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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Dólar fecha em queda à espera de decisão sobre juros no Brasil e nos EUA

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Moeda terminou o pregão desta terça (20) com queda de 0,25%, vendida a R$ 5,1520.
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Por g1

Postado em 20 de setembro de 2022 às 10h10m

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O dólar fechou em queda nesta terça-feira (20), à espera das decisões sobre juros dos Estados Unidos e no Brasil, aguardadas para quarta-feira.

A moeda norte-americana recuou 0,25%, vendida a R$ 5,1520. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, o dólar encerrou em baixa de 1,79%, a R$ 5,1647. Com o resultado de hoje, volta a acumular queda no mês, de 0,94%. No ano, tem queda de 7,58% frente ao real.

Os investidores se preparam para a reunião de política monetária desta semana do banco central norte-americano, que começa nesta terça e se encerrará na quarta. O Federal Reserve deve subir sua taxa de juros em, pelo menos, 0,75 ponto percentual, com algumas chances de ajuste ainda mais agressivo, de 1 ponto completo.

"O cenário internacional continua desafiador para os mercados emergentes, devido à persistência da inflação nos mercados desenvolvidos --desencadeando um aperto monetário mais rápido nesses mercados, em especial pelo Fed-- e a um dólar forte frente às moedas de mercados desenvolvidos e alguns mercados emergentes", avaliou o Credit Suisse em relatório desta segunda-feira, citando o real como uma das moedas que têm ficado sob pressão de juros mais altos no exterior.

No radar do mercado também está a declaração de apoio de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda do governo de Michel Temer, à candidatura de Lula à Presidência da República, feita na véspera.

Larissa Brito, planejadora financeira da Planejar, disse que eventual participação de Meirelles, um liberal, na pasta econômica do governo Lula aliviaria temores sobre uma administração fiscalmente danosa ao longo dos próximos anos caso o petista vença as eleições.

Ainda na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, define a nova taxa de juros brasileira, com a maioria dos economistas em pesquisa Reuters esperando manutenção dos atuais 13,75% ao ano.

Na segunda-feira, os economistas do mercado financeiro reduziram de 6,40% para 6% a estimativa de inflação para este ano e também elevaram a previsão de crescimento da economia, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. A previsão dos economistas dos bancos é que a economia brasileira cresça 2,65% em 2022, contra os 2,39% previstos anteriormente. Já para a taxa de juros, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022.

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domingo, 18 de setembro de 2022

Negros ocupam só 0,4% dos cargos de diretoria, mostra levantamento

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Os negros só lideram em posições operacionais e técnicas, mostra levantamento da Vagas.com
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 18 de setembro de 2022 às 09h00m

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Profissionais negros ainda são subutilizados em cargos de chefia — Foto: Christina Morillo
Profissionais negros ainda são subutilizados em cargos de chefia — Foto: Christina Morillo

A proporção dos negros em cargos de chefia permanece bem abaixo da observada entre os trabalhadores brancos, aponta levantamento da Vagas.com, empresa de soluções tecnológicas de recrutamento e seleção.

Na posição de diretoria é onde a diferença é mais acentuada: 0,4% desses cargos são ocupados por negros, mesma proporção dos indígenas, enquanto os brancos aparecem com 1,1%, e amarelos com 0,9%. Os negros só lideram em posições operacionais (33,2%) e técnicas (6,3%).

Ainda segundo o levantamento, no nível sênior os negros ocupam a menor porcentagem dos cargos entre as demais raças: 1,3%, ante 2,2% dos brancos e 1,8% de amarelos e indígenas.

Os negros também são minoria em supervisão e coordenação (3,9%, contra 4,9% de amarelos, 5,2% de brancos e 3,5% de indígenas). Já na posição de gerência, a desigualdade racial continua escancarada: 1,9%, ante 2% de indígenas, 3,3% de brancos e 3,6% de amarelos.

Já no nível pleno, eles representam 3,6% dos cargos, contra 5,5% entre os brancos, 4,6% entre amarelos e 3,4% entre indígenas.

A desvantagem dos negros pode ser observada ainda entre trainees e estagiários.

Veja no quadro abaixo:

Proporção de profissionais por raça e por nível hierárquico — Foto: Economia g1
Proporção de profissionais por raça e por nível hierárquico — Foto: Economia g1

Apesar do avanço dos programas de diversidade e inclusão no ambiente corporativo, os negros ainda continuam marginalizados e com baixa representatividade do meio ao topo da pirâmide hierárquica", explica Renan Batistela, integrante do comitê de Diversidade & Inclusão da Vagas.com.

Segundo ele, os dados apontam que esse público continua tendo mais espaço em cargos operacionais. "Essa discrepância fica ainda mais notória quando analisamos o nível de graduação de todas as raças, comprovando que há uma clara distinção de oportunidades para os negros, especialmente em posições de suporte e gestão.

Os dados declarados de grau de instrução reforçam a discriminação com os negros no mercado de trabalho. De acordo com o levantamento, os negros ainda permanecem atrás dos brancos e amarelos em faixas de ensino mais altas.

Veja abaixo:

Proporção de profissionais por raça e por nível de formação — Foto: Economia g1
Proporção de profissionais por raça e por nível de formação — Foto: Economia g1

O levantamento foi realizado em agosto deste ano, considerando o nível de cargo cadastrado pelos usuários no portal Vagas.com, com 18,7 milhões de candidatos cadastrados no banco de dados.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Vendas via PIX são contabilizadas no limite de faturamento do Simples Nacional; entenda

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Para a Receita Federal, PIX é uma modalidade de pagamento à vista análoga ao dinheiro em espécie. Vendas pagas com PIX estão inclusas no faturamento para efeito dos limites do Simples.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 15 de setembro de 2022 às 13h10m

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PIX — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
PIX — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Vendas de empresas via PIX são análogas às operações pagas pelos clientes à vista, em dinheiro vivo, quando há transferência imediata do valor da mercadoria. E, segundo a Secretaria da Receita Federalsão consideradas no faturamento das empresas para fins de enquadramento no Simples Nacional.

Implementado pelo Banco Central, o PIX é um sistema de transferências em tempo real e 24 horas por dia, que também vem sendo utilizado por empresas como uma forma de pagamento de produtos e serviços.

"O PIX é análogo ao dinheiro em espécie. As vendas pagas com PIX estão inclusas no faturamento para efeito dos limites do Simples Nacional", declarou a Secretaria da Receita Federal ao ser questionada pelo g1.

As vendas por meio de transferências eletrônicas, entretanto, são mais fáceis de serem fiscalizadas pela Receita Federal. Porque, ao contrário do dinheiro em espécie, deixam rastro no sistema de pagamentos.

Questionada pelo g1, a Receita Federal informou que não estão sendo notificadas empresas do Simples com base nas movimentações financeiras do PIX, assim como também não foram lavrados autos de infração.

As fiscalizações do Simples, porém, também são realizadas pelas receitas estaduais e municipais, pois a arrecadação é compartilhada.

Limites do Simples

O Simples Nacional é o regime simplificado de tributação destinado a microempresas e empresas de pequeno porte.

  • Microempreendedor individual: limite de R$ 81 mil por ano e, para transportador autônomo de cargas, de R$ 251.600,00 por ano.
  • No caso das microempresas, o limite de faturamento anual é de até R$ 360 mil. Para as empresas de pequeno porte, o valor é R$ 4,8 milhões.

Em 2020, assim que o PIX foi implementado, a Receita Federal informou que acompanharia de perto as movimentações financeiras efetuadas pelos brasileiros e pelas empresas por meio do novo sistema instantâneo de pagamentos.

"As informações sobre movimentação financeira dos contribuintes permanecem sendo importantes para identificar irregularidades e dar efetividade ao cumprimento das leis tributárias", informou o órgão ao g1 naquele momento.

De acordo com a Receita, a prestação de dados financeiros pelos bancos assegura os "elementos mínimos necessários para garantir os meios para que a Administração Tributária consiga ser efetiva no cumprimento de sua missão".

E acrescentou: "Portanto os valores globais de movimentação financeira e saldos continuam sendo declarados [pelas instituições financeiras ao Fisco] da mesma forma, sem diferenciar se são oriundos do PIX ou de TED, por exemplo".

O órgão lembra que os bancos informam transferências bancárias de contribuintes por meio da "e-Financeira""Apenas os valores globais a débito e crédito consolidados mensalmente por conta e por contribuinte", explicou a Receita, em 2020.

Na avaliação do órgão, os dados da e-Financeira "são uma base importante de dados para a Receita Federal e têm ganhado uma importância crescente no mundo todo em razão da necessidade de transparência, conformidade e combate a ilícitos".

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terça-feira, 13 de setembro de 2022

Inflação nos EUA fica em 8,3% em 12 meses até agosto

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Dado reforça as apostas por uma nova forte alta nas taxas de juros do país.
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Por g1

Postado em 13 de setembro de 2022 às 11h35m

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A inflação nos Estados Unidos ficou em 8,3% no acumulado em 12 meses até agosto – abaixo dos 8,5% do mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Departamento do Trabalho do país.

O dado, acima do esperado pelos analistas, reforça as apostas por uma nova forte alta nas taxas de juros do país.

As maiores contribuições para a alta vieram de alojamento, alimentação e saúde – que foram parcialmente compensados pela queda de 10,6% nos índice da gasolina.

"O índice de alimentos continuou a subir, com alta de 0,8% no mês, conforme o índice de alimentação no domicílio cresceu 0,7%", apontou o escritório de estatísticas dos EUA.

Já o índice de energia recuou 5% no mês, com a queda no índice da gasolina – mas houve altas em eletricidade e gás natural.

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domingo, 11 de setembro de 2022

Notas de libra esterlina serão modificadas após a morte da rainha Elizabeth II

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Novas notas passarão a levar a imagem do herdeiro do trono, o rei Charles III.
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Por g1

Postado em 11 de setembro de 2022 às 08h00m

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Notas de libra esterlina com o rosto da rainha Elizabeth II — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Notas de libra esterlina com o rosto da rainha Elizabeth II — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

A morte dos monarcas britânicos é tradicionalmente acompanhada de muitas mudanças na iconografia do país e em outras partes da Commonwealth. Nesta quinta-feira (8) morreu a rainha Elizabeth II, que ocupou o trono do Reino Unido por 70 anos.

Durante o longo reinado de Elizabeth II, muitos dos símbolos britânicos passaram a levar seu rosto, brasão e iniciais. Uma das principais é a moeda corrente, a libra esterlina.

Com a morte da rainha, as novas notas passarão a levar a imagem do herdeiro, o rei Charles III. A fotografia será escolhida e aprovada pelo Palácio de Buckingham, ainda sem prazo definido.

Segundo o jornal "The Guardian", há cerca de 4,5 bilhões de cédulas em circulação com o rosto da rainha, no valor combinado de 80 bilhões de libras. Isso significa que levará cerca de dois anos para que toda a substituição seja concluída.

Operação 'London Bridge': entenda a despedida de Elizabeth II e nomeação do novo reiOperação 'London Bridge': entenda a despedida de Elizabeth II e nomeação do novo rei

"Quando a rainha subiu ao trono em 1952, o monarca não aparecia nas notas. Isso mudou em 1960, quando o rosto de Elizabeth II começou a aparecer em notas de 1 libra em uma imagem criada pelo designer de notas Robert Austin", diz o jornal.

No caso de moedas, é comum na Europa ter monarcas diferentes em circulação por bastante tempo, pois não é feito um recall para retirá-las do mercado.

Além do dinheiro do Reino Unido, a rainha Elizabeth II aparece em algumas notas de US$ 20 no Canadá, em moedas na Nova Zelândia e em todas as moedas e notas emitidas pelo banco central do Caribe Oriental, além de outras partes da Commonwealth.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

IPCA: Brasil tem deflação de 0,36% em agosto, influenciada pelos combustíveis

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É o menor índice para um mês de agosto desde 1998, ou seja, em 24 anos. Nos últimos 12 meses, a alta é de 8,73%, a menor desde junho de 2021.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 09 de setembro de 2022 às 10h00m

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Posto de gasolina combustível  — Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilPosto de gasolina combustível — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em -0,36% em agosto, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). Foi o segundo mês seguido de deflação.

O índice é o menor para um mês de agosto desde 1998 – ou seja, em 24 anos. Mais uma vez, a queda foi influenciada principalmente pela retração nos preços dos combustíveis.

A queda foi menos intensa do que a registrada em julho (-0,68%), quando a taxa foi a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em janeiro de 1980. Desde o plano Real, o Brasil registrou deflação 16 vezes.

Alguns fatores explicam a queda menor em relação a julho, segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Um deles é a retração menos intensa da energia elétrica (-1,27%), que havia sido de 5,78% no mês anterior, em consequência da redução das alíquotas de ICMS.

Também houve aceleração de alguns grupos, como saúde e cuidados pessoais (1,31%) e vestuário (1,69%), e a queda menos forte do grupo de transportes em agosto.

"No mês anterior, os preços da gasolina, que é o item de maior peso no grupo, tinham caído 15,48% e, em agosto, a retração foi menor (-11,64%), explicou.

Acumulado

Já nos últimos 12 meses, a alta é de 8,73%, a menor desde junho de 2021 (8,35%) – com isso, o indicador voltou a ficar abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em um ano. Nos 12 meses imediatamente anteriores, a alta havia sido de 10,07%.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,39%. Em agosto de 2021, a variação havia sido de 0,87%.

Combustíveis são mais uma vez o destaque

Assim como em julho, a deflação veio principalmente da queda no grupo dos Transportes (-3,37%), que contribuiu com -0,72 ponto percentual (p.p.) no índice do mês. O destaque vem mais uma vez da queda no preço dos combustíveis (-10,82%).

Segundo o IBGE, em agosto, os preços dos quatro combustíveis pesquisados caíram: gás veicular (-2,12%), óleo diesel (-3,76%), etanol (-8,67%)gasolina (-11,64%) – neste último caso, o impacto negativo foi o mais intenso (-0,67 ponto percentual) entre os 377 subitens do IPCA.

O IBGE lembra que o preço da gasolina nas refinarias foi reduzido em R$ 0,18 por litro em 16 de agosto.

Já os preços das passagens aéreas (-12,07%) também recuaram, após quatro meses de altas. Para o gerente da pesquisa, a sazonalidade é uma das explicações para esse resultado.

Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação nesse período, explica.

Além disso, o grupo Comunicação também teve deflação, com impacto de -0,06 p.p. no índice geral. No lado das altas, o destaque foi Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,17 p.p. em agosto. Já Alimentação e bebidas desacelerou em relação a julho, com impacto de 0,05 p.p. O grupo Vestuário teve a maior variação positiva no IPCA de agosto.

Veja abaixo:

  • Alimentação e bebidas: 0,24
  • Habitação: 0,10
  • Artigos de residência: 0,42
  • Vestuário: 1,69
  • Transportes: -3,37
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,31
  • Despesas pessoais: 0,54
  • Educação: 0,61
  • Comunicação: -1,10
Tomate, leite e luz: outros destaques de queda

No grupo Alimentação e bebidas, o resultado da alimentação no domicílio (0,01%) ficou próximo da estabilidade. Houve altas em componentes importantes na cesta das famílias, como o frango em pedaços (2,87%), o queijo (2,58%) e as frutas (1,35%).

Por outro lado, ocorreram quedas expressivas nos preços do tomate (-11,25%), da batata-inglesa (-10,07%) e do óleo de soja (-5,56%).

Além disso, o preço do leite longa vida, que havia subido 25,46% em julho, caiu 1,78% em agosto, contribuindo com -0,02 p.p. no índice do mês.

Nos últimos meses, os preços do leite subiram muito. Como estamos chegando ao fim do período de entressafra, que deve seguir até setembro ou outubro, isso pode melhorar a situação. Mas no mês anterior, a alta do leite foi de 25,46%, ou seja, os preços caíram em agosto, mas ainda seguem altos, afirma Kislanov.

A variação da alimentação fora do domicílio (0,89%) ficou próxima à do mês anterior (0,82%). Enquanto a refeição passou de 0,53% para 0,84%, o lanche desacelerou de 1,32% para 0,86%.

Já no acumulado de 12 meses o grupo alimentação e bebidas subiu 13,43%, bem acima da inflação de 8,73% no mesmo período. Outros grupos com variação maior foram Artigos de residência, Vestuário e Saúde e cuidados pessoais.

Já os combustíveis acumulam queda de 7,11%, contribuindo para a alta menos acentuada nos transportes.

Veja abaixo:

Em Habitação, houve queda na energia elétrica residencial no mês de agosto (-1,27%), embora menos intensa que a do mês anterior (-5,78%).

Os efeitos da redução das alíquotas de energia elétrica ficaram mais concentrados no mês anterior. Em alguns locais, como Vitória e Belém, ainda houve reajuste nas tarifas em agosto, explica Kislanov. 
Altas em roupas, higiene pessoal e plano de saúde

A maior variação positiva no IPCA de agosto veio do grupo vestuário (1,69%), cujos preços haviam desacelerado no mês anterior (0,58%). As roupas femininas (1,92%), masculinas (1,84%) e os calçados e acessórios (1,77%) foram as maiores influências no avanço do grupo.

Já a alta de 1,31% no grupo de saúde e cuidados pessoais é relacionada aos aumentos dos itens de higiene pessoal (2,71%) e plano de saúde (1,13%).

No caso do plano de saúde, foi incorporada a fração mensal referente ao reajuste de 15,50% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos novos.

No grupo Educação, nos cursos regulares (0,51%), apenas os cursos de pós-graduação (-1,46%) tiveram recuo nos preços. As maiores variações foram da educação de jovens e adultos (3,68%), das creches (1,41%) e dos cursos técnicos (1,02%).

6 em cada 10 itens pesquisados ficaram mais caros em agosto

Embora a deflação tenha ficado concentrada em poucos grupos, a alta de preços teve maior espalhamento em agosto. O índice de difusão (percentual de itens com aumento no mês) acelerou de 63% em julho para 65% em agosto. Isso significa que, dos 377 produtos e serviços investigados pelo IBGE, 245 tiveram alta de preços no mês - em julho, foram 237 em alta.

Entre os impactos no IPCA de agosto, destaque para a gasolina e higiene pessoal. Veja abaixo:

Principais impactos no índice de agosto — Foto: Reprodução/IBGE
Principais impactos no índice de agosto — Foto: Reprodução/IBGE

13 das 16 áreas pesquisadas registram deflação

Regionalmente, três das 16 áreas tiveram alta em agosto. A maior variação positiva foi em Vitória (0,46%), influenciada pela alta 11,16% na energia elétrica. O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Recife (-1,40%), puxado pela queda de 16,23% nos preços da gasolina.


INPC tem queda de 0,31% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a inflação para famílias de baixa renda e é usado como referência para reajustes salariais e benefícios do INSS, teve queda de 0,31% em agosto. Com isso, o índice acumula alta de 4,65% no ano e de 8,83% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2021, a taxa foi de 0,88%.

Os produtos alimentícios passaram de 1,31%, em julho, para 0,26%, em agosto. Já os não alimentícios tiveram queda menor (passando de uma retração de 1,21% em julho para -0,50% em agosto).

Inflação acima da meta em 2022 e riscos para 2023

Em 2021, a inflação fechou o ano em 10,06%, bem acima do teto da meta (5,25%), representando o maior aumento desde 2015.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)a meta de inflação para 2022 é de 3,5% e só será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%. O Banco Central já admitiu oficialmente, porém, que a meta de inflação será descumprida em 2022 pelo segundo ano seguido.

projeção atual do mercado financeiro é de um IPCA de 6,61% em 2022. Para 2023, porém, a expectativa para o IPCA é de 5,27%.

Para o próximo ano, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Ou seja, crescem as apostas de um estouro do teto da meta também no ano que vem.

Mesmo com a indicação de que o pior já passou para a inflação, o BC elevou a taxa Selic a 13,75% – maior patamar em 6 anos.

Meta de inflação — Foto: Arte/g1
Meta de inflação — Foto: Arte/g1 

Preços devem subir lentamente, dizem economistas

Economistas apontam que a inflação deve encerrar o ano em um dígito, com forte redução em relação aos dois dígitos vistos na primeira metade do ano, porém, ainda acima da meta do Banco Central de 3,5%.

"A projeção de queda da inflação não significa que os preços vão cair de maneira geral. E sim, que eles passarão a subir mais lentamente. Isso porque inflação caindo é diferente de deflação – quando os preços efetivamente caem, como vimos com a gasolina nos últimos meses", explica Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos.

Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research, destaca que, para o restante do ano, os efeitos da alta dos juros, arrefecimento dos preços das commodities, dos preços dos alimentos e de bens industriais, além dos combustíveis, podem contribuir para uma desaceleração da inflação. Porém, medidas fiscais que sustentem a demanda podem pressionar os preços.

"Para setembro, esperamos uma estabilidade dos preços ainda devido ao último reajuste nas refinarias e um menor efeito do corte de impostos sobre combustíveis", afirma.

O Itaú Unibanco prevê que o IPCA feche o ano em 7%, com previsão de novas reduções no índice para os meses de setembro e outubro. "A queda de preços de leite e derivados deve contribuir para deflação no grupo alimentação nos próximos meses", informa.

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