekender/Pexels
Ibovespa — Foto: Burak The Weekender/Pexels

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quinta-feira (6), com investidores ainda repercutindo a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de olho nos desdobramentos da reforma tributária.

Às 13h41, o índice caía 1,78%, aos 117.415 pontos. Veja mais cotações.

No dia anterior, o Ibovespa fechou em alta de 0,40%, aos 119.549 pontos. Com o resultado, o índice passou a acumular:

  • Alta de 1,24% no mês;
  • Alta de 8,94% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Os mercados começam o dia com reforço de que medidas adicionais de aperto monetário estão à frente. O resultado é mais um dia de juros globais de longo prazo em alta, enquanto as bolsas amanhecem em queda.

O dólar, contudo, tem queda firme na manhã desta quinta-feira, mas exibe um movimento de apreciação contra divisas de mercados emergentes.

Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou um tom conservador na ata de sua última reunião, o que reforça indicativos de novas altas nos próximos meses. É o carro-chefe de repercussão negativa sobre a continuidade do aperto monetário nas economias desenvolvidas.

Uma série de indicadores estão previstos para esta quinta-feira, que podem dar norte sobre o rumo dos juros. Há divulgação de indicadores de atividade nos Estados Unidos como pedidos de auxílio-desemprego, geração de empregos no setor privado (relatório ADP) em junho; índices de serviços.

O mercado aguarda também a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, prevista para a próxima sexta-feira. O dado é um indicador importante porque, caso mostre que o mercado de trabalho continua aquecido na maior economia do mundo, a inflação pode se manter por mais tempo, levando ao aumento dos juros.

No cenário doméstico, a tramitação em negociação da pauta econômica no Congresso Nacional trouxe um dia de realização de lucros na quarta-feira. As atenções continuam voltadas para o andamento de pautas como votação do texto do arcabouço fiscal (que voltou do Senado) na Câmara e, principalmente, as definições sobre a reforma tributária para que possa ser votada até sexta.

De acordo com a Reuters, Arthur Lira e outros deputados envolvidos diretamente nas tratativas da reforma tributária buscam demover resistências para que a proposta, ainda sem votos necessários para ser aprovada, seja levada ao plenário da Casa nesta semana.

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      segunda-feira, 3 de julho de 2023

      Balança comercial tem superávit de US$ 10,6 bilhões em junho

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      Números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta segunda (3). No acumulado do primeiro semestre, saldo positivo foi de US$ 45,5 bilhões
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      Por Ana Paula Castro e Lais Carregosa, TV Globo e g1

      Postado em o3 de julho de 2023 às 16h00m

                  Post. N. =  0.665           

      A balança comercial registrou superávit de US$ 10,59 bilhões em junho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta segunda-feira (03).

      O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, é registrado déficit.

      De acordo com a pasta, foi o melhor resultado para um mês de junho desde 1989, quando teve início a série histórica.

      Segundo o governo, em junho:

      • as exportações somaram US$ 30,1 bilhões;
      • as importações somaram US$ 19,5 bilhões.

      No último mês, os principais parceiros comerciais foram:

      • Argentina: superávit de US$ 1,04 bilhões
      • EUA: superávit de US$ 0,20 bilhões
      • China, Hong Kong e Macau: superávit de US$ 4,86 bilhões
      • União Europeia: superávit de US$ 0,45 bilhões
      Balanço do primeiro semestre

      No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, ainda segundo o MDIC, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 45,5 bilhões, contra um superávit de US$ 34,3 bilhões no mesmo período de 2022. O aumento foi de 32,9% pela média diária.

      Na comparação com o primeiro semestre de 2022, houve aumento nas exportações para a Ásia, América do Sul e América do Norte.

      As exportações somaram US$ 1,34 bilhão entre janeiro e junho – o maior patamar da série histórica que começou em 2018. No mesmo período de 2022, o valor foi de US$ 1,32 bilhão.

      Os produtos agropecuários cresceram 7% nas exportações no semestre. O desempenho foi puxado principalmente pela soja, milho, animais vivos, arroz e sementes como girassol, gergelim, canola e algodão.

      Já em relação às importações, houve queda de 7,1% na comparação com o ano anterior. O Brasil comprou US$ 972,89 milhões, contra aproximadamente US$ 1,05 bilhão em 2022.

      Destaques das exportações no semestre, em valores aproximados:

      • soja: US$ 33,47 bilhões;
      • óleos brutos de petróleo: US$ 18,98 bilhões;
      • minério de ferro: US$ 13,66 bilhões;
      • farelos de soja: US$ 6,12 bilhões;
      • óleos combustíveis: US$ 5,42 bilhões;
      • açúcares e melaços: US$ 5,34 bilhões.

      Compradores no semestre:

      • Ásia: US$ 73,65 bilhões, dos quais US$ 50,7 bilhões para a China, Hong Kong e Macau;
      • Europa: US$ 29,37 bilhões, dos quais US$ 23 bilhões para a União Europeia;
      • América do Norte: US$ 24,2 bilhões, sendo US$ 17,27 bilhões para os Estados Unidos;
      • América do Sul: US$ 22,5 bilhões, dos quais US$ 12,7 bilhões para o Mercosul. Só a Argentina respondeu por US$ 9,47 bilhões das exportações brasileiras no período.
      • Oriente Médio: US$ 7 bilhões;
      • África: US$ 6 bilhões;
      • América Central e Caribe: US$ 2,57 bilhões.
      Previsão para o ano

      O MDIC estima que o saldo da balança comercial deve ficar em US$ 84,7 bilhões em 2023. Isso representa um aumento de 37,7% em relação a 2022.

      As exportações devem cair 1,2% no ano, contra a redução de 10% na importação. O ministério divulga estimativas trimestrais para a balança comercial.

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      sábado, 1 de julho de 2023

      Em 29 anos do Plano Real, R$ 1 de hoje valeria apenas R$ 0,12 na época

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      A inflação acumulada desde junho de 1994, quando o real foi lançado, é de 677,50%. Para ter o mesmo poder de compra da época, seriam necessários R$ 7,77 para cada R$ 1.
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      Por Bruna Miato, g1

      Postado em 01 de julho de 2023 às 15h40m

                  Post. N. =  0.664           

      Uma nota de R$ 1 da época do lançamento do Plano Real valeria apenas R$ 0,12 em 2023 — Foto: Bibiana Dionísio/G1 PR
      Uma nota de R$ 1 da época do lançamento do Plano Real valeria apenas R$ 0,12 em 2023 — Foto: Bibiana Dionísio/G1 PR

      Desde o lançamento do Plano Real em 1° de julho de 1994, durante o governo de Itamar Franco, a moeda nacional - desenvolvida para lidar com uma inflação que ultrapassava os 2.000% em um ano - já perdeu muito de seu valor.

      Com uma inflação acumulada de 677,50% desde aquela época até maio de 2023, mês da última divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atualmente, o R$ 1 de hoje valeria apenas R$ 0,12 na época, aproximadamente.

      O poder de compra da população diminuiu consideravelmente nestes 29 anos desde a adoção do real: se hoje alguém quisesse comprar o R$ 1 daquela época, precisaria desembolsar R$ 7,77, de acordo com a calculadora de inflação do Banco Central do Brasil (BC).

      Para ter o mesmo poder de compra de julho de 1994, seriam necessários, hoje:

      • R$ 38,87 para uma nota de R$ 5 da época;
      • R$ 388,75 para uma nota de R$ 50 da época;
      • R$ 777,50 para uma nota de R$ 100 da época.
      Outras notas

      Além das notas de R$ 1, R$ 5, R$ 10 e R$ 100 que foram lançadas inicialmente pelo Plano Real, cédulas de outros valores também foram desenvolvidas com o passar dos anos.

      Em dezembro de 2001 ocorreu o lançamento da nota de R$ 2, muito comum até os dias atuais. Para ter o mesmo poder de compra da época em que ela foi lançada, seriam necessários R$ 10,49. A inflação acumulada de lá para cá é de 424,40%, segundo o BC.

      Já para ter o poder de compra que se tinha com uma nota de R$ 20 quando foi lançada, em junho de 2002, seriam necessários R$ 102,69, já que o IPCA acumulado do período é de 413,43%.

      A última nota a ser criada foi a de R$ 200, que começou a circular no dia 2 de setembro de 2020, em meio à pandemia de covid-19. Em quase três anos, a inflação já acumula uma alta de 24,41% e, hoje, seriam necessários R$ 248,82 para ter o mesmo poder de compra.

      O real completa 29 anos de existência neste sábado (1°). O plano que deu origem à moeda nasceu sob a gestão de Itamar Franco, que tinha como ministro da Fazenda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

      O Plano Real, que marcou o fim de um dos períodos de maior instabilidade econômica e monetária do Brasil, teve seu processo iniciado em 1993 e tinha como objetivo controlar a inflação que ultrapassava os quatro dígitos na época.

      De acordo com informações do BC, no acumulado em 12 meses entre julho de 1993 e junho de 1994, quando o real foi implementado, a inflação chegou a encostar no nível de 5.000%.

      Apenas para se ter uma ideia, de lá para cá, "mesmo com as várias crises internacionais e internas que prejudicaram a estabilização econômica, o IPCA acumulado em 12 meses passou de 9% em poucas ocasiões", destaca a instituição.

      A implementação do real como a moeda nacional foi a última etapa do plano monetário.

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      sexta-feira, 30 de junho de 2023

      Governo muda formato, e meta de inflação passa a ser ‘contínua’ a partir de 2025

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      Modelo anunciado pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) terá 3% como objetivo. Haddad avalia que alteração traz mais flexibilidade para o trabalho do Banco Central, que é responsável por perseguir a meta.
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      Por Ana Paula Castro e Lais Carregosa, TV Globo e g1 — Brasília

      Postado em 30 de junho de 2023 às 07h00m

                  Post. N. =  0.663           

      Haddad: Meta da Inflação passa a ser contínua
      Haddad: Meta da Inflação passa a ser contínua

      O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (29) que o governo decidiu mudar o regime de metas de inflação. A meta será contínua em 3% a partir de 2025 (veja mais abaixo).

      A medida aposenta o atual formato, que leva em conta o ano-calendário — ou seja, de janeiro a dezembro. Isso significa que a meta será definida para um horizonte relevante, sem calendário fixado.

      Segundo Haddad, a decisão foi comunicada ao Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu nesta quinta.

      "Em relação à meta de inflação, eu anunciei ao Conselho Monetário Nacional e explico o porquê, porque é uma prerrogativa do presidente da república uma mudança do regime em relação ao ano calendário, de maneira que agora, conforme já discutido com a sociedade em inúmeras ocasiões, já tinha manifestado minha simpatia por uma mudança desse padrão que só se verifica em dois países do mundo, dentre os quais, o Brasil, de maneira que nós adotaremos agora meta contínua a partir de 2025", afirmou.

      De acordo com o ministro, o horizonte relevantea ser perseguido com a meta contínua será definido pelo Banco Central, mas tende a ser de 24 meses, a exemplo de experiências internacionais.

      A mudança para a meta contínua fará com que o governo não precise mais discutir a meta anualmente e traz mais flexibilidade para o trabalho do Banco Central, que é responsável por perseguir o objetivo da inflação. Você mantém a meta e redefine a trajetória", afirmou Haddad.

      • A inflação oficial do país é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
      • A meta de inflação é definida pelo CMN.
      • Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação.
      • A taxa básica de juros — chamada de Selic — é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação.
      • Atualmente, a meta de inflação trabalha com um período fechado: de janeiro a dezembro de um determinado ano.
      • No formato atual, objetivo é que a inflação medida em dezembro, acumulada desde o janeiro anterior, esteja dentro da meta. No caso de 2023, o centro dessa meta é de 3,25%.
      • No modelo contínuo é diferente. A inflação tem que estar na meta ao longo de um horizonte de tempo, independente de data fechada.

      O ministro da Fazenda vinha defendendo a mudança no sistema de metas. Na quarta-feira (28), disse a jornalistas que levaria a discussão à reunião do CMN.

      "[Vamos discutir] se é o caso ou não de tomar essa decisão sobre padronizar em relação ao resto do mundo o programa de metas de inflação do Brasil, que é sui generis, só no Brasil e mais outro país, acho que Turquia, que usa meta calendário", afirmou.

      Mais cedo, nesta quinta, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que um estudo do Banco Central mostrou que a meta contínua seria mais eficiente.

      "Em alguns momentos da história, o governo ficou preocupado em estourar a meta em um ano específico e acabou tomando medidas no final do ano que fizesse com que aquela inflação caísse de forma pontual e que gerou uma alocação de recursos que não era a mais eficiente do ponto de vista econômico. E grande parte dos países não tem meta de ano-calendário."

      Com reuniões mensais, o CMN é presidido por Haddad. Além dele, integram o conselho a ministra Simone Tebet (Planejamento) e o presidente do BC.

      Metas

      Na coletiva desta quinta, Haddad afirmou que o conselho decidiu que a meta de inflação será contínua em 3% a partir de 2025.

      A meta será cumprida se estiver em um intervalo de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

      O objetivo é o mesmo estabelecido para 2024 e 2025. "Lembrando que as projeções pra 2025 já se encontram praticamente nesse patamar", disse o ministro

      O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, disse que a decisão do CMN foi muito positiva.

      A mudança na forma de apuração, que passa a valer a partir de 2025, alinha o nosso modelo à prática da quase totalidade dos demais países que adotam essa sistemática, em especial os desenvolvidos e os nossos pares emergentes, afirmou em nota divulgada nesta quinta.

      Segundo o presidente da Febraban, a meta contínua fará com que o BC conduza a política monetária visando uma meta de longo prazo, evitando ou minimizando o impacto de uma eventual elevação dos juros sobre a atividade econômica no curto prazo.

      Saiba como são definidas as metas de inflação:
      Saiba como é definida a meta de inflação
      Saiba como é definida a meta de inflação

      Descumprimento da meta

      No formato atual, se a inflação ficasse fora do intervalo de tolerância, o presidente do Banco Central tinha de divulgar publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro da Fazenda, que preside o CMN.

      O atual formato do regime de metas foi instituído em 1999. Desde então, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância em sete anos: 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021 e 2022.

      Ou seja, nesses anos, o presidente do BC precisou justificar o descumprimento da meta.

      Ao ser questionado como funcionará o mecanismo no novo formato, Haddad disse que a instituição vai continuar prestando contas ao CMN e tende a ser mais frequente.

      Sem detalhar a frequência, o ministro disse apenas que a prestação de contas seria disciplinada por um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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      quarta-feira, 28 de junho de 2023

      Dólar fecha em alta e vai a R$ 4,84, de olho em sinais sobre juros no Brasil e no mundo

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      A moeda norte-americana subiu 1,01%, vendida a R$ 4,8472.
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      Por g1

      Postado em 28 de junho de 2023 às 10h10m

                  Post. N. =  0.662           

      Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
      Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

      O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (28) em alta, na medida em que investidores continuaram a repercutir a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e monitoraram falas de presidentes de grandes bancos centrais no exterior.

      Ao final da sessão, a moeda norte-americana avançou 1,01%, cotada a R$ 4,8472. Veja mais cotações.

      Na véspera, o dólar teve alta de 0,68%, aos R$ 4,7986. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

      • alta de 1,45% na semana;
      • quedas de 4,45% no mês e de 8,16% no ano.

      Na agenda doméstica, o mercado continuou repercutindo a ata do Copom do Banco Central do Brasil (BC), divulgada ontem, que trouxe sinalizações de que o ciclo de corte na Selic, taxa básica de juros, pode começar já na próxima reunião, em agosto.

      Embora o mercado espere, em sua maioria, uma baixa de 0,25 ponto percentual (p.p.), especialistas explicam que essa possível queda já impacta a taxa de câmbio. Se os juros caem no país, os títulos de renda fixa brasileiros também passam a entregar uma rentabilidade menor, o que leva a uma retirada de recursos internacionais.

      Segundo Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, o comitê deixou as portas abertas para o corte, mas ainda sem definições.

      "O foco agora é a decisão sobre a meta da inflação ainda essa semana, tema importante para tomar as decisões de subir, baixar ou manter juros. Inflação desacelerando, com a prévia do nosso principal índice de inflação mostrando desaceleração nos preços, mas em ritmo ainda devagar. Isso reforça a mensagem do Banco Central de que o processo de queda da inflação exige paciência, e daqui pra frente deve ser em um ritmo mais lento que aquele que vimos nos últimos meses", pontua Rachel.

      Os investidores também avaliaram os dados do Censo Demográfico 2022, divulgado pelo instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, o Brasil tem 203 milhões de habitantes, 4,7 milhões de pessoas a menos do que as estimativas.

      Os dados mostraram, ainda, que o crescimento da população brasileira desacelerou expressivamente na última década, atingindo a menor taxa média de crescimento populacional anual da história.

      No mercado internacional, investidores ficaram atentos às falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, que participou de uma conferência do Banco Central Europeu (BCE) nesta quarta-feira.

      Durante seu discurso, Powell afirmou que o Fed percorreu "um longo caminho" com os aumentos de juros e reiterou que a manutenção da taxa básica dos Estados Unidos, decidida na reunião deste mês, foi uma medida para fazer um balanço dos efeitos da política monetária na maior economia do mundo.

      "Eu não descartaria movimentos em reuniões consecutivas", afirmou Powell, ressaltando que o Fed "acredita claramente que há mais trabalho a fazer, que há mais aumentos da taxa de juros que provavelmente serão apropriados" em algum ponto ao longo do ano.

      Na mesma linha, a presidente do BCE, Christine Lagarde, que também participou do evento, disse que a autarquia ainda não vê evidências suficientes de que a inflação está se estabilizando e caindo.

      O BCE frequentemente cita a necessidade de uma queda consistente na inflação subjacente como um critério determinante para interromper os aumentos dos juros.

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